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Denise Calado

Novo acordo vai transformar a economia africana

30 Março, 2023 by Denise Calado

A agricultura corresponde a cerca de um terço do PIB do continente africano, fornece meios de subsistência para 50% da população e alimenta centenas de milhões de pessoas no mundo todos os dias.

O papel fundamental que a agricultura desempenha na economia do continente só vai crescer em força e tamanho sob o acordo da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), assinado em fevereiro de 2021, e agora implementado.

Uma nova era para a agricultura africana 

De acordo com o Insight Report do World Economic Forum sobre o acordo – AfCFTA: A New Era for Global Business and Investment in Africa – a área de livre comércio, uma das maiores do mundo em número de pessoas e tamanho económico, está projetada para abrigar 1,7 mil milhões de pessoas e supervisionar 6,7 triliões de dólares em gastos de consumidores e empresas até 2030.

O acordo será transformador para muitas das indústrias africanas, mas, dado o papel já central da agricultura na economia do continente e do seu enorme potencial de crescimento, a agricultura será a principal beneficiária.

De acordo com o mesmo relatório, a agricultura tem um potencial excecional para aumentar o comércio intra-africano, dar resposta à demanda local, acelerar o crescimento do PIB, criar empregos e melhorar a inclusão.

O acordo vai aumentar a agregação de valor, e pretende levar os pequenos agricultores – que são responsáveis ​​por 80% da produção de alimentos da África – a cadeias de abastecimento mais amplas. 

 

O agroprocessamento e a ascensão agrícola da África 

O agroprocessamento tem implicações importantes para a segurança alimentar africana, para a criação de empregos e redução da pobreza. Impulsioná-lo agrega valor a um setor agrícola já competitivo.

Vários países em África já estão a apostar no agroprocessamento em resposta à insegurança alimentar e aos picos de preços causados por interrupções comerciais devido aos conflitos geopolíticos.

Com a capacidade aprimorada para processar seus próprios produtos agrícolas – sejam grãos, fertilizantes ou qualquer outra coisa – os países africanos podem explorar a enorme vantagem que muitos deles têm nos seus setores agrícolas estabelecidos e consideráveis ​​para construir riqueza e criar empregos e oportunidades.

A expansão do agroprocessamento também tem impactos positivos no que toca à inclusão.

As mulheres representam 70% do emprego no setor agrícola geral e a maior parte da força de trabalho doméstica de agroprocessamento é feminina. Uma aposta na agricultura africana é um impulso para as mulheres do continente.

Novos investimentos, novas oportunidades 

Este crescimento na agricultura e no agroprocessamento levará a novos investimentos externos, dentro e fora do continente.

O mercado comum introduzido pela AfCFTA pode alavancar as diferenças regionais nos pontos fortes e na competitividade da diversidade intra-africana nas suas cadeias de valor alimentar, especializações e produtos-chave.

O aumento do comércio intra-africano através da AfCFTA ajudará a reduzir a dependência de produtos agrícolas estrangeiros: atualmente, o continente importa cerca de 50 mil milhões de dólares em produtos.

Até 2030, o comércio agrícola intra-africano deverá aumentar em 574% se as tarifas de importação forem eliminadas, o que será uma grande vitória para um continente historicamente prejudicado pela dependência desnecessária de economias externas.

As empresas pertencentes e geridas por africanos irão beneficiar deste impulso comercial intra-continental. A indústria de fertilizantes, por exemplo, deve crescer.

Espera-se que a nova atividade agrícola exija um aumento de 800% na aplicação de fertilizantes para os principais nutrientes. Espera-se que a irrigação beneficie em 65 milhões de dólares em novos investimentos, enquanto também serão necessários mais de 8 mil milhões de dólares em investimentos em armazenamento.

Todos estes investimentos, sob a AfCFTA, podem ser cumpridos sem tarifas pelas empresas africanas.

Arquivado em:África, Notícias

Liderar no contexto da 5.ª Revolução Industrial

30 Março, 2023 by Denise Calado

É verdade. Parece que ainda estamos a meio da 4.ª Revolução Industrial, mas vem aí a 5.ª Revolução Industrial.

O tempo hoje corre mais rápido do que nunca e os muitos anos que demoraram a passar da 1.ª Revolução Industrial para a 2.ª (praticamente 100 anos); e da 2.ª para a 3.ª (também quase 100 anos), já foram muito menos na passagem da 3.ª para a 4.ª e por isso se percebe que os tempos de migração e de evolução de ciclos são hoje muito mais curtos.

A Economia e a Sociedade andam a uma velocidade vertiginosa e tudo aquilo que o #Digital trouxe à vida quotidiana de todos nós, ainda mais acelerou estes processos. Hoje, um telemóvel ou computador de última geração fica desatualizado em 18 meses. Uma viatura topo de gama fica em 36 meses. E um avião de última geração em 60 meses.

Na era dos QR-Codes, do Blockchain, onde a Inteligência Artificial controla grande parte das nossas vidas e em que até a Arte e Cultura sucumbiram ao #Digital através dos NFT – Non Fungible Tokens, tudo acontece à velocidade de um clique sobre fibra ótica. O Grupo Inditex, dono da marca Zara, apresentou esta semana a sua primeira coleção virtual de roupa no Metaverso onde qualquer pessoa se pode vestir e vestir também o seu avatar. Por isso sabemos que o 5G está na rua, mas já há milhares de empresas a trabalhar nas bases das futuras redes de última geração que são baseadas no 6G.

Fonte: A Origem das Revoluções Industriais.

As anteriores Revoluções Industriais basearam-se muito nos aspetos mecânicos e na evolução tecnológica. A 5.ª Revolução Industrial assenta nos aspetos qualitativos e de lifestyle, ligados ao ambiente e à cultura e a tudo aquilo que tem por detrás a aposta no desenvolvimento sustentável.

Ou seja, os fatores diferenciadores desta nova Revolução Industrial são a aposta que cada vez mais as pessoas e nomeadamente os jovens fazem na qualidade de vida e na primazia que dão à mesma. A aposta que os países e os Governos fazem quando apostam nas energias renováveis, na qualidade de vida dos seus povos, nas smartcities, na economia circular e em políticas ativas ligadas aos vários eixos do desenvolvimento sustentável.

Hoje, os jovens já não hesitam e querem viver a sua vida em pleno e fazer e desfrutar de tudo aquilo em que acreditam e querem “experienciar”.

Por isso muito jovens recusam atualmente excelentes ofertas de emprego de multinacionais de referência para se dedicarem àquilo em que acreditam e querem fazer. O que há uns anos seria um emprego “perfeito” para toda a vida transformou-se hoje em algo que os jovens evitam.

A 5.ª Revolução Industrial é ditada assim pelo poder do indivíduo e por tudo aquilo que ele está disponível, ou não, para fazer. Por tudo aquilo em que ele acredita e nos sacrifícios, leia-se “fretes”, que já não está disponível a fazer. As empresas já não escolhem as pessoas. São as pessoas que escolhem as empresas. A 5.ª Revolução Industrial é, sobretudo, uma “revolução cultural” no modo de estar na indústria.

Não que uma vida diferente não tenha sacrifícios. Há sempre sacrifícios. Mas as novas gerações estão disponíveis para todos os sacrifícios desde que acreditem verdadeiramente neles e estejam de acordo com os valores que defendem e querem viver.

Um grupo de jovens saídos da Universidade prefere por exemplo abrir a sua startup e lutar por ela sem tréguas do que aceitar um “honroso” emprego numa qualquer multinacional. O “American Dream” transformou-se no “Unicorn Dream”…

Num mundo moderno e sofisticado e onde se busca cada vez mais o lifestyle e a qualidade de vida, os jovens preferem gerir a sua agenda na base de vários interesses. Podem começar o dia a fazer compras de produtos tradicionais e biológicos num mercado local; fazer surf ou jogar golf cedo durante a manhã; trabalhar toda a tarde num espaço empresarial de referência que esteja enquadrado pelas preocupações de desenvolvimento sustentável; fazer jogging ou jogar paddel ao final do dia, e ainda jantar com a família ou com clientes em espaços de referência. O sol, o clima, a gastronomia, o desporto e a cultura são ativos altamente valorizados.

Por outro lado, procuram países que lhes dêem esta possibilidade e em que seja possível conjugar os vários aspetos deste novo lifestyle. Preferem a incerteza na base da “experiência”, à “certeza” na base da monotonia.

Por isso a 5.ª Revolução Industrial baseia-se precisamente nestes aspetos: países e Governos que combatem verdadeiramente as alterações climáticas; países e Governos que apostam e desenvolvem políticas ativas ligadas ao desenvolvimento sustentável e países e Governos que dão atenção primordial à qualidade de vida e dão mais atenção ao Produto Interno de Felicidade do que ao Produto Interno Bruto. As empresas e o Mundo empresarial estão a seguir este caminho e já perceberam que têm atualmente colaboradores mais exigentes sobre estas dimensões.

A 5.ª Revolução Industrial é baseada não na robotização ou na automatização, mas sim na humanização e na inteligência emocional. Na 5.ª Revolução Industrial o indivíduo e as suas realizações são o centro e por isso quem não compreender isso dificilmente terá sucesso e conseguirá integrar os melhores nas suas equipas.

 

Este artigo foi publicado na edição especial da revista Líder Cabo Verde.

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Apoio de €155 milhões para a transição verde e digital das empresas portuguesas

30 Março, 2023 by Denise Calado

Um novo acordo prevê a mobilização de até €155 milhões em linhas de crédito para apoiar o acesso ao financiamento de empresas portuguesas de pequena e média dimensão em três setores: cultura, inovação e sustentabilidade.

O acordo é apoiado pelo programa InvestEU da União Europeia, e uma iniciativa do Banco BPI (BPI) e do Fundo de Investimento Europeu (FEI). O Programa InvestEU tem por objetivo financiar investimentos sustentáveis, a inovação e a criação de empregos na Europa, nomeadamente as iniciativas relacionadas com o Pacto Verde Europeu e a transição digital.

Garantia para a Sustentabilidade

A garantia vai disponibilizar financiamento para investimentos centrados na transição para uma economia verde e sustentável. Vai apoiar investimentos inclusivos, verdes e eco-friendly de até cerca de €69 milhões em áreas como a descarbonização, energias renováveis, eficiência energética, mobilidade com baixas emissões ou de nível zero, resiliência climática e economia circular, beneficiando de taxas de juro reduzidas e de requisitos colaterais.

Garantia para a Inovação e Digitalização

Ao abrigo do InvestEU, o BPI vai disponibilizar financiamento de até €57 milhões para apoiar empresas que invistam em digitalização e inovação, incluindo atividades de I&D e a adoção de novas tecnologias.

Garantia para Setores Culturais e Criativos 

Uma garantia de €29 milhões em linhas de crédito vão ser disponibilizados a empreendedores e empresas públicas e privadas do setor cultural e criativo, nomeadamente em áreas do audiovisual (incluindo cinema, televisão, animação, videojogos e multimédia), festivais, música, literatura, arquitetura, arquivos, bibliotecas e museus, artesanato artístico, património cultural, design, artes performativas, editores, rádio e artes visuais.

Uma das principais prioridades do FEI é assegurar a competitividade das PME europeias que estão empenhadas na transição digital e verde. Com este acordo e o financiamento do InvestEU durante tempos turbulentos, as empresas portuguesas vão poder aceder ao financiamento de que necessitam à medida que avançam para a uma economia mais inovadora, digital e sustentável. Ao mesmo tempo, vai oferecer apoio a empresas em indústrias criativas e culturais que desempenham um papel tão importante na definição da nossa identidade a nível local e europeu

Roger Havenith, Vice-Presidente Executivo do FEI

Este acordo reforça a parceria estratégica entre o BPI e o FEI na mobilização de instrumentos financeiros para apoiar as PME. É muito importante que o BPI tenha sido selecionado pelo FEI para a implementação do InvestEU em Portugal. É um sinal de confiança e a confirmação do sucesso do trabalho que temos realizado desde há muito tempo. Este acordo também reafirma o compromisso do BPI com a Sustentabilidade, o principal objetivo que inscrevemos no nosso Plano Estratégico, além do apoio às empresas na transição para uma economia mais verde e digital

João Pedro Oliveira e Costa, Presidente Executivo do BPI

 

Este acordo com o Banco BPI demonstra o forte compromisso do Grupo BEI com as empresas portuguesas que estão empenhadas na inovação e digitalização, bem como na sustentabilidade ambiental. Estamos satisfeitos que o nosso apoio conjunto vá fomentar as condições para melhorar a eficiência energética e integrar as energias renováveis numa solução para o fornecimento seguro de energia e a descarbonização das economias da EU

Ricardo Mourinho Félix, Vice-Presidente do BEI

O InvestEU é uma ferramenta crítica para apoiar pequenas e médias empresas em toda a Europa a operar em setores culturais e criativos, digitais e sustentáveis. Este acordo InvestEU vai ajudar Portugal a progredir para uma economia mais verde, digital e inovadora. Estou encantado que, com este acordo, vamos poder disponibilizar o suporte necessário de que as empresas portuguesas nestes setores cruciais precisam para continuar a crescer e a criar postos de trabalho de qualidade

Paolo Gentiloni, Comissário Europeu para a Economia

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Assista à Leadership Summit Cabo Verde 2023 na Líder TV

30 Março, 2023 by Denise Calado

A Leadership Summit Cabo Verde teve a sua primeira edição no dia 23 de março e levou ao palco da Assembleia Nacional, na Cidade da Praia, mais de 30 oradores, nacionais e internacionais, para refletir e pensar sobre a tecnologia e a urgência das novas lideranças, sob o tema “Nova Liderança Digital”.

Nas palavras de José Maria Neves, Presidente da República de Cabo Verde, no dia da Cimeira que juntou uma audiência de 627 pessoas: “o papel das lideranças é crucial” e hoje, mais do que nunca, “necessitamos de líderes inteligentes”, de forma a enfrentar “a imprevisibilidades e caos” que tomou conta de uma nova realidade. “É necessária uma enorme capacidade de inovar e transformar positivamente os sistemas organizacionais, a formação das decisões e a forma de fazer as coisas. Do conceito de destruição criativa, estaremos a evoluir para um conceito de inovação disruptiva”, afirmou

A partir de hoje poderá assitir às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt); MEO #165 ou MEO #560.

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs.

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio de Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da Cimeira, e os Hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção.

A “Líder TV” disponibiliza conteúdos como conferências, talks, debates, entrevistas, sempre com qualidade televisiva e acessíveis gratuitamente. A plataforma tem como assinatura “Streaming To Inspire” e permite às organizações e promotores de eventos transmitirem os seus conteúdos com qualidade broadcast, ao vivo ou em diferido, para uma audiência potencial muito alargada, eliminando os constrangimentos e saturação resultantes da utilização de plataformas meramente online.

 

Tenha acesso à galeria de imagens aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

A reinvenção do setor da construção em Portugal

30 Março, 2023 by Denise Calado

“Mudamos vidas juntos” é o podcast da Zome, que, a partir de 12 conversas, dá a conhecer o trabalho realizado por instituições, empresas ou individualidades com forte impacto na vida das pessoas.

No terceiro episódio, já disponível na Líder TV, Patrícia Santos, CEO da Zome, fala com António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais. A reinvenção na área da construção e o impacto do seu processo na sustentabilidade, foram os temas em evidência, para além da requalificação dos RH. Para um setor que representa 12% do PIB do país, esta é uma conversa que se foca na inovação e na sustentabilidade.

 

Assista ao 3º episódio aqui.

Arquivado em:Notícias

A Bíblia das Vendas

29 Março, 2023 by Denise Calado

Nada acontece nos negócios até que alguém venda alguma coisa. Vende para que a fábrica possa produzir as encomendas, para que o produto possa ser entregue, para que os salários dos trabalhadores possam ser pagos e para que o novo sistema informático para o Departamento de Contabilidade possa ser comprado. Para alcançar o sucesso nas vendas, é preciso perceber que não há apenas uma forma de vender — há milhares. Aprenda um pouco com toda a gente, combine o que aprendeu com a sua experiência e adapte tudo à sua personalidade. A partir daí, desenvolva o seu estilo. O clássico bestseller de Jeffrey Gitomer, dá-lhe os métodos e estratégias de venda mais eficazes — todos os dias, em situações de venda no mundo real.

Arquivado em:Leadership, Livros e Revistas

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