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Marcelo Teixeira

Feed ou vida real? 3 de abril decide quem protege as crianças online

19 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

«Estamos perante uma falha política grave. Se nada for feito até 3 de abril, a Europa arrisca-se a perder uma das poucas ferramentas que existem para identificar abuso sexual de crianças nos ambientes digitais», alerta Ângelo Fernandes, Diretor Técnico da Quebrar o Silêncio.

Grande parte destes crimes ocorre em espaços privados — mensagens, chats, plataformas encriptadas — onde os agressores atuam com elevado grau de proteção. «Menos deteção significa mais impunidade. E mais impunidade significa mais crianças em risco. No fundo, é um favor que a Europa faz aos pedocriminosos», sublinha Fernandes.

A associação critica a falta de consenso entre Estados-Membros e questiona a posição do Governo português: Que posição está Portugal a defender nas negociações europeias? Que medidas concretas estão a ser tomadas para garantir a proteção das crianças online?

«Não se trata de escolher entre privacidade e proteção. Estamos a falhar em garantir ambas, e as consequências recaem sobre os direitos humanos das crianças vitimadas», conclui Ângelo Fernandes. A Quebrar o Silêncio apela a uma solução urgente que assegure a continuidade da deteção de conteúdos de abuso, sem comprometer direitos fundamentais.

Debate: entre o feed e a vida real

Este tema será também discutido na Leadership Next Gen, com o debate ‘Entre o feed e a vida real: ser visto, seguido e estar protegido’, agendado para 16 de abril, no Auditório Jerónimo Martins da NOVA SBE, a partir das 14h.

Num mundo em que a identidade dos mais jovens se constrói entre stories, likes e algoritmos, nunca foi tão fácil ser visto nem tão difícil estar protegido. As redes sociais tornaram-se extensão da vida real, e a necessidade de debate é urgente.

O painel contará com: João Francisco Lima, Fundador da MindMatch, plataforma de gestão de saúde mental; Inês Marinho, Fundadora da Associação Não Partilhes; Tito de Morais, Fundador da MiudosSegurosNa.Net e Cofundador da Agarrados à Net.

Moderado por Catarina Silva, locutora da Cidade FM, este debate promete colocar questões cruciais sobre segurança digital, responsabilidade das plataformas e o impacto das redes sociais na vida real das crianças e adolescentes.

Arquivado em:Legislação, Notícias

Este será o ano em que as organizações vão deixar de ‘dar treino’ para começar a criar líderes

19 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o relatório anual da Blanchard, as empresas estão a abandonar a abordagem tradicional de oferecer cursos genéricos e passam a focar-se no desenvolvimento de líderes que gerem impacto real.

O estudo, baseado em respostas de mais de 800 profissionais de recursos humanos e L&D, identifica três pilares fundamentais que vão moldar o futuro do trabalho: liderança estratégica, aprendizagem híbrida e experiências personalizadas. A análise mostra que, para além do conteúdo técnico, o principal diferencial competitivo será a capacidade de cultivar líderes que saibam inspirar, tomar decisões ágeis e adaptar-se a mudanças rápidas.

Liderança como motor de desempenho

Um dos destaques do relatório é a constatação de que a liderança já não é apenas uma função administrativa ou um tópico de treino. Empresas com líderes bem preparados apresentam melhor desempenho organizacional, maior retenção de talento e maior capacidade de inovação, refletindo diretamente no crescimento económico e na cultura corporativa.

O estudo mostra que apenas 24% das empresas conseguem traduzir aprendizagem em impacto real, um dado que reforça a necessidade de reformular programas de desenvolvimento de forma a gerar resultados tangíveis.

 

Do microlearning à experiência híbrida

Uma das grandes tendências em 2026 é a migração de aprendizagem tradicional para modelos híbridos e microlearning, isto é, pequenos módulos de aprendizagem integrados no fluxo diário de trabalho. Segundo o relatório da Blanchard, formatos híbridos — uma combinação de presencial, virtual e auto‑ritmo — estão a estabilizar como norma nas empresas, com 41% presencial, 29% virtual com formador e 30% de self‑paced (autoaprendizagem).

 

Exemplo real: EdApp e 7taps

Várias plataformas líderes de microlearning mostram como este formato é aplicado na prática:

  • EdApp permite às equipas criar módulos de aprendizagem curtos e acessíveis via mobile, reduzindo o tempo necessário para treinar competências operacionais e comportamentais.
  • 7taps oferece ‘cápsulas’ de micro‑conteúdo com menos de 2 minutos, ideal para equipas operacionais e de vendas que aprendem entre tarefas.

Estas plataformas exemplificam como o microlearning ajuda profissionais a assimilar conteúdo relevante sem interromper o seu dia — algo que estudos apontam como essencial quando o objectivo é transferir aprendizagem para o desempenho real.

Personalização e tecnologia: IA a transformar L&D

Outro pilar central do relatório é a personalização, com quase 59% das organizações a preferirem programas feitos sob medida, alinhados com as necessidades, cultura e objetivos específicos da empresa.

A tecnologia está a impulsionar essa personalização. IA e algoritmos de aprendizagem adaptam conteúdos com base em dados de uso e lacunas de competências, permitindo caminhos de desenvolvimento individualizados.

Relatórios recentes mostram que aproximadamente 59% das plataformas de e‑learning corporativo já usam mecanismos de aprendizagem adaptativa para criar rotas personalizadas com base no desempenho do colaborador.

Plataformas modernas conseguem analisar como cada profissional responde ao conteúdo e sugerir o próximo módulo ideal, criando uma experiência de aprendizado única e centrada na pessoa.

O impacto económico de investir em líderes

O relatório da Blanchard deixa claro que liderança é a alavanca que multiplica resultados, mais do que qualquer série de cursos isolados pode fazer. Mas o impacto não é apenas qualitativo: existem evidências de que as empresas que priorizam desenvolvimento de liderança veem resultados concretos.

O mercado global de formação de liderança corporativa foi estimado em cerca de 40,8 mil milhões de euros em 2025, com previsão de crescimento para aproximadamente 44,1 mil milhões de euros já em 2026.

Essa expansão reflete um facto claro: organizações alocam mais recursos a programas de liderança porque associam esses investimentos a melhorias mensuráveis: cerca de 55% relatam ganhos de produtividade mensuráveis após formação focada em liderança; até 66% adotam formatos híbridos e digitais nesses programas.

Ou seja, o desenvolvimento de líderes deixa de ser um «custo de RH» e assume um papel estratégico, com impacto direto na eficácia organizacional e na competitividade global.

Mudança de mentalidade corporativa: aprender faz parte do trabalho

A Blanchard e vários especialistas referem que o futuro de L&D  é sobre integrar aprendizagem e desempenho no fluxo normal de trabalho. Empresas estão a perceber que o que constrói valor não é só acumular horas de formação, mas conduzir a mudança comportamental que melhora resultados.

O mercado corporativo de e-learning continua a crescer rapidamente, com projeções que o colocam em mais de 38,6 mil milhões de euros em 2026, à medida que a aprendizagem digital se torna central à estratégia organizacional. Empresas que investem em aprendizagem contínua, digital e integrada registam maior retenção de talento e uma adaptação mais rápida às mudanças do mercado,dois fatores críticos para a sobrevivência no atual ambiente competitivo.

O relatório 2026 Learning & Development Trends deixa claro que estamos num ponto de inflexão: aprender é uma função estratégica da empresa. Liderança, aprendizagem híbrida e experiências personalizadas são agora cruciais para qualquer organização que queira prosperar.

Para 2026 e além, as empresas que conseguirem alinhar L&D com objetivos de desempenho, adaptabilidade e cultura serão aquelas que desenvolvem líderes influentes em todos os níveis, fazem da aprendizagem parte natural do trabalho diário e utilizam tecnologia e dados para personalizar cada percurso de desenvolvimento.

Este é um mapa de estratégias comprovadas e já em adopção no mercado global de L&D, com impacto direto em produtividade, retenção de talentos e vantagem competitiva.

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

Investir nas crianças: Cabo Verde reforça creches e desafia padrão africano

19 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A medida, apresentada pelo Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, assenta num programa de subsidiação do acolhimento na primeira infância, permitindo alargar o acesso a creches e serviços qualificados. O plano inclui a reabilitação de 32 creches e a capacitação de 550 profissionais, com o objetivo de garantir ambientes seguros e estimulantes numa fase crítica do desenvolvimento.

A relevância deste tipo de investimento está amplamente sustentada por evidência científica. O estudo ‘The Lifecycle Benefits of an Influential Early Childhood Program’, baseado no Perry Preschool Project, demonstra que programas de qualidade na primeira infância podem gerar retornos anuais entre 7% e 10%, através de melhores resultados educativos, maior rendimento ao longo da vida e menor envolvimento em comportamentos de risco.

Já a série ‘Advancing Early Childhood Development: from Science to Scale‘, publicada na revista The Lancet, conclui que mais de 250 milhões de crianças em países de baixo e médio rendimento estão em risco de não atingir o seu potencial de desenvolvimento, devido à pobreza, nutrição inadequada e falta de estímulos precoces.

África ainda longe da cobertura necessária — Cabo Verde aproxima-se de padrões internacionais

No contexto africano, o défice de acesso continua a ser significativo. O relatório ‘Global Education Monitoring Report 2023‘ da UNESCO indica que a taxa média de participação no ensino pré-primário na África Subsaariana ronda os 28%, muito abaixo da média global superior a 60%.

Neste cenário, Cabo Verde tem vindo a destacar-se por uma trajetória de reforço progressivo da cobertura e qualidade dos serviços. A aposta na primeira infância surge assim não apenas como uma política social, mas como uma estratégia económica de longo prazo, alinhada com a evidência científica internacional.

Apesar dos progressos, dados oficiais mostram que apenas cerca de 20% das crianças até 3 anos de idade estão atualmente cobertas pelos serviços de creche em Cabo Verde, segundo um relatório do World Bank citado pelas autoridades locais — um sinal de que ainda há trabalho pela frente para universalizar o acesso.

Para reforçar estas políticas, o país tem vindo a receber apoios internacionais concretos: um programa de reforma educativa apoiado pelo Global Partnership for Education e pela UNICEF conta com um financiamento de 5 milhões de dólares para melhorar o acesso e a qualidade do ensino pré‑escolar nos próximos anos. Este financiamento inclui modernização de jardins de infância, formação de educadores e desenvolvimento de materiais pedagógicos, com foco também em inclusão e acessibilidade.

Adicionalmente, uma importante Conferência Regional sobre Cuidados Infantis realizada na ilha do Sal o ano passado reuniu decisores políticos e parceiros internacionais para debater estratégias de expansão e qualificação dos serviços de cuidados infantis em África Ocidental, reafirmando o papel de Cabo Verde como porta‑voz e anfitrião desta agenda continental.

Educação e proteção social com base em estatísticas nacionais

Segundo o mais recente boletim estatístico sobre proteção social de Cabo Verde, a taxa de frequência escolar entre crianças de 5 a 17 anos é elevada, com mais de 97% a frequentar estabelecimentos de ensino, apesar dos desafios persistentes em fases iniciais de educação e inclusão social.

Os compromissos regionais e o envolvimento com parceiros internacionais colocam Cabo Verde num caminho de alinhamento com as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nomeadamente a meta de garantir acesso universal à educação pré‑escolar de qualidade até 2030.

Arquivado em:Cabo Verde, Notícias

Miguel Ferreira escolhido pela UE para liderar literacia financeira em Portugal

18 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

A designação foi feita pelo Governo português, através do Ministério das Finanças, e integra a Estratégia da União Europeia para a Literacia Financeira, que pretende reforçar a cooperação entre Estados-membros e promover a partilha de boas práticas nesta área.

O objetivo passa por capacitar os cidadãos com conhecimentos e competências que permitam decisões financeiras mais informadas, responsáveis e sustentáveis. Em Portugal, a rede de embaixadores inclui também Mafalda Rebordão e Francisca Guedes de Oliveira.

Portugal reforça aposta na educação financeira com nova rede europeia

Professor catedrático e titular da Cátedra BPI–Fundação la Caixa em Finanças Responsáveis, Miguel Ferreira desempenha várias funções na Nova SBE, incluindo vice-dean, diretor do Nova Finance Knowledge Center e coordenador do programa ‘Finanças para Todos’.

É ainda investigador associado do European Corporate Governance Institute e do Centre for Economic Policy Research. Em 2025, o projeto de literacia financeira FINANCEforALL, que lidera, recebeu uma ERC Advanced Grant — a primeira atribuída em Portugal neste painel.

Reconhecido internacionalmente, Miguel Ferreira é o economista português mais citado desde 2000 e integra o grupo dos 100 autores mais prolíficos nas principais revistas científicas de finanças.

A nomeação é vista como um reconhecimento do seu percurso académico e do trabalho desenvolvido na área da literacia financeira, reforçando também o posicionamento da Nova SBE enquanto instituição de referência na produção e disseminação de conhecimento com impacto social.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Portugal rendido às redes sociais: atenção, consumo e publicidade já vivem no digital

18 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Mais de seis mil milhões de pessoas utilizam atualmente a internet, enquanto 5,66 mil milhões estão presentes em redes sociais, o equivalente a 68,7% da população mundial. O estudo descreve este cenário como uma «supermaioria social», onde os utilizadores destas plataformas superam os restantes numa proporção de dois para um.

Nos últimos 12 meses, as redes sociais ganharam mais 259 milhões de novos utilizadores, mesmo em mercados maduros. Ao mesmo tempo, intensifica-se a disputa pela atenção, com os utilizadores a passarem, em média, mais de duas horas e meia por dia em plataformas sociais e de vídeo.

Plataformas como o TikTok, o YouTube e o Instagram concentram grande parte dessa atenção. O TikTok lidera no tempo médio diário de utilização, enquanto o YouTube mantém o maior alcance.

Publicidade migra, pesquisa muda e inteligência artificial acelera transformação

O relatório identifica uma mudança estrutural na forma como os consumidores descobrem marcas. Entre os utilizadores dos 16 aos 34 anos, os anúncios em redes sociais já são a principal fonte de descoberta, ultrapassando motores de busca e televisão.

A inteligência artificial generativa surge como outro eixo de disrupção. Mais de mil milhões de pessoas utilizam estas ferramentas todos os meses, alterando hábitos de pesquisa e reduzindo a dependência dos motores de busca tradicionais. Plataformas como o ChatGPT começam a integrar-se no quotidiano digital dos utilizadores.

O investimento publicitário acompanha esta tendência. Em 2025, o mercado deverá atingir 1,16 biliões de dólares, com 74,4% do total alocado ao digital. Só a publicidade em redes sociais deverá representar 277 mil milhões.

Em Portugal, os dados confirmam a crescente centralidade das redes sociais no processo de decisão de compra. Cerca de 65% dos jovens entre os 16 e os 24 anos utilizam estas plataformas para procurar informação sobre marcas e produtos.

O consumo digital é também marcadamente mobile-first, com 95,9% dos utilizadores a acederem à internet através de smartphones.

O lançamento do estudo coincide com a chegada da Hello ao mercado português, estrutura do grupo We Are Social dedicada a estratégias social-first, com presença em Lisboa e Madrid.

Para Miguel Lima, o relatório reforça a importância de compreender os novos comportamentos digitais: «O Digital Report tornou-se uma referência global para quem trabalha em marketing, comunicação e estratégia digital.»

Arquivado em:Notícias, Sociedade

O futuro está a fugir e os CEO portugueses estão a olhar para o passado

18 Março, 2026 by Marcelo Teixeira

Este desfasamento não é trivial. Revela que, mesmo quando Portugal parece caminhar em terreno firme, dentro das próprias empresas paira uma hesitação persistente, quase como se os líderes e os CEO sentissem que o futuro exige mais do que estão preparados para dar.

O cenário português, numa análise mais ampla, é um microcosmo do que acontece no resto do mundo, mas com nuances próprias. A confiança global caiu de 38% para 30%, enquanto em Portugal a redução foi mínima, de 38% para 37%. Esta diferença poderia ser motivo de orgulho, mas também esconde um risco silencioso: a estabilidade relativa do país pode criar uma ilusão de segurança, fazendo com que os gestores relaxem antes do tempo. A confiança existe, mas não é linear nem homogénea; é cautelosa, seletiva, aplicada ao país mas não ao próprio negócio.

Este descompasso entre confiança macro e microeconómica mostra-se no dia a dia das empresas portuguesas. É visível na maneira como os líderes dedicam o seu tempo. Mais de metade do seu dia — 58% — é consumida por decisões de curto prazo. Operações, crises imprevistas, reuniões urgentes: o presente consome o futuro. Apenas 10% do tempo é reservado para estratégias de longo prazo, e esse é o espaço onde a inovação verdadeira deveria nascer. O resultado é evidente: a visão existe, mas não se transforma rapidamente em ação.

No meio deste quadro, percebe-se um padrão que atravessa todas as indústrias: a necessidade de equilíbrio entre gestão imediata e planeamento estratégico é cada vez mais difícil de alcançar. Os CEO estão constantemente a reagir em vez de liderar, e a pressão do dia a dia sobrepõe-se à capacidade de investir com ousadia no futuro. É um dilema que se repete em reuniões, apresentações e decisões financeiras: Portugal cresce, mas muitas empresas não conseguem acompanhá-lo.

É esta tensão que define o retrato traçado pelo mais recente estudo PwC, o 29.º Global CEO Survey.

Tempo e prioridade: o futuro à espera

Para compreender Portugal neste momento, é crucial aceitar que a estabilidade económica, embora positiva, não garante agilidade empresarial. Os CEO portugueses não estão parados, mas estão a lutar para equilibrar urgência e visão, sobrevivência e crescimento. O tempo do futuro está à espera, mas nem todos conseguem olhá-lo sem receio.

Nos últimos anos, a tecnologia passou a ser teste de sobrevivência. Quase metade dos CEO portugueses — 48% — teme não conseguir acompanhar o ritmo da transformação tecnológica, enquanto 38% questionam se o seu modelo de negócio ainda será viável a médio prazo, e 34% duvidam da sua própria capacidade de inovar. Estes números são reflexos da ansiedade que paira sobre salas de reuniões e mesas de decisão.

A inteligência artificial, hoje omnipresente, é emblemática desta tensão. Embora exista investimento considerável, os resultados ainda são incipientes: 67% das empresas não registaram impacto nas receitas, e 19% enfrentam aumento de custos associados. Isto cria um paradoxo cruel: todos falam de inovação, mas poucos conseguem transformá-la em resultados concretos. O desafio não é a tecnologia em si, mas a capacidade de integrá-la de forma estratégica, aproveitando oportunidades sem se perder em custos e experimentação sem retorno.

Ao mesmo tempo, a reinvenção das empresas portuguesas avança com cautela. Apenas 16% colocam a inovação como prioridade central e 69% obtêm menos de 20% das receitas em novos setores de negócio. A diversificação existe, mas é tímida, quase defensiva. Os líderes sabem que precisam de mudar, mas o medo do risco limita a ousadia. É uma transformação gradual, incremental, em vez de disruptiva.

Neste contexto, a tecnologia é uma faca de dois gumes: pode ser a alavanca que catapulta uma empresa para o futuro, mas também é a ameaça que revela vulnerabilidades. E a hesitação dos CEO portugueses, apesar da confiança no país, traduz-se em lentidão na execução da mudança.

 

Riscos e desafios: a nova geografia da incerteza

O mapa do risco empresarial mudou radicalmente. A principal preocupação dos CEO em Portugal deixou de ser apenas económica: a cibersegurança é agora a maior ameaça percebida. Invisível, constante, imprevisível, o risco digital domina agendas que antes eram quase exclusivamente financeiras.

Outras pressões conhecidas amplificam-se. A escassez de talento qualificado limita crescimento e inovação, os concorrentes mais ágeis desafiam modelos estabelecidos e a instabilidade global introduz variáveis fora do controlo interno. O ambiente não é de colapso, mas de tensão permanente, exigindo vigilância, capacidade de adaptação e decisões rápidas.

Curiosamente, Portugal apresenta uma estabilidade relativa que se destaca no contexto global. Enquanto no mundo a confiança dos CEO caiu de 38% para 30%, em Portugal manteve-se praticamente inalterada (37%). Um conforto evidente, mas que pode induzir uma sensação enganadora de segurança. A estabilidade é uma vantagem, mas também reduz a pressão para transformar.

Neste cenário, os líderes portugueses enfrentam o próprio ritmo interno: hesitação, prioridade ao curto prazo e dificuldade de execução. O risco real não é a crise, mas a incapacidade de acompanhar a aceleração do mundo.

Crescer já não basta: a execução é o verdadeiro desafio

O retrato final é exigente. Portugal tem líderes conscientes, economia relativamente estável e acesso a tecnologias transformadoras. Mas falta velocidade e capacidade de execução. Crescer não é suficiente; é preciso reinventar, e reinvenção exige coragem, foco e ação coordenada.

Não significa que os CEO portugueses estejam parados. Estão ocupados. Mas demasiado ocupados para liderar verdadeiramente. A hesitação e o medo de arriscar podem tornar-se a maior ameaça, não o mercado nem a crise global. Num mundo que não espera, a diferença entre sucesso e atraso já não se mede em pontos percentuais, mas em capacidade de transformar visão em resultado.

E é aqui que se joga o futuro. Portugal cresce. Mas se as empresas não acompanharem, podem chegar atrasadas a um futuro que não espera.

 

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

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