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Denise Calado

Como preparar as suas equipas para a economia verde

8 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

A Organização Internacional do Trabalho prevê que até 2023, 24 milhões de empregos poderão vir a ser criados como resultado da economia verde. Para que a transição verde ocorra, são necessárias competências certas para que as organizações atinjam os seus objetivos.

A empresa de RH e recrutamento, Hays, deixa algumas pistas sobre como os líderes empresariais devem preparar as suas equipas para a economia verde e os processos-chave a considerar.

Desenvolvimento de competências ecológicas dos trabalhadoresx

Com o green skills gap a aumentar, à medida que a procura destas competências ultrapassa a oferta, as organizações precisam de aumentar ativamente as competências para desenvolver o conhecimento e a compreensão da sustentabilidade dos seus colaboradores.

Segundo o estudo “Learning Mindset Report 2022”, desenvolvido pela Hays e pela Go1, 83% dos trabalhadores estão disponíveis para aprender novas competências. Contudo, apenas 48% dos trabalhadores acreditam que os recursos de aprendizagem à sua disposição se adequavam às suas necessidades.

Investimento no upskilling das equipas 

Se uma organização não cumprir os seus compromissos de Responsabilidade Social, poderá perder credibilidade entre os seus stakeholders, incluindo consumidores, clientes, investidores e potenciais colaboradores. Algo que poderia também ter um efeito na atração de talento, bem como na sua retenção.

De acordo com um documento da Deloitte, 48% dos Gen Z e 43% dos Millennials afirmam que estão a exercer pressão sobre os seus empregadores para que tomem medidas sobre as alterações climáticas. No entanto, apenas 18% e 16%, respetivamente, concordam fortemente que as suas organizações estão a levá-lo a sério.

Torna-se por isso relevante as organizações considerarem uma Employee Value Proposition, já que os recursos de aprendizagem e um compromisso verde apelam a grande parte dos seus colaboradores.

Preparação das equipas para a economia verde

A sustentabilidade terá impacto na maioria dos papéis a desempenhar no futuro, tal como a tecnologia já tem. Os líderes empresariais devem assegurar-se de que continuam a desenvolver as competências dos seus colaboradores, juntamente com o seu negócio.

As organizações devem basear-se nos conhecimentos e experiência pré-existentes no seio da empresa e alavancar isto para aumentar o nível de qualificação tanto do profissional como do empregador. No entanto, o desenvolvimento das competências de uma equipa só irá longe se uma organização estiver empenhada.

A realidade é que a transição para uma economia verde já começou e as organizações que não mudarem a sua abordagem serão deixadas para trás. A formação de funcionários com competências verdes, bem como a contratação de candidatos com capacidade para aprender, é agora uma obrigação. Não só o ajudará a atrair e reter talentos apaixonados pela sustentabilidade, como também beneficiará o seu negócio. Ter um compromisso autêntico também ajudará a atrair os melhores talentos, mas é importante encontrar as pessoas certas. Incorporar o “pensamento verde” na sua estratégia de recrutamento, considerando as competências verdes e uma forte mentalidade de aprendizagem ao contratar. Não pode razoavelmente esperar que os seus candidatos já possuam competências, mas uma capacidade de aprendizagem é importante

Fiona Place, Head of Sustainability da Hays

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Miguel Lourenço é o novo Head of Marketing and Communications da Nextbitt

8 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Miguel Lourenço é o novo Head of Marketing and Communications da empresa de gestão e otimização de ativos físicos e sustentabilidade, Nextbitt.

No seu percurso profissional, conta com mais de 20 anos de experiência nas áreas de Marketing e Comunicação, em que exerceu as funções de diretor do canal digital do WiZink Bank, foi responsável pela estratégia de comunicação digital do MEO e também trabalhou em Publicidade, no departamento de Planeamento Estratégico da agência Leo Burnett.

Miguel Lourenço é formado em Comunicação pela Universidade Católica Portuguesa e pós-graduado em Gestão de Marketing pelo ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa.

Estou muito entusiasmado com a oportunidade de contribuir para o crescimento de uma empresa portuguesa, inovadora em áreas de atuação tão relevantes para grandes empresas, como a gestão de ativos e a sustentabilidade. Este desafio é particularmente aliciante tendo em conta o forte investimento da Nextbitt numa estratégia sustentada de internacionalização, na qual o papel da área de Marketing e Comunicação é fundamental para tornar a marca numa referência a nível mundial

Miguel Lourenço, Head of Marketing and Communications

Como definimos no final de 2022, na Nextbitt, queremos divulgar a importância de existir uma cultura muito orientada para os talentos, com uma forte aposta em jovens talentosos, mas também em profissionais com grande expressividade no mercado. Neste sentido, consideramos que Miguel Lourenço, devido a toda a sua experiência e conhecimento, é a pessoa indicada para liderar a área de Marketing para o futuro

Miguel Salgueiro, Founder & Partner da Nextbitt

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Quem vê máscaras não vê caras

8 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

Se queremos selecionar lideranças ambiciosas, autoconfiantes, socialmente persuasivas, perseverantes, focadas em resultados, motivadas para liderar, decididas e empenhadas – que critérios de seleção devemos usar? A resposta é óbvia: avaliar se o/as candidato/as detêm essas competências. Infelizmente, a resposta é óbvia – mas incompleta e potencialmente perigosa. Muitas lideranças que infernizam a vida das pessoas e destroem as organizações são dotadas desses predicados. O perigo não advém dessas competências – antes resulta do facto de elas serem também detidas por pessoas perigosas.

Integro uma equipa de investigadores que recentemente analisou os efeitos perversos da tríade sombria (“dark triad”). Aqui partilho uma curta parcela daquilo que descobrimos. O tema é complexo e não compagina com abordagens simplistas e lineares. Mesmo assim, arrisco estes comentários. A tríade é uma constelação que abarca elevados níveis de narcisismo, maquiavelismo e psicopatia. As pessoas muito narcisistas estão insufladas de um forte sentido de autoimportância e superioridade. Atribuem-se abundantes direitos – e imputam numerosos deveres aos outros. Autopromovem-se sem pudor. Alardeiam os seus feitos, reais ou inventados. Não se inibem de apregoar, até, a sua pretensa humildade. Buscam permanentemente atenção. Detestam ser contrariadas e reagem agressivamente quando são alvo de crítica ou discordância. As pessoas maquiavélicas são cínicas, desconfiam profundamente da natureza humana, são calculistas e não hesitam em adulterar a verdade (sobretudo se sentirem que não serão apanhadas) para alcançarem os seus objetivos. São frias e mestres da manipulação. Finalmente, os indivíduos psicopatas (embora sem patologia clínica) são impulsivos, desprovidos de empatia, e não experienciam qualquer remorso pelo dano que causam. Em casos extremos, podem mesmo obter prazer perante o sofrimento dos outros.

Sendo cada vértice da tríade algo assustadora, podemos imaginar quão distópica é a junção dos três. A investigação é bastante clara: lideranças que padecem da tríade são profundamente egoístas, insensíveis e manipuladoras. Destroem o capital social das equipas e organizações. Exploram as pessoas em posições de maior fragilidade. Podem bajular as suas próprias chefias – ao mesmo tempo que esperam conduta servil do/as liderado/as. Envolvem-se em atos fraudulentos que podem redundar, mais cedo ou mais tarde, em escândalo e destruição da reputação da organização.

O que torna estas pessoas ainda mais perigosas é a capacidade de sedução, o que lhes permite instrumentalizar as suas “presas” – até não mais delas precisarem e as abandonarem à sua sorte. No curto prazo, o instinto manipulador/sedutor pode conduzir a bons resultados. Dado que os processos de seleção têm uma duração bastante limitada no tempo, estas pessoas são exímias na capacidade de veicular a imagem que mais lhes convém. E esse retrato inclui as competências virtuosas que menciono na abertura deste texto. É esta natureza bipolar que, frequentemente, conduz as vítimas à estupefação – quando se dão conta de que caíram no ardil.

As lideranças mais perversas, na vida empresarial e na política, podem ser dotadas de um rol de boas qualidades que escondem motivações danosas. Portanto, se queremos melhorar os processos de seleção de líderes e escapar ao sofrimento e destruição que algumas lideranças geram, não devemos bastar-nos com a avaliação do lado solar do/s candidato/as. Importa que também nos foquemos no seu potencial lado sombrio. Daí decorre a necessidade de enveredar por processos de seleção mais longos, de modo a aumentar as probabilidades de encontrar indicadores do lado perverso. Colocar o/as candidato/as em interação com pessoas de diferentes níveis da hierarquia pode ser igualmente instrutivo – pois os indivíduos detentores da tríade sombria são camaleónicos: atuam com as pessoas em função do valor instrumental das mesmas para os seus (deles) objetivos. Finalmente: é crucial ser cauto com instrumentos de medida da personalidade assentes na auto-descrição. As pessoas caraterizadas pela tríade sombria são exímias no jogo da dissimulação. Chegam ao topo por via deste jogo. E, quando se lhes descobre o pendor sombrio – já é tarde.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Problemas de saúde psicológica no trabalho custam 5,3 mil milhões

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

O stresse e os problemas de saúde psicológica custaram 5,3 mil milhões de euros às empresas portuguesas em 2022, o que representa um aumento de mais de 60% nos últimos dois anos. O valor é equivalente ao gasto pelo governo em medidas para mitigar os impactos da pandemia, no ano de 2021.

A conclusão é de um relatório da Ordem dos Psicólogos Portugueses divulgado recentemente.

Custos do stresse e dos problemas de saúde psicológica no trabalho 

De acordo com o documento “Prosperidade e Sustentabilidade das Organizações – Relatório do Custo do Stresse e dos Problemas de Saúde Psicológica no Trabalho”, elaborado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), o absentismo custou 1,8 mil milhões de euros em 2022 às empresas em Portugal.

Já o presentismo (quando os trabalhadores vão para o seu local de emprego, mas funcionam abaixo das suas capacidades por motivo) teve um custo de 3,5 mil milhões de euros, registando-se assim uma perda total de produtividade de 5,3 mil milhões por ano (o equivalente ao que o governo português gastou em 2021 em medidas para mitigar os impactos da pandemia COVID-19).

 

Em dias, estima-se que os trabalhadores faltem 7,4 dias por ano devido ao stress e aos problemas de saúde psicológica e que o presentismo seja ainda mais representativo, podendo chegar aos 15,8 dias por ano. Números que subiram em relação a 2020.

Este cálculo, realizado pela OPP, refere-se apenas a custos indiretos do stress e problemas de saúde psicológica no trabalho, como os que envolvem a perda de produtividade (absentismo, presentismo, rotatividade e erros/acidentes). Não estão aqui representados custos diretos, como os gastos com serviços de saúde, pagamento de seguros, problemas legais ou pagamento de multas e compensações.

 

Os retornos de investir em Saúde Psicológica 

Um recente relatório sobre os benefícios económicos do investimento em Saúde Psicológica (McDaid e A-La Park (2022)) reporta que o retorno sobre o investimento em Saúde Psicológica é de 5€ por cada 1€ investido.

Estudo completo aqui.

Arquivado em:Notícias, Saúde, Trabalho

Inteligência Artificial alerta para aquecimento global de 2ºC

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

O planeta está prestes a ultrapassar um limite climático crítico, de acordo com um novo estudo da Universidade de Stanford, o que significa que o tempo está a esgotar-se para poupar o mundo dos efeitos mais catastróficos do aquecimento global, partilha o The Guardian.

Um cenário preocupante

Usando inteligência artificial para prever cronogramas de aquecimento, os investigadores de Stanford e da Universidade Estadual do Colorado averiguaram que 1,5°C de aquecimento acima dos níveis industriais provavelmente será ultrapassado na próxima década.

“Data-driven predictions of the time remaining until critical global warming thresholds are reached”, o estudo em questão, conclui também que a Terra pode aquecer mais de 2°C, o que os cientistas internacionais identificaram como um ponto de inflexão (ou de não retorno), com 50% de hipóteses de que o marco seja alcançado já em meados do século.

“Temos evidências muito claras do impacto em diferentes ecossistemas do aumento de 1°C de aquecimento global que já aconteceu”, disse o cientista climático da Universidade de Stanford, Noah Diffenbaugh.

“Este novo estudo, usando um novo método, aumenta a evidência de que certamente enfrentaremos alterações climáticas contínuas que intensificam os impactos que já estamos a sentir”

Utilizando uma rede neural, ou um tipo de Inteligência Artificial (IA) que reconhece relações em vastos conjuntos de dados, os cientistas treinaram o sistema para analisar uma ampla gama de simulações de modelos climáticos globais e, de seguida, pediram que determinasse cronogramas para determinados limites de temperatura.

O modelo encontrou uma hipótese de quase 70% de que o limite de dois graus seja ultrapassado entre 2044 e 2065, mesmo que as emissões diminuam rapidamente.

Para verificar a previsão da IA, inseriram também medições históricas e pediram ao sistema para avaliar os níveis atuais de aquecimento já observados.

Usando dados de 1980 a 2021, a IA passou no teste, observando corretamente o aquecimento de 1,1°C alcançado até 2022 e os padrões e ritmo observados nas últimas décadas.

Acordo de Paris mais distante

As duas referências de temperatura, definidas como pontos de crise pelo Acordo de Paris das Nações Unidas, produzem resultados muito diferentes em todo o mundo.

O pacto histórico, assinado por quase 200 países, prometeu manter o aquecimento do planeta bem abaixo de dois graus Celsius, e reconheceu que atingir 1,5°C “reduziria significativamente os riscos e impactos das mudanças climáticas”.

Meio grau de aquecimento pode não parecer muito, mas o aumento dos impactos é exponencial, intensificando uma vasta escala de consequências para os ecossistemas em todo o mundo e para as pessoas, plantas e animais que dependem deles.

Apenas uma fração de um grau de aquecimento aumentaria em dez vezes o número de verões sem gelo no Ártico, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), um consórcio global de cientistas fundado para avaliar a ciência das alterações climáticas para a ONU.

A diferença entre 1,5ºC e 2ºC também resulta em duas vezes mais perda de habitat para plantas e três vezes mais para insetos.

Riscos crescentes

As alterações também vão alimentar um perigoso aumento de desastres naturais. Um mundo mais quente trará secas e dilúvios e produzirá mais incêndios e inundações.

Ondas de calor vão tornar-se mais severas e comuns, ocorrendo 5,6 vezes mais frequentemente se alcançarmos os 2ºC, de acordo com o IPCC, com cerca de mil milhões de pessoas a enfrentar um junção fatal de humidade e calor.

Para muitos países em desenvolvimento – incluindo pequenas nações insulares na linha de frente da crise climática – a diferença entre os dois é existencial. Algumas regiões esquentam mais rápido do que outras e os efeitos do aquecimento global não se desdobrarão igualmente.

As descobertas não devem ser vistas como uma indicação de que o mundo falhou em enfrentar o este momento, enfatiza Diffenbaugh. Em vez disso, espera que o trabalho sirva para motivar e não para desanimar. Ainda há tempo para evitar uma escalada ainda maior nos efeitos catastróficos – mas não muito.

“Gerir esses riscos de forma eficaz exigirá mitigação e adaptação de gases de efeito estufa”, disse ele. “Não estamos ainda adaptados ao aquecimento global que já aconteceu, e certamente não estamos adaptados a mais aquecimento global no futuro.”

Arquivado em:Clima, Notícias

E se acordar com o barulho das bombas em vez de o despertador?

7 Fevereiro, 2023 by Denise Calado

“50 segundos no meio de um conflito” é o nome da nova campanha de sensibilização realizada pelo parceiro nacional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a acontecer nas ruas de várias cidades do país.

Hoje, é um dia como tantos outros: o despertador toca, levantamo-nos, vamos trabalhar, ou tratar de assuntos pessoais ou pendentes, caso seja dia de folga. Mas e se a nossa normalidade fosse interrompida por uma série de sons frenéticos e desconcertantes de sirenes, bombas e, ao fundo, a voz desesperada de uma mãe que tenta proteger-se a si e ao seu filho?

Durante esta experiência sensorial a pessoa abordada pelas equipas da Portugal com ACNUR é convidada a ouvir um áudio de 50 segundos e sentir, de olhos fechados, um pouco do medo e da angústia de quem é obrigado a fugir para sobreviver.

O trabalho de sensibilização é a primeira campanha “Face to Face” da organização que envolve não só a pessoa individual, mas também as famílias no trabalho do ACNUR. A iniciativa está a decorrer em Lisboa, Coimbra, Leiria e, em breve, chegará ao Porto, sendo que o objetivo da Portugal com ACNUR é abranger mais cidades durante os próximos meses.

A mensagem que se quer passar é que estas situações podiam acontecer connosco e que é importante colocarmo-nos no lugar do outro. Ninguém escolhe ser refugiado, mas muitos de nós podem escolher doar, educar para esta realidade e ajudar pessoas forçadas a fugir

Joana Brandão, Diretora Nacional da Portugal com ACNUR

 

Consciencializar a população para o tema dos refugiados 

O número de pessoas forçadas a fugir dos seus lares por causa da guerra, violência ou perseguição é o mais alto, desde o fim da 2ª Guerra Mundial: mais de 103 milhões de pessoas a nível global. Alguns países têm sido afetados pela guerra, conflito e violência durante anos, ou mesmo décadas, mas também eclodiram novos conflitos em vários pontos do mundo que estão a forçar cada vez mais pessoas a deixar tudo para trás só com a roupa que trazem no corpo.

O mundo assiste a uma crise de deslocações forçadas sem precedentes, mas o assoberbamento de informação pode conduzir à desinformação e à circulação de informação incorreta que pode alimentar preconceitos.

Razão pela qual, a Portugal com ACNUR quer, com o seu trabalho e campanhas atuais, aliar-se aos pais e escolas para ajudar a desempenhar um papel fundamental na sensibilização e capacitação de crianças e jovens com conhecimento importante e fidedigno sobre os refugiados, ensinando-os as separar factos de ficção e opinião.

 

Arquivado em:Notícias

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