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Marcelo Teixeira

Uma Americana, um Alemão e um Chinês entram numa empresa – Erin Meyer

12 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Este livro é um guia-prático sobre os principais elementos que nos distinguem. Erin Meyer, professora especializada no estudo das diferenças
culturais e na sua conciliação para a cooperação no local de trabalho, responde precisamente às perguntas-chave, traçando um mapa detalhado das culturas dos diferentes países.

Chancela da Actual.

Arquivado em:Livros e Revistas

Mentes Humanas, Animais e Artificiais – Sofia Miguens

12 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Este é um livro sobre inteligência, consciência e senciência. É também sobre mentes humanas, animais e artificiais e sobre as semelhanças e
diferenças entre elas. Tomando como referência a obra do filósofo americano Daniel Dennett, são convocados filósofos e cientistas que marcaram as discussões sobre mente e linguagem nas últimas décadas.

Carimbo da Edições 70.

Arquivado em:Livros e Revistas

Portugueses preocupam-se com o planeta, mas poucos mudam os hábitos de consumo

12 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Mais de metade dos portugueses (55%) diz estar preocupada com o futuro do planeta. No entanto, apenas 14% compra regularmente produtos sustentáveis. Os dados fazem parte de um estudo promovido pela Escolha Sustentável, o primeiro sistema de qualificação em Portugal que valoriza produtos, serviços e medidas com impacto positivo a nível social, ambiental e económico.

A análise revela uma consciência ambiental em crescimento, mas também expõe um fosso entre intenções e comportamentos. Os consumidores acreditam no poder das suas escolhas – 81% reconhece que pode influenciar o mundo e 51% defende que todos têm responsabilidade partilhada na promoção de um consumo responsável. Ainda assim, só 37% procura frequentemente informação sobre a origem ou impacto dos produtos e 35% fá-lo de forma ocasional.

 

Saúde, justiça social e alimentação

Quando questionados sobre os valores associados à sustentabilidade, cerca de 70% dos inquiridos destacou a saúde, o bem-estar e a justiça social. Já a ética nos negócios foi mencionada por 53%. No entanto, apenas metade atribui elevada importância a dimensões como consumo responsável, direitos dos animais ou sustentabilidade ambiental.

A alimentação é o setor que mais desperta preocupação (20%), sobretudo pela necessidade de evitar desperdício. Quase 40% dos consumidores preocupa-se frequentemente com a origem dos alimentos e 22% está sempre atento a esta questão. Apesar disso, obstáculos como preços elevados, oferta reduzida e fraca acessibilidade dificultam a transição para opções mais sustentáveis.

O mesmo dilema surge na moda: 51% considera critérios éticos ou ambientais ao comprar roupa, mas 17% aponta o vestuário como um dos setores mais difíceis para adotar práticas conscientes. Produtos ecológicos são muitas vezes caros ou pouco adequados, enquanto o mercado da fast fashion continua a impor-se pela acessibilidade.

 

Transportes, preço, qualidade e desconfiança no greenwashing

No campo da mobilidade, 49% dos portugueses afirma ter em conta o impacto ambiental do meio de transporte que escolhe. Ainda assim, 54% recorre sobretudo ao carro próprio. Os transportes públicos são usados regularmente por 27% e andar a pé é referido por 14%. A falta de alternativas públicas eficazes e o custo elevado das soluções mais ecológicas continuam a travar a mudança.

Quando chega a hora de comprar, a qualidade é o critério mais valorizado (48%), seguido pelo preço (34%). Apenas 11% coloca o impacto social ou ambiental como fator decisivo. Apesar disso, a maioria está disposta a pagar mais por produtos justos, ecológicos e de produção local – só 7% rejeita qualquer custo adicional.

Um dos entraves identificados é a desconfiança face ao greenwashing. Muitos consumidores duvidam da veracidade das alegações ambientais das empresas, o que mina a confiança e gera ceticismo em relação a produtos com selo sustentável.

 

Hábitos sustentáveis no dia a dia: mudança depende de acesso e preços justos

Entre as práticas mais comuns estão a poupança de água e energia (23%), a separação de resíduos (23%) e a reutilização de embalagens (22%). Outras medidas têm menor expressão, como a compra de produtos sustentáveis (14%) ou o uso de transportes alternativos ao automóvel (13%).

Ainda assim, registam-se sinais de mudança: 25% reduziu o uso de plástico no último ano, 23% optou por reparar ou reutilizar produtos e 14% comprou em segunda mão. No caso dos equipamentos eletrónicos, o número é expressivo – 69% prefere reparar antes de comprar novo.

O estudo confirma que existe vontade de mudança no consumo sustentável em Portugal, mas a transição não será eficaz sem condições que a facilitem: maior transparência, preços mais equilibrados e uma oferta acessível.

Entretanto, já estão abertas as candidaturas para a edição de 2026 do Prémio Escolha Sustentável da ConsumerChoice, que distingue marcas e empresas comprometidas com práticas responsáveis.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Entre o prazer e a dor: como o corpo e a mente moldam as nossas emoções

12 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Eu adoro surfar. Na verdade, não é bem isso. Adoro andar de um lado para o outro no oceano, sentada numa prancha de surf com os pés na água. Apanhar ondas é divertido, mas a emoção da viagem nunca supera totalmente o medo de ser arrastada para debaixo da superfície.

Cada pessoa oscila entre o desejo de emoção e o instinto de evitar a dor. Por mais aborrecido que possa ser, eu inclino-me mais para o segundo. Mas quando não é possível evitar o sofrimento, tenho outra estratégia: desligar ou (se possível) dormir. A minha capacidade para adormecer no meio de uma crise é uma espécie de superpoder, embora faça de mim um péssimo super-herói.

Desligar-se mentalmente do presente é uma estratégia comum quando temos de lidar com sentimentos avassaladores, em particular, o stress. É uma das razões pelas quais vemos televisão, lemos romances e nos distraímos com as redes sociais. No entanto, embora isso pareça uma forma eficaz de fazer uma pausa nesta vida moderna, tem as suas desvantagens. Desde logo, distancia-nos das sensações corporais que sinalizam o stress e o desconforto — e dos prazeres da vida. E quebra a ligação com o sentido corporal do eu, fundamental para sentirmos que somos nós quem controla o nosso próprio destino.

De acordo com um estudo sobre o uso das redes sociais realizado na Universidade de Washington, esta dissociação ocorre frequentemente de forma involuntária. Muitas vezes, os participantes tencionavam apenas verificar as notificações, mas acabavam por emergir muito tempo depois, com um vago sentimento de vergonha e sem se lembrarem exatamente do que tinham lido.

Se o leitor é alguém que procura o prazer ou alguém mais cauteloso que evita a dor, saiba que uma certa dose de prazer e dor são inevitáveis. Ambos são motivadores essenciais do comportamento, que foram sendo aperfeiçoados ao longo de milhões de anos para nos impulsionar a procurar aquilo que nos beneficia e a evitar tudo o que nos prejudica.

Teoricamente, é simples: os nossos sentimentos sobre se algo é agradável ou doloroso levam-nos a aproximarmo-nos daquilo que é bom para nós e a evitar tudo o que nos pode magoar. Depois, com as nossas necessidades satisfeitas, podemos regressar a um estado confortável.

Mas, com os seres humanos, as coisas nunca são tão simples. À medida que evoluímos para nos tornarmos as criaturas complexas que somos hoje, o prazer e a dor foram-se interligando — não apenas entre si, mas também com os nossos pensamentos, sentimentos e emoções, de uma forma que os pode tornar difíceis de interpretar e gerir.

Começamos agora a compreender as interações complexas entre o corpo e o cérebro que estão na base dos nossos sentimentos homeostáticos mais intensos. Isto é importante para o nosso bem-estar geral, mas também para nos ajudar a enfrentar a vida sem precisarmos de recorrer a estratégias de sobrevivência potencialmente prejudiciais, como a dissociação, comer por conforto ou outras formas de entorpecimento emocional que envolvem álcool e drogas. Por isso, é essencial compreender melhor a forma como o prazer e a dor estão interligados — e não apenas para todos aqueles que sofrem de perturbações relacionadas com o sistema prazer-dor, como a dor crónica e a dependência.

Sinais de sobrevivência

É possível compreender como o prazer e a dor se sobrepõem se recordarmos a razão pela qual a interocepção existe: para maximizar as nossas hipóteses de sobrevivência, prevendo o que está para acontecer, adaptando-nos conforme necessário e usando sinais sensoriais em tempo real para corrigir erros nas nossas previsões.

Até certo ponto, o prazer e a dor alimentam todos os nossos sentimentos e decisões. Os sentimentos existem num espectro que vai do positivo ao negativo (em termos científicos, eles têm uma valência positiva ou negativa), e podem também ser medidos numa segunda escala deslizante que avalia a urgência de uma situação. Estes dois aspetos combinam-se de modo que aquilo de que precisamos nos faz sentir bem quando o conseguimos, e mal quando não o temos. Quanto mais urgente ou importante for a situação, mais intenso será o sentimento.

Trata-se de um sistema básico que funciona bem, mas, à medida que evoluímos e nos tornámos mais complexos, os nossos cérebros desenvolveram-se de forma a conseguirmos prever o que nos pode ser benéfico ou prejudicial, permitindo-nos adaptarmo-nos por antecipação. Como resultado, a forma como experienciamos cada extremo do espectro hedónico como prazeroso ou aversivo, e a intensidade com que esse sentimento se manifesta em cada momento, está longe de ser simples.

A relação complexa entre os sinais do corpo e as previsões e interpretações do cérebro acerca desses sinais é mais evidente no caso da dor. Sentimos dor, por exemplo, quando danos nos tecidos do corpo acionam recetores sensoriais que detetam ameaças físicas, químicas e térmicas. Quando ativados, esses nocicetores enviam uma mensagem para o cérebro, mas isso, por si só, não basta para garantir uma perceção consciente da dor. Os sinais podem ser ignorados, bloqueados ou adiados, dependendo do que estiver a acontecer no momento; a experiência consciente da dor pode ser temporariamente ignorada, mas, na maior parte das vezes, ela impõe-se à nossa consciência.

A dor não resulta apenas de danos nos tecidos cujos sinais são transmitidos pelos nervos sensoriais para o cérebro. É perfeitamente possível sentir dor sem ter qualquer lesão física. Um exemplo clássico é o que vem relatado no British Medical Journal em 1995, que descreve o caso de um trabalhador da construção civil que acidentalmente pisou um prego. Apesar de ter botas de proteção, o prego atravessou o calçado. Quando o homem chegou ao hospital, o prego saiu pela biqueira da bota e ele sentia uma dor extrema. Depois de lhe terem administrado analgésicos fortes, os médicos removeram o prego e depois a bota. Nessa altura, refere o relatório, «parecia que tinha acontecido uma cura milagrosa». O pé estava completamente ileso: o prego tinha passado entre os dedos.

Isto não significa que a dor fosse imaginária — com ou sem prego, o sofrimento do homem era real —, mas ilustra bem como a dor é mais do que uma simples sensação física. O mesmo se pode dizer do prazer. Ambos são emoções complexas que emergem de processos corpo-cérebro, que, por sua vez, podem ser intensificados ou atenuados, ou mesmo interrompidos, deixando as nossas experiências sem os habituais mecanismos de controlo e regulação.

A ligação entre sensação pura e experiência de prazer ou dor torna-se ainda mais complexa pelo facto de os circuitos, em algum momento, terem sido reaproveitados para ajudarem na gestão das relações sociais e emocionais, e também dos perigos físicos e das oportunidades. A evolução adapta frequentemente os circuitos do corpo para novas funções — neste caso, usando as vias do prazer e da dor para manter o equilíbrio fisiológico e social (a homeostasia).

Como resultado, a dor física e a dor emocional são processadas nas mesmas regiões do cérebro, incluindo a tão importante ínsula. E embora as emoções positivas possam reduzir a dor que sentimos, as emoções negativas podem intensificá-la. Foi o que demonstraram pesquisas sobre o chamado «efeito nocebo» — o lado negativo do efeito placebo, em que as expectativas conduzem ao prejuízo e não à cura. Em algumas experiências, quando os participantes são orientados para esperar dor e ficam ansiosos com o que está para acontecer, a sua atividade cerebral relacionada com a dor aumenta e eles classificam a dor como mais intensa em comparação com um grupo de controlo que não recebeu o mesmo alerta.

O vínculo entre prazer, dor e relacionamento social faz sentido quando pensamos no quanto os primeiros humanos dependiam uns dos outros para sobreviver. Viver em grupo oferecia vantagens óbvias, como afastar predadores e partilhar recursos para procurar alimentos e cuidar dos mais novos. Manter estes grupos é mais fácil se o facto de estar junto proporcionar uma sensação de bem-estar e estar sozinho provocar sofrimento — e se os membros do grupo sentirem a dor dos outros e estiverem motivados para ajudar.

Este artigo foi publicado através de um excerto original do livro ‘O Sentido Interior’ da autora Caroline Williams, com o consentimento da mesma.

Arquivado em:Artigos, Ciência, Notícias

Porque é que nos sentimos sempre mais novos (ou mais velhos) do que somos

12 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Setembro é, para muitos, o verdadeiro janeiro. O mês do recomeço, do “novo ano escolar”, das agendas ainda por preencher. É também aquele momento em que repensamos prioridades e nos olhamos ao espelho com um misto de balanço e expectativa.

E é nesse sentido que partilho uma das inquietudes que trago destas férias.

A cena foi simples. Estávamos à mesa e, a meio da conversa, um dos meus irmãos perguntou à minha mãe, meio a brincar: «Mãe, quando fecha os olhos, com quantos anos se vê?» Não hesitou um segundo, não pediu para repetir. Continuou a dobrar o guardanapo e respondeu com naturalidade: «Quarenta e cinco.» A minha mãe tem 85.

O número saiu-lhe com uma leveza desconcertante, sem cálculos nem pestanejar. E nesse instante percebi que quase todos nós guardamos algures uma idade mental pronta a ser revelada.

Um estudo dinamarquês de 2006 mostrou precisamente isso: a partir dos 40 anos, as pessoas tendem a sentir-se cerca de vinte por cento mais novas do que realmente são. Ou seja, alguém com 50 descreve-se mentalmente com 40. Não é apenas uma curiosidade — é como se a nossa identidade interna tivesse uma almofada de tempo, um desconto oferecido pela mente.

No fundo, é quase um erro administrativo entre a fotografia mental e o reflexo no espelho. É como nos jantares de curso: olhamos para os colegas e pensamos «como estão diferentes!», até vermos mais tarde uma fotografia do próprio evento e percebermos que, afinal, estamos todos no mesmo barco.

Mas o que nos diz esta diferença? Para mim, concluí duas coisas. Primeiro, que a identidade não é cronológica. Somos muito mais do que o ano que consta no cartão de cidadão. O cérebro escolhe uma versão de nós que considera representativa — muitas vezes, uma idade em que já nos sentíamos no comando da vida, mas ainda longe de nos sentirmos limitados. Segundo, que o tempo não é linear. O calendário avança de forma implacável, mas a mente prefere andar em modo seletivo, escolhendo pontos de referência que nos parecem mais justos.

Curiosamente, até aos 25 anos acontece o oposto: os mais novos tendem a sentir-se mais velhos do que realmente são. Quem convive com adolescentes e jovens adultos sabe bem: querem ser levados a sério, provar que já são «grandes», viver em fast forward. Depois dos 40, o filme passa a andar em reverse.

O fenómeno muda também consoante a cultura. Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, a distância entre idade real e idade mental é maior. Já na Ásia e, sobretudo, em África, esse intervalo é mais pequeno. Talvez porque a esperança média de vida é diferente. Talvez porque as sociedades encaram os mais velhos de outra forma.

À primeira vista, tudo isto pode soar a capricho psicológico, conversa de verão. Mas não é. A forma como nos vemos influencia as escolhas que fazemos. Quem se sente mais novo tende a arriscar mais, a experimentar, a aprender. Quem se cola à ideia de que “já não é para mim” perde ímpeto. No fundo, a idade mental é um barómetro do nosso apetite de vida.

Talvez valha a pena fazer o teste: feche os olhos agora. Pense em si. Quantos anos tem nessa fotografia mental? Se for menos do que a idade real, sorria: significa apenas que a sua cabeça ainda acredita que há muito mais para viver. Se for mais, sorria também: pode ser sinal de maturidade precoce, de ambição, de responsabilidade. O importante é não confundir esse retrato interno com uma sentença. É apenas um lembrete curioso de que, mesmo enquanto contamos os dias, o cérebro insiste em manter-nos ligeiramente fora do calendário oficial. E quem sabe se não é exatamente isso que nos mantém em movimento.

Boa rentrée!

 

Arquivado em:Opinião

Empresas portuguesas abrandam contratações pelo segundo trimestre consecutivo

11 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

As intenções de contratação em Portugal voltam a perder fôlego. Segundo o ManpowerGroup Employment Outlook Survey, relativo ao quarto trimestre de 2025, a Projeção para a Criação Líquida de Emprego fixa-se nos +14%, um valor positivo, mas em desaceleração: menos dois pontos percentuais face ao trimestre anterior e menos seis em comparação com o mesmo período de 2024.

Num universo de 522 empresas portuguesas inquiridas, 43% planeiam manter estável a sua força de trabalho, 34% querem contratar e 21% admitem reduzir equipas. O resultado traduz um cenário de cautela: as empresas hesitam entre a necessidade de reforçar talento e a pressão da incerteza global.

«As intenções de contratação refletem uma postura de maior prudência, colocando Portugal na metade inferior dos países analisados», explica Rui Teixeira, Country Manager do ManpowerGroup Portugal. Para o gestor, a equação é clara: o crescimento do PIB português contrasta com a desaceleração de grandes economias parceiras e com a escalada de tarifas norte-americanas, agora fixadas nos 15%. O impacto é direto em setores exportadores e no consumo.

Setores em contramão

O estudo revela uma fotografia desigual. O setor de Bens e Serviços de Consumo surge como o mais penalizado, com uma Projeção negativa de -9%. A quebra é violenta: menos 18 pontos percentuais face ao trimestre anterior e menos 28 em relação ao mesmo período do ano passado. As tarifas dos EUA sobre têxteis, bens de luxo e alimentares explicam parte da retração.

Já o setor dos Serviços de Comunicação lidera o otimismo, com +38% e uma subida de 11 pontos. Segue-se a Energia e Utilities, também com +38%, sustentada pela procura de perfis verdes e talento ligado à transição energética. As Tecnologias de Informação retomam trajetória ascendente, atingindo +22%.

Nos Transportes, Logística e Automóvel (+14%) e na Saúde e Ciências da Vida (+13%), o ritmo é mais moderado. A Indústria Pesada e os Materiais (+8%), bem como Finanças e Imobiliário (+9%), mantêm-se positivos, mas em forte abrandamento.

Geograficamente, quatro das cinco regiões apresentam saldo positivo. O Centro lidera (+21%), seguido pela Grande Lisboa (+19%) e pelo Grande Porto (+13%). No Norte, o otimismo é mais contido (+10%). Apenas o Sul regista queda, com uma Projeção de -4%, refletindo o fim da época alta e sinais de abrandamento no turismo.

Espelho global

Quando se olha para a dimensão das empresas, a resiliência está nas grandes estruturas. As empresas com mais de 5000 trabalhadores registam a melhor perspetiva de contratação (+31%), com uma subida robusta de 17 pontos face ao trimestre anterior. Já as microempresas continuam em terreno negativo (-11%), acumulando o segundo trimestre consecutivo de cortes líquidos.

As médias empresas apresentam uma Projeção sólida (+25%), enquanto as pequenas ficam pelos +9%. As grandes até 1000 colaboradores e as de 1000 a 5000 alinham-se nos +11%.

O cenário português acompanha uma tendência internacional de travagem. A Projeção global para a Criação Líquida de Emprego desce para +23%, menos um ponto face ao trimestre anterior. A América do Norte regista a perspetiva mais baixa em quatro anos (+27%), enquanto a Europa mostra resiliência moderada (+18%). A região Ásia-Pacífico e Médio Oriente mantém-se nos +28% e a América do Sul e Central cai para +24%.

No total, o estudo recolheu respostas de 40.533 empregadores, em 42 países e territórios. O próximo barómetro será divulgado em dezembro, com as expectativas de contratação para o primeiro trimestre de 2026.

Arquivado em:Economia, Notícias

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