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Denise Calado

Metaverso: a curiosidade é unânime entre os consumidores

1 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Uma nova análise revela que 93% dos consumidores têm curiosidade sobre o metaverso e as empresas esperam que esta tecnologia, e as experiências imersivas, venham a ser um importante canal de vendas e de interação entre colaboradores.

O estudo do Capgemini Research Institute, “Total Immersion: How Immersive Experiences and the Metaverse Benefit Customer Experience and Operations” revela ainda que 77% dos consumidores esperam que as experiências imersivas influenciem a interação com as outras pessoas, marcas e serviços.

E cerca de 70% das empresas acredita que estas serão um fator diferenciador fundamental nos seus mercados, particularmente no que diz respeito à experiência do cliente.

Quem já experimentou?

A análise inquiriu 8000 consumidores e 1000 empresas em 12 países. Destes consumidores, três quartos já experimentaram o metaverso, estão a usar atualmente e continuarão a fazê-lo.

O estudo refere que, o verdadeiro “metaverso” descentralizado, baseado em tecnologia blockchain, ainda está em desenvolvimento, mas as empresas já estão a tirar partido das oportunidades de valorização que estas tecnologias oferecem.

Consumidores conscientes do potencial imediato das experiências imersivas 

A análise mostra que os consumidores estão intrigados com as perspetivas oferecidas pelas experiências imersivas e pelo metaverso, e que gostariam de usar o metaverso principalmente como um local para interagirem com a sua família, com os amigos (43%) e até mesmo com os seus colegas (39%).

Relativamente às marcas com as quais os consumidores estariam mais interessados em interagir, os inquiridos revelam que são as dos setores do retalho (78%) e dos produtos de consumo (77%), ou seja, a sua utilização tem como intuito melhorar as suas experiências de compra ou de experimentação de produtos tais como os automóveis, o mobiliário e os dispositivos eletrónicos.

Forte potencial nas experiências destinadas aos trabalhadores 

Algumas empresas já implementaram com sucesso iniciativas imersivas e no metaverso, especialmente para melhorarem os níveis de eficiência operacional, como por exemplo:

  • Visualização virtual das superfícies de venda dos bens de consumo e do retalho, permitindo às empresas conceberem e mobilarem as suas lojas sem que as suas equipas tenham de se deslocarem lá fisicamente;
  • Formação de profissionais de saúde (bem como noutros sectores), permite que os cirurgiões planeiem, ensaiem e levem a cabo os procedimentos com auxílio de auscultadores e dos exames 3D dos pacientes;
  • Testes virtuais e prototipagem no setor automóvel, onde a realidade virtual é utilizada para o design e para as avaliações técnicas. Ao reduzir o número de protótipos a construir, as empresas podem poupar milhões de euros, e assim reduzirem também significativamente os seus custos energéticos.

Empresas não têm uma estratégia de implementação 

Em todos os sectores de atividade, as empresas têm desenvolvido projetos piloto de experiências imersivas e desenvolvimento das tecnologias de realidade aumentada (AR) e de realidade virtual (VR).

Especificamente no sector dos produtos de consumo e no retalho (RCP), algumas empresas estão a testar as tecnologias imersivas como a realidade aumentada na decoração de interiores virtual, na eletrónica e noutros produtos (24%), ou para criarem experiências mais estimulantes para os consumidores (25%).

Segundo o estudo, 66% das empresas têm agora um roteiro de 1 a 2 anos para a implementação de experiências imersivas e 15% desejam ter alguma presença no metaverso dentro de um ano, enquanto 45% acreditam que dentro de três anos a sua utilização estará generalizada.

O estudo também conclui que, para além de existirem fatores externos que dificultam estas iniciativas (falta de maturidade das tecnologias e de infraestruturas de comunicação adequadas, etc.), há desafios internos significativos que as empresas que pretendem fazer a implementação destas tecnologias têm de resolver, nomeadamente a falta de planeamento estratégico.

Para quase 40% das empresas, as iniciativas imersivas ainda são consideradas projetos pontuais e não uma etapa de um processo de aperfeiçoamento contínuo a longo prazo. Quase dois terços (62%) das empresas admitiram que as suas administrações não estão verdadeiramente comprometidas com as iniciativas imersivas e mais de metade (56%) referiu que não têm um plano claro para a sua adoção.

Segurança, privacidade e inclusão

A par da forte curiosidade sobre o metaverso existem as preocupações com a própria tecnologia. Com base na análise de mais de 180.000 conversas nas redes sociais, o estudo concluiu que os consumidores estão muito preocupados com o assédio sexual, a segurança pessoal e com as questões de privacidade.

Se considerarmos o metaverso como uma rede de mundos virtuais, a segurança e os aspetos éticos serão importantes para que se estabeleça o sentido de comunidade. Este aspeto, segundo o estudo, é indispensável para que a sua adoção em massa possa acontecer.

 

Começamos a ver por parte das empresas uma abordagem mais cuidada e variada às experiências imersivas, e mais concretamente em relação ao metaverso. Este estudo, vem corroborar a ideia de que, apesar do interesse dos consumidores e dos investimentos iniciais já levados a cabo pelos principais atores do mercado, é necessário tempo para estudar os verdadeiros desafios envolvidos e que as empresas têm de resolver a nível da ergonomia, da acessibilidade, da segurança e da privacidade. Apesar disto, o metaverso tem um potencial revolucionário, e o nível de curiosidade dos consumidores é elevado com tendência a aumentar. As experiências imersivas (incluindo o metaverso) para casos de uso interno poderão vir a ser ainda mais impactantes para as empresas, pelo menos no curto prazo

Charlton Monsanto, Global Immersive Experiences Offer Leader da Capgemini

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Francisco España é o novo Diretor Executivo de Startups e Nativos Digitais da Microsoft Portugal

1 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Francisco España assume a liderança da Unidade de Sartups e Nativos Digitais da Microsoft Portugal, integrando o Conselho de Administração da organização liderada por Andres Ortolá.

O profissional conta com mais de 16 anos de experiência profissional em áreas como Estratégia, Vendas, Parcerias e Direção-Geral. Foi Diretor-Geral da Defined.ai, onde desempenhou também o cargo de Vice-Presidente de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento de Negócios.

Antes de regressar a Portugal, Francisco España viveu durante cinco anos no Reino Unido e dez anos em Silicon Valley, São Francisco (EUA). Durante esse período, trabalhou mais de uma década na Cisco, onde passou por vários cargos de liderança nas áreas de Produto, Operações e Serviços. Francisco España iniciou a sua carreira profissional como Engenheiro de Software na Microsoft Portugal.

O ecossistema de startups está num ponto de inflexão muito significativo. Desde a captação de investimento, ao talento, modelos operacionais e estratégias de negócio, o mercado está a exigir mudanças e a demonstração de uma forte adaptabilidade. É fundamental identificar as transições do mercado para criar as oportunidades certas para as startups e scaleups. A tecnologia da Microsoft com a sua forte rede de parceiros e clientes, aliado ao facto de Portugal ser um player de referência no cenário internacional de startups faz com que este seja o momento e oportunidade ideal para agarrar este desafio

Francisco España, Diretor Executivo de Startups e Nativos Digitais da Microsoft Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Depois do Diário, Bas von Benda-Beckmann

31 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Como foram os últimos dias dos habitantes do Anexo e qual terá sido o percurso depois da prisão, que Anne Frank não conseguiu contar no seu diário?

Milhões de leitores em todo o mundo já leram O Diário de Anne Frank. Mas o que se sabe sobre o que terá acontecido à sua protagonista e aos restantes clandestinos do Anexo? Através de testemunhos de sobreviventes e amigos, documentos oficiais e outros diários, Bas von Benda‑Beckmann, historiador e investigador da Casa Anne Frank, reconstrói o que terá sucedido a essas oito pessoas depois de terem sido detidas no dia 4 de agosto de 1944.

Em janeiro de 1945, Otto Frank, pai de Anne, foi libertado de Auschwitz pelos soldados russos, e só depois de vários meses é que viria a descobrir que era o único sobrevivente desse grupo de oito pessoas.

Arquivado em:Livros e Revistas

O Rei Traidor, Andrew Lownie

31 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Esta é uma biografia dupla do Duque e da Duquesa de Windsor, após Eduardo VIII ter, a 11 de dezembro de 1936, abdicado à Coroa britânica por amor à norte-americana Wallis Simpson. Andrew Lownie conta os esforços, em particular de Winston Churchill, para impedir a publicação pós-guerra dos documentos alemães apreendidos, que detalhavam as intrigas nazis do antigo monarca britânico. Mas também as razões pelas quais tentou, enquanto governador das Bahamas, arquivar a investigação sobre o assassinato do seu amigo íntimo Harry Oakes, em 1943; e a extensão total da disputa com a família real britânica, baseada nas traições que remontam à falta de clareza sobre a sua verdadeira situação financeira na altura da abdicação.  

“O Rei Traidor” relata a história de um casal obcecado pelo seu estatuto, beneficiando financeiramente da sua posição, enquanto se retrata como vítima através da manipulação dos meios de comunicação social.

Arquivado em:Livros e Revistas

E se a compra de uma escova de dentes influenciar a de uns ténis de corrida?

31 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Vale a pena refletir quem é a concorrência quando falamos de ecommerce hoje. Rui Pedro Silva é atualmente Global Vice-President Omnichannel Tech da marca Adidas onde lidera equipas a uma escala mundial, diretamente ligadas à jornada de transformação do grupo.

O que é o retalho e o ecommerce numa marca como a Adidas, é este o tema que veio explicar no palco do Building the Future, e a sua perspetiva do que qualquer marca, seja nacional ou global, deve ter em consideração quando pensa na forma como deve criar a sua abordagem ao mercado.

A 5.ª edição do Building The Future debruça-se sobre a Teoria do Caos. Este que é um dos maiores eventos dedicados à transformação digital de Portugal, organizado pela Microsoft e a imatch.

Rui Pedro Silva gosta de simplificar e fala essencialmente do back to basics das marcas. Como devemos pensar uma marca? Para o VP global da Adidas na área do Omnicanal: «Temos de começar pelo que realmente importa: marca, marketplace e experiência. E tudo o resto acaba por se adaptar a estes três pilares. Na marca: lembrar e relembrar os consumidores porque gostaram de nós desde a primeira instância. No marketplace: encontrarmo-nos com os consumidores onde eles querem e não definir onde devem comprar. E isto é muito importante. E, por último, a experiência, que é algo muito mais complexo do que ter uma app».

Back to basics das marcas

Rui Pedro Silva é um fã incondicional de desporto e por consequência da Adidas, que ambiciona ser a “melhor empresa de desporto do mundo”. «Trabalho para a Adidas que é só a minha marca de eleição. O desafio que se coloca às empresas que querem vender pela via da marca é esta questão: o que significa a marca? O que queremos que os clientes identifiquem na marca? Magoa-me quando alguém usa um boné da Nike, uma t-shirt da Adidas e uns ténis da Puma. Não faz sentido. Porque nós, enquanto marcas, representamos coisas diferentes», ressalva.

Munindo-se de um dos slogans da Adidas: “Through sport we have the power to change lives” conta uma história. «A minha mãe, que trabalha num hospital e passa o dia inteiro de pé, sempre teve problemas nos joelhos e pés e sempre trabalhou com sapatos flat. E toda a gente sabe, que isso não é bom para as articulações. De há uns anos para cá, convencia-a a usar uns ténis da Adidas especiais para quem caminha muito. Não é só a Adidas que tem, mas é isto que significa: mudar vidas através do desporto. Porque aplicamos tecnologia utilizada em alta performance para qualquer pessoa no seu dia a dia».

Outro dos slogans da marca “Impossible is nothing”, relembra-o uma frase do recordista mundial dos 200 metros, que é também atleta da Adidas: “Antes de alcançar o recorde mundial, já me estava a preparar para o que vinha a seguir”. «Ou seja, já sabia que ia atingir o recorde, o desafio e a preparação devem ser permanentes. Quem tem marcas, deve ser este o principal pensamento. Lembrar às pessoas porque é que gostaram de nós no início. A marca que eles gostaram deve ser a marca que devem gostar». E reforça: «este “Impossible é nothing” é nunca descansar à sombra da bananeira».

Ainda neste ponto, chama a atenção para a importância de iniciativas que se relacionem com a marca. No caso da Adidas dá o exemplo da “Run for the Oceans”. «Sete em cada 10 dos ténis que fazemos são com base no plástico dos oceanos. Arranjem formas de demostrar aos consumidores que é mais do que fazer um produto, é ter um propósito no qual verdadeiramente acreditam».

O próximo pilar é o do marketplace. O CEO da Adidas diz muitas vezes: “Devemos encontrar o consumidor onde eles desejam ser encontrados”. «Muitas vezes falamos do B2C, tem tudo de ser digital, como se fosse o único canal que existe. Não é verdade! Se quero comprar uns ténis para correr numa maratona, vou à loja, porque quero experimentar. Se a Adidas não me der a loja, não me está a conhecer enquanto consumidor. Temos de ser capazes de nos adaptar às escolhas dos consumidores. E isto tanto pode ser nos seus próprios canais, no social commerce, nas redes sociais, nas lojas, mas também pode ser nos marketplaces, nos franchises. Temos de oferecer relacionamento, em especial quando se age a uma escala global».

E chama a atenção para o facto do COVID ter criado falsas perceções, ainda que tenha acelerado a tecnologia. Já que o Mundo passou a ser digital e as lojas deixaram de existir, há a sensação de que quem compra em loja é quem não percebe do digital e é um iletrado, mas isto é um completo absurdo. A loja é fundamental», assevera.

E, por fim: a experiência. «Esta é a parte mais complexa de ser discutida. Trabalho em Omnicanal e quando falamos em experiência falamos do UI/UX de uma aplicação e costumo dizer que se tivermos a melhor app do Mundo, mas se o cliente nunca receber a caixa, nunca experimenta os ténis. Ou seja, a experiência está na app ou em receber a caixa e calçar os ténis? Para mim é receber a caixa, o resto é para suportar esse último momento. Não se esqueçam, o canal digital permite chegar à experiência. Corremos o risco de ter uma ótima app, mas se temos um marketplace que não funciona não vale a pena… Quem tiver a comprar uma escova de dentes na Amazon que é entregue na mesma tarde, e se for ao site da Adidas e os ténis forem entregues dentro de três dias… Não vai ficar satisfeito, achar que uns ténis versus umas escovas de dentes são diferentes, não são. A minha pergunta é por que razão a Adidas entrega só depois de três dias? Mas três dias não é tão mau, ou vão à loja», garante, provocando uma gargalhada da plateia.

Rui Pedro Silva, nasceu na pequena vila de Fão, em Esposende, e é também o autor do livro Pensa Digital, Mas Não Compliques. No final partilhou a mensagem: «Se incluírem estes três pilares vão pensar digital, sem o complicarem».

 

Por TitiAna Amorim Barroso

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

O primeiro fuel do mundo 100% sustentável é português

31 Janeiro, 2023 by Denise Calado

O primeiro combustível do mundo 100% sustentável é produzido em Portugal, mais precisamente no estuário do Sado, junto aos estaleiros navais. A Eco-Oil é a empresa produtora do Eco-Green Power que em agosto de 2022 recebeu o certificado de garantia de redução de emissões de CO2 em 99,75%.

A proporção é simples: por cada tonelada de fuel “limpo” que vai para o mercado, é menos uma tonelada de combustível fóssil que se usa. Em conversa com a Líder, Nuno Matos, Director geral da PME portuguesa, dá-nos a conhecer a empresa e como se produz esta energia limpa, com pressupostos assentes na Economia Circular.

Como surgiu a Eco-Oil – Tratamento de Águas Contaminadas?

A Eco-Oil nasceu em 2001, no escopo do tratamento de águas contaminadas, e pela mudança do estaleiro de reparação naval da Lisnave, de Lisboa para Setúbal. Somos uma pequena PME, com 21 trabalhadores. Por se tratarem de resíduos muito perigosos, o processo é totalmente automatizado, e a estrutura é, por isso, reduzida. Apostamos muito da automatização e na formação de quadros especializados.

 

Em que consiste a vossa atividade?

Nas nossas instalações recebemos e tratamos as águas com hidrocarbonetos, provenientes dos navios que vão reparar e que não podem ter no seu interior resíduos inflamáveis ou explosivos. Dessa matéria, 85% é água e 15 % são hidrocarbonetos.

A água, depois de tratada, devolvemos ao mar e a prova que a nossa atividade, altamente regulamentada, não perturba o meio ambiente é a comunidade de golfinhos do Sado que nos visita e aqui vem em busca do choco para se alimentarem.

Como se chegou à produção do fuel Eco-Green Power?

Em 2012, os hidrocarbonetos foram considerados um produto, e não um resíduo o que fez abrir um mercado em concorrência direta com o fuel que vem das refinarias. Percebemos esse potencial e a oportunidade de desenvolvimento tecnológico desse resíduo. Com um investimento grande, em colaboração com a Academia, aumentamos a qualidade do combustível, com novas aplicações, e daí criamos, em 2019, o Eco-Green Power. É um combustível que substitui integralmente o que sai de uma refinaria, ou seja, por cada tonelada que introduzimos no mercado, evitamos uma tonelada de combustível fóssil.

Com esta marca, identificamos oportunidades no âmbito da descarbonização e dos pressupostos da Economia Circular (EC), e percebemos a necessidade da certificação deste combustível como sustentável. E assim, em agosto de 2022, fomos o primeiro a ter a designação de sustentável e a classificação do ISCC (International Sustainability and Carbon Certification).

Quais as vantagens deste tipo de combustível?

Há diferença do ponto de vida do ciclo de vida de um combustível fóssil. Por ser feito a partir de um resíduo, este fuel não tem pegada de carbono, uma vez que, por definição, os resíduos não têm incorporação de CO2. Quando submetemos a candidatura ao ISCC, o Eco-Green Power foi o primeiro combustível que teve a autorização e garantia de redução de emissões de CO2 em 99,75%. Essa é que é a grande inovação.

Outros irão seguir o que estamos a fazer, mas a Eco-Oil foi a primeira empresa a identificar a oportunidade e a certificar o processo produtivo. Pertencemos à Euroshore, organização europeia de tratamento de resíduos navais, que congrega as principais empresas deste setor, e dentro deste conjunto, somos os únicos a ter marca própria de combustível. Nos outros países, as empresas estão mais preocupadas com a recolha destes resíduos, e esse trabalho continua a ser feito por nós, pois é isso que alimenta o processo.

O que esperam para 2023?

O período de 2022 foi muito disruptivo na área da energia, tal como para todas as empresas, com os aumentos dos custos associados aos consumos. No nosso caso, tivemos um problema grave de acesso à matéria-prima –estes resíduos combustíveis desapareceram do centro da Europa e cerca de 90% do combustível que produzimos é a partir de matéria-prima importada.

Para 2023 esperamos um período mais calmo, com novas oportunidades de importação de resíduos, e um crescimento de cerca de 30% ao nível da produção dos nossos combustíveis assentes na consciência ambiental e transição energética. Este produto abriu portas para novos mercado, com a capacidade de chegar a alguns setores, só é possível por sermos um combustível “limpo”. Somos hoje a solução para algumas indústrias, como o setor têxtil, que ao consumir esta energia está a descarbonizar e a não carregar, ainda mais, a pegada de carbono.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Entrevistas

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