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Denise Calado

Rodrigo Ferreira é o novo Head of Environment da Quadrante

17 Abril, 2023 by Denise Calado

Rodrigo Ferreira assume o cargo de Head of Environment da Quadrante, empresa de consultoria em Engenharia e Arquitetura. Na liderança da equipa de Ambiente, o responsável irá continuar o desenvolvimento de estudos multidisciplinares de cariz sócio-ambiental e de sustentabilidade em vários sectores de atividade.

Com mais de 20 anos de experiência nacional e internacional em consultoria ambiental, o seu trabalho centrou-se em projetos relacionados com Capital Projects Investment, ESG / Sustainable Finance, Sustentabilidade Corporativa, Gestão e Conservação da Biodiversidade, Eficiência de Recursos e Alterações Climáticas, Performance Operacional, Planeamento Territorial, Gestão de Resíduos e Análise de Risco, em Portugal, América Latina e em países africanos, onde desempenhou funções em empresas como a Royal Haskkoning-DHV e ERM – Environmental Resources Management.

Rodrigo Ferreira é Engenheiro Biofísico, Mestre em Conservação da Natureza e Doutorado em Gestão e Conservação da Biodiversidade. Especialista em consultoria ambiental, tem-se focado no desenvolvimento de negócios, gestão de projetos e liderança técnica de equipas multidisciplinares.

 

Neste novo desafio, pretendo contribuir ativamente para a criação e operacionalização de soluções ambientais que desenvolvam e valorizem os projetos de todos os clientes, respondendo aos desafios emergentes do mundo. As necessidades e desafios da atualidade, necessitam de uma análise detalhada e estratégias assertivas e equilibradas, por forma a não hipotecar os recursos existentes, assegurando um futuro sustentável. Junto-me à Quadrante por partilhar a mesma visão para o futuro: baseada na sustentabilidade e responsabilidade. Adicionalmente, a dimensão internacional da empresa, bem como dos projetos em que se envolve, foram fatores decisivos para tomar esta decisão.

Rodrigo Ferreira, Head of Environment da Quadrante

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

«Ser líder é o cumprimento de uma missão, é talvez dos serviços mais responsabilizantes que se tem», diz João Pedro Tavares

14 Abril, 2023 by Denise Calado

Tive o privilégio de conhecer João Pedro Tavares na PWN Lisbon. Com mais de três décadas de experiência profissional em consultoria, em particular na área de Serviços Financeiros, João Pedro Tavares é Managing Director da StormHarbour. Adiciona a esta responsabilidade várias outras: é presidente da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores e do Conselho Estratégico do IES – Social Business School e integra, ainda, a Junior Achievement Portugal, organização de que também foi presidente.

Colabora com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Gaudium Magnum, bem como com múltiplas outras instituições. No caminho que tivermos a sorte de fazer ao lado de João Pedro Tavares, assistimos a uma coerência de valores e práticas de gestão, tantas vezes parca.

Nesta conversa, temos a oportunidade de conhecer, a partir das suas amplas responsabilidades em dezenas de organizações, o pensamento do líder, do gestor e do homem de fé, neste tempo de referências vãs.

 

Paula Perfeito (PP): Como é viver uma vida profissional na consultoria e nas finanças e procurar alargá-la a uma visão maior, mais transversal da própria vida?  

Antes de mais, obrigado pela oportunidade para esta conversa. As realidades não são estanques e interligam-se. De facto, a atividade que mais me tomou a minha vida foi a profissional (intensa, diga-se), no passado e no presente, em mais de 30 anos. É aí que dedico o meu maior esforço, mas procurando sempre promover uma unidade de vida e atendendo a múltiplas realidades. A vida não é estanque e os valores, os princípios, devem ser sempre os mesmos, no respeito aos outros, na criação de valor, no serviço aos clientes. Na minha atual empresa e na anterior, a integridade, a confiança e a excelência são alguns dos valores de base e isso é muito importante. Não é algo que se proclame, mas que se vive.

PP: Estou a falar com um líder e é por aí que seguimos a conversa. Uma qualificação que sempre atribuis à liderança é a de dever ser «servidora». Queres explicar?    

De facto, a liderança não é o exercício de um cargo. Muitos de nós, sem estar no exercício de um cargo formal, somos líderes na forma como nos comportamos, atuamos e, sobretudo, como nos responsabilizamos. Este é um aspeto muito importante, pois um líder assume a responsabilidade na primeira pessoa e não se desculpa com terceiros. Se o fizer de forma recorrente, assume-se mais como uma vítima “dos outros”. Mas, como dizia, ser líder não é o mesmo que ser chefe. Este último é, muitas vezes, o exercício de um cargo, de um mandato e, muitas vezes, deturpado na forma como envolve os outros e como assume a sua responsabilidade pessoal. Se ser líder é o cumprimento de uma missão, é talvez dos serviços mais responsabilizantes que se tem. É neste contexto que deve ser entendida a liderança, como o exercício de um serviço. Onde a missão se sobrepõe ao cargo ou à pessoa. Onde o impacto se torna mais importante que o exercício de uma “chefia”. Onde o envolver dos outros, na promoção de uma inteligência coletiva e colaborativa ultrapassa o indivíduo. Um líder servidor é reconhecido por tudo isto mais do que pelas suas características ou competências pessoais. Mas o “teste ácido” para reconhecer a importância e relevância da sua missão é quando promove o desenvolvimento de novos líderes que o possam substituir no futuro, melhor ainda do que ele mesmo. Quando um líder muito esforçado cria dependências de si mesmo, confundiu o bem maior da sua missão com algo de aparentemente bom, o seu esforço.

PP: Permanecemos numa sociedade com profundas discrepâncias no acesso a oportunidades para o exercício da liderança (a mais formal, se quiseres). Com a convicção de que é possível contribuir para a mudança, és voluntário na PWN Lisbon. Qual o propósito desta colaboração?  

Faço-o porque reconheço o enorme mérito da PWN Lisbon (Professional Women’s Network) em endereçar e trazer para a agenda um tema absolutamente crítico e que é a igualdade de oportunidades para todos e, no caso presente, para as mulheres. É um projeto que promove a inclusão e justiça, acolhendo a diversidade, alertando para as discrepâncias e para as melhorias decorrentes de modelos assentes na diversidade e na participação ativa das mulheres na sociedade. Mas não é só uma questão de inclusão, justiça ou de equidade. É, sobretudo, uma enorme mais-valia para a empresa a promoção da diversidade, constituindo-se como um fator de promoção de tensões virtuosas, de inovação, de busca de alternativas. Estou também neste projeto, muito enriquecedor, porque aprendo muito com os restantes membros do Board, o seu propósito e abordagens que se fazem, porque sou pai de 3 mulheres jovens e quero contribuir, na parte que me toca, para um mundo mais justo para as minhas filhas.

PP: Quais são, do teu ponto de vista, os principais desafios hoje colocados às organizações?

Os desafios são múltiplos. Por um lado, é uma responsabilidade particular e pessoal dos líderes que têm obrigação de promover um ambiente com igualdade de oportunidades e, sobretudo, acreditarem na enorme mais-valia da diversidade na participação das mulheres, em particular, no exercício da liderança. Existem inúmeros preconceitos, modelos tradicionalistas, ultrapassados e, porque não dizê-lo, preconceitos errados relativamente à masculinidade da liderança e, com isso, de resistência à mudança. Por outro, a família (dos colaboradores) é um stakeholder importante numa organização e que não pode ser ignorado. Nesse sentido, cabe aos líderes (a múltiplos níveis da organização) promoverem condições para as famílias dos seus colaboradores…

PP: A família. Qual a importância da família para a experiência de uma sociedade e, logo, de dinâmicas e práticas organizacionais mais conexas e cooperantes? 

A propósito da família, precisamente, num outro projeto em que colaboro, através da ACEGE, apoio a Fundação EFR (empresas familiarmente responsáveis), onde concluímos, num estudo, que há uma perda de mais de 20% de talento, pois as pessoas não podem ou não querem assumir responsabilidades para que estão capacitadas devido a obrigações familiares. E mais de 80% das pessoas são mulheres sobre quem recaem maiores responsabilidades familiares, no cuidado de ascendentes ou de descendentes. É hipócrita falarmos nas empresas sobre o desenvolvimento e a retenção de talento e depois ignorarmos esta situação. Uma empresa que se diga comprometida com estes temas tem de promover oportunidades claras, visíveis, reconhecidas para todos e, em particular, para as mulheres. Por último, temos de cuidar da felicidade dos nossos colaboradores, onde as condições de trabalho, os equilíbrios de vida são fundamentais. Sabe-se também que pessoas mais felizes são mais produtivas, mais comprometidas e são talento que se desenvolve e retém melhor resultando também em menores custos.

PP: Sei que te insurges face à expressão recorrente “recursos humanos”. Como deve chamar-se, do teu ponto de vista, a área que numa empresa emprega e retém pessoas? 

Se me permites, vou dar um passo atrás para o explicar. Há várias expressões que se normalizaram no passado mas que hoje estão desajustadas. Uma delas tem a ver com a divisão entre “profit.vs.non-profit”. O mundo não se pode dividir entre os que têm lucro e os que não se orientam a esse objetivo. Tem de se promover uma linguagem mais comum e inclusiva, que unifique. A finalidade de uma organização é que crie valor e promova a sua distribuição com justiça, valorizando a inclusão (este um papel também a cargo do Estado). Do mesmo modo, a denominação “Recursos Humanos” ou “RH” encontra-se desadequada e tornou-se como “uma rasteira” que aceitámos no passado e usámos sem problema mas que hoje é absolutamente desadequada e inapropriada, na minha visão. A centralidade de uma qualquer organização é a Pessoa e a sua dignidade. No mundo do trabalho sempre se conviveu com múltiplos recursos, como sejam os financeiros, os de matéria-prima, os de equipamentos, os de tecnologia, os de infraestrutura, etc. Com a crescente introdução de recursos tecnológicos, que deverão contribuir com capacidades absolutamente extraordinárias (e que aprovo), mas que visam, sobretudo, substituir recursos existentes, em particular os “recursos humanos”. Esta visão “desumanizada”, em que o colaborador é um número mecanográfico, um recurso entre outros, contribuirá para enormes problemas no futuro. É nesse sentido que não poderemos “perder o norte”, o propósito das organizações, a sua finalidade no mundo, o seu sentido de missão, o seu impacto e valor, em termos financeiros, económicos, sociais, familiares, comunitários, ecológicos. É o que o Papa Francisco chama de “ecologia integral”.

PP: Estiveste à frente da Junior Achievement e criaste a partir dessa organização pontes entre a academia e as organizações. Que diálogo consideras que deve ser estabelecido entre os dois mundos no sentido da melhor capacitação para ingressar no mundo do trabalho?

Já atrás procurei explicar um pouco o que é a “economia convergente” (em que o mundo não se divide entre “profit.vs.non-profit”), mas promove uma linguagem, propósito e finalidade comum à volta da criação de valor económico, social e ecológico e qualquer organização, de qualquer tipo, está chamada a isso. Mas é convergente também na inter-geracionalidade, na forma como se aproximam gerações distintas. Ou na promoção do voluntariado e exercício da cidadania, levando profissionais às escolas e alunos às empresas. Ou no desenvolvimento de capacidades fundamentais como o espírito de empreendedorismo, de trabalho de equipa, de autoconhecimento, de comunicação. Foi o que procurámos promover neste marcante projeto com resultados extraordinários em todos os participantes, os alunos, as escolas, os professores, os voluntários, as famílias. No passado vivíamos num mundo com 3 ciclos separados em silos verticais, iniciando um quando terminava o outro, ao longo da vida: Estudo, Trabalho, Reforma. No futuro, viveremos num mundo em que as 3 realidades irão coincidir ao longo da vida. O estudo e a educação acompanham-nos desde o início até ao final. O trabalho desde que surge acompanha-nos até ao final (sendo remunerado ou voluntário/social, naquilo que se denomina de “envelhecimento ativo”) e a reforma (como será no futuro?, certamente distinta…) mas, sobretudo o lazer, acompanhar-nos-ão ao longo de toda a vida.  É para este contexto que teremos de preparar as pessoas.

PP: O sociólogo francês Edgar Morin tem vindo a reforçar a ideia de que nas escolas e universidades é preciso ensinar a «compreensão humana». Posso assumir que, ainda que não venha em nenhum currículo, é este um critério para as pessoas que admites nas tuas equipas?

Lembro de muitas vezes dizer que tinha um critério na seleção de pessoas para as minhas equipas: a capacidade que têm de se auto-motivar, independentemente de terem ou não terem sido cumpridas as suas expectativas. São os que não desistem, os que não se movem por estímulos exteriores, mas vivem alicerçados em convicções interiores. Estes são os que vivem com um propósito, com sentido de missão. Os que não se autorreferenciam e, por isso mesmo, mais capazes de desenvolver essa “compreensão humana”. Onde o erro é uma enorme oportunidade de crescimento. Onde a promoção de uma cultura de verdade é essencial. E o espírito de nos abrirmos aos outros, de estabelecer parcerias, é diferenciador. Esta é uma responsabilidade das famílias na educação, das escolas e da universidade no saber e capacitação, dos líderes e empresas, na promoção do desenvolvimento dos colaboradores como pessoas, como cidadãos ativos e responsáveis na sociedade. Por outro lado, conforme já referi acima, o mundo futuro não será nada estanque, mas inter-relacionado. As parcerias predominarão. As múltiplas gerações irão cooperar mais ainda. Os mais velhos, ao invés de descartados, continuarão ativos na sociedade, no enorme saber e experiência que acumularam.

PP: Na qualidade de presidente da ACEGE, que conciliação entendes ser hoje fundamental e inegociável entre a visão económica e os valores cristãos?

Considero fundamental a coerência e unidade de vida, a autenticidade, a promoção da ética, sabendo que não há uma ética empresarial e outra (distinta) pessoal. É uma única e mesma ética. Mas, como já anteriormente referi e se pode subentender, no exercício de um serviço, de uma missão, na promoção da economia do bem-comum e na defesa da dignidade da pessoa, assentes na solidariedade e na subsidiariedade. Pode parecer um conjunto de palavrões, de metas inalcançáveis ou um somatório de propósitos impossíveis, mas, pelo contrário, são promotores de uma maior plenitude e maior-valor. Esta integralidade, assente na pessoa, mas também na sua relação com o mundo, com os outros, com as realidades que a circundam, é fundamental.

PP: A partir da tua relação de colaboração com instituições promotoras da cultura (Calouste Gulbenkian, Gaudium Magnum), qual é do teu ponto de vista a importância, precisamente, da cultura numa sociedade em mudança? 

A promoção da cultura e da arte tem subjacente a necessidade de o homem entender as suas raízes, a sua história, mas, sobretudo, ter um olhar diferente sobre si e os outros, sobre a própria natureza, com maior respeito e, sobretudo, maior beleza e entendimento. São inúmeros os problemas que resultam de uma visão míope ao excluírem-se estas componentes essenciais. Cresce a intolerância e o radicalismo. A ignorância permite que se promova o disparate disseminado e se levem a atitudes extremas que, inclusive, podem promover a destruição do património histórico. A cultura é uma componente fundamental e absolutamente imprescindível da educação e estas fundações, entre outras, são traves-mestras desta cultura na promoção que fazem.

PP: Essa será também a visão aportada no Portal VER | Valores, Ética e Responsabilidade, outro dos projetos que lideras, juntando contributos editoriais que, através dos autores, dos temas e dos conteúdos, propõem-se validar valores e atestar conhecimentos em áreas de importância estratégica para a sociedade. É um «VER» na linha do «ouvir com outros olhos» de João Lobo Antunes?  

Precisamente: promover uma nova consciência, assente em valores, em convicções profundas para, com isso, termos uma maior firmeza nas decisões e um maior sentido de compromisso com os outros. Como exemplo, acreditamos que o Amor e a Verdade são, de facto, valores de gestão, de liderança, critérios para as decisões e ao trazer estes valores não-económicos para o mundo do trabalho criamos tensões que não “descafeinam” o modelo, mas, pelo contrário, o tornam mais completo, mais pleno, mais virtuoso. E haverá lugar para a compaixão, a misericórdia ou o exercício da humildade? A resposta é sim, mas isso é um novo caminho de descoberta… Importa dizer que o mundo dispõe de todos os recursos e capacidades (já se referiu, num crescendo de capacidades tecnológicas sem igual) para resolver todos os seus problemas, desde logo, o da pobreza ou, ainda, o da proteção do planeta (sendo que não sobreponho o segundo ao primeiro). Nesse sentido, o maior desafio está no caráter, no sentido de serviço, na promoção do bem-comum dos líderes, sobretudo. Mas, tudo isso, daria uma outra discussão muito interessante…

 

Créditos de imagem: Isabel Nolasco 

 

Esta entrevista é parte do livro “As perguntas que somos”, uma compilação de 34 conversas, que a partir da pergunta, mostra os olhares de personalidades desassossegadas, inquietantes, com histórias de vida, trajetos profissionais e domínio de saberes diversificados e relevantes. O projeto inicial partiu no Entre | Vistas, plataforma digital de comunicação cultural fundada por Paula Perfeito, em novembro de 2014.

 

Uma seleção de oito conversas será publicada, todas as sextas-feiras, até ao dia 5 de maio.

 

Saiba mais sobre “As perguntas que somos” aqui.

 

Arquivado em:Entrevistas

Sabe quem foi Eugénio Tavares?

14 Abril, 2023 by Denise Calado

Considerado um “pai da Pátria” cabo-verdiana, poeta, jornalista, dignificador da língua crioula e defensor dos direitos dos nativos, Eugénio Tavares, nasceu na Brava a 18 de outubro de 1867. A figura do líder incontestável do panorama cultural e intelectual de Cabo Verde, serviu de mote para um encontro na Livraria Nhô Eugénio, na Cidade da Praia.

Nas notas de abertura da Tertúlia “Livros & Líderes”, promovida no âmbito da Leadership Summit Cabo Verde, o Professor Manuel Brito-Semedo, fundador da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa e da Associação de Escritores Cabo-verdianos, entre outras instituições culturais, descreveu aquele que foi o “Camões” de Cabo Verde.

Carmo Furtado, fundadora da Livraria Nhô Eugénio e o Professor Manuel Brito-Semedo

“O autodidacta, grande jornalista, polemista, dramaturgo, ficcionista e poeta, nativista e autor de inúmeras mornas”, é hoje a razão para a celebração, pela data do seu nascimento, do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, em Cabo Verde, e de um espólio de canções que ainda hoje se cantam e fazem ouvir por diversas vozes.

Segundo Eugénio Tavares (1932), “a Morna – ‘música, dança e canto: compasso quaternário, atitudes langues, andamento vagaroso’ – teria surgido na ilha da Boa Vista, passando depois às outras ilhas. Na Brava torna-se romântica, aperfeiçoando-se e evoluindo-se na ilha de São Vicente, sobretudo com o compositor B.Léza”, refere Brito-Semedo.

A obra completa de Eugénio Tavares, recolhida por Félix Monteiro, está reunida em três volumes: Eugénio Tavares – Poesia, Contos Teatro (1996), Eugénio Tavares – Pelos Jornais… (1997) e Eugénio Tavares –Viagens Tormentas Cartas e Postais (1999). De destacar o seu livro póstumo, Mornas, Cantigas Crioulas, e os 85 anos de sua publicação.

Seguiu-se um momento de conversa, com o objetivo de promover o encontro e partilha sobre livros e leituras que inspiram a uma liderança positiva e aberta ao conhecimento. Com esse propósito, foi criado, na Livraria, um “Espaço Líder” que partir de agora disponibiliza livros, no âmbito da liderança, e a Revista Líder que agora, também é possível encontrar em Cabo Verde.

 

 

Assista a todas as intervenções da Leadership Summit Cabo Verde 2023, disponível on demand, com acesso universal e gratuito, na Líder TV na posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Disponível online aqui.

Tenha acesso à galeria de imagens da Leadership Summit Cabo Verde aqui.

Arquivado em:África, Cabo Verde, Cultura e Lifestyle, Notícias

Conselhos Práticos para ter um estilo de vida mais sustentável

14 Abril, 2023 by Denise Calado

Milhares de pequenos gestos rumo ao objetivo de proteger o planeta e avançar em direção a um melhor modelo de sociedade podem fazer a diferença na construção de um mundo mais ‘verde’.

A Mapfre sugere seis conselhos práticos, e comportamentos simples, que contribuem  para a redução da pegada ecológica e adoção de um estilo de vida mais sustentável.

  • Consumir alimentos cultivados localmente

Os alimentos sazonais são mais amigos do ambiente e económicos. Ao comprar localmente, apoiam-se os agricultores da comunidade, evitam-se consumos energéticos em viagens longas e evita-se que terras agrícolas sejam transformadas para outros fins. Existem várias soluções de fornecimento de hortícolas produzidas ao redor das zonas urbanas por produtores locais que evitam o acesso a intermediários. Ou seja, passam diretamente do prado para o prato. Hortas urbanas são também uma hipótese de produzir, pelo menos, parte dos seus próprios alimentos – o que dependerá do espaço e tempo que tem para o fazer.

  • Dizer “adeus” ao plástico e a outros materiais de uso descartável

O plástico – e especialmente o microplástico – está presente em todo o lado, incluindo nos alimentos que consumimos. Todos os anos, milhares de aves marinhas, tartarugas, focas e outros mamíferos marinhos morrem com a ingestão de plásticos e outras fibras e objetos artificiais. Não sendo a solução de todos os problemas, a utilização de sacos reutilizáveis nas compras, ou a reutilização de garrafas, copos e outros, podem ser um primeiro passo.

  • Fazer compostagem doméstica

A renovação é uma componente chave da vida sustentável. Em vez de deitar os restos de comida para o lixo, porque não criar um sistema de compostagem para transformar os resíduos em alimento para as plantas, criando um solo mais saudável? Várias autarquias têm sistemas domésticos de compostagem que podem ser utilizados. Se a sua autarquia não tiver, existem diversas formas de realizar esta compostagem – na cidade ou no campo.

  • Conduzir menos e de forma mais ecológica

Diminuir o número de viagens de automóvel vai ajudar não só a poupar o ambiente, mas também a carteira. Andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos – de preferência, metro e comboio, que funcionam com eletricidade – são algumas das alternativas que contribuem para a redução das emissões de carbono e, consecutivamente, para uma pegada ambiental muito menor. O mesmo se aplica às viagens de avião – um dos meios de transporte mais poluentes atualmente. Vários países já optaram por políticas de redução das viagens de avião e a sua substituição pela ferrovia.

  • Reduzir o consumo de energia e de água

Consumir menos é determinante para reduzir a nossa pegada ecológica. Pequenos gestos como apagar as luzes, mudar o tipo de lâmpadas e não depender totalmente de aparelhos elétricos e eletrónicos contribuirá para a redução do consumo energético que ainda se baseia em parte em fontes não renováveis. Para usar mais renováveis, porque não apostar na microgeração ou autoconsumo, que permitem produzir eletricidade de origem solar, através da instalação de painéis solares fotovoltaicos? Por outro lado, o consumo de água pode ser facilmente reduzido com gestos simples, tais como fechar a torneira ou colocar redutores de água nas suas torneiras

  • Comprar com consciência

Cada produto que compramos tem uma pegada ambiental, desde os materiais utilizados para o criar até à poluição emitida durante o seu fabrico. Comprar em segunda mão é uma escolha mais responsável e económica – quer se trate de roupa, artigos de decoração ou outros equipamentos.

Arquivado em:Notícias, Saúde

Emprego: 5 profissões que nasceram com a cibersegurança

14 Abril, 2023 by Denise Calado

Nos últimos anos, o número de ataques informáticos, tanto a organizações nacionais como internacionais, tem aumentado, sendo que, em 2022, segundo a IBM, Portugal foi o terceiro país europeu mais afetado por ciberataques.

Esta realidade vem, por outro lado, potenciar o crescimento da área da Cibersegurança e a procura por profissionais qualificados. A Academia de Código da Cybersecurity, identifica cinco principais funções que nasceram com a profusão do ciber crime:

  1. Penetration tester – é o hacker ao serviço da segurança, já que imita o comportamento de um hacker e coloca-se no papel de quem está à procura de vulnerabilidades no sistema da organização. Faz parte da Red Team, a equipa de segurança ofensiva, ao simular um comportamento adverso – um ataque – para perceber em que pontos a organização está mais exposta e desta forma escolher e otimizar controlos de segurança para mitigar as vulnerabilidades encontradas. Com estes testes, consegue-se aumentar a postura de segurança da instituição e colocar o seu sistema a responder a situações de ataque reais.
  2. Operador de SOC – Contrariamente ao Penetration Tester, este profissional pertence à Blue Team da Cibersegurança – o seu lado defensivo. Trabalha no Centro de Operações de Segurança, onde reúne e analisa, em tempo real, dados e quaisquer atividades que existam na rede da empresa. Desta forma, está pronto para detetar uma atividade maliciosa, sendo sua função bloquear essa ameaça e ativar os controlos de segurança, de forma a mitigar a vulnerabilidade que deu origem ao ataque. Ao tratar desta postura defensiva da organização e das suas defesas, tem de estar sempre alerta e mesmo à frente de quaisquer ataques, trabalhando por antecipação.
  3. Analista de Cibersegurança – É o profissional da empresa responsável por analisar a sua estrutura interna de cibersegurança. Ao pertencer à entidade, possui uma compreensão completa da sua infraestrutura informática, dos seus principais ativos e vulnerabilidades, o que o leva a perceber mais facilmente qual a melhor forma de os proteger. Depois de analisar todos os dados disponíveis, o seu papel passa por desenhar um plano estratégico, que englobe as ações a desempenhar, bem como os recursos necessários.
  4. Consultor de cibersegurança – este é um profissional externo à estrutura da organização, e que é responsável pela sua consultoria. É assim esperado que avalie a postura de segurança da empresa e identifique as suas vulnerabilidades, bem como o que pode ser melhorado. Com um olhar exterior, não tem tanto conhecimento sobre a entidade, mas é também mais imparcial na sua avaliação.
  5. Especialista em Governance, Risco e Compliance – focado na parte administrativa da Cibersegurança, o seu papel passa por criar e instaurar processos de segurança numa organização, bem como avaliar riscos e possíveis mitigações para essas ameaças. Por outro lado, tem ainda como responsabilidade perceber se a empresa age em conformidade com as regulamentações e respeita as certificações de segurança exigidas.

 

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

Élia Jesus é a nova Diretora de Recursos Humanos da EAD

14 Abril, 2023 by Denise Calado

A EAD, empresa de Arquivo de Documentação, anuncia a contratação de Élia Jesus para Diretora de RH, assumindo a responsabilidade da gestão de 400 colaboradores nas três empresas do Grupo.

No seu percurso profissional, passou entre outros, pela Administração Regional de Saúde e Vale do Tejo, como técnica de RH e foi diretora de RH da CNE, Cimentos Nacionais e Estrangeiros, S.A., da Triumph International em Portugal e da KEMET Electronics Portugal.

É licenciada em Gestão de Recursos Humanos pela ESCE, Escola Superior de Ciências Empresariais, e com um mestrado em Sociologia Económica e das Organizações, vertente de Sociologia da Empresa pelo ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão.

O desafio proposto pelo Grupo EAD, que integra três empresas e uma forte componente tecnológica, é muito aliciante. É um grupo empresarial líder de mercado, ambicioso e com uma estratégia bem-sucedida. Creio que a combinação da minha formação e experiência, sobretudo industrial, são uma mais-valia para contribuir para o sucesso dos objetivos estratégicos da EAD, no âmbito de uma parceria de longo prazo que agora estamos a estabelecer

 Élia Jesus, Diretora de Recursos Humanos da EAD

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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