• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      João Silva Martins é o novo Digital Operations & Information Security Director da Securitas Portugal

      De processo esquecido a prioridade estratégica: qual é o futuro do alargamento europeu?

      Tecnologia barata, custos elevados: a equação que preocupa as empresas

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      João Silva Martins é o novo Digital Operations & Information Security Director da Securitas Portugal

      De processo esquecido a prioridade estratégica: qual é o futuro do alargamento europeu?

      Tecnologia barata, custos elevados: a equação que preocupa as empresas

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Leonor Wicke

Autoliderança ao longo da vida: liderar-se antes de liderar os outros

15 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Autoliderança não é um conceito abstrato nem um luxo para momentos de calma. É a capacidade de assumir a autoria da própria vida, todos os dias, mesmo quando o contexto é incerto, a pressão é alta e as respostas não são óbvias. Antes do cargo, da função ou do título, existe sempre uma pessoa. E é aí que a liderança começa.

Liderar-se exige consciência. Não a consciência idealizada, mas a real: perceber como se pensa, como se reage, onde se repete padrões e onde se evita responsabilidade. A maioria das decisões não falha por falta de competência técnica, mas por falta de consciência emocional. Quem não se observa, reage. E quem reage, dificilmente lidera.

Responsabilidade pessoal é o ponto de viragem. Liderar-se é abandonar o conforto da culpa e assumir o desconforto da escolha. Nem tudo está sob controlo, mas tudo exige uma resposta. Os líderes que se responsabilizam por si criam culturas onde as pessoas deixam de se esconder atrás de desculpas e passam a assumir compromisso.

As emoções não desaparecem com a experiência. Pelo contrário, intensificam-se. Pressão, frustração, medo, ambição, insegurança. A autoliderança não é ignorar emoções, é saber lidar com elas sem as projetar nos outros. A maturidade emocional mede-se pela capacidade de criar espaço entre o estímulo e a resposta. Este espaço é liderança.

Os valores não servem para apresentações institucionais. Servem para decisões difíceis. Autoliderança é testar valores na prática, quando dizer “não” tem custo, quando manter integridade significa abdicar de ganhos imediatos. A confiança  própria e alheia constrói-se neste lugar invisível onde coerência importa mais do que conveniência.

Disciplina não é rigidez. É respeito por si mesmo. É consistência quando a motivação falha, é cuidar da energia antes de exigir desempenho, é compreender que a liderança sustentável não nasce do excesso, mas do equilíbrio. Quem não se sabe gerir acaba, inevitavelmente, por desgastar pessoas e resultados.

As relações revelam tudo. A forma como se comunica, como se escuta, como se reage ao conflito e como se estabelece limites é o reflexo direto do nível de autoliderança desenvolvido. Não existe liderança saudável sem conversas difíceis, nem influência real sem respeito mútuo.

O propósito não é fixo nem romântico. Evolui com a vida. Autoliderar-se é ter a coragem de ajustar o rumo, de redefinir prioridades e de alinhar talento com impacto real. Liderar não é apenas entregar resultados, é gerar significado no caminho.

E depois há a impermanência. Mudanças, perdas, encerramentos. A autoliderança não elimina estas experiências, mas impede que se tornem cinismo ou rigidez. Maturidade é atravessar ciclos sem perder humanidade.

No fim, a verdade é simples e desconfortável: ninguém lidera os outros melhor do que lidera a si mesmo.

Autoliderança não é uma competência a desenvolver uma vez. É uma prática para a vida inteira.

Arquivado em:Opinião

Num mundo sem fumo, «a ciência é a pedra angular da transformação», explica Asli Ertonguc

15 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Em exclusivo para a Líder, a responsável aborda o papel da inovação e da ciência no desenvolvimento de produtos alternativos de nicotina, bem como as prioridades da BAT em diversidade, inclusão e sustentabilidade – pilares centrais na estratégia da empresa para construir um Amanhã Melhor.

Créditos: Joana Correia

A BAT está a passar por uma profunda transformação rumo a um Mundo Sem Fumo. Quais têm sido os principais desafios e conquistas nesta jornada de transição de um modelo de negócio tradicional para um mais inovador e sustentável?

A BAT está a passar por uma das transformações mais importantes da sua história, centrada na ambição de construir Um Amanhã Melhor. Esta transformação envolve a reformulação da nossa estratégia, focando-se em produtos alternativos ao tabaco tradicional, oferecendo diferentes opções aos consumidores e colocando a ciência e a tecnologia no centro de tudo o que fazemos. Requer também um investimento contínuo e significativo para garantir que estes produtos inovadores proporcionam evidência científica robusta e impacto no mundo real.

Um dos principais desafios tem sido implementar esta mudança de forma consistente em mercados e ambientes regulatórios muito diversos, mantendo elevados padrões de qualidade e excelência operacional. Talvez o maior desafio seja traduzir esta filosofia globalmente, uma vez que nem todos os países têm a mesma abertura ou enquadramento legal e regulamentar para os produtos que desenvolvemos. Ao mesmo tempo, mudar perceções e comportamentos leva tempo.

Apesar destes desafios, o progresso é claro e mensurável: mais de 29 milhões de consumidores adultos já mudaram para os nossos produtos sem combustão, e a dimensão Novas Categorias representa agora uma quota crescente da receita do Grupo. Em última análise, demonstrámos que é possível alinhar os objetivos de saúde pública com o crescimento empresarial sustentável, fazendo com que o objetivo de construir Um Amanhã Melhor não seja apenas uma ambição, mas uma realidade concreta e impactante.

 

A inovação e a ciência estão no centro da estratégia da BAT. Pode explicar como o investimento em investigação e desenvolvimento ajudou a acelerar a transição dos fumadores para produtos alternativos de nicotina?

A ciência é a pedra angular da nossa transformação, e acreditamos firmemente que a inovação deve ser sempre guiada por evidência científica rigorosa para garantir a qualidade, segurança e eficácia dos nossos produtos. Por isso, a BAT construiu um ecossistema global de I&D que reúne mais de mil cientistas e especialistas em áreas como toxicologia, biotecnologia, análise química, investigação clínica, segurança de produto, qualidade e ciência de dados. Juntos, desenvolvem e aperfeiçoam continuamente os nossos produtos de ‘vaping’, tabaco aquecido e bolsas de nicotina.

Todas as nossas atividades de investigação operam sob rigorosos padrões GLP e GCP, sendo cada fase do desenvolvimento sujeita a escrutínio interno e externo, apoiada por um sistema eletrónico de gestão de qualidade (e-QMS). Os produtos passam por múltiplas fases de testes rigorosos antes de chegar aos consumidores, garantindo que estão suportados por evidência científica sólida. Um exemplo emblemático deste compromisso de longo prazo é o nosso maior centro de investigação global em Southampton, no Reino Unido, onde investimos mais de 300 milhões de libras. Este centro permite-nos conduzir investigação científica mais profunda, avançada e continuamente atualizada, garantindo que os nossos produtos cumprem os mais elevados padrões científicos.

Através de investigação transparente e revista por pares, conseguimos oferecer produtos alternativos de nicotina cientificamente fundamentados, que já levaram milhões de fumadores adultos a alterarem padrões de comportamento. Este nível de investimento é fundamental para oferecer escolhas mais conscientes aos consumidores adultos considerando a sua base científica sólida, refletindo não apenas ambição tecnológica, mas também uma responsabilidade ética para apoiar os objetivos de saúde pública.

Créditos: Joana Correia.

A diversidade e inclusão são pilares-chave da cultura da BAT. Como se refletem estes valores no seu estilo de liderança e na promoção do talento feminino em cargos de decisão?

A diversidade e inclusão são centrais na nossa cultura e filosofia de liderança, porque acreditamos que a inovação floresce em ambientes onde diferentes perspetivas são valorizadas e as pessoas se sentem capacitadas para dar o seu melhor. Como empresa global presente em mais de 140 países, acolhemos talento de todo o mundo, e esta diversidade tem sido um dos principais motores da excelência e desempenho das nossas equipas, independentemente de género ou nacionalidade.

Temos feito progressos fortes e mensuráveis na promoção de igualdade de género na organização. Atualmente, as mulheres ocupam quase 40% dos cargos de liderança sénior a nível global e, na Europa Ocidental, essa percentagem sobe para cerca de 60%. Estes resultados são apoiados por iniciativas concretas, como programas de mentoria, desenvolvimento de liderança e modelos de trabalho flexíveis, desenhados para remover barreiras, apoiar o progresso na carreira e fomentar talento feminino em todos os níveis.

A minha própria trajetória profissional reflete esta cultura inclusiva e no meu mérito. Juntei-me à empresa há quase 24 anos, na Turquia, e desde então trabalhei na Alemanha, Roménia e Reino Unido. Hoje sou Diretora da Europa Ocidental e Diretora Geral do Reino Unido e Irlanda. Esta progressão é um exemplo claro de como o desenvolvimento de liderança recompensa o desempenho, contributo e alinhamento com os valores da empresa. Lidero promovendo colaboração e o empoderamento, porque acredito que equipas diversas tomam melhores decisões.

 

A sustentabilidade é agora uma prioridade global. Que iniciativas concretas está a BAT a implementar para minimizar o impacto ambiental e garantir que um Amanhã Melhor se traduz em ações tangíveis?

A sustentabilidade está totalmente integrada na nossa estratégia de negócio e é um pilar fundamental da visão para construir Um Amanhã Melhor. O nosso compromisso vai muito além dos produtos que desenvolvemos e abrange a forma como obtemos matérias-primas, fabricamos, distribuímos e operamos em toda a cadeia de valor. Encaramos a sustentabilidade como uma responsabilidade concreta, com objetivos claros e mensuráveis para reduzir significativamente o impacto ambiental das nossas atividades. Estes compromissos estão totalmente alinhados com os objetivos internacionais climáticos e refletem a nossa contribuição proativa para agendas ambientais globais.

Na Europa Ocidental, estas ambições traduzem-se em ações concretas através de projetos locais de sustentabilidade, iniciativas de proteção da biodiversidade e promoção de práticas agrícolas responsáveis. A sustentabilidade também está presente nas operações diárias: a nossa frota de veículos tem agora um impacto ambiental significativamente menor, e todos os materiais utilizados nos nossos escritórios são reciclados. Para nós, a sustentabilidade não é um conceito aspiracional – é uma realidade operacional mensurável que orienta todos os aspetos do nosso negócio.

Créditos: Joana Correia.

Como é que a BAT equilibra a sua estratégia assente nas Novas Categorias com responsabilidade ética perante os consumidores adultos, considerando que a nicotina é viciante?

Reconhecemos plenamente que a nicotina é viciante. No entanto, sabemos que milhões de adultos continuam a fumar. Para estes consumidores, a nossa abordagem é oferecer alternativas sem combustão realistas e cientificamente comprovadas. Esta responsabilidade leva-nos a aplicar padrões de rigor científico, técnico e regulamentar que muitas vezes vão além dos requisitos legais existentes.

A nossa estratégia global assenta na ciência, transparência e responsabilidade. Estamos conscientes de que nenhum produto é totalmente isento de risco, mas o nosso objetivo é atenuar o impacto do negócio na saúde pública, apresentando produtos alternativos aos consumidores adultos.

Esta estratégia é suportada por um investimento anual em I&D superior a 300 milhões de libras e pela nossa plataforma científica Omni™, que partilha abertamente a investigação com reguladores, cientistas e peritos independentes. A responsabilidade ética está no centro de tudo o que fazemos. Os nossos produtos destinam-se exclusivamente a adultos, e seguimos rigorosamente tecnologias de verificação de idade, enquadramentos regulamentares e regras de marketing. Ao mesmo tempo, asseguramos que cada produto lançado cumpre os mais elevados padrões de validação científica, qualidade e segurança.

 

Que exemplos, de países como a Suécia e o Reino Unido, demonstram a eficácia das Novas Categorias, e que lições podem ser aplicadas noutros mercados, como Portugal, para acelerar a transição para um Mundo Sem Fumo?

A Suécia é o exemplo mais consistente e convincente de sucesso na introdução de Novas Categorias na Europa. Está prestes a tornar-se o primeiro país da UE a alcançar o estatuto de livre de fumo. Este resultado positivo deve-se a escolhas conscientes dos consumidores, forte investimento em educação e literacia sobre tabaco, e a um enquadramento regulamentar que permite o acesso a alternativas inovadoras. Quando estes fatores se conjugam – consciência do consumidor, regulamentação favorável, inovação e tecnologia – o progresso é real.

O Reino Unido é outro exemplo sólido desta abordagem pragmática e assente na ciência. Graças à regulamentação em evidência e ao envolvimento em saúde pública, há atualmente mais pessoas a usar produtos de vaping do que cigarros tradicionais, demonstrando claramente uma alteração no padrão de comportamento dos consumidores.

Estas experiências mostram que a regulamentação desenvolvida com base em evidência científica, inovação e educação do consumidor são motores-chave da mudança. Na Europa Ocidental – e particularmente em Portugal – vemos um potencial significativo. O nosso foco é aumentar a consciencialização, garantir acesso responsável a alternativas sem combustão e manter um diálogo aberto e construtivo com os decisores políticos. Estamos confiantes de que, com um enquadramento regulamentar com base em evidência científica, Portugal pode também juntar-se ao grupo de países que incentivam ativamente escolhas mais informadas e conscientes por parte dos fumadores.

 

Considerando que os produtos não combustíveis já representam 18% das receitas da BAT, quais são as projeções financeiras e estratégicas da empresa até 2035, quando pretende tornar-se predominantemente sem fumo, e como é que a inovação em I&D irá apoiar este crescimento?

A transformação da BAT continua a gerar resultados fortes, com os produtos sem combustão a representarem atualmente 18% da receita total. Pretendemos que, até 2035, pelo menos 50% da receita venha das Novas Categorias e alcançar 50 milhões de consumidores adultos de produtos de risco reduzido até 2030.

Este crescimento é impulsionado por mais de 1.600 cientistas a trabalhar em engenharia, biotecnologia, desenvolvimento de produtos e tecnologia digital. A Europa, e particularmente Portugal, desempenha um papel fundamental, combinando inovação, regulamentação responsável e envolvimento do consumidor.

Graças à investigação e desenvolvimento, atingimos margens de lucro significativas nos novos produtos, embora estas variem de acordo com a legislação de cada país. Acreditamos que, com regulamentações favoráveis, podemos expandir o sucesso, oferecer alternativas sem combustão aos consumidores adultos e contribuir para um futuro mais sustentável.

Fotografias: Joana Correia

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a BAT.

Arquivado em:Líder Corner

Presidenciais 2026: comunicação digital dos candidatos privilegia relação, mas não mobiliza

14 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

A conclusão é de um estudo realizado por dois professores do IPAM, que analisou a forma como os candidatos às eleições Presidenciais de 2026 comunicaram nas principais redes sociais ao longo do mês de dezembro de 2025.

A análise incide sobre 2.104 publicações feitas no Facebook, Instagram e TikTok por oito candidatos: André Ventura, António Filipe, António José Seguro, Catarina Martins, Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo, Jorge Pinto e Luís Marques Mendes.

 

Temas festivos predominam

Os dados mostram que mais de metade das publicações analisadas corresponde a mensagens sazonais, sobretudo associadas ao Natal e ao Ano Novo. Quando somados os conteúdos relacionados com eventos, visitas e ações de proximidade, cerca de três quartos da comunicação digital dos candidatos assume um carácter predominantemente relacional e simbólico, ficando a comunicação programática ou de confronto político claramente em segundo plano.

Apesar de abordarem temas semelhantes, os candidatos diferenciam-se sobretudo na forma como os enquadram, usando o mesmo contexto (como o Natal) para transmitir mensagens de justiça social, união institucional, identidade nacional ou clivagem política.

«O objetivo deste estudo não é avaliar ou julgar posições políticas, mas compreender de que forma os candidatos usam as redes sociais enquanto instrumentos de comunicação, que estilos discursivos privilegiam e que tipo de relação constroem com as suas audiências», explica Luís Bettencourt Moniz, um dos autores do estudo e professor do IPAM.

A análise do envolvimento confirma que este tipo de comunicação emocional é o que gera maior volume de reações, alcance e partilhas, em particular no Instagram e no TikTok. Já os conteúdos de visão política ou mobilização programática tendem a alcançar menos pessoas, mas estimulam comentários mais longos e politizados, revelando maior densidade discursiva e reforçando a distinção entre estratégias orientadas para o alcance emocional e estratégias focadas na coerência ideológica.

«Em dezembro observámos duas estratégias claras: uma mais emocional, orientada para o alcance, e outra mais política, focada na mobilização interna. No entanto, nenhuma delas teve como objetivo central convencer novos eleitores», sublinha João Andrade Costa, coautor do estudo e professor do IPAM.

 

Comunidades pequenas vs audiências amplas: o retrato por candidato

A análise revela uma clivagem clara entre candidatos que privilegiam escala e amplificação e aqueles que apostam na intensidade da relação com comunidades mais pequenas. Os dados mostram que volumes elevados de interações não correspondem, necessariamente, a maior envolvimento relativo, nem a uma ligação mais sólida com os seguidores.

Jorge Pinto é o exemplo mais evidente de mobilização intensiva. Com uma média de engagement de 41,2%, a mais elevada do estudo, e cerca de 397 mil interações geradas ao longo de dezembro, o candidato construiu uma relação muito intensa com uma comunidade reduzida, mas fortemente identificada do ponto de vista ideológico. O alcance é limitado, mas a capacidade de mobilização interna é elevada.

Num registo distinto, Cotrim Figueiredo consegue combinar exposição e envolvimento. Com 215 publicações, regista um engagement médio de 11,6% e ultrapassa 1,2 milhões de interações, posicionando-se como um dos candidatos com melhor equilíbrio entre escala e intensidade da relação com o público. A sua comunicação beneficia da leitura mediática da campanha e da aposta na competição eleitoral, sem depender exclusivamente da polarização.

André Ventura lidera de forma destacada em termos de escala. As 372 publicações analisadas geraram mais de 5,5 milhões de interações, o valor absoluto mais elevado do estudo. No entanto, o engagement médio fica-se pelos 1,9%, o mais baixo entre os candidatos, revelando uma relação menos intensa com audiências amplas, heterogéneas e fortemente polarizadas. O estudo aponta para uma mobilização sustentada no conflito, eficaz para amplificação, mas menos consistente na construção de envolvimento.

António Filipe e Catarina Martins apresentam padrões semelhantes de comunicação ideológica. António Filipe, com um engagement médio de 8,6% e cerca de 268 mil interações, mobiliza de forma estável públicos politicamente alinhados, ainda que com alcance limitado. Catarina Martins, por sua vez, regista um engagement médio de 4,4% e aproximadamente 308 mil interações, sustentadas numa comunidade coesa, mas de menor dimensão.

Gouveia e Melo destaca-se pelo volume de atividade, com 400 publicações no período analisado. Apesar de somar mais de 567 mil interações, o engagement médio situa-se nos 6,8%, refletindo uma comunicação marcada por visibilidade institucional e proximidade social, mas com fraca coesão relacional e menor ativação emocional.

António José Seguro apresenta uma presença digital regular e pouco polarizadora. Com 354 publicações, um engagement médio de 4,8% e cerca de 482 mil interações, a sua estratégia assenta numa narrativa de estabilidade e confiança, sem picos de viralidade, mas com envolvimento consistente ao longo do mês.

Luís Marques Mendes surge como o candidato com menor tração digital. Apesar de 226 publicações, o engagement médio não ultrapassa os 4,9%, com cerca de 141 mil interações, o que indica dificuldades na mobilização da audiência e na criação de uma relação digital significativa.

 

Redes sociais com lógicas distintas

O estudo confirma ainda que as três plataformas analisadas apresentam dinâmicas próprias. Facebook e Instagram registam níveis de engagement mais estáveis, enquanto o TikTok se caracteriza por picos elevados associados a conteúdos pontuais e virais, sem consistência ao longo do tempo. Nesta rede, poucos conteúdos concentram grande parte das interações, beneficiando formatos específicos em detrimento da regularidade. «A comunicação política digital em dezembro funcionou sobretudo como um espaço de relação e de reforço identitário, e não como um espaço de debate público ou de persuasão eleitoral», resume Luís Bettencourt Moniz.

Para João Andrade Costa, os resultados mostram que «a eficácia da comunicação digital não pode ser avaliada apenas pelo engagement. É necessário olhar para a visibilidade, a regularidade, o tom discursivo e a capacidade de gerar reconhecimento simbólico. Em dezembro, quem apostou na emoção ganhou alcance; quem apostou na política ‘pura e dura’ ganhou coerência, mas não escala».

Arquivado em:Notícias, Política

Saúde em Portugal: desigualdades persistem e mais de metade dos portugueses recorre à automedicação

14 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

As conclusões são dos relatórios Acesso a Cuidados de Saúde 2025 e Automedicação em Portugal: Práticas, Determinantes e Perfis Comportamentais, que caracterizam as escolhas feitas pelos cidadãos desde o momento em que sentem a possibilidade de doença, identificando barreiras no acesso a cuidados de saúde e discutindo as implicações para a equidade e eficiência do sistema de saúde. Analisam ainda a forma como os residentes em Portugal gerem, no quotidiano, episódios de doença através do recurso à automedicação.

Os investigadores da Nova SBE Pedro Pita Barros (detentor da Cátedra BPI | Fundação ‘la Caixa’ em Economia da Saúde, no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação ‘la Caixa’, o BPI e a Nova SBE) e Carolina Santos são os autores de ambos dos relatórios.

 

Mais episódios de doença, sobretudo entre jovens e populações vulneráveis

A investigação sobre o acesso aos cuidados de saúde parte da análise dos episódios de doença e revela que, em 2025, 45,5% dos inquiridos reportaram ter tido pelo menos um episódio de doença (um aumento de 3,2 pontos percentuais face a 2023, aproximando-se do máximo registado em 2015 – 46,3%). Embora a probabilidade de ocorrência de episódios de doença aumente com a idade, no período em análise observou-se uma atenuação do gradiente etário provocada por um aumento significativo da incidência de episódios de doença entre os grupos mais jovens (em particular no grupo 15 e os 29 anos, onde a proporção de indivíduos que se sentiram doentes subiu para 36,7%, mais 11,4 pontos percentuais do que em 2023). Este agravamento foi especialmente significativo entre mulheres em situação socioeconómica mais desfavorável.

Paralelamente, mantém-se um forte gradiente socioeconómico na ocorrência de episódios de doença com 67% dos indivíduos do escalão económico mais desfavorecido (vs 39% entre os escalões mais favorecidos) a reportarem ter sofrido um episódio de doença.

 

Aumenta o recurso à automedicação e diminui a procura de ajuda profissional

Em 2025 a percentagem de indivíduos que ao sentirem-se doentes não recorreram a ajuda profissional no sistema de saúde, aumentou, passando de 11,26% em 2023 para 14,26% em 2025. Entre os indivíduos que, ao sentirem-se doentes, optam por não recorrer a auxílio profissional, 76,4% optaram pela automedicação (sobretudo com base em experiências anteriores com problemas de saúde semelhantes) e cerca de 23,6% preferiram aguardar pela melhoria dos sintomas.

Estes dados cruzam-se com o relatório sobre automedicação, que explica que mais de metade da população residente em Portugal continental (51,85%) já recorreu à automedicação em algum momento da sua vida. O estudo – baseado num inquérito realizado em dezembro de 2022 junto de 1.066 indivíduos com 15 ou mais anos – revela que a automedicação é uma prática generalizada.

Entre os indivíduos que se automedicaram, cerca de sete em cada dez (68,85%) referiram que, na experiência mais recente, o problema de saúde ficou resolvido sem necessidade de recorrer posteriormente a cuidados de saúde profissionais. A automedicação é utilizada sobretudo para tratar sintomas de gripe ou constipação (53,05%) e dores de cabeça (21,12%), mas estende-se também a problemas mais sensíveis, como ansiedade, depressão, asma ou outras doenças crónicas, o que levanta preocupações acrescidas.

Apesar da taxa global de sucesso, o relatório mostra que níveis mais elevados de confiança na automedicação estão associados a menor probabilidade de sucesso, sugerindo que o excesso de confiança pode conduzir a decisões menos adequadas.

 

Baixa perceção de gravidade, tempos de espera e custos afastam cidadãos dos cuidados de saúde

A decisão de não procurar cuidados de saúde é maioritariamente justificada pela perceção de baixa gravidade do problema, mantendo-se também os tempos de espera como uma das razões mais frequentemente apontadas (à semelhança do observado em 2023 no relatório Acesso a Cuidados de Saúde 2025).

De entre a população que recorre a serviços de saúde, os indivíduos com 65 ou mais anos são o grupo que apresenta uma maior probabilidade de recorrer ao sistema de saúde (refletindo uma maior perceção de risco de problema sério) e, à semelhança de anos anteriores, a ocorrência de problemas inesperados mantém-se como o principal motivo que leva à procura de cuidados de saúde.

As barreiras financeiras continuam a constituir o principal entrave ao acesso a cuidados de saúde em Portugal, com um acentuado gradiente socioeconómico, particularmente no acesso à medicação. Os indivíduos em situação de maior privação económica apresentam uma probabilidade significativamente superior de não adquirir toda a medicação necessária ao tratamento de um episódio de doença. Este diferencial agravou-se nos últimos anos: enquanto em 2023 a diferença face aos escalões socioeconómicos mais favorecidos era de 40 pontos percentuais, em 2025 aumentou para 51 pontos percentuais.

Os indivíduos dos escalões socioeconómicos mais baixos apresentam também maior probabilidade de não recorrer a consultas ou serviços de urgência por motivos financeiros. Ainda que este gradiente tenha diminuído entre 2023 e 2025 (passando de 21 para 11 pontos percentuais), a existência de barreiras financeiras no acesso a cuidados de saúde sugere que as barreiras financeiras vão além das taxas moderadoras, cuja eliminação progressiva não foi suficiente para eliminar estas desigualdades.

 

Barreiras financeiras e organizacionais continuam a condicionar o acesso ao SNS

Os resultados mostram ainda que os medicamentos prescritos continuam a representar a principal rubrica de despesa suportada pelos cidadãos, na sequência de uma ida aos cuidados de saúde primários do SNS ou de um serviço de urgência do SNS, e mais de metade dos indivíduos em situação de maior privação económica reportaram não conseguir adquirir toda a medicação necessária, evidenciando que as necessidades de saúde não satisfeitas continuam a estar fortemente associadas a barreiras financeiras persistentes.

No que respeita às barreiras não financeiras, entre 2023 e 2025 registou-se um aumento significativo da probabilidade de cancelamento de consultas e exames por iniciativa do prestador. Em 2025, verifica-se um acentuado gradiente socioeconómico nos cancelamentos de consultas e exames com a probabilidade a variar entre 2,65% nos escalões socioeconómicos mais favorecidos e 19,76% no escalão mais desfavorecido. «Este padrão não deverá, contudo, ser interpretado como discriminação ativa do SNS, uma vez que poderá resultar, por exemplo, de desigualdades territoriais na disponibilidade de recursos humanos em saúde», referem os investigadores.

No que respeita à utilização dos serviços de saúde, entre 2022 e 2025 registou-se uma diminuição da probabilidade de recorrer exclusivamente ao SNS: embora este continue a ser a principal resposta para a larga maioria da população, o recurso exclusivo ao SNS passou de 88% em 2023 para 82% em 2025.

Os cuidados de saúde primários continuam a ser os mais procurados no SNS, sendo de destacar o aumento significativo da utilização da linha SNS 24 resultante do programa “Ligue antes, salve vidas” que não só ajudou a reduzir a procura por urgências no SNS como não provocou um aumento das idas às urgências privadas, tendo incrementado o recurso aos cuidados primários do SNS e a consultas no setor privado.

Este padrão é consistente com os dados aferidos que mostram que 34,40% dos inquiridos já recorreram à linha SNS 24 em algum momento para aconselhamento ou orientação em saúde: menos de metade (47,87%) foi encaminhada para um serviço de urgência hospitalar do SNS, 23,36% foram direcionados para os cuidados de saúde primários do SNS e 23,34% receberam indicação para permanecer em casa e monitorizar os sintomas. Importa ainda salientar o elevado grau de adesão às recomendações fornecidas – 96,9% dos indivíduos encaminhados para as urgências hospitalares efetivamente recorreram a este serviço e 83,58% dos que foram encaminhados para cuidados de saúde primários deslocaram-se à unidade indicada.

 

Menos médicos de família no SNS agravam desigualdades e reforçam recurso ao privado

O relatório evidencia ainda desafios estruturais persistentes. A cobertura por médico de família no SNS diminuiu de forma significativa, passando de 91% em 2019 para 79% em 2025, com desigualdades claras em função da condição socioeconómica e da região de residência. A escassez de médicos de família afeta de forma mais pronunciada os indivíduos pertencentes a escalões socioeconómicos mais desfavorecidos, bem como os residentes no Algarve, na Grande Lisboa e no Centro Litoral.

Esta realidade tem contribuído para um maior recurso a soluções no setor privado: em 2025, a probabilidade de um indivíduo ter médico de família no setor privado ascendia a 14,79%, mesmo após controlo pelas características socioeconómicas da população e pela cobertura no SNS. Perante um episódio de doença, os indivíduos com médico de família no privado apresentam uma maior probabilidade de recorrer exclusivamente a cuidados de saúde nesse setor, influenciando de forma estrutural os padrões de acesso e utilização dos cuidados de saúde.

Por último, a análise da perceção de cuidados prestados com dignidade, compaixão e respeito revela melhorias significativas na população com 80 ou mais anos. Em 2025, a probabilidade deste grupo etário reportar uma experiência positiva ascendeu a 85%, o que representa um aumento de 15 pontos percentuais face a 2023. Ainda assim, em termos globais, os níveis de satisfação com a humanização dos cuidados de saúde permanecem abaixo dos registados nos períodos pré-pandémico e pandémico.

Arquivado em:Notícias, Saúde

Mesquita Nunes, Mário Soares e Sá Carneiro: livros essenciais para compreender a política

14 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

A seleção de livros Leading Politics da última edição da Revista traz três nomes incontornáveis para pensar melhor sobre política na atualidade, à luz dos desafios que se levantam. Estas são as leituras essenciais para não esquecer o passado, compreender o presente e antecipar o futuro.

Boas leituras!

Algoritmocracia – Como a IA está a Transformar as Nossas Democracias – Adolfo Mesquita Nunes

Dom Quixote

Neste livro, Adolfo Mesquita Nunes mostra que a Inteligência Artificial não é apenas uma inovação tecnológica, mas um dos maiores desafios à sobrevivência das democracias liberais. Algoritmocracia é um alerta e um manifesto. A IA já molda o nosso quotidiano: organiza o que vemos, condiciona o que pensamos, influencia as nossas escolhas. É útil, mas também está a alterar o espaço político, amplificando populismos, radicalizando discursos e fragilizando a confiança nas instituições. Mais do que um diagnóstico, lança um debate e propõe caminhos para defender a liberdade de pensamento e a vitalidade da democracia liberal.

 

Mário Soares, Um Homem Inteiro – Luís Vasconcelos

Tinta da China

No centenário de Mário Soares, um grande álbum de fotos pelo seu fotógrafo oficial – Luís Vasconcelos. Livro-catálogo associado à exposição homónima, patente no Pavilhão de Portugal até janeiro de 2026, com textos de António Costa, José Manuel dos Santos e Sérgio B. Gomes.

 

Francisco Sá Carneiro: Solidão e Poder – Maria João Avillez

Oficina do Livro

Quarenta e cinco anos depois, Francisco Sá Carneiro – Solidão e Poder continua a ser um retrato do homem e do político, um livro essencial também para conhecer e compreender o Portugal que despontava no pós-25 de Abril. Uma vida breve, um percurso interrompido, um homem de vontade férrea e a cena política onde interveio, fazem de Francisco Sá Carneiro a figura incontornável que aqui se dá a conhecer pela mão de Maria João Avillez, que, um ano após a morte de Sá Carneiro, empreendeu a tarefa de o biografar. Surge, assim, esta reedição: para os que conheceram Sá Carneiro e para os que vão agora passar a conhecê-lo.

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Leading Politics, Livros e Revistas

IA, influência, sustentabilidade e ética

14 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Quando falamos de futuro falamos, inevitavelmente, de projeções, ou seja, de sinais e padrões que hoje são tendência e que amanhã serão norma. O marketing, enquanto espelho do comportamento humano, é um dos campos mais sensíveis a estas mudanças. 

Num cenário em que a Inteligência Artificial (IA) generativa já influencia decisões de compra, seja através de resultados de pesquisa, recomendações personalizadas ou assistentes virtuais, as marcas terão de competir não apenas pela atenção humana, mas também pela relevância algorítmica. Estar no top of mind será tão importante quanto estar no top of prompt. 

Ao mesmo tempo, o marketing de influência, que viveu o seu auge este ano com fenómenos virais como o “chocolate do Dubai”, evolui para um modelo mais consciente. A audiência já não procura apenas quem tem seguidores, mas quem tem uma voz com propósito. Influenciadores tornam-se curadores de causas, e as marcas que se associam a eles ganham não só visibilidade, como também, credibilidade. 

A sustentabilidade, por sua vez, deixa de ser um pilar paralelo para se tornar um eixo central das decisões de negócio. Surgem novos perfis profissionais – os sustainability marketeers –, especialistas que unem métricas de impacto ambiental e social a indicadores de performance. A narrativa green ganha profundidade quando o storytelling se alinha com dados e ações concretas. 

Outro movimento em ascensão é o da personalização ética. O consumidor quer experiências ajustadas ao seu perfil, mas sem sentir que foi “vigiado”. A transparência no uso de dados será uma nova forma de fidelização. Recordo o episódio de 2021, embora breve, em que muitos portugueses instalaram o Telegram e o Signal com receio das atualizações de privacidade do WhatsApp, um sinal claro de que a confiança também é um valor de marca. 

À medida que a tecnologia generativa se democratiza, a diferenciação passará também pela curadoria humana: quem souber usar a IA para amplificar criatividade, e não a substituir, destacará a sua marca.

O futuro do marketing não será apenas digital, mas mais humano por desenho, tecnológico por natureza e sustentável por obrigação. As marcas que entenderem esta tríade não apenas acompanharão o futuro, mas defini-lo-ão. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 60
  • Página 61
  • Página 62
  • Página 63
  • Página 64
  • Interim pages omitted …
  • Página 586
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.