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Marcelo Teixeira

«Não gerimos espaços, co-criamos ecossistemas de inovação», realça Vítor Ferreira

28 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A Startup Leiria inaugurou oficialmente o TEAR Alcanena – Tecnologia, Talento, Tradição, Empreendedorismo e Arte, um novo espaço de incubação e aceleração que assinalou um ponto de viragem na estratégia de desenvolvimento do concelho. O projeto nasceu em parceria com a Câmara Municipal de Alcanena e a Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa, com a ambição clara de fixar talento, diversificar a economia local e combater a desertificação do interior.

O TEAR abriu portas com capacidade para 12 startups em regime de cowork e a promessa de dinamizar quatro a cinco eventos por ano. Até 2028, o objetivo traçado foi ambicioso: incubar mais de 50 startups, captar mais de 5 milhões de euros em investimento e gerar mais de 100 postos de trabalho diretos e indiretos.

A primeira iniciativa do novo hub, o Talent Up, arrancou em junho, atraindo jovens empreendedores e recém-graduados da região, num programa de ideação concebido para transformar talento em equipas e negócios viáveis.

Com três décadas de tradição industrial e uma base logística robusta, Alcanena passou a ser palco de um ecossistema empreendedor que cruza tecnologia digital, indústria 4.0, economia circular, agroalimentar e inovação social.

Em entrevista à Líder, Vítor Ferreira, CEO e cofundador da Startup Leiria, deixou clara a visão: «Não gerimos espaços, co-criamos ecossistemas de inovação. Um espaço sem conhecimento, rede, mentoria, investimento, eventos e talento é apenas uma garagem.»

 

O TEAR nasce com a ambição de incubar 50 startups e gerar 100 empregos até 2028. Que setores ou áreas de negócio considera prioritários para alcançar esse objetivo?

Vamos concentrar-nos onde o território tem tração e onde o mercado cresce: Tecnologias Digitais/Indústria 4.0 — software, IT, automação e serviços B2B (já representam 60% dos projetos analisados); Tecnologia Verde e Economia Circular, com ênfase em processos limpos, valorização de resíduos e novos materiais; Bio/Agroalimentar e saúde digital em nichos com base tecnológica; Inovação social e serviços baseados em conhecimento, com modelos escaláveis;  Valorização das cadeias tradicionais (couro/calçado, têxtil, alimentar) via digitalização, sustentabilidade e design, em articulação com o CTIC e empresas âncora locais. Estas apostas refletem o que já estamos a captar e o ADN industrial/logístico de Alcanena. Estas são as vias mais rápidas para transformar 50 startups em mais de 100 empregos qualificados até 2028.

 

O projeto apresenta-se como motor contra a desertificação do interior. Como se garante que o talento formado no MédioTejo e Ribatejo não migre para Lisboa ou para o estrangeiro?

Com pipeline e destino no próprio território. Pipeline: trabalhamos com o IPSantarém, IPTomar e IPLeiria (Poliempreende, programas de ideação, desafios reais) para captar finalistas e recém-graduados. Destino: oferecemos incubação (física/virtual), mentoria, rede empresarial local e provas de conceito com empresas (ACTON IT, Couro Azul, Intermarché, Iberopasta, Mola Solta, etc.), criando razões concretas para ficar — clientes, faturação e comunidade. Acresce a atração de trabalhadores remotos/híbridos que já procuram o nosso cowork e passam a integrar a rede local. É assim que se fixa talento: reunindo oportunidades de projeto ao mercado e ao sentimento de pertença.

 

O programa Talent Up arrancou já em junho. Que perfil de jovens empreendedores esperam atrair nesta primeira edição?

O Talent UP arranca a 28 de setembro. Queremos finalistas/recém-graduados e jovens profissionais, de cursos técnicos e superiores, com ou sem ideia, a solo ou em equipa — perfis curiosos, orientados a resolver problemas reais nas áreas digital/indústria 4.0, verde/circular, agro-bio e serviços B2B. O programa é de ideação, muito prático, e está desenhado para transformar talento em equipas e oportunidades incubáveis.

 

Muitos espaços de incubação no país acabam por ter dificuldade em manter atividade regular. Que garantias têm de que o TEAR não será apenas um espaço vazio após a inauguração?

Não partimos do zero. Já formalizamos vários contratos de incubação (Microvida, Inclui-te, e três projetos IT/serviços), realizamos dezenas de sessões de mentoria e montamos um calendário contínuo de eventos (ETALKS, atividades nas escolas, programas de ideação). Em captação, fizemos centenas de contactos com 35% de conversão e temos parcerias ativas (CTIC, politécnicos, empresas, associações locais). O espaço de cowork tem capacidade para uma dúzia de startups em regime flexível e a procura de trabalhadores remotos/híbridos está a encher as mesas. Tudo isto assenta num protocolo institucional TEAR–Município–Startup Leiria que dá estabilidade ao projeto. Dispomos de equipa no terreno, pipeline, incubados, eventos e rede, o que revela atividade real e mensurável, não uma montra. Existe algo subjacente à realidade da Startup Leiria: nós co-criamos ecossistemas de inovação, não gerimos espaços. Um espaço sem conhecimento, rede, mentoria, investimento, eventos e talento é apenas uma garagem.

 

Para a população local, que impacto direto terá este hub? Vai criar oportunidades para os jovens locais ou será sobretudo uma montra para atrair projetos de fora?

É para dentro e para fora. Para dentro: mais postos de trabalho qualificados, cowork acessível, programas nas escolas e atividades de literacia empreendedora (ex.: Clube das Ideias, que envolveu cerca de 60 crianças), ligações a empresas locais e mentoria para quem quer lançar um negócio em Alcanena. Para fora: abrimos a porta a projetos externos que tragam tecnologia, clientes e investimento, e que fiquem porque encontram aqui um ecossistema vivo. O impacto mede-se em emprego, faturação das startups, eventos anuais e participação da comunidade.

Arquivado em:Entrevistas

Lisboa lança prémio de 30 mil euros para startups que inovam pela sustentabilidade

28 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Lisboa vai premiar a inovação sustentável com 30 mil euros e palco internacional. A capital portuguesa lançou o Digital With Purpose Startup Global Award, um concurso destinado a startups que desenvolvem soluções digitais com impacto positivo e alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O vencedor, além do prémio monetário, garantirá presença no DWP Global Summit 2025, que se realiza em Bruxelas, nos dias 27 e 28 de outubro, perante decisores políticos, líderes institucionais e gigantes tecnológicos. As candidaturas estão abertas até 30 de setembro e todas as startups inscritas terão acesso a quatro meses de membership no greenhub da Unicorn Factory Lisboa, um espaço de aceleração dedicado a projetos de sustentabilidade.

O prémio marca o arranque da parceria entre a Unicorn Factory Lisboa e a Global Enabling Sustainability Initiative (GeSI). A colaboração insere-se no movimento Digital with Purpose (DWP), que procura usar a tecnologia de forma ética e responsável para acelerar a transição sustentável. Entre as novidades está ainda o acesso, para as startups do greenhub, ao Digital with Purpose Performance Framework, ferramenta que mede e certifica o desempenho sustentável das empresas.

«O greenhub da Fábrica da Unicórnios é um exemplo claro de como a colaboração entre inovação local e visão global pode acelerar soluções sustentáveis», afirmou Luís Neves, CEO da GeSI. Já Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, sublinhou que esta aliança reforça a ambição de Lisboa em se afirmar como um dos principais polos mundiais de inovação sustentável.

A GeSI reúne mais de 50 multinacionais tecnológicas, entre elas Google, IBM, DELL, Tencent, Deutsche Telekom, Verizon, Cisco, Huawei e ZTE, representando mais de 3,5 mil milhões de euros em capitalização de mercado. Ao associar esta rede global ao ecossistema do greenhub, a parceria abre caminho para que Lisboa entre no mapa dos grandes centros de inovação verde, lado a lado com hubs como o MIT Greentown Labs, nos Estados Unidos.

As candidaturas estão disponíveis aqui.

Arquivado em:Inovação, Notícias, Sustentabilidade

Manuel Paiva dos Santos assume liderança do programa ‘Regenerar’ da Fundação Mendes Gonçalves

28 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A Fundação Mendes Gonçalves (FMG) reforçou a sua aposta na área da regeneração com a nomeação de Manuel Paiva dos Santos para diretor do programa ‘Regenerar’, um dos pilares estratégicos da instituição.

Engenheiro agrónomo e doutorado em Engenharia do Ambiente pelo Instituto Superior Técnico, Paiva dos Santos tem dedicado a carreira ao estudo e implementação de sistemas agrícolas sustentáveis, tendo participado em projetos internacionais como o AnimalFuture, LIFE Food & Biodiversity e LEAnMeat. A sua experiência combina investigação científica, prática agrícola e envolvimento comunitário.

Segundo Tiago Pereira, CEO da FMG, a integração do novo responsável traduz «o empoderamento da Golegã e da região, através do regresso de um profissional com experiência internacional, mas também o compromisso de, a partir da Golegã para o Mundo, promover práticas regenerativas que cuidam do solo, do ecossistema e das comunidades».

O próprio Manuel Paiva dos Santos sublinha a ambição de fazer do programa um motor de referência: «Queremos mostrar que é possível cultivar, produzir e interagir com os ecossistemas de forma diferente e melhor, assente na ciência, na cooperação e no envolvimento das gerações futuras.»

A nova liderança será acompanhada pelos consultores Dayana Andrade e Felipe Pasini, especialistas em agricultura sintrópica e autores da obra Vida em Sintropia.

Com o lema ‘Nutrir Futuros, Regenerar Legados’, o programa ‘Regenerar’ pretende atuar como um laboratório vivo, promovendo literacia, investigação aplicada e boas práticas de agricultura regenerativa. O objetivo é aproximar ciência e prática, reforçar a resiliência dos territórios e mobilizar alianças filantrópicas que apoiem projetos sustentáveis com impacto social e ambiental.

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Rebranding: o risco de uma transformação mal medida

27 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Mudar de marca não é girar um logótipo — é mergulhar num percurso delicado onde a pressa ou o desvio de foco podem custar caro, em tempo e dinheiro. A frase de Maria Burpee, consultora norte-americana de marketing que já colaborou com mais de 40 empresas, entre elas algumas da Fortune 500, não deixa margem para dúvida: «uma parte dos rebrandings falha porque as empresas fazem-no pelas razões erradas.»

O ponto de partida não deveria ser simplesmente «a nossa marca está velha?», mas sim «a nossa marca tem problemas reais?». A resposta estaria, tal como fazem a IBM ou a Motorola, na avaliação estruturada da saúde da marca — algo que excede o design e se estende à sua percepção, ressonância e alinhamento com os objetivos internos e externos.

 

O perigo de apagar laços emocionais

Em 2009, a Tropicana decidiu renovar o design das suas embalagens. O visual icónico — uma laranja com uma palhinha e o rótulo ‘NO PULP’ — deu lugar a um visual minimalista, com muito espaço branco e um rótulo pouco reconhecível. O resultado foi desastroso: em apenas dois meses, as vendas desceram 20%, causando perdas estimadas em 28 milhões de euros, levando a marca a recuar e reverter para o design antigo, segundo o Impact My Biz.

Esta transformação precipitada mostrou como uma forte familiaridade visual se torna ativo estratégico de uma marca — e que a sua substituição abrupta pode quebrar esse vínculo num instante.

Quando a mudança reforça a identidade

Por outro lado, algumas marcas usaram o rebranding como ferramenta de crescimento. A Airbnb, em 2014, lançou o símbolo ‘Bélo’, um ícone que representa pertença e comunidade global. Remotamente semelhante a um coração invertido, esse símbolo procurou expressar a ideia de ‘Belong Anywhere’ (‘pertencer em qualquer lugar’). O impacto foi notável: em apenas 18 meses, as reservas mensais dispararam 86%, as inscrições de anfitriões aumentaram 25% e o reconhecimento de marca subiu de 18% para 74%, segundo Novus Consult.

Os designers imergiram no ADN da marca, percorrendo treze mil horas em entrevistas e contactos com os utilizadores, para captar a essência emocional.

Rebranding digital que mantém essência

A Mastercard optou por uma transição de identidade gratamente subtil em 2016. Ao adotar um visual mais leve e simplificado, a marca preservou os seus icónicos círculos sobrepostos vermelho e amarelo, eliminando gradualmente o nome escrito do próprio símbolo. Esta decisão resultou numa estética modernizada e otimizada para o mundo digital, segundo a Design Week.

Após a implementação do novo logo, estudos internos da Mastercard demonstraram que mais de 80% dos consumidores reconheciam o símbolo mesmo na ausência do nome, reforçando o poder do seu reconhecimento visual.

Lições em síntese

  • Não desfazer laços emocionais: o design pode ser icónico e indispensável — alterá-lo sem estratégia arrisca quebrar a ligação com o consumidor.

  • A mudança tem de partir do propósito: se não houver um alinhamento entre a nova imagem e o posicionamento emocional, permanece superficial.

  • Identidade digital exige simplicidade: em era de apps e redes sociais, símbolos reconhecíveis e adaptáveis são indispensáveis — como na revisão feita pela Mastercard.

 

Casos de sucesso que inspiram

  • Old Spice, antes passatempo de avós, reinventou-se com humor absurdo e viralidade, dobrando as vendas em seis meses, segundo Captivate Click.

  • Nubank, de startup disruptiva a instituição financeira consolidada, redesenhou identidade visual e reforçou os seus valores de transparência e inovação, segundo a Holman Design.

  • Havaianas, um simples chinelo popular que se converteu num ícone global de moda ao apostar em novas coleções, cores e identidade visual contemporânea, segundo a mesma fonte.

 

Um rebranding bem-sucedido é, antes de mais, um rebranding significativo — fundamentado numa necessidade real, sustentado por estratégia e executado com coerência. Trocar de logo pode até dar chamariz, mas só um redesenho alinhado com o propósito, a comunidade interna e os clientes transforma uma marca para o futuro.

Arquivado em:Marketing, Notícias

Estão abertas as candidaturas ao Prémio Women Shaping Tech

27 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A APDC abriu oficialmente as candidaturas ao Prémio Women Shaping Tech, uma iniciativa que visa financiar projetos com impacto real na promoção da presença feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) em Portugal. O prazo para submissão de candidaturas decorre até 5 de setembro.

Mais do que reconhecer boas práticas, o prémio pretende apoiar a expansão de iniciativas eficazes, fortalecendo um ecossistema tecnológico mais robusto, interligado e sustentável. Cada projeto selecionado receberá suporte financeiro e estratégico para ampliar o seu alcance, impactar mais jovens e consolidar a igualdade de género no setor tecnológico.

Podem candidatar-se projetos STEM já implementados por empresas, startups, escolas, universidades, entidades públicas, organizações sem fins lucrativos ou parcerias entre várias entidades. Terá especial atenção iniciativas ativas em zonas do interior ou em regiões menos abrangidas por programas similares. Os vencedores serão anunciados até novembro deste ano.

O prémio conta com o apoio de várias empresas comprometidas com a diversidade e inclusão no setor tecnológico. O objetivo é criar sinergias entre diferentes esforços, garantir visibilidade às iniciativas mais eficazes e assegurar que estas não ficam limitadas por falta de investimento.

As candidaturas estão abertas — os interessados devem submeter os seus projetos aqui até cinco de setembro.

Arquivado em:Diversidade e Inclusão, Notícias

Governance industrial num novo mapa comercial global

27 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

O panorama global dos mercados está a passar por uma reconfiguração histórica. A governança industrial enfrenta hoje desafios sem precedentes que exigem não apenas uma visão estratégica, mas, também, uma atuação coordenada ao mais alto nível executivo e dos conselhos de administração.

A instabilidade geopolítica e económica, aliada às recentes alterações nos tratados comerciais — com destaque para as tensões entre os EUA e outros blocos económicos, como a Europa e a China — tem provocado impactos significativos nas cadeias de abastecimento globais. Neste contexto, as empresas veem-se obrigadas a repensar profundamente as suas estratégias de sourcing, logística e produção, adotando modelos mais resilientes e adaptáveis.

Estas mudanças resultam num ambiente volátil, imprevisível e marcado por políticas comerciais cada vez mais protecionistas. Empresas que outrora dependiam de redes globais de fornecedores são, agora, pressionadas a diversificar origens de fornecimento, procurar alternativas regionais e até reavaliar a localização de unidades industriais e centros de distribuição. A pandemia da COVID-19 já tinha exposto vulnerabilidades críticas nestas cadeias e a conjuntura atual vem reforçar a urgência de construir operações industriais mais flexíveis e seguras.

Neste novo cenário, a governança industrial assume um papel central. Já não basta que os conselhos de administração exerçam funções de supervisão. É necessário que se envolvam ativamente na antecipação de riscos e na definição de estratégias para navegar num comércio global em constante mutação. A agilidade, a capacidade de resposta e a visão de futuro tornaram-se requisitos essenciais.

Os líderes industriais devem ser proativos na gestão da cadeia de valor global, explorando novas geografias de fornecimento e adotando tecnologias emergentes para mitigar riscos. Soluções como a Inteligência Artificial, Big Data e Blockchain permitem aumentar a transparência, a rastreabilidade e a capacidade de previsão, tornando as operações mais robustas perante disrupções externas.

Mas a resposta não pode ser apenas tecnológica. A pressão por práticas comerciais responsáveis e sustentáveis nunca foi tão forte. A integração de critérios ESG deixou de ser opcional e passou a ser uma exigência de mercado, de investidores e mesmo da sociedade em geral. A liderança industrial deve, nesse sentido, equilibrar eficiência com responsabilidade, incorporando objetivos de sustentabilidade nas diferentes decisões estratégicas.

Ora, a própria composição dos conselhos de administração tem de refletir a complexidade do cenário atual. A diversidade geográfica, cultural e de experiência é crucial para garantir que as decisões estratégicas sejam bem informadas e eficazes. Isso inclui, entre outras coisas, a integração de profissionais com expertise em comércio internacional, risco geopolítico, transformação digital e sustentabilidade.

Se até há pouco tempo os conselhos davam prioridade à contratação de perfis financeiros e digitais, temos assistido a um aumento na procura de perfis de conselheiros com experiência global relevante em operações e cadeia de abastecimento. Esta tendência deve-se à preocupação com eventuais disrupções nas cadeias logísticas, bem como trazer uma visão externa e nova, com vista a aumentar a eficiência, otimizar o footprint industrial e gerar economias de custo.

O novo mapa comercial global não representa apenas um desafio. É, também, uma oportunidade para repensar estruturas de decisão, reforçar a resiliência empresarial e alinhar a atuação industrial com as exigências de um mundo em rápida transformação. Só com uma governança dinâmica, informada e orientada para o futuro, as empresas conseguirão manter a sua relevância.

Arquivado em:Opinião

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