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Denise Calado

Oxalá Mearsheimer não tenha razão!

6 Janeiro, 2023 by Denise Calado

John J. Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, é uma das maiores referências atuais dos estudos sobre relações internacionais. Em 2014, ele tomou a iniciativa de explicar que o alargamento da NATO à Ucrânia teria como consequência uma invasão russa e uma tremenda destruição daquele país e do seu povo. Assim sucedeu, oito anos depois. Eis porque é importante conhecer esta figura e a sua obra.

 

Atendendo à fruta da época, este é um homem de quem se fala. O tipo, é certo, tem poucos amigos, mas ter passado por West Point e por cinco anos de U. S. Air Force deram-lhe a confiança não só de caminhar sozinho, como de ir enfrentando difíceis missões, sem cuidar dos estragos que um elefante pode fazer em loja de cristais. Aos 33 anos, doutorava-se em Ciência Política pela Cornell University e, dois anos depois, em 1982, já a Universidade de Chicago o recebia como docente.

Foi com «Precision guided munitions and conventional deterrence», o seu artigo de 1979, que John J. Mearsheimer (o J. é de Joseph) abriu as «hostilidades», logo esboçando a hipótese de o paradigma realista da defensiva, da détente, da dissuasão internacional ser alterado pelo da ofensiva, a propósito daquelas armas estratégicas. Ainda antes de editar o livro Conventional Deterrence (cozinhado desde a Primavera de 1976), Mearsheimer publicou o artigo «Why the Soviets can’t win quickly in Central Europe» para deixar expresso que «o risco de provocar um ataque soviético, ao iniciar-se uma mobilização da NATO, não pode ser completamente posto de lado. Esse risco, contudo, deve ser sopesado face a outro bem maior, consistente em a NATO, ao não se mobilizar, perder a sua capacidade de defesa face a um ataque do Pacto» (p. 39). Eis, já claro, o que lhe interessava: um cenário Mearsheimeriano de novas confrontações mundiais entre grandes blocos.

Repita-se o ano: 1976, com ninguém, depois da crise de Cuba, a acreditar num completo desequilíbrio da Guerra Fria, apesar do constante armamento, nem sequer a prever uma derrocada do Império Soviético. Da parte do autor daquela diatribe, o importante é que ele ia consolidando a conceção com que iria perturbar o equilibrismo de Kenneth Waltz, a grande referência do estudo das relações internacionais que o precedeu.

Pelo pós-Guerra (como se isso existisse!) em diante, parecia que, por debaixo do arreganhar de dentes e do doentio colecionismo de armamento, as grandes potências jogavam um xadrez sem vontade de entornar o tabuleiro. Comparado com a actual panela de pressão, tudo parecia, como Bob Dylan cantou (you play with my world / like it’s your little toy), que os super powers brincavam com o nosso mundo assim mesmo, como se de um brinquedo se tratasse, mas sem querer estragar a brincadeira. Por muito trágico que tudo isso efetivamente fosse.

Por seu lado, em Conventional Deterrence (1983), Mearsheimer só estava preocupado em perceber «em que condições poderemos esperar que a dissuasão falhe» (p. 7)… e a bernarda rebente. A palavra vem n’Os Maias (ou não fossem Mearsheimer e Eça dois autênticos realistas!) e, naquela altura, John Joseph já visualizava para a cena mundial o que Queiroz tinha escrito: que «ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda!»

Kenneth Waltz era uma grande cabeça. Quando Mearsheimer começou a treinar, a Waltziana Theory of International Politics (1979) dominava o campo, inscrevendo, na fachada do estádio, o seu âmago: anarquia (traduza-se corretamente: inexistência de uma alta autoridade no sistema internacional). Antes de Waltz, mostrou-o Jack Donnelly (2015), nos livros da área (mais de 200, de 1895 a 2013), usava-se o termo em média 6,9 vezes. Depois de 1979, passou-se para 35,5 vezes. Esqueça-se, pois, na cena internacional, qualquer ânsia de uma entidade supranacional reguladora do jogo (estais a ver Guterres a resolver seja o que for?!). Já para nem falar na eventualidade de um unipoder planetário ser capaz de sustentar tudo isto. Anarquia (naquele sentido) passou a ser a palavra do momento,

Dado que «o nacionalismo é a mais poderosa ideologia política no planeta», Mearsheimer dixit, o que temos entre mãos são Estados com E grande (ou, pelo menos, mais ou menos grande), cada qual desconfiando do parceiro e querendo assegurar cada vez mais a sua própria segurança, capacidade e influência territorial. Contudo, a esperança de Waltz era a de que o grande joguinho bipolar de «o meu é maior do que o teu» acalmasse ímpetos belicistas. Eis o sonho da détente. É aí que aparece J. J., bem como a queda do Muro, o peso assimétrico dos USA, a incessante ascensão da China, globalização e abalos da globalização, os populismos nacionalistas, o reorgulho russo, a constante inquietação norte-americana e toda uma animação por muitas regiões e países. Como sempre, a mãe-de-todas-as-coisas, a realidade, veio baralhar as ideias. Mas não as de Mearsheimer.

(continua)

 

* Este texto é a primeira parte de três que a Líder publicará. Foi inicialmente escrito para integrar um livro que um conjunto de académicos portugueses entendeu editar sobre a atual situação internacional.  Como, entretanto, esse projeto editorial fracassou, aqui fica como algo que oxalá seja útil para o conhecimento destas matérias.

 

Referências

Eça de Queiroz, Os Maias: Episódios da Vida Romântica, Porto, Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Casa Editora Lugan & Genelioux Successores, dois volumes, 1888.

Jack Donnelly, «The discourse of anarchy in IR». International Theory, 7(3), 2015, pp. 393–425.

John J. Mearsheimer, «Precision‑guided munitions and conventional deterrence», Survival, XXI(2) (March-April 1979), pp. 68-76.

John J. Mearsheimer, «Why the Soviets can’t win quickly in Central Europe», International Security, 7(1), Summer 1982, pp. 3-39.

John J. Mearsheimer, Conventional Deterrence, Cornell University Press, Ithaca and London, 1983.

Kenneth Waltz, Theory of International Politics, New York, 1979, McGraw-Hill, 1979.

Arquivado em:Opinião

Recrutamento para os principais Aeroportos do país

6 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Com uma previsão de mais de 2.000 vagas disponíveis para preencher a partir de janeiro, a empresa Multitempo by Jobandtalent irá levar a cabo uma ação de recrutamento nos principais aeroportos portugueses:

 

Aeroporto da Madeira / Cristiano Ronaldo – 9 de janeiro de 2023

Aeroporto Humberto Delgado / Internacional de Lisboa – 11 de janeiro de 2023

Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro – 12 de janeiro de 2023

Aeroporto Internacional de Faro – 18 de janeiro de 2023

 

O objetivo da ação Open Air Days é reforçar as equipas atuais dos aeroportos, existindo vagas em regime de Full-time e Part-time, para várias funções de Assistência de Bagagem, Serviço de Check-In, Apoio a Passageiros de Mobilidade Reduzida, Assistência de Informações e Assistência a Passageiros.

Os requisitos incluem disponibilidade para trabalhar em horários por turnos rotativos e fluência em português, sendo o inglês importante também em algumas funções. Valoriza-se também a posse de carta de condução C e D, além da de ligeiros.

Para se inscreverem nos Open Air Days, os interessados deverão preencher os formulários online relativos a cada data/aeroporto disponíveis nas redes sociais da empresa (Instagram e Facebook) e receber as indicações para a entrevista presencial.

 

Informações úteis:

 

Recrutamento para o Aeroporto da Madeira – Funchal

Local: Fórum Machico, 9200-084 Machico

Data: 9 de janeiro

Inscrição obrigatória até: 6 de janeiro

Mais informações e formulário de inscrição aqui.

Recrutamento para o Aeroporto Humberto Delgado – Lisboa

Local: Sede Multitempo by JobandTalent – Praça de Alvalade, nº 6, 9º andar, 1700-036 Lisboa

Data: 11 de janeiro

Inscrição obrigatória até: 9 de janeiro

Mais informações e formulário de inscrição aqui.

Recrutamento para o Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro – Porto

Local: Hotel Premium Maia – Rua Simão Bolívar 375, 4470-214 Maia

Data: 12 de janeiro

Inscrição obrigatória até: 9 de janeiro

Mais informações e formulário de inscrição aqui.

Recrutamento para o Aeroporto Internacional de Faro

Local: ANJE – Rua Monsenhor Henrique Ferreira da Silva, 9, Estrada da Penha, 8005-137 Faro

Data: 18 de janeiro

Inscrição obrigatória até: 16 de janeiro

Mais informações e formulário de inscrição aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Os Reis Mercadores

5 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Em fevereiro chega o mais recente trabalho de investigação de Stephen R. Bown. Ao longo de toda a Era do Comércio, do século XVII ao século XIX, um conjunto lendário de Reis Mercadores desprovidos de escrúpulos governou várias partes do mundo. Stephen R. Bown produziu uma descrição das grandes Companhias de Monopólio e convida-nos a embarcar numa narrativa de grande fulgor histórico e informativo.

Arquivado em:Livros e Revistas

Medir o raciscmo, vencer as discriminações

5 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Thomas Piketty é o autor do novo ensaio consagrado aos meios que permitem lutar contra as discriminações mediante uma política social e económica baseada no universalismo, que sai já em Fevereiro

Arquivado em:Leading People, Livros e Revistas

Perder o paraíso

5 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Uma elegia ao poder curativo da natureza, algo de que precisamos mais do que nunca, num mundo dominado pela ansiedade e pela iminente catástrofe ecológica.
Hoje, muitos de nós vivem dentro de quatro paredes, desligados como nunca do mundo natural, mas a natureza continua profundamente arraigada na nossa linguagem, cultura e consciência. Que acontece, pergunta a aclamada jornalista Lucy Jones, quando perdemos a nossa ligação com o mundo natural?

Arquivado em:Livros e Revistas

Já ouviu falar no submundo do Ethical Hacking?

5 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Sempre existiram Ethical Hackers, muito antes dos Hackers maliciosos. Mas apenas a partir do início do século XXI a Cibersegurança inaugurou a sua democratização. Para muitas pessoas um Hacker não passa de alguém que usa o ambiente digital para cometer crimes, como o roubo de dados pessoais e financeiros. O que poucos sabem é que esta expressão já teve uma conotação positiva.

Na década de 1960, o termo era tido como um elogio, usado como referência aos estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que se destacavam pelas suas habilidades em programação. Entretanto, algumas pessoas começaram a utilizar estas mesmas habilidades para benefício próprio e a trazer má reputação ao termo. Mas em 1995 voltou a popularizar-se, quando o Vice-Presidente da IBM, John Patrick, utilizou a expressão Ethical Hacking para definir a atividade dos profissionais. João Paulino é Ethical Hacker e especialista em Cibersegurança. Passa entre oito a 10 horas online, são longos períodos a navegar pela internet e a explorar bugs e falhas de segurança, garantindo a ciberesiliência de muitas organizações. A Pandemia fez aumentar o cibercrime e foi também nessa altura que João teve oportunidade de se dedicar e investir em formação.

 

«A maioria das pessoas vê o submundo dos hackers como um iceberg, só conseguem ver a ponta do mesmo. No entanto este submundo possui infraestruturas tecnológicas, é um local onde se movem políticos, espiões, corruptos de diferentes organizações, máfias de todos os países, sindicatos do crime, Yakuza, cartéis de droga, grupos de ativistas, lone wolf’s, jornalistas, traficantes, polícias e militares. Este submundo confunde-se e mistura-se com a Deep Web e Dark Web. A maioria age no anonimato, não há nomes reais, os serviços, informação e produtos (tudo é comercializado, mesmo tudo) são transacionados nas diferentes criptomoedas, principalmente bitcoins», partilha. Um mundo à parte, que João Paulino desvenda parte à Líder.

O que é e como descreveria um Ethical Hacker?

Um Ethical Hacker ou White Hat Hacker é um profissional de tecnologias de informação com foco na cibersegurança. A sua atividade é descobrir informação relativa a equipamentos, redes de comunicações, sistemas, serviços e pessoas de organizações-alvo com a finalidade de encontrar e explorar vulnerabilidades. O principal objetivo é simular, tal como um hacker malicioso o executaria e controlaria o ecossistema, de forma a concretizar uma ação ou ataque. A diferença é que este trabalho é realizado para garantir a ciberesiliência das organizações ao invés de as prejudicar na imagem, negócios, ou terem de efetuar o pagamento de um resgate em criptomoeda.

O Ethical Hacker, tal como o Black Hat Hacker, é alguém com uma capacidade de persistência e resiliência muito alta, observador e com vontade e capacidade de aprender diariamente, ágil e flexível. É alguém com curiosidade que consegue desmontar uma coisa, compreendê-la e voltar a montá-la, se possível que fique melhor no final.

A filosofia por trás do Hacker Ético é tentar capturar o ladrão, pensando como um ladrão.

Portanto um hacker ético acaba por usar as mesmas técnicas e métodos de um Black Hat Hacker. Mas isso não é ilegal?

Não, desde que seja autorizado.

Quais são as origens do ethical hacking?

A origem do hacking remonta aos anos 60 do século passado. Era um termo utilizado pelos estudantes de Engenharia do MIT, quando conseguiam otimizar sistemas e equipamentos de forma a serem mais eficientes. Ou seja, ethical hacking é mais antigo do que o hacking malicioso. Na década de 70 do mesmo século, o número de computadores começou a crescer e alguns programadores começaram a testar as suas capacidades e as dos sistemas, a internet não era como a conhecemos agora e os computadores eram utilizados por grandes organizações ou departamentos estatais. Para se aceder utilizavam-se linhas telefónicas e as chamadas efetuadas eram pagas e caras, surgem os phreakers que violavam a rede telefónica para realizar chamadas de longa distância sem pagar. Foi um indivíduo chamado Joe Engressia, com 7 anos de idade, que conseguiu nos anos 60 recriando um tom em 2600 hz que interrompia a contagem da taxação telefónica. Esta vulnerabilidade foi amplamente explorada. Com a generalização dos computadores a partir da década de 80 do século passado a palavra hacker passou a estar associada a atividades criminosas. Sempre existiram Ethical Hackers, no entanto foi a partir do início do século XXI que a cibersegurança inicia a sua democratização, com certificações InfoSec, eventos e formação.

Como é que se tornou ethical hacker?

Sempre me interessei pelo tema e li durante anos artigos e livros e praticava num laboratório virtual criado por mim. No entanto, durante o início da pandemia da COVID-19 o assunto tornou-se sério e investi centenas de horas a estudar, a praticar mais e a fazer certificações. Foi a altura certa, pois o cibercrime aumentou de uma forma nunca vista até então e surgiram oportunidades de trabalhar na área, e acompanhar alguns cibercrimes de perto, até aqui em Portugal.

O cinema também ajudou a alimentar o imaginário coletivo dos hackers como pessoas isoladas e fora da lei a utilizar a tecnologia para fins criminosos. Como se consegue “limpar” esta imagem?

A palavra hacker tem uma conotação pesada, sempre que é dita, escrita e lida, é associada com ações ligadas a crimes. Num curto espaço de tempo não vai ser vista de outra forma; é assim desde as décadas de 70, 80 do século passado.

E o submundo dos hackers mantém-se altamente sigiloso.

A maioria das pessoas vê o submundo dos hackers como um iceberg, só conseguem ver a ponta do mesmo. No entanto este submundo, possui infraestruturas tecnológicas, é um local onde se movem políticos, espiões, corruptos de diferentes organizações, máfias de diferentes países, sindicatos do crime, Yakuza, cartéis de droga, grupos de ativistas, lone wolf’s, jornalistas, traficantes, polícias e militares. Este submundo confunde-se e mistura-se com a Deep Web e Dark Web. A maioria age no anonimato, não há nomes reais, os serviços, informação e produtos (tudo é comercializado, mesmo tudo) são transacionados nas diferentes criptomoedas, principalmente bitcoins.

Há guerras entre grupos de cibercriminosos e, com a Polícia, entre Estados com militares ou grupos de cibercriminosos patrocinados. Não nos podemos esquecer que o cibercrime teve em 2021 um custo de 6 triliões de dólares e a previsão é que cresça até aos 10,5 triliões de dólares em 2025, qualquer coisa entre 5,8 biliões e 10 biliões de Euros. No final do dia é igual ao mundo que conhecemos bem com todas as suas virtudes e defeitos e já não é tão sigiloso como já foi. Hoje as pessoas têm acesso a mais e melhor informação, há mais campanhas de esclarecimento e prevenção e as notícias de ciberataques colocam maior visibilidade, interesse e mesmo investigações sobre este submundo.

O ethical hacking é uma estratégia contratada por muitas empresas com o objetivo de medir e garantir a cibersegurança. Como é que se organizam e que regras seguem?

Para que tal seja legal e cumpra a legislação, as boas práticas e recomendações, deve ser realizado e celebrado um contrato entre as partes e os vários stakeholders devem ser informados sobre o PenTest, mais precisamente quando se irá realizar, qual o âmbito, a duração e de onde vai ser realizado. Estamos a falar de operadores de internet, fornecedores de serviços cloud, ou outras entidades que possam ser afetadas. Existem vários programas de recompensas, denominados «Bug Bounty Programs» em que várias empresas oferecem recompensas por defeitos e vulnerabilidades detetadas e exploração de segurança. Estes programas surgiram em 1983 pela mão da Hunter & Ready, onde era atribuído como prémio um Volkswagem Carocha/Beetle a quem descobrisse um bug no sistema operativo Versatile Real-Time Executive (VRTX).

Há também empresas a integrar ethical hackers como colaboradores permanentes?

Sim, algumas empresas contratam um ethical hacker ou mesmo uma red team (equipa de ataque) e uma blue team (equipa de defesa). Resultante da transformação digital acelerada das empresas, da desmaterialização de processos e da interconexão de ecossistemas digitais que aumenta ao minuto, tornando-os imprescindíveis no mundo atual. A cibersegurança é um tema de negócio em muitas empresas, e valorizado como tal, o que permite alocar recursos financeiros de forma a permitir uma ciberesiliência. Nenhuma organização está livre de sofrer um ciberataque. O que faz a diferença é como está preparada para resistir, recuperar e continuar a operar depois de um ciberataque e gerir a crise e comunicar de forma clara interna e externamente nos momentos certos.

Pode desvendar alguns nomes de empresas em Portugal?

CyberX, VisionWare, CyberS3c, Layer8, Redshift Consulting, S21Sec, adquirida pela Thales.

Quantos ethical hackers é que existem no nosso país?

Teremos cerca de 300 Ethical Hackers/ Pentester no que diz respeito à atividade de hacking e PenTest. No entanto, existem muitos mais engenheiros de segurança/ cibersegurança, analistas de segurança/ segurança, analistas SOC, engenheiros SOC que chegam à casa dos milhares.

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

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Por TitiAna Amorim Barroso 

Arquivado em:Entrevistas

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