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Denise Calado

Foi inaugurada a primeira sala de aula no Metaverso

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Foi inaugurada a primeira sala de aula no Metaverso, a Nova SBE Digital Experience Lab, que juntou cerca de 20 pessoas, entre jornalistas e investigadores, e onde foram partilhados os projetos e temas de investigação para o ano de 2023.

Pedro Oliveira, Dean da Universidade comenta que “este ano, continuamos a fazer crescer a nossa pegada de inovação digital apostando na Inteligência Artificial e, agora, ao fazermos o nosso primeiro evento no Metaverso. Em 2023, certamente, iremos continuar a nossa missão de sermos a escola para um futuro melhor e mais sustentável”.

Projetos de relevo este ano

O ano será marcado por projetos nas áreas das finanças, políticas públicas e liderança.

Alguns destaques:

Crowdfunding Vs. Taxes: Does the Payment Vehicle Influence Wtp for Ecosystem Services Protection?

Este estudo compara os resultados decorrentes da aplicação de um imposto obrigatório com os obtidos por via da contribuição através de uma campanha de crowdfunding.

O objetivo é perceber até que ponto a população portuguesa está disposta a pagar para investir em infraestruturas que protejam zonas vulneráveis à exploração humana e riscos ambientais que lhe são inerentes.

The Effect of Business Training on Manager Skills and SME Performance

Neste estudo, gestores de topo de PMEs em Portugal irão, aleatoriamente, participar em diferentes tipos de intervenções educativas, que vão desde competências de liderança aos conhecimentos técnicos.

Por outro lado, um outro grupo de profissionais será isolado dessa experiência. Posteriormente, serão analisados os resultados com vista a identificar os principais impulsionadores do sucesso empresarial.

Health Spending and Health System Financing

Uma análise à sustentabilidade da despesa pública em saúde, o papel dos seguros privados no financiamento do sistema de saúde, a evolução dos pagamentos em atraso no SNS, entre outros temas. Esta investigação contribui para o apoio à tomada de decisão e análise crítica das políticas públicas no campo da saúde.

Creating Fluid Boundaries for Inclusion: The Role of Higher Education in Making Inclusive Futures 

Uma iniciativa que junta jovens com deficiência em diferentes atividades para os ajudar na preparação para a procura de trabalho. O programa proporciona aos/às alunos/as e jovens com deficiência uma oportunidade para reinventar as fronteiras entre capacidades e incapacidades, ao criar um espaço seguro que gerou uma experiência transformadora.

 

 

Arquivado em:Notícias

Nuno Barboza é o novo CEO da BI4ALL

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Nuno Barboza é o novo Diretor-Executivo (CEO) da BI4ALL e José Oliveira, sócio-fundador e ex-CEO, assume o cargo de Chairman da empresa de serviços de Data Analytics e Inteligência Artificial.

Com uma carreira maioritariamente internacional e mais de 25 anos de experiência em cargos de liderança e estratégia de IT, Nuno Barboza regressou ao país em 2022, após ter deixado o cargo de Vice-Presidente da Johnson & Johnson para a área de estratégia, desenvolvimento e inovação. Nesse ano integrou a BI4ALL com a responsabilidade da expansão comercial e crescimento.

Licenciado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior de Informática e Gestão, seguido de um Diploma em Administração Geral, o profissional tem um certificado em Organizational Design for Digital Transformation, pelo MIT Sloan School of Management.

A ambição que temos para 2023 é a maior de sempre, muito superior à que tivemos para 2022. Por conseguinte, precisamos de nos preparar como empresa para enfrentar as novas oportunidades que nos esperam, tornando-nos numa empresa global. Uma das nossas prioridades passa por reter e contratar os melhores talentos, tanto a nível nacional como internacional, para garantir que nos tornamos uma organização pronta para o futuro. O que nos tornou bem-sucedidos no passado não será suficiente para nos tornar bem-sucedidos no futuro, por isso estamos a preparar todas as áreas da empresa para a nossa trajetória de crescimento

Nuno Barboza, CEO da BI4ALL

 

É fantástico ver o crescimento da BI4ALL ao longo dos nossos 18 anos de história, com tanto sucesso e impacto positivo nos nossos clientes, parceiros e colaboradores em todo o mundo. Ajudamos as empresas a transformar os seus dados em insights acionáveis e, portanto, é com imenso orgulho que destacamos as nossas soluções de Data Analytics e Inteligência Artificial como um verdadeiro catalisador e potenciador do sucesso empresarial”, acrescentando que “nesta nova função de liderança, poderei concentrar-me no crescimento estratégico da empresa e em todos os componentes relevantes associados a isso, enquanto que o Nuno Barboza, a assumir o seu novo papel enquanto CEO, poderá concentrar-se nas operações e na realização dos nossos ambiciosos objetivos empresariais

José Oliveira, Chairman da BI4ALL

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Porque é tão difícil atrair os melhores para a docência?

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Numa breve passagem pelas redes sociais, deparei-me com uma das conhecidas frases de Richard Branson, que afirmava que se tratarmos bem dos nossos empregados, eles tratarão dos seus clientes. Perguntei-me se alguma vez os vários ministros da Educação em funções nas últimas décadas em Portugal terão tido contacto com esta afirmação!

Em Portugal, no ano letivo 2019/2020, encontravam-se em exercício de funções 136591 professores.  No que ao ensino público diz respeito, 19% do total de docentes em exercício de funções não possuía vínculo permanente.  A sua idade média era de 48 anos, sendo que 45% dos mesmos lecionava 20 ou mais horas e apenas 10,2% lecionava menos de 13 horas letivas. Apenas 1971 docentes, correspondentes a 1,4% dos que exerciam funções à data, tinha 30 ou menos anos de idade.

Por conseguinte, estamos perante um conjunto de profissionais visivelmente sobrecarregados, com um volume de trabalho altamente significativo a incidir sobre uma percentagem elevada de professores.

Sendo o professor uma peça fundamental para o desenvolvimento social e económico das sociedades, será fundamental atrair, desenvolver e reter os melhores talentos para o exercício desta função.

Queremos atrair profissionais qualificados e fundamentais para a competitividade do país, quando lhes pagamos em média 1100 euros? Atente-se que em 2019 o salário médio português foi, de acordo com a PORDATA, de 1209 euros por mês. Um quadro superior auferiu em Portugal o salário médio de 2452,20 euros mensais, um quadro médio auferiu em média 1773,90 euros e categorias profissionais como as de encarregados/contramestres auferiram em média 1688,20 euros mensais.

Analise-se a questão do ambiente de trabalho dos professores. Quando só há cerca de um ano e meio é que foi distribuído aos docentes um equipamento tão essencial como um computador portátil e acesso à Internet, como é que se garantiu até agora algo fundamental para o exercício da profissão a não ser por carolice e gastos pessoais por parte dos professores? Quando se chega à sala de professores e a mesma está cheia de pessoas a desenvolver o seu trabalho, num espaço que por vezes até coincide com o do bar, pergunta-se desde logo que ambiente possuem os docentes para desenvolver o seu trabalho com a qualidade necessária e desejável?

Analisem-se as reais possibilidades de progressão profissional dos professores. Assim, se para se chegar ao 4º escalão são necessários 16 anos (quatro anos por escalão, de acordo com o Estatuto da Carreira Docente).  A ascensão ao 5º escalão pressupõe a congregação de um número significativo de critérios, nem sempre claros nem muito menos corretamente aplicados, assim como uma quantidade manifestamente limitada de vagas. A pergunta que se impõe é: qual é a real possibilidade de um professor atingir o topo da carreira?

Impõe-se o desenho de uma verdadeira estratégia para este setor, que tão mal investe no verdadeiro recurso que é a classe docente!

Uma estratégia que inclua o que hoje se designa por “Employer Branding”! Que valorize verdadeiramente os seus profissionais e os vincule ao fim de quatro-cinco anos de carreira! Que lhes proporcione um horário adequado ao verdadeiro trabalho de qualidade com os alunos e os liberte de pelo menos parte da componente administrativa! Que lhes proporcione a força e qualificação necessárias à gestão da sala de aula, antes e depois das referidas aulas.

O Professor é fundamental para as sociedades que se querem viáveis! Se achamos que a Formação é cara, não queiramos experimentar o custo da ignorância!!

Arquivado em:Opinião

A sociedade do espetáculo

6 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Tendo estado uns dias fora do país, no regresso encontrei Portugal concentrado em dois palcos: o das JMJ e o de Keyla Brasil, nova celebridade transgénero. Creio que quando Debord ou Vargas Llosa falaram de uma sociedade do espetáculo não pretendiam ser tão literais. Em Portugal às vezes parecemos levar as coisas demasiado à letra.

 

Entretanto porque the show must go on, já havia outro número: o prémio da presidente da TAP, algo como dois milhões. Num país pobre, o dinheiro que os outros ganham é sempre um problema, mas a onda de indignação parece confirmar que passámos a viver destes números (no duplo sentido da palavra): cada escândalo parece ser cuidadosamente alimentado para distrair as atenções do anterior. E assim, caso após caso, se vai criando espaço para os populistas redentores. Quando estes chegarem ao governo vai ser, como é óbvio, um novo escândalo que, todavia, ninguém viu chegar.

 

O prémio da presidente da TAP só seria um escândalo em países como Portugal: que é indecoroso, que a empresa está a despedir pessoas, que recebeu ajudas do governo. Tudo certo. Mas quem quereria ser presidente de uma empresa nas condições da TAP com salário de função pública? Talvez alguém com grande desapego material, um assolapado amor à pátria, um traço masoquista e nenhum currículo. Ao mesmo tempo que o escândalo era comentado, fechava o mercado de inverno no futebol com os milhões a jorrar: 30, 50, 120. Mas nesse caso tudo bem: jogar à bola é certamente mais merecedor de recompensa que ajudar a alcançar os objetivos da TAP. Limitação minha, por certo, mas eu é que não alcanço.

 

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Que desafios económicos enfrenta Lula da Silva?

6 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva herdou uma economia que acabara de passar por profundas reformas. Lula governou com competência, mas as condições macroeconómicas favoreceram-no: uma demanda crescente pelas exportações de comodidades do Brasil, baixas taxas de juros globais e o dólar em queda, explica o The Economist.

Deixou o cargo em 2010, tendo presidido um crescimento médio anual de 4,5%, um aumento de 50% de salários médios brasileiros e uma forte queda no desemprego, pobreza e dívida pública.

E agora?

No entanto, durante a campanha eleitoral do ano passado, poucos pensaram que a segunda passagem de Lula pela presidência seria tão afortunada. Herda agora uma economia pouco mais rica do que aquela que legou à sua sucessora, Dilma Rousseff.

Com Dilma, o país mergulhou numa profunda recessão; o seu impeachment devido a um escândalo de corrupção manchou o Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula. A economia ainda carrega as cicatrizes da pandemia, que matou quase 1 milhão de brasileiros e derrubou 4% do PIB.

A dívida bruta do governo agora está em 88% do PIB – um nível impressionante para um mercado emergente com um histórico de crises macroeconómicas – enquanto a inflação está bem acima da meta do banco central.

Agora, mãos à obra

Agora Lula da Silva assume as rédeas de um país que sofreu sérios danos ao meio ambiente e às instituições democráticas sob o governo de Jair Bolsonaro, cujos apoiantes invadiram edifícios do governo na capital, Brasília, no início de janeiro.

O Brasil precisa urgentemente de investimentos em infraestrutura, além de gastos com educação para capacitar trabalhadores brasileiros para melhores empregos e compensar as aprendizagens perdidas durante a pandemia.

A floresta da Amazónia, cuja saúde depende de esforços para fortalecer e fazer cumprir as regras contra a desflorestação, exigirá mais gastos.

Os níveis de pobreza dispararam durante a pandemia, depois de terem caído durante grande parte da década de 2010.

Promulgar políticas para atender a essas necessidades significa não apenas manter a unidade na coligação do Congresso liderada pelo PT, mas também dominar a difícil aritmética orçamentária.

Mas nem tudo são más notícias

Este ano parecia destinado a ser difícil para grande parte da economia global, já que muitos países aumentaram as taxas de juros para combater a alta inflação, e a economia da China continuou a vacilar sob o colapso do mercado imobiliário.

Mesmo recentemente, muitos economistas alertavam que uma recessão global poderia estar a chegar. A combinação de um fraco crescimento global, da queda dos preços dos produtos e o aumento das taxas de juros pode facilmente levar o Brasil à crise.

Em grande parte do mundo, as taxas de inflação estão a cair, muitas vezes mais rápido do que o previsto alguns meses atrás. A economia global também parece mais resiliente. Nem a América nem a Europa estão em recessão ainda e, embora o crescimento económico da China em 2022 tenha descido em apenas 3%, o fim da política de zero-covid e de restrições ao investimento no mercado imobiliário pode pressagiar uma recuperação.

Os altos preços do petróleo, da soja e de outras exportações brasileiras ajudam a explicar o crescimento nos últimos dois anos: o PIB aumentou quase 5% em 2021 e quase 3% em 2022.

Os preços das comodidades caíram dos picos alcançados nos meses após a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas permanecem bem acima dos níveis pré-pandémicos. Os preços altos também podem persistir, se a demanda global aumentar, enquanto as interrupções na oferta – causadas por guerras, alterações climáticas e uma fratura no sistema comercial global – continuam.

O Brasil está bem posicionado para beneficiar destas condições: além de petróleo e soja, o país tem ajudado a preencher o déficit causado pela redução das exportações de milho da Ucrânia, tornando-se um dos principais exportadores mundiais.

Arquivado em:Economia, Notícias

Rita Lago (Fidelidade): «A tecnologia teve um efeito polarizador, aumentando a solidão»

6 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Não há dúvida de que a tecnologia é um dos aceleradores do mundo corporativo. Mas trouxe também impactos negativos, em especial nas pessoas.

Rita Lago, Direção de Pessoas e Organização da Fidelidade, explica esta polarização da transformação digital.

Metapeople: How to deal with it? Os líderes devem prosseguir a sua caminhada tecnológica e digital, mas devem estar atentos a esta realidade que pode comprometer a saúde mental e a estabilidade dos recursos humanos das organizações. Onde estão as fronteiras que não devem ser ultrapassadas? Como defini-las e pô-las em prática? Como diagnosticar e ajudar quem precisa ou seremos já todos MetaPeople?

Rita Lago responde:

«A transformação tecnológica trouxe inúmeros benefícios que impactam positivamente as organizações. Mas este crescendo tecnológico também está a mudar a forma como as pessoas se relacionam, comunicam e até se valorizam.

Em muitos casos a tecnologia teve um efeito polarizador, aumentando a solidão, apesar de ter encurtado distâncias, criou um falso sentido de pertença e proximidade. Em muitas instâncias, a tecnologia eliminou o contacto humano nas organizações, transformando o que eram momentos informais, conversas de café e troca de olhares, por conversas telegráficas em messaging systems e reuniões virtuais onde todos podem marcar presença sem ninguém na realidade estar lá fisicamente. No fundo, uma caminhada crescente para presenças exclusivamente digitais.

Contudo, por detrás de uma pessoa com uma presença digital, ainda está sempre um ser humano, e é esse ser humano que tem desafios, histórias, dificuldades e emoções.

O papel do líder é, por isso, crucial e passa por perceber e compreender as suas pessoas, pois, muitas vezes, a sua versão digital é diferente da realidade. A empatia, a escuta ativa e a atenção, como por exemplo estar atento a expressões faciais e de postura, são uma ferramenta essencial para ver a pessoa por trás da tecnologia e perceber como é que realmente se sente».

Por TitiAna Amorim Barroso

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder.

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