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Marcelo Teixeira

Literacia em Portugal: desigualdades que continuam a marcar o litoral e o interior

8 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O Dia Internacional da Literacia, assinalado a 8 de setembro desde 1967, sob alçada da UNESCO, continua a lembrar-nos que saber ler e escrever é o alicerce da cidadania, da justiça social e da autonomia. Entretanto, apesar dos progressos visíveis em Portugal, as desigualdades regionais persistem — entre o litoral urbano e o interior envelhecido.

Os Censos de 2021 registaram uma taxa de analfabetismo de 3,08%, uma queda face aos 5,22% de 2011 Instituto Nacional de Estatística. Ainda assim, este progresso não foi homogéneo. Em Lisboa, por exemplo, a taxa ronda os 2%, enquanto no Alentejo chega a 5,4%, duas vezes mais que a média nacional.

No interior rural — esse espaço silenciado — estas percentagens traduzem-se em ausência de bibliotecas, concreto numa escola, silêncio no centro de uma aldeia. E continuam a mostrar que, quando não se lida com o livro, também se falha na leitura do mundo.

Norte versus Sul: um país com ritmos distintos na escola

Os indicadores mostram que o abandono escolar precoce caiu para mínimos históricos: apenas 5,9% em 2023, conforme estatísticas da Direção-Geral da Educação. Contudo, esse valor disfarça as assimetrias regionais. No Norte, o abandono foi ainda menor — 4,1% — enquanto no Sul persistem fragilidades educacionais (Algarve e Alentejo).

A leitura funcional, que deveria ser uma ponte entre aprender e pensar, encontra contudo barreiras no acesso polarizado à escola, às bibliotecas, ao ensino de qualidade.

Além dos dados nacionais, há outro gráfico que escolhe não aparecer: aquele dos adultos analfabetos no interior. Estimativas indicam que, entre os 10 e os 64 anos, existem centenas de milhares com leitura precária — muitos invisíveis para as estatísticas oficiais.

Aqui, a luta pela literacia é dupla: contra o analfabetismo literal e contra a longa sombra do analfabetismo funcional — aquele que impede interpretar um texto ou compreender as notícias que nos chegam todos os dias.

Lápis, ecrãs… e conexão digital desigual

O tema de 2025 — ‘Promover a literacia na era digital’ — coloca o dedo num nervo vivo do país. As escolas mais remotas do interior muitas vezes não chegam a tempo ao mundo digital. E isso acentua uma distância que já era sócio- educativa, transformando-a em digital.

O desafio não é só distribuir tablets, mas ensinar a pensar com eles e garantir que os jovens de aldeias se inscrevem na esfera pública — com literacia, com voz, com sentido de cidadania.

Portugal já reduziu o analfabetismo mais do que muitos países europeus. Passamos de 25,7% em 1970 para 3,1% em 2021 como nos dizem dados do PORDATA. Mas os mapas mostram que o país ainda está riscado por fronteiras invisíveis — entre litoral e interior, Norte e Sul.

Se a leitura é direito humano, é tempo de levar a biblioteca ao centro de todas as aldeias, de garantir formação de adultos longe das capitais, de digitalizar com dignidade. Porque, sem literacia, não se lê apenas menos livros: não se lê o país.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Famílias vão gastar 604€ por estudante no regresso às aulas de 2025

8 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O regresso às aulas em 2025 vai pesar mais no bolso das famílias portuguesas. Segundo o Observador Regresso às Aulas 2025, estudo do Cetelem (BNP Paribas Personal Finance), o gasto médio por estudante deverá subir para 604 euros, mais seis euros do que no ano passado. Só em material essencial, a estimativa é de 164 euros.

No entanto, apesar da contenção, os sinais de confiança financeira aumentaram: 28% dos encarregados de educação dizem sentir-se em melhor posição para enfrentar as despesas escolares (contra 24% em 2024). A maioria (50%) considera que a situação se mantém igual.

Compras presenciais voltam a dominar

As famílias continuam a preferir as compras presenciais: 48% optam por lojas físicas e 41% por uma combinação de online e presencial. Tal como papelarias e lojas especializadas lideram as escolhas (73%), seguidas de hiper e supermercados (65%).

Na lista de intenções de consumo, o material essencial lidera (88%), seguido por vestuário e calçado (84%), material de apoio didático extra (76%) e equipamento para educação física (75%). Em resultado, material artístico caiu para 55%. Apenas 30% equacionam comprar computadores — com um gasto médio previsto de 653 euros — menos sete pontos percentuais do que em 2024.

Estratégias de poupança e perceção financeira

A contenção continua a marcar a preparação do ano letivo. 66% das famílias dizem comprar apenas o necessário, 63% aproveitam promoções e 57% reutilizam material escolar.

No que toca à perceção financeira, há sinais de recuperação: 8% dos encarregados de educação avaliam a sua situação como excelente (vs 6% em 2024) e 26% como boa (vs 23%). Já a avaliação moderada desceu para 45% (vs 51%), enquanto 15% classificam como fraca e 6% como péssima.

Assim, as poupanças existentes vão ser usadas por 34% das famílias, enquanto 27% vão criar uma reserva específica para o regresso às aulas.

Tecnologia: preço, durabilidade e desempenho no topo

Computadores (80%) e smartphones (52%) continuam a ser os dispositivos mais usados pelos estudantes. A maioria dos computadores foi comprada novo (57%) ou cedida pela escola (34%).

A substituição destes equipamentos acontece, em média, a cada dois a cinco anos. O custo elevado (65%) é o maior entrave, seguido da falta de conhecimento técnico (22%). Os critérios mais valorizados são preço, durabilidade e desempenho.

Lei do telemóvel muda padrões de compra

A nova legislação que proíbe o uso de telemóveis até ao 6.º ano já é conhecida por 88% dos pais e encarregados de educação. Em muitas escolas, a medida já estava em prática: 27% aplicavam a regra integralmente e 35% tinham restrições parciais. Agora, 25% vão adotar a medida pela primeira vez.

O impacto nas compras é direto: 15% dos encarregados de educação afirmam que esta lei vai influenciar a decisão de não adquirir um smartphone para o seu educando.

Arquivado em:Educação, Notícias

O custo invisível do risco: como decidimos, erramos e crescemos

8 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Vivemos numa era em que cada escolha — seja mudar de carreira, investir numa startup ou arriscar numa relação — é acompanhada por um ruído constante: o medo de perder.

A Neurociência chama-lhe loss aversion: a tendência do cérebro humano em sentir o impacto da perda como duas vezes mais doloroso do que a satisfação do ganho. É este enviesamento que faz um investidor recuar perante uma ideia brilhante, um gestor hesitar em inovar, ou um indivíduo ficar preso num trabalho sem propósito.

Mas o risco não é o inimigo. O risco é inevitável. O verdadeiro erro é decidir com base em medo, não em consciência.

 

O Cérebro Humano como um ‘Venture Capitalist’

 Cada decisão que tomamos é, de facto, um investimento:

  • A amígdala mede a ameaça.
  • O nosso córtex pré-frontal avalia cenários futuros.
  • O estriado ventral processa a recompensa imediata.

Trata-se de um ‘comité de investimento interno’ – onde emoção e razão negoceiam em tempo real. E, tal como nos fundos de Venture Capital, o problema não está na escassez de boas ideias, mas na forma como avaliamos a incerteza.

Estudos recentes demonstram que líderes de topo não têm menos medo; apenas aprenderam a ‘reprogramar’ a leitura da incerteza como potencial de crescimento, e não como ameaça.

 

A Gestão de Risco nas escolhas pessoais

 Quantos talentos brilhantes se escondem atrás da ‘estabilidade’? Quantos casamentos fracassam porque ninguém ousou conversar sobre a verdade? Quantos projetos nunca saem do papel porque o medo de falhar supera a vontade de criar?

O risco pessoal é sempre o mais subestimado. Porque não há gráficos nem relatórios a medir o custo da oportunidade perdida. O custo invisível é o tempo: os anos que nunca voltam. E obrigam ao necessário luto ‘do que podia ter sido feito’.

 

O Risco nas Relações Íntimas

 Se a vida profissional nos expõe a riscos calculados, a vida íntima desafia-nos com riscos existenciais:

  • O risco de revelar vulnerabilidade.
  • O risco de amar e não ser correspondido.
  • O risco de confrontar verdades dolorosas.

A neurofisiologia explica: quando arriscamos numa relação, os circuitos de recompensa libertam oxitocina e dopamina, mas os de ameaça (amígdala) disparam medo de rejeição. É o dilema humano por excelência: buscamos ligação, mas tememos a perda. Tememos não ser validados, vistos, e, mais do que tudo, o terrível medo da rejeição e do abandono.

Na prática clínica observo que os casais mais resilientes não são os que evitam conflito, mas os que assumem riscos emocionais: dizer ‘preciso de ti’, admitir ‘sinto medo’, pedir ‘ajuda-me a crescer’, ‘apoia-me nesta fase’. Tal como nas empresas, também aqui a gestão de risco passa por transparência, confiança e abertura ao erro.

Sem risco, as relações tornam-se burocráticas. Com risco consciente, tornam-se vivas e transformadoras.

 

O risco nas escolhas profissionais

 Nas empresas, o medo da falha cria culturas silenciosas:

  • A reunião em que ninguém questiona o CEO.
  • O talento que abandona porque não sente espaço para ousar.
  • A equipa que inova apenas no PowerPoint, mas não no mercado.

A gestão de risco organizacional não é apenas compliance. É psicologia aplicada: construir ambientes onde o erro é tratado como informação, não como punição. Empresas que cultivam esta mentalidade criam ciclos de aprendizagem exponenciais – e são as que lideram mercados.

 

O tema da minha tese de Doutoramento: O risco em Venture Capital

 Aqui, o risco ganha escala. Cada decisão de investimento pode ditar a perda ou o ganho de milhões ou mesmo biliões de euros. A minha investigação de Doutoramento incide sobre como mitigar o risco na análise de startups por VCs.

O erro mais frequente? O viés de confirmação. Procuramos apenas dados que validem a nossa intuição inicial.

O antídoto? Processos estruturados de decisão, aliados a métricas que integram não só os KPIs financeiros, mas também indicadores de resiliência psicológica da equipa fundadora. O resto será um ‘segredo’ que partilharei em breve. Uma framework heurística que estou a desenvolver para a mitigação de risco de investimento de capital de risco.

Afinal, 70% das startups falham não por falta de um produto eficaz e com bom product-market fit, mas por conflitos internos e fragilidade emocional dos fundadores. O capital financeiro só prospera quando sustentado por capital humano sólido.

 

Risco ou coragem? Será uma escolha binária?

 

O oposto de risco não é segurança. É paralisia. Líderes, empreendedores e investidores que deixam o medo comandar a sua bússola vivem aprisionados em decisões defensivas. O desafio do século XXI não é eliminar o risco. É transformá-lo em combustível de crescimento.

Isso exige três práticas:

  1. Autoconsciência – reconhecer enviesamentos cognitivos do próprio antes de decidir.
  2. Disciplina emocional – treinar a mente para lidar com a incerteza como uma oportunidade.
  3. Aprender a tornar-se Antifrágil – transformar cada falha em plataforma para a próxima decisão.

É aqui que o coaching de alta performance é altamente útil.

 

O futuro pertence aos que arriscam com consciência

Na vida, no trabalho, nas relações íntimas ou no capital de risco, o verdadeiro líder não é aquele que foge do risco, mas o que o enxerga por inteiro, o compreende e o assume. Não há inovação sem risco. Não há amor sem vulnerabilidade. Não há futuro sem coragem.

A escolha está sempre diante de nós: ficar reféns do medo ou investir na construção da nossa melhor versão?

Para mim a pergunta é retórica. Desejo que venha a ser para si também.

A minha Proposta: olhe para a sua vida como um portfólio de investimentos. Onde coloca tempo, energia e capital emocional? Porque, no fim, o maior risco é não viver, não se expressar – nem amar – com Propósito.

Arquivado em:Opinião

Portugal atinge mínimos históricos no emprego temporário

5 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal registou no segundo trimestre de 2025 a mais baixa taxa de emprego temporário de que há memória. Apenas 15,6% dos trabalhadores estão em regime precário, enquanto 84,9% contam já com contrato sem termo. Os dados, divulgados pela Randstad Research, confirmam uma viragem estrutural no mercado laboral português: nunca tantos profissionais tiveram vínculos estáveis, nunca o emprego esteve em níveis tão elevados.

Estabilidade e confiança no mercado de trabalho

No total, o número de pessoas empregadas atingiu 5,25 milhões, o valor mais alto de sempre. Para Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal, estes números traduzem um salto de maturidade:

«A redução da taxa de emprego temporário é um sinal claro de maior maturidade do mercado de trabalho português. A estabilidade contratual não só aumenta a confiança dos trabalhadores, como permite às empresas construir equipas mais coesas e produtivas. Ainda assim, é importante garantir que esta evolução não compromete a flexibilidade necessária num mercado em rápida mudança.»

População ativa em máximos e qualificação em evolução

A população ativa cresceu para 5,57 milhões de pessoas, mais 30,6 mil do que no trimestre anterior. O emprego seguiu a mesma tendência, com mais 66,9 mil trabalhadores, fixando a taxa de emprego em 57,1%.

O perfil dos trabalhadores também está a mudar: 35,3% têm ensino superior, com uma taxa de emprego de 80,2%, claramente acima dos que concluíram apenas o secundário ou pós-secundário (70,6%). A indústria transformadora continua a ser um pilar (16,5% do emprego), seguida pelo comércio (14,8%). Nos serviços, educação e saúde somam 18,3% dos profissionais.

O emprego público também cresceu, ultrapassando os 760 mil trabalhadores, sobretudo na administração central, que concentra três em cada quatro postos.

Já o desemprego caiu para 329,5 mil pessoas, menos 36,3 mil face ao trimestre anterior. A taxa nacional fixou-se em 5,9%, uma das mais baixas desde 2022.

O desemprego jovem (16-24 anos) desceu 3,1 pontos, mas mantém-se elevado: 18,1%, quase três vezes a média nacional. Já o desemprego de longa duração continua a ser um desafio, representando 42,4% do total, embora em queda face ao ano anterior.

Regionalmente, os Açores registaram a taxa mais baixa (3,9%), seguidos do Algarve (4,5%). A mais alta pertence à Península de Setúbal (8,6%).

Remunerações, teletrabalho e novas empresas

  • Salários: a remuneração média bruta situou-se em 1.444,83€ em maio de 2025, mais 4,7% face a 2024, mas menos 1,1% do que no mês anterior. Lisboa continua a liderar com 1.794,80€.

  • Teletrabalho: subiu para 1,1 milhões de trabalhadores (20,9% do total). Lisboa e a Península de Setúbal são as únicas regiões acima da média nacional.

  • Dinamismo empresarial: em junho foram criadas 3.646 empresas e dissolvidas 672, invertendo a tendência negativa de 2023.

Apesar dos avanços, Portugal continua com um problema estrutural: 30,9% dos trabalhadores têm apenas o ensino básico, o dobro da média europeia. Este dado coloca o país entre os mais frágeis da UE no que toca à qualificação da força de trabalho, atrás de Espanha, Itália e Malta.

O desafio é claro: consolidar a estabilidade contratual sem perder flexibilidade, ao mesmo tempo que se acelera a formação e requalificação para enfrentar as exigências da economia digital.

Arquivado em:Economia, Notícias

Quando o corpo e o cérebro não falam a mesma língua

5 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Qual é a sua expectativa? Seria mais fácil resolver perturbações como a ansiedade se tudo se resumisse aos sinais corporais; se o corpo realmente não esquecesse e o cérebro estivesse lá, pronto para interpretar os sinais. Mas, como vimos, a interocepção não se limita às sensações que chegam do corpo. O cérebro está constantemente a fazer previsões sobre as sensações esperadas com base em experiências anteriores, acionando os ajustamentos necessários e verificando a compatibilidade entre as suas previsões e as sensações que lhe vão chegando. Se a previsão e os sinais coincidirem, então, nenhuma ação (ou sensação consciente) é exigida. Mas, se assim não for, é disparada uma mensagem de erro — sob a forma de um sentimento — que sinaliza a necessidade de proceder a uma adaptação e aprendizagem para atualizar a previsão para a vez seguinte. Geralmente, isto também não constitui um problema. Aprendemos a lição e seguimos em frente. Mas, como vimos, o sinal corporal que chega ao cérebro pode ser mais dramático do que a realidade, tal como a previsão. E quando os dois chocam, surge o problema: em qual devemos acreditar?

As nossas previsões variam, pela simples razão de que cada um de nós dispõe de uma combinação única de tendências genéticas e experiências de vida que influenciam o significado dos sinais corporais. Dependendo das experiências anteriores, aquilo que o cérebro espera que aconteça e para o qual se prepara pode estar totalmente desalinhado com o que está realmente a acontecer. Alguém que foi vítima de bullying em criança pode sentir que o seu cérebro prepara o corpo para o pior quando, por exemplo, entra numa escola para uma reunião.

Isto, por si só, pode não constituir um problema se a situação decorrer como previsto. A hipervigilância pode revelar-se uma boa estratégia caso o comportamento hostil persista. Mas, num mundo ideal, o corpo e o cérebro ajustariam rapidamente a previsão se surgissem evidências que a refutassem. A perturbação de stress pós-traumático é um exemplo extremo de situações em que este processo falha. Um estrondo repentino faz disparar o ritmo cardíaco de qualquer pessoa, mas o facto de as suas expectativas terem sido construídas numa rua segura e ladeada de árvores ou numa zona de guerra é determinante para que o choque inicial se transforme ou não num ataque de pânico.

 

O cérebro que insiste em manter-se no passado

Idealmente, o nosso cérebro identificaria rapidamente o que é mais fiável, se a previsão, se o sinal em direto, antes de responder para resolver o problema. Mas nem sempre é assim que funciona. Como e por que razão é que este processo pode falhar é o tema das experiências de Ryan Smith conhecidas por provocar salivação nos participantes.

Em experiências anteriores, Smith mediu a capacidade dos voluntários para detetarem os seus batimentos cardíacos quando estavam sentados calmamente. Numa das experiências, os voluntários foram informados de que podiam adivinhar; noutra, foram instruídos de que apenas deviam contar os batimentos cardíacos realmente sentidos. O objetivo de comparar estes dois valores era determinar quanto da sua consciência vinha do sinal corporal e quanto se baseava numa expectativa prévia. Depois, Smith pediu-lhes que sustivessem a respiração durante o máximo de tempo possível e repetissem as duas contagens — teoricamente, suster a respiração tornaria o sinal dos batimentos mais forte, intensificando o sinal ascendente sem alterar a previsão.

Smith queria encontrar uma resposta para a seguinte questão: qual é a intensidade do sinal necessária para que o cérebro altere a sua previsão? E o que as diferenças de mudar de um para o outro significam sobre a vulnerabilidade de alguém poder vir a sofrer de uma doença mental?

Verificou-se que as pessoas com perturbações de ansiedade, depressão, perturbações alimentares e dependências eram significativamente menos flexíveis. Tendiam a manter-se fiéis à previsão do cérebro sobre o que o seu coração estava a fazer, independentemente da mudança relatada pelo corpo. As pessoas saudáveis, por seu lado, mostraram-se muito melhores a ajustar as suas perceções e a confiar nas informações em tempo real, quando algo se alterava. Por outras palavras, pessoas saudáveis têm maior propensão para confiarem no seu corpo, enquanto pessoas com perturbações da saúde mental tendem a ficar cristalizadas nas lições do passado duramente aprendidas.

As experiências com a respiração pretendem mostrar se isto também se aplica a outras sensações além do ritmo cardíaco. O estudo estava apenas a começar quando visitei o laboratório em Tulsa; ainda não havia voluntários inscritos, mas, quando ensaiei o teste, fiquei surpreendida com o quão teimoso e inflexível o meu próprio cérebro se revelou.

Os altifalantes difundiam um som imediatamente antes de eu inspirar. Por vezes, o som era agudo, outras, grave. Algumas vezes, a minha respiração a seguir ao som era mais difícil, outras não. A minha tarefa consistia em dizer (a) se esperava uma respiração difícil depois de ouvir o som e (b) se realmente sentia que a respiração se tornava mais difícil. Dada a sensação desagradável que é sentir a respiração limitada, deveria ter sido fácil — e enquanto eu estava a realizar a experiência, pensava que sim. Depois de algumas respirações, deduzi que o som alto tendia a preceder uma respiração limitada. Mas quando os resultados chegaram, verifiquei que tinha sido enganada — não só pelos investigadores, como pelo meu próprio cérebro.

Nas primeiras vezes, era verdade que o som alto precedia uma respiração limitada. Mas, passado algum tempo, os investigadores começaram a alterar o som sem me informarem, de modo que a combinação entre som e respiração se tornasse aleatória. Mas, no meu cérebro, não era assim que acontecia. Eu estava tão convencida disso que, em cerca de um terço das vezes, mesmo quando um som alto era seguido de uma respiração fácil, eu sentia que tinha de me esforçar para respirar. E como tinha aprendido a associar um som baixo a uma respiração fácil, em metade das vezes em que a um som baixo se seguiu uma respiração limitada, eu não senti nada.

Como o estudo ainda está a decorrer, Smith não quis adiantar se isto indica que eu sou invulgarmente inflexível e propensa a antecipar catástrofes. Todavia, a longo prazo, a ideia é que este tipo de abordagem possa revelar por que razão algumas pessoas são mais vulneráveis a problemas de saúde mental do que outras. De acordo com as estimativas, 70 por cento dos adultos sofrem traumas graves ao longo da vida, mas apenas 6 por cento da população desenvolve perturbações de stress pós-traumático (PSPT). É possível que os que mais sofrem sejam aqueles que têm maior dificuldade em se adaptarem quando as evidências mudam. E uma vez que essa inflexibilidade para mudar as sensações interiores se manifesta não só nas perturbações relacionadas com a ansiedade, mas também nas perturbações alimentares, na depressão e na fadiga crónica, é possível que este tipo de experiência possa ser usado para encontrar a causa subjacente a muitas perturbações de saúde mental, e depois desenvolver intervenções específicas que ajudem a repor o equilíbrio entre o corpo e o cérebro.

Não recuperar o equilíbrio pode conduzir, a longo prazo, a uma saúde débil tanto do corpo como da mente. Independentemente da causa inicial do problema, se ele se prolongar durante muito tempo, transforma-se numa previsão geral daquilo que é preciso para sobreviver e todo o sistema corpo-cérebro muda em conformidade. No caso da ansiedade, isto pode significar um endurecimento das artérias para lidar com as exigências constantes de uma pressão arterial elevada; no cérebro, pode conduzir a níveis mais baixos de conectividade em circuitos que, de outra forma, poderiam trazer tranquilidade. Nos estudos de Khalsa com o isoproterenol, por exemplo, os indivíduos sensíveis à adrenalina apresentavam um duplo golpe: hipersensibilidade às hormonas do stress e menor atividade do córtex pré-frontal, uma região do cérebro envolvida na interpretação dos sinais corporais e na decisão de acalmar a situação. A consequência é que o corpo e o cérebro trabalham em conjunto para manter um contexto pouco saudável. Lutar para manter o equilíbrio nestas circunstâncias pode ser esgotante.

Quando a falta de equilíbrio abre caminho à depressão

Se esta situação não for tratada, pode provocar o colapso de todo o sistema mente-corpo e resultar em depressão, uma ideia avançada pelo neurocientista computacional Klaas Stephan e pelos seus colegas da Universidade de Zurique. Stephan e a sua equipa sugerem que, se um conflito entre a mente e o corpo não for resolvido após várias tentativas de ação ou aprendizagem, chega-se a um ponto em que investir mais energia e mais esforços começa a parecer inútil. Então, o sistema corpo-cérebro entra em modo poupança de energia, o que, para a pessoa envolvida, se traduz em fadiga e desânimo. Talvez ela tenha tentado controlar a ansiedade racionalizando que está em segurança, mas a sensação de medo não desaparece. Depois de múltiplas tentativas frustradas para resolver o problema, o cérebro começa a prever que o mundo é inerentemente imprevisível e que todas as tentativas de regular o corpo estão destinadas ao fracasso. Klaas e colegas argumentam que isto ajuda a explicar por que razão é que tantas questões de saúde — físicas e emocionais — conduzem à depressão e à fadiga. A esperança é que possamos intervir mais cedo quando conseguirmos compreender melhor este processo.

 

 

Este artigo foi publicado através de um excerto original do livro ‘O Sentido Interior’ da autora Caroline Williams, com o consentimento da mesma.

 

Arquivado em:Artigos, Notícias

Rita Nobre assume liderança do Crédito Habitação Digital no Doutor Finanças

5 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O Doutor Finanças reforçou a sua equipa de topo com a entrada de Rita Nobre, que passa a liderar a área de Crédito Habitação Digital, a maior unidade de negócio da fintech. A contratação marca uma nova aposta estratégica num setor que representou cerca de 70% do volume de negócios da empresa em 2024.

Com mais de duas décadas de experiência no setor financeiro, Rita Nobre construiu carreira em instituições de referência como o Barclays Investment Bank, BPI, Novo Banco e Deutsche Bank. Nos últimos 11 anos, esteve em Angola, onde desempenhou funções de diretora financeira na Cimertex Angola.

Licenciada em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, com especialização em Economia Monetária e Gestão Financeira, Rita Nobre é também pós-graduada em Finanças pela Universidade Católica. Detém ainda a certificação CFA (Chartered Financial Analyst), uma das mais prestigiadas do setor a nível internacional.

 

As perspetivas da equipa

Para Nuno Leal, Co-CEO do Doutor Finanças, a chegada da nova responsável reforça a ambição de crescimento da empresa:

«A ampla experiência e conhecimento profissional da Rita em áreas como a Banca e Indústria vão acrescentar um elevado valor a toda a empresa e muito em especial à área de Crédito Habitação Digital. A chegada da Rita renova a aposta nesta área ‘core’ e eleva ainda mais a ambição para o futuro.»

Já a nova administradora mostra-se motivada para este desafio:

«O Doutor Finanças é um projeto inovador e em constante evolução. Estou entusiasmada por trazer a minha experiência para fortalecer a área de Crédito Habitação Digital. O meu objetivo é criar soluções cada vez mais eficientes, incentivar a inovação e contribuir para que a equipa continue a crescer, sempre focada em oferecer o melhor apoio aos clientes.»

A nomeação de Rita Nobre surge num momento de expansão acelerada do Doutor Finanças, que procura consolidar a sua posição como referência nacional em bem-estar financeiro. A estratégia da empresa passa por reforçar a literacia financeira, apoiar clientes na tomada de decisões mais conscientes e disponibilizar soluções personalizadas para a gestão de crédito e finanças pessoais.

 

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