• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Cyberbullying continua a ser desvalorizado em Portugal apesar de 95% o considerarem um problema grave

      Quase 80% das empresas da Europa Ocidental enfrentam atrasos nos pagamentos

      Juliana Aguiar é a nova Business Director da Talenter

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Bruno Sambado: «O áudio prospera porque está dotado da eficiência tecnológica aliado à intimidade humana»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Três livros sobre quem somos e como chegámos aqui

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Diversidade nos ‘boards’ traz vantagens, mas só funciona com inclusão real, alertam especialistas

      Cyberbullying continua a ser desvalorizado em Portugal apesar de 95% o considerarem um problema grave

      Quase 80% das empresas da Europa Ocidental enfrentam atrasos nos pagamentos

      Juliana Aguiar é a nova Business Director da Talenter

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Bruno Sambado: «O áudio prospera porque está dotado da eficiência tecnológica aliado à intimidade humana»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Três livros sobre quem somos e como chegámos aqui

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

O CEO do Futuro e a coragem moral da liderança

20 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Caro CEO do futuro, 

Desconfia sempre da facilidade com que te dirão que o teu maior dever é crescer depressa. Não é. O teu maior dever será decidir o que te recusas a sacrificar para crescer. 

Vais liderar num tempo obcecado por velocidade, escala, eficiência e automatização. Um tempo em que algoritmos influenciam decisões, a atenção humana é um recurso explorado até à exaustão, a desinformação corrói confiança, a polarização contamina relações e a pressão por resultados tenta transformar tudo, incluindo pessoas, em função, métrica ou activo. 

É precisamente por isso que a tua liderança será, antes de mais, um teste de carácter. 

Não te faltará tecnologia. Não te faltarão dashboards, previsões, dados, consultores nem sistemas capazes de optimizar quase tudo. O que te poderá faltar, se não fores vigilante, é discernimento. E sem discernimento, a inteligência artificial não te tornará melhor líder. Apenas tornará os teus erros mais rápidos, mais amplos e mais difíceis de reparar. 

Não confundas eficiência com visão. 

Não confundas controlo com confiança. 

Não confundas cultura com retórica. 

Não confundas inclusão com decoração institucional. 

Haverá pressão para normalizar a desumanização em nome da performance. Resistir a isso será uma das tuas maiores responsabilidades. 

Protege a diferença. Não permitas que as pessoas tenham de se mutilar simbolicamente para pertencer. Organizações verdadeiramente inteligentes não pedem silêncio em troca de integração. Não premiam apenas quem replica o código dominante. Não tratam diversidade como favor, quota ou acessório reputacional. Tratam-na como condição de lucidez, inovação e sobrevivência. 

Também te dirão para medir tudo. Mede, sim. Mas não apenas o que cabe numa folha de cálculo. Mede a confiança que geras. A segurança psicológica que permites. O medo que instalas ou reduzes. O espaço que crias para discordar sem punição. O impacto invisível das tuas decisões na vida concreta de quem trabalha contigo. 

Porque nem tudo o que conta aparece num KPI. E, ainda assim, é isso que define o valor real da tua liderança. 

No mundo em que vivemos, haverá sempre quem te peça mais produtividade, mais crescimento, mais rapidez. Poucos te pedirão humanidade com exigência. Ainda menos te pedirão coragem moral. 

Mas é isso que espero de ti. 

Que uses a tecnologia sem te tornares servo dela. 

Que lideres pessoas sem as reduzir a recursos. 

Que procures resultado sem banalizar dano. 

Que tenhas ambição sem perder consciência. 

E que, quando chegar o momento de escolher entre o aplauso do trimestre e a integridade do futuro, saibas de que lado queres ficar. 

No fim, o teu legado não será a dimensão daquilo que expandiste. Será a humanidade que tiveste coragem de não sacrificar enquanto o expandias. 

Com exigência e esperança, 

 

Leia aqui todas as Cartas ao CEO do Futuro:

Elsa Carvalho: «o futuro não precisará tanto de líderes brilhantes quanto de líderes lúcidos»

Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

Ao CEO do Futuro peço: não confundas tecnologia com destino

Se quiser ser um CEO do Futuro, não se limite a gerir o presente

Arquivado em:Opinião

‘Vencer Emprego’ já apoiou 140 jovens autistas na integração no mercado de trabalho

19 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

O programa, lançado em 2025 e previsto decorrer até 2027, procura aumentar a autonomia e a inclusão profissional de pessoas no espectro do autismo, ao mesmo tempo que oferece apoio às famílias e cuidadores.

Segundo os dados divulgados pelas entidades, todos os participantes registaram melhorias na confiança social. Mais de metade demonstrou avanços na empatia e quase metade evidenciou progressos ao nível da regulação emocional e da persistência.

No campo da empregabilidade, os resultados apontam para um reforço generalizado das competências de trabalho em equipa e gestão de informação. Cerca de 71% dos participantes melhoraram a comunicação e 57% desenvolveram capacidades ligadas à gestão de projetos.

Para Liliana Silva, responsável de Sustentabilidade da Zurich Portugal, os primeiros resultados confirmam o impacto do projeto.

«O balanço deste primeiro ano do ‘Vencer Emprego’ não podia ser mais gratificante. Ver o progresso dos 140 participantes e celebrar as primeiras contratações reforça que estamos no caminho certo para gerar um impacto real e duradouro», afirma.

A responsável sublinha ainda que a iniciativa reflete a aposta da seguradora numa maior inclusão laboral. «Acreditamos que a neurodiversidade é uma fonte de talento e esta parceria materializa o compromisso de construir um mercado de trabalho verdadeiramente inclusivo.»

Também Joe Santos, fundador da associação Vencer Autismo, considera que o programa demonstra as vantagens da inclusão nas empresas.

«O sucesso do ‘Vencer Emprego’ envia uma mensagem clara ao mercado de trabalho: a inclusão não é apenas uma responsabilidade social, é uma vantagem competitiva”, refere, acrescentando que cada contratação representa “uma porta que se abre e um estigma que se quebra».

O projeto continuará ativo até 2027, com o objetivo de expandir oportunidades de formação e integração profissional para pessoas autistas em todo o país.

Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis em Vencer Emprego.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

«A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

19 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

É nesse território invisível que trabalha Margarida Ortigão, investigadora no Nova SBE Environmental Economics Knowledge Center e doutoranda em Ciências da Sustentabilidade. Depois de desenvolver projetos ligados à conservação ambiental em Moçambique, participa agora no WeGenerate, um projeto europeu de regeneração urbana que está a testar, em Alcabideche, um modelo de comunidade energética inclusiva destinado a reduzir a pobreza energética em bairros de habitação social. A iniciativa é coordenada pela Câmara Municipal de Cascais, e tem como parceiros o LNEG, a Greenvolt comunidades, para além do Environmental Economics Knowledge Center da Nova SBE.

A ideia parece simples: aproveitar o excedente de energia produzido por painéis solares instalados em edifícios públicos e canalizá-lo para famílias vulneráveis. Mas por trás dessa simplicidade existe uma pergunta maior: como pode a transição energética tornar-se também uma ferramenta de justiça social?

Nesta conversa, Margarida Ortigão explica porque a pobreza energética continua a ser um problema estrutural em Portugal, o que o estudo revelou sobre as desigualdades dentro do próprio concelho de Cascais e de que forma projetos comunitários podem transformar as contas da luz e a relação das pessoas com a cidade e entre si.

Para quem nos lê, como definiria pobreza energética? E porque continua a ser um problema tão persistente em Portugal e nos países do sul da Europa?

A pobreza energética é, essencialmente, a incapacidade das famílias conseguirem suprir necessidades básicas relacionadas com energia dentro de casa. Estamos a falar de conforto térmico, acesso a água quente, iluminação, capacidade para cozinhar, entre outras necessidades fundamentais.

Neste caso, focamo-nos sobretudo na dimensão doméstica da pobreza energética — embora exista também a componente dos transportes e dos combustíveis, que não é o foco do nosso projeto.

O problema resulta normalmente da combinação de três fatores. Primeiro, os preços da energia: quando aumentam, agravam naturalmente a situação das famílias. Depois, os rendimentos. Quanto mais baixos forem, menor é a capacidade para suportar estes custos. E há ainda uma terceira componente muito importante em Portugal: a qualidade das habitações.

Grande parte do parque habitacional português tem baixa eficiência energética. Casas mal isoladas, com infiltrações, humidade, janelas pouco eficientes. Quando estes três fatores — energia cara, baixos rendimentos e habitação ineficiente — se conjugam, a pobreza energética torna-se muito mais grave.

 

Sente que o problema está a crescer com o aumento do custo de vida e da instabilidade económica?

Sim. Temos assistido a uma enorme instabilidade dos preços da energia e, ao mesmo tempo, sabemos que existe um problema crescente de rendimento disponível das famílias.

O aumento das rendas e o custo de vida em geral fazem com que as famílias mais vulneráveis estejam particularmente expostas.

E depois existe a questão estrutural da habitação. Sabemos que em Portugal o problema é grave. Felizmente têm surgido algumas medidas para melhorar a eficiência energética dos edifícios, nomeadamente através de programas do Fundo Ambiental, mas ainda há muito caminho por fazer.

No caso concreto de Cascais, o que torna este fenómeno particularmente invisível?

Cascais é um município muito interessante porque concentra grandes disparidades económicas. Temos uma parte da população com um nível de vida elevado e, ao mesmo tempo, famílias em situações de grande vulnerabilidade.

Muitas vezes os indicadores são analisados apenas à escala municipal e isso acaba por esconder realidades muito diferentes dentro do mesmo território. Quando olhamos apenas para médias, há uma parte da população que desaparece das estatísticas.

Ao mesmo tempo, Cascais tem tido uma forte aposta em políticas de ação climática e descarbonização. Existem vários investimentos em melhoria de edifícios e isso também se reflete nos bairros de habitação social.

No caso de Alcabideche, onde o projeto está a ser implementado, já houve intervenções importantes ao nível do isolamento, das janelas e da reabilitação dos edifícios. Essa componente é fundamental.

 

O que distingue o WeGenerate de outros modelos tradicionais de apoio social ou energético?

O WeGenerate é um projeto europeu financiado pelo Horizonte Europa e tem como foco a regeneração urbana e a promoção de bairros mais sustentáveis.

Existem quatro cidades europeias envolvidas e cada uma está a testar um modelo diferente. Em Cascais, a principal intervenção passa pela criação de uma comunidade de energia inclusiva em Alcabideche.

Na prática, foram instalados painéis solares em vários edifícios públicos da freguesia: um pavilhão polidesportivo, a junta de freguesia, uma piscina municipal, um centro social e uma escola de música. Estamos a falar de cerca de 141 quilowatts de capacidade instalada.

Neste momento, a energia produzida serve para autoconsumo desses edifícios públicos. Mas quando a comunidade energética entrar plenamente em funcionamento, o excedente será canalizado para residentes de um bairro de habitação social.

 

Ou seja, as famílias vão receber parte dessa energia?

Exatamente. A energia não consumida pelos edifícios públicos vai ser distribuída pelos residentes que integrarem a comunidade.

As famílias continuam a receber a sua fatura normal, independentemente do fornecedor que tenham, mas haverá uma redução no valor final porque parte da energia consumida virá desse excedente produzido pelos painéis solares. Durante o decorrer do projeto, essa energia será gratuita para os beneficiários.

O estudo envolveu mais de 500 pessoas. O que mais vos surpreendeu nos resultados?

O mais impressionante foi perceber a enorme discrepância dentro da própria freguesia. Nós analisámos diferentes grupos populacionais e verificámos que, em termos absolutos,

famílias de classe média e famílias de baixos rendimentos podem ter despesas energéticas relativamente semelhantes.

Mas, obviamente, o impacto não é o mesmo. Quando uma família com baixos rendimentos gasta praticamente o mesmo valor em energia que uma família de classe média, isso representa uma fatia muito maior do orçamento mensal.

Além disso, percebemos que mesmo gastando uma proporção significativa do rendimento em energia, muitas destas famílias continuam a viver em desconforto térmico.

Falamos sobretudo de humidade, infiltrações e incapacidade de manter a casa confortavelmente quente no inverno. O problema é particularmente grave durante os meses frios. E isso mostra como a pobreza energética não é apenas uma questão de consumo ou de fatura. Está profundamente ligada à qualidade da habitação.

Estes projetos podem ter um impacto realmente transformador na vida das pessoas?

Esperamos que sim, sobretudo na componente da reabilitação dos edifícios. Vamos realizar um novo questionário depois de as famílias passarem por um inverno e um verão com as melhorias já concluídas. A expectativa é que exista uma melhoria significativa ao nível do conforto térmico.

Em relação à redução da fatura energética, ainda estamos numa fase inicial. Os últimos painéis solares estão agora a ser instalados e ainda estamos a calcular o excedente total de energia disponível. Também depende do número final de famílias que vai integrar a comunidade e dos padrões de consumo de cada agregado. Mas acreditamos que a combinação entre melhoria dos edifícios e redução dos custos energéticos poderá ter um impacto muito relevante.

 

Encontraram diferenças importantes entre os grupos analisados?

Sim. Além da questão da vulnerabilidade energética, encontrámos diferenças relevantes ao nível da mobilidade e da literacia energética.

Por exemplo, famílias de classe média utilizam muito mais transporte individual. E depois existe uma enorme heterogeneidade no conhecimento que as pessoas têm sobre energia.

A literacia energética é uma componente muito importante do projeto. Muitas vezes existem programas e oportunidades disponíveis, mas as pessoas não sabem que existem, não percebem como funcionam ou não sabem como aderir.

Por isso também vamos desenvolver campanhas de sensibilização e formação.

 

Que tipo de soluções e políticas públicas são necessárias para que este modelo possa crescer a nível nacional? E é replicável noutras regiões do país ou até no sul da Europa?

Sim, é totalmente replicável. Aliás, este projeto foi pensado precisamente como um piloto. O objetivo é que possa primeiro expandir-se ao restante município de Cascais, depois à Área Metropolitana de Lisboa e, eventualmente, servir de modelo para outras regiões do país e até para outras cidades do sul da Europa que enfrentam desafios semelhantes.

O modelo que estamos a aplicar em Alcabideche tem uma particularidade importante: assenta em edifícios públicos. Normalmente, as comunidades de energia implicam que os próprios utilizadores invistam nos painéis solares, mas aqui o investimento é público — neste caso através de financiamento europeu — e os residentes beneficiam da energia produzida sem terem de suportar esse custo inicial.

Isso faz toda a diferença, porque muitas das famílias vulneráveis simplesmente não têm capacidade financeira para investir em sistemas solares próprios.

Para o modelo funcionar, também é necessária alguma proximidade física. Os utilizadores têm de estar a menos de dois quilómetros da infraestrutura que produz energia, o que significa que este tipo de solução adapta-se melhor a contextos urbanos mais densos. Mas acreditamos que é um modelo perfeitamente replicável.

Isso implica também uma articulação forte entre autarquias, investimento público e políticas energéticas, certo?

Sim, completamente. É preciso existir investimento inicial e disponibilidade por parte das autarquias para disponibilizar edifícios, coberturas e infraestruturas públicas.

Neste caso o financiamento veio de um projeto europeu, mas faz sentido mesmo numa lógica de investimento municipal. Porque os painéis instalados servem primeiro os próprios edifícios públicos, reduzindo a fatura energética dessas infraestruturas. A médio e longo prazo, o investimento acaba por compensar.

E depois existe esta componente social muito importante: o excedente energético, que muitas vezes seria vendido à rede por valores reduzidos, pode ser utilizado para apoiar famílias vulneráveis.

Quais são hoje os maiores obstáculos à expansão deste tipo de projeto?

A burocracia continua a ser um dos maiores desafios. O modelo que estamos a implementar funciona através de autoconsumo coletivo, que já é relativamente mais simples do que uma comunidade energética tradicional, porque não exige a criação de uma nova entidade jurídica. Mesmo assim, os processos continuam a ser demorados e bastante burocráticos.

Se fosse tão simples como um grupo de vizinhos juntar-se, instalar painéis solares e começar imediatamente a partilhar energia, provavelmente estes projetos cresceriam muito mais depressa.

Depois há limitações técnicas e urbanísticas. Em zonas urbanas mais dispersas ou em contextos rurais pode ser mais difícil implementar este modelo, precisamente por causa da proximidade necessária entre produção e consumo.

Para terminarmos: se este projeto correr como esperam, como imagina uma comunidade energeticamente justa daqui a dez anos?

Imagino cidades onde as pessoas tenham acesso a energia mais barata, mais sustentável e onde a transição energética também sirva para reduzir desigualdades. Mas imagino igualmente comunidades mais próximas entre si. Acho que as comunidades energéticas podem ter um papel importante nisso. Nas cidades perdeu-se muito o sentido de comunidade e estes projetos podem ajudar a recuperá-lo.

Existe aqui uma lógica semelhante à das hortas urbanas ou de outros projetos comunitários: pessoas que vivem perto umas das outras começam a partilhar objetivos, recursos e responsabilidades comuns.

No fundo, a energia pode tornar-se também um ponto de ligação entre vizinhos que muitas vezes nem se conhecem. E isso é importante. Porque a transição energética torna-se assim uma oportunidade para reconstruirmos relações de proximidade dentro das cidades.

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

Estamos a salvar o planeta com carros elétricos ou a mudar o problema de sítio?

19 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

A realidade, medida hoje através de estudos de ciclo de vida, é mais matizada. Não há um corte limpo com o passado. Há uma reorganização das emissões, dos recursos e das dependências globais.

Estudos da International Council on Clean Transportation (ICCT), atualizados para o contexto europeu, indicam que os veículos elétricos vendidos na União Europeia apresentam emissões ao longo do ciclo de vida cerca de 73% inferiores às dos veículos a gasolina equivalentes. Nalguns cenários com eletricidade totalmente renovável, essa redução pode aproximar-se dos 78%.

A Agência Internacional de Energia (IEA) chega a conclusões semelhantes ao nível global. A média mundial aponta para uma redução de aproximadamente metade das emissões ao longo da vida útil de um veículo elétrico face a um carro a combustão, com vantagens que aumentam à medida que as redes elétricas se descarbonizam .

Mas estes números escondem uma condição essencial: não é o carro que é limpo. É o sistema energético à sua volta que determina o nível de limpeza.

A construção e o problema das baterias

A fase mais controversa continua a ser a produção. A construção de um veículo elétrico, sobretudo da bateria, implica um custo ambiental inicial mais elevado do que um veículo a combustão equivalente. Estudos de ciclo de vida mostram que esta ‘dívida carbónica’ pode representar um aumento significativo nas emissões de fabrico, compensado apenas após um período de utilização que varia entre dezenas de milhares de quilómetros.

No caso europeu, análises da ICCT indicam que essa compensação pode ocorrer após cerca de 15 a 20 mil quilómetros, dependendo do modelo e da fonte de eletricidade utilizada . Ou seja, o benefício climático existe, mas não é imediato. É acumulativo.

É também na produção que entra a questão dos materiais críticos. As baterias de iões de lítio dependem de matérias-primas como lítio, níquel e cobalto, cuja extração está concentrada em regiões específicas do planeta.

No ‘triângulo do lítio’ na América do Sul, a extração em salares (bombeamento de salmouras subterrâneas ricas em minerais para a superfície) levanta preocupações relacionadas com consumo intensivo de água em zonas áridas. No caso do cobalto, a República Democrática do Congo concentra uma parte significativa da produção mundial com vários relatórios internacionais a apontarem para problemas persistentes na cadeia de abastecimento, incluindo mineração artesanal e condições laborais precárias em parte da extração.

A Agência Internacional de Energia reconhece este ponto de forma direta: a transição energética aumenta a procura por minerais críticos e cria novas pressões ambientais e sociais, ainda que, em termos climáticos, o balanço global dos veículos elétricos continue a ser favorável face aos combustíveis fósseis.

O caso português: Covas do Barroso

Em Portugal, este debate ganha uma dimensão particularmente concreta no território de Covas do Barroso, no concelho de Boticas, uma das zonas associadas a reservas de lítio. O caso tornou-se um dos exemplos mais mediáticos da tensão entre política energética europeia e resistência local.

Numa entrevista publicada na revista Líder, a professora Catarina Alves Scarrott descreve o processo de exploração como «um atropelo», sublinhando a falta de transparência percebida pela população local e o sentimento de que decisões estratégicas foram tomadas sem verdadeiro envolvimento das comunidades afetadas. O caso é apresentado como um conflito entre uma transição energética acelerada e um território classificado como património agrícola, onde a atividade humana tradicional depende diretamente do equilíbrio ambiental local. A mesma entrevista refere ainda a perceção de que o projeto avançou com forte apoio institucional, apesar da oposição local organizada e das disputas legais em curso.

Este conflito não é isolado. Reportagens internacionais e nacionais têm descrito Covas do Barroso como um dos pontos simbólicos da resistência à mineração de lítio na Europa, num contexto em que a União Europeia classificou estes projetos como estratégicos para reduzir dependências externas de minerais críticos.

O plano climático e as vantagens a longo prazo

No plano climático, o resultado agregado é consistente entre instituições independentes. Mesmo considerando a produção mais intensiva em emissões, os veículos elétricos apresentam, ao longo do ciclo de vida, uma vantagem clara sobre os veículos a combustão.

A ICCT resume essa diferença de forma direta: mesmo incluindo produção, utilização e fim de vida, os veículos elétricos têm emissões substancialmente inferiores às dos veículos a gasolina, sobretudo em mercados com redes elétricas em descarbonização acelerada .

A IEA reforça a mesma leitura, sublinhando que o ganho climático dos veículos elétricos aumenta ao longo do tempo à medida que o sistema elétrico se torna menos dependente de combustíveis fósseis.

No entanto, reduzir esta transição a uma simples troca tecnológica seria uma leitura incompleta. O carro elétrico não resolve o modelo de mobilidade dominante e apenas altera o seu impacto.

A dependência do automóvel individual mantém-se, assim como os padrões de urbanização e consumo de energia associados. A diferença está no tipo de emissões, na localização dos impactos e na natureza das cadeias industriais envolvidas.

Em termos práticos, isto significa que parte da poluição sai das cidades e passa para minas, fábricas de baterias e redes elétricas. O problema não desaparece e desloca-se e reorganiza-se.

O que nos diz a economia e qual a melhor solução?

Economicamente, o cenário segue uma lógica semelhante. Em muitos contextos, o custo por quilómetro de um veículo elétrico é inferior ao de um veículo a combustão, sobretudo devido ao preço da eletricidade e à menor necessidade de manutenção mecânica. Mas essa vantagem depende fortemente do preço de aquisição, da infraestrutura de carregamento e do padrão de utilização. Ou seja, tal como no impacto ambiental, a vantagem existe, mas não é universal nem imediata.

No fim, o que emerge dos dados é um padrão consistente. Os veículos elétricos reduzem emissões de forma significativa face aos veículos a combustão, mas essa redução depende de condições estruturais como energia, mineração, indústria e políticas públicas.

Dentro dessa transição não há aqui uma substituição perfeita. Há apenas escolhas com impactos diferentes, distribuídos de forma diferente, num sistema que continua a ser profundamente dependente do automóvel.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

A proximidade que o sistema ignora

19 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

E talvez o mais inquietante não seja a ausência de soluções, porque elas existem, estão identificadas, testadas e até parcialmente financiadas, mas sim a incapacidade crónica de as concretizar, como se estivéssemos condenados a viver entre o anúncio e a execução, entre a intenção e a realidade, entre o que sabemos e o que fazemos.

As últimas semanas trouxeram-nos um retrato quase didático dessa disfunção, o Estado reconhece que milhares de pessoas permanecem nos hospitais sem necessidade clínica, anuncia financiamento para camas intermédias, admite pagar valores superiores ao custo médio das respostas sociais, e, ainda assim, não consegue transformar essa evidência numa resposta operacional. Ao mesmo tempo, o setor social, esse território tantas vezes silencioso, mas estrutural, afirma ter capacidade instalada, pronta, disponível, à espera de um sinal que tarda. E, como se tudo isto não fosse suficiente, surgem vozes que apontam para os cuidados domiciliários como uma solução mais humana, mais inteligente e mais sustentável. Três peças, o mesmo problema, e uma pergunta inevitável: o que nos impede, afinal, de fazer o óbvio?

É aqui que importa ser claro, direto e, se necessário, incómodo: o problema não está na falta de recursos, nem na ausência de conhecimento técnico, nem sequer na inexistência de modelos alternativos. O problema está na forma como continuamos a pensar — ou a não pensar — a integração entre sistemas que deveriam, há muito, funcionar como um só. Saúde de um lado, Segurança Social do outro, setor social num limbo funcional onde é chamado a resolver, mas raramente a co-decidir. Esta fragmentação não é apenas ineficiente é, em muitos casos, eticamente questionável.

Tenho defendido, com convicção crescente, que o futuro, se quisermos que ele seja mais digno do que o presente, passa por reconhecer aquilo que durante demasiado tempo foi subvalorizado, a extraordinária capacidade de proximidade do setor social. As Misericórdias, as IPSS, as redes locais não são apenas prestadores de serviços, são infraestruturas humanas de confiança, conhecimento e presença. Estão onde o sistema de saúde raramente chega com profundidade: dentro das comunidades, junto das famílias, no quotidiano das fragilidades invisíveis. Ignorar este capital é mais do que um erro estratégico, é um desperdício social de proporções difíceis de justificar.

E é precisamente nessa proximidade que reside uma das maiores oportunidades de transformação do sistema. Quando articulados com equipas clínicas, suportados por tecnologia adequada e enquadrados por modelos de financiamento inteligentes, os serviços sociais podem constituir a base de uma verdadeira rede de cuidados ao domicílio, não como extensão residual do hospital, mas como centro de uma nova lógica de cuidado. Uma lógica que não começa na doença, mas na pessoa; que não termina na alta clínica, mas acompanha o percurso; que não se limita a tratar, mas procura cuidar. Não se trata de romantizar o domicílio, nem de ignorar a complexidade clínica de muitos casos. Trata-se, sim, de reconhecer que há uma enorme franja de situações onde o hospital é, hoje, uma resposta excessiva, cara e, muitas vezes, desajustada. E onde a alternativa não deve ser apenas institucionalizar noutro lugar, mas redesenhar o próprio conceito de resposta. Cuidar em casa, com dignidade, com acompanhamento, com integração entre o social e o clínico, não é um luxo, é uma evolução civilizacional.

O que falta, então? Falta coragem para romper com a lógica instalada. Falta capacidade de decisão que ultrapasse os ciclos políticos curtos. Falta, sobretudo, uma visão integrada que coloque a pessoa no centro e organize os sistemas à sua volta, e não o contrário. Porque enquanto continuarmos a gerir camas em vez de percursos de vida, enquanto continuarmos a medir eficiência por ocupação hospitalar em vez de bem-estar das pessoas, estaremos sempre a correr atrás de um problema que, na verdade, já sabemos como resolver.

E talvez seja este o ponto mais desconfortável de todos: não estamos perante um país que não sabe. Estamos perante um país que sabe, mas não faz. E isso, mais do que qualquer constrangimento orçamental ou limitação técnica, é o verdadeiro sinal de atraso. A pergunta, por isso, já não é técnica. É política, é ética, é quase existencial: queremos continuar a alimentar um sistema que se protege a si próprio ou queremos, finalmente, construir um sistema que proteja as pessoas?

Porque no fim, e apesar de toda a retórica, é sempre disso que se trata. E o tempo de adiar essa resposta está, claramente, a esgotar-se

Arquivado em:Opinião

Formação de Executivos da Nova SBE entra no Top 10 mundial do Financial Times

18 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Este resultado coloca a Nova SBE ao lado de algumas das mais prestigiadas escolas de negócios do mundo, como a London Business School, o IMD e o INSEAD, reforçando a sua afirmação no panorama internacional da educação executiva. A escola é também a única instituição de língua portuguesa — e a única ibérica — a alcançar o Top 10 nesta categoria.

Nos Programas Abertos, a Nova SBE Executive Education regista igualmente uma evolução significativa, subindo 10 posições até ao 20.º lugar mundial, consolidando a sua liderança absoluta em Portugal e reforçando o reconhecimento internacional da qualidade da sua oferta formativa.

Em 2026, a instituição alcança ainda a sua melhor classificação de sempre no ranking global, integrando o grupo das escolas de referência mundial em Formação de Executivos.

Excelência reconhecida na experiência dos participantes

O desempenho da Nova SBE destaca-se também em indicadores qualitativos. No critério Future Use — que mede a confiança e a probabilidade de os participantes voltarem a escolher a mesma instituição — a escola sobe da 3.ª para a 2.ª posição mundial nos Programas Customizados.

Já no indicador Follow-up, que avalia o acompanhamento após a conclusão dos programas, a Nova SBE ascende ao 6.º lugar global, evidenciando o foco na continuidade da relação com os participantes e no impacto prolongado da formação.

Estes resultados reforçam a dimensão prática e transformadora da formação executiva da Nova SBE, sublinhando a ligação entre conhecimento académico e aplicação real nas organizações.

Liderança consolidada e visão global

A nível nacional, a Nova SBE mantém a liderança absoluta, ocupando o 1.º lugar em Portugal tanto nos Programas Customizados como nos Programas Abertos.

Para Pedro Brito, CEO da Formação de Executivos da Nova SBE, este reconhecimento é fruto de um esforço coletivo contínuo: «Este resultado é o reflexo de um trabalho de muitos anos, construído por uma equipa que desafia diariamente a forma tradicional de fazer formação executiva, por professores que unem rigor académico e impacto real, e por clientes e parceiros que nos obrigam a evoluir constantemente.»

O responsável destaca ainda o impacto mais amplo da instituição: «Mais do que uma posição num ranking, este reconhecimento mostra que Portugal pode estar entre os melhores do mundo quando há inovação, colaboração e foco no impacto. O nosso trabalho contribui para líderes mais preparados e organizações mais competitivas e humanas.»

Também o Diretor da Nova SBE, Pedro Oliveira, sublinha a consistência do percurso: «Não acompanhamos apenas as melhores escolas do mundo — destacamo-nos entre elas. A nossa ambição mantém-se centrada no rigor académico, na visão internacional e no impacto real. Hoje somos, em toda a extensão da palavra, uma escola de classe mundial.»

Arquivado em:Nacional, Notícias

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Página 2
  • Página 3
  • Página 4
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.