Historicamente, a diplomacia tem sido apanágio dos homens, mas mulheres têm percorrido o seu caminho, trazendo diferentes estilos de liderança, gestão de crise e prioridades políticas. E a ciência está de acordo. Segundo as Nações Unidas, quando as mulheres integram os gabinetes e os parlamentos, aprovam leis e políticas que são melhores para o cidadão […]
Historicamente, a diplomacia tem sido apanágio dos homens, mas mulheres têm percorrido o seu caminho, trazendo diferentes estilos de liderança, gestão de crise e prioridades políticas.
E a ciência está de acordo. Segundo as Nações Unidas, quando as mulheres integram os gabinetes e os parlamentos, aprovam leis e políticas que são melhores para o cidadão comum, o ambiente e a coesão social.
A representação das mulheres nos órgãos legislativos também aumenta a eficácia da governação e garante que um leque mais vasto de perspetivas e experiências seja tido em conta nos processos de tomada de decisão. Esta inclusão não só reflete a diversidade da população, como também conduz a políticas mais bem informadas que respondem às necessidades de todos os cidadãos.
Hoje assinala-se o Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia, aprovado pela Assembleia Geral da ONU em 2022. Esta data pretende celebrar a presença feminina e sensibilizar o Mundo para a luta da igualdade de género que persiste.
Conheça alguns marcos e estatísticas importantes alcançadas pelas mulheres na diplomacia, ao longo dos últimos anos:
- As mulheres representavam 44% dos trabalhadores permanentes do Departamento de Estado dos EUA, mas apenas 29% dos especialistas do Serviço de Negócios Estrangeiros, em 2020.
- Dos cinco processos de paz liderados ou coliderados pelas Nações Unidas em 2021, dois foram liderados por mulheres mediadoras. Todos os processos consultaram a sociedade civil e foram dotados de conhecimentos especializados em matéria de igualdade de género.
- A Finlândia e a Lituânia lideravam os países da EU e G20 em matéria da percentagem de mulheres a ocuparem cargos diplomáticos, em 2019, com 67% e 61%, respetivamente. Portugal contabilizava 30%.
- Em 2014, a Suécia tornou-se o primeiro país a apresentar o conceito e plano de implementação de uma política externa feminista. Desde então, vários países têm seguido esse modelo.
- 61% dos cidadãos da UE consideram que a política é dominada por homens que não têm suficiente confiança nas mulheres.
- Em 2022, o Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou a sua primeira reunião formal centrada nas represálias contra as mulheres que participam em processos de paz e segurança.
- As mulheres continuam a estar sub-representadas em muitos domínios relacionados com armamento e segurança, e apenas 12% dos Ministros da Defesa a nível mundial são mulheres.
- Os países onde há mais mulheres nos ramos legislativos e executivos do governo têm menos despesas com a defesa e mais despesas sociais.
- Existem 31 países onde 34 mulheres exercem funções de Chefes de Estado e/ou de Governo a partir de janeiro de 2023.
- No início de 2020, apenas 60 dos 190 países inquiridos pela União Interparlamentar tinham uma mulher como ministra dos Negócios Estrangeiros.
Fontes: Nações Unidas, Parlamento Europeu, SHEcurity e Eurobarómetro
Imagem destaque: Nações Unidas / Mark Garten


