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Marcelo Teixeira

Tecnologia portuguesa salva civis, incluindo crianças, em zonas de guerra

26 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A tecnologia da Hala Systems cruza dados provenientes de diferentes fontes — desde satélites e sensores remotos até redes sociais e outras plataformas abertas — para identificar padrões e antecipar ameaças. Os sistemas são executados na infraestrutura de cloud da Amazon Web Services (AWS), o que permite à empresa desenvolver e implementar rapidamente soluções em diferentes cenários de crise.

Essa flexibilidade é considerada essencial num contexto em que cada conflito apresenta desafios específicos. Ao recorrer à cloud, a equipa consegue adaptar as suas ferramentas a novos ambientes operacionais e aumentar rapidamente a capacidade de processamento quando necessário — um fator crítico quando minutos podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Tecnologia aplicada em zonas de guerra: Síria e Ucrânia

Um dos projetos mais conhecidos da empresa é o Sentry, uma plataforma de alerta precoce criada inicialmente para a Síria. O sistema combina sensores instalados em infraestruturas críticas, informação recolhida por voluntários no terreno e análise automatizada de dados para detetar possíveis ataques aéreos.

Quando um risco é identificado, o sistema emite alertas antecipados para a população civil. De acordo com estimativas da organização, a tecnologia terá alcançado mais de dois milhões de pessoas e proporcionado uma média de oito minutos de aviso antes de ataques, contribuindo para reduzir o número de vítimas entre 20% e 30%. O projeto chegou mesmo a ser exibido no Smithsonian National Air and Space Museum, em Washington.

Mais recentemente, a empresa tem estado envolvida na resposta à guerra na Ucrânia. Em colaboração com a organização não-governamental Save Ukraine, a Hala Systems desenvolveu uma ferramenta que monitoriza redes sociais e outras fontes abertas para identificar informações relacionadas com a deslocação forçada de crianças.

O sistema procura referências à movimentação de menores — incluindo menções a campos de treino militar — permitindo às equipas humanitárias localizar pistas relevantes. Segundo a organização, esta tecnologia já contribuiu para operações que resultaram no resgate de 207 crianças, número que continua a aumentar.

A empresa tem vindo também a reforçar o uso de agentes de inteligência artificial capazes de analisar grandes volumes de informação em tempo real, cruzar diferentes fontes e atribuir níveis de confiança aos conteúdos analisados. Esta abordagem ajuda a lidar com um dos principais desafios das guerras modernas: a desinformação.

Além disso, a Hala Systems está a desenvolver sistemas multiagente, que permitem processar vários fluxos de dados em simultâneo. Apesar da automatização, a empresa sublinha que as decisões finais continuam sempre sob supervisão humana.

«Não existem dois conflitos iguais e temos de desenvolver diferentes tecnologias para diferentes regiões. A AWS permite-nos ser adaptáveis», afirma Begoña Sesé de Lucio, responsável de produto da Hala Systems. A segurança dos sistemas é também uma prioridade, acrescenta a empresa, que recorre à infraestrutura da AWS para garantir elevados padrões de proteção de dados.

O trabalho da startup portuguesa levou-a agora a integrar o AWS Pioneers Project, uma iniciativa europeia lançada para destacar empresas que utilizam tecnologia com impacto social.

«A seleção da Hala Systems foi uma decisão natural», afirma André Rodrigues, porta-voz da AWS em Portugal e responsável tecnológico para empresas de software e tecnologia no sul da Europa. «Estão a usar inteligência artificial para enfrentar desafios críticos, desde a resiliência social até à segurança humana. Histórias como esta mostram o verdadeiro potencial da tecnologia.»

Com projetos já aplicados em zonas de conflito, a Hala Systems pretende continuar a expandir as suas ferramentas para novos cenários, incluindo respostas a desastres naturais e monitorização de infraestruturas críticas. O objetivo mantém-se o mesmo desde a fundação: usar tecnologia para proteger populações em situações de risco extremo.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Florescer em tempos de cólera: a primavera renova cidades, pessoas e esperança

25 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Depois das tempestades que assolaram o país e puseram em xeque os direitos dos trabalhadores, das guerras que transformaram a economia e das incertezas que atravessaram o inverno europeu, renasce uma esperança antiga, quase teimosa, que atravessa gerações. Como escreveu Victor Hugo, «mesmo a noite mais escura terminará com o nascer do sol». E a ciência confirma que essa sensação não é apenas prosa. A primavera altera o humor das pessoas, a produtividade das empresas, o movimento das cidades e até a forma como o cérebro humano reage ao mundo.

O renascimento pessoal

Quando os dias se alongam após o equinócio, há mudanças químicas que não se veem mas se sentem: serotonina, dopamina e cortisol respondem à maior exposição solar, alterando humor, energia e disposição para criar e trabalhar. Segundo estudos do British Journal of Psychiatry, a produção de vitamina D através da exposição solar está diretamente associada à redução de sintomas depressivos.

Esta é a razão científica pela qual muitos sentem, nesta época, uma renovação de energia, vontade de sair, trabalhar e criar. Psicólogos organizacionais confirmam que produtividade e criatividade aumentam significativamente com maior luz natural, mesmo em trabalhos cognitivos e de escrita.

A sensação de recomeço associada à primavera está espelhada nas estatísticas. Estudos de psicologia comportamental mostram que as pessoas tendem a iniciar novos projetos e tomar decisões importantes em momentos que funcionam como «marcos temporais», um fenómeno conhecido como Fresh Start Effect.

Investigadores da University of Pennsylvania analisaram milhões de pesquisas online e dados comportamentais e concluíram que o interesse por objetivos pessoais — como começar dietas, procurar ginásios ou mudar de emprego — aumenta significativamente em momentos simbólicos de renovação, incluindo o início da primavera. O estudo foi publicado na revista Management Science e mostra que estes períodos funcionam como gatilhos psicológicos que levam as pessoas a redefinir metas e comportamentos.

Estudos europeus mostram que a atividade física aumenta significativamente na primavera, em comparação com o inverno, devido a dias mais longos e temperaturas mais amena.

Primavera e economia

O inverno pesa mais do que admitimos. A Perturbação Afetiva Sazonal (PAS) atinge milhares de pessoas, afetando sono, humor, energia e motivação. Essas alterações não se limitam ao indivíduo: estudos mostram que a produtividade em organizações cai no inverno, sobretudo em tarefas colaborativas e criativas.

Além disso, a ciência comportamental demonstra que emoções positivas aumentam performance, iniciativa e cooperação. Isso tem consequências concretas: turismo e hotelaria aumentam reservas e faturação; construção e agricultura intensificam contratações sazonais; comércio urbano beneficia do regresso das pessoas às ruas.

Em Portugal, a dinâmica do emprego acompanha o ritmo das estações. A atividade turística — um dos motores da economia — atinge o seu pico entre a primavera e o verão, período em que hotéis, restaurantes, comércio e transportes reforçam equipas para responder ao aumento da procura. Este fenómeno cria um padrão de emprego fortemente sazonal, especialmente em regiões como o Algarve e as principais cidades turísticas. Além disso, o turismo em Portugal representa cerca de 16,5% do PIB e é responsável por uma grande parte da criação de emprego e crescimento económico.

Quando a primavera muda a história

Às vezes, a primavera transforma países. Na madrugada de 25 de abril de 1974, quando as primeiras canções começaram a tocar na rádio portuguesa, poucos imaginavam que o país estava prestes a viver um dos momentos mais decisivos da sua história. Nas ruas de Lisboa, soldados e civis começaram a encontrar-se quase por acaso — e aquilo que poderia ter sido apenas mais uma manhã de tensão política acabou por se transformar numa revolução pacífica.

Uma flor tornou-se símbolo desse dia. Cravos vermelhos foram colocados nos canos das espingardas e nas lapelas dos militares. A imagem percorreu o mundo e deu nome ao acontecimento. Foi o fim de uma ditadura. Foi também um momento de recomeço coletivo, uma espécie de primavera política depois de décadas de inverno autoritário.

Talvez por isso a metáfora continue a fazer sentido décadas depois. A primavera não muda apenas a paisagem. Em certos momentos da história, muda também a forma como uma sociedade imagina o seu futuro.

Muitas revoluções culturais e artísticas emergiram no período primaveril, quando a sociedade sai do recolhimento, interage, debate e cria. A própria expressão ‘primavera’ tornou-se, ao longo da história, uma metáfora de transformação coletiva. Em 1968, por exemplo, Paris viveu uma explosão de criatividade e contestação social que ficou conhecida como o Maio de 1968: estudantes ocuparam universidades, artistas transformaram cartazes em manifesto político e as ruas tornaram-se um laboratório de ideias sobre democracia, trabalho e liberdade.

Mais a leste, poucos meses antes, a Primavera de Praga simbolizava também essa tentativa de renovação política e cultural dentro do bloco soviético. A primavera foi metáfora e motor. Quando a estação muda, mudam também as cidades, os corpos e, por vezes, a própria história. É por isso que a primavera é muitas vezes descrita como um momento de produção material e simbólica, quando a sociedade volta a discutir o que quer ser.

Mais que uma estação, uma oportunidade

Parques, praças, cafés, ruas. Flores. O contato com o ambiente urbano e natural melhora o bem-estar e incentiva a atividade física e social. Quando a cidade se enche e ganha cor, há um efeito de multiplicação: as pessoas encontram-se, discutem, trabalham juntas, trocam ideias. A primavera transforma ruas e praças em laboratórios de interação humana. É simultaneamente biologia, psicologia, economia e cultura. É luz, hormonas, emprego, criatividade e sociedade a despertar. É a estação que lembra que cada ano nos oferece a oportunidade de recomeçar.

Em tempos de cólera, mudanças climáticas, guerras, instabilidade económica e desafios sociais, a primavera mantém o seu papel: trazer energia, esperança e a certeza de que, por mais longo que tenha sido o inverno, há sempre espaço para florescer.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Portugal volta a bater recordes no turismo e receita aproxima-se dos 29 mil milhões

25 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

O crescimento confirma uma tendência que se tem consolidado ao longo da última década e que ganhou particular impulso após a recuperação do setor no período pós-pandemia. Portugal mantém-se entre os destinos turísticos mais competitivos da Europa, com uma procura internacional consistente e uma valorização crescente da oferta turística nacional.

Mais do que um aumento no número de visitantes, os indicadores apontam para uma transformação estrutural do setor: o turismo está a gerar mais valor por visitante, contribuindo de forma cada vez mais significativa para o equilíbrio das contas externas e para o dinamismo económico do país.

Mais de 32 milhões de hóspedes passaram pelo país

Em 2025, os alojamentos turísticos registaram 32,5 milhões de hóspedes, o que representa um crescimento de cerca de 3% em relação ao ano anterior. O número total de dormidas atingiu 82,1 milhões, com um aumento de 2%. Estes números confirmam que Portugal continua a atrair um fluxo elevado de visitantes, mantendo a tendência de crescimento moderado mas sustentado observada nos últimos anos.

Embora o ritmo de crescimento seja hoje menos explosivo do que no período imediatamente anterior à pandemia, os especialistas interpretam esta evolução como um sinal de maturidade do destino turístico português. Em vez de um aumento massivo de visitantes, o setor parece caminhar para uma fase de consolidação, baseada na valorização da experiência turística e na diversificação da oferta.

Turismo nacional ganha relevância

Um dos sinais mais relevantes da evolução recente do setor é o reforço do peso do turismo interno. De acordo com o IPDT, em 2025, os turistas portugueses representaram 12,8 milhões de hóspedes, registando um crescimento de 5%. As dormidas de residentes também aumentaram, atingindo 25,1 milhões, igualmente com um crescimento de cerca de 5%.

Este aumento do mercado interno é considerado estratégico para o equilíbrio do setor. Em momentos de instabilidade internacional ou de retração da procura externa, o turismo doméstico tem funcionado como um fator de estabilidade e resiliência para a atividade turística nacional.

Mais receita por visitante

Outro indicador que revela a transformação do turismo em Portugal é o crescimento do valor económico gerado por cada visitante. Os proveitos totais do alojamento turístico atingiram cerca de 7,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7% face ao ano anterior.

A receita média por hóspede subiu para cerca de 220 euros, refletindo uma maior valorização da oferta turística, nomeadamente em áreas como hotelaria, restauração, experiências culturais e atividades de lazer.

Para os especialistas do setor, este aumento do valor médio indica que Portugal está a posicionar-se cada vez mais como um destino de qualidade, capaz de atrair turistas com maior poder de compra e interessados em experiências diferenciadas.

Crescimento regional com destaque para a Madeira

Apesar da evolução positiva do setor, o crescimento não foi uniforme em todo o território. A Região Autónoma da Madeira destacou-se como uma das regiões com melhor desempenho em 2025, registando um aumento significativo nos proveitos do alojamento turístico.

Ao mesmo tempo, alguns destinos tradicionais mostram sinais de maturidade turística. Tanto a Madeira como a Área Metropolitana de Lisboa apresentam atualmente menores níveis de sazonalidade, com uma distribuição mais equilibrada da procura ao longo do ano.

Esta tendência indica que o turismo português começa a afastar-se do modelo excessivamente dependente do verão, permitindo uma utilização mais contínua das infraestruturas turísticas.

A época turística está a prolongar-se

Outro sinal de mudança no setor foi o crescimento mais expressivo registado no segundo trimestre do ano, entre abril e junho.

Este período foi aquele que apresentou a maior taxa de crescimento em 2025, sugerindo que a época turística portuguesa se está a alargar para além dos meses tradicionais de verão.

Para os operadores turísticos, esta evolução representa uma oportunidade importante. Uma distribuição mais equilibrada da procura ao longo do ano permite reduzir pressões sobre os destinos mais procurados, melhorar a rentabilidade das empresas e garantir maior estabilidade no emprego do setor.

Desafios para o futuro do turismo

Apesar dos resultados positivos, o setor enfrenta desafios estruturais que poderão condicionar a sua evolução nos próximos anos.

Entre os principais desafios identificados pelo setor estão a escassez de mão de obra qualificada, a necessidade de diversificar a oferta turística e a crescente importância da sustentabilidade ambiental.

A pressão turística sobre alguns destinos, o impacto das alterações climáticas e a necessidade de tornar o turismo mais equilibrado entre regiões são temas cada vez mais centrais no debate sobre o futuro do setor.

A capacidade de responder a estes desafios poderá determinar se Portugal continuará a crescer como destino turístico global  ou se entrará numa fase de estabilização.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Trabalhar muito dá muito trabalho (e às vezes não serve para nada)

25 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

E depois há a inteligência artificial. A questão não é se a IA vai mudar a forma como trabalhamos. Isso já está a acontecer. A questão é se vamos continuar a fingir que não é connosco?

Vários estudos recentes dizem que, a IA não vem substituir empregos em massa, mas sim tarefas, sobretudo aquelas repetitivas, mecânicas, que ocupam horas e acrescentam pouco valor.  Ou seja, tudo aquilo que muita gente ainda insiste em fazer “como sempre se fez”.

Há aqui um elefante na sala. Ou melhor, há vários. Um deles chama-se resistência à mudança. Outro chama-se conforto. E há ainda um terceiro e mais perigoso, a ilusão de produtividade. Porque estar ocupado não é o mesmo que ser produtivo.

Há profissionais que passam dias inteiros a responder a emails que podiam ser automatizados, a consolidar relatórios que uma ferramenta de IA faria em segundos, ou a participar em reuniões que, com sorte, poderiam ser um parágrafo bem escrito. E no fim do dia dizem: “Não tive tempo para o que era importante.”

Claro que não tiveram. Estiveram ocupados a trabalhar para o processo, em vez de trabalhar para o resultado. A ironia deliciosa é que  nunca tivemos tantas ferramentas para libertar tempo e nunca estivemos tão presos a tarefas que não interessam.

A inteligência artificial vem precisamente fazer isso, eliminar o ruído. Automatizar o trivial. Tirar as pessoas do modo “operacional crónico” e empurrá-las, com algum desconforto, é certo, para aquilo que realmente faz diferença.

Pensar. Decidir. Criar. Questionar. E isso, é o que assusta.

Porque quando a IA trata do trabalho repetitivo, sobra o trabalho difícil. Aquele que não dá para esconder atrás de um PowerPoint com gráficos coloridos. Aquele que exige critério, responsabilidade e, às vezes, até opinião. É aqui que o “novo normal” começa a incomodar.

Mas há mais. Organizações que adotam IA de forma consistente já reportam aumentos significativos de produtividade, em alguns casos até 40% e ganhos claros de eficiência. Mais interessante ainda é que muitos profissionais dizem que a IA lhes liberta tempo para tarefas de maior valor acrescentado. Ou seja, não só trabalham melhor como, potencialmente, trabalham com mais sentido.

E no entanto, em Portugal, uma parte significativa das empresas continua sem integrar a IA nas suas práticas, muitas vezes por falta de estratégia ou simplesmente por inércia. Inércia é uma palavra simpática para dizer: estamos à espera que alguém nos obrigue. Talvez seja isso que vai acontecer. Não por decreto, mas por pressão competitiva. Porque as empresas que adotarem IA vão fazer mais, mais depressa e melhor. E as outras vão continuar… ocupadas.

A verdade desconfortável é que a IA não vai obrigar ninguém a mudar. Mas vai tornar muito evidente quem decidiu não o fazer. E isso tem consequências.

Não se trata de substituir pessoas. Trata-se de redefinir o que esperamos delas. Menos execução cega. Mais pensamento crítico. Menos tarefas de baixo impacto. Mais decisões que movem o ponteiro.

No fundo, trata-se de devolver o trabalho às pessoas, mas numa versão mais exigente. A pergunta final é simples, mas incómoda:

Queremos continuar a parecer ocupados ou começar, finalmente, a ser relevantes?

Arquivado em:Opinião

Carlos Seixas assume funções de Head of Operations na Nhood

24 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Com um percurso que atravessa setores como o imobiliário comercial, a banca, a saúde e os serviços técnicos, Carlos Seixas chega à empresa com uma visão integrada da gestão operacional, focada na eficiência, sustentabilidade e melhoria contínua dos ativos sob gestão. Ao longo da carreira, esteve envolvido em projetos de elevada complexidade, distinguindo-se pela coordenação de equipas multidisciplinares e pela implementação de soluções técnicas inovadoras.

Na Nhood, será responsável pela gestão integrada das operações dos ativos geridos pela empresa em Portugal, assegurando o alinhamento com a estratégia da organização e dos seus clientes, bem como o cumprimento de padrões elevados de qualidade, segurança e sustentabilidade. Entre as suas funções estará também a supervisão e desenvolvimento das equipas operacionais e a gestão da relação com diferentes stakeholders, incluindo clientes, marcas, fornecedores e entidades locais.

Carlos Seixas terá ainda um papel ativo na definição e execução de planos estratégicos para os ativos, com especial foco na eficiência energética, na gestão de recursos e no cumprimento de metas de descarbonização. Acompanhamento do enquadramento legal e regulamentar, apoio a novos projetos desde a fase de proposta até à implementação e contributos para processos de inovação operacional — em áreas como mobilidade elétrica, certificações ambientais e otimização de processos — integram igualmente as suas responsabilidades.

Antes de integrar a Nhood, desempenhou funções como diretor de operações em centros comerciais na Multi, foi responsável pela construção e operação do Hospital CUF Sintra e liderou a coordenação da área técnica de escritórios e retail na CBRE. O seu percurso profissional inclui ainda uma passagem pelo Banco Popular, onde foi coordenador nacional da área técnica e de segurança, bem como experiência em gestão de manutenção e projetos especiais nas empresas LMSA e LMGE.

Licenciado em Engenharia Mecânica, com especialização em Frio, Climatização e Ventilação Industrial, Carlos Seixas possui também várias pós-graduações nas áreas de Segurança e Higiene no Trabalho, Energias Renováveis e Direção de Segurança.

Com esta contratação, a Nhood procura reforçar a capacidade de gestão e valorização dos ativos sob a sua responsabilidade, apostando na eficiência operacional e na implementação de práticas mais sustentáveis nos projetos que desenvolve.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

O seu currículo passou no teste do algoritmo?

24 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Mas para os millennials — a geração nascida entre o início dos anos 80 e meados dos anos 90 — o mercado laboral de 2026 já pouco se parece com aquele que encontraram quando começaram a trabalhar. Em menos de uma década, o processo de recrutamento foi transformado por três forças simultâneas: a digitalização total da procura de emprego, o uso generalizado de algoritmos para selecionar candidatos e uma crescente aposta no recrutamento baseado em competências.

A primavera continua a ser uma janela importante para encontrar trabalho. Só que as regras mudaram.

A procura de emprego tornou-se quase totalmente digital

Os millennials foram a primeira geração a viver a transição entre dois mundos: o da procura de emprego analógica e o digital. No início das suas carreiras, ainda era comum enviar currículos por e-mail, visitar feiras de emprego universitárias ou depender de contactos pessoais. Hoje, o processo decorre quase inteiramente online.

A digitalização do recrutamento trnou-se um campo de estudo académico. Investigação sobre sistemas de recrutamento automatizado e plataformas digitais de emprego demonstra que as empresas passaram a gerir grandes volumes de candidaturas através de ferramentas digitais integradas, desde anúncios até à triagem inicial de candidatos.

Este fenómeno alterou profundamente a forma como os candidatos se apresentam. O currículo deixou de ser o único cartão de visita profissional. Hoje, a pegada digital,  perfis online, portfólios, participação em redes profissionais ou até publicações públicas passaram a integrar a avaliação de candidatos.

Currículos pensados para algoritmos

Se há uma transformação estrutural no recrutamento moderno, é o uso de sistemas automáticos para filtrar candidaturas. Grande parte das empresas utiliza hoje Applicant Tracking Systems (ATS), plataformas que analisam automaticamente currículos antes de estes chegarem a um recrutador humano. Estes sistemas recorrem a técnicas de processamento de linguagem natural e aprendizagem automática para identificar competências, experiências e palavras-chave relevantes. Na prática, significa que muitos currículos são avaliados primeiro por um algoritmo.

Este modelo tem vantagens evidentes para as empresas. Estudos mostram que ferramentas de triagem automatizada podem reduzir significativamente o tempo de análise de candidaturas e aumentar a eficiência dos processos de recrutamento. Mas também levanta novas preocupações. Uma parte crescente da investigação em ciência de dados e gestão de recursos humanos alerta que os algoritmos podem reproduzir preconceitos presentes nos dados históricos de contratação, perpetuando desigualdades de género, raça ou percurso profissional.

Num caso amplamente citado na literatura académica, um sistema experimental de recrutamento treinado com dados históricos penalizava currículos associados a organizações femininas, reproduzindo padrões de contratação anteriores.  Ou seja, a promessa de neutralidade algorítmica continua a ser objeto de debate científico.

Menos portas de entrada no mercado

Outra transformação estrutural é a redução das posições tradicionalmente consideradas de entrada. A automatização de tarefas administrativas, a utilização de software de gestão e a pressão por maior produtividade têm levado muitas empresas a reduzir vagas iniciais ou a exigir experiência prévia.

Este fenómeno é frequentemente descrito na literatura sobre recrutamento algorítmico e gestão automatizada de talento, que aponta para uma tendência crescente de filtragem automática de candidatos com base em padrões pré-definidos de experiência e competências.

Para profissionais que procuram mudar de área, regressar ao mercado após pausas profissionais ou iniciar uma nova carreira, o resultado pode ser um processo mais competitivo e menos transparente.

 

O paradoxo da eficiência algorítmica

Os sistemas automáticos prometem rapidez e eficiência. No entanto, também introduzem novos dilemas. Por um lado, algoritmos podem reduzir decisões arbitrárias ou inconsistentes de recrutadores humanos. Por outro, investigadores sublinham que os sistemas automatizados podem amplificar padrões de discriminação existentes se forem treinados com dados enviesados.

Além disso, muitos destes sistemas funcionam como ‘caixas negras’: candidatos raramente recebem explicações claras sobre os motivos pelos quais foram rejeitados.  Essa opacidade tornou-se um dos temas centrais da investigação sobre inteligência artificial aplicada ao trabalho.

A vantagem da adaptabilidade

Apesar das mudanças, os millennials têm uma vantagem competitiva: a adaptabilidade.

Esta geração cresceu durante algumas das maiores transformações tecnológicas das últimas décadas — da internet móvel às redes sociais e, agora, à inteligência artificial generativa.

Recrutadores começam cada vez mais a valorizar a capacidade de aprendizagem rápida, adaptação tecnológica e versatilidade profissional. Num mercado em constante mutação, aprender tornou-se quase tão importante quanto saber.

Três estratégias para navegar o recrutamento digital

Especialistas em mercado de trabalho identificam algumas práticas que aumentam as probabilidades de sucesso num ambiente dominado por sistemas automatizados.

Optimizar o currículo para competências: os currículos devem incluir termos e competências alinhados com a descrição da vaga, permitindo que sistemas automatizados identifiquem correspondências relevantes.

Tratar a presença digital como um ativo profissional: perfis online e participação em redes profissionais tornaram-se parte integrante da avaliação de candidatos.

Valorizar experiências não lineares: projetos freelance, certificações técnicas, iniciativas empreendedoras ou atividades paralelas podem demonstrar competências relevantes.

Um mercado de trabalho mediado por algoritmos

A procura de emprego em 2026 já não se resume a encontrar vagas disponíveis. É também um exercício de navegação num ecossistema onde algoritmos filtram candidaturas, plataformas digitais mediam oportunidades e competências práticas pesam mais do que títulos formais.

A primavera continua a ser um período de forte contratação. Mas num mercado cada vez mais automatizado, o sucesso depende também da capacidade de compreender e navegar as regras invisíveis do recrutamento digital.

 

 

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