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Marcelo Teixeira

Inteligência artificial: terceira revolução industrial ou a próxima grande bolha?

2 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

A questão é material. As sete maiores tecnológicas norte-americanas já representam mais de 30% do S&P 500. Só em 2024, o investimento agregado em IA por parte dos grandes hyperscalers ultrapassou 200 mil milhões de dólares, sobretudo em centros de dados, semicondutores e capacidade energética. Se esta aposta falhar, o choque não fica confinado ao setor tecnológico.

Este artigo parte de uma interpretação e adaptação de uma análise económica internacional da autoria de David Rees, Diretor de Economia Global, publicada pela Schroders.

Um ponto de partida comum: crescimento e excesso de capital

Os dois cenários partem de pressupostos semelhantes. A economia norte-americana entra em 2026 com crescimento próximo de 2%, desemprego ainda abaixo de 4,5% e condições financeiras relativamente acomodatícias. Ao mesmo tempo, os hyperscalers continuam a expandir o investimento em capital (capex) a taxas superiores a 20% ao ano.

Este fluxo de capital sustenta os mercados acionistas e empurra as valorizações tecnológicas para múltiplos historicamente elevados. Em alguns segmentos ligados à IA, os rácios preço/lucro ultrapassam 35 a 40 vezes, níveis que exigem crescimento rápido e sustentado para serem justificados.

O ponto de rutura surge quando o mercado deixa de premiar a promessa e começa a exigir retorno.

AI Bust: matemática contra narrativa

No cenário AI Bust, torna-se claro que uma parte significativa do investimento em IA não gera retorno suficiente. A monetização fica aquém do esperado, as margens não acompanham o volume de capital investido e os projetos são adiados ou cancelados.

Assume-se uma queda acentuada do mercado acionista, liderada pela tecnologia, com perdas na ordem dos 20% a 30% nos principais índices. O investimento empresarial entra em contração durante cerca de dois anos, à semelhança do que aconteceu após 2001, quando o investimento privado nos EUA caiu mais de 15% em termos reais.

A deterioração da confiança empurra o desemprego para valores próximos de 6%, o consumo abranda e a economia norte-americana entra numa recessão moderada. A Reserva Federal responde com cortes agressivos nas taxas de juro, levando-as para níveis abaixo do neutro, possivelmente na ordem dos 2%.

Com estímulo orçamental limitado mas presente, a economia estabiliza e entra numa recuperação cíclica a partir de 2028, desta vez menos concentrada na tecnologia e com maior dispersão setorial.

AI Boom: produtividade dispara, emprego não

No cenário AI Boom, a correção de mercado funciona como seleção natural. Algumas empresas caem, outras consolidam-se, e o investimento acelera de forma ainda mais agressiva.

O capex tecnológico cresce a ritmos exponenciais, com foco em automação, robótica, IA aplicada à indústria, logística e serviços. O efeito macroeconómico central é a produtividade: assume-se um crescimento sustentado próximo de 3,5% ao ano, face a uma média histórica de cerca de 1,5% nas últimas duas décadas.

Este salto permite um crescimento do PIB real acima de 3%, mas cria um desfasamento estrutural no mercado de trabalho. Mantendo-se estáveis o crescimento populacional e a taxa de participação, o aumento da produtividade implica um acréscimo do desemprego para níveis entre 5,5% e 6,5% — não por crise, mas por substituição tecnológica.

Inflação: desce num lado, sobe noutro

O cenário de boom tecnológico gera uma economia a duas velocidades. O aumento do desemprego e a pressão sobre salários têm um efeito desinflacionista claro nos serviços, na habitação e no consumo discricionário. No entanto, o lado da oferta sofre tensão.

Os centros de dados consomem quantidades massivas de energia. Estima-se que a procura elétrica associada à IA possa aumentar o consumo total dos EUA em 3% a 5% ao longo de poucos anos. Cerca de 50% da eletricidade norte-americana é gerada a partir de gás natural, o que cria pressão ascendente sobre os preços.

O impacto não fica pela energia: o gás é essencial na produção de fertilizantes, abrindo espaço para efeitos de segunda ordem nos preços alimentares. O resultado é uma inflação mais baixa nos serviços e mais persistente nos bens e na energia.

O nó fiscal e político

Aqui surge o verdadeiro problema estrutural. Cerca de 75% das receitas federais dos EUA provêm da tributação do trabalho, enquanto apenas 25% resultam da tributação das empresas. Ao mesmo tempo, uma parte significativa da despesa pública está ligada a prestações sociais.

Num cenário de crescimento com menos emprego, a base fiscal encolhe precisamente quando a despesa tende a aumentar. A resposta lógica — maior tributação sobre empresas altamente produtivas — implica uma revisão profunda do sistema fiscal e enfrenta resistência política evidente.

A questão deixa de ser económica e passa a ser política: até que ponto os governos estão dispostos a aceitar crescimento sem emprego?

O risco real: fingir que isto é só mais um ciclo

Do ponto de vista dos mercados, o maior risco não é errar no cenário, mas tratar a inteligência artificial como apenas mais uma moda tecnológica. Quando estão em cima da mesa cenários que vão de uma recessão clássica a uma transformação estrutural do capitalismo, a complacência não é prudência. É miopia.

A IA pode falhar. Pode também funcionar melhor do que o esperado. O que já não pode é ser ignorada.

Arquivado em:Economia, Notícias, Tecnologia

Agentes de IA prometem lucros e revolução no setor financeiro

2 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Segundo o World Cloud Report in Financial Services 2026, 75% dos bancos planeiam implementar agentes de IA cloud-native no atendimento ao cliente, 64% na deteção de fraudes, 61% no processamento de crédito e 59% no onboarding de novos clientes. Nas seguradoras, o atendimento lidera (70%), seguido da subscrição de riscos (68%), do processamento de sinistros (65%) e do onboarding (59%).

 

O potencial económico da IA

Os agentes de IA poderão gerar até 450 mil milhões de dólares em valor económico até 2028, segundo a Capgemini, abrindo novas oportunidades de crescimento. Apesar do entusiasmo, apenas 10% das empresas implementaram agentes de IA em larga escala, enquanto 80% ainda estão em fase de ideação ou projetos-piloto.

Para aproveitar esta oportunidade, 33% dos bancos estão a desenvolver agentes de IA proprietários internamente, e quase metade das instituições financeiras está a criar novas funções para supervisionar estes agentes, equilibrando inovação tecnológica com controlo humano e conformidade regulatória.

Cloud como motor de inovação

A cloud deixou de ser apenas infraestrutura: 61% dos responsáveis afirmam que a orquestração baseada na cloud é crítica para a sua estratégia de IA. «A integração entre IA e cloud permite aos bancos e seguradoras servir melhor os clientes, com maior impacto e precisão», afirma Ravi Khokhar, Global Head of Cloud for Financial Services da Capgemini.

 

Processos críticos e benefícios da IA

Entre os processos mais problemáticos identificados estão o onboarding e os procedimentos de Know Your Customer (KYC), o processamento de créditos e sinistros e a subscrição de riscos. Ainda assim, 96% dos gestores destacam a tomada de decisões em tempo real, 91% apontam melhorias na precisão e 89% referem a redução dos tempos de resposta.

Para além da eficiência operacional, os agentes de IA são vistos como catalisadores de crescimento: 92% acreditam que permitirão expandir operações para novas geografias sem grandes investimentos iniciais; 79% apontam o potencial para ofertas e preços dinâmicos; 75% veem vantagens em suportes multilingues adaptados a normas culturais e regulatórias locais.

Investimentos e desafios

Quase dois terços das empresas destinam até 40% do orçamento de IA generativa a agentes de IA, e um quarto planeia aumentar esse valor para cerca de 60% até 2028.

No entanto, os obstáculos persistem: 92% apontam a falta de competências internas e 96% referem constrangimentos regulatórios. A conformidade legal será prioridade para 89% dos executivos nos próximos três anos. Os custos elevados de implementação também representam um desafio, levando 25% das empresas a considerar modelos service-as-a-software, nos quais o pagamento está associado a resultados concretos, e não à infraestrutura ou licenças.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

A única alternativa ao populismo chama-se (ainda) democracia

2 Fevereiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Dizer que estes mais de cinquenta anos foram um calvário é mais do que uma provocação populista. É uma falsificação grosseira da realidade. E, como toda a falsificação eficaz, tem um público-alvo bem definido: os que se esqueceram alimentados por uma memória seletiva, ou os que não viveram o antes, os que nasceram depois dos anos 80, os que cresceram num país já alfabetizado, vacinado, ligado à água, à electricidade e ao mundo, mas a quem nunca foi contado, com verdade e contexto, de onde viemos.

Há uma irresponsabilidade profunda em insinuar que a democracia empobreceu Portugal, quando os factos dizem exactamente o contrário. Não por opinião, não por ideologia, mas por evidência empírica. A mortalidade infantil caiu de forma quase inacreditável. A esperança média de vida aumentou mais de uma década. A escolaridade deixou de ser um privilégio para se tornar um direito. O acesso à saúde passou de excepção a regra. Tudo isto não são abstrações, são vidas concretas, são avós que hoje envelhecem com mais dignidade do que os seus pais alguma vez puderam sonhar.

É sobretudo aqui que a mentira se torna mais cruel. Porque quando se diz a um jovem que a democracia falhou, omite-se que foi ela que permitiu que os seus avós não morressem cedo, que aprendessem a ler, que chegassem à velhice com uma reforma insuficiente, sim, mas existente. Omite-se que esse envelhecimento mais digno não caiu do céu nem nasceu de palavras ocas, mas de políticas públicas, de consensos imperfeitos, de avanços e recuos, de escolhas feitas nesse espaço tantas vezes ridicularizado, esse chamado “centrão”, transformado em bode expiatório por quem prefere caricaturar a história a explicá-la.

Há uma tentação perigosa em transformar a história num ringue moral, onde tudo o que não é perfeito é descartado como inútil. Mas a vida social não se constrói em pureza, constrói-se em melhoria. E melhorar não é o mesmo que resolver tudo. Podemos, e devemos, exigir mais. Podemos, e devemos, reconhecer falhas, desigualdades persistentes, oportunidades perdidas. O que não podemos é negar o caminho percorrido, porque isso não é crítica, é amnésia táctica.

O populismo alimenta-se precisamente dessa amnésia. Da ideia de que nada presta, de que tudo foi um erro, de que só a ruptura total salva. Mas quem vem das ciências sociais sabe que rupturas sem memória não libertam, desorientam. Sabemos também que os dados não são frios, são éticos. Cada gráfico sobre saúde, educação ou rendimento é um testemunho silencioso de escolhas colectivas que salvaram, literalmente, milhões de vidas portuguesas. Poderíamos estar melhores? Sem dúvida. A democracia não é um ponto de chegada, é um processo inacabado. Mas dizer que estes cinquenta anos foram um desperdício é insultar não os partidos, mas as pessoas. É apagar a luta de quem saiu da pobreza extrema, de quem aprendeu a escrever o próprio nome, de quem chegou à velhice com cuidados que antes não existiam.

Combater o populismo não se faz com indiferença, mas com factos ditos com persistência e coragem. Com memória. Com responsabilidade. E, sobretudo, com respeito por quem viveu o antes, para que os que vivem o agora não sejam enganados por narrativas fáceis, num ecrã pequeno, incapazes de conter a complexidade de um país inteiro. A democracia portuguesa não é perfeita, nunca o foi, talvez porque a perfeição seja um vício das abstrações e não da vida real. Mas é, ainda assim, incomparavelmente melhor do que aquilo que a antecedeu. E isso não se discute à mercê de algoritmos voláteis, nem se decide por aclamação digital medida em seguidores, porque não é opinião nem crença, é memória escrita nos corpos dos portugueses, nas letras aprendidas tarde, nas mortes evitadas, nos dias que passaram, finalmente, a ser livres.

Com todos os seus defeitos e virtudes, a democracia continua (ainda) a ser a única alternativa que conhecemos. Não como herança confortável, mas como legado exigente, construído por quem veio antes e soube pagar o preço do tempo, do erro e da responsabilidade. Defendê-la não é um gesto de nostalgia nem um acto partidário, é um dever de memória para com os nossos avós e pais, e um compromisso ético com aqueles que ainda hão-de chegar.

Arquivado em:Opinião

Ganhar num mundo dividido: os mercados financeiros em 2026

30 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Apesar de um enquadramento geopolítico tenso e de sinais de desaceleração no mercado de trabalho, a economia global deverá manter alguma resiliência em 2026. O crescimento será sustentado por estímulos fiscais antecipados e pela continuidade do ciclo de investimento em inteligência artificial (IA), embora subsistam riscos relevantes. O consumo nas economias desenvolvidas tende a abrandar, as empresas mostram-se mais cautelosas na contratação e a inflação continua acima das metas em várias regiões.

A probabilidade de uma recessão global é estimada em cerca de 35%, mas a robustez dos balanços empresariais, condições financeiras ainda favoráveis e políticas orçamentais expansionistas poderão evitar um cenário mais negativo. A expectativa é de que o crescimento do PIB global ganhe tração na primeira metade do ano, à medida que o investimento e a confiança empresarial recuperam.

 

Um mercado acionista cada vez mais dividido

Nos mercados acionistas, a clivagem é clara. Os setores ligados à inteligência artificial continuam a captar uma fatia desproporcional dos fluxos de capital, beneficiando de uma nova vaga de investimento e de ganhos de produtividade, enquanto os setores mais tradicionais permanecem dependentes dos ciclos económicos convencionais.

Esta dinâmica está a conduzir a uma concentração extrema do mercado, com um número reduzido de empresas a dominar os principais índices. Ainda assim, o cenário permanece construtivo: são esperados ganhos de dois dígitos nos principais mercados desenvolvidos e emergentes, apoiados pelo crescimento dos lucros, pela descida gradual das taxas de juro e por um alívio dos riscos regulatórios. Tecnologia, saúde, serviços financeiros e defesa surgem entre os setores com maior potencial, num contexto em que a seletividade será determinante.

 

Divergência monetária como desafio central

Um dos principais desafios para os investidores em 2026 será a divergência entre políticas monetárias. Nos Estados Unidos, a Reserva Federal poderá avançar com cortes adicionais de 50 pontos base, enquanto o Banco do Japão deverá seguir o caminho inverso, aumentando as taxas na mesma magnitude. Na Europa, os bancos centrais tenderão a manter uma postura mais estável ou a concluir os ciclos de afrouxamento no primeiro semestre.

Apesar da desaceleração, a inflação continua ‘pegajosa’, sobretudo nos EUA, onde os custos laborais e os preços dos bens permanecem elevados. Esta combinação de crescimento relativamente sólido com um mercado laboral mais frágil desafia a atuação dos bancos centrais e deverá traduzir-se numa subida gradual das yields obrigacionistas.

 

Dólar sob pressão, euro com margem de recuperação

No mercado cambial, o dólar deverá apresentar alguma fraqueza em 2026, ainda que menos acentuada do que no ano anterior. O abrandamento da economia norte-americana e uma Fed mais cautelosa poderão pesar sobre a moeda, embora a inflação persistente limite movimentos mais bruscos.

O euro, por sua vez, poderá beneficiar de uma maior expansão fiscal na Alemanha e de sinais de estabilização económica na zona euro. Já a libra esterlina deverá recuperar no início do ano, mas as incertezas políticas e orçamentais do segundo semestre poderão travar essa tendência.

 

Crédito: foco no risco específico

Nos mercados de crédito, o foco desloca-se do enquadramento macroeconómico para a análise micro. O aumento da emissão de dívida — associado ao investimento em IA, operações de fusões e aquisições e programas de recompra de ações — poderá pressionar os spreads, sobretudo no segmento investment-grade nos EUA.

Ainda assim, os retornos totais esperados continuam positivos. As projeções apontam para cerca de 3% no crédito de alta qualidade e para 5,5% no segmento high yield europeu, onde os níveis de incumprimento deverão estabilizar entre 3% e 4%.

 

Emergentes com margem, mas vulneráveis a choques externos

Os mercados emergentes deverão manter um crescimento estável em 2026, beneficiando de menor volatilidade macroeconómica e de políticas monetárias mais flexíveis. Excluindo a China, o crescimento médio deverá situar-se nos 3,3%, com destaque para países exportadores integrados no ciclo tecnológico global.

A inflação está, em geral, a regressar às metas dos bancos centrais, abrindo espaço para novos cortes nas taxas de juro. No entanto, estes mercados continuam vulneráveis a choques externos, como uma inflação mais persistente nos EUA ou uma correção abrupta nas bolsas norte-americanas.

 

Commodities: petróleo pressionado, ouro em destaque

No mercado das matérias-primas, a oferta deverá superar a procura de petróleo em 2026, o que poderá manter o preço do crude WTI em torno dos 50 dólares por barril. Ainda assim, cortes de produção — voluntários ou forçados — poderão evitar quedas mais acentuadas.

No gás natural, a entrada em funcionamento de novos projetos de GNL deverá contribuir para uma descida dos preços. Em sentido contrário, os metais preciosos deverão beneficiar de uma procura sustentada por parte de bancos centrais e investidores. O ouro poderá atingir os 5.000 dólares por onça até ao final de 2026, com a prata a acompanhar essa tendência.

 

Um ano para investir com método

Para Bruno Janeiro, «2026 será um ano de navegação cuidadosa». A coexistência de riscos elevados com oportunidades relevantes exige uma abordagem disciplinada, informada e seletiva. «A polarização dos mercados não significa ausência de oportunidades, mas sim a necessidade de interpretar corretamente os fluxos, os ciclos de investimento e as movimentações das máquinas algorítmicas que moldam cada vez mais os preços», sublinha.

Num contexto em que a velocidade e o poder de execução das grandes instituições são difíceis de replicar, a vantagem competitiva dos investidores passa pela capacidade de leitura do mercado, consistência estratégica e adaptação a um mundo financeiro cada vez mais polarizado. Em 2026, mais do que prever, será essencial saber agir.

Arquivado em:Economia, Finanças, Notícias

Toda a Beleza do Mundo – Patrick Bringley

29 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Toda a Beleza do Mundo conta a experiência de Patrick como vigilante do museu, onde zelou silenciosamente por alguns dos nossos maiores tesouros e desvendou os segredos mais íntimos do Met.

Chancela da Minotauro.

Arquivado em:Livros e Revistas

A Invenção do Ocidente – Alessandro Vanoli

29 Janeiro, 2026 by Marcelo Teixeira

Esta é a história de como, na Era Moderna, as sociedades europeias deslocaram as suas ambições cada vez mais para o Oceano Atlântico,
transformando o que era essencialmente uma direção num conceito. É a história da invenção do Ocidente.

 

Da Edições 70.

 

Arquivado em:Livros e Revistas

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