• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Mais de uma centena de professores viajam do frio nórdico para conhecer o ensino profissional português

      Idadismo nas empresas: «Perdemos inteligência coletiva quando excluímos pessoas pela idade», alerta Mónica Chaves

      O calor está a tornar-nos menos produtivos? Cientistas dizem que sim

      Porque estão os profissionais a sair das empresas? Falta de crescimento e liderança distante estão entre as razões

      Marcelo Santiso é o novo Diretor-Geral da Verisure em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Mais de uma centena de professores viajam do frio nórdico para conhecer o ensino profissional português

      Idadismo nas empresas: «Perdemos inteligência coletiva quando excluímos pessoas pela idade», alerta Mónica Chaves

      O calor está a tornar-nos menos produtivos? Cientistas dizem que sim

      Porque estão os profissionais a sair das empresas? Falta de crescimento e liderança distante estão entre as razões

      Marcelo Santiso é o novo Diretor-Geral da Verisure em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

O jogo mudou: como as marcas descobriram o poder do desporto feminino

21 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante décadas, o desporto feminino foi empurrado para os bastidores. Não por falta de público ou interesse, mas porque o apoio institucional era escasso. O investimento era mínimo, a cobertura mediática residual, e as infraestruturas ficavam muito aquém das necessidades. O resultado foi devastador: atletas mal pagas, condições de treino precárias e uma imagem pública reduzida a piada de rodapé no discurso desportivo.

Mas esse guião está a ser reescrito — e depressa. O basquetebol feminino, em particular, vive uma explosão inédita. A NCAA e a WNBA têm registado crescimentos sucessivos nas audiências. A temporada 2024–25 terminou com uma subida de 3% face ao recorde histórico do ano anterior, cujo jogo decisivo chegou a 18,9 milhões de telespectadores. A WNBA, por sua vez, disparou 41% em audiências. As finais de 2024 entraram para a história, com uma média de 18.518 adeptos por jogo. Finalmente, marcas e investidores acordaram.

Até aqui, desportos como o ténis, a ginástica e o golfe já tinham sido considerados ‘vendáveis’, com patrocínios milionários e estrelas globais. A LPGA, por exemplo, ultrapassou o milhar de acordos comerciais; a WTA foi ainda mais longe. Mas agora, futebol e basquetebol femininos entraram noutra liga. E um setor inesperado está a liderar o avanço: a indústria da beleza.

 

O primeiro salto: a Glossier

A pioneira foi a Glossier, que em 2020 se tornou a primeira parceira oficial de beleza da WNBA — mais de vinte anos depois da liga ter sido fundada. A marca entrou com a campanha Body Hero, em plena crise pandémica da NBA e WNBA, com nomes como Sue Bird, Natalie Achonwa e Gabby Williams. Desde então, a relação intensificou-se. Em 2023, o lançamento da linha Stretch Complexion contou com Izzy Harrison e Ariel Atkins; em 2024, foi a vez de Bri Jones e Skylar Diggins-Smith darem rosto aos novos batons.

Kyle Leahy, CEO da Glossier, resume a estratégia: «Desde o início acreditámos que beleza e desporto não são mundos incompatíveis. As atletas da WNBA são expressão, diversidade e força — valores que queremos amplificar.»

O investimento não ficou pelo marketing. A marca patrocinou a seleção feminina dos EUA nos Jogos Olímpicos de Paris, apoiou drafts da WNBA e até reabilitou os míticos campos de basquetebol de Tompkins Square, em Nova Iorque. Mais: lançou uma bola de basquetebol cor-de-rosa, edição limitada, para financiar programas juvenis em comunidades carenciadas.

 

A onda que arrastou as outras

O movimento desencadeado pela Glossier abriu caminho. Charlotte Tilbury aproximou-se da Fórmula 1. A Sephora associou-se à liga Unrivaled, criada por Napheesa Collier e Breanna Stewart, além de patrocinar equipas como as New York Liberty. A E.L.F. entrou no futebol, através da NWSL. E a ILIA juntou-se ao Paris Saint-Germain feminino, com uma parceria centrada na ideia de ‘performance sem compromissos’.

Para Sasha Plavsic, fundadora da ILIA, o patrocínio foi mais do que negócio: «Como mãe e empreendedora, sinto-me ligada à ascensão do desporto feminino. É um espaço natural de empoderamento. Paris foi o sítio certo para dar este passo.»

 

Superestrelas, audiências e retorno

Se, para as marcas, há uma narrativa de propósito, também há contas bem feitas. O fenómeno é palpável. Em 2023, Angel Reese viu a sua valorização comercial disparar 485 mil dólares numa única semana, durante a Final Four. Paige Bueckers soma mais de 6 milhões de seguidores entre Instagram e TikTok e já fechou contratos com a Nike, a Gatorade e a Cash App.

A sua parceria com a Madison Reed mostrou até onde pode ir este casamento entre beleza e desporto. A marca de coloração capilar lançou o tom UConnic Blonde em colaboração com a atleta, doando parte das receitas para programas de inclusão no desporto juvenil. O contrato incluiu não apenas visibilidade mediática, mas também participação acionista e a possibilidade de franquias para as atletas — um modelo de patrocínio que mistura negócio, impacto social e futuro profissional.

 

Caso em Portugal: mulheres, beleza e desporto a fazer sinergia

Em Portugal, o cruzamento entre desporto feminino e marcas de beleza ainda está a crescer, mas já existes iniciativas promissoras — especialmente nas áreas do vestuário ativo e produtos cosméticos pensados para quem se move.

Marcas de moda desportiva com identidade feminina

  • Azco — Criada por Cátia Azevedo e Ana Costa, é especializada em roupa de padel feminina que combina sensualidade com funcionalidade: a saia-calção Aurora até inclui bolso para as bolas.

  • Piiiton — Fundada por três amigas, destina-se a mulheres que praticam modalidades como padel, ténis ou ginástica. Peças sofisticadas, com estilo retro e slow fashion, todas produzidas em Portugal.

  • Spry, Latitid, Hanken, Oito.Um, entre outras, apostam na fusão entre conforto, elegância e sustentabilidade — com materiais reciclados, design minimalista e peças versáteis para várias modalidades.

Embora não sejam marcas de beleza no sentido tradicional, muitas visam empoderar mulheres através da estética e da performance — aproximando-se do espírito global que liga beleza e desporto.

Cosmética pensada para atletas

  • Heavy Duty Beauty — A fundadora, após anos em contacto com desporto e cuidados com a pele, lançou uma linha pore-treino: spray de limpeza facial (com ácido hialurónico), creme para hidratação corporal e um creme-modelador com cinta de sudação. Tudo produzido em Portugal.

  • FitBeauty — Idealizada por Carolina Pecegueiro, triatleta de longa distância, é uma linha de dermocosmética vegana, natural e desenvolvida para enfrentar os rigores do desporto (sol, cloro, fricção). Conta com limpeza, hidratantes, protetor solar FPS 50+, entre outros. Produção a 100% em Portugal, com objetivo de expandir-se à Europa.

Estas marcas concretizam, em solo luso, o casamento entre tratamento de beleza e exigência desportiva.

Embora ainda não exista nenhum caso nacional tão emblemático quanto a Glossier com a WNBA, o caminho está aberto. Há espaço para que marcas portuguesas teçam parcerias com clubes ou atletas femininas — promovendo desporto, representatividade e a presença de marca ao mesmo tempo.

 

O jogo fora do campo

Os números confirmam: o desporto feminino não é uma causa perdida, é uma indústria em ascensão. E o salto para o território da beleza mostra algo maior: estas atletas já não são apenas protagonistas em campo, são também símbolos culturais, modelos de influência digital e catalisadoras de novas audiências.

E há um dado que dá sentido a tudo isto: segundo a ONU Mulheres, 80% das CEO’s da Fortune 500 praticaram desporto durante a juventude. A ligação entre o jogo e o poder de liderança é demasiado clara para ser ignorada.

Marcas e atletas estão a descobrir que há uma nova arena onde se joga a sério: a da representatividade, da influência e, claro, do mercado. O futuro já não pergunta se o desporto feminino é viável. Pergunta antes: quem fica de fora desta revolução?

 

Este artigo parte de outro publicado na Forbes.

Arquivado em:Desporto, Notícias

Eventos e ar condicionado lideram crescimento de serviços, outros sectores afundam

21 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

O conforto dentro de portas, o bem-estar pessoal e a vontade de celebrar estão a ditar novas prioridades no mercado de serviços em Portugal. A mais recente análise da Fixando, plataforma de contratação de serviços online, revela que, no primeiro semestre do ano, os portugueses abriram a carteira sobretudo para melhorar a casa e reforçar a vida social.

Na procura, os números falam por si:

  • Ar Condicionado e Ventilação dispararam 54%, um reflexo das temperaturas mais altas e da procura por eficiência energética.
  • Astrólogos e Leitura de Tarot cresceram 51%, sinal de que a espiritualidade e a procura de respostas alternativas continuam em alta.
  • Paisagismo avançou 37%, traduzindo-se em jardins mais cuidados e espaços exteriores renovados.
  • Cabeleireiros e Barbeiros subiram 34%, prova de que a imagem pessoal se mantém prioridade.
  • Estruturas Exteriores cresceram 32%, acompanhando a vontade de aproveitar melhor varandas, quintais e terraços.

Já na oferta, o destaque vai para o boom dos eventos:

  • Staff para Eventos aumentou 194%, revelando um mercado em franca recuperação pós-pandemia e uma sociedade ansiosa por voltar a reunir.
  • Aluguer de Equipamentos seguiu o mesmo caminho, com +165%.
  • Também Cabeleireiros e Barbeiros (+136%), Treino de Animais (+114%) e Paisagismo (+101%) registaram subidas robustas, mostrando que muitos profissionais estão a diversificar serviços e a responder ao crescimento da procura.

Mas nem tudo são boas notícias. Algumas áreas registaram fortes quebras na procura:

  • Nutrição caiu 59%.
  • Desinfestação e Desbaratização perderam 43%.
  • Medicinas Alternativas e Hipnoterapia caíram 41%.
  • Empresas de Mudanças recuaram 40%.
  • Design Gráfico desceu 38%.

Na oferta, a fotografia é ainda mais dura para alguns setores:

  • Veterinários desapareceram da plataforma (-100%).
  • Aluguer de Roupa encolheu 94%.
  • Nutrição perdeu 82% de profissionais.
  • Cuidados para Animais de Estimação caíram 80%.
  • Aulas de Costura, Crochet e Tricô desceram 76%.

Para Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, os números traduzem as prioridades do presente: «Estes dados permitem-nos acompanhar de perto a evolução das necessidades dos nossos utilizadores, ajudando os profissionais a adaptar os seus serviços à realidade do mercado.»

Com milhares de pedidos e ofertas todos os meses, a Fixando funciona como um termómetro da economia de serviços local. A tendência está clara: os portugueses querem casas mais confortáveis, festas mais organizadas e uma vida exterior mais cuidada. Pelo caminho, alguns setores perdem terreno — um retrato vivo das mudanças de hábitos no país em 2025.

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Diplomacia cinematográfica: Trump, Zelensky e os líderes europeus no tabuleiro mundial

20 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A mais recente reunião entre Donald Trump, Volodymyr Zelensky e os líderes europeus destacou-se mais pelo impacto mediático do que pelos avanços diplomáticos.

Durante o encontro, Trump tomou a iniciativa de ligar diretamente a Vladimir Putin, perante todos os presentes. O telefonema, que apanhou de surpresa tanto Zelensky como os chefes de governo europeus, foi apresentado como uma abertura para a possibilidade de uma futura reunião conjunta entre os três dirigentes.

Zelensky manteve um tom seguro ao longo do encontro, combinando agradecimentos constantes com declarações alinhadas com a diplomacia tradicional. A sua principal mensagem foi a de que a Ucrânia deve continuar no centro das prioridades ocidentais e que Kiev não pode ser deixada de lado.

Do lado europeu, a intervenção foi marcada por cautela. Macron discursou, mas sem apresentar propostas novas; Merz manteve-se discreto; Von der Leyen e Rutte mostraram disponibilidade em cooperar. Em comum, todos sublinharam a defesa da soberania ucraniana e a necessidade de garantias de segurança inspiradas no modelo da NATO, ainda que nenhum tenha ido além do enquadramento definido pelos Estados Unidos.

 

O ponto de viragem? Mais esboço do que acordo

Do encontro saíram duas linhas principais:

  • Acordo inicial para que os EUA coordenem um mecanismo de garantias de segurança para a Ucrânia, algo descrito como «um Artigo 5 light», mas sem o peso jurídico da NATO.
  • Discussões encaminhadas sobre um eventual encontro bilateral entre Zelensky e Putin, com Trump como mediador. O anúncio foi feito em tom de grande revelação, mas carece de qualquer confirmação de Moscovo.

O resto foi fumo.

  • Território: Nenhuma linha vermelha clara sobre cessar-fogo, muito menos sobre concessões territoriais.
  • Compromisso militar dos EUA: Vago. Trump ofereceu garantias políticas condicionais, mas evitou qualquer promessa de tropas ou de financiamento ilimitado.

 

 

 

Reações e leituras posteriores

Em Kiev, a reunião foi recebida com alívio: mesmo vaga, a promessa de garantias norte-americanas serve para mostrar ao público interno que a Ucrânia não está sozinha. Em Moscovo, o Kremlin reagiu com sarcasmo: descreveu o telefonema de Trump como «teatro de relações públicas» e reiterou que qualquer encontro só será considerado se Kiev aceitar «novas realidades territoriais».

Na Europa, o tom foi ambíguo. Bruxelas aplaudiu a unidade, mas a imprensa francesa e alemã não perdoou o que considerou ser «mais um episódio de subserviência europeia à estratégia americana».

 

Conclusões do encontro

O encontro terminou com resultados mais visíveis na forma do que no conteúdo. Foram apresentadas ideias sobre possíveis garantias de segurança e esboçadas hipóteses de tréguas, mas sem que se chegasse a compromissos concretos.

Na noite de ontem, Trump sublinhou um dos pontos-chave: os Estados Unidos não enviarão tropas para a Ucrânia, mas admitem coordenar com os aliados europeus um mecanismo de segurança militar. Trata-se de uma promessa que aponta para maior envolvimento político, embora sem definição clara quanto à sua aplicação prática.

No balanço diplomático, Zelensky conseguiu manter a Ucrânia no centro da agenda internacional, enquanto os líderes europeus reforçaram mensagens de apoio, ainda que sem iniciativas próprias de relevo. Putin, mesmo ausente, foi uma presença constante nas discussões, projetando-se como parte incontornável de qualquer evolução futura.

A guerra, essa, continua lá fora. Sem cessar-fogo, sem compromissos firmes, sem fim à vista. Entre drones, tanques e trincheiras, o cinema perde-se. O espetáculo enche páginas e noticiários — mas não detém bombas, nem devolve vidas.

 

Fotografia: Andrew Caballero-Reynolds/ AFP

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Procura por advogados de imigração dispara 40% em julho

20 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A procura por advogados de imigração disparou 40% em julho face ao mês anterior, revela a Fixando. O aumento coincide com as recentes alterações à Lei da Nacionalidade, anunciadas a 26 de junho, e reflete a crescente pressão sobre os imigrantes que tentam regularizar a sua situação em Portugal.

Segundo a plataforma, 27% dos pedidos dizem respeito a processos de residência permanente, 15% a autorizações de residência por motivos laborais e 8% à naturalização. Já 57% dos requerentes encontram-se em situações irregulares ou pendentes: vistos expirados, falta de documentos ou processos encalhados na Agência para a Imigração e Mobilidade (AIMA).

«O cenário de omissões administrativas, falta de resposta e insegurança jurídica tem levado imigrantes a recorrer à via judicial como única forma de garantir os seus direitos fundamentais», sublinha Marcelo Pimenta, advogado de imigração.

Como pesam os custos

Os custos também pesam: uma consulta inicial começa nos 60 euros, enquanto pedidos de nacionalidade podem ultrapassar os 500 euros, incluindo taxas. A procura já não vem apenas do Brasil: cresce também entre cidadãos do subcontinente indiano e dos países africanos de língua portuguesa, sinal da diversidade de nacionalidades afetadas.

Para Pedro Benamor Marvão, Of Counsel na BSA – Advogados, a substituição do SEF pela AIMA «criou um vazio institucional e um passivo de quase 400 mil processos». Marco António Santos acrescenta que «há processos parados desde 2020» e que só agora começam a ser operacionalizadas plataformas digitais para renovações.

«Na Fixando continuaremos a monitorizar esta tendência e apoiar os profissionais da área jurídica com dados atualizados e relevantes», conclui Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da empresa.

Arquivado em:Legislação, Notícias

O que é a Medicina do Envelhecimento Saudável?

20 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

A Medicina do Envelhecimento Saudável (ou Medicina Preventiva e da Longevidade Saudável) é um movimento médico que surgiu nos Estados Unidos da América na década de 90, com o objetivo de mudar a forma como era abordado o avanço da idade. Até então, o envelhecimento era visto como algo com o qual não se teria nada a fazer, que deveria se resignar e tratar as doenças típicas do envelhecimento.

Assim em 1992, um grupo de médicos, fundou a American Academy of Anti-Aging Medicine, (Academia Americana de Medicina Antienvelhecimento) que provocou uma verdadeira revolução dentro da medicina. A primeira medida apontada pelo movimento é a prevenção de doenças ou de complicações de doenças. O primeiro foco é não adoecer, por isso, ela é vista, antes de tudo, como uma medicina preventiva.

Segundo a medicina do envelhecimento saudável, envelhecer com saúde significa manter a sensação de bem-estar e de qualidade de vida que é fruto de uma atitude preventiva e intervencionista, isto é, é necessária uma mudança de atitude, saindo de uma posição passiva para a ativa, estabelecendo verdadeiros pilares antienvelhecimento.

Os princípios da Medicina do Envelhecimento Saudável podem ser integrados a qualquer especialidade médica e beneficiar o maior número possível de pessoas. Assim, estabeleceram-se os 5 pilares do Antienvelhecimento, fundamentais para alcançar uma vida longa e saudável:

 

1) Alimentação: Nutrindo o Corpo e a Mente

A alimentação é o alicerce da longevidade saudável. Ela não apenas nos fornece energia, mas também desempenha um papel crucial na prevenção de doenças e no suporte à saúde mental. Optar por uma dieta equilibrada é essencial. Isso significa incluir uma variedade de alimentos, desde água, frutas e vegetais ricos em antioxidantes até proteínas magras que ajudam na construção muscular e gorduras saudáveis, como as encontradas no azeite de oliva e abacate, que beneficiam o coração e o cérebro. Reduzir o consumo de alimentos processados e açúcares refinados é fundamental para manter níveis de açúcar no sangue estáveis e prevenir doenças crônicas, prevenindo assim o stress oxidativo e o envelhecimento celular.

 

2) Sono: O Descanso Renovador

O sono é o período em que o corpo se repara e recarrega, realizando assim o fortalecimento do sistema imunitário a secreção e libertação de várias hormonas e a consolidação da memória.  Uma boa qualidade de sono é fundamental para a saúde mental, emocional e física.

A qualidade do sono está diretamente ligada à capacidade do corpo de gerir o stress) e, assim, à qualidade de vida.

“Quem dorme mal, pensa mal”: estabelecer uma rotina de sono consistente, indo para a cama e acordando na mesma hora todos os dias, ajuda a regular o relógio biológico. Criar um ambiente propício ao descanso, com um colchão confortável e um quarto escuro e silencioso, é essencial. Além disso, evitar estimulantes como cafeína e eletrônicos antes de dormir pode melhorar significativamente a qualidade do sono.

 

3) Exercício: Movimente-se para a Vitalidade

O terceiro pilar, o exercício físico, é um componente-chave da longevidade saudável. A atividade física regular não apenas ajuda a manter um peso saudável, mas também fortalece os músculos e ossos, melhora a circulação sanguínea e aumenta a resistência cardiovascular. Além disso, o exercício libera endorfinas, neurotransmissores que melhoram o humor e reduzem o stress. Encontrar uma atividade que seja agradável e sustentável a longo prazo é crucial, seja caminhando, nadando, correndo, praticando ioga ou mesmo musculação. O exercício físico é um tratamento cujos efeitos são estendidos ao longo da vida, e não há um único tratamento medicamentoso que possa influenciar tantos órgãos de maneira tão positiva. Realizar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana e incluir exercícios aeróbicos e de resistência muscular e acima de tudo evite o sedentarismo.

 

4) Suplementação com Nutracêuticos: Nutrientes Extra para uma Vida Plena

Os níveis médios de minerais nos solos agrícolas caíram em todo o mundo. Nossa comida perdeu de 20 a 60% de seus nutrientes, em grande parte pelo uso de água de má qualidade, de fertilizantes químicos e desgaste do solo. Nessa busca por uma nutrição mais equilibrada e rica nutricionalmente, os suplementos administrados por seu médico ou nutricionista complementam a alimentação e combatem os radicais livres causados por maus hábitos alimentares, estilo de vida e poluição ambiental.

Assim, ajudam a manter os níveis de geração de energia (ATP), a massa magra, o sistema cardiovascular, as articulações, o cérebro e a pele mais saudáveis.

Os nutracêuticos são uma adição valiosa à nossa busca por longevidade saudável. Eles fornecem nutrientes essenciais que podem estar em falta na nossa dieta. Vitaminas, minerais, antioxidantes e outros compostos naturais podem ser utilizados para suprir deficiências nutricionais e fortalecer o sistema imunológico. No entanto, é importante consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação para garantir que seja adequada às suas necessidades individuais.

 

5) Gestão Emocional: O Poder do Equilíbrio Mental

A gestão emocional desempenha um papel fundamental na nossa saúde geral. A resposta ao stress e é uma reação adaptativa que foi e é fundamental para nossa sobrevivência, sendo útil e benéfico por curtos períodos. Por outro lado, se esta resposta não for revertida, transforma se em stress crônico pode ter efeitos devastadores no corpo e na mente, contribuindo para uma série de problemas de saúde. Aprender a lidar com o stress por meio de técnicas de relaxamento, identificar e enfrentar as fontes de stress, praticar meditação e praticar a gratidão, assim como organizar o tempo e estabelecer prioridades pode melhorar significativamente a qualidade de vida. Além disso, cultivar relacionamentos saudáveis e buscar apoio quando necessário são componentes essenciais da gestão emocional.

 

Arquivado em:Opinião

A realidade laboral dos imigrantes em Portugal: entre mitos e a força que sustenta o país

19 Agosto, 2025 by Marcelo Teixeira

Durante décadas, Portugal foi terra de partida. Nos anos 60 e 70, a enxurrada de portugueses que atravessava fronteiras em busca de salários mais altos e estabilidade fez de França, Alemanha e Luxemburgo novas pátrias temporárias. Hoje, o quadro inverteu-se: somos país de chegada. Quem atravessa fronteiras já não leva o fado no bolso, mas traz com ele outras línguas, outros sotaques e, sobretudo, a esperança de recomeçar.

Esse recomeço, contudo, é frequentemente mal compreendido. No espaço público, os imigrantes continuam a ser alvo de preconceitos: acusados de «roubar empregos», de «pesar» na Segurança Social ou de chegar sem formação. Mas os números, esses, contam uma história bem diferente.

Um estudo da Randstad Research, apresentado em Lisboa, desmonta um a um os principais mitos sobre a população estrangeira no mercado laboral português. E fá-lo com dados oficiais do INE, IEFP, Eurostat e Segurança Social. A fotografia que emerge é clara: sem imigração, a economia portuguesa teria hoje menos dinamismo, menos receitas e ainda maior envelhecimento demográfico.

 

A quem pertencem os empregos?

Primeiro mito: os imigrantes tiram trabalho aos portugueses. A verdade é que não. Preenchem funções onde a mão de obra nacional não chega ou não quer chegar.
Na agricultura, são 6,2% contra 2,4% portugueses; na hotelaria, 18,3% contra 8,7%; nas atividades administrativas e de apoio, 20,8% contra 9,8%.

O fenómeno é universal: setores mais exigentes fisicamente, com horários duros e salários baixos, tendem a ser ocupados por estrangeiros. Basta andar por estufas no Alentejo, hotéis no Algarve ou cozinhas de Lisboa para perceber que a engrenagem da economia já não funciona sem eles.

 

Qualificações que se perdem no caminho

Outro mito: chegam sem estudos. Não é verdade. Mais de 31% têm ensino superior — um número que ultrapassa até a média da União Europeia (27,4%).
O drama é outro: 42,8% estão sobrequalificados para as funções que desempenham. Isto significa que o mercado português está a desperdiçar competências — engenheiros que descarregam armazéns, professores que trabalham na construção civil, médicos que servem mesas. É um retrato duro de um país que precisa de talento, mas não cria as condições para o absorver.

 

O peso na Segurança Social: quem paga a conta?

Talvez o mito mais repetido: os imigrantes seriam um fardo para o sistema de proteção social.
Mas em 2024 os dados foram inequívocos: 3.645 milhões de euros em contribuições, apenas 687 milhões recebidos em prestações. O saldo é um superavit de quase 3 mil milhões de euros.

Em tempos de envelhecimento acelerado — em que os portugueses têm menos filhos e a base de contribuintes encolhe — são os migrantes quem mantém as contas da Segurança Social em equilíbrio. A matemática é simples e implacável: sem eles, o buraco seria incomparavelmente maior.

 

Uma população mais jovem

Outro dado fundamental: mais de 55% dos imigrantes têm entre 20 e 44 anos, contra apenas 29% dos portugueses nessa faixa etária.
O contraste é revelador. Enquanto a pirâmide etária nacional se afunila na base, os migrantes chegam em idade ativa, capazes de trabalhar, pagar impostos e sustentar o sistema. A imigração não só corrige carências no mercado laboral como também trava a desertificação demográfica.

 

O reverso: precariedade e desemprego

Mas nem tudo é virtude ou facilidade. Os números também mostram as fragilidades. A taxa de desemprego entre estrangeiros era de 11,9% no primeiro trimestre de 2025, quase o dobro da população nacional (6,6%).
E a precariedade é gritante: 35,8% dos imigrantes têm contratos temporários, contra 15,9% dos portugueses. O trabalho a tempo parcial é igualmente mais comum.
A explicação é simples: muitos são jovens recém-chegados, com pouca rede de contactos e a entrar por setores sazonais — agricultura, turismo, restauração — que não oferecem estabilidade.

 

Portugal triplicou o número de estrangeiros em 10 anos

O crescimento é impressionante. Em 2013, havia pouco mais de 350 mil estrangeiros residentes legais. Uma década depois, o número ultrapassou um milhão. Só em 2023, o aumento foi de 33% num único ano. Hoje representam 9,8% da população.
É uma transformação silenciosa, mas estrutural, na forma como o país se define.

 

Entre mitos e realidades

O estudo da Randstad deixa, no fim, uma conclusão difícil de ignorar: Portugal precisa da imigração. Precisa dela para manter a economia a girar, para encher escolas, para pagar reformas, para travar o envelhecimento.

Como resume Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal:
«Os trabalhadores migrantes são uma força vital para a economia portuguesa — rejuvenescem a população, preenchem lacunas no mercado e asseguram a sustentabilidade do sistema. Ao promover uma compreensão mais informada, queremos combater mitos e valorizar o papel essencial destas pessoas no desenvolvimento do país.»

O paradoxo é este: num país que emigrou em massa, ainda persiste a dificuldade de reconhecer nos novos migrantes aquilo que fomos. A História repete-se, mas vista do outro lado da fronteira.

 

Arquivado em:Economia, Notícias, Sociedade

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 106
  • Página 107
  • Página 108
  • Página 109
  • Página 110
  • Interim pages omitted …
  • Página 181
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.