• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Catarina Eufémia, greve e o país que continua a discutir o trabalho

      Adoção de IA cresce em Portugal, mas 17% das empresas ainda não formou colaboradores

      Utilização de agentes de IA no atendimento ao cliente dispara e já chega a dois terços das empresas

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Catarina Eufémia, greve e o país que continua a discutir o trabalho

      Adoção de IA cresce em Portugal, mas 17% das empresas ainda não formou colaboradores

      Utilização de agentes de IA no atendimento ao cliente dispara e já chega a dois terços das empresas

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

Balanço de 2022 e desafios para 2023

17 Janeiro, 2023 by Denise Calado

O ano de 2022 ficou marcado por vários acontecimentos, alguns dos quais inesperados, desde questões geopolíticas às questões económicas que acabaram por ter impacto nos mercados de capitais, provocando períodos de elevada volatilidade nos principais benchmarks mundiais.

A guerra na Ucrânia acentuou as preocupações em relação à inflação, mas não foi o único responsável pelo fraco desempenho dos índices bolsistas. Os receios entre os investidores em relação ao risco de recessão (profunda) por via das medidas adotadas pelos Bancos Centrais para travar os efeitos da inflação continuam a ser um dos principais drivers para os mercados, sobretudo numa fase em que começam a surgir evidências de que as pressões inflacionistas poderão estar a abrandar, à medida que a atividade económica é penalizada pela diminuição do consumo resultante das subidas generalizadas dos preços, e que, por sua vez, acaba por retirar poder de compra aos consumidores.

No entanto, até aqui estas questões não deveriam ser motivo de preocupação, dado que ao longo da História observamos sempre este fenómeno – períodos em que os níveis inflação são elevados, tendem a penalizar o crescimento económico, uma vez que é necessário “arrefecer” a economia para travar então a subida dos preços.

Mas se é assim tão óbvio, porque é que os mercados reagem desta forma? 

Os mercados tendem a reagir com base nas expectativas futuras, sendo que o presente passa, muitas vezes, para segundo plano. Não é claro, nem garantido, mas o risco de existir a possibilidade das maiores economias mundiais começarem a contrair tem estado por detrás dos receios dos investidores, penalizando as avaliações dos ativos.
A juntar às preocupações atuais, um conjunto de outras questões referentes ao período da pandemia poderá também ser alvo de preocupação por parte dos investidores durante o próximo ano:

  • Excesso de massa monetária aplicada durante o período da pandemia por via das ajudas dadas às empresas e famílias (que acabaram por contribuir para as pressões inflacionistas);
  • Passagem do Quantitative Easing (QE) para o Quantitative Tightening (QT);
  • Ação demasiado agressiva por parte dos Bancos Centrais, que pode conduzir a uma recessão profunda;
  • Elevado nível de dívida nas economias desenvolvidas, sobretudo quando comparado com rácio Dívida/PIB;

Estes três pontos poderão ser levantados durante o próximo ano, sendo que este último que diz respeito às questões sobre o nível de endividamento elevado deve ser tido em consideração com alguma seriedade.

Na última grande crise financeira na Europa, a Grécia, na altura com o rácio dívida/PIB de 170%, entrou em insolvência, enquanto o Japão com um rácio de dívida/PIB 230% manteve-se estável. Mas porquê? A Grécia tinha, na altura, imensos problemas de cash flow, enquanto no Japão não existiam esses problemas.

O Japão é conhecido por ter uma das maiores dívidas mundiais, mas até agora tem sido um modelo sustentável, dado que o país não sofre de problemas de liquidez. Por outro lado, na Europa a situação é bastante diferente. Os países do sul, sobretudo, poderão entrar numa situação sensível, também devido ao facto dos juros estarem a aumentar, podendo tornar os níveis de dívida atuais insustentáveis, já que a atividade económica também está a abrandar.

Estes três pontos mencionados poderão revelar-se os próximos desafios para os governos e decisores de política monetária, à medida que as preocupações que marcaram os períodos de 2021/2022 começam a passar para segundo plano.

 

Arquivado em:Opinião

Nova análise OIT: menos horas de trabalho faz aumentar a produtividade

16 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Os horários de trabalho flexíveis promovem não só economias e negócios, como também ajudam colaboradores e as suas famílias a ter um melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, segundo o novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) partilhado na UN News.

As condições e o horário de trabalho estão “no centro da maioria das reformas e evoluções do mercado de trabalho que ocorrem no mundo hoje”, afirma Philippe Marcadent, gerente da filial no relatório “Working Time and Work-Life Balance Around the World” da OIT.

“O número de horas trabalhadas, a forma como são organizadas e a disponibilidade de períodos de descanso podem afetar significativamente não só a qualidade do trabalho, mas também da vida pessoal”, continua.

Mais horas que nunca 

Cobrindo os períodos antes e durante a Covid-19, o relatório revela que mais de um terço de todos os funcionários trabalham regularmente mais de 48 horas por semana, enquanto um quinto da força de trabalho global trabalha menos de 35 horas por semana, em part-time.

“O chamado fenómeno da “Great Resignation” colocou o equilíbrio entre vida profissional e pessoal na vanguarda das questões sociais e do mercado de trabalho no mundo pós-pandemia”, comentou o principal autor do estudo, Jon Messenger.

Diferentes regimes 

O relatório analisa ainda diferentes formas de trabalho e os seus efeitos no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, incluindo trabalho por turnos, horas comprimidas e esquemas de média de horas.

Novas formas de trabalho inovadoras, como as introduzidas durante a pandemia por Covid-19, podem trazer grandes benefícios, incluindo uma maior produtividade.

“Este relatório mostra que, se aplicarmos algumas das lições da crise da Covid-19 e observarmos com muito cuidado a forma como as horas de trabalho são estruturadas, bem como sua duração total, podemos criar uma situação que seja benéfica para todos, melhorando o desempenho dos negócios e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, acrescenta.

No entanto, o relatório alertou que os benefícios de alguns regimes flexíveis, como passar mais tempo com a família, também podem ser acompanhados por uma maior desigualdade de género e riscos para a saúde.

Respostas pandémicas 

O relatório também analisa as medidas de resposta à crise que governos e empresas adotaram durante a pandemia para ajudar a manter as organizações em funcionamento preservar postos de trabalho, concluindo que a existência de mais trabalhadores com horários reduzido ajudou a evitar a perda de empregos.

O estudo também destaca mudanças a longo prazo. “A implementação em larga escala do teletrabalho em quase todos os lugares do mundo em que era possível fazê-lo vai mudar a natureza do emprego, provavelmente no futuro próximo”, afirma.

As medidas de crise do COVID-19 também produziram novas evidências mostrando que dar aos trabalhadores mais flexibilidade em como, onde e quando trabalham pode ser positivo para ambas as partes, com ganhos significativos de produtividade.

Por outro lado, restringir a flexibilidade traz custos substanciais, incluindo uma menor retenção de talento.

“Há uma quantidade substancial de resultados estatístico que demonstram que as políticas de promoção de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal fornecem benefícios significativos para as empresas, apoiando o argumento de que tais políticas são uma vantagem para empregadores e funcionários”, afirmou o relatório.

Observações

O relatório inclui uma série de conclusões, como a de que horas de trabalho mais longas geralmente estão associadas a menor produtividade, enquanto horas mais curtas estão ligadas a maior produção.

Também sustenta que as leis e regulamentos que estabelecem um limite máximo de horas trabalhadas e períodos de descanso obrigatórios contribuem para a saúde e o bem-estar da sociedade a longo prazo.

Recomendações 

Os vários países devem continuar a apoiar iniciativas da era da pandemia, como esquemas inclusivos de trabalho de curta duração, que não só salvaram empregos, mas também aumentaram o poder de compra e ajudaram a amortecer os efeitos das crises económicas.

O relatório defende também uma mudança nas políticas públicas para reduzir o número de horas de trabalho em muitos países e promover um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional.

Por fim, a OIT incentiva o teletrabalho para ajudar a manter o emprego e dar aos trabalhadores mais liberdade.

No entanto, para conter possíveis efeitos negativos, alertou que esses e outros acordos de trabalho flexível precisam ser bem regulamentados, para apoiar o que é frequentemente chamado de “direito a desligar” do trabalho.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A Reinventar-se ao ritmo da própria vida

16 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Alguma vez tomou um antibiótico? Poucas serão as pessoas a ler este artigo que nunca o tenham feito. Este sucesso da biotecnologia moderna – que permitiu desenvolver e comercializar mais de 100 antibióticos diferentes desde que Alexander Fleming descobriu a penicilina há cerca de cem anos – mudou radicalmente a realidade demográfica desde o final da II Grande Guerra Mundial, altura em que começou a produção comercial. Em 1945, quando a guerra terminou, a população mundial rondava os 2,5 mil milhões – uns meros 77 anos depois atingimos os 8 mil milhões.

O acréscimo exponencial explica-se através de vários fatores, um dos quais é precisamente esta nova capacidade de combater infeções que antes eram frequentemente mortais. No entanto, estes avanços no conhecimento, embora tão significativos, revelaram-se insuficientes perante a versatilidade e aceleração adaptativa das bactérias patogénicas, o que criou a maior pandemia silenciosa deste novo século: a da resistência aos antibióticos.

Este exemplo mostra como a biotecnologia é moldada: precisa de se reinventar ao ritmo da própria vida enquanto responde às necessidades sociais, económicas e ambientais. Ou seja, é definida pela capacidade de rentabilizar os melhores avanços da engenharia, informática e outras construções humanas para interagir com a Natureza e extrair soluções à altura dos desafios com um fio condutor que é o da evolução permanente – tal como escrevia um filósofo da antiguidade, a mudança é a única constante da vida.

É fácil de ver onde têm sido concretizados os avanços mais notáveis da dimensão tecnológica nos últimos anos: desde o big data à inteligência artificial e da computação na nuvem aos robots autónomos, o mundo digital tornou-se tão real como o que vemos ao sair de casa e abriu as portas para a biotecnologia mostrar o que vale na agricultura, ambiente, saúde e bem-estar.

E já não era sem tempo. Sem essa capacidade tecnológica maciça seria impossível concretizar objetivos como o sequenciamento do genoma de todas as espécies do planeta, antecipar a atividade de moléculas recém-descobertas, criar plataformas de biologia sintética para produção de compostos que de outra forma seriam sobre extraídos da Natureza, ou ainda analisar sinais cerebrais de modo a detetar os padrões que antecipam esta ou aquela doença e abrem portas a terapêuticas mais precoces e direcionadas. Tornou-se viável extrair informação relevante de dados cada vez mais complexos e infindáveis. Olhar para os genomas já sequenciados para encontrar semelhanças e diferenças que se correlacionem com eficácia farmacológica de substâncias para animais ou com a resistência de plantas à seca, compreender o microbioma humano e desenvolver novas terapias com moléculas bioativas, modelar o microbioma do solo para estimular a produtividade – tudo isto não passava de um sonho até há bem pouco tempo. É até já praticável simular processos biotecnológicos com os designados gémeos digitais, assistentes virtuais que simulam condições processuais futuras. Todo o trabalho de integração, data mining, modelação e colaboração em rede, tornou-se não apenas possível, mas indispensável. A biotecnologia está em lua de mel com a bioinformática e vão multiplicar-se os algoritmos.

Para lá da fronteira do conhecimento estende-se a via láctea da incerteza firmemente incrustada no universo insondável onde mora tudo o que nem sabemos que não sabemos. Tal como nos jogos online onde se constroem civilizações a biotecnologia vai continuar a conquistar esses espaços desconhecidos, resgatá-los da sombra para dar novos mundos ao mundo. Por exemplo, é previsível que venha a coalescer com a dimensão da computação quântica – mas as formas que tal pode adquirir são profundamente incertas. E a seguir, o que virá? Aqui a bola de cristal fica enevoada e as previsões começam a lembrar desejos: terapias de precisão, captação de carbono à escala do clima, empoderamento do Sul global, sustentabilidade em tempo útil… É improvável que a biotecnologia possa ser tudo para todos, mas não nos podemos esquecer que «pelo sonho é que vamos».

Enquanto diretora de uma faculdade de biotecnologia, acredito que abrimos caminho para que os alunos possam sonhar. Sim, também aprendem microbiologia, bioengenharia e nutrição, mas o conhecimento precisa de caixilho. O sonho de um bem maior – maior que o ego, que o dinheiro e que o poder – é que pode gerar ao mesmo tempo o leme moral e a convicção que move as montanhas onde se escondiam as soluções. Tudo o resto decorre de algumas características que os investigadores conhecem: curiosidade, persistência, abertura, humildade e raciocínio crítico. Estes traços de caráter talvez não se ensinem facilmente, mas fazem parte do esforço para cultivar a mente que a sociedade pede ao mundo universitário em geral e que a evolução da biotecnologia em direção ao desconhecido torna essenciais.

No conceito de biotecnologia há um último aspeto que gostaria ainda de aprofundar: trata-se da sua relação conceptual íntima com a vida e o mundo natural. Sem entrar em considerações epistemológicas encontra-se apesar de tudo um dilema claro: queremos melhorar a Natureza ou aprender a segui-la? Sentimo-nos gestores de recursos ou parte integrante de um ecossistema? As respostas que escolhermos vão moldar o futuro da biotecnologia tanto ou mais que o primeiro antibiótico marcou o último meio século, com a diferença de que quaisquer desenvolvimentos se farão sentir junto dos doentes e dos saudáveis, dos vivos e dos que ainda não nasceram. Quem sabe no futuro a biotecnologia pode ajudar a nossa espécie a encontrar-se a si própria.

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Saiba quais são as tendências para o setor financeiro em 2023

16 Janeiro, 2023 by Denise Calado

A volatilidade, entre o clima de recessão económica previsto para 2023, pode trazer oportunidades para as empresas de serviços financeiros, como disseminação do open banking, a abertura ao metaverso, para além da regulamentação do mercado de criptoativos.

A consultora CI&T aponta três tendências que vão marcar o setor financeiro neste ano que agora se inicia:

I. Modelo ‘Buy Now, Pay Later’

À medida que a crise económica se agrava, é provável que as alternativas ‘Buy Now, Pay Later’ (BNPL) se tornem uma opção de pagamento mais recorrente (e atrativa). No entanto, a própria natureza deste tipo de crédito pode levar a que os consumidores se excedam e ultrapassem as suas possibilidades, levando a penalizações por atrasos no pagamento e dívidas crescentes. Assim, para se protegerem do aumento do risco de crédito, os fornecedores de soluções ‘Buy Now, Pay Later’ vão tornar-se mais cuidadosos e rigorosos quanto aos critérios de elegibilidade, às verificações de crédito e à dimensão dos empréstimos que oferecem aos clientes.

É necessário que haja uma comunicação mais eficaz entre estes fornecedores, para colmatar o ‘buraco negro’ que existe no historial de crédito dos consumidores – se não souberem quantas dívidas estes já tiverem contraído em opções BNPL anteriores, cria-se um enorme risco (tanto para o fornecedor como para o próprio consumidor). A disseminação crescente do open banking pode ajudar a resolver esta questão, mas depende sempre da disponibilidade dos consumidores para partilharem os seus dados. Embora seja provável que os mais responsáveis o façam, quem tem dificuldades em pagar dívidas poderá sempre recusar, tentando proteger as suas perspetivas futuras de conseguir empréstimos.

II. Regulamentação dos criptoativos

Os recentes avanços na regulamentação de criptoativos – como a proposta de regulação MiCA da União Europeia – indicam que há vontade de contar com um maior controlo neste mercado. No entanto, a cooperação internacional é limitada e a abordagem à regulação faz-se país por país, algo que deverá manter-se igual – por agora. Em última análise, a longo prazo será necessária uma abordagem global, que seja coordenada, consistente e abrangente. Cabe aos países pioneiros na utilização de criptoativos estabelecer as regras e padrões a seguir – se surgir uma política pré-definida e universal, surgirão também oportunidades mais amplas para o comércio global.

III. O Metaverso também vai chegar aos bancos

Alguns bancos já utilizam a Realidade Aumentada e Virtual (RA e RV) para formar os seus colaboradores que contactam mais com os clientes. À medida que a Internet evolui, devemos também considerar a hipótese de os grandes bancos começarem a recorrer ao metaverso para melhorar a experiência de cliente. Perante os encerramentos de sucursais, ele surge como uma alternativa para proporcionar uma abordagem mais personalizada e com um toque humano. No entanto, um grande obstáculo à adoção em larga escala do metaverso no setor bancário prende-se com o acesso dos consumidores à tecnologia necessária. Os preços dos headsets, entre outros, tornam-no inacessível para muitos; e embora os avanços tecnológicos possam levar à redução deste custo, há ainda um longo caminho a percorrer até aí chegar. Só quando existir uma base sólida de utilizadores do metaverso é que os nossos bancos vão começar a levá-lo mais a sério enquanto opção para o dia a dia.

 

À medida que os preços dos bens essenciais e da energia continuam a aumentar, as famílias têm cada vez mais dificuldades em pagar as contas e as empresas enfrentam também um futuro mais difícil. Se 2022 já foi um ano desafiante para todos, em 2023 vamos sentir ainda mais as repercussões da recessão económica. É por isso que os profissionais do setor bancário e de serviços financeiros devem apoiar-se na tecnologia e estar atentos às novas soluções que podem realmente transformar a forma como interagem com os clientes e com o capital. Os tempos de mudança são também tempos de oportunidade – e, neste caso, de forjar um futuro mais digital, positivo e próspero

David Ritter, Director, Financial Services Strategy da CI&T

Arquivado em:Economia, Notícias

Salário dos portugueses deverá subir 4%

16 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Os empregadores portugueses planeiam aumentar os seus orçamentos para suportar subidas salariais de 4% em 2023, ultrapassando o aumento médio de 3,2% dos orçamentos atribuídos em 2022.

Numa nova análise, que contou com a participação de cerca de 400 organizações em Portugal, metade (51%) das empresas afirmou que o seu orçamento salarial é agora mais elevado do que esperavam que seria.

Estas são parte das principais conclusões do “Salary Budget Planning Report”, elaborado pela seguradora WTW, realizado em novembro de 2022, com um total de 159 países envolvidos.

Aumentos salariais

Os empregadores estão a aumentar os orçamentos salariais por três razões chave: 86% afirmam que estão preocupados com a inflação, 44% que estão a responder a um mercado de trabalho mais exigente, e 30% que querem melhorar a retenção do pessoal existente.

Entre as empresas portuguesas que participaram no estudo da WTW, um quarto (27%) acredita que as perspetivas para os seus negócios são melhores do que tinham previsto, enquanto 46% afirma que estão de acordo com as suas expetativas. Além disso, 17% planeia aumentar o número de funcionários efetivos nos próximos 12 meses. Metade (52%) dos empregadores planeia, ainda, recrutar novos profissionais para funções de vendas nos próximos 12 meses, enquanto 44% está a contratar para funções de TI e 39% pretende recrutar mais profissionais de engenharia.

 

Os empregadores enfrentam escolhas difíceis numa altura em que tentam controlar os custos num clima económico difícil, mas também lutam para manter os seus níveis salariais atrativos. A pressão da inflação e um mercado de trabalho competitivo estão a forçar muitos a aumentar os seus orçamentos salariais, de modo a poderem reter e atrair os melhores profissionais. As organizações que tiverem sucesso terão uma estratégia de recompensas mais clara e uma compreensão do que os funcionários realmente procuram. Embora a remuneração seja importante, há muitos outros fatores envolvidos no envolvimento e sucesso no local de trabalho, e os empregadores precisam de proporcionar uma experiência global atrativa aos seus colaboradores

Sandra Bento, Associate Director da WTW Portugal

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Endogamia

16 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Fala-se pouco de endogamia em Portugal. Devia falar-se mais. Os casos recentes envolvendo o governo têm muito a ver com endogamia. Esta palavra, na origem biológica, refere-se à presença de consanguinidade. A endogamia, no contexto social, caracteriza a escolha do que é próximo. Substitui o mérito: mete-se uma pessoa que pode ser menos adequada mas que dá mais confiança. Prefere-se a certeza de alguém que não faz ondas e que até pode ter rabos de palha a alguém que possa ver estragar o estado de coisas, o status quo.

A endogamia prolifera no governo, nas empresas, nas universidades, nos partidos políticos, nas comunidades. Toma por vezes a forma de nepotismo: meter familiares e amigos em lugares que se consegue influenciar. Haverá casos, certamente, em que além das ligações existirá mérito. Mas mesmo esses casos devem ser geridos com cautela: não basta ser, é preciso parecer sério. Arredar a endogamia é uma forma de proteger as instituições e por inerência as próprias pessoas que a practicam – mesmo que pareça o contrário.

Enquanto tendermos a proteger “os nossos”, desprotegeremos as instituições. Para fora, passa a ideia, justa ou injusta, de que quem pode anda à procura de tachos. Essa perceção alimenta populismos e mata a democracia. Por isso, mais que falar dos perigos do populismo, importa combater de facto o populismo. Acabar com práticas endogâmicas pode ser uma boa maneira de começar.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 80
  • Página 81
  • Página 82
  • Página 83
  • Página 84
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.