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Denise Calado

Conversar sobre vulnerabilidade e trabalho no “People First”

16 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

A demonstração de vulnerabilidade por parte das pessoas, dentro das suas organizações, poderá favorecer a inclusão e cumplicidade entre colegas?

No 5º episódio da segunda temporada do “People F1rst”, o podcast da Fidelidade, sobre a gestão do ativo mais importante das empresas – as suas pessoas, Nilton conversa com André Leonardo, Empreendedor e Autor.

Será que a partilha de um momento que nos deixou vulneráveis influencia a nossa imagem e nos posiciona como fracos ou poderá ser visto como uma qualidade, ou mesmo, um ato de coragem?

Episódio disponível aqui.

Arquivado em:Notícias

Finanças Pessoais – Tudo o Que Precisa de Saber

15 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Com muita frequência, os guias de finanças pessoais obscurecem as informações que realmente procuramos com pormenores tão complicados e entediantes que até um contabilista teria dúvidas.

Finanças Pessoais – Tudo o Que Precisa de Saber é um guia financeiro abrangente, acessível e fácil de entender, que elimina o jargão desnecessário e as explicações aborrecidas.

Desde a gestão de cartões de crédito até ao planeamento da reforma, este livro está repleto de dicas financeiras, listas de planeamento informativas e planos fáceis de seguir para que tenha tudo aquilo que precisa de saber para maximizar as suas economias.

 

Arquivado em:Livros e Revistas

10 Passos para uma Vida mais Plena

15 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Há pessoas com um magnetismo extraordinário, luminosas, enérgicas. São forças da natureza, animais sociais, envolvidas nas comunidades em que estão inseridas, tão populares, que todas as portas parecem abrir-se à sua passagem e as suas vidas e carreiras avançam em velocidade de cruzeiro. Ser alegre, comunicativo e extrovertido atrai oportunidades, é inegável. E ter uma personalidade forte e uma presença agradável, gregária, é vital para o bem-estar pessoal e determinante para o sucesso profissional. Ser essa pessoa está ao seu alcance.

Neste livro, Dale Carnegie ajuda-o a desenvolver o carisma que lhe valerá uma vida mais plena — basta seguir estes 10 simples passos: melhorar a sua autoimagem, estabelecer objetivos realistas, ser gentil, saber conversar, falar com confiança, manter boas relações com quem o rodeia, superar preocupações e medos, aprender a liderar, ajudar os outros a obter o sucesso que merecem e privilegiar a harmonia. Em cada capítulo encontrará as ferramentas essenciais para percorrer, sem medos, o caminho para uma vida melhor.

 

Arquivado em:Livros e Revistas

Inspiring Girls quer encurtar os 286 anos necessários para atingir a igualdade de género

13 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

O caminho para atingir a igualdade de género é ainda longo: 286 anos, de acordo com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG). Para reduzir este número há muito trabalho para frente, e a Inspiring Girls, uma associação sem fins lucrativos, está a tentar reverter a tendência em Portugal.

Para celebrar o primeiro aniversário da associação, o Fórum Romeu Correia, em Almada, deu palco à primeira Conferência “Inspiring Stories”. Sob a moderação da jornalista Margarida Vaqueiro Lopes, as temáticas da representatividade da mulher em cargos de liderança foram debatidas na mesa-redonda “Sabes o que faço?”, com a participação de Cláudia Lourenço, Diretora-Geral da Procter&Gamble, Elisabete Moreira, fundadora da Kacau – Tom de Pele, Inês Bento, Cientista no Instituto de Medicina Molecular, e Diana Gomes, Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos.

A importância da representatividade 

Elisabete Moreira confessou que quando estava na escola não lhe ocorria seguir os estudos. Tudo mudou quando, numa visita de estudo à Universidade Nova, percebeu que era capaz e que “a faculdade não era assim um bicho”.

À sua volta e em casa não tinha exemplos de mulheres que tivessem seguido cursos superiores, e conta que as suas inspirações foram Oprah Winfrey, e Catarina Furtado. Seguiu Comunicação Empresarial e Relações-Públicas, e fez carreira na rádio e na televisão.

Até ao dia em que se apercebeu que “não estava feliz. Entrei num processo de desgosto amoroso, o que me fez ir à procura de mim mesma”. Hoje, é CEO da Kacau, marca de roupa interior inclusiva, que abrange todas as cores de pele. “Percebi que tinha, de facto, de comunicar, mas tinha de passar uma mensagem, e seria através da minha marca”.

O que queres ser quando fores grande? Não sei, e está tudo bem 

Cláudia Lourenço revelou que nunca tinha considerado alcançar o cargo que agora ocupa, mas que “o que eu sempre soube é que gostava de sonhar. Não defini o que queria, e fui definindo ao longo da vida o que era importante para mim”.

Hoje não existem trabalhos para a vida, estamos em constante mudança, e está tudo bem. Diana Gomes, Presidente da Comissão de Atletas Olímpicos, é a prova disso mesmo, já que os atletas de alta competição têm uma carreira muito curta. E depois? O que acontece quando, subitamente, não temos emprego?

Aos 14 anos Diana Gomes qualificou-se para os Jogos Olímpicos a nadar bruços, e quatro anos mais tarde voltaria a fazê-lo. A sua carreira na natação não se prolongou por muitos mais anos, e a arquitetura, curso que concluiu ao mesmo tempo, não lhe deu emprego.

“Sempre quis fazer casas, foi um sonho que mantive sempre a par do desporto. Não tinha trabalho em arquitetura, portanto acabei por levar um rumo completamente diferente: surgiu uma oportunidade de negócio e montei um pequeno café”, conta.

Hoje tem o seu atelier, e exerce a tempo inteiro a função de arquiteta.

Ainda assim, mesmo quando sabemos logo que carreira se quer seguir, há sempre espaço para crescer e continuar a sonhar. Inês Bento, cientista do Instituto de Medicina Molecular, criou também a sua própria marca de roupa para criança unissexo: a Same.

Com a roupa pretende nivelar as desigualdades de género logo na infância: não há azul para menino ou cor-de-rosa para menina: “Se eu gosto, não me interessa se é rosa.”

“Sou hoje uma pessoa muito preenchida por conseguir conjugar estas duas vertentes da minha vida. Hoje sinto-me muito realizada.” (destaque)

Desigualdades de género? Há sim, e muitas

Perante a questão “Já alguma vez sentiste desigualdade no trabalho por seres mulher?”, as participantes responderam:

Cláudia Lourenço: “Já estive numa plateia cheia de pessoas à minha frente, e perguntarem-me: Como é que consegues conciliar o teu trabalho e ser mãe de quatro filhos? Eu respondi, se fosse o meu marido que estivesse aqui, fazias essa pergunta?”

Diana Gomes: “No desporto nunca senti desigualdade, por isso foi uma novidade quando não me levaram a sério no meu trabalho como arquiteta”

Elisabete Moreira: “Desde que sou mãe que sinto uma desigualdade mais acentuada. Nos grupos de escola só adicionam as mães, e não os pais. A responsabilidade é sempre nossa, só.”

Inês Bento: “Quando eu tive os meus filhos não tinha uma sala onde tirar leite, o que acabava por me prejudicar: tinha de sair mais cedo para ir para casa por causa da amamentação. Além disso, na área da investigação nota-se que em cargos mais altos existem muitos mais homens do que mulheres. Temos de questionar o que acontece nesta transição”

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade, Trabalho

Catástrofes naturais na Europa: potenciar respostas através da IA

13 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

A utilização de algoritmos de Inteligência Artificial (IA) é cada vez mais relevante já que através do processamento de dados, é possível delimitar frentes de incêndio/água, identificar pontos de água e contribuir para a disponibilização de ferramentas de ajuda à decisão.

A necessidade de abordar com o máximo de eficácia as catástrofes naturais que se têm registado na Europa fez nascer o Projeto Overwatch (Integrated holographic management map for safety and crisis events) que irá desenvolver um sistema holográfico integrado para apoio aos operacionais na gestão dos meios de combate a incêndios e inundações, com recurso a IA.

Portugal participa nesta iniciativa através do ISQ, a par do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e do Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação da Academia Militar (CINAMIL). Coordenado pela empresa italiana ITHACA, ao abrigo do programa de investigação Horizonte Europa, o Overwatch conta com 10 parceiros de 5 países (Portugal, Itália, Polónia, Dinamarca e Alemanha), num investimento total de 3M€ para os próximos 3 anos.

Portugal será o palco de realização de uma de duas demonstrações previstas no projeto, onde se irá simular um incêndio florestal e respetiva resposta das equipas de combate a incêndios florestais auxiliadas pelo sistema.

O sistema combinará vários serviços já oferecidos pelo EGNSS (European Global Navigation Satellite System) e Copernicus Emergency Management and Security, com tecnologias digitais, inteligência artificial e drones. O objetivo será o de fornecer informação atualizada, detalhada e interativa, atempadamente aos responsáveis pela tomada de decisão no combate e mitigação de catástrofes naturais

Nelson Matos, Gestor de Projetos do ISQ

O OVERWATCH é um projeto que visa capacitar as equipas de emergência com uma ferramenta avançada de perceção sensorial de elevada resiliência em cenários de catástrofe. O módulo a desenvolver pelo INESC TEC será um sistema de comunicações móvel que utiliza um “drone tethered” e uma ligação de banda larga via satélite, como forma de fornecer serviços de comunicações (Wi-Fi e 5G) às equipas de emergência e ao sistema Overwatch em caso de falha das comunicações, algo que acontece por vezes neste tipo de cenários

Hugo Silva, investigador do INESC TEC

Este novo sistema irá permitir analisar e consolidar dados recebido através da Observação da Terra e por Veículos Aéreos Não-Tripulado, e identificar zonas alvo de catástrofe naturais, por exemplo incêndios florestais e inundações, e até mesmo auxiliar na busca e salvamento. Os algoritmos de inteligência artificial serão, no fundo, utilizados no processamento de dados, permitindo delimitar frentes de incêndio/água, identificar pontos de água, etc., e contribuir para a disponibilização, ao utilizador, de ferramentas de ajuda à decisão. Tudo com o objetivo de fornecer informação relevante e mais detalhada aos decisores no terreno por forma a que a tomada de decisão seja mais rápida, levando a uma gestão mais eficiente dos meios disponíveis.

Pedro Matias, Presidente do ISQ

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

China 2023: abrandamento da política “Covid zero” irá desencadear a recuperação?

13 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Os mercados de ações da China parecem atrativos a curto prazo, mas podem enfrentar turbulências devido à incerteza política a médio prazo. E a reversão da força do dólar deve apoiar a dívida da China em 2023.

É ainda esperado que o PIB chinês aumente 5% este ano, suportado pelas despesas com infraestruturas, recuperação no setor imobiliário e diminuição das restrições relacionadas com a Covid-19.

Três especialistas em Economia chinesa da Schoders analisam o que pode estar reservado para 2023.

Economia da China 

David Rees, Senior Emerging Markets Economist 

Ainda esperamos que a economia chinesa recupere em 2023.

É certo que as perspetivas para as exportações, que têm sido o principal motor do crescimento nos últimos dois anos, são desafiadoras. De facto, acreditamos que as exportações sofrerão provavelmente uma contração em 2023. Isto porque esperamos que muitas economias de mercados desenvolvidos entrem em recessão à medida que a inflação e taxas de juro elevadas sufocam a procura.

A queda esperada nas exportações coloca o ónus sobre a procura interna para impulsionar qualquer recuperação e ainda existem claramente algumas vulnerabilidades. Uma combinação da política «Covid zero» do governo e o colapso da atividade no setor imobiliário pesaram na produção nacional e atingiram fortemente a confiança dos consumidores.

No entanto, há razões para pensar que haverá algumas melhorias. As despesas com infraestruturas foram dinâmicas em 2022 e devem sustentar o crescimento por mais algum tempo, já que a política continua favorável. Enquanto isso, os indicadores do setor da habitação podem ter começado a estabilizar e podem apresentar alguma recuperação em 2023 a partir de uma base muito baixa. E o setor dos serviços beneficiaria claramente de qualquer diminuição das restrições relativas à Covid que possam surgir ao longo do ano. Isso ajudaria a despoletar a recuperação cíclica que, segundo os principais indicadores estão há algum tempo a sugerir, começará quando nos aproximarmos de 2023.

Gráfico 1: Recuperação do PIB da China prevista para 2023

O resultado é que o nosso cenário de base continua a ser o aumento do PIB, dos 3% previstos em 2022 para cerca de 5% em 2023. Tal seria um pouco melhor do que o previsto, considerando as baixas expetativas. O problema para os mercados é que, após o Congresso Nacional em outubro, é a política, e não a economia, que tem comandado o sentimento E embora esperemos que a economia se prepare para uma recuperação cíclica a curto prazo, as perspetivas a longo prazo são desafiantes.

Mercados de ações da China

Louisa Lo, Head of Greater China Equities

Os mercados de ações da China provavelmente continuarão a ser influenciados pelo cenário macroeconómico global. Particularmente, a dimensão dos futuros aumentos das taxas de juro e se os EUA e a UE registam aterragens suaves ou duras em termos de desaceleração económica. Um pico no ciclo das taxas de juro dos EUA pode enfraquecer o dólar dos Estados Unidos, o que deve ajudar a liquidez nas economias dos mercados emergentes.

Internamente, podemos já ter visto o pior em termos da política «Covid zero» da China, com os desenvolvimentos recentes a sugerir um afastamento gradual da mesma. Embora seja improvável uma reabertura total, esperamos ver uma implementação mais pragmática das políticas relativas à Covid no próximo ano. Dito isto, uma onda de saída da Covid continua a ser um risco e, como resultado, o ímpeto do crescimento económico pode permanecer algo volátil.

O governo tornou-se recentemente mais favorável ao setor imobiliário, lançando um conjunto de medidas para aumentar o financiamento dos promotores imobiliários em novembro de 2022. Tal deve ajudar de alguma forma a conter a espiral de sentimentos negativos atualmente vivida e pode indicar que o pior do ciclo de políticas restritivas no setor imobiliário chegou ao fim. No entanto, ainda demorará provavelmente algum tempo até que o setor recupere totalmente devido ao cenário económico mais fraco e, talvez seja o mais importante, até que os investidores se sintam confortáveis com a diminuição dos riscos sistémicos. Continuamos seletivos em termos dos nossos investimentos nesta região.

As tensões e a geopolítica EUA-China deverão continuar a impulsionar a volatilidade nos mercados de ações chineses. Anúncios recentes como a CHIPS and Science Act nos EUA, com grandes investimentos em investigação e desenvolvimento de semicondutores nos EUA, salientam o impacto real que a geopolítica pode ter nas indústrias da China.

A segurança e a autossuficiência da cadeia de abastecimento continuarão a ser uma prioridade fundamental para o governo daqui para frente, na nossa opinião. Como tal, esperamos ver uma aceleração nos investimentos em áreas de importância estratégica, como tecnologia, indústria militar e independência da cadeia de abastecimento. Também prevemos que as tendências de desglobalização se mantenham.

Com os mercados acionistas chineses a negociarem a mais de um desvio-padrão abaixo dos níveis de avaliação a longo prazo, o perfil de risco e retorno do mercado parece razoavelmente atrativo a curto prazo.

O gráfico a seguir apresenta as avaliações numa base prospetiva de cotação/lucros por ação (P/E) para os mercados de ações chineses offshore e onshore. Um P/E prospetivo é a cotação de uma empresa dividida pelos lucros por ação nos próximos 12 meses.

Gráfico 2: Avaliações do mercado chinês

De facto, os mercados podem recuperar acentuadamente se continuarmos a ver sinais de reabertura económica e/ou afastamento gradual da «Covid zero», ou mais esforços para apoiar o mercado imobiliário.

Assim, o aumento da incerteza dos investidores em relação à execução das políticas e a posição do governo relativamente ao setor privado e aos retornos dos acionistas podem representar um obstáculo mais forte para os mercados acionistas chineses a médio prazo.

Privilegiamos os setores que acompanham as prioridades políticas

Mantemos um posicionamento de investimento bastante equilibrado, privilegiando setores que acompanham as prioridades políticas.

As empresas industriais e de TI devem beneficiar da localização da cadeia de abastecimento e da atualização da automação industrial. Enquanto isso, as empresas de energias renováveis (solar e eólica) podem captar investimentos crescentes no ambiente e concentrar-se numa China mais verde. Também favorecemos o setor das máquinas de construção, antecipando uma retoma nas despesas com infraestruturas, e as empresas do setor de bens de consumo que podem beneficiar da reabertura da economia. O setor de saúde também está a tornar-se mais atrativo após correções significativas no ano passado.

No setor da internet/comércio eletrónico, estamos menos negativos devido às avaliações baixas e aos lucros crescentes. O crescimento das receitas deve começar a recuperar em 2023 à medida que o crescimento económico melhora, mas em contraste com o passado, em que o setor transacionou com um prémio de avaliação significativo em relação ao mercado, esperamos que estas empresas sejam negociadas como bens de consumo cíclicos. Isso significa que devem ser avaliadas mais ou menos de acordo com o potencial de crescimento dos lucros.

Continuamos a adotar uma abordagem ascendente ao investimento, com afetações entre os mercados offshore e onshore, refletindo as oportunidades que vemos ao nível das empresas. Embora as avaliações no mercado offshore pareçam atualmente mais atrativas, os mercados onshore podem ser mais bem suportadas a médio e a longo prazo, devido ao maior número de ações que oferecem oportunidades alfa.

Dívida chinesa

Julia Ho, Head of Asian Macro, Fixed Income 

O desempenho superior das obrigações onshore chinesas até à data, bem como durante a pandemia em março de 2020 e 2021, demonstra os benefícios da resiliência e da diversificação desta classe de ativos. Na verdade, os investidores internacionais encaram-nas cada vez mais como uma espécie de “porto seguro”.

Gráfico 3: Desempenho superior das obrigações na China; Fonte: Schroders. Bloomberg

No que diz respeito a 2023, as perspetivas para as obrigações onshore chinesas parecem positivas, especialmente se a força do dólar dos Estados Unidos sofrer uma reversão.

O argumento a um prazo mais longo continua igualmente convincente. O cenário da política monetária é favorável. Os mercados de capitais da China estão a tornar-se cada vez mais acessíveis. Enquanto isso, as obrigações chinesas são cada vez mais incluídas nos principais índices de obrigações globais – trazendo a China para o universo de investimento de mais investidores internacionais.

A internacionalização do renminbi (à medida que se torna cada vez mais uma moeda global para o comércio, investimento e reservas cambiais) também é favorável. Os benefícios da baixa volatilidade e da diversificação da classe de ativos também permanecem atrativos.

Recentemente, revimos em alta as nossas perspetivas de crescimento para a China após a recente série de medidas implementadas para apoiar o setor imobiliário. As autoridades também parecem estar a preparar uma reabertura gradual da economia em 2023, dadas as recentes medidas para aliviar a política «Covid zero» do país.

A diminuição dos controlos da Covid deverá ter como enfoque principal a reanimação da procura interna, mas as consequentes melhorias da mobilidade na China devem ajudar a confiança dos consumidores e das empresas a recuperar dos baixos níveis atuais. Dito isto, alertamos que a reabertura das fronteiras deverá ser lenta e calibrada e que a situação poderá piorar antes de melhorar, tendo em conta o potencial aumento de casos de Covid e o início do inverno.

Numa nota positiva, uma lenta normalização do turismo deve ajudar a conter a deterioração da posição da balança de pagamentos da China e estabilizar o renminbi ponderado pelo comércio.

Em termos de taxas de juro, a nossa visão é que os rendimentos das obrigações do governo chinês deverão situar-se num intervalo (ou seja, transacionados num intervalo restrito) e estabilizarão até 2023. Isto porque as fracas pressões inflacionistas de um ritmo modesto de recuperação económica significam que o Banco Popular da China deverá manter uma política monetária acomodatícia e ampla liquidez. Além disso, com a curva de rendimentos ainda positiva (ou seja, as obrigações a curto prazo têm um rendimento menor do que as obrigações a longo prazo), a exposição às obrigações chinesas pode ser propícia para «carry» (ou rendimento), na nossa opinião.

A longo prazo, acreditamos que a prosperidade comum, a reforma regulamentar, a desalavancagem contínua e o envelhecimento da população do país são temas que servem de suporte aos investimentos em obrigações.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

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