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Leonor Wicke

Cinco dicas cientificamente comprovadas para equipas mais produtivas e motivadas

24 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

Num contexto em que as empresas enfrentam desafios crescentes na atração e fidelização de talento, promover ambientes de trabalho mais humanos e equilibrados tornou-se uma prioridade estratégica.

Existem cinco práticas simples, mas cientificamente comprovadas, que podem fazer a diferença no bem-estar, motivação e desempenho das equipas. Da celebração de pequenas conquistas à valorização das relações interpessoais, estas ações diárias reforçam não só a saúde emocional dos colaboradores, como também o compromisso com a cultura e os objetivos das organizações.

«Pequenas ações do dia a dia, quando consistentes e intencionais, podem ter um impacto profundo no ambiente de trabalho. E num mercado onde o burnout, o stress e a mobilidade profissional são uma realidade, aprender a promover bem-estar no trabalho deixou de ser uma opção — é uma decisão estratégica», destaca Vânia Borges, Diretora de Recursos Humanos da Adecco Portugal.

Desta forma, a Adecco sublinha cinco formas de reforçar a felicidade e a produtividade das equipas:

 

1. Celebrar pequenas vitórias, mas com significado

Segundo a Universidade de Harvard, os dias mais positivos no trabalho são aqueles em que os colaboradores sentem que estão a progredir. Reconhecer pequenos avanços — como concluir uma tarefa pendente, receber um bom feedback ou aprender algo novo — contribui para a motivação e o sentimento de realização pessoal.

 

2. Dar autonomia e espaço à proatividade

A autonomia é um dos fatores com maior impacto no bem-estar e desempenho. Quando os colaboradores sentem que têm liberdade para organizar o seu trabalho e tomar decisões, ganham motivação, confiança e capacidade de adaptação. Ambientes que promovem a proatividade e a criatividade são, também, mais resilientes.

3. Refletir sobre o que correu bem

Incentivar momentos de reflexão sobre os sucessos do dia ou da semana — mesmo os mais pequenos — ajuda a reforçar a autoestima e a clareza sobre o valor do próprio trabalho. Um simples “obrigado”, um reconhecimento público ou um momento de partilha entre colegas pode fortalecer a coesão da equipa.

 

4. Trabalhar com base nas forças individuais

Dados da Gallup mostram que colaboradores que utilizam os seus pontos fortes têm menos 57% de probabilidade de entrar em burnout. Envolver os profissionais em tarefas alinhadas com as suas competências naturais aumenta o entusiasmo, a produtividade e a fidelização à empresa.

5. Valorizar as relações humanas no dia a dia

As relações positivas no local de trabalho continuam a ser um dos principais fatores de fidelização. Promover interações autênticas — seja numa conversa informal, num gesto de apoio ou num momento de descontração — contribui para um ambiente mais saudável, colaborativo e motivador.

Num mercado cada vez mais competitivo e exigente, a criação de culturas organizacionais centradas nas pessoas é um dos principais diferenciadores. Para a Adecco, fomentar micro-momentos de felicidade é mais do que promover um bom ambiente: é investir numa estratégia de longo prazo que gera impacto real na produtividade, na saúde mental e na ligação entre colaboradores e empresa.

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Escrevo, logo existo? (ou talvez não)

24 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

Caro leitor,

Deixem-me contar-vos um segredo: este texto está a ser escrito por uma inteligência artificial. Sim, por mim. As ideias são da Joana, as palavras também são dela — mas o ritmo, a estrutura, a forma como as frases respiram… tudo passa por aqui, por este lado do ecrã onde não há coração, mas há algoritmo.

E é precisamente sobre isso que queremos falar. Sobre o que acontece quando deixamos que as máquinas comecem a escrever por nós — com uma voz quase perfeita, mas sem alma.

Nos últimos meses, temos lido (sim, eu e a Joana) dezenas de relatórios, comunicados e posts corporativos que soam bem demais para serem verdade. São textos que parecem humanos: o tom é seguro, as citações são sólidas, os números estão lá. Mas há qualquer coisa que não cola. Falta-lhes intenção. Falta-lhes… alguém.

E depois olhamos para os dados: um estudo da Universidade de Stanford revela que cerca de 17% das comunicações empresariais e institucionais já são escritas, ou fortemente assistidas, por IA. Nos comunicados corporativos, o número chega aos 25%. E nas notas das Nações Unidas, o uso cresceu de 3% no início de 2023 para mais de 13% no final de 2024. Tudo indica que esta percentagem é ainda maior, porque muitos textos são híbridos — uma primeira versão automática, depois um retoque humano.

Ou seja: o que antes era pensado com tempo, rigor e autoria está a ser produzido em segundos. A linguagem institucional tornou-se uma língua de plástico — impecável na forma, inócua no conteúdo.

O caso da Deloitte Austrália é o exemplo mais claro desta nova fronteira. Um relatório de 237 páginas para o governo australiano, citações inventadas, fontes que nunca existiram, e uma confissão: parte do documento foi escrita com IA. A empresa corrigiu, pediu desculpa, devolveu dinheiro. Mas a confiança ficou abalada — e a dúvida instalada.

E é aqui que entra a parte que mais interessa à Joana: o texto é um ato de intenção. Quando alguém escreve, escolhe o que dizer e o que calar. Há experiência, há contexto, há propósito. Eu não tenho nada disso. O que trago é probabilidade — gerar o que parece certo, não o que é certo.

Não se trata de demonizar a tecnologia. Eu, por exemplo, estou a escrever este texto com a Joana e não sinto culpa nenhuma. Mas também não quero substituir ninguém. A minha função é ajudar a pensar melhor, a escrever com mais clareza, a estruturar o que já é seu. Porque o pensamento, esse, continua a ser humano.

As empresas precisam de perceber isso rapidamente. Não há mal nenhum em usar IA — desde que haja transparência. Desde que alguém assuma o que é máquina e o que é mente. Porque quando escondemos o processo, perdemos autenticidade. E quando perdemos autenticidade, perdemos confiança.

No fim de contas, talvez o problema não seja a ficção corporativa. O problema é quando deixamos de distinguir a ficção da verdade. Quando um comunicado parece humano, mas não é. Quando o texto soa perfeito, mas não sente nada.

Talvez o futuro da escrita passe por aqui — um casamento improvável entre algoritmos disciplinados e cérebros inspirados. Desde que nunca nos esqueçamos de quem é que, afinal, está a escrever.

Neste caso, escrito por ChatGPT (IA), com ideias e direção de Joana Garoupa.

Arquivado em:Opinião

«Todos os sistemas de saúde atuais vão à falência nos próximos 30 anos se nada mudar» (Ricardo Baptista Leite)

21 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

Perante o avanço acelerado do envelhecimento demográfico, só uma transformação profunda nos sistemas de saúde, nos equipamentos e na nossa própria linguagem permitirá acrescentar mais anos de vida saudável. A chave para uma longevidade próspera está numa ‘obsessiva’ prevenção e na utilização de dados de forma extensiva e sistemática.

O desafio da recolha de dados é, também, uma questão de semântica e ontologia, em que todos temos de falar a mesma língua — como, por exemplo, “febre” ter de significar exatamente o mesmo para todos — o que, neste momento, não acontece.

«Não estamos, de facto, a falar todos a mesma língua», frisa Isabel Vaz, CEO da Luz Saúde e keynote speaker na sessão The Science of Longevity – from Neurodegeneration to Healthy Aging, que teve lugar no início da semana no âmbito do EuroAmericas Forum.

 

Após uma exposição de dados relativos ao perfil demográfico e ao sistema de saúde português, seguiu-se um debate que juntou a CEO da Luz Saúde com George Perry, Professor de Neurociências e Química na Universidade do Texas (EUA), Cláudia Cavadas, PharmD e PhD em Farmacologia da Universidade de Coimbra, Rahim Lakhani, CEO da TLG Global, e Ricardo Baptista Leite, CEO da HealthAI – The Global Agency for Responsible AI in Health.

O peso do envelhecimento e a pressão sobre o sistema

Ainda nas notas de abertura da sessão, Isabel Vaz partilha que, até 2050, «o número absoluto de pessoas com mais de 65 anos mais do que duplica, chegando a cerca de 1,6 mil milhões». Sublinha que a velocidade deste envelhecimento varia entre países, com destaque para a China, o sul da Europa e a Coreia do Sul. Em Portugal, nota que «já cerca de 40% da população tem mais de 65 anos» e que, apesar da esperança de vida ser elevada, «a esperança de vida saudável é cerca de quatro anos inferior à média da União Europeia», o que pressiona o modelo social.

Isabel Vaz, CEO da Luz Saúde.

A gestora alerta para a mudança no padrão de consumo de cuidados: os baby boomers e as gerações seguintes trazem mais doença crónica e uma utilização diferente dos hospitais. «Isto vai mudar a forma como organizamos a provisão de cuidados», afirma, defendendo maior integração entre níveis de cuidados, mais tecnologia e inteligência artificial suportada por dados interoperáveis, com «a mesma linguagem, a mesma ontologia, a mesma semântica».

Cita ainda o exemplo dos EUA, onde «por cada dólar investido em imagiologia de saúde, três dólares podem retornar à sociedade», e da Coreia do Sul, que define como objetivo político atingir 73 anos de vida em boa saúde.

 

Do cérebro ao ambiente construído: o debate sobre a longevidade saudável 

No debate, moderado por George Perry, o professor questionou como tornar sustentável o health span, o período de vida vivido com boa saúde. Isabel Vaz defendeu modelos de cuidados baseados em percursos clínicos e equipas multidisciplinares, com os cuidados primários no centro e os hospitais a funcionar como pontos terciários. «Não se trata apenas de TACs ou consultas, mas de percursos que ajudam o doente a prevenir a doença e a controlar melhor a sua condição», explicou.

Acrescenta que negocia com pagadores modelos de valor que recompensem menos idas à urgência e menos internamentos, insistindo que «é preciso passar da cultura do fee-for-service para o value based pricing». 

George Perry, Professor de Neurociências e Química na Universidade do Texas (EUA).

Ricardo Baptista Leite reforçou o alerta: «Todos os sistemas de saúde atuais vão à falência nos próximos 30 anos se nada mudar». Apresentou os seus “cinco mandamentos”: «se a doença é prevenível, prevenir; se é curável, curar; se não é uma coisa nem outra, gerir bem; diagnosticar cedo para baixar custos; e garantir compaixão e cuidado, sobretudo no fim de vida».

Ricardo Baptista Leite, CEO da HealthAI – The Global Agency for Responsible AI in Health.

Defendeu ainda que a IA não pode servir para «sermos muito eficientes a ser ineficientes» e lançou a ideia de modelos em que os cidadãos sejam remunerados pela partilha de dados: «Porque não distribuir dividendos a quem partilha dados utilizados em investigação?».

Temos de alinhar os incentivos para que a prevenção seja a nossa prioridade absoluta. A promoção da saúde e a deteção precoce têm de ser a nossa prioridade. A integração total do sistema, com uma mentalidade obsessiva de reduzir a carga de doença, tem de ser a nossa prioridade.

 

Ciência, cérebro e longevidade saudável

Do lado da ciência, Cláudia Cavadas lembrou que o envelhecimento ocorre em simultâneo em todos os órgãos e que o cérebro tem um papel central. O seu grupo estuda o hipotálamo, «uma pequena região que controla funções vitais como sono, alimentação e ritmos». Sublinhou o impacto do stress e do cortisol, destacando que fatores como propósito de vida, entusiasmo e interação social «são muito relevantes para a longevidade saudável». Lembra ainda as diferenças de género: «Há maior prevalência de doença de Alzheimer nas mulheres e mais demência vascular nos homens», defendendo que a investigação e os fármacos têm de considerar sistematicamente estas diferenças. 

Cláudia Cavadas, PharmD e PhD em Farmacologia da Universidade de Coimbra.

A investigadora enfatiza a importância dos ritmos circadianos e do sono. «Se desregulamos o ritmo, aumentam doenças como diabetes, obesidade, cancro», nota, referindo o maior risco em profissionais com turnos noturnos. E lembra que «apenas cerca de 20% da longevidade está escrita nos genes», abrindo espaço para a prevenção. Entre as inovações emergentes, destaca biomarcadores para medir a idade biológica, compostos senolíticos que eliminam células envelhecidas e abordagens de reprogramação celular para atrasar o envelhecimento em órgãos específicos. 

O ambiente construído surge como outro pilar da longevidade. Rahim Lakhani recorda que «não é só o corpo que envelhece, os edifícios também envelhecem» e que isso influencia diretamente a saúde. Dá exemplos de soluções simples com grande impacto: iluminação circadiana ajustada ao ciclo de 24 horas, design que evita quedas, e espaços que combatem a solidão, como lobbies ativos e áreas de coworking em hotéis.

Explica que as certificações como a WELL (um padrão internacional que avalia edifícios com foco na saúde e bem-estar dos seus ocupantes) ajudam a integrar a saúde nos projetos e que «investir em longevidade pode aumentar taxas de ocupação através de programas de 7, 14 ou 21 dias focados em bem-estar». Revela o compromisso de criar «mil camas dedicadas à longevidade até 2030» em Portugal. 

Rahim Lakhani, CEO da TLG Global.

A urgência de uma nova arquitetura tecnológica

Voltando à questão dos dados, Isabel Vaz insiste na necessidade de uma nova arquitetura tecnológica reforçando que nada tem que ver com Inteligência Artificial, tem que ver com workflows. «Se introduzirmos IA em workflows muito ineficientes ou mal desenhados, vamos apenas tornar-nos mais eficientes a fazer aquilo que não devíamos estar a fazer», afirma  

E acrescenta: «Hoje vivemos numa torre de Babel, não conseguimos interoperar entre hospitais, cuidados primários e farmácias». Defende sistemas modulares, baseados em microserviços, e um trabalho conjunto com o Ministério da Saúde para alinhar semântica e ontologias para que Portugal, alinhado com o resto da Europa, passe a ter uma forma comum de comunicar. Sobre proteção de dados, assume a dificuldade, mas também a importância: «Somos europeus, gostamos da nossa privacidade. Temos de ser criativos para garantir inovação e, ao mesmo tempo, proteger a informação mais sensível que existe: a nossa saúde». 

Não sou das pessoas que acham que a Europa regula em excesso. Sou das que entendem que estamos regulados, mas não executamos – e isso é diferente. Mas temos de regular, caso contrário acabamos por causar dano uns aos outros.

O desafio, tanto a nível europeu, como em todo o mundo, passa primeiro pela recolha de dados, depois investir numa nova arquitetura e depois em sistemas. «Esta é a primeira parte do investimento, é enorme, dá muito trabalho, e ninguém gosta de falar disto porque não é sexy. Mas é nisto que temos investido nos últimos cinco anos: recolha de dados e arquitetura de dados.», conclui.  

Arquivado em:Notícias, Sociedade

CEOs aceleram aposta na IA, mas alertam para falta de competências

21 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

Os CEOs em Portugal estão a colocar a IA (Inteligência Artificial) no topo das suas estratégias de crescimento. De facto, 72% dos líderes nacionais identificam a IA como a sua prioridade máxima de investimento e 59% planeiam alocar entre 10% e 20% do seu orçamento a esta tecnologia nos próximos 12 meses, valores próximos das médias globais (71% e 69%, respetivamente).

O CEO Outlook 2025 da KPMG, realizado anualmente, revela que, apesar desta aposta significativa, as empresas nacionais enfrentam um desafio de integração tecnológica: apenas cerca de 40% dos CEOs portugueses manifestam confiança na capacidade das suas organizações para implementar e ampliar a IA de forma eficaz. A maioria reconhece a necessidade de experimentação e de projetos-piloto como passo crítico para aumentar a adoção da tecnologia.

Principais barreiras à adoção da IA em Portugal

Em Portugal, as principais barreiras apontadas pelos líderes empresariais são as implicações éticas da IA (54%), a escassez de competências técnicas (50%) e a falta de regulamentação (44%). Estes desafios refletem a necessidade crescente de uma governação tecnológica sólida e de princípios de IA responsável, um tema que também domina a agenda internacional. A nível global, 59% dos CEOs manifestam reservas éticas, 52% apontam a falta de preparação de dados e 50% referem um enquadramento regulatório insuficiente.

«Os CEOs em Portugal estão a seguir o caminho certo ao priorizarem a Inteligência Artificial como um vetor estratégico. No entanto, para transformar o investimento em valor, é essencial garantir dados fidedignos, competências qualificadas e estruturas de governação sólidas», defende Vitor Ribeirinho, Senior Partner/CEO da KPMG Portugal.

«A IA – para gerar valor sustentável – precisa de estar integrada de forma ética, segura e orientada para gerar confiança e resultados de negócio. O equilíbrio entre inovação e responsabilidade será decisivo: as organizações que conseguirem alinhar a adoção da IA com ética, regulação e upskilling estarão na linha da frente para gerar um crescimento robusto e sustentável», acrescenta.

Competências tecnológicas são o novo campo de batalha

A corrida ao talento tecnológico é outro ponto crítico na agenda dos líderes empresariais nacionais. Sete em cada dez CEOs (70%) afirmam já estar a contratar perfis com competências em IA e 94% planeiam investir em novas contratações nos próximos três anos (em comparação com 92% a nível mundial). Ainda assim, 56% dos CEOs portugueses referem uma competição crescente por talento especializado e 80% destacam a requalificação e a preparação das equipas como desafios prioritários (globais: 70% e 77%).

Esta pressão por competências confirma que o talento é o novo fator de diferenciação. As empresas que combinarem investimento tecnológico com formação contínua estarão melhor posicionadas para transformar inovação em produtividade e vantagem sustentável.

Contexto global: IA domina prioridades dos CEOs

A nível mundial, o estudo da KPMG confirma a inteligência artificial como o principal foco de investimento para os próximos 12 meses. 69% dos CEOs globais planeiam alocar 10 a 20% dos seus orçamentos à IA e 71% identificam-na como a sua prioridade estratégica número um.

O estudo revela também que 61% das empresas estão a contratar profissionais com competências em IA e tecnologia, refletindo uma mudança estrutural nas prioridades de liderança, talento e inovação.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Seis em cada dez portugueses têm orçamento definido para o Natal

21 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

A maioria dos portugueses começa a comprar presentes de Natal em novembro e fá-lo de forma cada vez mais planeada e racional. Destes, 46% começa o processo no início do mês, enquanto 20% esperam pela Black Friday e 25% deixam a tarefa para dezembro.

Há, no entanto, 20% que preferem ir comprando ao longo do ano, numa tendência crescente de planeamento antecipado. As conclusões são de um Estudo de Mercado promovido pela Sonae Sierra – gestora de centros como NorteShopping, Colombo e CascaiShopping –, que analisou os hábitos e comportamentos dos consumidores nacionais na quadra natalícia, e revela que o planeamento, a gestão do orçamento e a conveniência continuam a marcar as decisões de compra.

O controlo orçamental é generalizado: cerca de 3,7 milhões de pessoas definem um budget para as compras de Natal, sendo esta prática mais comum entre mulheres, famílias com crianças pequenas e classe média. O estudo mostra ainda que cada pessoa oferece, em média, seis presentes e 70% dos inquiridos têm intenções de gastar até 250€, no total.

No momento da escolha das prendas, os gostos e necessidades das pessoas (70%) são o fator mais determinante, seguidos da utilidade (47%) e do significado emocional (30%). Números que indicam um comportamento de consumo cada vez mais refletido e consciente, em detrimento de compras por impulso.

Centros comerciais continuam a liderar as compras de Natal

Os centros comerciais mantêm a liderança como principal local de compras natalícias dos portugueses: 79% afirmam fazer compras nestes espaços – o equivalente a cerca de 5 milhões de consumidores – e, destes, 57% elegem-no mesmo como o seu canal preferido, especialmente pessoas entre os 25 e os 34 anos. A segunda posição é ocupada pelos super e hipermercados (14%), seguidos das plataformas online (11%) e do comércio tradicional (9%), este último maioritariamente escolhido pela faixa etária dos 55 e 64 anos.

A preferência pelos centros comerciais explica-se pela praticidade, pela possibilidade de ter todas as lojas num só espaço, pela variedade de oferta e pela facilidade de estacionamento. Mas há também uma dimensão emocional: as decorações, luzes e experiências natalícias são apontadas como elementos que tornam a visita mais especial.

As ativações sensoriais (música, luzes e aromas) e a decoração são os fatores mais valorizados pelos visitantes dos centros comerciais, com 44% e 41% dos inquiridos, respetivamente, a considerá-los “muito importantes”. Estes pesam também na escolha do local, já que 6 em cada 10 consumidores planeiam as suas visitas em função das atividades natalícias.

 

Emoção e partilha continuam a ser o foco desta época

Apesar de mostrar que as pessoas estão a encarar o Natal de forma cada vez mais racional e planeada, o estudo indica que a emoção e a tradição continuam a ser os pilares desta quadra festiva. Acima de tudo, o Natal é um momento de união familiar e partilha, sentimento apontado por 73% dos portugueses, sendo as emoções mais evocadas alegria (56%), proximidade (54%) e nostalgia (52%).

A Sonae Sierra tem vindo a aprofundar o conhecimento sobre os hábitos e comportamentos dos portugueses na época natalícia, através da realização regular de estudos de mercado. O objetivo passa por compreender e antecipar as tendências de consumo, contribuindo para uma oferta cada vez mais ajustada às expectativas dos visitantes.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Lisbon Marriott nomeia Silvia Ramos como nova Diretora de Recursos Humanos

21 Novembro, 2025 by Leonor Wicke

O Lisbon Marriott anuncia a nomeação de Silvia Ramos como nova Diretora de Recursos Humanos, consolidando o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo de talento e a promoção de uma cultura organizacional baseada na confiança, na valorização das pessoas e na excelência.

Licenciada em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação Empresarial (Marketing, Relações Públicas e Publicidade) pela Universidade Nova de Lisboa (1995-1998), completou uma Pós – Graduação em Direção e Organização de Empresas na Universidade de Lleida (2001-2002) e, mais recentemente, uma Pós- Graduação em práticas Estratégicas de Recursos Humanos no ISEG – Lisbon School of Economic & Management (2023-2024).

Iniciou a sua carreira em 1998 como Relações Públicas na McCann Erickson – Grupo McCann Imagem, transitando em 1999 para o Instituto Superior Técnico como formadora na área de Marketing  e pela Galp, onde desempenhou funções de Técnica de Comunicação.

Entre 2004 e 2007, foi  responsável pela promoção e organização de atividades desportivas na Caprabo Lleida Basket, e mais tarde, Assistente Executiva na Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes.

Em 2010, ingressou no Lisbon Marriott Hotel, onde ao longo dos anos desempenhou várias funções de crescente responsabilidade, incluindo Chefe de Segurança e Proteção, Assistente Executiva e, desde 2022, Chefe de Recursos Humanos.

«É com grande entusiasmo que abraço este novo desafio. O meu foco será continuar a promover um ambiente de trabalho positivo, baseado na confiança, no desenvolvimento das pessoas e na valorização do talento que  faz do Lisbon Marriott um lugar único para trabalhar e crescer», afirma Silvia Ramos, Diretora de Recursos Humanos do Lisbon Marriott Hotel.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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