Com o objetivo de criar um referencial para a implementação de políticas, programas e uma cultura de Bem-Estar e Felicidade, a Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), apresentou um projeto de Norma para a saúde física e mental dos trabalhadores, desempenho e sustentabilidade das organizações, cujo documento está em consulta pública até ao dia 14 […]
Com o objetivo de criar um referencial para a implementação de políticas, programas e uma cultura de Bem-Estar e Felicidade, a Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), apresentou um projeto de Norma para a saúde física e mental dos trabalhadores, desempenho e sustentabilidade das organizações, cujo documento está em consulta pública até ao dia 14 de julho (sexta-feira).
«A felicidade é um tema que já não é novo. (…) Ao longo dos anos o conceito de felicidade foi evoluindo até chegarmos a esta Norma», as palavras são de José João Baltazar Mendes, Presidente da Egas Moniz School of Health & Science, durante a sessão de apresentação, no final de junho, em Lisboa.
Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, referiu ainda que «A organização não é, nem pode ser, um somatório de pessoas. São as pessoas que escolhem as organizações e não as organizações que escolhem as pessoas».
Objetivos e papel das Lideranças
Segundo o projeto de Norma, um Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade é uma condição fundamental para reforçar a eficiência do desempenho organizacional e a iniciativa visa contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 3 – Saúde de Qualidade e ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico.
O documento foi elaborado pela Comissão Técnica de Normalização «Bem-estar e felicidade organizacional», e a coordenação é da responsabilidade do Organismo de Normalização Setorial da APEE.
Através desta norma são fornecidas orientações para uma organização desenvolver e implementar uma cultura e uma política de bem-estar e felicidade, suportada nas necessidades e expectativas das pessoas que trabalham para a organização, programas de ação de melhoria, e de monitorização das condições que contribuem para a criação de ambientes de trabalho adequados.
São considerados os seguintes pontos de suporte:
− criação, desenvolvimento e manutenção de uma cultura de bem-estar e felicidade organizacional;
− melhoria contínua do desempenho do sistema de gestão do bem-estar e felicidade organizacional;
− melhoria contínua do bem-estar no trabalho e da felicidade no trabalho;
− melhoria contínua do desempenho e da sustentabilidade da organização.
Segundo o projeto em consulta, a liderança deve assumir o compromisso para o sucesso do sistema de gestão do bem-estar e felicidade organizacional, assegurando a uma cultura, incluindo a consciencialização, o suporte ativo e o feedback da informação. A gestão de topo tem responsabilidades específicas pelas quais precisa de ser pessoalmente envolvida e responde pelas atividades da organização, perante as partes interessadas internas e externas, que envolve a responsabilização pelas consequências de condutas e decisões, refere o projeto Norma.
O documento está sujeito a um inquérito público a decorrer sob a alçada do Instituto Português da Qualidade (IPQ). O prazo termina a 14 de julho e a Norma pode ser consultada aqui.


