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Denise Calado

Cidades europeias apresentam altos níveis de poluentes no ar

3 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Cerca de 96% das grandes cidades na Europa excedem os níveis de partículas finas de poluição no ar recomendados pela Organização Mundial de Saúde, de acordo com o World Economic Forum. A nível global, cerca de 99% da população respira ar que contém altos níveis de poluentes.

O cenário, porém, irá mudar com o plano de Ação de Poluição Zero da União Europeia que pretende baixar os níveis de poluição no ar para os valores recomendados pela OMS. A legislação tem por objetivo reduzir em 55% as mortes prematuras derivadas da poluição de partículas finas no ar até 2030.

A poluição do ar tira vidas prematuramente 

Respirar ar que contém toxinas representa o maior risco de saúde ambiental na Europa. A exposição à poluição do ar pode causar uma série de doenças que põem em risco vidas, em particular doenças das vias respiratórias e cardiovasculares. As pessoas cada vez mais estão conscientes deste problema, e consideram abandonar as cidades para protegerem a sua saúde.

Doenças cardíacas e derrames são as duas causas mais comuns de morte prematura relacionadas com a poluição do ar.

Em 2020 foram reportadas um total de 230 mil mortes prematuras nos estados-membros da União Europeia relacionadas com a exposição a partículas que excedem as diretrizes da OMS.

No entanto, há sinais de melhorias. Estão já a ser implementadas medidas para reduzir a poluição nas áreas urbanas na Europa, que já estão a dar resultados: notou-se uma redução de 45% nas mortes prematuras atribuíveis à respiração de ar tóxico entre 2005 e 2020.

Além disso, devem ser ainda considerados dois fatores de relevo. Em primeiro lugar, a população europeia é envelhecida, logo mais suscetível à ameaça da poluição do ar. Em segundo, cada vez mais pessoas estão a migrar para as cidades da Europa, aumentando assim o número de pessoas expostas a altas concentrações de poluição.

Limpar o ar – agora

O ar poluído também é prejudicial para o meio ambiente. O ozono instalado ao nível do solo danifica a vegetação e reduz a biodiversidade, por exemplo. Os níveis críticos de ozono foram excedidos em quase três quintos da área florestal total do Espaço Económico Europeu em 2020.

Poluentes como o ozono podem prejudicar as colheitas agrícolas, o que afeta a receita dos agricultores. O ozono ao nível do solo causou quebras na colheita de até 9% em Portugal, na Grécia, Albânia e Chipre em 2019, além de perdas superiores a 5% em 17 países europeus.

Olhando para o trigo como exemplo, as perdas nas culturas europeias devido à poluição do ozono foram maiores na França em 2019, chegando a 350 milhões de euros, seguida de outros grandes produtores de trigo, como a Alemanha e Polónia.

Outros impactos ecológicos provenientes da poluição do ar incluem a acidificação e danos aos ecossistemas, já que a vegetação fica exposta a poluentes como o monóxido de nitrogénio, dióxido de nitrogénio e amónia.

O que está a ser feito para mitigar os danos?

Para combater o problema, a Comissão Europeia propôs a revisão da Diretiva de Qualidade do Ar Ambiente para melhorar a qualidade do ar na Europa.

As novas medidas sugeridas incluem um alinhamento mais rigoroso dos limites de poluição, em linha com os estabelecidos pela OMS, e o reforço dos regulamentos de monitorização da qualidade do ar para promover medidas de prevenção da poluição.

A proposta apoia ainda a consagração do direito ao ar puro na lei. Isso incluiria um fundo para cidadãos com problemas de saúde causados pela poluição do ar poderem reclamar os danos. Além disso, prevê-se ainda penalidades e regras de compensação para aqueles que violarem as salvaguardas da qualidade do ar.

Arquivado em:Clima, Notícias

Livros: fique a par das nossas sugestões na área da Tecnologia

3 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Inteligência Artificial

Nick Polson e James Scott – Vogais

Escrito por dois dos principais cientistas de dados da atualidade, este livro assenta numa premissa simples: se quer compreender o mundo moderno, precisa de conhecer um pouco da linguagem matemática falada pelas máquinas inteligentes. E é isso que se tenta explicar, de uma maneira não convencional, ancorada em histórias e não em equações. Ficará a conhecer um elenco fascinante de personagens históricas que têm muito a ensinar sobre dados, probabilidade e melhor raciocínio.

 

Como investir em NFT

Mike Hager – Editorial Presença

Os NFT são um dos mais recentes e mais apetecíveis fenómenos das novas áreas de investimento, com grande procura em todo o Mundo. Este é o guia mais simples, completo e prático sobre o tema. No início de 2021, Mike Hager entrou no mundo dos NFT, seis meses depois, a sua coleção de obras digitais – ou “carteira” – valia mais de 4 milhões de euros, com um investimento total de cerca de 300 mil euros. Para atingir este objetivo, o autor fez mais de 2 mil horas de pesquisa intensiva. Agora, neste livro, partilha tudo de forma clara e acessível.

 

Doing Agile Right

Rigby, Elk e Berez – Harvard Business Review Press

Os autores enfatizam uma mensagem que convém adotar como mantra: digital não é apenas ou sobretudo sobre tecnologia. Veja-se a tecnologia como uma commodity e olhe-se para a organização como chave da mudança. Este desafio é mais complexo para quem não nasceu digital: como pode uma organização combinar fiabilidade/robustez organizacional e agilidade?

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

Subscreva a Líder AQUI.

 

 

Arquivado em:Livros e Revistas, Notícias

iCapital reforça a equipas com novas contratações para Lisboa

3 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

A iCapital, plataforma fintech global, anunciou que vai expandir a sua equipa de desenvolvimento global com mais de 100 novas contratações.

A equipa com mais de mil pessoas está agora com vagas abertas para engenheiros de software, product managers, e developers de infraestruturas para os escritórios de Lisboa, Nova Iorque e Greenwich.

A iCapital tem confiança no futuro da fintech e em como a tecnologia pode melhorar os resultados para os clientes. Todos os interessados podem encontrar mais informações no website e candidatar-se online.

“Estamos entusiasmados por poder adicionar um número tão grande de pessoas com talento à nossa equipa”, diz Lawrence Calcano, Chairman e CEO da iCapital. “A equipa está dedicada a fornecer tecnologias de ponta e estas novas contratações vão ajudar a continuar a puxar os limites do que é possível na indústria de gestão de riqueza para ajudar os investidores a atingir seus objetivos.”

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Ricardo Conde: «Está destinado o Homem a ser uma espécie interplanetária?»

2 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Hoje vivemos a segunda corrida ao espaço, a Space Race 2.0. Como chegamos até lá, e como se regula a presença do Homem no espaço? Temos de fazer um Tratado de Tordesilhas dos planetas?

Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa (AEP), salienta o que importa perceber: “Está destinado o Homem a ser uma espécie interplanetária? E se sim, de que forma?”.

Por natureza, o Homem tem necessidade de território, de onde extrai os recursos, e quando estes acabam, avança e deixa a sua marca de destruição. Qual será a nossa marca na conquista do espaço e como pode a tecnologia apoiar esse avanço?

A relação do Homem com o Cosmos, as novas oportunidades e as ameaças da conquista espacial, levaram Ricardo Conde ao evento de transformação digital, Building the Future, com a talk: “The challenges to shape the future of space for a sustainable earth”.

O espaço como uma componente de futuro

Para Ricardo Conde, antes de olhar para o espaço, e entender a nossa relatividade entre o Cosmos, é preciso perceber que os problemas da Terra, como a guerra e a recessão, têm origem na relação entre os Homens.

“Como nos preparamos para dar aos nossos filhos uma mensagem de pouca esperança? De que vão viver num mundo escasso, com falta de recursos, como a água e a atmosfera que respiramos?”, para além do problema da nossa extinção, enquanto espécie.  A ação humana está a tocar em “gatilhos” que ameaçam a biodiversidade e nos encaminham para um “colapso”.

O Presidente da AEP convida à reflexão: “Como é do que nada se faz tudo? Qual é o nosso papel no Universo?”. A resposta está em parte na tecnologia mas, primordialmente, na própria Humanidade e na noção de que “somos todos feitos da mesma matéria do que o Cosmos e transportamo-la connosco”.

“Cada célula, cada molécula, cada átomo que nos compõe, temos de o devolver à natureza. Nós fazemos parte da matéria das estrelas”

Novas oportunidades para descobrir a nossa posição no mundo

O consenso é evidente: tem de haver uma nova perspetiva pois somos realmente “irrelevantes no espaço”.  A Terra é a nossa casa, mas 60 anos depois de termos ido à Lua, como vemos o futuro? “A natureza do Homem é definida pela necessidade, e o ímpeto de procurar novos sítios para colonizar, mas também para destruir”, refere.

Há milhões de anos Marte era um planeta azul, tendo havido um processo de transformação. Hoje podemos também estar num caminho de destruição do nosso planeta.

“Ir à Lua é difícil, o homem não está preparado. Fisicamente somos frágeis. Se calhar a nossa conquista far-se-á de uma forma diferente. Não biologicamente, eventualmente como ciber, o homem projetado na realidade virtuall”

A componente digital é, na sua opinião, fundamental, enquanto uma ajuda para perceber o analógico, porque “nós somos analógicos, o Universo é analógico, não há descontinuidades”.

A nova corrida 2.0 – os quatro cenários

Como vai ser a nova conquista do espaço? Será um faroeste? Ricardo Conde chama a atenção para um objetivo cujos propósitos de colonização são talvez os mesmos do século 15, pela busca de novos materiais, mineração, extensão território chegando até às questões de geopolítica e militarização do espaço.

Para tal, é perentório perceber como regulamentamos o Universo.

“Numa terra de ninguém, é necessário, tal como foram nos mares, uma coordenação e cooperação. Como olhamos para a presença na Lua? É first come, first served? Teremos de fazer o Tratado de Tordesilhas da Lua e Marte?”

Novas coisas estão para vir, e é certo que haverá uma maior presença e permanência em órbita, estações internacionais privadas e a parte “nobre” da ciência irá perceber se existem outras vidas.

Ricardo Conde partilha quatro cenários a ter em conta, entre uma “new space economy” com o providenciar de novos serviços, como o 5G omnipresente, o domínio dos Titãs das grandes tecnológicas, desafios regulatórios e a militarização do espaço, que considera “o grande calcanhar de Aquiles”. E acrescenta ainda o acesso, a logística transorbital, os hotéis, deixando a ressalva: “o espaço é caro, não é para todos”.

Uma chamada de atenção para o lixo espacial (“space debris”), em que o Homem está a “criar uma cortina para a exploração”. No final da década, há mais de 100 mil satélites a ser lançados. A necessidade de regulamentação e coordenação faz com que na Europa já se esteja a trabalhar numa política de zero lixo espacial (“zero debris”).

Na sua perspetiva, a tecnologia é um dos aliados para criar a sustentabilidade no espaço, com o recurso a ferramentas como digital twins, cloud computing e computação quântica.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Ciência, Notícias

Geração Z aceita limitações económicas em prol de um futuro melhor

2 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Quase metade da Geração Z está disposta a aceitar limitações económicas de curto prazo para que os responsáveis políticos invistam numa estratégia de longo prazo que promova o crescimento sustentável.

De acordo com o uma pesquisa da Dell Technologies, dos 15 mil participantes, quase dois terços acreditam que a tecnologia irá desempenhar uma papel importante na luta contra a crise climática. Como tal, as três áreas de investimento que querem ver priorizadas pelos governos são as da energia sustentável (42%), economia circular (39%) e sustentabilidade dos transportes públicos (29%).

Estão prontos para fazer o sacrifício, mas têm confiança?

Segundo a análise “Elevating the voice of Gen Z to shape the economies of tomorrow”, a confiança da Geração Z sobre os investimentos do setor público e a prosperidade económica, nos próximos 10 anos, está dividida: 32% dos inquiridos têm baixa ou nenhuma confiança, 38% estão indecisos, e 29% têm alta ou total confiança.

A Singapura e a Coreia do Sul têm as maiores percentagens de entrevistados com confiança alta ou total, enquanto o Japão e o Brasil apresentam o maior número de jovens com baixa ou nenhuma confiança.

Cada vez mais as gerações mais jovens acreditam que a tecnologia poderá vir a mitigar a crise climática, e, como tal, mais de metade da amostra sente que há necessidade de legislação robusta e de um maior investimento em segurança cibernética para proteger as infraestruturas nacionais e garantir que as empresas privadas atendam a padrões rígidos.

Para que isso aconteça, e de forma a aumentar a confiança nos governos, 38% dos entrevistados desejam que os setores público e privado trabalhem juntos e se responsabilizem mutuamente.

Eliminar a exclusão digital

A Geração Z reconhece a importância do desenvolvimento de competências digitais necessárias para as suas futuras carreiras. Para 76% dos entrevistados, a aprendizagem de novas competências é essencial para um alargamento de futuras opções profissionais e planeiam adquiri-las.

De acordo com a força de trabalho mais jovem, a sua educação poderia tê-los preparado melhor nas competências digitais. 44% disse que a escola ensinou apenas as competências básicas de computação e cerca de um em cada dez não recebeu nenhuma educação em tecnologia ou competências digitais.

Para ajudar a preencher a lacuna, 34% sugeriu ampliar e tornar mais interessantes os cursos de tecnologia, 26% acredita que os cursos obrigatórios de tecnologia até aos 16 anos poderão incentivar os jovens a seguir profissões ligadas à tecnologia.

 

“A Geração Z vê a tecnologia como fundamental para a sua prosperidade futura mas cabe-nos a nós – fornecedores líderes de tecnologia, governos e setor público – trabalhar em conjunto para o seu sucesso, melhorando a qualidade e o acesso à aprendizagem digital. À velocidade a que a tecnologia evolui, isso exigirá uma colaboração constante”

Aongus Hegarty, presidente de mercados internacionais da Dell Tecnologies

No que toca às prioridades governamentais nos investimentos para diminuir a exclusão digital, tendo em conta a localização, demografia e grupos socioeconómicos, a Geração Z considera que uma maior acessibilidade dos grupos mais desfavorecidos a dispositivos tecnológicos (33%) e a ampliação da conectividade nas áreas rurais (24%) são as áreas mais importantes a desenvolver.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Como motivar colaboradores quando a promoção não é possível

2 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

A progressão de carreira é um dos principais fatores que os colaboradores têm em consideração quando ponderam mudar de emprego. No entanto, esse processo pode ser demorado devido a longos períodos de feedback, ou por não haver necessidade de um cargo de maior responsabilidade.

A Harvard Business Review ajuda as lideranças a motivar os colaboradores quando as promoções não são possíveis.

Qual o objetivo da promoção? Que fatores a determinam?

Quando colaboradores de alta performance se sentem desmoralizados pelo lento avanço na carreira, as lideranças precisam de desenvolver estratégias provisórias para os ajudar e ir de encontro às suas necessidades subjacentes.

Primeiro, mesmo que um funcionário tenha um desempenho excelente, pode haver certas skills em falta que o impedem de atingir a promoção. Se possível, tente abordar o colaborador e remediar essas lacunas ao ter uma conversa honesta.

Dê tempo ao colaborador para processar o seu feedback sobre as formas que pode melhorar e deixe claro que não há nada de errado com o desejo de ser promovido – muito pelo contrário.

De seguida, comece por refletir o que significa para o colaborador uma promoção. Pode ser uma combinação de vários fatores, nomeadamente:

  • Status do local de trabalho;
  • Status ocupacional;
  • Uma forma pública de recompensa;
  • Um objetivo de arcar mais responsabilidades;
  • Ter mais influência dentro do departamento ou organização;
  • Uma oportunidade para obter um maior impacto em resultados mais amplos;
  • Uma oportunidade para gerir relatórios diretamente;
  • Melhores salários.

Ao definir exatamente o que significa a promoção para determinado funcionário, as lideranças conseguem mais facilmente procurar oportunidades que possam levar a experiências de trabalho relevantes.

Por exemplo, um salário mais alto pode ser o principal motivador para muitos colaboradores. Na medida em que o plano de remuneração da sua organização permitir, considere alocar recompensas monetárias mais significativas para colaboradores de alto desempenho que não foram promovidos.

Considere ainda outros exemplos

Se um colaborador deseja ter mais influência no seu trabalho, pergunte-se como o pode ajudar a ter mais impacto com clientes e stakeholders. Existem reuniões em que o funcionário pode participar para ajudá-lo a aprender o que está na mente dos líderes ou orientar ainda mais na direção de um projeto?

Talvez o seu colaborador queira ter mais reconhecimento público. Existem oportunidades para posicionar o seu trabalho para ser mais visível e celebrado? O colaborador pode candidatar-se ou ser indicado para prémios profissionais ou ter as suas contribuição divulgadas em canais de comunicação públicos?

No entanto, é importante notar que mesmo este tipo de ajudas que potenciam experiências de trabalho que correspondam às suas motivações subjacentes, esses colaboradores não vão esperar indefinidamente por uma promoção.

Por que funciona esta abordagem? 

Ao incentivar os funcionários a falar mais profundamente sobre o que é importante nas suas carreiras, os líderes podem adotar uma abordagem mais ativa para ajudar o funcionário a projetar uma carreira que funcione para eles.

Discutir as motivações subjacentes também pode ajudar os funcionários de alto desempenho sentirem-se ouvidos, quer a progressão de carreira seja uma possibilidade ou não. Assim, as lideranças posicionam-se como parceiros ativos na solução do sucesso na carreira.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

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