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Denise Calado

Paulo Júlio é o novo Diretor-Geral do Grupo CBI

3 Março, 2022 by Denise Calado

A exercer funções a partir de abril, Paulo Júlio assume a Direção Geral do Grupo têxtil CBI, em resultado de uma nova estratégia de modelo de gestão. O Grupo CBI dispõe de várias fábricas de confeção localizadas em Portugal (Mangualde e Arganil) e Cabo Verde, com cerca de 700 colaboradores, e conta com uma carteira de clientes com marcas como a Massimo Dutti, Polo Ralph Lauren, Calvin Klein ou Sacoor, entre outras.

O novo Diretor Geral transita da Frijobel, indústria alimentar de ultracongelados, onde exerceu funções de CEO desde 2013. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica com Master em Automação Industrial, Paulo Júlio foi Diretor Geral em Portugal, da multinacional brasileira Marcopolo e foi Secretário de Estado da Reforma Administrativa, onde liderou a reforma da administração autárquica entre 2011 e 2013.

Francisco Batista, fundador da CBI, sublinha a definição de uma estratégia alicerçada em três eixos prioritários. “Primeiro, a sustentabilidade económica, onde se enquadra o crescimento do grupo, a melhoria de processos, a transição digital e sistemas de informação, e o valor acrescentado da produção de casacos e fatos feitos à medida, bem como a aposta crescente na confeção de gama média/alta.” O empresário refere ainda a importância do segundo e terceiro eixos que se irão implementar: “a sustentabilidade ambiental, onde a economia circular, a utilização de materiais recicláveis e a sustentabilidade energética são variáveis importantes, e, finalmente, a sustentabilidade social, com uma cultura organizacional onde as pessoas são o centro da ação, uma vez que essa é a forma de estabilizar e desenvolver os recursos humanos das várias fábricas.”

Arquivado em:Notícias, Pessoas

NAverse: reunião de narcóticos anónimos no Metaverso

3 Março, 2022 by Denise Calado

NAverse foi o nome da primeira reunião de apoio aos Narcóticos Anónimos no metaverso, que juntou oito membros, com o objetivo de acompanhar quem queira deixar o consumo de drogas, com foco na presença, fala, e sentido de pertença a uma comunidade unificada. “Senti-me como se estivesse numa reunião ‘verdadeira’, como se fosse física, enquanto as reuniões baseadas no zoom que tivemos durante os períodos de confinamento pareciam menos pessoais, mais frias”, revelou um dos participantes. Outros membros relataram que a experiência foi mais imersiva, realista e emocional, graças aos óculos de realidade virtual. “Acho que todo o processo abre um potencial ilimitado para ajudar muitas pessoas”, mencionou outro narcótico anónimo.

A iniciativa é da Socialyse Paris, uma agência do grupo Havas, que através da experiência imersiva no metaverso quis responder às necessidades e dar alternativas viáveis que simulassem a presença física e moral destas reuniões cujos espaços físicos foram encerrados em resultado da Pandemia.

Émilie Cabanié, Head of Influence e Emmanuel Queré, Senior Strategic Planner da Socialyse Paris, acreditam que foi o passo em frente, e esperam que “esta primeira experiência inspire iniciativas semelhantes noutros locais”.

Não é a primeira vez que o Grupo Havas toma iniciativas no metaverso. Já em 2021 o “Metaverse by Havas” tinha sido apresentado como uma solução de consultoria dedicada a marcas que tivessem o intuito de explorar esta nova vertente mais digital, e foi também o primeiro grupo de comunicações a ter espaço no jogo Sandbox, com a sua primeira Vila Virtual.

Arquivado em:Notícias

Cinco cidades mostram como estão as mudanças nos transportes públicos

3 Março, 2022 by Denise Calado

Segundo a ONU, as populações urbanas a nível global irão expandir-se em quase 700 milhões até ao ano 2030. À medida que as cidades procuram por opções que reduzam as emissões e formas de tornar os espaços mais limpos e saudáveis, também se deparam com o aumento da população que pressiona as redes de transporte.

A TomTom, empresa de sistemas de navegação para automóveis, avançou no seu “Traffic Index 2021” que, só em Lisboa, o nível de congestionamento em 2021 foi de 22%, ou seja, em média, os tempos de viagem foram 22% mais longos. Numa viagem normal de 30 minutos, representa o acréscimo de sete minutos.

O World Economic Forum partilha cinco exemplos de como estão as cidades a responder às mudanças nas políticas de transportes públicos.

Noruega

Já há muito Oslo pretendia ser a primeira cidade europeia a banir do centro os automóveis particulares, anunciando em 2015 um plano para os remover até 2019. Os lugares de estacionamento começaram a ser substituídos por ciclovias e zonas exclusivas para pedestres. A cidade também estabeleceu a meta de se tornar neutra até 2050.

Japão

Em época das Olimpíadas de 2020, Tóquio lançou mais de 80 autocarros autónomos, minivans e SUVs que transportaram os atletas e as autoridades. De momento a indústria dos automóveis e o governo procuram por planos para veículos autónomos com o intuito de reduzir as mortes nas estradas, as emissões, o congestionamento, e atender às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida.

Argentina

De forma a melhorar a mobilidade, segurança, e reduzir emissões e tempos de viagem, a Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires, passou de 20 para dez faixas de carros, sendo algumas exclusivas para autocarros.

Reino Unido

Também a Uber, associada ao serviço de autocarros fluviais, Thames Clippers, começou a levar passageiros para o trabalho de barco. A medida, não só vem oferecer uma alternativa aos comboios subterrâneos e autocarros terrestres, como visa manter os passageiros fora de carros particulares, de forma a combater o aumento do congestionamento. Londres conta ainda com o teleférico Emirates Air Line.

França

Depois de terem sido aprovados em fevereiro os estudos de viabilidade, a cidade de Creteil irá ter o primeiro teleférico. Batizado de Câble 1, contará com cinco estações e deverá abrir em 2025. É uma rota aérea alternativa que, para além de não aumentar a poluição do ar, acaba por ser mais económica comparativamente a outras opções mais tradicionais.

 

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

A felicidade no local de trabalho: bem-estar e produtividade

3 Março, 2022 by Denise Calado

A felicidade no local de trabalho é hoje um tema incontornável para as empresas. Por um lado, o bem-estar é saudável e há questões éticas relevantes sobre que cultura queremos numa empresa, mas há, para qualquer gestor, também a preocupação sobre a produtividade. E que influência tem a felicidade na produtividade? Sabemos hoje que uma pessoa feliz produz mais 10% do que a média e, por outro lado, que uma pessoa infeliz produz menos 37%. Isto significa que a diferença de produtividade entre estes dois polos é de quase 50%.

Se as empresas olharem para esta questão, percebem logo um ganho potencial em todo o organismo empresarial, que ultrapassa muitas vezes a felicidade individual de cada colaborador. Por vezes, fala-se da felicidade dos colaboradores como se fosse um tema do momento, no entanto está comprovado que a mesma tem um efeito muito específico na produtividade – e isso é por inerência lucrativo. Logo, uma empresa deve investir nestas práticas cientificamente provadas, de modo a melhorar o bem-estar e a trazer felicidade – e como tal mais produtividade.

Neste sentido, existe outro aspeto importante a ter em conta no local de trabalho: a ideia-chave de que felicidade depende apenas do indivíduo. Não pode ser imposta. Uma empresa pode criar condições, dar formação e potenciar, mas no final será sempre uma escolha para a qual pequenos aspetos têm um grande impacto: por exemplo, manter uma alimentação correta, um horário de sono equilibrado, uma saúde mental cuidada, uma atitude consciente ou até uma postura corporal correta. Nessa medida, as empresas podem atuar como catalisadores desta atitude para a felicidade, ensinando os colaboradores de que, primeiro que tudo, para sermos felizes, é importante pensarmos e estarmos conscientes das decisões que tomamos todos os dias e de como nos afetam.

Por outro lado, a infelicidade no local de trabalho é todo um outro tema. E muitas vezes é responsabilidade da própria empresa. Um estudo da Gallup sobre engagement de colaboradores refere que 70% das pessoas, quando sai de um cargo, abandona o chefe e não a empresa. Porquê? Porque o chefe, não tendo muito poder sobre a felicidade individual, tem um poder incrível sobre a infelicidade da sua equipa. Um líder microgestor, que não dá autonomia, que não reconhece os feitos e que não procura desafios para as pessoas, alimenta a infelicidade dos colaboradores rapidamente.

Neste sentido é também importante apostar na formação continua dos líderes à volta de práticas de segurança psicológica, de práticas de boa gestão, bem como práticas de inovação e autonomia, para que o líder tenha consciência do poder que tem de criar infelicidade. Mas, é também importante dotar as empresas de ferramentas de Human Capital Management que permitam fazer uma gestão cuidada do colaborador.

É também claro que tecnologia tem sido uma importante aliada da felicidade. Tanto na organização de processos, como na monitorização de indicadores que ajudam os líderes a atuar com precisão. Por exemplo, uma ferramenta de gestão de pessoas que tenha indicadores de felicidade dos colaboradores, permite atuar sempre que necessário. Uma das mais usadas é a de uma espécie de tracking poll do estado de espírito do colaborador, em que se pergunta como ele se sente naquele momento. A resposta em si é insignificante para a liderança, mas se existir uma alteração no padrão poderá indicar que algo se passa e dá pistas para um líder atuar. Mais, através de inteligência artificial e algoritmos é possível analisar estas oscilações em larga escala, e no seio das equipas e empresas. Algo que num modelo de trabalho híbrido ou remoto torna-se ainda mais relevante, já que a observação é muitas vezes impossível.

Não tenho dúvidas que a felicidade no local de trabalho é lucrativa para as empresas, mas necessitamos de a olhar da forma correta. Precisamos de dar a formação correta. E precisamos de ter as ferramentas corretas. É algo que está ao alcance de qualquer empresa em Portugal, e é uma questão de escolha. Se queremos o bem-estar das nossas pessoas, se queremos mais produtividade e o crescimento das empresas, teremos de olhar para este tema com a relevância que merece.

Por Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

Arquivado em:Opinião

Serendipidade: a arte do acaso na carreira profissional

3 Março, 2022 by Denise Calado

O anglicismo Serendipity (serendipidade) define o lado positivo do acaso, de uma descoberta acidental, que traz algo de bom. O que pode ter a ver o acaso com o trabalho é que podemos idealizar os empregos ideais, ter uma visão muito clara do que queremos para as nossas vidas, mas o mais certo é que nada na vida depende unicamente de estratégias, planos ou estar preparado. Devemos confiar em cada oportunidade que surge do inesperado e que traz autodescobertas gratificantes que nos podem conduzir a golpes de sorte.

A Harvard Business Review, partilhas algumas estratégias sobre como cultivar a serendipidade na sua carreira profissional:

Mantenha a mente aberta

Um emprego vai além de desempenhar uma função, envolve outros aspetos como as pessoas com quem trabalhamos, os relacionamentos que construímos, as oportunidades de aprendizagem e crescimento e a própria cultura da empresa. As oportunidades de trabalho podem surgir dos lugares mais inesperados, seja uma conversa numa festa, dos próprios colegas, ou até quando nos deslocamos para o trabalho. Conecte-se com outras pessoas, elas ensinar-lhe-ão a ser mais curioso, a aprender novas aptidões e perspetivas sobre o seu emprego. Ao mesmo tempo que ouve, pense nas partes da sua vida que o incitam a um senso de propósito, valor, e aumentam a sua criatividade. Visualizar tem o potencial de o satisfazer e ajudar a desvendar aspirações que até agora não tinha reconhecido.

Veja a mudança como uma possibilidade

Embora pareça desconfortável, a mudança é um mundo infinito de possibilidades. Considere o impacto da Pandemia que, embora negativa, levou a que muitos se adaptassem e, do ponto de vista laboral, verificou-se um aumento de novas funções, competências e percursos de carreira completamente distintos. Em vez de evitar a mudança, procure-a como uma possibilidade de avançar na vida. Confie que novas oportunidades irão surgir com o tempo. Apostar em si e nas suas competências, como as de resiliência, comunicação e empatia, aumentará as probabilidades de ter sorte.

Confie e expanda os horizontes

Por último, a confiança é um ingrediente essencial. Em vez de assumir uma posição omnisciente, seja humilde e reconheça que precisa de descobrir coisas novas e tem de confiar nos outros. Por outras palavras, entre em contacto com outras pessoas, peça por avaliação dos seus conhecimentos e competências para saber o que tem de bom e pode melhorar, e procure por potenciais recrutadores cujo trabalho e cultura considere apelativas. Quanto mais se der ao mundo, mais oportunidades surgirão.2

Arquivado em:Artigos, Leadership

Lideranças em Guerra

2 Março, 2022 by Denise Calado

No momento em que vos escrevo, a Rússia colocou as suas armas nucleares em alarme máximo. Hoje já ouvi vários elogios ao Presidente Ucraniano, há quem o caracterize como um “líder de coragem”, há quem o chame de “herói”. Não sei se o é. Neste momento, é fácil endeusá-lo, da mesma maneira que é unânime considerar Putin como o Líder de todo o mal. Estamos na crista do furacão e na expetativa do que vai acontecer.

E onde estão os Líderes ocidentais?

Os Líderes estão ocupados a organizar pacotes de sanções à Rússia visando atingir o coração do Kremlin e os interesses dos Oligarcas. O Kremlin não parece muito preocupado com as sanções económicas contra as quais, decerto, terá tomado medidas prévias, previsivelmente sabendo que tal iria acontecer. A compra de moeda estrangeira, nos últimos tempos, e as reservas de ouro russas demonstram-no.

Aliás, Putin conhece muito bem o terreno que pisa, as consequências desta guerra e, sobretudo, o momento em que a desencadeou. Esta guerra só é possível porque Putin conhece bem a falta de Liderança Mundial; a situação atual dos EUA e a fragilidade do presidente americano; os interesses da China, e o que esta joga no tabuleiro do xadrez mundial; e sobretudo uma Europa fragmentada, e espartilhada, numa teia de interesses próprios, que não funciona a uma só voz e longe daquilo que já foi o ideal Europeu.

É óbvio que não serão as sanções, por muito fortes que aparentem ser, que vão desviar Putin dos seus intentos e de mostrar a sua força. E tenho muitas dúvidas que sejam os Líderes ocidentais a conseguir pôr fim a esta guerra.

Uma coisa é certa, seremos nós ocidentais, e em especial nós os europeus, a ter de lidar com todas as consequências desta guerra e com o impacto que ela vai causar nas nossas vidas, assistindo a escassez de produtos; ao aumento do preço da energia; a um aumento de preços generalizado; o que virá agravar a situação económica mundial, para além do que já era expectável, com o aumento de taxas de juro e com o aumento da inflação. A par disto, assistiremos a mais movimentações migratórias, agora vindas de leste, o que significa mais pessoas a pedir ajuda a uma Europa que se pretende continuar solidária, sem voltar as costas aos princípios e valores humanistas.

Esperam-nos tempos difíceis e com grandes alterações ao estilo de vida que conhecemos, com grande impacto nas empresas e nas organizações, na organização do trabalho, nos direitos que temos como adquiridos, o que só conseguiremos ultrapassar se aceitarmos profundas alterações aos nossos hábitos de vida, pessoais e profissionais, encontrando novas respostas para novos desafios.

Para esses momentos, decerto difíceis, porque seguramente a mudança implica sair da nossa zona de conforto, precisamos de Líderes fortes que nos indiquem esses novos caminhos, nos convençam da necessidade de mudança e nos galvanizem para conseguir implementar as soluções, ao mesmo tempo garantindo a paz social e promovendo o desenvolvimento económico, vitais para assegurar os valores fundamentais da democracia e da liberdade.

Serão os Líderes atuais capazes dessa mudança?

 

 

Por Isabel Neves, CEO da StarBusy –  Investimentos & Inovação

Arquivado em:Opinião

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