O Future of Life Institute (FLI) tornou-se o centro das atenções, quando em março último lançou um alerta global: “Pause Giant AI Experiments. We call on all AI labs to immediately pause for at least six months the training of AI systems more powerful than GPT-4”. A Carta Aberta, em jeito de Manifesto, pede uma […]
O Future of Life Institute (FLI) tornou-se o centro das atenções, quando em março último lançou um alerta global: “Pause Giant AI Experiments. We call on all AI labs to immediately pause for at least six months the training of AI systems more powerful than GPT-4”.
A Carta Aberta, em jeito de Manifesto, pede uma pausa de seis meses no desenvolvimento dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), nomeadamente o Chat GPT.
Está-se a ir rápido de mais. Será?
André Ribeiro Pires é Chief Operating Officer na Multipessoal, a empresa portuguesa de consultoria em Recursos Humanos que há 25 anos opera na área do recrutamento e seleção e também trabalho temporário.
Recentemente, a empresa lançou a “Clan”, uma solução 100% digital destinada a todas as pessoas que procuram emprego em Portugal e aos cerca de 10.000 colaboradores colocados diariamente nos seus clientes, nos vários regimes de contratação.
Colocamos o desafio:
Como podem estes seis meses de interrupção prevenir um ataque da máquina sobre o Homem? Faz sentido parar? O que pode significar o futuro do ChatGPT e dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs)? O que é realmente urgente?
André Ribeiro Pires, responde.
«Enquanto escrevo, passa pelos céus de Lisboa um avião moderno que, através da deslocação de pessoas, permite que a economia, a civilização e a cultura se desenvolvam a uma velocidade única.
Encontrar formas de transporte ainda mais rápidas, através da Inteligência Artificial (IA), permite libertar a inteligência humana para a criatividade e para a reflexão. Quando falamos de IA e, instintivamente, pensamos que estamos a ir rápido demais, corremos o risco de estar a ceder a interesses económicos de quem ainda não está tão preparado para esta transição. Não, não estamos a ir rápido demais.
A meu ver podemos, genuinamente, tirar um enorme partido deste capital coletivo, se nos focarmos na resolução de problemas, globais e locais, ao dar capacidade às entidades públicas para beneficiarem países, economias e culturas, com a promoção e desenvolvimento da indústria da produção de conhecimento coletivo.
A Inteligência Artificial não é uma ameaça, mas sim o reflexo da inteligência humana».
Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder.
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