Antigamente, era comum existir a micro gestão, pouca interação com os subordinados e uma chefia com foco total nos detalhes dos processos, e com pouca inteligência emocional. Porém, no século XX, surgiu um novo modelo de liderança, mais voltada para pessoas e com pouco foco nos processos, chamada de liderança situacional. Esse modelo trouxe muitos […]
Antigamente, era comum existir a micro gestão, pouca interação com os subordinados e uma chefia com foco total nos detalhes dos processos, e com pouca inteligência emocional. Porém, no século XX, surgiu um novo modelo de liderança, mais voltada para pessoas e com pouco foco nos processos, chamada de liderança situacional. Esse modelo trouxe muitos benefícios nos resultados finais das organizações, com a internalização da humanização nas empresas, os colaboradores começaram a sentir-se mais valorizados e engajados com os objetivos, gerando uma relação benéfica entre ambas as partes.
Como o próprio nome sugere, a liderança situacional é adaptativa: o líder que pratica esse modelo tem a postura de adaptar-se conforme cada situação. Por exemplo conforme o perfil de maturidade de cada colaborador, e/ou as constantes mudanças de estratégias e operações que ocorrem na empresa, como saber lidar com a fusão com outra organização ou uma nova regulamentação no mercado. O líder deverá também conduzir a equipa para esses novos desafios de maneira suave, baseado no empatia, diálogo e escuta ativa, objetivando sempre em trazer a força de trabalho para o lado dele e, principalmente, para o lado da empresa, garantindo a cada dia melhores resultados para a organização.
A liderança situacional está a fazer mais sentido a cada momento no mundo corporativo, principalmente nos tempos atuais em que temos uma nova geração no mercado de trabalho que valoriza as relações sociais, autonomia e democracia nas decisões. Um líder com mentalidade e postura que não é condizente com uma liderança situacional, dificilmente conseguirá manter uma relação saudável com a sua equipa.
Em 2024 temos consolidadas algumas boas práticas no mercado de trabalho e outras que estão ainda em fase experimental, entre elas a semana de trabalho de quatro dias, home office, anywhere office, licença de paternidade estendida, short Friday, short rodízio, dress code flexível e day off de aniversário. Percebo que muitas organizações estão a adaptar a sua cultura para essas novas práticas no mercado, sendo que o papel do líder situacional em internalizar essas boas novas é fundamental para o sucesso dessas implantações.
A liderança situacional também tem um papel relevante nas obrigações laborais da empresa, contribuindo na redução de ações judiciais, muitas delas com foco em assédio. Ter líderes situacionais colabora para a retenção dos colaboradores através de relações saudáveis.
Infelizmente, ainda existem no mercado “líderes” que não acreditam e desvalorizam essas novas práticas no mercado, como por exemplo o preconceito em aderir ou permitir que seus colaboradores trabalhem em home office, sendo que alguns trabalhadores de outras áreas na própria empresa já trabalham nesse formato. Por questão de falta de visão alguns “líderes” preferem não aderir para causar uma “boa” impressão aos diretores, mostrando que a equipa está sempre presente na empresa, demonstrando uma “liderança” autoritária baseada na micro gestão.
Esse tipo de postura gera consequências negativas para a empresa, que acabará por perder bons colaboradores para os concorrentes, demonstrando que não está a acompanhar as boas iniciativas do mercado, e transmitindo uma péssima imagem para os clientes, fornecedores, investidores, governo, entre outros, ainda mais em tempos de redes sociais, em que a publicação de desabafos gera uma enorme repercussão de danos incalculáveis para a marca.
Reflita sobre o nível da liderança situacional na sua empresa e como ela está a contribuir para a aplicação de boas práticas de mercado, trazendo um diferencial competitivo e maior engajamento. Afinal, líderes devem cuidar das pessoas, e pessoas devem cuidar dos processos.


