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Marcelo Teixeira

Novo simulador mostra quanto poder de compra os portugueses já perderam

11 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A inflação deixou de ser apenas um gráfico em relatórios económicos: passou a ser uma presença diária no carrinho de compras, nas contas da luz e na dificuldade em poupar. Para tornar esse impacto mais visível, o projeto CreditoConsolidado.pt lançou um simulador gratuito. Esta invenção permite calcular, em segundos, quanto poder de compra os portugueses perderam nos últimos anos.

Uma ferramenta que traduz números em euros

A lógica é simples: o utilizador introduz um valor — seja o salário mensal, uma poupança ou outro rendimento — e o simulador mostra como esse montante se desvalorizou com a subida dos preços. A ideia é transformar percentagens abstratas em números reais.

Porque dizer que a inflação subiu 8% pode soar distante. Mas perceber que, em termos práticos, um salário de 1200 euros hoje compra menos 96 euros do que há um ano, é um choque mais imediato e fácil de compreender.

A iniciativa não pretende apenas quantificar perdas. Tem também um objetivo pedagógico: reforçar a literacia financeira e mostrar que a inflação não é um conceito macroeconómico longínquo. É, antes, uma pressão constante nos orçamentos familiares, no valor das poupanças e até na capacidade de acesso ao crédito.

No artigo completo, disponível em CreditoConsolidado.pt, são explicados os mecanismos que alimentam a inflação, os setores mais afetados e as estratégias que podem ajudar os consumidores a protegerem-se do aumento dos preços.

Arquivado em:Economia, Notícias

Até onde vai a revolução do seu negócio? Uma nova forma de medir o progresso

10 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo onde a mudança é a única constante, as empresas que dominam a arte da transformação não se limitam a escolher entre impacto global ou reinvenção total. Elas abraçam os dois. A instabilidade económica, a concorrência feroz de novos players digitais e a crescente exigência por práticas ambientais, sociais e de governação (ESG) estão a redesenhar o campo de jogo. As organizações que saem na frente não se contentam com cortes de custos ou ajustes cosméticos. Elas reescrevem o guião, repensam o modelo de negócio e colocam o cliente, os colaboradores e o impacto social no centro da estratégia.

Um estudo recente da McKinsey sobre resiliência empresarial revela que, em tempos de incerteza, os líderes mais bem-sucedidos não se limitam a defender o terreno. Eles atacam, procurando oportunidades onde outros veem apenas riscos. Estas empresas vão além da eficiência operacional: reinventam-se, apostando em novos negócios, tecnologia de ponta e modelos operacionais que privilegiam a agilidade. O resultado? Crescimento sustentável, maior retorno para os acionistas e uma pegada positiva na sociedade.

 

Qual é o pulso da sua transformação?

Medir o sucesso de uma transformação não é tarefa fácil. Muitas falham, e as que vingam raramente atingem o patamar das chamadas ‘transformações renovadoras‘ – aquelas que multiplicam o valor inicial projetado e garantem crescimento a longo prazo. Para ajudar as empresas a perceberem onde estão e para onde vão, foi desenvolvido o Transformation Speedometer, uma ferramenta que avalia a maturidade de uma transformação com base em dez dimensões, divididas entre performance holística (finanças, saúde organizacional, talento, experiência do cliente e impacto ESG) e reinvenção do negócio (modelo operacional, portfólio de negócios, estratégia e tecnologia).

Esta abordagem permite às lideranças identificar pontos fortes, lacunas e prioridades. É um raio-X que revela o que está a funcionar e o que precisa de um empurrão. E, ao contrário do que se possa pensar, até as organizações mais robustas têm áreas a melhorar. O segredo? Não é tentar ser perfeito em tudo, mas sim agir com ousadia em algumas frentes estratégicas.

O que faz uma transformação brilhar?

As empresas que transformam com sucesso partilham cinco traços distintivos:

  • Sonham alto: Estabelecem metas ambiciosas, gerando até 2,7 vezes mais valor do que o previsto.
  • Atacam em várias frentes: Mais de metade do valor vem de iniciativas de receita, não apenas de cortes de custos.
  • Movimentam-se rápido: Cerca de 75% do valor é capturado no primeiro ano.
  • Valorizam o pequeno: 55% do impacto vem de iniciativas modestas, que representam menos de 0,5% do potencial total.
  • Mudam a cultura: Criam um ambiente que incentiva a inovação, triplicando o retorno para os acionistas.

Além disso, as  ‘transformações renovadoras’, que representam apenas 5% do total, vão mais longe. Elas reinventam o core business com recurso a digital e analytics, criam novas fontes de receita e desenham modelos operacionais centrados na velocidade e inovação. O resultado é um impacto 4,5 vezes superior ao das transformações comuns.

Um olhar sobre Portugal: Empresas que transformam

Em Portugal, a transformação empresarial é um motor de competitividade num mercado pequeno, mas cada vez mais global. A Sonae, por exemplo, tem reforçado a sua presença no e-commerce e investido em analytics para personalizar a experiência do cliente, enquanto expande o portfólio para áreas como saúde e tecnologia, segundo o Relatório Anual da Sonae 2024. A Galp, no setor energético, está a liderar a transição para fontes renováveis, com projetos de hidrogénio verde e energia solar que reforçam o seu compromisso com metas ESG, conforme destacado no Plano Estratégico de Sustentabilidade da Galp.

Já a Critical Software, uma referência em tecnologia, tem crescido através de parcerias internacionais e soluções de cibersegurança, mantendo a agilidade de uma empresa média num setor dominado por gigantes, como reportado no Portugal Digital Summit 2023. Dados da McKinsey Portugal indicam que empresas lusas que adotam transformações renovadoras crescem, em média, 20% mais em receita anual do que as que se limitam a ajustes incrementais.

 

Ferramentas para liderar a mudança

O Transformation Speedometer é mais do que um termómetro. É um guia para os líderes que querem respostas concretas a perguntas complexas: como alocar recursos entre o negócio tradicional e novas apostas? Como equilibrar escala rápida com transformação faseada? Como transformar exigências ESG em valor tangível? A ferramenta atribui uma pontuação de 0 a 100, com base nas dez dimensões mencionadas. Empresas abaixo de 60 estão atrasadas; entre 60 e 80, têm um desempenho sólido; acima de 80, entram no clube exclusivo das “transformações renovadoras”.

Por exemplo, um retalhista global analisado pela McKinsey destacou-se em performance financeira, mas ficou aquém em experiência do cliente e ESG. A solução passou por investir em analytics e capacidades digitais, modernizando lojas e agilizando a tomada de decisões. De forma semelhante, uma fabricante de equipamentos, com forte performance holística, percebeu que precisava de acelerar a inovação. Assim, apostou em analytics para antecipar tendências e expandiu canais de venda, reduzindo o tempo de chegada ao mercado.

 

Transformar é agir

O Transformation Speedometer não é uma varinha mágica, mas um catalisador de decisões. Nesse sentido, ele mostra que a perfeição em todas as dimensões é uma miragem – o que importa é priorizar e agir com coragem. Para os líderes, é uma oportunidade de alinhar equipas, definir metas claras e monitorizar o progresso. Por exemplo, a dimensão de analytics é frequentemente subvalorizada, mas, quando priorizada, pode desbloquear valor em áreas como personalização do cliente e eficiência operacional.

Como dizia Ayrton Senna, «na chuva, é mais fácil ultrapassar». As empresas que encaram a incerteza como uma oportunidade para se reinventarem – equilibrando performance holística e inovação – não só sobrevivem, como prosperam. Num mundo em constante mudança, transformar não é uma opção. É a única forma de garantir que o futuro, chova ou faça sol, seja sinónimo de sucesso.

Arquivado em:Corporate, Notícias

O império contra-ataca e dinossauros recuperam terreno na guerra da cloud

9 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante quase duas décadas, a narrativa parecia estar fechada: as empresas nativas da cloud iam engolir o mercado do software empresarial, deixando para trás os velhos colossos. A Salesforce, a Workday ou a ServiceNow tornaram-se símbolos de um futuro digital mais leve, flexível e escalável. Os incumbentes, Oracle e SAP à cabeça, eram tratados como dinossauros, presos a modelos de licenciamento perpétuo e a infraestruturas próprias.

Em 2025, o enredo mudou.  Um artigo da Schroders mostra como a distância encolheu e os gigantes tradicionais voltaram a crescer com força. Mais do que sobreviventes, a Oracle e a SAP reaparecem como players competitivos na cloud — e isso tem consequências para o setor, para os clientes e para os investidores.

Um setor definido pela obsolescência

A tecnologia vive de ciclos curtos e rupturas súbitas. O vinil cedeu aos CDs, que foram engolidos pelos MP3, até serem substituídos pelo streaming. A linha fixa foi esmagada pelos telemóveis, e estes transformaram-se em smartphones. O software empresarial seguiu a mesma lógica: os data centres próprios e as licenças caras deram lugar ao SaaS, com pagamento por subscrição e acesso remoto pela internet.

As vantagens dos novos players eram óbvias: custos iniciais mais baixos, rapidez na implementação e externalização da complexidade técnica. Assim, o resultado foi um crescimento explosivo, valorizações premium em bolsa e uma convicção quase dogmática de que este seria o único modelo de futuro.

O contra-ataque dos gigantes

No entanto, a história mostrou-se mais sinuosa. Tanto a SAP como a Oracle não ficaram paradas. Em silêncio, reestruturaram-se.

  • SAP: transferiu a sua principal suite de ERP para um modelo cloud-first, expandiu agressivamente a oferta de SaaS e adquiriu ativos estratégicos para complementar o portefólio.

  • Oracle: reconstruiu a base de dados e o ecossistema de aplicações para a cloud e investiu fortemente em infraestrutura, com centros de dados capazes de rivalizar com hyperscalers globais.

Hoje, ambas apresentam taxas de crescimento em cloud comparáveis — e em alguns casos superiores — às empresas que outrora as ameaçaram. A sua vantagem? Relações duradouras com clientes, barreiras elevadas à mudança e uma capacidade de execução que tinha sido subestimada.

Mercado e investimento: onde está a oportunidade

Segundo dados da Bloomberg (julho 2025), tanto a Oracle como a SAP estão a registar crescimento robusto em cloud, reduzindo significativamente a diferença face às líderes SaaS. Esta viragem é especialmente relevante para investidores globais:

  • Durabilidade dos fluxos de receita: ao contrário de startups, estas empresas possuem bases de clientes fiéis e contratos de longa duração, o que assegura previsibilidade.

  • Elevadas barreiras à entrada: mudar de ERP ou de base de dados implica custos elevados e riscos operacionais que travam a rotatividade.

  • Capacidade de adaptação: a migração para modelos cloud-first prova que os incumbentes têm resiliência estratégica.

Para equipas de investimento ativas, este desalinhamento entre a narrativa dominante (‘estão ultrapassados’) e os números reais cria oportunidades. A filosofia do growth gap, que compara expectativas de mercado com potencial de crescimento efetivo, mostra aqui todo o seu valor.

O instinto em tempos de disrupção é apostar cegamente nos recém-chegados. Mas o caso da SAP e da Oracle lembra que nem todos os impérios estão condenados a cair. Tal como aconteceu noutras indústrias — da música ao retalho —, os incumbentes que conseguem adaptar-se podem regressar reforçados.

No software empresarial, este regresso ganha ainda mais peso porque se trata de um mercado com margens altas, fidelização extrema e relevância crítica para a operação das empresas. Perder quota é doloroso, mas recuperar espaço é possível quando se tem escala global, músculo financeiro e a capacidade de investir em inovação.

O futuro é híbrido: SAP e Oracle na cloud

Em suma, o enredo da cloud não é linear. Os disruptores já não têm o monopólio da inovação e os principais titulares da velha-guarda provaram que conseguem reinventar-se. A cloud continua a ser o motor de transformação digital, mas o jogo não é de soma zero.

Hoje, Oracle e SAP mostram que o futuro será híbrido: modelos SaaS a crescer, mas sustentados por ecossistemas robustos, construídos ao longo de décadas. Para investidores, este contra-ataque dos gigantes é um lembrete valioso: o mercado pode subestimar quem parece envelhecido, mas ignorá-los é um erro estratégico.

Arquivado em:Corporate, Notícias, Tecnologia

NASA regressa a Oeiras para desafiar jovens a ‘aprender, agir e liderar’ com soluções globais

9 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A maior hackathon mundial dedicada ao espaço está de regresso a Portugal. Nos dias 4 e 5 de outubro, a Atlântica – Instituto Universitário, em Oeiras, volta a acolher o NASA International Space Apps Challenge 2025, que este ano decorre sob o tema ‘aprender, agir e liderar’.

Depois de ter assumido pela primeira vez o papel de Local Leader em 2024, a Atlântica prepara-se para receber novamente a maratona tecnológica que junta estudantes, investigadores, programadores, designers, empreendedores e entusiastas do espaço. Durante 48 horas intensas, as equipas são desafiadas a transformar os dados abertos da NASA em soluções inovadoras com impacto global.

Aprender, lançar e liderar na inovação tecnológica

Mais do que uma competição, o Space Apps é um laboratório criativo. A edição de 2025 convida os participantes a aprender novas competências nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), lançar ideias disruptivas que traduzam dados científicos em ferramentas práticas e, sobretudo, liderar uma comunidade global de inovação tecnológica.

As propostas não se limitam ao desenvolvimento de software. Jogos, protótipos, modelos de design, ferramentas educativas ou experiências imersivas são igualmente bem-vindas. Mas há uma nota: desde que aproximem a sociedade da ciência e da exploração espacial.

Em Lisboa, a Atlântica garante não apenas a organização local, mas também a ponte entre participantes, mentores e empresas parceiras, criando oportunidades académicas e profissionais concretas. Um exemplo claro foi o Cosmic Pathways, projeto vencedor em 2024, que desenvolveu uma experiência imersiva combinando imagens do telescópio James Webb com navegação 3D e música original. A criatividade e o impacto educativo da proposta ilustraram a essência do Space Apps: unir ciência, tecnologia e imaginação para inspirar novas formas de explorar o universo.

Uma maratona planetária de criatividade

Criado pela NASA em 2012, o Space Apps Challenge tornou-se a maior hackathon do mundo, reunindo anualmente dezenas de milhares de participantes em mais de 160 países. Só em 2024, o evento registou 93 mil inscritos e mais de 480 eventos locais à escala global.

Assim, a edição de 2025 promete reforçar esta dimensão planetária, com jovens de todo o mundo a colaborar em tempo real para encontrar respostas a desafios que cruzam ciência, tecnologia e sustentabilidade. Em Oeiras, a expectativa é que a energia e a diversidade de ideias marquem novamente a diferença.

Inscrições já abertas

Os interessados em participar na edição portuguesa do NASA Space Apps Challenge 2025 já podem garantir o seu lugar através do portal oficial do evento: Space Apps Lisbon 2025. Mais informações estão também disponíveis em uatlantica.pt.

Arquivado em:Inovação, Notícias

NOVA IMS lança nova identidade para consolidar presença global em ciência de dados e IA

9 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

A NOVA Information Management School (NOVA IMS), da Universidade NOVA de Lisboa, apresentou hoje, 5 de setembro, a sua nova imagem institucional. Assente no conceito ‘Data Visionaries’, a mudança simboliza um novo ciclo de afirmação internacional da escola, pioneira na Europa e única em Portugal dedicada em exclusivo à ciência de dados, inteligência artificial e gestão da informação.

Mais do que um rebranding, a nova identidade pretende traduzir a essência da instituição: converter dados em conhecimento com impacto real. É essa ligação entre ciência e prática que tem distinguido a escola no panorama nacional e internacional. Aqui, o saber não se limita à teoria — ganha corpo em laboratórios, em projetos aplicados com empresas e administração pública, e em metodologias pedagógicas inovadoras que colocam os estudantes em contacto direto com problemas concretos e dados reais.

Um modelo pedagógico premiado

No centro desta estratégia está o modelo EDGE, que combina inovação pedagógica, espaços de aprendizagem inteligentes e analítica avançada aplicada ao ensino. Este modelo, já distinguido nos Portugal Digital Awards, permite acompanhar de forma individual cada estudante, desde o primeiro dia até à conclusão do curso.

A eficácia desta abordagem é visível nos rankings. O Mestrado em Gestão de Informação, com especialização em Business Intelligence, foi distinguido pela Eduniversal como o melhor do mundo pelo sétimo ano consecutivo, juntando-se a outros programas destacados no top 5 global. Paralelamente, a NOVA IMS conquistou a classificação máxima de cinco estrelas no QS Stars University Ratings em todas as dimensões avaliadas — um feito reservado a um número muito restrito de instituições à escala mundial.

O reconhecimento científico é igualmente sólido: oito professores da escola integram o ranking dos 2% de cientistas mais citados do mundo, elaborado pela Universidade de Stanford.

Crescimento e internacionalização

Nos últimos três anos, a NOVA IMS registou um aumento de 60% no número de estudantes, acolhendo hoje cerca de 4.300 alunos, dos quais 30% são internacionais, representando mais de 100 nacionalidades. Paralelamente, expandiu a oferta formativa com novos cursos, ensino online e prepara-se para lançar mestrados executivos.

A internacionalização tem sido outro pilar estratégico: parcerias com universidades na América, Ásia e Europa reforçam a presença da escola em três continentes. Já o centro de investigação MagIC foi classificado como Excelente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), consolidando a reputação científica da instituição.

«A nova identidade Data Visionaries é o reflexo daquilo que sempre fomos: pioneiros, inovadores e com impacto real na sociedade. Representa também a nossa ambição de continuar a crescer de forma sustentada e acelerar a internacionalização, consolidando a NOVA IMS como uma escola global de referência», afirmou Miguel de Castro Neto, diretor da escola.

Uma escola com ambição global

O conceito Data Visionaries surge, assim, como bandeira de um projeto maior: formar profissionais e investigadores capazes de transformar dados em conhecimento útil, gerar valor para a sociedade e liderar na era da inteligência artificial.

O diretor sublinha: «Crescimento, parcerias internacionais, inovação pedagógica e reconhecimento científico mostram que a NOVA IMS tem hoje os alicerces para competir entre as melhores escolas do mundo. A nova imagem simboliza esse percurso e projeta a nossa ambição global.»

Com esta nova identidade, a NOVA IMS não apenas reafirma o prestígio conquistado ao longo de décadas, como também projeta a ambição que esteve na sua origem: preparar os visionários dos dados que transformarão a informação em futuro.

Arquivado em:Educação, Notícias

Literacia em Portugal: desigualdades que continuam a marcar o litoral e o interior

8 Setembro, 2025 by Marcelo Teixeira

O Dia Internacional da Literacia, assinalado a 8 de setembro desde 1967, sob alçada da UNESCO, continua a lembrar-nos que saber ler e escrever é o alicerce da cidadania, da justiça social e da autonomia. Entretanto, apesar dos progressos visíveis em Portugal, as desigualdades regionais persistem — entre o litoral urbano e o interior envelhecido.

Os Censos de 2021 registaram uma taxa de analfabetismo de 3,08%, uma queda face aos 5,22% de 2011 Instituto Nacional de Estatística. Ainda assim, este progresso não foi homogéneo. Em Lisboa, por exemplo, a taxa ronda os 2%, enquanto no Alentejo chega a 5,4%, duas vezes mais que a média nacional.

No interior rural — esse espaço silenciado — estas percentagens traduzem-se em ausência de bibliotecas, concreto numa escola, silêncio no centro de uma aldeia. E continuam a mostrar que, quando não se lida com o livro, também se falha na leitura do mundo.

Norte versus Sul: um país com ritmos distintos na escola

Os indicadores mostram que o abandono escolar precoce caiu para mínimos históricos: apenas 5,9% em 2023, conforme estatísticas da Direção-Geral da Educação. Contudo, esse valor disfarça as assimetrias regionais. No Norte, o abandono foi ainda menor — 4,1% — enquanto no Sul persistem fragilidades educacionais (Algarve e Alentejo).

A leitura funcional, que deveria ser uma ponte entre aprender e pensar, encontra contudo barreiras no acesso polarizado à escola, às bibliotecas, ao ensino de qualidade.

Além dos dados nacionais, há outro gráfico que escolhe não aparecer: aquele dos adultos analfabetos no interior. Estimativas indicam que, entre os 10 e os 64 anos, existem centenas de milhares com leitura precária — muitos invisíveis para as estatísticas oficiais.

Aqui, a luta pela literacia é dupla: contra o analfabetismo literal e contra a longa sombra do analfabetismo funcional — aquele que impede interpretar um texto ou compreender as notícias que nos chegam todos os dias.

Lápis, ecrãs… e conexão digital desigual

O tema de 2025 — ‘Promover a literacia na era digital’ — coloca o dedo num nervo vivo do país. As escolas mais remotas do interior muitas vezes não chegam a tempo ao mundo digital. E isso acentua uma distância que já era sócio- educativa, transformando-a em digital.

O desafio não é só distribuir tablets, mas ensinar a pensar com eles e garantir que os jovens de aldeias se inscrevem na esfera pública — com literacia, com voz, com sentido de cidadania.

Portugal já reduziu o analfabetismo mais do que muitos países europeus. Passamos de 25,7% em 1970 para 3,1% em 2021 como nos dizem dados do PORDATA. Mas os mapas mostram que o país ainda está riscado por fronteiras invisíveis — entre litoral e interior, Norte e Sul.

Se a leitura é direito humano, é tempo de levar a biblioteca ao centro de todas as aldeias, de garantir formação de adultos longe das capitais, de digitalizar com dignidade. Porque, sem literacia, não se lê apenas menos livros: não se lê o país.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

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