A plataforma Portugal Agora anunciou o lançamento do ‘Manifesto para um Portugal Acolhedor e Integrador’. Este documento é o resultado do trabalho dos últimos meses, em que a plataforma se focou no tema das novas migrações e atração de talento – e que incluiu uma reunião do seu conselho consultivo, a auscultação de especialistas e […]
A plataforma Portugal Agora anunciou o lançamento do ‘Manifesto para um Portugal Acolhedor e Integrador’. Este documento é o resultado do trabalho dos últimos meses, em que a plataforma se focou no tema das novas migrações e atração de talento – e que incluiu uma reunião do seu conselho consultivo, a auscultação de especialistas e uma conferência realizada em meados de janeiro.
A iniciativa promete formular soluções para passar da estratégia à ação, com um conjunto de propostas pertinentes para um Portugal atrativo e acolhedor, numa visão de país cada vez mais cosmopolita e tolerante.
Este manifesto defende políticas públicas integradas (com a participação de outros stakeholders da sociedade civil), que possam construir os melhores processos de acolhimento, integração e retenção dos vários “segmentos” que procuram a entidade – refugiados, profissionais/ trabalhadores, estudantes e empreendedores ou freelancers da nova gig economy.
A plataforma propõe estratégias e iniciativas alinhadas com sete objetivos-chave:
- Marca e reputação de Portugal;
- Simplificar e agilizar processos;
- Ética, legalidade e segurança;
- Previsão e gestão do conhecimento;
- Planeamento da resposta social;
- Preparação das sociedades de acolhimento
- Estabelecimento de uma integração eficaz e sustentável
Nas propostas apresentadas, inclui-se um modelo de ‘via verde’ para empresas empregadoras de migrantes que tenham boas práticas reconhecidas e o estabelecimento de um observatório com foco nas necessidades de recursos humanos/ talento sectorial. Está também prevista a capacitação dos serviços públicos de front-office com conhecimentos em línguas estrangeiras relevantes (nomeadamente, inglês), a oferta de formação básica em língua portuguesa logo no momento da chegada (independentemente do estatuto legal) ou a agilização de mecanismos e procedimentos de certificação e transposição de habilitações e competências profissionais e académicas.
Segundo Carlos Sezões, presidente da plataforma Portugal Agora, «o resultado ambicionado deve ser uma simbiose, entre quem procura uma nova vida, e uma sociedade portuguesa que, à semelhança de outras no continente europeu, enfrenta uma crise demográfica que vai requerer um rejuvenescimento trazido pela imigração». Acrescenta que «estamos convictos que países abertos, que atraem migrantes e os integram nas suas sociedades, aproveitando o seu capital de conhecimento diversidade, são invariavelmente mais bem-sucedidos que outros que, com base em medos ou preconceitos, se fecham ao mundo.»


