Atualmente, no mercado de trabalho, quatro gerações participam e contribuem para o desenvolvimento das empresas e organizações: Baby boomers, Geração X, Geração Y, Millennials e Geração Z. A temática das Relações Intergeracionais serviu de ponto de partida para mais um encontro ‘Promova & Randstad: Inspiring Connections’, que juntou, no início de novembro, na Porto Business […]
Atualmente, no mercado de trabalho, quatro gerações participam e contribuem para o desenvolvimento das empresas e organizações: Baby boomers, Geração X, Geração Y, Millennials e Geração Z.
A temática das Relações Intergeracionais serviu de ponto de partida para mais um encontro ‘Promova & Randstad: Inspiring Connections’, que juntou, no início de novembro, na Porto Business School, o painel de oradoras, parte da rede dos Projetos Promova e Progrida.
Érica Pereira, Associate Director Professional Talent Solutions (Randstad), Maria João Primoroso, Sales Supervisor (MedTronic), Rita Dória, Head of Marketing, Communication (Toyota), Ana Sofia Monteiro, Diretora (Ultimatemod) estiveram em conversa com a moderação de Mariana Mota da Randstad.
A Líder é Media Partner do ‘Promova & Randstad: Inspiring Connections’ (Gestão de Conflitos, Relações Intergeracionais, Impacto da IA no Trabalho e Inteligência Emocional) e partilha as principais conclusões do segundo encontro.
Seja qual for a geração todas as pessoas contam
A opinião é unânime, seja qual for a geração a que pertence cada pessoa, todas têm experiências relevantes e coisas a aprender umas com as outras. O importante é que no âmbito dessa partilha se retire o melhor resultado.
Para além disso, cada vez mais as pessoas identificam-se com características de diversas gerações, e não apenas com a que corresponde à sua idade.
«Acabemos com as caixas e com as segmentações, o importante é observar as pessoas e perceber a dinâmica e a cultura, e onde é que cada pessoa quer chegar», advoga Rita Dória, que se identifica com a geração Perennials, considerada como “ageless”. Tal como defende, essa geração rompe com as classificações geracionais, sendo uma mistura de todas elas e dos seus hábitos. Trata-se de uma segmentação atemporal, onde o que conta é a comunicação e a forma como a posição está, ou não, adequada à cultura da organização onde se está inserido.

Érica Pereira, aborda o desafio do recrutamento do talento face à questão da escolha de perfis, de género e idade, que se reflete num «mercado ainda muito fechado e com caminho para fazer». Ainda há expectativas diferentes para determinados cargos, o recrutador deve, antes de mais, «passar as mais valias de cada talento, com base nas competências técnicas e comportamentais que o cliente procura», afirma. O trabalho do consultor é mostrar, por vezes, que o que se procura não é o que se idealizou inicialmente.
Na área da saúde, a questão da intergeracionalidade é constante. Para Maria João Primoroso, não se pode ficar pelo estereótipo, mas olhar para as pessoas e o que cada pessoa é. Partilha também o desafio em manter o talento na organização: «No recrutamento peço ajuda para direcionar a conversa de forma a não perder o talento», afirma.
Ana Sofia Monteiro, a mais nova no painel a assumir um cargo de liderança, partilha que na fase inicial teve de provar a si própria, e aos outros, que a idade não é o único indicador de capacidade de liderança. Para além da idade, é uma mulher a trabalhar num setor tendencialmente masculino, como o da construção: «sou a única mulher a fazer parte dos cargos de direção», partilha.
Saiba mais sobre o Promova & Randstad: Inspiring Connections aqui.
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