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Denise Calado

Crédito Habitação: 4 formas de travar o impacto da subida de juros

27 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Embora o Governo tenha aprovado um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da subida dos juros até ao final de 2023, existem outras soluções que podem ajudar as famílias a combater esse aumento.

O Doutor Finanças partilha quatro formas de travar o impacto:

1. Alterar a modalidade de juros: taxa fixa e taxa mista

Deve-se ter em conta que se pode alterar o regime de juros para uma taxa fixa ou mista. No caso da taxa fixa, o contrato de crédito habitação não fica sujeito à subida e descida dos juros. A taxa aplicada é a mesma até ao final do contrato. Contudo, deve-se ter em atenção que uma taxa fixa é sempre mais elevada em comparação a uma taxa variável, pelo menos no início do contrato.

Por outro lado, um crédito com taxa mista permite fixar a TAN no período inicial do contrato (pelo tempo acordado). Desta forma, os titulares de crédito podem beneficiar de um período mais estável no início do contrato, ficando depois sujeitos à variação da Euribor. Em Portugal, quando os titulares optam inicialmente por um crédito habitação com uma taxa mista, os períodos fixos mais comuns são de 5, 10 e 15 anos. Neste momento, com a subida dos juros, existem cada vez mais bancos a aplicar períodos fixos menores, como 1 ou 2 anos. Por norma, estes períodos fixos de menor duração estão associados a campanhas promocionais com juros muito baixos. Fora destas campanhas, é possível encontrar taxas mistas com períodos fixos de 5 anos a, por exemplo, 4,2%, ou a 10 anos a 4,6%. O ideal será comparar as TAN praticadas em várias entidades, fazer contas ao valor adicional que tem de pagar pela subscrição de outros produtos e ver se, no final, essa proposta compensa.

2. Transferir o crédito habitação 

A transferência de um crédito habitação para outra entidade pode ser vantajosa, mesmo que não se altere a modalidade de juros do contrato e a Euribor continue a subir. Regra geral, quando se pretende transferir o crédito habitação para outro banco, este está disposto a oferecer melhores condições para angariar um novo cliente.

No entanto, este passo nunca deve ser dado sem antes se analisarem várias propostas. Só assim se garante que se beneficia das melhores condições. Em termos de redução de encargos, transferir o crédito habitação permite, por norma: reduzir o spread; reduzir o valor dos seguros obrigatórios do crédito, estipular novas condições, remover produtos que tínhamos associados ao contrato anterior, alterar com maior facilidade a maturidade do contrato, e até ter uma nova avaliação do imóvel que valorize o valor da casa. Em alguns casos, as novas condições contratuais podem gerar uma poupança a longo prazo mais atrativa.

3. Recorrer a um crédito multifunções

Outra das possibilidades é recorrer a um reforço hipotecário através de um crédito multifunções, caso o LTV (rácio entre o valor que o banco empresta para comprar a sua casa e o valor da mesma) o permita. Desta forma, o crédito habitação pode ajudar a liquidar um ou mais empréstimos contratados. Assim, consegue-se travar o impacto da subida dos juros, uma vez que, com esse valor adicional, é possível liquidar por completo a dívida de um cartão de crédito ou até de um crédito automóvel. Um crédito multifunções tem condições diferentes em comparação a um crédito habitação. Por norma, aplicam-se spreads ligeiramente mais elevados.

4. Optar pela consolidação de créditos

Por fim, para travar o impacto da subida dos juros há a possibilidade de consolidar todos os créditos ao consumo. O crédito consolidado pode incluir um crédito pessoal, crédito automóvel, cartões de crédito e outro tipo de créditos aos consumidores. A consolidação de créditos é uma solução financeira que permite a junção de vários créditos num só. Dado que é aplicada, por norma, uma taxa mais baixa em comparação a outros créditos, conseguimos obter uma única prestação mensal mais barata. Há quem consiga poupar até 60% do valor total das suas mensalidades. Com esta poupança, pode amortizar o crédito habitação. Para este tipo de financiamento, não pode estar em incumprimento em nenhum dos créditos.

Arquivado em:Economia, Notícias

Rosa Martins é a nova Chief Sales Officer da Edenred Portugal

27 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Com 20 anos de experiência em desenvolvimento de negócio, estratégia comercial e de produto, Rosa Martins assume o cargo de Chief Sales Officer (CSO) da Edenred Portugal.

A nova responsável transita da Payshop, empresa do Grupo CTT, onde desempenhava funções, desde 2019, como Diretora de Desenvolvimento de Soluções de Negócio.

Formada em Gestão pela Nova SBE e com um MBA do INSEAD – Institut Européen d’Administration des Affaires, Rosa Martins fez carreira na PT Empresas – Altice Portugal, organização onde assumiu diferentes cargos de gestão desde 2013. Antes passou pela EuroPraxis Consulting e pela Quifel Energy, tendo liderado diversos projetos internacionais.

É um enorme orgulho juntar-me à Edenred e poder contribuir para o círculo virtuoso de criação de valor que esta gera, melhorando o poder de compra e a qualidade de vida das pessoas, facilitando o dia a dia das empresas e estimulando o negócio dos estabelecimentos locais. O momento singular que vivemos faz com que os benefícios assumam um papel cada vez mais preponderante, tanto no mundo do trabalho como na sociedade. Isto numa altura em que o próprio setor está a mudar. A Edenred tem estado na linha da frente da transformação, com as suas soluções inovadoras e digitais. Estou muito entusiasmada por trazer a minha experiência para esta equação. E estou realmente motivada com o desafio de continuar a cimentar a posição da Edenred como líder em benefícios sociais

Rosa Martins, Chief Sales Officer da Edenred Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Como fazer frente a um ditador – A luta pelo nosso futuro, de Maria Ressa

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Maria Ressa, Prémio Nobel da Paz de 2021, dedicou a vida a lutar pela verdade, pela liberdade e pela sobrevivência da democracia.
E, por isso, arrisca-se a passar o resto da vida na cadeia.
O seu trabalho jornalístico levou-a a desmontar a rede de desinformação criada pelo Presidente das Filipinas, que espalhou mentiras e ódio para garantir o poder e instaurar um regime sanguinário. Porém, as descobertas que fez revelaram também que a estratégia de Duterte foi a mesma que sustentou os principais movimentos de privação das liberdades democráticas, como o Brexit, a invasão russa da Ucrânia ou o ataque ao Capitólio em Washington.
Por detrás de todos estão entidades aparentemente insuspeitas, como o Facebook e as poderosas instituições de Silicon Valley.
Como Fazer Frente a Um Ditador acompanha a vida e obra de Maria Ressa, para mostrar como as nossas opiniões e os nossos votos são manipulados, destruindo as liberdades individuais.
E traz também um grito de alerta e um pedido urgente da autora: acordemos; aguentemos as pressões; lutemos pelo nosso futuro coletivo – antes que seja tarde de mais.

Arquivado em:Livros e Revistas

A Teia do BANIF Dos negócios da Elite Angolana à Lava Jato | Os planos secretos de um Banco Maldito

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Em A Teia do Banif, são reveladas histórias secretas do caso Banif através de centenas de documentos inéditos, escutas telefónicas e e-mails confidenciais – muitos deles dispersos em dezenas de volumosos inquéritos-crime.

Uma viagem de 15 anos aos acordos de cavalheiros, ao tráfico de influências, às offshores do dinheiro clandestino, às toupeiras na Polícia Judiciária e no Ministério Público, ao plano para dominar o primeiro banco português e aos bastidores das investigações judiciais portuguesas à elite política e económica angolana.

Arquivado em:Livros e Revistas

50 empresas assinam pacto para promover emprego jovem

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Com o objetivo de operar uma mudança real no atual contexto de vulnerabilidade associado ao emprego dos jovens, foi assinado o “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, que conta com o apoio de 50 empresas com faturação superior a 55 milhões de euros.

O emprego jovem, de acordo com o Livro Branco da Fundação José Neves, é o mais vulnerável: a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos tem sido mais do dobro da população em geral desde 2015, e durante a pandemia chegou a ser quase quatro vezes superior.

A iniciativa promovida pela Fundação José Neves e pelo Governo, visa que até 2026 e através de um conjunto de metas fixadas, se reforce a aposta na contratação e retenção de jovens trabalhadores, que se garanta emprego de qualidade para os jovens, e que se forme, desenvolva e dê voz aos jovens.

“É um acordo muito importante para o país, que une as empresas e entidades públicas para responder a uma realidade com que o país se debate há demasiados anos”, comenta Carlos Oliveira, Presidente Executivo da Fundação, “os jovens, mesmo os mais qualificados, tendem a estar mais expostos ao desemprego e a ter salários baixos”

Entre as empresas signatárias do pacto destacam-se a Accenture, Egor, Randstad, Bial, Fidelidade, Capgemini Portugal, EDP e Galp.

A Secretaria de Estado do Trabalho propõe o reforço de políticas ativas de emprego, como o apoio à criação de emprego e à transição dos jovens para o mercado de trabalho, assim como a implementação de políticas de formação, qualificação e emprego, para continuar a trajetória que aproxime Portugal da média europeia.

“Neste momento, todas as organizações e todos os países competem por talento, e Portugal não pode perder esta corrida”, alerta Ministra do Trabalho

Presente na assinatura do Pacto, Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, avançou que “A taxa de precariedade nos jovens era de 70% em 2015 e, neste momento, está em 59%, mas é má”. “Todas as organizações e todos os países competem por talento, e Portugal não pode perder esta corrida”, continua.

A atração e retenção de talento é um dos maiores desafios no mundo do trabalho a nível global, e Portugal tem de conseguir acompanhar e ser competitivo. “Os jovens são o nosso bem mais valioso para o nosso destino coletivo. É crítico fixar o talento em Portugal”, conclui a Ministra.

O Pacto

O “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens” surge na sequência do lançamento do Livro Branco, em dezembro de 2022, por iniciativa da Fundação José Neves, do Observatório do Emprego Jovem e da Organização Internacional do Trabalho para Portugal, e são considerados todos os jovens até aos 29 anos, inclusive.

O documento aponta várias áreas de intervenção prioritárias para a criação de mais e melhores empregos para os jovens, nomeadamente apostar nos setores de atividade intensivos em conhecimento ou tecnologia e melhorar a articulação entre o sistema de ensino e o mercado de trabalho.

Estão previstas reuniões semestrais para monitorização, análise do trabalho realizado e partilha de boas práticas, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Governo, e das empresas envolvidas.

Após a assinatura inicial, o objetivo será alargar o número de empresas signatárias, e transformar a iniciativa num movimento nacional.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Trabalhadores portugueses esperam apoios financeiros face ao aumento do custo de vida

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Um novo estudo mostra que, a nível global, 41% dos trabalhadores espera receber um aumento mensal para compensar o incremento do custo de vida, sendo que em Portugal esta expectativa é de 34%. E o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal mantém-se uma prioridade para a maioria (68%) dos portugueses.

Entre os trabalhadores mais velhos uma elevada percentagem (79,5%) afirma que a sua situação financeira não permite uma reforma na idade pretendida.

Estas são parte das conclusões da análise global “Workmonitor 2023” da Randstad, realizada no final de 2022 junto de 34 países e cerca de 35 mil trabalhadores, incluindo Portugal.

Preocupações económicas 

A incerteza macroeconómica, assim como o aumento do custo de vida faz crescer as preocupações com os encargos quotidianos e os trabalhadores geram cada vez mais expectativas de ajuda por parte dos empregadores.

Tanto a nível global (39%) como nacional (34%), os profissionais gostariam de receber um aumento fora da revisão salarial anual. No contexto português, 30,9% dos profissionais afirma receber ajuda por parte dos empregadores para fazer face ao aumento do custo de vida.

Paralelamente, 52,2% dos profissionais nacionais gostaria de vir a receber ajudas mensais para compensar o aumento do custo de vida e 27,3% teria interesse em receber um subsídio de ajuda de custos nomeadamente com os preços da energia e de deslocações.

O estudo aponta também para uma nova preocupação crescente: a estabilidade do emprego. A nível global, 52% dos profissionais sente-se preocupado com a possibilidade de perder o emprego, em Portugal esta percentagem é ligeiramente mais baixa, 48,1%.

Na hora de aceitar uma oferta profissional, 66,8% dos portugueses afirma não aceitar um emprego caso este não seja estável. No entanto, enquanto 63,8% dos portugueses receia que a incerteza económica afete a estabilidade do seu trabalho, em termos globais a percentagem desce para perto de metade (37%).

Quanto às perspetivas de reforma, estas tendem a ser, cada vez mais, adiadas. Em termos globais, 26% dos inquiridos com mais de 55 anos pondera atrasar a idade da reforma devido à sua situação financeira e 70% diz que as preocupações financeiras os impedem de se aposentar tão cedo como gostariam.

Em Portugal, a maioria (52,3%) dos participantes do estudo acredita conseguir reformar-se entre os 65 e os 69 anos. No entanto, 79,5% considera que a sua situação financeira está a impedir chegar à reforma tão cedo quanto o pretendido. A juntar a este fator, 21,8% afirma precisar manter-se empregado e atrasar idade de aposentação.

Preocupação sociais

A tendência veio para ficar: os profissionais procuram cada vez mais a flexibilidade. O equilíbrio profissional e pessoal tornou-se uma prioridade, 68% dos portugueses afirma que não aceitaria um emprego que não permitisse um equilíbrio entre estas duas vertentes, assim como 35,2% dos inquiridos revela já ter abandonado o emprego por não o conseguir conciliar com a vida pessoal.

Em termos globais, as perspetivas são muito semelhantes: 33% dos profissionais afirma que preferia estar desempregado a estar insatisfeito com o seu trabalho e 42% dizem deixar o emprego se o empregador não tivesse em consideração as suas condições de progressão de carreira.

A par da flexibilidade laboral, os profissionais procuram um sentimento de pertença e que os valores e propósitos dos seus empregadores se alinhem com os seus. Cerca de 43,6% dos inquiridos em Portugal afirma demitir-se se não se sentir integrado. A nível global a percentagem cresce para 54%, com a Geração Z a marcar a tendência (61% dos inquiridos entre os 18 e 24 anos).

Em Portugal, 40,8% dos profissionais não aceitaria um emprego que não se alinhasse com os seus valores sociais e a percentagem aumenta (87,9%) quando se questiona qual a importância e os valores dos empregadores, sendo que 33,7% dos profissionais afirma já se ter demitido por se encontrar num ambiente de trabalho tóxico.

 

Hoje mais do que nunca, os empregadores precisam de acompanhar os interesses e preocupações dos profissionais. Apoiar o crescente aumento do custo de vida está a tornar-se uma forma diferenciadora de cativar e reter talento. Simultaneamente, os profissionais continuam a procurar um emprego flexível, estável e que esteja alinhado com seus próprios valores

José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal

 

O pico da “Grande Demissão” (Great Resignation) parece já ter passado, mas as empresas devem continuar a procurar estar à altura das expectativas dos profissionais se quiserem atrair e reter talentos. As empresas devem ter como ambição criar um local de trabalho feliz, inclusivo e inspirador, para transmitir um sentimento de pertença aos seus colaboradores. Para isso é necessário ouvir as suas opiniões e respeitar os seus valores. No fundo, as empresas que apoiam os seus colaboradores em condições económicas mais difíceis, serão com certeza as que conseguirão reter profissionais quando os tempos forem mais fáceis

Mariana Canto e Castro, Diretora de Recursos Humanos da Randstad Portugal

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