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Denise Calado

Livros: fique a par das nossas sugestões na área de marketing

20 Janeiro, 2023 by Denise Calado

 

Branding – Back to Basics

Fernando Pinto Santos e Ricardo Mena – Actual

Afinal, o que são as marcas? Como as podemos definir? O que é realmente importante na sua gestão? As marcas estão por todo o lado e, em todo o lado, são encaradas como essenciais para o sucesso. Contudo, quando é preciso criar e gerir uma marca, é comum não saber que caminhos tomar ou o que deve ser feito. Perspetivas diferentes sobre as marcas não faltam. Lugares-comuns, ideias superficiais e sem real utilidade, também não.

 

5 Lições de Storytelling

James Mcsill – DVS editora

Para quem já se considera um especialista em persuasão, negociação e vendas, este livro é um convite a refletir e a confirmação de que fórmulas alheias, repetidas exaustivamente, não nos diferenciam no mercado que busca o individual, o único e o especial. O terceiro volume da série “5 Lições de Storytelling” é uma oportunidade de explorar, através de uma conversa, um tema muitas vezes complicado de perceber. Segundo a autora, este livro foi escrito com o intuito de estimular à ação, logo nas primeiras páginas, antes que seja tarde demais.

 

Aprende a Vender com Marketing Digital

Roberto Cortez – Ego

Hoje, o Marketing Digital tem uma preponderância nos negócios de qualquer empresa. Para o dominar, é preciso que os aspirantes a marketeers saibam (muito) mais do que carregar em botões. Têm de conhecer o ecossistema em que a empresa atua, os seus produtos e clientes, mas, acima de tudo, é necessário que sejam fora da curva, como o autor gosta de lhes chamar. Neste manual, Roberto Cortez ensina mais do que a desenvolver uma estratégia com Marketing Digital – explica qual a atitude e o mindset certos que levarão os profissionais ao sucesso

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Notícias

Davos 2023: uma conferência de lideranças poluentes?

20 Janeiro, 2023 by Denise Calado

A conferência de Davos do World Economic Forum em 2022 quadruplicou as emissões de CO2 para a atmosfera, devido ao uso de cerca de 1040 jatos privados, de acordo com uma análise da Green Peace.

Hipocrisia?

Os ativistas climáticos acusaram os líderes de hipocrisia ao voar em jatos privados para uma conferência que discutia o impacto das alterações climáticas. A consultora ambiental holandesa CE Delft calculou que, durante o encontro do ano passado, as emissões de CO2 dos jatos foram quatro vezes superior do que as emissões médias de uma semana inteira de voos.

Fonte: The Washington Post

O número de voos de e para aeroportos que atendem à estação de ski suíça onde a conferência é realizada foi duas vezes maior durante a reunião de 2022 em comparação com uma semana normal, emitindo a quantidade de CO2 equivalente a 350 mil carros durante esse período, partilha o The Guardian.

Espera-se que os líderes mundiais políticos e de organizações cheguem novamente a Davos em jatos privados esta semana, causando outro aumento nas emissões.

Klara Maria Schenk, ativista da Greenpeace para a mobilidade europeia afirmou que “os ricos e poderosos estão a lotar Davos para discutir o clima e a desigualdade a portas fechadas, usando o meio de transporte mais desigual e poluente: os jatos privados.”

“Ao mesmo tempo, a Europa passa pelos dias mais quentes de janeiro dos últimos anos, e várias comunidades pelo mundo enfrentam desastres naturais causados pelas alterações climáticas extremas”, continua.

Acabamos com os voos de curta distância?

Dos voos para aeroportos perto de Davos o ano passado, 53% foram voos de curta distância (menos de 750km), que poderiam ter sido feitos de carro ou comboio, enquanto 38% foram em distâncias inferiores a 500km.

O voo mais curto registado foi de apenas 20 km

A conferência do World Economic Forum de 2023 tem o objetivo de enfrentar a crise climática e outras crises em andamento, pedindo para se agir já, coletivamente. Os voos em jatos privados não são regulamentados na União Europeia, mas são o modo de transporte mais poluente por passageiro/quilometro.

Schenk pediu ao líderes que não viagem de jato privado este ano, e pede a proibição do seu uso em geral. “Dado que 80% da população nunca voou, mas sofre com as consequências das emissões de aviação que prejudicam o meio ambiente, e que o World Economic Forum afirma estar comprometido com a meta climática de 1,5ºC dos Acordos de Paris, esta bonança anual de jatos privados é uma demonstração de mau gosto. É uma masterclass em hipocrisia”, acrescenta.

“Os jatos particulares devem ficar apenas nos livros de História se quisermos ter um futuro verde, justo e seguro para todos. Os líderes mundiais devem dar o exemplo e proibir o uso de jatos e voos inúteis de curta distância”.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, foi já acusado de “brincar com as suas promessas climáticas” e desperdiçar o dinheiro dos contribuintes, depois de se saber que viajou de Londres a Leeds, uma distância de cerca de 300 km, num jato da Força Aérea Real britânica.

Os administradores de Davos têm estado alertas para este problema, chegando a escrever vários artigos em 2019 a destacar o que alegaram ser uma queda nos voos de jatos privados por parte dos participantes. Dizem que investem dinheiro todos os anos para compensar o impacto das emissões da conferência.

Quais as emissões para este ano? Só o tempo dirá.

 

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Oxalá Mearsheimer não tenha razão! (3)

20 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Sinopse

John J. Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, é uma das maiores referências atuais dos estudos sobre relações internacionais. Em 2014, ele tomou a iniciativa de explicar que o alargamento da NATO à Ucrânia teria como consequência uma invasão russa e uma tremenda destruição daquele país e do seu povo. Assim sucedeu, oito anos depois. Eis porque é importante conhecer esta figura e a sua obra.

 

Com os russos a invadirem a Geórgia, em 2008, e a anexarem a Crimeia, iniciando a guerra no Donbas, em 2014, a Foreign Affairs, pelos finais desse ano, publicava «Why the Ukraine Crisis is the West’s fault» e, no ano seguinte, Mearsheimer iria ao UnCommon Core da Universidade de Chicago, um fim de semana com alumni, para troca de ideias, performar a sua lecture The causes and consequences of the Ukraine crisis. Adiantemos que ela saltou para o YouTube e vai (neste dia em que vos escrevo) nas 28 521 168 visualizações.

«Grande parte da responsabilidade pela crise na Ucrânia pertence aos Estados Unidos e aos seus aliados europeus» – começa logo assim «Why the Ukraine Crisis is the West’s fault». Depois, desfia o mais lídimo olhar do realismo ofensivo: ofensivo por parte da NATO (com os europeus pela trela), por persistir em expandir-se para tais paragens; ofensivo por parte da Rússia, por não abdicar de controlar zonas (e países) que considera essenciais para a sua proteção, como foi deixando claro, mesmo antes de Bucareste. Avisou Mearsheimer, logo naquele ano: «O triplo pacote de políticas do Ocidente – alargamento da NATO, expansão da EU e promoção da democracia – deitou gasolina para uma fogueira prestes a arder.»

Perante boutades como as de Anders Fogh Rasmussen, o secretário-geral da Organização, de que «nenhum país terceiro poderá ter poder de veto no alargamento da NATO», conviria pedir a Herr Rasmussen que perguntasse aos norte-americanos o que fariam perante uma instalação militar russa ou chinesa no Canadá ou no México (já para nem falar na aventada presença chinesa na nossa açoriana ilha Terceira, esboçada por António Costa, em 2016)! Só por piada, não? Faça favor de ir estudar o velho James Monroe, de 1823, proclamando os seus USA como «protector do hemisfério ocidental» e proibindo os países europeus de colonizarem mais territórios das Américas – a doutrinazinha que passaria a inspirar sistematicamente os States, para mais com uma noção sempre elástica de que Américas são onde eles quiserem… Pois bem (mal), piadas à parte, agora, na Ucrânia era desgraçadamente a sério. A Rússia, como todos os grandes poderes (mesmo que abalado como está), boa discípula de Monroe traduzido para cirílico, também entendeu que ter a NATO no seu ventre é inaceitável e fez o que os USA fariam naqueles casos. Óbvio.

Se ainda não tinham percebido, é a isto que se chama realismo ofensivo. Depois, claro, o inevitável retraimento da NATO e da EU em se apresentarem em força na frente de batalha e a inevitável destruição da Ucrânia e de inúmeros ucranianos como infelizes certezas. Eis a questão. Eis o que se iria passar. Eis o que se passou.

Logo em 2014, Mearsheimer também não deixou de recomendar que «o objectivo deveria ser uma Ucrânia soberana, que não caísse nem na esfera da Rússia, nem na do Ocidente», sendo que este tinha a obrigação, não de andar a atear alargamentos da NATO, mas de promover um plano de ajuda ao país, custeado pela EU, pelo Fundo Monetário Internacional, pela Rússia e pelos USA» – «proposta que Moscovo deveria acolher» (eis o homem de Chicago com seu toque romântico!), «dado o seu interesse em ter uma Ucrânia próspera e estável no seu flanco ocidental».

E ao presente chegámos. No horizonte, contudo, o mais importante. Por agora, que me desculpem os ucranianos, a braços com toda esta desgraça nato-russo-ucraniana, o Ocidental do dia-a-dia ainda vai-que-não-vai, mesmo tendo em conta algum abalo financeiro, uma certa tensãozinha, um ou outro problema de mercado ou ter de gramar constantemente com o assunto nos telejornais. Agora, agora, agora (tam-tam-tam-tam…) quando confronto deste género chegar à China (como, segundo Mearsheimer, inevitavelmente chegará), aí, meus irmãos, como dizem nossos primos brasileiros (que jeito eles têm para descrever estas coisas!), isso é que vai ser «cutucar onça com vara curta». Digamos apenas que só de imaginar a coisa, já dói.

Entretanto, a contestação à psique Mearsheimeriana é muita e chega de todos os cantos (lugares e vozes). Pena não termos, aqui, espaço para a analisar detalhadamente (pois, valeria bem a pena). Se, a ele, a realidade o tem comprovado ou não, vocês dirão. Por mim, só digo que a realidade, ao comprovar uma teoria, traz, para esta, o melhor e o pior. O melhor é ir abrindo a porta para a sua superação, graças a aprofundamentos e à problematização de questões emergentes (pensar é pôr questões). O pior é o aparecimento de contestaçõesinhas muito rascas, que, subitamente, se acham no direito de entender o que se passa. A mais ridícula: Alexander Stubb, o pretensioso político finlandês sedeado no Instituto Universitário Europeu de Florença (os florentinos sempre florentinos), com tiradas do que deve ou não deve ser o xadrez internacional, porque eu, eu, eu… A mais venenosa: Anne Applebaum, a jornalista americana, a insinuar que Mearsheimer seria «um consultor da Rússia»… As mais nojentas: uns estudantes de Chicago, arrebanhados por uma Edita Kuberka, ucraniana, a pedirem a repressão de Mearsheimer, acusando-o de ser «pago por Putin». Micróbios, é certo, mas o suficiente para uso da peste que, segundo a segundo, é injetada pelo império mediático (esse, sim, tenebroso!) do simplismo e da atrevida ignorância palradora (alheia a livre pensamento, a estudo e a debate sério e fundamentado), que temos de gramar, hoje em dia, para mal dos nossos pecados, nesta era dos mil e um comentadores. Enfim, o meu anseio (ou será ânsia?) é que Mearsheimer – como ele próprio, aliás, costuma repetir – não tenha razão. Algo, contudo, que parece muito improvável. Já houve melhores dias…

 

* Este texto é a terceira e última parte dos que foram publicados na Líder. Foi inicialmente escrito para integrar um livro que um conjunto de académicos portugueses entendeu editar sobre a atual situação internacional. Como, entretanto, esse projeto editorial fracassou, aqui fica como algo que oxalá seja útil para o conhecimento destas matérias.

 

Referências

Alexander Stubb, « Why Mearsheimer is wrong about Russia and the war in Ukraine. Five arguments from Alexander Stubb», 2022, https://www.youtube.com/watch?v=vlB-pRqdyBg&t=465s (consultado em 2 de Dezembro de 2023).

John J. Mearsheimer, «The Gathering Storm: China’s Challenge to US Power in Asia», The Chinese Journal of International Politics, 3(4), Winter 2010, pp. 381-96.

John J. Mearsheimer, «Why the Ukraine Crisis is the West’s fault», Foreign Affairs, 93(5), September/October 2014, pp. 69-76.

John J. Mearsheimer, «The causes and consequences of the Ukraine crisis», 2015, https://www.youtube.com/watch?v=pTyIxi49kAk&t=6s (consultado em 2 de Dezembro de 2023).

John J. Mearsheimer, «The rise of China and the decline of the U.S. Army», in Joseph Da Silva, Hugh Liebert, and Isaiah Wilson III, eds., American Grand Strategy and the Future of U.S. Landpower, Carlisle Barracks, PA, U.S. Army War College Press, 2014, pp. 37-54.

Michael McFaul, Stephen Sestanovich, and John J. Mearsheimer, «Faulty powers: who started the Ukraine crisis?», Foreign Affairs, 93(6), November/December 2014, pp. 175-178.

Shaun Riordan, «John J. Mearsheimer: an offensive realist between geopolitics and power». Journal of International Relations and Development, 8(4), 2005, pp. 381–408.

 

Arquivado em:Opinião

«Tenho confiança de que conseguimos evitar uma recessão», diz Mário Centeno em Davos

18 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Estarão as grandes potências à beira de uma recessão? Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, considera que a Europa vai conseguir escapar à onda de recessão que se espera que abale as economias do mundo: “tenho confiança de que conseguimos evitar uma recessão, temos os instrumentos para isso”.

Mário Centeno esteve presente em Davos, na conferência do World Economic Forum, onde debateu a recessão que o mundo espera.

“Não vão ser os bancos centrais os responsáveis por uma recessão”, acrescenta, “porque a inflação também não é boa para a economia”.

A inflação, que tem estado na ordem do dia, irá descer rapidamente, já que “é assim que funciona, por norma”. “Vamos continuar a combater a inflação porque é esse o nosso mandato”, reforça Centeno, confirmando o seu positivismo referente à crise.

Mudar a globalização é imperativo 

“As tensões geopolíticas são certamente, para a Europa, a maior condicionante para a economia”, que têm levado a uma mudança profunda nos processos de globalização. A inflação e a crise energética, consequente da guerra na Ucrânia, têm exacerbado os impactos da crise, que já se têm vindo a sentir nos bolsos dos portugueses e restantes países da Europa.

Muitos especialistas afirmam que estamos perante o fim da globalização, mas para Centeno “estamos a reglobalizar. Temos de voltar a fazer o processo de globalização, desta vez de forma mais inclusiva, mais sustentável, para espalhar o crescimento pelo mundo”.

Portugal e a Europa aprenderam a lição?

No que toca à inflação e aumento do custo de vida, Portugal está “muito mais bem preparado desta vez para o tipo de crise que enfrentámos em 2008 ou 2011”. Desta vez as empresas “apresentam muito menos dívida” do que em 2019, antes da pandemia.

A pandemia, apesar de ter sido um choque para a economia portuguesa, permitiu que muitas organizações conseguissem “acumular fundos, mais capital” para estarem prontos para uma futura crise.

“Aprendemos a nossa lição com as crises anteriores, não mostramos sinais de ansiedade”, continua o governador do Banco de Portugal, relativamente à situação económica europeia. “A economia ainda está a crescer”

O antigo ministro das Finanças de Portugal juntou-se a Douglas L. Peterson, Presidente e CEO da S&P Global, Axel Lehmann, Chairman do conselho de administração do Credit Suisse AG, Laura M. Cha, Chairman da Hong Kong Exchanges and Clearing Limited no painel “Staying Ahead of a Recession”.

 

Fotografia: World Economic Forum

Arquivado em:Economia, Notícias

Bruno Mota: «A educação é a faísca que dá início a um ‘ciclo virtuoso’ de inovação»

18 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Vivemos tempos de exceção, de uma “tempestade perfeita”, entre a guerra na Europa, a pressão económica, uma crise sanitária que persiste e a fúria da natureza sempre sábia. Mas também vivemos dias extraordinários, em que a tecnologia se uniu ao Homem, a ciência e a medicina trouxeram esperança e as novas gerações levantam vozes e colocam o dedo nas feridas da discriminação e do estigma.

Neste início de 2023, colocámos o desafio a vários líderes: Que mundo queremos ter? Qual o caminho para um novo renascimento? Que lideranças precisamos? Como nos reerguemos do caos?

Bruno Mota, Managing Director da Devoteam Portugal responde.

Que mundo queremos ter? 

O mundo ideal é um conceito relativo, e cada um terá uma resposta diferente para dar, mas há aspetos que são constantes: a estabilidade, a paz, a prosperidade. O mundo que queremos é um mundo no qual os líderes das nações respeitam os seus cidadãos; as empresas e as organizações criam, produzem e desenvolvem novas formas de aperfeiçoar a sociedade; e as pessoas se sentem realizadas, profissional e pessoalmente.

Qual o caminho para um novo renascimento? 

A educação e formação é provavelmente um dos aspetos mais importantes para reerguer e reconstruir um país. Com este investimento, estamos a criar uma nova geração mais instruída, inovadora e empreendedora, comprometida com uma melhoria geral das condições da sociedade. A educação é a faísca que dá início a um “ciclo virtuoso” de inovação, desenvolvimento e aperfeiçoamento.

Que lideranças precisamos? 

As lideranças de hoje são, na sua essência, iguais às do passado. Um líder é-o em qualquer contexto, uma vez que aquilo que lhe permite liderar são características intrinsecamente humanas. Liderar é conduzir, acompanhar, inspirar e ajudar a trazer ao de cima o melhor de cada um. No futuro, como até então, estes serão os atributos essenciais para um líder. Ainda assim, o tempo cria as suas especificidades e os líderes do futuro terão ainda de ser personalidades transparentes e atentas à opinião, e participação dos outros, e ter uma voz ativa em temas fraturantes para a sociedade. A par de tudo isto, não podemos esquecer a importância que a imagem e a presença digital têm na construção do ideário do líder.

Como nos reerguemos do caos?

Da única forma possível: com inclusão, colaboração, entreajuda e trabalho – estes são os pilares sobre os quais se faz o renascimento de qualquer sociedade, mas que não surgem espontaneamente. É nos momentos de crise que os líderes nascem e se fazem e são eles que consegue manter uma comunidade unida e focada.

Desejos e ideias para Portugal, para o futuro das empresas e organizações e o papel das novas lideranças

Portugal é um país com um enorme potencial, para o qual os únicos limites são aqueles que impomos a nós mesmos. As nossas pessoas, inovadoras, criativas e empreendedoras por natureza, são a nossa maior riqueza e o fator diferenciador. Para este ano que se avizinha, o meu desejo é que consigamos desbloquear todo o nosso potencial escondido, dando espaço aos nossos líderes na ciência, no desporto, na economia, nas artes e em tantas outras áreas para que se inspirem e inspirem o resto do país a chegar ainda mais longe.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Aumentar os preços é a decisão certa?

18 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Com a inflação, as organizações encontram-se numa posição difícil: aumentar os preços ao consumidor e clientes, ou manter? A CEO Magazine ajuda-o a entender a importância dos dados, para conseguir fazer tomadas de decisão acertadas com a inflação em alta.

Usar dados para insights 

Os dados são hoje mais relevantes que nunca, e podem ajudar as organizações a sobreviver ao plano económico recessivo que se avizinha. Quanta mais informação estiver do seu lado, melhor será a tomada de decisão.

A McKinsey & Company destaca a importância de recolher dados para entender onde um aumento de preço pode ser possível, e identificar em que aspetos a sua empresa pode estar fora de sintonia com o mercado.

Os clientes têm também algum poder de negociação quando se trata de aumentos de preços. Podem optar por encontrar outro fornecedor, abrir mão de determinados itens, ou substituí-los por produtos mais baratos. Conhecer os clientes e saber quem é mais provável de sair é uma informação fundamental para a sua estratégia de preços.

Os dados em tempo real sobre os clientes e como estes estão a reagir às mudanças de preço nunca foi tão importante. Muitas empresas não calculam de forma precisa e regular os custos e lucros dos clientes individuais que atendem. Quando precisam, não conseguem facilmente identificar quais são os seus clientes mais e menos rentáveis.

Assim que esse segmento de clientes for claramente definido, o foco deve estar em entender que grupos aceitarão os aumentos de preço.

Sempre que há um aumento de preço, a comunicação das razões para o fazer é essencial, e explique de forma clara. Essa conversa deve ser parte de uma discussão sobre a estratégia de serviço e negócios geral, e não apenas sobre o aumento de preço.

Assim, recomenda-se que as lideranças sejam tão transparentes quanto possível com os stakeholders.

Aumento de preços

Estes aumentos vêm sempre acompanhados de um alto grau de risco, principalmente a perda de clientes e competitividade. Isso é ainda mais evidente quando os consumidores estão habituados a preços estáveis há vários anos. Assim, antes de ajustar os preços, faça uma análise rigorosa da sua base de clientes, identifique os que trazem mais valor e lucro associado.

A consultora Grant Thornton afirma que se os preços ainda assim precisarem de ser aumentados, há vários fatores a ter em conta – termos contratuais existentes, o timing do aumento, e a natureza dos aumentos históricos, e a disposição dos clientes em pagar.

Juntamente com as políticas de preços, a consultora diz que este período de alta inflação também é uma boa oportunidade para tomar medidas para limitar os aumentos de custos externos. Ações possíveis passam por um bloqueio de preços, compras em grande quantidade, renegociação de termos com fornecedores. Num ambiente inflacionário, essas medidas podem ajudar a fazer a diferença na limitação de custos e na proteção de margens.

 

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