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Denise Calado

Como é que o tiktok mexe com as marcas?

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

É impossível não conhecer ou ficar indiferente ao TikTok, a rede social chinesa que veio revolucionar o futuro do marketing para uma audiência mais jovem. Tornou-se um fenómeno nacional em março de 2020, e conquistou sobretudo a geração Z com danças, músicas e desafios.

Mas o verdadeiro desafio é as marcas captarem a atenção da geração Z e dos Millennials, que, de acordo com o Global Web Index 2022, são os menos tolerantes a anúncios tradicionais e os que mais fazem compras impulsivas a cada duas a três semanas no TikTok.

“Estas gerações são mais afastadas das marcas, têm uma visão mais funcional das mesmas, exceto aquelas que exploram conteúdos e plataformas que permitem criar uma conexão e uma conversa. A cocriação já não é apenas uma buzzword, mas sim uma viragem da ligação com o consumidor. E neste momento a plataforma que permite criar essa ligação é o TikTok. É sobre pessoas, criatividade e comunidade, e não tanto focada em conteúdo transacional”, afirma Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates, agência de Marketing Digital.

O conceito é fundamentalmente diferente das restantes redes sociais, e, como tal, a abordagem das marcas deve ser de caráter nativo: o TikTok funciona enquanto plataforma de entretenimento, e a audiência quer cada vez mais estar imersa em conteúdos originais, de 15 a 60 segundos, e não sentir que está a ver um anúncio. “É uma rede que permite transmitir mais autenticidade, e se considerarmos os seus principais utilizadores, este é um fator que eles realmente têm procurado. Como rede de entretenimento, vive do imediato, de tendências e desafios, que acabam por ser ferramentas incríveis para as marcas. Mas esta tendência traz um desafio às agências em Portugal; por norma, a maioria das empresas produz apenas um tipo de conteúdo, sendo que depois faz a sua derivação para as diferentes plataformas. O TikTok acabou por trazer um desafio adicional: a adaptação pode não fazer sentido para esta rede, e isso poderá obrigar marcas a adaptarem-se e terem de começar a pensar em conteúdo específico”, acrescenta o CEO.

É um desafio que implica esforço e criação de conteúdos fora da caixa, mas a verdade é que o retorno é evidente: o TikTok é a rede com a maior taxa de engagement (cerca de cinco a sete vezes superior às redes sociais concorrentes), e se for utilizada corretamente pode ser uma mina de ouro. As audiências mais jovens começam as suas pesquisas por curiosidade, e esperam ser levadas e imersas numa corrente de novas ideias, em vez de serem direcionadas para uma lista de produtos. Em matéria de pesquisas, o TikTok ganha cada vez mais relevância: de acordo com dados recentes da Google metade dos utilizadores pertencentes à Geração Z fazem as suas pesquisas de marcas e produtos no TikTok ou Instagram em vez de utilizarem o motor de pesquisa Google. Então, a pergunta “será que eu, como marca, deveria estar presente no TikTok” ainda se impõe? “Esta era a mesma pergunta que se fazia quando surgiu o Facebook. As marcas mais early-adopters fizeram-no e isso deu-lhes vantagem. O mesmo irá acontecer com o TikTok”, conclui Pedro Barbosa.

À conquista do TikTok

Uma nova geração de marketing veio para ficar e as visualizações não mentem: a Worten viu a oportunidade e agarrou-a com humor, tornando a sua equipa de Conteúdo e Redes Sociais em verdadeiros TikTokers. “O primeiro vídeo foi um sucesso com mais de 300 mil visualizações em menos de cinco dias, incluindo 400 comentários. Ainda hoje, muitos meses depois do lançamento oficial, recebemos comentários de pessoas que não acreditam que é mesmo a Worten a publicar estes conteúdos”, conta António Fuzeta da Ponte, diretor de Marca e Comunicação da Worten, à Líder.

O famoso estagiário do Twitter, uma persona da Worten nessa rede, passou a ter presença ativa no TikTok da Worten, dando continuidade à comunidade que criaram, apelando ao público mais jovem. “Temos muitos comentários sobre o nosso posicionamento inusitado. Comparando com as restantes redes sociais onde temos presença, é no TikTok onde falamos com o nosso público mais jovem. A taxa de interação é das mais altas entre todas as plataformas, especialmente se nos focarmos apenas em performance não paga. Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados até agora. Quando percebemos que a comunidade jovem se identificava cada vez mais com esse posicionamento “atrevido” e de humor mais “ácido” que temos no Twitter, reunimos muitas ideias de vídeos para lançarmos logo nas primeiras semanas de março”, continua.

As tendências, com o uso de filtros, músicas e danças são o centro do conteúdo da marca no TikTok, com vários memes no escritório da Worten bem como nas lojas. Dada a natureza da audiência “o único investimento que fazemos é na produção de conteúdo, em horas de pesquisa e gravação de conteúdos”, acrescenta o diretor de marca, “é uma rede genuína e que, até agora, premeia quem faz um bom conteúdo onde a comunidade se revê. Esse é o retorno que procuramos no TikTok: a proximidade e criação de relação com um target que é mais resistente a anúncios na sua forma tradicional”.

Já a Sumol aderiu à rede logo em 2020, quando se tornou popular em Portugal: “Em 2019 ficou claro a importância e relevância da plataforma para a Geração Z. Decidimos construir os pilares de conteúdo para estarmos prontos para entrar na plataforma em 2020. O nosso objetivo até agora foi largamente superado: a marca Sumol tem uma taxa de interação sete vezes superior à taxa de interação da marca com os seus clientes noutras plataformas – tanto que o TikTok Sumol foi considerado um best in class a nível global enquanto “TikTok for Business Case Study”, diz Bruno Oliveira, Head of Digital Hub & E-business da Sumol+Compal.

A presença da marca na rede foi-se adaptando com a chegada do público de 25 anos para cima, o que representou uma grande evolução em termos de conteúdos. “A marca Sumol já teve vídeos com mais de 500 mil visualizações orgânicas. O principal retorno é a construção de afinidade junto do target principal, a Geração Z. Antecipamos que a audiência do TikTok tem espaço para crescer, sendo possível que no primeiro trimestre de 2023 se torne na principal plataforma entre os que têm 18 e 24 anos, ultrapassando o Instagram. Outro aspeto a destacar é que o TikTok tem também espaço para crescer junto do público que tem hoje entre 25 e 34 anos”, garante.

O TikTok veio para ficar e não mostra sinais de abrandar: em 2021 contava já com 2,8 milhões de utilizadores em Portugal, um aumento de um milhão face ao ano anterior. Cabe agora às marcas portuguesas navegarem a onda da juventude, ou caírem no esquecimento – ou na “irrelevância” – daqueles que serão o futuro. Levar os valores da marca e o seu propósito com um tom mais informal, autêntico e criativo é a chave para captar a atenção da Geração Z, a que escolheu o TikTok como a rede social de eleição.

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

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Arquivado em:Artigos, Leading Brands

Cinco tendências para a logística em 2023

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Tecnologia, sustentabilidade e segurança são algumas das temáticas que marcarão o futuro do setor da logística e distribuição. A tecnológica Vonzu reuniu as cinco tendências a ter em conta para 2023:

1. Regionalização

Como consequência do crescimento do comércio através de plataformas digitais, as cadeias de abastecimento precisam, inevitavelmente, de sofrer alterações. Os consumidores são cada vez mais exigentes e a oferta é cada vez maior, pelo que é importante manter a qualidade e a eficiência dos serviços. O estabelecimento de rotas de distribuição mais concentradas geograficamente é uma forma eficaz de contornar esta questão, pelo que será uma das principais tendências para o ano que agora começa.

2. Logística verde

A descarbonização, a redução da emissão de gases poluentes e as alterações climáticas são preocupações crescentes para os consumidores, pelo que é importante para as empresas adaptar as suas operações. A tendência da regionalização, mencionada anteriormente, é uma das estratégias cada vez mais utilizadas como forma de reduzir a sua pegada ecológica. O estabelecimento de percursos mais concentrados, distribuídos por áreas mais restritas, não só contribui para a rapidez nas entregas, como reduz significativamente os custos ambientais inerentes a estes serviços.

 

3. Transparência e visibilidade

Segurança é uma das palavras-chave para 2023, até porque se o futuro é digital, é impossível esquecer o tema da privacidade de dados. Fugas de informações dos clientes são uma nuvem negra que paira neste setor. É fundamental investir em soluções e parceiros que garantam, não só a segurança dos dados, como também a transparência para com o cliente durante todo o processo. Cada vez mais os clientes valorizam a partilha de informações como a localização exata da sua encomenda, o percurso que fará até ao destino e o tempo estimado de entrega, pelo que, se o objetivo é ganhar confiança e fidelizar clientes, apostar neste tipo de dinâmica deverá ser algo a considerar.

 

4. Inteligência artificial

O uso de inteligência artificial e mecanismos de automação em processos logísticos está a revolucionar o funcionamento das cadeias de abastecimento, não apenas ao nível dos armazéns, mas também na própria distribuição e recolha de encomendas. Esta tecnologia é capaz de executar tarefas metódicas de forma mais rápida e agilizar diversos processos, traduzindo-se num complemento positivo ao trabalho humano.

5. Big Data

Não é novidade que o mercado está cada vez mais competitivo e, por isso, é fundamental estar constantemente à procura de novas estratégias para fidelizar clientes e corresponder às suas necessidades e expectativas. A utilização adequada de Big Data não apenas fornece informações valiosas sobre os clientes, dado ao facto de ser capaz de analisar rapidamente um grande volume de dados, como ainda permite a medição e a otimização de processos, sempre com vista a melhorar a satisfação do cliente face às suas entregas.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Fidelidade apresenta a segunda temporada de People F1rst na Líder TV

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Após o sucesso da primeira temporada, está de volta uma nova edição de 10 episódios e vários convidados do podcast “People F1rst”. A segunda temporada do programa realizado pela Fidelidade é, desta vez, apresentada por Nilton e conta com conversas que dão prioridade ao que mais importa nas organizações: pessoas, bem-estar e desenvolvimento.

Os dois primeiros episódios já estão disponíveis da Líder TV.

João Cordeiro

João Cordeiro, People Hacker, abre a nova temporada partilhando a importância de estarmos abertos ao conhecimento ao longo da vida. Um profissional People Hacker é alguém que com a ajuda de ferramentas, como coaching, mentoring, física quântica e neurociências, ajuda as pessoas a chegar à sua melhor versão.

Assista ao episódio de João Cordeiro aqui.

Rita Pureza

No 2º episódio, Rita Pureza, Culture Designer da With Company, vai abordar o papel da cultura empresarial numa organização, a importância da identificação com a missão e valores da empresa e o impacto positivo do sentimento de pertença.

Assista ao episódio de Rita Pureza aqui

Arquivado em:Notícias

Web 3.0: O desafio

26 Janeiro, 2023 by Denise Calado

No início Web 1.0

Para quem já utiliza a internet há bastante tempo, percebe que a sua experiência de navegação melhorou e evoluiu tecnologicamente ao logo dos anos, o caminho da evolução divide-se em três fases principais: web 1.0, web 2.0 e web 3.0. No caso da Web 3.0, podemos encontrar os seus conceitos principais em contextos como Blockchains, Criptomoedas, Smart Contracts e Inteligência Artificial. O desenvolvimento tecnológico e a sua procura permitiram desenvolver serviços descentralizados e suportados em semântica de forma a melhorar a segurança, a privacidade e a experiência do utilizador, ou seja, tem como objetivo proporcionar um melhor controlo.

Não nos podemos esquecer, que a Web iniciou-se em 1989, com o considerado pai da World Wide Web, Tim Berners-Lee, cientista inglês, que trabalhava no CERN. Na altura os conteúdos eram estáticos, não existindo interatividade. No entanto Tim conseguiu prever a web 3.0, a que chamou web semântica, ou seja, uma realidade em que os computadores reconhecem o sentido dos conteúdos e trabalham em cooperação.

Tim Berners-Lee, pictured at CERN (Imagem: CERN)

Na altura não havia interfaces gráficos, e, portanto, não existiam imagens, áudio ou vídeo.

A primeira página Web foi publicada em 6 de agosto de 1991 com informação sobre o projeto World Wide Web. Descrevia como criar páginas e explicava como utilizar o hipertexto. Era executada num computador NeXT, no European Organization for Nuclear Research, conhecido como CERN que tinha um papel colado a com a seguinte frase:

This machine is a server. DO NOT POWER IT DOWN!!

Link para a primeira página http://info.cern.ch/hypertext/WWW/TheProject.html

A seguir surgiram os navegadores web que adicionaram tecnologia, estamos a falar do Netscape, Mosaic e Internet Explorer.

Nota: Algumas tecnologias eram incompatíveis, por isso só funcionavam num Navegador específico e deu-se a disseminação do correio eletrónico.

A primeira fase da World Wide Web, foi entre 1991 e 2000. Na altura o correio eletrónico facilitou a comunicação pessoal e profissional, no entanto não existia interação, a informação era estática, experimentava-se a escrita de notícias, uma tímida promoção de alguns negócios, não existia nenhum sistema de monetização de tráfego ou cliques. Havia sim, um fascínio de criar e publicar informação que só se encontravam acessíveis nas revistas, jornais ou livros.

Uma década depois surge a Web 2.0

Uma década após o lançamento da Web 1.0 temos a Web 2.0 com Java Script e PHP em 1995, Java em 1996. Estes avanços permitiram transitar de uma Web estática para uma Web dinâmica e interativa, não só obter informação, mas também registar informação nos sítios. Alguns dos serviços que surgiram na altura, ainda hoje os utilizamos como o Google, a Amazon, o Twitter, o WordPress, o Blogger, o YouTube. Outros perderam protagonismo ou desapareceram como o Altavista, Yahoo!, Netscape, Napster, Kazaa e Emule. A banda larga ajudou bastante à democratização e transição na fase Web 2.0. No meio destas linhas, ainda me lembro do mIRC e da rede PTnet, do portal TerraàVista que chegou a estar “em baixo” durante uma semana e que também se chamou TerraVista, das BBS’s, dos modens analógicos e dos períodos que pagávamos para além da internet, enfim outros tempos. Como indicado, surgem os blogs, as transmissões de vídeo, as redes sociais, o comércio eletrónico, os smartphones, uma evolução ou revolução na relação com a web, de fonte de pesquisa para ponto de encontro, encurtando distâncias entre pessoas e entre empresas. É na Web 2.0 que o Google se consolida como principal motor de pesquisas, nasce o Facebook, Twitter, Signal, WhatsApp, Telegram, Instagram, Tiktok e as plataformas Uber, Bolt, Globo, AirBnB, etc.

(Continua)

 

Arquivado em:Opinião

O dinheiro só não traz felicidade… a quem o tem

25 Janeiro, 2023 by Denise Calado

“China em dez palavras”, da autoria de Yu Hua, é um fabuloso livro de histórias que permite conhecer a história mais recente da China. Mas é, também, uma fonte de reflexão – para interpretar algumas facetas do capitalismo moderno. A certo momento, o autor dá nota das enormes disparidades de rendimentos na China e da indiferença que as mesmas suscitam entre franjas mais favorecidas da população. A esse propósito, relata uma história que releva para o entendimento do que ocorre fora da China.

Em fevereiro de 2009, Hua participou numa conferência numa universidade em Vancouver, no Canadá. Após relatar casos de pobreza extrema e arrepiante (a quem tem dúvidas sugiro a leitura do capítulo sobre disparidade), um estudante chinês levantou-se para afirmar: “O dinheiro não é o único critério para medir a felicidade”. Hua confessa que ficou arrepiado – por sentir que este sentimento era partilhado por numerosos chineses contemporâneos. Essas pessoas, que vivem imersas na prosperidade crescente, não denotam qualquer empatia pelos milhões de concidadãos que sobrevivem miseravelmente em condições inimagináveis para elas. Hua escreveu então: “Cheguei à conclusão de que a nossa principal tragédia é precisamente esta, pois ignorar a pobreza e a fome é ainda mais assustador do que a sua própria existência”.

Esta indiferença não é apanágio exclusivo da China. Vemo-la por todo o lado, no nosso quotidiano. Contra ela se tem manifestado o Papa Francisco. Algumas empresas vivem na corda bamba – e não podem pagar melhores salários. Mas outras estão em condições de recompensar melhor os colaboradores que atualmente fruem salários modestos. Não deixa de ser estranho que a narrativa que se opõe ao salário mínimo, ou ao seu aumento, assente frequentemente em argumentos de perda de competitividade – ao mesmo tempo que não explica como se pode considerar competitiva uma empresa que só sobrevive porque remunera pobremente.  Não deveríamos ficar chocados com o argumento de um conhecido empresário português quando afirmou que “Subir o salário mínimo agora é uma ideia criminosa”? Não será emocionalmente “criminoso” o seu comentário? Não deveríamos ser mais sensíveis à ofensa sentida pelos cidadãos visados? Porque não se presta atenção à evidência sugerindo que uma subida razoável do salário mínimo não afeta significativamente os níveis de desemprego? O mesmo empresário afirmou que “Temos uma percentagem muito elevada da população ativa com níveis de escolaridade baixíssimos, uma vergonha no confronto com outros países europeus (e que também não se mudou nos últimos 40 anos)”. Mas não lhe ocorreu que salários miseráveis impossibilitam as famílias de investir na educação dos seus filhos. Por isso volto a Hua: ignorar a pobreza é tão ou mais assustador do que a sua própria existência.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

“É uma questão de tempo até o Chat GPT penetrar o nosso dia-a-dia”, diz o CEO da Microsoft

23 Janeiro, 2023 by Denise Calado

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, confirmou na conferência anual do World Economic Forum em Davos estarmos a assistir a uma mudança de paradigma no que toca à inteligência artificial. “É uma questão de tempo até o Chat GPT penetrar o nosso dia-a-dia” afirma. E deixou provas de que esta tecnologia “pode ajudar muitas pessoas, em todo o mundo”.

Se lhe dissessem que daqui a um ano a forma como usa a internet e como trabalha vai mudar completamente? Parece improvável, mas com os recentes desenvolvimentos do Chat GPT, a ferramenta de Inteligência Artificial que consegue programar, escrever artigos, e até teses de mestrado, essa realidade pode estar mais perto do que se esperava.

“Usamos a tecnologia para empoderar os seres humanos a ir mais além”

Como pode, então, o Chat GPT chegar a todo o lado, e estar acessível a todos? Primeiramente, é de salientar que o acesso à internet é imperativo – logo, está disponível apenas aos que tenham conectividade.

Ainda assim, o facto de ser uma plataforma gratuita da Open AI e da Microsoft, torna possível ajudar as pessoas no terreno. O CEO deu o exemplo: “Estive na Índia, no início de janeiro. Estão a ser de momento construídos sistemas de pagamentos públicos e acessos a sites do governo. Com a ajuda de um developer que usa o Chat GPT, essa plataforma conseguiu incorporar sistemas de tradução de todos os dialetos na Índia, e conhecer intrinsecamente os websites governamentais.”

Fotografia: World Economic Forum

Na Índia rural, onde o programa foi testado, o sucesso foi inquestionável: um agricultor indiano que apenas fala num dialeto local, usou a plataforma para pedir informações sobre como proceder ao pagamento, e saber que documentos precisava, e, quando obteve resposta, pediu-lhe: “Eu não vou ao portal do governo. Quero que faças isso por mim”. E assim fez o programa.

“Isto só foi possível pelo valor adicionado do Chat GPT”, afirmou o CEO da Microsoft, “ainda há muito trabalho pela frente, mas esta tecnologia está a ter um impacto real na vida das pessoas. Esta geração em particular está a mudar “.

“Esta tecnologia pode ser ‘life-changing’”, Nadela sobre o metaverso

Com a pandemia chegou o trabalho remoto, e com este as reuniões online. Agora, a Microsoft quer levar essa ideia mais à frente: porque não construir um metaverso em que seja possível não só as pessoas fazerem reuniões, como também colaborarem e terem um espaço para si?

Essa é a meta do CEO: “vai ser uma extensão muito natural das reuniões online, porque além do vídeo, podem ter experiências mais imersivas, em que a presença e co-presença pode ser sentida”.

“É uma ideia brilhante, e esta tecnologia pode ser life-changing”, diz, “vamos tornar realidade a noção de uma aldeia global”

 

Por Denise Calado

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

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