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Marcelo Teixeira

Vítimas Perfeitas – Mohammed El-Kurd

17 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Porque é que os palestinianos têm de provar a sua humanidade? E quais são as implicações de uma tarefa tão frustrantemente impossível? Com
uma prosa destemida e uma precisão lírica, Mohammed El-Kurd recusa uma vida passada sob interrogatório constante. Em vez de pedir aos
oprimidos que desempenhem o papel de vítimas perfeitas, El-Kurd pede a amigos e inimigos que olhem os palestinianos nos olhos, renunciando
tanto à deferência quanto à condenação.

Da Edições 70.

Arquivado em:Livros e Revistas

Luxo, café e tecnologia sob tarifas: quem alimenta os EUA?

17 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A América é uma boca aberta para o mundo. Todos os dias, dezenas de navios atracam em portos carregados de mercadorias que atravessaram oceanos para aterrar nos armazéns e prateleiras americanas: aviões, perfumes, vacinas, café, carne, computadores, diamantes. Cada contentor pode valer cem milhões de dólares. Cada descarga é um pedaço de planeta a alimentar o apetite dos Estados Unidos.

Mas agora, com Trump na Casa Branca, cada carga tem também uma sombra: tarifas que podem encarecer o luxo, mexer no preço do café, travar a circulação de medicamentos. Afinal, quem alimenta os Estados Unidos da América? Este artigo parte de outro elaborado pela Reuters.

Primeira paragem: luxo e sofisticação

O cais cheira a vinho, a couro e a perfume francês. É da Europa, de França, que partem para os EUA aviões com o valor de 3,2 mil milhões de dólares (quase 3 mil milhões de euros), com frascos de Chanel e Dior avaliados em 2,8 mil milhões, cosméticos de 990 milhões e malas de 598 milhões. Garrafas de conhaque viajam lado a lado com barricas de vinho — 1,3 mil milhões num caso, 2,6 mil milhões no outro. Um império de glamour atravessa o Atlântico, embalado em paletes e selado a plástico.

Mas o brilho tem preço. Trump impôs tarifas de 15% sobre produtos europeus — e o que era luxo pode transformar-se em luxo proibitivo. Ainda assim, os americanos continuam vorazes. Por exemplo, só nos últimos cinco anos, ficaram com 85% das exportações globais de metais preciosos e metade dos diamantes do planeta.

Itália, Suíça, Índia, Canadá — todos contribuem para manter a vitrine acesa. As marcas sabem disso. Louis Vuitton e Chanel já aumentaram preços, tentando manter margens, mesmo que isso afaste os mais jovens. É um jogo de sobrevivência num mercado onde status vale tanto como ouro.

Segunda paragem: sabores e recursos naturais

Mudemos de porto. O ar é denso, mistura de café cru e petróleo: chegámos ao Brasil. Em 2024, os EUA importaram daqui 30% do café que consomem (1,9 mil milhões de dólares), 4% do petróleo bruto (6,7 mil milhões), 80% do ferro semiacabado (1,8 mil milhões) e 83% da polpa de madeira (1,4 mil milhões). À mesa dos americanos sentaram-se também 1,1 mil milhões em sumo de laranja e 900 milhões em carne bovina congelada. Mas a tensão entre Estados Unidos e Brasil nunca foi tão grande e o crescente atrito promete alterar as trocas comerciais entre os dois gigantes do novo mundo.

Ainda assim,  a América Latina é a despensa fresca dos Estados Unidos. Bananas, abacaxis, abacates, espargos, pepinos e pimentos chegam quase todos do sul. Mas há um travão, como já o dissemos, já foram implementadas tarifas de 40% sobre produtos brasileiros — à exceção do sumo de laranja, ferro, polpa de madeira e petróleo — que encarecem o café e a carne. Enquanto isso, México e Canadá, amparados por acordos comerciais, escapam à sobretaxa e ganham espaço no mercado.

Terceira paragem: tecnologia e inovação

Rumo à Ásia, onde o pulso da tecnologia dita o compasso. O Vietname ascendeu a fornecedor-chave dos Estados Unidos. Só em 2024 enviou 13,5 mil milhões de dólares em portáteis, 3,2 mil milhões em auscultadores e 5,5 mil milhões em painéis solares, dominando este último setor. Quase dois terços do calçado desportivo usado pelos americanos saem de fábricas vietnamitas — incluindo metade dos ténis Nike, avaliados em 2,6 mil milhões.

Mas é a China que continua a impor a escala. De lá chegam 90% dos micro-ondas, torradeiras e LEDs, além de secadores de cabelo, moedores de alimentos e máquinas de barbear — todos agora sujeitos a tarifas de 30%. O grosso dos smartphones também é chinês, cerca de 80%. Ainda assim, por enquanto, telemóveis e portáteis estão fora da lista de sobretaxas.

Quarta paragem: Irlanda — vacinas, medicamentos e próteses

A viagem termina num porto mais discreto, mas talvez o mais vital: a Irlanda, epicentro da exportação farmacêutica para os EUA. Em 2024, os números impressionam: 9,2 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros) em medicamentos, incluindo o Keytruda, da MSD, hoje o fármaco mais vendido do mundo. Somam-se 4,3 mil milhões em vacinas, metade das próteses articulares (1,9 mil milhões) e um terço das lentes de contacto importadas (230 milhões).

Nos últimos dez anos, as exportações irlandesas para os EUA triplicaram, atingindo os 50 mil milhões de dólares em 2024. Mas este fluxo vital não escapa às tensões: como parte da União Europeia, também enfrenta tarifas de 15%. Fora do bloco, a Suíça surge como o segundo maior fornecedor, ainda livre de tarifas, mas sob a sombra de uma investigação americana que pode mudar as regras do jogo.

Um mundo interligado

Do luxo francês ao café brasileiro, dos ténis vietnamitas às vacinas irlandesas, os EUA são hoje dependentes de uma teia global complexa, onde cada porto é uma veia a alimentar a economia americana. Mas as tarifas da administração Trump — ora impostas, ora suspensas, ora renegociadas — são mais do que simples números: são placas tectónicas a mover as bases do comércio mundial.

Para os consumidores, significa que o preço de um perfume, de um par de ténis ou até de um medicamento pode disparar. Para os países exportadores, é o equilíbrio entre oportunidade e risco. Num mundo cada vez mais fragmentado, saber de onde vêm os bens que consumimos não é apenas curiosidade: é compreender como se desenha a geopolítica na nossa mesa, no nosso armário e até no nosso corpo.

Arquivado em:Economia, Notícias

Employer branding: construir ligações antes mesmo de contratar

17 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante anos, falar de marca empregadora era quase sinónimo de “fazer boa figura”. Um vídeo bonito, um selo de “melhor empresa para trabalhar”, umas frases inspiradoras no site. Mas o mundo mudou, e depressa. Em 2025, o employer branding deixou de ser um extra simpático para se tornar num fator crítico na atração de talento. Já não chega parecer bem. É preciso ser e provar.

Hoje, o talento não procura apenas um emprego. Procura contexto, cultura, verdade. Quer saber quem são as pessoas por trás da marca, como se trabalha por dentro e o que se valoriza no dia a dia. Mais do que propostas salariais, avalia valores. Mais do que estabilidade, quer sentir alinhamento. E tudo isto acontece muito antes da entrevista.

É por isso que comunicar com autenticidade é tão decisivo. O talento não se conquista com promessas vagas ou frases feitas. Conquista-se com clareza, com respeito pelo tempo de quem se candidata, com processos bem definidos e com feedback que não soa a resposta automática. Basta pensar na distância entre receber um email com “a sua candidatura foi recebida” e uma resposta personalizada, com prazos e próximos passos. Pequenos gestos constroem grandes perceções. E é nessa experiência que começa, ou termina, a relação com o talento.

A verdade é que muitas empresas ainda falham aqui, porque continuam a comunicar para dentro, com linguagens genéricas, mensagens vagas e promessas que não se cumprem. Continuam a ver o employer branding como uma campanha, e não como um reflexo real da sua cultura. Mas o talento sente. E quando o discurso não bate certo com a prática, não perdoa. Basta uma má experiência para contaminar a perceção da marca. Por outro lado, quando há empatia, transparência e escuta ativa, isso torna-se memorável e diferenciador.

Hoje, a reputação de uma empresa enquanto empregadora constrói-se (e desconstrói-se) em múltiplos canais. No LinkedIn, nos sites de avaliação, nos grupos de WhatsApp, nas conversas de corredor. Tudo comunica. Por isso, mais do que barulho, o que se pede é coerência. Mais do que frases bem escritas, são precisas histórias reais. Mais do que campanhas, relações.

E esta construção de marca não serve apenas para atrair talento, serve sobretudo, para o manter. Porque quem se sente respeitado e visto desde o primeiro contacto tem muito mais probabilidade de querer ficar. A ligação emocional à marca começa muito antes do contrato ser assinado.

As empresas que se destacam são aquelas que alinham o que dizem com o que fazem. Que tratam a jornada do candidato como o início de uma relação e não como um funil de triagem. Que percebem que a primeira impressão não acontece no primeiro dia de trabalho, mas no primeiro clique. E que sabem que, em tempos de escassez, cuidar da perceção externa é tão vital como cuidar das equipas por dentro.

O employer branding em 2025 é, acima de tudo, uma questão de confiança. E a confiança não se compra, não se força, não se simula. Constrói-se. Um gesto de cada vez.

 

Arquivado em:Opinião

Sessão em Lisboa debate a importância da liderança empática

17 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A importância da empatia na liderança volta a estar em foco em Lisboa. A Power UP e a L’Oréal Portugal organizam hoje uma sessão dedicada ao debate sobre o papel da liderança empática, desta vez nos escritórios da L’Oréal em Miraflores, a partir das 16h00.

Trata-se da segunda iniciativa relacionada com o whitepaper ‘Liderança Empática’, lançado oficialmente em maio, e que visa aprofundar a discussão sobre como a empatia pode potenciar equipas mais resilientes, inovadoras e produtivas.

O programa inclui uma mesa-redonda moderada por Sara Silva, Diretora de Relações Humanas da L’Oréal Portugal, com a participação de Andrea Oliveira, Service and Operations Manager na Inetum; Miguel Fernandes Homem, Diretor de Recursos Humanos na Clínica Santa Madalena; e Rui Alexandre, Market Director da Divisão de Produtos de Grande Público da L’Oréal Portugal. Entre os temas estão o impacto da empatia na tomada de decisões, na gestão de conflitos e no estímulo à inovação.

Os participantes poderão ainda envolver-se numa dinâmica de grupo, desenhada para promover a partilha de experiências entre oradores e público, reforçando o caráter prático do evento. Haverá também sorteios de três exemplares impressos do whitepaper e cinco testes de liderança empática com análise personalizada.

O whitepaper resulta de uma co-criação entre a Power UP, a L’Oréal Portugal, Microsoft e Doutor Finanças, combinando princípios da neurociência e do desenvolvimento humano com a experiência prática de líderes de vários setores. O documento propõe um modelo integrado de liderança que alia ciência, empatia e impacto humano no sucesso das organizações.

Arquivado em:Liderança, Notícias

«Escutar é estender a mão e construir um caminho em conjunto», diz Jorge Azevedo

16 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Jorge Azevedo acredita que comunicar é como correr uma maratona — exige preparação, resistência e a capacidade de manter o foco mesmo quando o percurso se torna incerto. Fundador e Managing Partner da Guess What, celebra 30 anos de carreira numa indústria em constante reinvenção. Pioneiro na comunicação de saúde em Portugal, fundou em 2005 a Media Health Portugal e esteve envolvido no lançamento de alguns dos medicamentos mais inovadores do mercado, como o Viagra, ajudando a quebrar tabus e a aproximar ciência e sociedade.

Hoje, lidera uma agência de referência e olha para o futuro com duas ideias-chave: a resiliência, aprendida ao ritmo das maratonas — prepara-se para correr a de Chicago, já a 12 de outubro — e a transformação tecnológica, com a inteligência artificial a redesenhar os contornos da comunicação. À Líder afirma que «as palavras não curam, mas podem abrir caminho para a ciência». Diz com a convicção de quem aprendeu que falar importa, mas escutar é decisivo — na saúde, na comunicação e na vida.

Se a comunicação é uma ponte entre quem fala e quem ouve, o que mais lhe pesa: o vazio das palavras ou o silêncio de quem não escuta?

Se a comunicação se constitui como uma ponte entre quem fala e quem ouve, é o silêncio de quem não escuta que mais pesa. Palavras vãs podem perder-se no vento, mas a ausência de escuta ativa pode erguer muralhas invisíveis. Falar sem ser ouvido é como lançar sementes sobre o cimento ou na pedra da calçada lisboeta: em nenhum dos casos nascem flores ou árvores.

A força da comunicação não está apenas em dizer, mas em acolher o que é dito. Escutar é estender a mão e construir um caminho em conjunto. Quando a escuta é genuína até o silêncio ganha voz.

É especializado em comunicar temas sobre medicina. As campanhas de saúde mudam destinos ou apenas levantam contraventos?

Neste ponto vou mais longe. Na saúde, comunicar é quase tão vital como tratar. Cada campanha de comunicação é uma oportunidade de sensibilizar, inspirar escolhas e gerar um impacto real na vida de cada doente cidadão. Não queremos ajudar a propagar mensagens ocas, mas consciencializar, elevar a literacia em saúde das pessoas e, em última instância, transformar as suas vidas para melhor. Uma comunicação eficaz é o resultado de estratégia, clareza e propósito. Campanhas que permitem aumentar o conhecimento sobre determinada doença e contribuem para dar voz ao doente, a pedido amiúde no labirinto burocrático do SNS, constituem para nós e para todos um valor inestimável.

Falamos muito de inteligência artificial.  A comunicação sem alma ainda é comunicação?

A inteligência artificial pode acelerar o desenvolvimento de conteúdo, ajudar a organizar ideias e até potenciar novos canais de informação. Mas a comunicação sem o toque humano, não passa de uma mera transmissão de dados. O que torna a comunicação autêntica, para além da escolha das palavras certas, é a emoção do olhar, o tropeço na voz, o silêncio carregado de sentido. A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa, mas são pessoas quem vivem as histórias. Por que comunicar é, antes de mais, criar ligações — e uma ligação profunda constrói-se, não se programa.

Então, o que custa mais: uma boa notícia que ninguém quer ouvir ou uma má notícia que todos esperam?

O país mudou muito nas últimas três décadas. E os media online e offline igualmente. Uma boa notícia que ninguém quer ouvir obriga-nos a ser criativos, claros e persistentes para demonstrar o seu valor e o impacto na vida do cidadão, das empresas ou das organizações. Porém, uma má notícia que já se espera, exige empatia, rigor e transparência com coragem para não destruir a confiança. No fundo, comunicar bem não depende apenas da natureza da notícia, mas da forma como esta é transmitida. É certo que um grande número dos meios de comunicação social ainda se rege por uma política editorial baseada na frase de Elliot Carver – célebre personagem de ficção – «There’s no news like bad news» ou ainda a frase «God news, no news».Nestes 30 anos assistimos ao ato terrorista do 11/9 em Nova Iorque, e que hoje quando escrevo estas palavras passaram 24 anos e dominou as notícias em todo o mundo. Mas existiram boas notícias de solidariedade, de campanhas de apoio, de demonstrações de interajuda. Hoje, o leitor, ouvinte, telespectador (consumidor de informação) quer sentir que ainda existe algum espaço no mundo, além das ‘bad news’, para a notícia que nos engrandece a alma e nos salva.

Vamos falar sobre o Viagra. Como se comunica o inconfessável sem trair segredos?

Curiosamente, na qualidade de Consultor de Comunicação, tive oportunidade de acompanhar o lançamento do medicamento Viagra em Portugal (1998) e posso afirmar ter sido uma experiência marcante. Comunicar tabus exige delicadeza, inteligência e empatia. Tratou-se de criar espaço para que quem vive com o peso da disfunção eréctil se reconheça, sem se sentir vulnerável e exposto. Cada palavra deve equilibrar clareza e respeito, numa ótica médico-científica humanizada.

É na sensibilidade e na autenticidade que se constrói a ponte entre o que é íntimo e o que pode ser partilhado, transformando o silêncio num diálogo que inspire e leve à ação.

Como maratonista, sabe que cada quilómetro é um diálogo com o corpo e com o limite. Na comunicação, onde começa a resistência e onde acaba a resiliência?

Na comunicação, a resistência começa quando as mensagens deixam de encontrar quem as ouve — quando o ruído, a indiferença ou o excesso de informação tornam cada palavra mais pesada. A resiliência, por outro lado, nasce de uma persistência consciente – é a capacidade de adaptar o tom ao canal/meio e a abordagem/mensagem sem perder a essência, de continuar a transmitir valor mesmo quando nos deparamos com obstáculos. Assim como numa maratona, cada quilómetro exige atenção, disciplina e escuta ativa e é a soma desses passos que permite chegar à meta construindo-se, pelo meio do percurso, um impacto duradouro.A resiliência é um lema pessoal de vida que aplico igualmente na vertente profissional enquanto líder de uma empresa: «Nem tudo é uma corrida, a maior parte das vezes é uma maratona» ou «o que custa mais é a preparação e a capacitação das pessoas numa organização».

 

O setor da saúde carrega esperança, mas também medo. Ao longo da sua carreira, qual tem sido o maior desafio: dar voz à ciência ou dar rosto à fragilidade humana?

Ao longo do percurso da minha carreira percebi que encontrar o equilíbrio entre ciência e humanidade é um dos maiores desafios. Dar voz à ciência exige rigor, clareza e credibilidade. Dar palco à fragilidade humana exige empatia, sensibilidade e respeito.

A comunicação eficaz na saúde só existe quando se une o conhecimento à humanidade, transformando informação em confiança e dinâmicas comunicacionais em ligações duradouras e verdadeiras.

Assim, pode a comunicação curar — ou apenas aliviar até a ciência chegar?

As palavras não substituem a ciência, mas têm o poder de transformar experiências, acalmar medos e criar ligações entre quem as diz e quem as ouve. A arte de bem comunicar ajuda a reduzir o desconhecimento, a orientar decisões e a dar esperança — pequenos curativos que preparam o terreno para a verdadeira cura. A comunicação per si pode não curar, mas as palavras certas podem derrubar barreiras na ciência que sozinha não seria possível.

Como distinguir o que é farol do que é relâmpago no mar de informação?

Num mar de informação, nem tudo que brilha encandeia. O farol é a clareza, a consistência e a relevância —o que orienta as decisões e a direcionar as pessoas de forma significativa. O relâmpago é, por outro lado, o brilho fugaz, o ruído que desorienta ou a desinformação que deturpa a realidade. Comunicar com propósito implica fazer-se ouvir, ser uma fonte confiável, um guia seguro, transformar a confusão em clareza e garantir que o verdadeiro sentido da mensagem se destaca no turbilhão comunicacional em que vivemos.

Que frase deixaria na linha de chegada da Maratona de Chicago?

Cada palavra conta, cada passo aproxima-te mais do teu sonho, por isso, mantém viva a resiliência que te guiou até aqui, inspira quem vem atrás a correr com propósito e honra aqueles que foram essenciais na tua jornada.

Arquivado em:Entrevistas

Movimento ‘Portugal Sem Chamas’ lança iniciativa para revitalizar o turismo local

16 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O movimento ‘Portugal Sem Chamas’, criado para apoiar as vítimas dos incêndios em Portugal, lançou a campanha ‘Não deixes o interior às moscas’, com o objetivo de incentivar o turismo e apoiar a economia local nas regiões afetadas pelos fogos. Este ano de 2025 tem sido particularmente devastador, com um total de mais de 248.000 hectares ardidos até finais de agosto – o segundo maior registo desde 2017, quando arderam cerca de 537.000 hectares –, representando cerca de 2,7% do território continental e triplicando a área ardida no mesmo período de 2024.

As chamas causaram pelo menos três mortes confirmadas, incluindo um antigo autarca de Vila Franca do Deão e um bombeiro em acidente durante o combate aos fogos, além de mais de 300 feridos entre operacionais e civis. Financeiramente, os prejuízos diretos estimados ultrapassam os 30 milhões de euros para cerca de 5.000 agricultores e produtores, com impactos totais na economia projetados em 2,3 mil milhões de euros, incluindo perdas indiretas em setores como a agricultura e o turismo.

Quanto aos animais, as perdas são significativas, com relatos de destruição de rebanhos e habitats que afetaram milhares de cabeças de gado e fauna selvagem, embora números exatos sejam difíceis de quantificar devido à escala dos fogos. Em casos isolados, como na Serra da Estrela, pastores salvaram parte dos rebanhos, mas galinheiros e outros animais domésticos foram completamente perdidos. As zonas mais afetadas concentram-se no interior Norte e Centro, nomeadamente os distritos de Coimbra (como Arganil e Lousã), Guarda (Trancoso e Sabugal), Viseu (Sátão), Castelo Branco, Bragança e Vila Real, onde mega incêndios como o de Arganil (cerca de 60.000 hectares) e o unificado de Trancoso-Sátão (mais de 80.000 hectares) devastaram florestas, aldeias e infraestruturas.

O movimento que quer revitalizar o interior

Através de uma plataforma dedicada, o movimento pretende dar visibilidade a restaurantes, alojamentos, produtores e atividades turísticas que ficaram sem clientes devido à destruição das suas regiões. Esta iniciativa permite que os estabelecimentos se registem gratuitamente, ganhando destaque junto de turistas nacionais e estrangeiros, contribuindo para sustentar famílias e regenerar comunidades economicamente fragilizadas.

Ricardo Paiágua, criador e coordenador da plataforma, salientou que, «da experiência de apoio às vítimas dos incêndios, o movimento evolui agora para uma ação focada na valorização do turismo autêntico e na promoção de uma gastronomia que representa as raízes do país».

Além disso, nos dias 12 e 14 de setembro, o movimento associou-se à Liga de Amigos da Serra da Lousã (Lousitânea) em duas ações de reflorestamento e recuperação na Serra da Lousã – Aigra Nova, Góis. Durante as atividades, os voluntários tiveram a oportunidade de ajudar na reflorestação da aldeia e na recuperação do curral do rebanho comunitário, contribuindo para a preservação do meio ambiente e o fortalecimento do espírito comunitário. A organização ofereceu um almoço a todos os participantes como forma de agradecimento pelo esforço e dedicação.

O movimento ‘Portugal Sem Chamas’ reforça assim o seu compromisso de promover uma recuperação sustentável, autêntica e solidária, unindo esforços para que o país renasça mais forte e unido.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

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