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Marcelo Teixeira

Compensações e benefícios: o que realmente conta para as pessoas 

14 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Hoje, quando se fala de benefícios corporativos, fala-se cada vez mais de uma abordagem integrada ao bem estar das pessoas. Não se trata apenas de oferecer vantagens financeiras ou seguros adicionais, mas de criar um ecossistema que acompanhe os colaboradores ao longo das diferentes fases da vida, desde a entrada no mercado de trabalho à reforma, passando pelos momentos de maior exigência familiar ou pessoal.   

Essa evolução traduz uma mudança cultural importante. As empresas mais atentas compreenderam que benefícios verdadeiramente relevantes são aqueles que respondem às necessidades reais das pessoas. Apoios à família, medidas de conciliação entre vida profissional e pessoal, iniciativas de saúde e bem-estar ou programas que reforçam a segurança financeira em momentos inesperados, são exemplos de mecanismos que contribuem para um ambiente de trabalho mais humano e sustentável. 

Curiosamente, muitos destes benefícios não são necessariamente os mais visíveis. Não aparecem sempre nas campanhas de employer branding nem nas comparações salariais. Mas são frequentemente aqueles que mais impacto têm no dia a dia das pessoas. A possibilidade de acompanhar um filho num momento importante, de receber apoio num período de doença, de ter acesso a aconselhamento financeiro ou psicológico, ou simplesmente de sentir que a organização se preocupa genuinamente com o equilíbrio da vida pessoal, são fatores que moldam a experiência de trabalho. 

Num contexto em que as empresas competem cada vez mais pelo talento, esta dimensão torna-se estratégica.

Os colaboradores procuram hoje organizações que não apenas recompensem o desempenho, mas que demonstrem coerência entre discurso e prática na forma como cuidam das suas pessoas. 

Por isso, falar de benefícios é, na verdade, falar de cultura organizacional. Uma política de compensação verdadeiramente relevante não se limita a transferir valor financeiro. Procura criar condições para que cada pessoa possa desenvolver o seu potencial, atravessar momentos mais desafiantes com segurança e construir um percurso profissional equilibrado. 

No final, tudo se resume à coerência entre o que as empresas dizem e aquilo que fazem. Quando os benefícios refletem uma cultura que coloca verdadeiramente as pessoas no centro, deixam de ser apenas instrumentos de compensação e passam a ser sinais claros de respeito, confiança e compromisso com quem constrói diariamente a organização. É nesse momento que deixam de ser apenas vantagens e passam a integrar a própria identidade da empresa. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

PSP e Tabaqueira unem esforços no combate ao comércio ilícito de tabaco e nicotina

13 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

A cerimónia decorreu na Direção Nacional da PSP e contou com a presença do diretor nacional da força policial, superintendente-chefe Luís Carrilho, e do diretor-geral da Tabaqueira, Marcelo Nico, além de representantes de ambas as entidades.

O acordo estabelece um modelo de colaboração institucional baseado na partilha de informação relevante, na realização de ações de formação técnica e na promoção de iniciativas conjuntas de sensibilização e prevenção. Entre as prioridades identificadas está também o reforço de medidas destinadas a impedir o acesso de menores a produtos de nicotina.

Segundo as entidades envolvidas, o comércio ilícito de produtos de tabaco e nicotina constitui uma ameaça crescente à segurança pública, à economia e à saúde dos consumidores, exigindo uma resposta articulada entre o setor público e privado.

Marcelo Nico considerou que o protocolo representa «um passo importante» no fortalecimento da cooperação entre a Tabaqueira e as forças de segurança. O responsável sublinhou que este fenómeno tem impactos na segurança pública, na economia, nos consumidores e na proteção de menores, defendendo que apenas «através da colaboração, da partilha de conhecimento e da sensibilização será possível responder de forma eficaz ao problema».

Também Luís Carrilho destacou a relevância da iniciativa, afirmando que o acordo constitui «mais um passo significativo» no reforço da cooperação entre a PSP e o setor privado no combate ao comércio ilícito de tabaco e nicotina. O diretor nacional da PSP garantiu que a polícia continuará «a atuar na prevenção, deteção e repressão destas atividades criminosas, salientando que a coordenação de esforços e a formação conjunta poderão aumentar a eficácia operacional». Acrescentou ainda que o objetivo passa por «manter Portugal entre os países europeus com menor incidência de mercado ilícito destes produtos», protegendo simultaneamente os consumidores e o mercado legal.

Com a assinatura do protocolo, PSP e Tabaqueira reforçam o compromisso conjunto com a legalidade, a segurança, a prevenção e a responsabilidade social, assumindo uma atuação coordenada perante os desafios associados ao comércio ilícito e à proteção dos menores.

Arquivado em:Nacional, Notícias

A dignidade em risco e o desafio da classe média em Portugal

13 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Hoje, esse horizonte está a deteriorar-se sem manifestações históricas nem bancarrotas declaradas. O colapso da classe média portuguesa não chegou com estrondo mas em rendas incomportáveis numa crise ímpar de habitação, em salários que evaporam antes do fim do mês e numa sensação coletiva de sobrevivência permanente. Ainda assim, o mais inquietante é não parecer um colapso porque acontece devagar.

Crescimento económico sem prosperidade real

Portugal apresenta hoje vários indicadores macroeconómicos positivos. O PIB cresceu, o turismo bate recordes e o desemprego mantém-se relativamente baixo. O discurso político insiste na ideia de recuperação e estabilidade económica. Mas existe uma fratura entre o país estatístico e o país vivido.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a remuneração bruta média mensal atingiu cerca de 1.528 euros no terceiro trimestre de 2024. Contudo, a média esconde aquilo que os economistas chamam de ‘efeito de distorção salarial’: uma pequena percentagem de salários elevados puxa o valor para cima, enquanto a maioria permanece próxima do salário mínimo nacional. Na verdade, 80% da população aufere igual ou menos a 1500 euros líquidos por mês.

Apesar disso, milhões de portugueses vivem numa economia onde os preços se aproximaram da Europa rica, mas os salários continuam presos à periferia europeia. Portugal europeizou os preços antes de europeizar os rendimentos. Essa diferença tornou-se o eixo central da crise social portuguesa.

A armadilha salarial: trabalhar mais para viver pior

Segundo dados oficiais da PORDATA, cerca de 9,2% da população empregada em Portugal estava em risco de pobreza em 2024, mesmo após transferências sociais do Estado. Isto significa que praticamente um em cada dez trabalhadores portugueses tinha rendimentos inferiores ao limiar considerado de pobreza.

O dado é particularmente relevante porque desmonta uma ideia historicamente associada à classe média europeia: a de que ter emprego garante estabilidade económica. Em Portugal, já não garante. O fenómeno dos chamados ‘trabalhadores pobres’ tornou-se estrutural — pessoas com emprego, salário e, em muitos casos, qualificações superiores, mas incapazes de assegurar habitação, poupança ou margem financeira no final do mês.

O próprio Instituto Nacional de Estatística (INE) confirma esta tendência. O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento mostra que o risco de pobreza entre empregados permanece persistentemente elevado, apesar da descida recente da taxa oficial.

A erosão é particularmente visível entre profissionais qualificados. Professores, enfermeiros, técnicos especializados e jovens licenciados encontram-se frequentemente incapazes de poupar, comprar casa ou construir património.

De acordo com a metodologia utilizada pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Eurostat, considera-se em risco de pobreza quem vive com um rendimento inferior a 60% do rendimento mediano nacional, após transferências sociais do Estado. Trata-se do principal indicador europeu para medir vulnerabilidade económica e exclusão social.

Os dados revelam uma realidade particularmente incómoda para a narrativa de progresso económico português. Em 2003, a taxa de risco de pobreza entre trabalhadores empregados situava-se nos 12,4%. Duas décadas depois — após crescimento do turismo, entrada massiva de investimento estrangeiro, expansão do ensino superior e sucessivos discursos de modernização económica — o indicador continua próximo dos 9%.

Habitação: o epicentro da asfixia social

Os números ajudam a perceber a dimensão da asfixia habitacional portuguesa. Entre 2015 e 2025, o preço das casas disparou cerca de 169%, segundo o Eurostat. Já os salários cresceram pouco mais de 40%, de acordo com séries salariais do INE. Em termos práticos, a habitação valorizou quase quatro vezes mais do que os rendimentos do trabalho.

Em 2024, o preço mediano da habitação ultrapassou os 1.777 euros por metro quadrado. Em Lisboa e no Porto, os valores reais ultrapassam largamente essa média nacional. Ao mesmo tempo, os novos contratos de arrendamento registaram aumentos superiores a 10%.

Nas últimas décadas, Portugal abriu-se de forma agressiva ao investimento externo no setor da habitação. Programas como os vistos gold da AIMA canalizaram milhares de milhões de euros para o imobiliário, sobretudo em Lisboa, Porto e Algarve, enquanto o crescimento do alojamento local e da procura internacional intensificou a pressão sobre os preços das casas. Relatórios do Banco de Portugal têm alertado repetidamente para a deterioração da acessibilidade à habitação, sublinhando que os preços cresceram muito acima do rendimento das famílias portuguesas.

Esta transformação alterou profundamente a lógica do mercado habitacional português. A habitação deixou de funcionar apenas como necessidade social para passar também a funcionar como ativo financeiro internacional, fenómeno analisado por entidades a Comissão Europeia nos relatórios sobre acessibilidade à habitação. Lisboa tornou-se progressivamente uma cidade procurada por fundos imobiliários, investidores estrangeiros e compradores internacionais antes de continuar plenamente adaptada aos salários nacionais.

O resultado é uma contradição cada vez mais evidente: trabalhadores qualificados, empregados a tempo inteiro, encontram-se incapazes de viver nas cidades onde trabalham.

A geração mais qualificada… e mais bloqueada

Portugal nunca teve uma geração tão qualificada. Segundo dados da OCDE e da Eurostat, a escolarização superior aumentou significativamente nas últimas duas décadas. Mas o país falhou em criar uma economia capaz de remunerar esse capital humano. O resultado é um paradoxo profundamente português com mais educação, mas menos mobilidade social.

Muitos jovens acumulam licenciaturas, mestrados e especializações apenas para entrar num mercado laboral marcado por salários comprimidos, contratos precários e dificuldade extrema em construir autonomia financeira.

O diploma deixou de ser elevador social e, em muitos casos, tornou-se apenas requisito mínimo de sobrevivência urbana. Os indicadores oficiais mostram desaceleração da inflação. Contudo, grande parte da população sente exatamente o contrário. Porque existe uma diferença brutal entre inflação média e inflação vivida. Num momento em que habitação, alimentação, energia e transportes absorvem uma parcela crescente do rendimento, pouco importa ao cidadão que o índice geral desça algumas décimas.

O desgaste psicológico de um país no limbo

Talvez a dimensão mais perigosa desta crise seja invisível nas estatísticas. Durante décadas, os portugueses toleraram dificuldades porque acreditavam em progresso futuro. Existia a ideia de que o esforço compensava a médio prazo.

Hoje, essa crença está a desaparecer. Cada vez mais jovens acreditam que viverão pior do que os pais — um fenómeno particularmente grave numa democracia europeia desenvolvida.

Quando uma geração perde confiança na mobilidade social, o impacto é político, cultural e emocional, pois a classe média também vive de expectativa e o nosso país começa lentamente a perder esse horizonte.

Além disso, historicamente, a classe média funciona como estabilizador social. É quem consome, paga impostos, sustenta serviços públicos e acredita no contrato democrático. Quando essa camada social perde segurança económica, cresce inevitavelmente a frustração, a desconfiança institucional e a sensação de injustiça estrutural. É precisamente isso que começa a emergir em Portugal. A perceção dominante deixou de ser ‘trabalhar para crescer’. Passou a ser ‘trabalhar para não cair’. Uma mudança de mentalidade que pode alterar profundamente o comportamento social e político de um país como é detectável com a crescente polarização e radicalização dos eleitores.

Um país mais caro, mais qualificado, porém frágil

Portugal continua a apresentar bons indicadores em turismo, exportações e equilíbrio orçamental. Mas existe uma pergunta mais profunda que os números macroeconómicos raramente respondem: quanto custa viver com dignidade em Portugal?

O colapso da classe média traduz-se, acima de tudo, no desgaste progressivo da ideia de progresso social. Segundo a OCDE, a mobilidade social nas economias desenvolvidas tem vindo a abrandar, com o contexto familiar a assumir um peso crescente nas oportunidades de vida, enfraquecendo a ligação entre esforço individual e melhoria de condições económicas.

Em Portugal, este fenómeno cruza-se com indicadores de perceção social que revelam crescente insegurança económica e perda de confiança no futuro, como mostram estudos da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Em simultâneo, dados do Eurostat e do INE identificados ao longo deste artigo que evidenciam uma pressão persistente sobre o custo de vida, sobretudo na habitação, que afeta de forma direta a estabilidade das famílias.

Neste contexto, a ideia de progresso linear — trabalhar hoje para viver melhor amanhã — está a perder consistência. O que antes era uma expectativa estrutural da classe média transforma-se progressivamente numa incerteza. Um país pode suportar pobreza, austeridade e crises temporárias. O que dificilmente sustenta é a erosão da confiança no futuro.

Tendo isso em conta, Portugal entrou numa zona periclitante: um território onde milhões de pessoas continuam a trabalhar, estudar e pagar impostos, mas deixaram de acreditar que isso será suficiente para construir uma vida estável.

Arquivado em:Economia, Nacional, Notícias

Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

13 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Caro CEO do futuro, 

Quando assumires esse lugar, vais receber muitos relatórios, muitos dados e muitas opiniões sobre o que deves fazer, mas há uma carta que provavelmente ninguém te vai escrever, esta. Talvez já tenhas dashboards mais sofisticados, IA em muitas decisões e dados em tempo real sobre quase tudo. Ainda assim, deixa-me deixar-te cinco recomendações simples, que foram nascendo da minha experiência de vida.  

Primeiro. 

Nenhuma organização é melhor do que o nível de consciência das pessoas que a lideram. Durante décadas ensinámos líderes a optimizar processos, acelerar crescimento e reduzir custos. Mas esquecemo-nos de algo essencial: empresas são sistemas humanos. 

Segundo. 

Não confundas performance com valor humano. 

Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem. Pode gerar lucro e produzir medo, ansiedade e silêncio. Quando isso acontece, algo essencial foi perdido. 

Terceiro. 

Questiona aquilo que medes. Durante décadas medimos produtividade, crescimento e quota de mercado. Tudo importante. Mas insuficiente. 

O verdadeiro desafio da tua geração será aprender a medir o que verdadeiramente importa: confiança, segurança psicológica, qualidade das relações, capacidade de aprender com o erro e impacto real na vida das pessoas. 

Porque aquilo que escolhemos medir revela aquilo que realmente valorizamos. 

Quarto. 

Há valores que não podem ser negociados: dignidade humana, verdade, equidade e coragem. Ahhh, Coragem. Liderar é tomar decisões difíceis quando seria mais confortável não o fazer. E Kindness. Não como ingenuidade, mas como uma escolha estrutural. A bondade cria ambientes onde as pessoas podem pensar melhor, colaborar melhor e ousar mais. 

Quinto. 

Desenvolve capacidades que nenhuma tecnologia pode substituir: autoconsciência, escuta profunda, pensamento sistémico e a capacidade de criar significado. 

As pessoas não procuram apenas emprego. Procuram sentir que o seu tempo e talento contribuem para algo que vale a pena. Um propósito para o qual acordar todos os dias.  

No final, lembra-te disto: Liderar nunca foi apenas gerir recursos. Liderar é cuidar de pessoas. 

E cada decisão que tomas ajuda a definir o tipo de sociedade em que todos vamos viver. 

Com fé e esperança no futuro que vais ajudar a criar. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 33 da revista Líder, cujo tema é ‘Condição Humana’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Leia aqui todas as Cartas ao CEO do Futuro:

Elsa Carvalho: «o futuro não precisará tanto de líderes brilhantes quanto de líderes lúcidos»

Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

Arquivado em:Artigos, Leadership

Horizon Leadership: desenvolver líderes para contextos que não têm manual

13 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

A maioria dos líderes conhece este lugar. Não é falta de frameworks. Não é falta de experiência. É outra coisa.

É o momento em que o tempo não permite pensar. A pressão pede mais rapidez do que clareza. E o que é complexo acaba, inevitavelmente, simplificado. Ainda assim, a decisão é tomada.

O problema é que aquilo que conduz essa decisão raramente é visível. São padrões automáticos e consistentes: mais controlo quando há incerteza, mais velocidade quando há desconforto, mais simplificação quando a tensão aumenta. Não são erros — são respostas. Mas, enquanto não forem visíveis, continuam a decidir por nós.

É aqui que o Horizon Leadership, da Nova SBE Executive Education, começa.

Não acrescenta mais conteúdo — cria as condições para ver. Desenvolve a capacidade de operar quando as ferramentas deixam de ser suficientes. Porque é nesse espaço que a liderança acontece.

Grande parte deste trabalho acontece fora do contexto habitual, num “terceiro espaço”. Porque dentro das organizações raramente há tempo para parar — e fora delas, com a família ou com os amigos, muitas vezes, não há contexto para compreender a complexidade.

O Horizon Leadership cria um ambiente de segurança entre pares, onde todos são simultaneamente alunos e professores. Em retreats e tertúlias, que executivos C-level e membros de boards trazem decisões em aberto, dúvidas e tensões que não fecham. Tensões que não são apenas profissionais, mas também pessoais, familiares, físicas, sociais e emocionais. Dimensões que coexistem, se influenciam e que raramente são trabalhadas em conjunto.

O foco não está em resolver estas tensões, porque muitas não têm solução. Está em desenvolver a capacidade de as sustentar com clareza e consistência.

É também aqui que entram mentores e especialistas, para trazer lentes científicas e experienciais que aprofundam a leitura do que está a acontecer: no contexto, na decisão e no próprio líder.

O programa, que inclui um diagnóstico proprietário, acompanhamento de dados biométricos, tertúlias e retreats em espaços premium, estrutura este “terceiro espaço” de forma intencional e consistente ao longo do tempo.

É neste enquadramento que o Horizon Leadership se posiciona também como parte de uma ambição mais ampla da Nova SBE para a formação de executivos até 2030: afirmar-se como uma referência europeia no desenvolvimento de liderança. Uma ambição que não se constrói apenas com rigor académico ou relevância prática isoladamente, mas precisamente na capacidade de criar contextos onde líderes conseguem operar com consistência em sistemas organizacionais complexos, mesmo quando não há manual.

 

Este conteúdo integra a edição da newsletter ‘Em Foco’ dedicada ao tema ‘Formação de Executivos’. Subscreva aqui as nossas newsletters.

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Nova SBE Executive Education.

 

Arquivado em:Líder Corner

Páginas Amarelas cria área de People & Culture e nomeia Marta Reis para a liderar

12 Maio, 2026 by Marcelo Teixeira

Com cerca de 15 anos de experiência nas áreas de Comunicação, Marketing e Gestão de Conteúdos, Marta Reis construiu um percurso ligado a ambientes corporativos digitais e à liderança de equipas multidisciplinares. Ao longo da sua carreira, incluindo a passagem pela Havas Media Group, destacou-se no desenvolvimento de projetos estratégicos, na gestão de pessoas e na implementação de soluções focadas em resultados.

Na nova função, Marta Reis será responsável por desenhar e implementar a estratégia da área de People & Culture, com foco na atração, desenvolvimento e retenção de talento, bem como no fortalecimento de uma cultura organizacional alinhada com os valores e objetivos da empresa.

«Acredito profundamente que produtividade e felicidade andam de mãos dadas e que o crescimento sustentável começa nas pessoas. O meu regresso à Páginas Amarelas nasce da vontade de contribuir para a construção de equipas alinhadas, motivadas e conscientes do seu papel na visão de futuro da empresa, num momento especialmente relevante da sua evolução», afirma Marta Reis.

Com mais de seis décadas de atividade, a Páginas Amarelas posiciona-se atualmente como um parceiro estratégico das PME portuguesas, apostando continuamente na inovação, renovação interna e desenvolvimento sustentável do negócio.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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