O que tem em comum o homem mais rápido do mundo e oito vezes campeão olímpico com o líder de uma equipa ou organização? Quase tudo. Persistência, desenvolvimento de skills, determinação e entrega. Talvez a velocidade seja diferente, mas o foco é idêntico. Cumprir e dar o seu melhor.
Mesmo após ter deixado as pistas de corrida e iniciado uma carreira musical, o jamaicano Usain Bolt é o exemplo que o sentido de propósito e trabalho árduo trazem resultados, independentemente das opiniões negativas. “Quando comecei a minha carreira musical as pessoas começaram a dizer ‘ele não está a falar a sério’ assim como fizeram no (início do) atletismo (…) então, é só descobrir que podes ser bom no que fazes, qual a fórmula certa, dedicares-te a trabalhar, e perceber que isso não vai acontecer em um ou dois anos”, refere o ex-atleta olímpico numa entrevista ao CPX 360, evento de Cibersegurança promovido pela Check Point.

A prática e o desenvolvimento de competências são essenciais e influenciam mentalmente o caminho que nos propomos a fazer. Depois de se conhecerem as nossas skills, é necessário treinar e praticar com persistência. A falta de treino e de tempo, a investir nessa preparação, é para Usain Bolt um ponto crítico para que o atleta se sinta mais nervoso e fraco, mas afirma que “o treino ajuda mentalmente a ser melhor”, enquanto identifica a autenticidade como uma ferramenta chave para o bem-estar mental. Embora o nervosismo seja normal, em determinadas circunstâncias, o seu lado autêntico transmitia-lhe confiança para superar as adversidades. No final de contas, quando estamos mais preparados para executar aquilo que já sabemos e para o qual estamos treinados, trata-se unicamente de uma questão de execução.
Apesar do atletismo ser um desporto “solitário”, Usain Bolt aponta a importância do trabalho de equipa para obter melhores resultados globais e individuais. Desta forma, o caminho de um atleta, ou de um líder, nunca é feito individualmente, e há que reconhecer os esforços globais para um objetivo comum: ser e fazer melhor.
O propósito é motivador de avanço e do sucesso que pode chegar também aos outros. Após a sua reforma, Bolt criou a sua Fundação com o foco em ajudar crianças desfavorecidas nas zonas rurais da Jamaica. “Para mim, o facto de poder retribuir e dar às crianças a oportunidade de seguirem os seus sonhos e serem o melhor que podem ser, é uma grande honra”, enquanto realça que dar oportunidades às novas gerações é também investir num futuro próspero.
O homem mais rápido do mundo diz ainda que acreditar e apostar no que se gosta é necessário e influencia a predisposição e o foco: “Não deixes que ninguém te force a fazer algo. (…) Encontra aquilo que amas, dedica a tua vida a isso e não te preocupes. Dá tudo de ti.”.
A avaliação da representatividade das mulheres nas associações sejam elas setoriais, regionais, culturais ou sociais, não se altera entre as convidadas. Ana Palmeira de Oliveira considera que, embora se verifiquem melhorias desde os últimos dez anos, e em determinadas áreas técnicas, como a das ciências, seja possível encontrar mais mulheres, de um modo geral e transversal, “são poucas as mulheres ainda nos cargos de liderança”, evidenciando-se nas reuniões empresariais.
representação do homem e da mulher nos cargos de liderança. Embora cada vez mais mulheres estejam envolvidas nos negócios e são tão capazes, ou mais, do que os homens, existe uma falta de ambição assente na cultura tradicional. “Acho que as mulheres precisam de ser mais empreendedoras”, e aponta ser necessário haver formação no empreendedorismo e candidaturas nesta ordem.
Ana Couras lança uma nota de otimismo, constatando que as novas gerações estão mais predispostas à mudança e os papéis estereotipados de género começam a desvanecer: as mulheres tanto estão a ocupar áreas inovadoras científicas de largo investimento, como os homens estão, também eles, a realizar tarefas de lida doméstica que tradicionalmente eram consideradas femininas. “Eu vejo a diferença como o homem, o companheiro, olha para as suas tarefas, em que já não diz tanto ‘eu vou ajudá-la’, mas as assume como suas”, e perspetiva que este seja o passo para que se comece a repensar os papéis familiares.
perto da representação feminina de 50%, está a seguir esse caminho. “Antes entrávamos numa sala onde só havia homens. As únicas pessoas mulheres eram os Secretários Gerais ou Diretores Gerais das organizações, neste momento já não é assim. Já há várias presidências.”, explica Carla Sequeira.
