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Marcelo Teixeira

The Game of Leaders

22 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Quem será hoje o mais poderoso do mundo, se é que tal existe, talvez um presidente convencido de que a sua palavra pode deter o curso do vento, talvez um ditador que se julga eterno porque tem multidões forçadas a aplaudir-lhe os gestos, talvez um magnata que sonha comandar consciências porque detém fábricas de algoritmos e satélites que vigiam o céu, talvez um general que desenha fronteiras em mapas de guerra e pensa que a terra se dobra à força das suas botas, todos eles certos de segurar o futuro como quem aperta um pássaro frágil, e quanto mais apertam mais depressa ele lhes escapa, porque o poder não é prisão nem eternidade, é apenas pó, pó que se ergue, brilha um instante e depois assenta no mesmo chão onde todos, grandes ou pequenos, repousarão esquecidos.

Heráclito disse que tudo flui e ainda assim construímos muralhas contra a corrente, Platão explicou que vivemos entre sombras e continuamos a confundir reflexos com luz, Nietzsche anunciou a morte de Deus e esqueceram-se de avisar que também morreriam os homens que se erguem como deuses, Aristóteles falou da vida boa mas quantos destes poderosos a conheceram, cercados de guardas e vaidade, reféns do medo e da solidão, incapazes de confiar, de amar, de dormir em paz, porque quem se julga dono do mundo é quase sempre escravo de si mesmo.

Enquanto esses donos do mundo discursam em palcos dourados, prometem futuros que não podem cumprir e erguem bandeiras que o tempo há de rasgar, nesse mesmo instante uma mãe embala o filho e nele deposita um futuro maior do que qualquer tratado, um velho acende a lareira e conta uma história que sobreviverá mais do que a glória dos generais, dois jovens beijam-se pela primeira vez sem saber ainda o que é amar mas já amando, uma vizinha oferece pão quente e nesse gesto simples cabe mais eternidade do que em todos os discursos oficiais. É aí, nesses lugares invisíveis, que se guarda o poder verdadeiro, não no medo imposto mas no cuidado oferecido, não na glória passageira mas na ternura que resiste ao esquecimento.

Camus disse que o homem deve imaginar Sísifo feliz, e talvez essa seja a lição que os poderosos nunca aprenderão, que a grandeza não é deter o mundo mas suportar o peso da pedra e ainda assim sorrir, viver sabendo que a pedra rolará de volta e, mesmo assim, continuar, amar apesar do fim, criar apesar do esquecimento, resistir apesar da morte. Saramago lembrava que a vida é apenas um sopro e nesse sopro cabe tudo, a miséria e o milagre, o abraço e a despedida, e daqui a cinquenta anos ninguém lembrará presidentes, ditadores, magnatas ou generais, todos terão sido fortes apenas no engano, porque no fim revelaram-se frágeis, tão frágeis como qualquer homem diante do tempo.

Mas o que parecia ser o posfácio, depois da pandemia, revelou-se apenas o princípio de um novo capítulo. O mundo não regressou à harmonia, mergulhou em novas tensões: guerras que regressaram à Europa, democracias sitiadas pela polarização, a Terra ferida por incêndios e cheias, a solidão e a doença mental a multiplicarem-se, a inteligência artificial e a ciência quântica a prometerem emancipação mas também a ameaça de novas correntes.

É neste tabuleiro que se joga o verdadeiro Game of Leaders. Não se trata apenas de política ou de poder, mas de escrever regras novas para um mundo que já não pode repetir os erros antigos. Regras para que a política reencontre a sua humanidade, para que a Terra não seja abandonada enquanto se conquista o espaço, para que as máquinas não nos façam esquecer que somos gente, para que o futuro seja casa da dignidade e não extensão da vaidade.

Mais do que respostas prontas, precisamos da coragem de interromper o ruído, de travar o delírio dos que se julgam super-homens e de marcar posição, não por medo ou ideologia, mas por lucidez e humanidade. Chegou o momento de um golpe final de claridade: não para erguer muralhas, mas para abrir caminhos.

Porque os que acreditam possuir tudo acabam donos do nada, e os que nada possuem mas foram insubstituíveis para alguém, esses guardam a única força que não se desfaz, a única eternidade que não se apaga, e essa eternidade pertence sempre aos que souberam amar.

Arquivado em:Opinião

Transformar likes em votos: o desafio da juventude portuguesa

19 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Um estudo conduzido pela Universidade Católica do Porto para o Conselho Nacional de Juventude revela que 89,6% dos jovens portugueses já exerceram o direito de voto em algum momento da sua vida. No entanto, a adesão a formas tradicionais de militância política é significativamente menor: apenas 17,5% estão filiados em partidos políticos e 2,4% em sindicatos. Este contraste destaca uma participação eleitoral robusta, mas uma fraca adesão às formas tradicionais de militância política.

A ‘Democracia e Juventude’ estiveram em debate na Leadership Next Gen. A conversa, moderada por Vasco Galhardo Simões, fundador do movimento Eu Voto, destacou o baixo envolvimento dos jovens portugueses nos processos de participação política tradicional. O painel contou com a presença de João Pedro Louro, Presidente da Juventude Social-Democrata, e Sofia Pereira, Secretária-Geral da Juventude Socialista.

A conversa entre quem está no meio

Vasco Galhardo começou por provocar os participantes, explicando de forma simples a importância do voto: «Se não quiseres comer merda frita nos próximos quatro anos, vota e não deixes que escolham por ti», afirmou, ilustrando com uma metáfora sobre decisões coletivas em que a abstenção determina o resultado.

Sofia Pereira sublinhou a relevância do envolvimento ativo dos jovens, lembrando que não podem permitir que sejam silenciados. «As nossas preocupações só mudam se formos às urnas. Trata-se de decidir o futuro das nossas vidas, das vidas daqueles que conhecemos e ainda de quem não conhecemos». Para a Secretária-Geral da JTS, o voto e a participação política são instrumentos essenciais para garantir que as preocupações individuais e coletivas tenham consequências na prática: «Quem não vai votar está a perder a oportunidade de mudar a sua rua, a sua escola e o seu bairro».

Também João Pedro Louro reforçou a mensagem, destacando a necessidade de ouvir e dar voz às novas gerações: «Se não votarem, estão a permitir que os outros votem por vocês». Para o Presidente da JSD, a proximidade das eleições autárquicas permite aos jovens perceberem de forma concreta o impacto das suas escolhas: «Se calhar falar com um ministro é difícil, mas falar com um presidente de câmara ou com um vereador é mais acessível».

Redes sociais e jovens

O debate abordou também a relação entre juventude e redes sociais. João Pedro Louro explicou que a participação política pode começar online, mas é necessário transformar o engagement digital em ação concreta: «O desafio é transformar os likes e as partilhas em votos. A política tem de abrir espaço para que as novas gerações se sintam ouvidas».

Ambos os dirigentes destacaram os caminhos que os jovens podem seguir dentro das suas respetivas juventudes partidárias, com Sofia Pereira a contar a sua experiência desde o Parlamento dos Jovens até à Secretaria-Geral da JTS: «O desencanto e afastamento dos jovens pela política é uma herança de outros tempos. Queremos muito ser ouvidos e temos de garantir espaços para essas oportunidades». A jovem socialista vai mais longe: «temos de desmistificar os dogmas sobre quem quer entrar nos partidos. Não vimos aqui para brincar, mas para desempenhar um papel e estarmos no centro da decisão».

João Pedro Louro foi perentório na sua intervenção: «a política é o reflexo da sociedade. Há pessoas boas e más em todo o lado. Mas na política temos de recrutar os melhores».

O Presidente da JSD acrescentou que o percurso político é também uma forma de serviço: «O meu papel no mundo é de serviço, procurar dar um humilde contributo para melhorar a vida das pessoas. É este espírito que me levou a entrar na JSD e que me faz continuar».

A sessão concluiu com uma mensagem clara: a participação dos jovens na política, seja partidária ou cívica, é essencial para garantir que os interesses coletivos sejam representados. Ambos os convidados lembraram que a democracia precisa dos melhores para evitar que apenas mediocridades ocupem os lugares de decisão, e que cada jovem tem a responsabilidade e a oportunidade de fazer a diferença.

Assista ao momento completo aqui:

Sofia Pereira, João Pedro Louro, Vasco Galhardo Simões – Democracia e juventude

Tenha acesso à galeria de imagens aqui. 

Todos os momentos da Leadership Next Gen estão disponíveis na Líder TV e nos canais 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Três pilares, um desafio: Estado, Mercado e Sociedade Civil

19 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Na capa deste livro, recorremos ao triângulo de Penrose, um objecto impossível. A sua criação deve-se ao artista sueco Oscar Reutersvärd, em 1934. Foi popularizado por um matemático, Roger Penrose, na década de 1950. Penrose descreveu-o como um objecto impossível em forma pura. Este tipo de imagem foi depois usado pelo artista gráfico neerlandês M.C. Escher. Estes objectos, visualmente atraentes, são aqui usados com um propósito: o de mostrar como coisas, objectos, formas distintas, se podem complementar tão harmoniosamente que se tornam indistinguíveis. O impossível pode ser possível. Duas notas são necessárias antes de prosseguirmos: esta «mistura» não cria uma amálgama – os objectos continuam a ser diferentes – e a harmonia é polifónica – não «cantam» da mesma maneira. Às vezes, na prática, mais que a harmonia, existe desafinação. Contudo, são as desafinações harmoniosas que definem a democracia, na sua busca incessante de uma composição coerente.

O Estado, as empresas/mercados e a sociedade civil compõem um triângulo de boa governança. A relação entre estes três elementos é crucial, mas também é dinâmica, tumultuosa, frequentemente desconfiada. Quando o triângulo se harmoniza e a confiança impera, os benefícios são partilhados: sociedades ricas em confiança são espaços mais prósperos. Quando os lados se antagonizam ou se misturam em teias de interesses dúbios, o triângulo enreda-se, parte-se e todos acabam por perder – incluindo os que procuram tirar partido dos desequilíbrios.

Neste triângulo, cada vértice traz uma contribuição específica. O Estado fornece a estrutura fundamental ao funcionamento das sociedades/nações. Deve garantir o primado da lei, a separação de poderes, o bom funcionamento das instituições e a garantia e protecção do Estado de direito (ver glossário). As empresas e os mercados trazem a dimensão da inovação, da destruição criativa e da criação de valor. Empresas e mercados são realidades diferentes; os mercados, enquanto mecanismos de coordenação das trocas económicas, enfatizam a competição e os preços. As empresas constituem as unidades de criação de valor graças à sua capacidade de produzir produtos e serviços de forma eficiente. Por facilidade, quando aludimos a empresas consideramos quer estas unidades quer os mercados em que elas competem e cooperam.

Se, conceptualmente, estes três pilares são independentes e as suas formas e fronteiras são fáceis de discernir, a realidade é mais complexa e favorece a hibridização desses pilares. Em relação ao capitalismo de Estado chinês, por exemplo, é difícil destrinçar os domínios público e privado. Negociar com as empresas chinesas equivale porventura a negociar com o Estado chinês. Porém, não é preciso ir tão longe. A introdução de mecanismos, desde logo contratuais e institucionais, de cooperação público-privada no quadro de um Estado dialógico e aberto à iniciativa privada, cria por vezes realidades híbridas que conjugam elementos destes vários pilares. Uma organização empresarial pode ter um papel importante na resolução de conflitos e na preservação da paz – por exemplo, dando trabalho e reintegrando antigos combatentes islamistas, como fez o Retro Café na Indonésia.

Defendemos que os três sectores devem ser independentes (o que não significa que não se devam associar e cooperar de forma transparente) e que devem manter uma relação movida pela defesa do bem comum. Essa defesa é assegurada de forma mais robusta quando alimentada pelo reconhecimento da importância e de cada um dos papéis destes três pilares. Processos de regeneração da sociedade, como o levado a cabo no País Basco, implicam parcerias entre os sectores público e privado, as quais evoluem de forma dinâmica à medida que a própria sociedade vai mudando. As relações construtivas entre sectores não se limitam ao Norte de Espanha, sendo típicas das sociedades inclusivas. Isso não tem acontecido na sociedade portuguesa em tempos recentes. Considerem-se as palavras de Manuel Carvalho num editorial de 2021 do jornal Público: «Se há um dano colectivo no discurso público alimentado pela “geringonça”, está na ideia de que o Estado é o zénite e o nadir de uma democracia europeia. Na apologia de que o sector privado é um perigo até prova em contrário. Na ideia de que é possível ter um SNS ou um sistema público de ensino de alta qualidade sem termos uma economia dinâmica para os sustentar. Na convicção de que, se os salários dos portugueses são tragicamente baixos, ou se os jovens mais qualificados emigram, é por causa de um falhanço na política e não pela sequência de uma economia asfixiada por impostos, regulamentos e protecções públicas.»

Porque são fundamentais os três pilares

Muitas sociedades humanas têm sido dominadas por um só pilar. Nos casos em que o pilar dominante foi o Estado, tomaram a forma de ditaduras de esquerda ou de direita, empenhadas em ensinar os cidadãos como viver as suas vidas e em dirigir centralmente a economia. Nessas sociedades orwellianas, o que interessa ao grupo dominante é a manutenção do poder, o «poder puro» de que falou Orwell no livro 1984. O resultado é conhecido: censura, omissão de liberdades, pouca eficiência, pouca produtividade, escassa capacidade de criação de riqueza, pouco desenvolvimento.

Em resposta a esta dominação estatal, algumas sociedades procuraram um modelo segundo o qual o mercado resolveria os problemas sociais graças a uma vaga de empreendedorismo com outras preocupações que não apenas a criação de riqueza. O objectivo deste modelo foi o de «libertar» os actores do mercado da presença asfixiante do Estado, afinando a sua acção em resposta aos sinais provenientes do mercado. Este movimento de desestatização das sociedades e da economia – incluindo liberdades políticas, cívicas, sociais e de circulação, assim como desregulação, privatização, impostos baixos e comércio livre – produziu melhores resultados do que o modelo estatista, como o comprovam todos os dados acerca do progresso e da prosperidade.

No entanto, é evidente que o dinamismo económico ficou aquém do desejado, e que não foi capaz de evitar fenómenos disruptivos para as sociedades modernas. A globalização, com o seu potencial de deslocalização e digitalização, trouxe novos e complexos desafios: maior instabilidade laboral, maior dificuldade na compra ou arrendamento de habitação própria, maior injustiça fiscal, maior possibilidade de concentração empresarial, sobretudo na economia digital, extracção de rendas.

Este processo, bem descrito por Yochai Benkler, resultou numa tendência de estagnação dos salários, na concentração do poder em actores empresariais cada vez mais poderosos – como as empresas big tech – que funcionam como um novo Big Brother e que agem, em muitos casos, com poder e influência por vezes vista como equiparável à dos próprios Estados em que actuam.

A falta de respostas satisfatórias para os novos desafios abriu espaço à aceleração do populismo. À direita, o populismo nacionalista visa proteger os cidadãos dos efeitos da globalização, apostando numa utopia nostálgica do passado em que cabe ao Estado defender a boa moral e conservar os traços identitários da civilização ocidental; à esquerda, o populismo identitário deixou de se interessar pela exploração dos mais pobres, na tradicional visão de luta de classes, e passou a centrar-se nas questões identitárias, tudo explicando com a opressão colonial pelo homem branco, com tentações censórias para aqueles que se arriscam a «malpensar», voltando à terminologia de Orwell em 1984. Estas forças, normalmente apelidadas de woke, são anticapitalistas e tendencialmente iliberais, como se viu na dificuldade em censurar a invasão russa da Ucrânia.

Em resumo, os episódios recentes confirmaram aquilo que já se sabia:

  • Os mercados são o motor da inovação. Mas não são perfeitos. Deixados a si próprios, tenderam nestes anos a focar a atenção na criação de valor para o accionista, um mantra simplificador da presença complexa das empresas na sociedade. Na visão tradicionalista, Jensen e Murphy descreveram os políticos, os sindicatos e a imprensa como estando presentes, sem terem sido convidados, na tomada de decisão empresarial. A ideia, muito friedmaniana, de que as decisões de negócio deviam ser deixadas a quem gere os negócios levanta inúmeras dificuldades práticas na ausência de pesos e contrapesos capazes de evitar o abuso do poder e a concentração empresarial com cariz rentista. Daí a importância da existência de sistemas de pesos e contrapesos institucionais – incluindo a lei formal e as normas sociais informais. Como explicou o prémio Nobel Robert Shiller, «as economias capitalistas deixadas entregues a si mesmas sem o papel equilibrador do governo e do Estado são essencialmente instáveis». Compete ao Estado garantir e preservar as condições para o respeito da autonomia e liberdade das pessoas, para o funcionamento da mobilidade social, para o estabelecimento de um quadro de justiça, igualdade e liberdade, equilibrando os interesses particulares e promovendo o bem comum.

  • Os Estados têm papéis fundamentais, «cuja intervenção deve ser limitada ao essencial». Quando ultrapassam esse foco no essencial, tendem para o abuso e perpetuação de poder. Não tendo de competir em mercados livres, tornam-se facilmente burocráticos e ineficientes. A sua dimensão afasta-os da realidade local, e por isso oferecem com frequência soluções ineficazes. Promovem, nos piores casos, o compadrio e o nepotismo (ver glossário), normalmente justificado em nome da imprescindível «confiança política». Os seus dirigentes, com alguma frequência, transitam numa porta giratória (ver glossário) para empresas que eventualmente beneficiaram enquanto governantes. Com certeza, as práticas nepotistas não são apanágio exclusivo do Estado: as empresas padecem do mesmo mal. Um programa formativo (com uma componente alegadamente lúdica) do Boston Consulting Group para os filhos de quadros de topo do escritório de Londres mereceu críticas internas e mesmo uma capa do Financial Times. Os aparelhos burocráticos do Estado são difíceis de reformar e mostram excessiva complacência com as falhas – incluindo falhas graves –, como demonstrado pela morte de Ihor Homenyuk às mãos do Estado português.

  • A sociedade civil tem um papel fundamental na criação de boas sociedades: cria mecanismos de resolução de problemas não tratados pelas empresas e pelo Estado. Mobiliza as forças sociais para a resolução de problemas de forma mais próxima do local onde ocorrem. Porém, pode canalizar essas energias de uma forma destrutiva e ameaçadora das instituições.

 

Este artigo foi publicado através de um excerto original do livro ‘Manifesto para um Capitalismo Humanista’ dos autores Miguel Pina e Cunha, Milton de Sousa e Adolfo Mesquita Nunes, com o consentimento dos mesmos.

Arquivado em:Artigos

O que faz um líder, líder em 2025?

19 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Está claro que vivemos tempos de fascínio quase obsessivo com o conceito de liderança. Cada vez mais se valoriza o empreendedorismo, a criação de empresas e a capacidade de se destacar num mundo empresarial competitivo. Parece que, nas escolas, falar de como criar um negócio se tornou mais importante do que aprender História, Biologia ou Matemática. E, honestamente, acho que esta abordagem é superficial, porque um verdadeiro líder vai muito além da capacidade de levantar capital ou de apresentar um pitch impecável.

Para mim, um líder em 2025 é alguém que consegue inspirar as pessoas, mas não de uma forma distante ou meramente discursiva. Ele está presente, trabalha ao lado da equipa, conhece as dificuldades diárias e partilha responsabilidades. Um líder que só observa de longe não constrói confiança nem gera lealdade; quem lidera verdadeiramente sente e vive os desafios com a sua equipa. Vivemos tempos de incerteza e de mudança acelerada. A economia global é volátil, os sistemas políticos enfrentam instabilidade, e a informação circula mais rápido do que
qualquer um de nós consegue processar. Neste contexto, qual é a função real de um líder?

O que distingue aqueles que se limitam a ocupar cargos daqueles que realmente transformam empresas, equipas e sociedades? A resposta, para mim, está na ética e na integridade. Num mundo onde a toxidade pode estar presente em empresas, nas redes sociais e até em relações pessoais, a ética torna-se o ponto de referência que mantém tudo em equilíbrio. Um líder precisa de ter valores sólidos, consistência e uma bússola moral que o guie, mesmo quando as circunstâncias tentam desviá-lo para atalhos fáceis ou decisões questionáveis. A ética não é apenas
cumprir regras externas; é algo interno, pessoal, que define o impacto que o líder terá sobre os outros.

Outro aspeto fundamental é a empatia. Hoje, mais do que nunca, liderar não significa apenas gerir tarefas ou medir resultados. Significa compreender as necessidades reais das pessoas, ouvir atentamente, perceber medos, motivações e ambições. Ter empatia não é fraqueza; é a capacidade de tomar decisões mais inteligentes, sustentadas e humanas. O líder que entende a sua equipa consegue criar um ambiente onde todos se sentem valorizados e motivados para contribuir com o seu melhor. Flexibilidade é outro traço indispensável. Seguir regras cegamente pode ser confortável, mas não é suficiente para liderar no século XXI. Um líder precisa de adaptar processos, estratégias e abordagens à realidade das equipas e do contexto. Isso significa saber quando inovar, quando ajustar e quando desafiar o status quo. A flexibilidade permite que a liderança seja dinâmica e eficaz, sem perder o foco nos objetivos, mas sempre respeitando as pessoas que fazem parte do processo.

E, claro, não podemos ignorar o papel da tecnologia. A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência futurista; é uma ferramenta que já está a transformar indústrias, formas de trabalhar e estratégias de negócio. Um líder em 2025 deve saber integrar a AI de forma ética e eficiente, aproveitando o seu potencial para melhorar a produtividade, a análise de dados e a tomada de decisões, sem perder de vista o lado humano da liderança. Adaptar-se à mudança tecnológica não é opcional; é uma necessidade para quem quer liderar com relevância e impacto. Mas liderança não é só sobre regras, empatia ou tecnologia. É também sobre visão. Um líder precisa de ter clareza sobre onde quer chegar, comunicar essa visão de forma inspiradora e ser exemplo do que espera dos outros. Liderar pelo exemplo é talvez a forma mais poderosa de influência. É impossível motivar uma equipa se o líder não pratica aquilo que prega. Integridade, ação e compromisso são a base para inspirar confiança.

Num mundo saturado de informação, ruído e distrações constantes, um líder também precisa de ter espírito crítico. Nem todas as tendências, conselhos ou dados são relevantes. Saber filtrar, questionar e analisar com profundidade é essencial. A informação é abundante, mas sabedoria e discernimento continuam a ser raros. Um líder sem espírito crítico corre o risco de ser arrastado pelas modas ou decisões populares, perdendo a sua autenticidade e eficácia.

Finalmente, um verdadeiro líder entende que liderança é, acima de tudo, servir. Não se trata de autoridade imposta, mas de impacto positivo. É sobre criar oportunidades para outros, desenvolver talentos, preparar pessoas para que também possam liderar. É sobre deixar um legado de valor, de confiança, de crescimento humano e profissional. Num mundo competitivo, tóxico e acelerado, ser líder não é apenas sobreviver às circunstâncias — é transformar as circunstâncias em algo melhor para todos. Em resumo, para mim, um líder em 2025 é alguém que combina ética, empatia, flexibilidade, visão e capacidade tecnológica. Alguém que inspira e trabalha lado a lado com a sua equipa, que questiona e adapta, que integra a AI sem perder humanidade, e que deixa um impacto positivo e duradouro. A liderança moderna exige coragem, sensibilidade e inteligência prática. É muito mais do que criar empresas; é criar pessoas, oportunidades e mudanças reais.

E talvez o ponto mais importante de todos: liderança não é sobre ser admirado ou poderoso. É sobre responsabilidade, compromisso e serviço. Se conseguirmos cultivar estas qualidades, então, mesmo num mundo em constante transformação, continuaremos a liderar de forma significativa. Porque, no fim, liderar em 2025 é, acima de tudo, estar presente, ser ético, humano e adaptável — e inspirar todos ao nosso redor a fazer o mesmo.

Arquivado em:Opinião

«O voto é mágico, único e muito frágil», realça Maria Castello Branco

18 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

As regras do jogo estão sempre a mudar e o tabuleiro geopolítico da atualidade parece estar mais complexo do que nunca. Entre guerras, alianças frágeis e democracias ameaçadas, é difícil discernir se caminhamos para o sonho de uma união ou para novos ciclos de confronto. José Milhazes desmontou o sonho e revelou a forma como este acabou por o trair. Da sua análise brotou um aviso duro às novas gerações: «vocês ainda poderão ir todos para a tropa».

Entre o pessimismo que carrega e a desconfiança no presente, não poupou críticas aos políticos que, diz, «não aprenderem nada com a história». Do outro lado, Maria Castello Branco trouxe o contraponto, lembrando que apesar da crise e da descrença, ainda há um instrumento fundamental que não deve ser desperdiçado: «O voto é mágico, único e muito frágil».

Estas ideias marcaram a primeira edição da Leadership Next Gen, no dia 10 de setembro, na NOVA SBE, em Carcavelos. O mundo que herdámos, o mundo que sonhamos trouxe ao palco uma conversa entre o jornalista e comentador político e Maria Castello Branco, comentadora da CNN Portugal, cruzando experiências, memórias e perspetivas sobre o futuro.

Guerras que atravessam gerações

Maria Castello Branco abriu o diálogo lançando perguntas diretas à plateia jovem: «Quem tem o sonho bem definido? Quem ainda está à procura? E quem acha importante sonhar com o futuro?». O olhar voltou-se depois para Milhazes: qual foi o sonho mais ingénuo da sua geração?

A resposta foi crua. «Acreditar que havia um futuro radioso da humanidade. A minha geração teve muita sorte. Apesar disso, um dos meus sonhos tornou-se em pesadelo», referiu, evocando a sua ida para a antiga União Soviética e a atual invasão russa da Ucrânia. Uma experiência que, disse, foi «louca e rica», mas que o ensinou que viver os acontecimentos por dentro «não é o mesmo que ouvir na televisão».

Entre o 25 de Abril e as tentativas de golpe de Estado, Milhazes considera que a sua geração ainda foi afortunada face às mais recentes. «Sou muito pessimista. Como dizem na minha terra, um otimista prevenido». Mas deixou um aviso: «tomem juízo, pois se tiverem azar ainda vão todos para a tropa».

A conversa ganhou peso quando Maria Castello Branco trouxe à tona a questão dos drones russos abatidos na Polónia. Milhazes foi perentório: «a maldita da história repete-se mesmo». Recordou a crise dos mísseis de 1962 para sustentar que estivemos «à beira da 3ª Guerra Mundial, e nuclear ainda por cima». E se acredita que os líderes dificilmente «carregarão nos botões« — porque «também têm dinheiro e famílias» —, o cenário que traça é de um «beco sem saída».

O papel do ativismo político e do voto

Entre alertas e apelos, Milhazes pediu consciência e ação: «lutem, sejam mais ativos politicamente». Não poupou críticas às elites, que classifica como «de uma mediocridade única na Europa», exortando os jovens a «virarem a política de pernas para o ar».

Maria Castello Branco afinou pelo mesmo tom de urgência, mas com outro prisma: «vivemos crises atrás de crises. Pessoas com a nossa idade não conseguem encontrar casa. O mundo ocidental está a passar um mau bocado. E se a geração à rasca estava mal, a nossa ainda pior». Sublinhou, no entanto, que a Gen Z é a mais politizada de sempre — «os homens mais à direita, as mulheres mais à esquerda».

Essa politização, defende, não encontra resposta nos partidos tradicionais. «Há um vazio que leva à radicalização. Quando temos um problema não sabemos quem nos representa». E deixou o repto: «o voto é um instrumento muito importante, mas temos de saber quem responsabilizar. Quem está na Assembleia devia estar sempre disponível para ouvir um cidadão».

A magia do poder na urna

Assim, do passado soviético às dores do presente, a conversa não poupou exemplos. Milhazes evocou a Estónia como país que soube revolucionar-se com digitalização e organização, contrapondo com a «dor enorme» da burocracia portuguesa. E denunciou a corrupção: «há contratos de milhões, mas depois não há aviões. Chamem um Hércules para limpar os estábulos», sentenciou com humor.

Na sua análise, «se não aparecer uma elite política de confiança estamos tramados». E não hesitou: «é uma república das bananas. E as bananas estão podres».

Contudo, Maria sublinhou a sorte de viver em democracia: «o pessimismo é bom porque nos obriga a mudar alguma coisa. E nós ainda temos essa sorte, em Portugal: votar. O voto é mágico, único e muito frágil».

José Milhazes fechou com uma provocação: «este é o melhor país do mundo, mas desastrosamente gerido. Sou contra a igualdade, é uma utopia. Quero é ter acesso igual».

Assista ao momento completo aqui:

José Milhazes, Maria Castello Branco – O mundo que herdámos, o mundo que sonhamos

Tenha acesso à galeria de imagens aqui. 

Todos os momentos da Leadership Next Gen estão disponíveis na Líder TV e nos canais 165 do MEO e 560 da NOS.

Arquivado em:Liderança, Notícias, Política

Energia solar gratuita chega a 300 famílias da Área Metropolitana do Porto

18 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Arrancou o Solar Solidário – também conhecido como ‘Energia do Bairro’, um projeto que promete mudar a vida de cerca de 300 famílias em situação de vulnerabilidade económica na Área Metropolitana do Porto. A iniciativa, promovida pela EDP em parceria com a Agência de Energia do Porto (AdEPorto), prevê a instalação gratuita de dois painéis solares fotovoltaicos por habitação, permitindo que cada agregado familiar poupe até 200 euros por ano em eletricidade.

O programa abrange moradias unifamiliares – próprias ou arrendadas – nos municípios do Porto, Matosinhos, Gondomar, Maia, Valongo, Paredes, Vila do Conde, Santo Tirso, Póvoa de Varzim e Trofa. O objetivo é dar uma resposta concreta ao problema da pobreza energética, ao mesmo tempo que se promove a inclusão social e a neutralidade carbónica na região.

«O Solar Solidário demonstra que a transição energética só é real quando chega a quem mais precisa. Produzir energia renovável em casa, com impacto direto nas faturas das famílias, é uma forma de combater a pobreza energética e melhorar a qualidade de vida, sem deixar ninguém para trás», sublinha Rui Pimenta, administrador executivo da AdEPorto.

Como fazer a candidatura?

Para beneficiar do projeto, as famílias devem residir na Área Metropolitana do Porto a Norte do Douro; ser beneficiárias de tarifa social de eletricidade ou gás; ter pelo menos um membro do agregado a receber prestações sociais mínimas, como complemento solidário para idosos, rendimento social de inserção, pensão social de invalidez, pensão social de velhice, complemento de inclusão ou subsídio social de desemprego.

As candidaturas podem ser submetidas até 31 de dezembro de 2025, por e-mail (solarsolidario@adeporto.eu) ou presencialmente nos Porto Energy Hubs e balcões da AdEPorto. Será necessário apresentar uma fatura de energia e comprovativos dos apoios sociais. A seleção respeitará a ordem de chegada das candidaturas.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

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