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Sócias – Gestão de Vida e de Carreira

4 Fevereiro, 2022 by suporte

O próximo evento “Gestão de Vida e de Carreira” do conceito “As Sócias” acontece no próximo sábado, dia 12 de fevereiro, no Casino do Estoril. Durante todo o dia irão ter lugar palestras e debates sobre Networking, Mindset de sucesso, Saúde e Lifestyle, Marca Pessoal e Posicionamento Digital, Imagem de Sucesso e “Decifrar Pessoas”.

O encontro pretende facilitar conteúdos, momentos, e ferramentas no âmbito das soft skills, tais como: comunicação, imagem, autoconfiança, motivação, performance, gestão de carreira, entre outros.

O evento terá uma vertente social, com a presença dos Palhaços d’ôpital, para quem reverterá 1€ por bilhete vendido.

Mais informações aqui

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Helena Minhava é a nova Chief Commercial Officer da Aon Portugal

4 Fevereiro, 2022 by suporte

Helena Minhava é a nova Chief Commercial Officer da Aon, empresa de seguros, para além de membro do Comité Executivo, com reporte ao CEO da empresa. A sua nomeação representa um reforço da equipa comercial da empresa, acompanhando as políticas orientadas para a gestão de risco. A nova Chief Commercial Officer terá a responsabilidade de coordenar a estratégia, planeamento e execução comercial da Aon.

Licenciada em sociologia pelo ISCTE, a executiva tem mais de 20 anos de experiência profissional no setor financeiro, num ambiente de rápido crescimento e desenvolvimento de negócio, com um percurso diversificado.

Sobre o seu novo desafio na Aon, Helena Minhava considera: “É com enorme satisfação que integro esta equipa, onde pretendo contribuir para que a AON se continue a posicionar de forma diferenciadora junto das empresas e dos seus Clientes. Vamos trabalhar de forma próxima, ajudar a detetar oportunidades e a proteger os negócios dos nossos Clientes, numa relação de parceria e de longo prazo”.

Carlos Freire, CEO da Aon Portugal, afirma que “a liderança da Helena vem reforçar a equipa da Aon Portugal e otimizar a implementação da empresa no mercado como empresa de serviços profissionais, e dar resposta às necessidades das empresas no âmbito de gestão de risco. A vasta experiência da Helena vai permitir que continuemos a consolidar a nossa presença e reforçar a nossa aposta para implementar a gestão de risco nas organizações como vantagem competitiva com o objetivo de dar resposta aos nossos clientes”

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Três passos para parar de procrastinar

4 Fevereiro, 2022 by suporte

Quase todos passamos por fases mais produtivas do que outras, mas de uma maneira geral, ninguém se sente bem quando não faz o que é suposto fazer. Há o sentimento de culpa, de que deveríamos estar a trabalhar cheios de entusiasmo, mas a verdade é que andamos saturados da rotina. Parece que tudo nos custa. Os dias frios e curtos, as empresas instáveis, o excesso de trabalho e a incerteza que nos rege.

O que fazer, então, quando não temos vontade de fazer nada?

Em primeiro lugar, é preciso entender o que está por detrás desta falta de motivação e tomar consciência das principais razões que nos fazem procrastinar.

Normalmente temos várias:

– O medo de falhar. Percebemos que a inação nos protege do erro. O fracasso acontece quando erramos, por isso podemos ser levados a pensar que é melhor não fazer para não errar.

– O medo de não ser perfeito. Não iniciamos a tarefa porque sabemos que não vamos ter tempo para a fazer de forma exemplar. Para chegar ao nosso nível de rigor seria preciso mais tempo e preferimos não fazer do que fazer mal feito.

– O medo de ser uma fraude. É comum alguns executivos sofrerem desta ilusão de inferioridade, conhecida por Síndrome do Impostor. Uma sensação de não serem suficientemente bons, do seu sucesso ser uma farsa. Sentem que estão a enganar os outros e que podem ser desmascarados a qualquer momento. O Síndrome do Impostor pode ser um sintoma de um quadro de ansiedade ou de depressão, onde há uma diminuição do reconhecimento das suas capacidades.

– O medo de ser vulnerável. Se considerarmos a tarefa difícil ou não gostarmos de fazer determinado tipo de trabalho, ficamos inseguros porque sabemos que não dominamos os processos. Por isso vamos adiando constantemente.

– Um conflito de prioridades. Temos vários trabalhos em simultâneo, com prazos de entrega, e não sabemos por onde começar. Falta-nos a disponibilidade anímica para nos atirarmos às tarefas.

Em segundo lugar, há que entender de onde vêm as nossas razões.

Grande parte das razões para procrastinar estão associadas a causas psicológicas que foram construídas na infância. Consideramos que só podemos ser amados pelos nossos resultados e não por aquilo que somos. Por isso temos um medo terrível de errar. É preciso relembrar que a perfeição não existe e que só não erra quem não trabalha. Não temos de ser sempre os melhores em tudo, temos apenas que dar o nosso melhor e aprender a expor as nossas fraquezas com assertividade. A autoconfiança é determinante para ultrapassar a procrastinação.

Em terceiro lugar, avaliar as consequências e tomar consciência do impacto da procrastinação.

Grande parte das vezes adiar o que temos para fazer só causa mais ansiedade. Sabemos que só quando terminarmos uma tarefa é que nos podemos livrar dela. Ao agarrar na tarefa e a realizarmos do princípio ao fim, conseguimos minimizar o stresse. Ao adiá-la, o stresse vai permanecer até que a tarefa esteja terminada. Cada vez que pensamos na tarefa e não a realizamos, estamos a desperdiçar tempo. Temos a capacidade de escolher como vamos ocupar o nosso tempo, mas é preciso foco. Ao tomarmos consciência disso, sabemos que nos vamos sentir melhor se fizermos agora em vez de deixar para depois.

Agora, que já conhece a origem das causas e as consequências, a única forma de ultrapassar a procrastinação é tomar uma ação. Avance! Todos somos capazes de dar um pequeno passo. Então, a proposta é dividir o que parece um esforço grande em pequenos passos. E dar o primeiro. JUST DO IT!

Entender, que por vezes tem que fazer as coisas, mesmo sem vontade, forçando-se a fazê-las. Se se puser em movimento, a vontade acaba por chegar.

 


Por Filipa Saldanha, Psicoterapeuta, Especialista em gestão de stresse e ansiedade

 

Arquivado em:Artigos

As novas tendências da moda são circulares

4 Fevereiro, 2022 by suporte

Não é novidade que o modelo de negócios da fast fashion é insustentável. Os níveis de produção há muito ultrapassam a procura, e estima-se que o fabrico de roupas dobrou nos últimos anos, ao passo que o seu uso diminuiu em mais de um terço. Os custos da moda vão para além das 59 mil toneladas de roupas que compõem as dunas do deserto do Atacama, no Chile, onde a fast fashion vai morrer. Vêm de mão dada com outros problemas ambientais como emissões de carbono, desperdício de água, violação dos direitos laborais, trabalho infantil, desperdício de recursos.

A consciência e reconhecimento de que é urgente agir foi alavancada pela Conferência das Nações Unidas (COP26) e o World Economic Forum procura responder com um modelo de Economia circular a revolucionar a indústria do vestuário.

Alugar roupa e revender

Os hábitos de consumo mudaram. O ThredUp, plataforma online que permite comprar e vender roupas em segunda mão, estima no seu relatório de revenda que, em 2021, cerca de 36 mil milhões de dólares foram gastos em roupa de segunda mão, superando os 30 mil milhões gastos em fast fashion. Prevê-se que esta diferença aumente à medida que estas plataformas, como é também exemplo a Vinted, ganham cada vez mais consumidores e utilizadores. O aumento de vendas em segunda mão reduz a necessidade de fabricar novas roupas, e incentiva as marcas de fast fashion a adotar políticas sustentáveis. Outra mudança visível estará no consumidor começar a ver a moda como uma forma de investimento.

Redução das vendas desencadeadas pelo excesso de oferta

Prevê-se melhorias na previsão da procura. Algumas empresas usam softwares para gerir as cadeias de abastecimento com base na cloud de forma a manter os níveis de stock controlados, reduzindo os produtos que não vendem tão bem e reordenando os que têm saída. Desta forma, não só as empresas economizam dinheiro, como garantem a sustentabilidade.

Voltar às costureiras

Muitas vezes o custo de reparação supera os custos de substituição. No entanto, e à medida que as mentalidades mudam e se pratica a sustentabilidade, a iniciativa começará a crescer dentro dos próprios consumidores, e as empresas começarão a estar mais atentos às necessidades.

Aumento do consumo de roupas feitas de materiais reciclados

A BBC avança que, atualmente, menos de 1% das roupas usadas são recicladas, evidenciando que a produção virgem é preferida ao uso de materiais reciclados. Mas tem vindo a crescer. Mudar apenas o fio com o qual as roupas são costuradas pode aumentar a reciclabilidade em 90% e reduzir em 50% a pegada de carbono.

Redesenhar as calças de ganga

As calças de ganga são das peças de vestuário mais difíceis de reciclar. Atualmente, algumas marcas têm experimentado novos designs e processos, através do uso de corantes amigos do planeta, padrões de lavagem criados por tecnologia a laser e fios biodegradáveis, entre outros.

Arquivado em:Notícias

Saúde Mental e as Pessoas: perspetivas para 2022

4 Fevereiro, 2022 by suporte

Sofia Neves é Psicóloga, Investigadora e Professora associada na Universidade da Maia – ISMAI. Está à frente da Direção da Associação Plano i e é Membro do ObNVA – Observatório Nacional da Violência contra os/as Atletas que fez um ano no final de 2021. Em entrevista à Líder falou sobre Direitos Humanos, saúde mental e liderança no início de um novo ano em que ainda persiste uma Pandemia.

Num início de ano “pós-traumático”, as repercussões de dois anos de Pandemia são inquestionáveis na saúde mental. O que lhe parece óbvio e o que está ainda por se revelar?

Julgo que ainda não podemos assumir que estamos numa fase pós-traumática, porque ainda estamos expostos/as ao trauma. Seja como for, os efeitos da pandemia por COVID-19 são já passíveis de aferir do ponto de vista da saúde mental. Os estudos nacionais e internacionais indicam que as pessoas apresentam, genericamente, piores indicadores de saúde mental em consequência das vivências associadas à Pandemia. São evidentes as manifestações de depressão e de ansiedade, por parte de crianças, jovens e pessoas de idade avançada, bem como as evidências de desconforto e de insegurança face ao futuro, o que se traduz em mais sofrimento e disfuncionalidade. Não obstante, ainda é prematuro fazer uma avaliação dos impactos sofridos, uma vez que a pandemia não terminou.

Miguel Ricou, presidente do Conselho de Especialidade da Ordem dos Psicólogos, falou de “um tsunami” na área da saúde mental como consequência da Pandemia. Como podem as empresas e organizações garantir um suporte adequado aos colaboradores e que recursos devem ser usados?

A promoção da saúde mental nas empresas e organizações deveria constituir-se como um objetivo a constar dos planos de ação, independentemente de estarmos a viver ou não uma situação pandémica. Naturalmente que, em situações de crise, o reforço das medidas de promoção da saúde mental deve ser assegurado. O suporte a este nível deve passar pelo garante das condições de trabalho impulsionadoras do bem-estar pessoal e social e pela criação de mecanismos de apoio especializado. É fundamental que se incremente um ambiente voltado para a satisfação das necessidades das pessoas, ouvindo-as.

Há também um movimento geral de repensar a vida – a forma como trabalhamos e estamos em sociedade. Quais são, na sua opinião, os sinais positivos dessa mudança, e o que pode surgir como consequência?

Creio que o “movimento de repensar a vida” não pode ser perspetivado como geral, uma vez que ele parece ser ainda apanágio de alguns grupos privilegiados, cujo estatuto socioeconómico lhes permite ter esse poder. Ainda assim, penso que sobretudo as gerações mais jovens, com habilitações académicas mais elevadas, valorizam cada vez mais o bem-estar, preocupando-se em encontrar um equilíbrio entre a sua vida profissional e a pessoal. A própria filosofia de algumas empresas e organizações estimula esse compromisso, oferecendo condições de trabalho que assentam numa política de responsabilidade social.

A retenção das pessoas e do talento é atualmente um dos principais desafios para os Recursos Humanos e organizações em geral. Que mudanças, a curto prazo, devem acontecer nas empresas?

A captação das pessoas e do talento, assim como a sua retenção, dependem da capacidade das empresas e das organizações oferecerem condições de estímulo e de crescimento a quem nelas trabalha.

Fala-se da tendência global do “me over we”. Como está a solidão em Portugal e o nosso sentido de coletivo?

O sentido do coletivo e do “nós” é essencial para a construção da nossa identidade. A individualização, nos tempos que vivemos, é quase uma inevitabilidade. Do ponto de vista social, espera-se que as pessoas sobressaiam enquanto “eu” e não enquanto “nós”, o que faz com que se valorize pouco a noção de pertença grupal e comunitária. Por outro lado, um dos efeitos mais negativos da pandemia foi acentuar a vulnerabilidade não só de quem antes já estava só, mas também de quem por força do isolamento se viu na contingência de ter que ficar só.

Que projetos destaca na Associação Plano i?

Todos os projetos da Associação Plano i têm como foco a promoção dos Direitos Humanos. Nesse sentido, está implícito o objetivo de mitigar diferenças e apelar à união. Destacaria as estruturas de atendimento e de acolhimento a pessoas LGBTI vítimas de violência doméstica, pelo facto de serem as respostas que apoiam um dos grupos que socialmente continua a ser mais fustigado pela discriminação e pela violência. Refiro-me ao Centro Gis, à Casa Arco-Íris e ao Plano 3 C.

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) publicou recentemente o seu relatório de 2021. As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens e são uma minoria nos licenciados e profissionais em áreas tecnológicas. Quais devem ser as prioridades em 2022?

As prioridades devem continuar a ser a aposta na educação para a cidadania e igualdade e o aperfeiçoamento de mecanismos de fiscalização. As questões da desigualdade têm na base razões estruturais que obrigam a uma mudança de paradigma que só poderá ser feita com educação. O gap salarial tem que ser objeto de uma aplicação efetiva da Lei.

A Sofia é membro do ObNVA – Observatório Nacional da Violência contra os/as Atletas. Qual o objetivo e como funciona?

O ObNVA é uma plataforma de reporte informal e anónimo que tem como principal objetivo efetuar o levantamento de situações de violência contra atletas vividas diretamente ou testemunhadas. É uma iniciativa da Universidade da Maia que conta com várias parcerias e que se propõe, entre outros, a contribuir para a otimização das políticas e medidas de prevenção e combate à violência contra atletas em Portugal. Qualquer pessoa pode recorrer ao ObNVA para partilhar situações que envolvem atletas e solicitar informação que considere pertinente sobre como atuar.

Nas camadas mais jovens, os professores são mentores e líderes. Quais são para si os traços e as competências essenciais?

Na minha ótica, é imperativo que sejamos pessoas atentas, comprometidas e conscientes de que o processo de ensino-aprendizagem não se esgota na mera transmissão de conhecimentos teóricos ou técnicos. Trabalhamos com pessoas que estão a construir-se enquanto tal, logo a dimensão relacional deve moldar as nossas interações. No que me diz respeito, a empatia e o sentido de justiça são características basilares.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Entrevistas, Leading People

Que futuro sonhamos?

4 Fevereiro, 2022 by suporte

Se utopia é a ideia de um mundo perfeito, imaginário, e distopia o seu oposto, o pensador Kevin Kelly criou o termo protopia – uma visão realista do mundo que avança a caminho de uma melhoria constante e não da perfeição. Um futuro realista, afinal.

Monika Bielskyte desenvolveu a plataforma “Protopia Futures”, com o objetivo de desmistificar a ideia de um único futuro possível, e explorar as variadas possibilidades, tendo como foco a inclusão: questões étnicas, de género, preferências sexuais, deficiências motoras, diferenças culturais, entre outras.

Mas, que tipos de futuro as pessoas sonham? A forma como pensamos o futuro é influenciada pelas ficções que são consumidas durante a vida, por outras palavras, “aqueles que controlam a fantasia, controlam o futuro”. Contudo, esse poder não reside exclusivamente nos grandes líderes que moldam o quotidiano. Em todos nós começa na criança que teve acesso a uma cultura que a impactou, seja por obra de livros, ou cinema, ou outro meio, e decidiu que a sua vida seguiria esse mesmo rumo de forma a tornar essa ficção, realidade.

Enquanto futurólogos, supervisores ou futuristas, a designer de futuros indica que o objetivo da plataforma que desenvolveu é prever as várias possibilidades: as mais e menos prováveis, as que são impossíveis de acontecer, sempre com base nos domínios da tecnologia, ciência, sociedade, política e cultura. Sem esquecer que também a inércia e a apatia trazem consequências futuras “sempre que decidimos que o futuro é decidido por outra pessoa, noutro lugar, e nos desligamos do futuro, torna-se uma profecia autorrealizada”.

Utópica ou distópica, a forma de sonhar o futuro é imaginada como algo que isola o indivíduo e o distancia dos outros, e de si próprio. Monika Bielskyte lança outra visão, baseada na tecnologia, e de como esta pode criar uma relação de interdependência: “temos de imaginar, usufruir, e expandir as experiências sensoriais, e viabilizar demonstrações vitais, novas e diversas de intimidade, carinho e afeto”, esclarece. Desta forma, as tecnologias concebidas devem expandir o potencial do ser humano, não só a nível físico e mental, como criativo e emocional, permitindo uma maior conexão entre pessoas, inspirada no mundo orgânico.

Pensar tecnologia, e pensar como os futuros ficcionados têm impacto nos futuros reais, é ter de considerar as realidades e necessidades, tanto do ser humano como do planeta, ou planetas, que habita, de forma a assegurar a prosperidade e inclusão, dentro do leque de variedades culturais, físicas, sociais e étnicas. Por isso, sempre que imaginar um futuro, lembre-se de que poderá estar mais perto de moldar a realidade do que pode pensar.

“From Fictional to Real Futures” foi a talk de Monika Bielskyte, no evento “Building the Future 2022”, promovido pela Microsoft.

Por Patrícia Monsanto

Arquivado em:Artigos

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