Organizava uns ficheiros e deparei-me com este quadro, que utilizei numa sessão de desenvolvimento de uma equipa que operava em contexto industrial. Talvez pela espuma dos dias, dei por mim a relacionar estes itens com o que tem vindo a acontecer no setor da Educação em Portugal.
Costuma dizer-se que é bom aprender! Aprendamos com os melhores! A Google tem desenvolvido múltiplos estudos relacionados com Gestão de Equipas e Liderança, tendo em vista não só capacitar as suas equipas como também partilhar conhecimento com o mundo exterior.

Fonte: re:Work – Creating A High-Trust, High-Performance Culture
De acordo com esses estudos, a consolidação de uma equipa passa pelos itens referidos na gravura aqui patente. Em primeiro lugar, uma equipa é constituída por pessoas, pelo que é fundamental apostar na construção de relações humanas sólidas. Esta é uma questão que assenta em aspetos como reconhecer e valorizar a excelência, assim como na criação de oportunidades de crescimento e desenvolvimento dos elementos das equipas. Para tudo isto é essencial que a liderança comunique com qualidade, até para que a delegação de tarefas seja concretizada com a consistência necessária. Importa também dizer que mecanismos de comunicação sólidos permitem a partilha de informação, algo essencial para que todos saibam o que deles se espera, assim como a cada momento compreendam o rumo da sua equipa.
Para liderarmos pessoas é fundamental conhecer como funciona o seu pensamento e o que as pessoas procuram atingir. Não podendo atender à questão financeira, um líder pode e deve compreender que o ser humano necessita sentir-se seguro e integrado com pessoas com as quais se identifique; atente-se nos conceitos de Segurança Psicológica e na velha Hierarquia das Necessidades Humanas. Tudo isso é mais facilmente concretizado se quem lidera souber comunicar de forma consistente, para partilhar informação e reforçar o sentimento de pertença dos elementos da organização. Tenhamos presente também o modelo “Herman Brain Dominance Instrument”, que nos indica que a parte mais imediata do cérebro é a que regula as relações humanas e nós seguimos de forma mais consistente a quem conhecemos, de quem nos sentimos próximos e nos identificamos. Tudo isto se concretiza mais facilmente se quem lidera for transparente, presente e autêntico!
Transpondo isto para o contexto da Escola enquanto organização, rapidamente compreendemos o sarilho em que estamos metidos! Experimentem visitar o gabinete de uma Direção para presenciarem como quem ali trabalha passa o tempo a inserir informação em plataformas e a solicitar mais informação aos líderes intermédios. Será também fácil aferir como a liderança de topo de uma estrutura escolar pouco pode apostar na construção de relações humanas sólidas e no reforço da sua presença. Desta forma, será impossível que a globalidade dos elementos que integram essa comunidade contactem regularmente e se sinta próxima de quem lidera a estrutura. Se é relevante que isto aconteça numa escola, imagine-se quão importante será que aconteça na liderança “macro” do sistema.
Tenhamos presente que o foco do líder é a cada momento desenvolver e inspirar os elementos da sua equipa. Porque como dizia Michael Jordan, “talento ganha jogos, mas trabalho em equipa ganha campeonatos”. Afinal “it’s all about people” e nós seguimos mais facilmente de quem nos sentimos próximos e a quem reconhecemos consistência, credibilidade e humanismo!





