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Marcelo Teixeira

Brasas e Coaching na gestão da mudança 

16 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

É daquelas pessoas que toma o pequeno-almoço ‘do costume’, na mesma pastelaria? Ou que vai ao mesmo supermercado porque sabe onde estão os produtos? Só que um dia, trocaram os produtos de sítio e de repente… sente-se perdido. E pensa algo como: «Não faz sentido nenhum!», «Dantes é que tinha lógica!». O nosso cérebro está ‘programado’ para poupar energia e ganhar hábitos que nos colocam na zona de conforto. Criamos uma narrativa de quem somos, dos acontecimentos e de como as coisas devem acontecer. Convencemo-nos de que estamos certos e perpetuamos essa história. É o mecanismo de sobrevivência a funcionar! Então, qualquer mudança é percebida, mesmo que inconscientemente, como uma ameaça a essa sobrevivência e por isso resistimos tanto à mudança!  

É o que se passa nas organizações, numa dimensão maior. Neste caso, a mudança é experimentada num sistema e muitas vezes falha porque o foco está em processos, nas operações e na otimização de resultados, e menos na dimensão humana. O maior desafio de um líder perante um processo de mudança – de uma simples mudança de local físico de trabalho dentro do escritório a uma mudança organizacional – é o de criar o contexto para que as suas pessoas sintam esta mudança como algo positivo e pensado para elas e para o Bem Comum, e não como uma ameaça a si próprias e ao status quo instalado.  

Então é fundamental que o Propósito e a Visão da mudança – a razão de ser e para onde vamos – estejam bem definidos e partilhados com todos. Além disso, há que partilhar quais são os pilares que sustentam a mudança e que passos serão dados para que aconteça, um roadmap que traga uma luz ao fundo do túnel e apazigue o instinto de sobrevivência de cada um. E passar à ação, com objetivos pequenos e exequíveis, celebrando cada passo, e comunicando sempre com abertura, gerando um ambiente de confiança. 

Fundamental é o acompanhamento em Coaching e Team Coaching para construir uma cultura de aprendizagem contínua, preparando a organização para mudanças constantes. Com o coaching individual a pessoa ganha clareza e ferramentas para se adaptar e liderar a mudança. O Team Coaching é crucial para alinhar as equipas com a nova realidade, construírem uma visão partilhada, definirem como vão agir, tornando-se mais fortes, coesas e comprometidas com o novo sistema organizacional.  

Deixo-o com esta imagem: as pessoas estão em diferentes estágios e níveis de entusiasmo durante o processo de mudança, tal como as brasas num churrasco. Ao fazer lume, cada pedaço de carvão tem o seu papel – uns ardem logo e fazem chama, outros demoram mais tempo e assam realmente a carne e outros ainda só mais tarde queimam, mantendo a carne quente. É o que se passa com as equipas. É tempo de ser empático, valorizar a situação atual, celebrar e agradecer a todos pelo que fizeram para ‘chegar até aqui’ e passar à nova Era, potenciando e dando suporte a cada pessoa. 

Arquivado em:Opinião

A arquitetura da decisão na era da IA 

15 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

A História da Humanidade é esculpida por decisões que moldaram impérios, firmaram fronteiras e reinventaram o que significa ser humano. Basta-nos folhear as páginas do tempo para entender como as decisões históricas de relevo não só ergueram fronteiras políticas, como teceram narrativas  sobre a identidade, a percepção e a relação com o “outro”.  

Recuemos ao nascimento da democracia para ver erigir os pilares dos sistemas democráticos modernos e esboçar-se o ideal de autodeterminação. Daí, avancemos vertiginosamente para a redefinição do conceito de dignidade humana, destacando a abolição da escravatura. Noutro salto temporal, eis as tumultuosas revoluções liberais e constitucionais dos séculos XVIII e XIX, impregnadas do conceito de cidadania e de Estado de Direito. Em catadupa, detenhamo-nos na Revolução Industrial, momento de transmutação do tecido económico e social; na Declaração Universal dos Direitos Humanos, marco ético global de reconhecimento de direitos inalienáveis e transversais; e na queda dum muro, uma escolha colectiva pela superação de divisões ideológicas.  

Aqui chegados, dum encontro imediato de terceiro grau com a criação e democratização da internet, reconfiguram-se quer o acesso à informação, quer a preocupação com a privacidade e a busca da veracidade dos factos. Em menos de nada, descolamos para o apogeu regulatório de protecção dos dados pessoais, qual bastião da dignidade digital, galopando até à regulação da inteligência artificial, que vem parametrizar os limites da existência dessa tecnologia e a sua ingerência quer na vida colectiva, quer na esfera individual. 

 

Entregar à tecnologia a responsabilidade de decidir  

Curiosamente, hoje, na era da inteligência artificial (IA), acabámos de atravessar uma nova fronteira decisiva: a de entregar à tecnologia a responsabilidade de decidir. The Business Case for AI, de Kate Crawford, revela como a esta tecnologia admirável pode gerar valor, eficiência e inovação, veiculando que as decisões empresariais sobre IA não são apenas técnicas – são morais. Escolher onde e como aplicá-la é decidir que tipo de sociedade queremos construir. Pugnamos por libertar-nos daquilo a que designamos por ruído e viés, em jeito de higienização dos processos decisórios, mas não lidamos bem com o facto de a nossa realidade ter pouco de binário. Em boa verdade, a cornucópia de complexidades sobre as quais cada decisão se debruça causa prurido; daí a nossa inclinação para a ultra-simplificação. Somos uma sociedade obcecada pelo perfeccionismo e pelo imediato, todavia, a nossa tolerância para o “parecer” em detrimento do “ser” entrou em modo acelerador de partículas. 

Sejamos lúcidos: a IA não é neutra – foi construída sobre infraestruturas, extracção de dados e relações de poder. Cada decisão automatizada dimana os traços de quem a programou, os dados que a alimentaram e os sistemas que a sustentam. A decisão humana, nesse contexto, não desaparece – desloca o seu centro gravitacional para o design, para a supervisão e para responsabilidade individual e corporativa (accountability).  

Em Rebooting AI, Gary Marcus e Ernest Davis evidenciam que, apesar dos avanços da IA, a decisão humana permanece essencial para interpretar nuances, valores e dilemas éticos que os modelos não captam. Já em Deep Learning, de John D. Kelleher, admiramos o magnetismo técnico da IA, que reclama prudência: quanto mais automatizamos, mais precisamos decidir o que não automatizar. Ora, à decisão humana cabe consagrar-se o papel de guardiã da dignidade e da justiça, extravasando o mínimo imposto pelos quadros regulatórios actuais: aqui reside a ética. 

 

Ceder ao paradoxo sem perder a sensibilidade  

Hoje, a IA constitui uma nova forma de poder que tem vindo a despertar novas tribos digitais, comunidades que compartilham valores algorítmicos, linguagens de programação, e modelos de decisão automatizada. Quem domina os algoritmos, a infraestrutura e os dados, domina narrativas, mercados e, logicamente, as decisões globais. Destarte, porque a decisão sobre o que é verdade já não é só humana, a governança global da IA implica considerações sobre pluralidade cultural e ética, bem como mecanismos de combate à síndrome do devedor, que silenciosamente nos aliena e nos subtrai dum sentido de comunidade. 

Por isso, abracemos os paradoxos sem sucumbir à perda de sensibilidade. Para tanto, cabe conservar o poder e responsabilidade da decisão e, no plano colectivo, accionar o modo “beta perpétuo” – plasticidade para constantemente desafiarmos os nossos sistemas de crenças internalizados – sem nos rendermos às “portas da percepção”, que nos deixa tão pouco. 

Desta feita, o poder prende-se no desenho da própria arquitectura decisória. Cumpre decidir, a cada passo, a margem decisória que para nós reservamos e a medida em que permitimos as escolhas feitas por interposta tecnologia. A essa arquitectura deve presidir um quadro regulatório que nos defenda, no limite, de nós mesmos. Sim, a regulação pode não conseguir deter ondas abissais, mas dá-nos ferramentas que permitem construir um navio apto à navegação. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 31 da revista Líder, cujo tema é ‘Decidir’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Governança do Espaço: desafios atuais e caminhos para o futuro 

14 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Imagine olhar para o céu e saber que, para além das estrelas, milhares de satélites cruzam silenciosamente o nosso horizonte, interligando pessoas, empresas e governos em tempo real. O Espaço, que durante décadas esteve reservado às superpotências, é hoje um palco vibrante de investigação, inovação e negócios.  

Apesar do entusiasmo, a nova corrida ao espaço enfrenta desafios significativos, tanto no que se refere à governança global, como para as empresas que operam neste setor. Embora ofereça inúmeras oportunidades de desenvolvimento económico e científico, esta expansão traz pressões sem precedentes sobre as regulamentações existentes, muitas das quais foram concebidas durante a era da Guerra Fria e se encontram desajustadas ao cenário espacial contemporâneo.  

 

O Novo Ecossistema Espacial Global 

Tradicionalmente, o setor espacial era dominado por agências governamentais de grandes potências – EUA, Rússia, China, Europa –, mas nos últimos anos assistimos à democratização e ao crescimento exponencial da atividade privada (“NewSpace”). Graças aos lançadores reutilizáveis e à miniaturização dos satélites, o custo de colocar tecnologia em órbita caiu significativamente na última década. Empresas como a SpaceX, a OneWeb e a Kuiper já colocaram milhares de satélites em órbita, promovendo serviços comerciais de telecomunicações, Internet, observação terrestre e navegação, tornando inevitável uma revisão das regras do jogo.   

Este dinamismo traz vantagens científicas e económicas, mas levanta questões críticas: o congestionamento orbital, a gestão dos detritos espaciais – fundamental para a sustentabilidade das atividades espaciais–, potenciais conflitos de interesses e desafios à segurança internacional. Simultaneamente, cresce o interesse pela mineração de recursos lunares e de outros corpos celestes, pelo turismo espacial e pela exploração do espaço profundo, o que coloca uma pressão adicional sobre o quadro legal em vigor. 

Por outro lado, as empresas que atuam na indústria espacial enfrentam obstáculos significativos na aplicação das leis que regulam as suas atividades comerciais, sobretudo devido à constante evolução tecnológica e à fragmentação dos regimes jurídicos existentes em diferentes países e regiões. Este cenário gera incerteza quanto às obrigações legais e aos procedimentos de licenciamento, prejudicando o desenvolvimento de negócios inovadores e a atração de investimentos. No domínio da observação da Terra, por exemplo, empresas lidam não apenas com normas nacionais, mas também com padrões internacionais e exigências de proteção de dados, o que dificulta a exploração comercial dos dados de satélite e cria barreiras ao acesso e à interoperabilidade de informações estratégicas. Estes desafios evidenciam a importância de fortalecer a governança do espaço, promover uma maior harmonização normativa e criar mecanismos regulatórios adaptáveis ao ritmo da inovação tecnológica e às necessidades emergentes do setor. 

 

A Nova Abordagem à Governança 

No plano global, a governança espacial permanece assente em tratados históricos, negociados durante o período da Guerra Fria, entre 1950 e 1980, como o Tratado do Espaço Exterior de 1967, que consagra o princípio da utilização pacífica, da proibição de armas nucleares e da responsabilidade internacional pelas atividades espaciais. No entanto, o ritmo de inovação do NewSpace supera largamente os mecanismos tradicionais, exigindo a adaptação e a renovação das normas jurídicas. 

No cenário global, estão a ser discutidas novas formas de cooperação entre países, empresas e a sociedade civil. Modelos de governança inclusivos, dinâmicos e transparentes serão determinantes para dar resposta à multiplicidade de riscos e oportunidades: conflitos jurídicos, sustentabilidade ambiental, partilha de dados, envolvimento do Sul Global e promoção de acessos iguais às novas infraestruturas espaciais.  

Os Acordos Artemis1, lançados pelos EUA em 2020, constituem um marco na governança espacial, ao estabelecerem princípios para a exploração pacífica e sustentável do espaço, com foco no retorno à Lua e na futura exploração de Marte entre os signatários2. Estes acordos promovem valores como o uso pacífico, a transparência, a mitigação de detritos e a exploração responsável de recursos espaciais, No entanto, estão e causa acordos bilaterais que não envolvem um consenso global. 

Paralelamente, organizações como a ONU, a ESA e outras promovem fóruns de debate, projetos de cooperação e iniciativas para responder aos desafios de Goverança, focando temas como a gestão do tráfego espacial (ou STM (Space Traffic Management), a mitigação do lixo orbital e a sustentabilidade ambiental, a segurança e a proteção das operações espaciais, a defesa no espaço, entre outros. 

 

 Portugal e a Europa 

Portugal tem vindo percorrer um caminho inovador, consolidando uma estratégia nacional (Portugal Espaço 2030, atualmente em revisão), que aposta no setor privado, na modernização do licenciamento, tendo aprovado um quadro legal de acesso ao espaço inovador e atribuiu recentemente a primeira licença para atribuição da primeira licença de operação de um centro de lançamento espacial em território nacional. A União Europeia avança com a “Proposta de Regulamento Espacial da “3 que, uma vez aprovada, será de cunho obrigatório para os Estados-membros. O objetivo deste futuro Regulamento é promover a harmonização regulatória entre os Estados-membros, podendo influenciar simultaneamente os padrões globais de sustentabilidade orbital e a responsabilidade estatal. 

 

Desafios e Perspetivas Futuras  

A governança do espaço tornou-se hoje um imperativo simultaneamente legal e estratégico, integrando a ciência, o direito, a política, a ciência e a economia. Somente através de quadros regulatórios flexíveis, globais e visionários será possível assegurar a captação de todos os benefícios do Espaço. Dado o longo caminho ainda a percorrer neste domínio, é essencial que as empresas abordem a regulação de forma estratégica e criativa, transformando os desafios em oportunidades para acelerar o desenvolvimento do setor. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 31 da revista Líder, cujo tema é ‘Decidir’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Três livros, três mapas para navegar o presente

14 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num mundo em que as empresas cruzam fronteiras, os clientes mudam mais depressa do que as estratégias e a inteligência já não é apenas humana, há perguntas urgentes que pedem resposta. Como gerir equipas multiculturais? Como colocar o cliente no centro sem perder o rumo? E o que distingue afinal a mente humana da artificial?

Três perspetivas distintas, mas complementares: cultura, cliente e consciência.

 

Actual Editora

Uma Americana, um Alemão e um Chinês Entram numa Empresa 

Qual o estilo de gestão mais adequado para uma empresa dinamarquesa? Como se deve dar feedback a um funcionário norte-americano? Qual é o processo típico de tomada de decisão de uma empresa japonesa? 

 Erin Meyer, professora especializada no estudo das diferenças culturais e na sua conciliação para a cooperação no local de trabalho, responde precisamente às perguntas-chave, traçando um mapa detalhado das culturas dos diferentes países. 

 

PACTOR 

Rota de Valor 

As organizações mais competitivas são aquelas que sabem interpretar e antecipar as necessidades, expectativas e comportamentos dos seus clientes, convertendo essa visão em ações com impacto real. 

Num cenário marcado por mudanças constantes e consumidores cada vez mais exigentes, João Torneiro apresenta o seu primeiro livro, que consiste num guia que traz um modelo claro para colocar o cliente no centro de todas as decisões de negócio e da cultura empresarial. 

 

Edições 70 

Mentes Humanas, Animais e Artificiais 

Este é um livro sobre inteligência, consciência e senciência. É também sobre mentes humanas, animais e artificiais e sobre as semelhanças e diferenças entre elas. Tomando como referência a obra do filósofo americano Daniel Dennett, são convocados filósofos e cientistas que marcaram as discussões sobre mente e linguagem nas últimas décadas. Em pano de fundo, um desafio: se a linguagem é a marca da nossa humanidade, ela acaba também de ser apoderada pela Inteligência Artificial, no que poderá ser apenas mais uma ferida narcísica ou, desta vez, uma transformação civilizacional. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 31 da revista Líder, cujo tema é ‘Decidir’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Leading People, Livros e Revistas

Resiliência organizacional e gestão da mudança: práticas, ferramentas e o papel do Coaching

14 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

Num ambiente global cada vez mais volátil e complexo, a capacidade de uma organização se adaptar e prosperar diante de desafios não é mais um diferencial, mas sim uma necessidade. A gestão da mudança e a resiliência organizacional emergem como pilares fundamentais para a sobrevivência e o crescimento sustentável.

  

Estratégias e melhores práticas para uma gestão da mudança eficaz 

A gestão da mudança não se trata apenas de comunicar novas diretrizes; é um processo que exige planeamento meticuloso e envolvimento de todas as partes interessadas. As melhores práticas e a utilização de ferramentas adequadas são cruciais para o sucesso. 

Assim sendo, uma Comunicação transparente e contínua é determinante, pois a falta de informação gera incerteza e resistência. É vital estabelecer canais de comunicação abertos e transparentes desde o início do processo. Por exemplo, numa transição tecnológica, a empresa pode utilizar reuniões semanais de town hall para demonstrar o novo software, responder a perguntas e recolher feedback, o que, seguramente, reduz drasticamente a habitual oposição interna. 

Também o envolvimento dos colaboradores é determinante para o sucesso da mudança, pois essa depende muito da adesão das pessoas. Incluir os colaboradores no processo de decisão e designar “campeões da mudança” que atuam como embaixadores internos pode criar um senso de propriedade. Por exemplo, uma conhecida empresa de retalho, ao implementar um novo sistema de gestão de stock, formou um grupo de trabalho com colaboradores de diferentes lojas para testar e refinar a ferramenta, garantindo que o produto final atendesse às suas necessidades reais, o que facilitou muito o processo. 

Dado determinante é a Formação e Capacitação, pois não basta anunciar a mudança; é preciso capacitar as equipes para que tenham as competências e ferramentas necessárias para o novo modelo de trabalho, investindo em workshops sobre gestão de tempo e produtividade remota, além de formar sobre as novas ferramentas de colaboração online, poderá fazer toda a diferença positiva no resultado final. 

 

O Papel fundamental do coaching e mentoring 

Num ambiente de mudança constante, a liderança é cada vez mais colocada à prova. É aqui que o coaching e o mentoring se tornam ferramentas indispensáveis. Eles oferecem suporte direcionado a líderes e equipes, permitindo-lhes desenvolver a maturidade e a capacidade de adaptação necessárias para guiar as organizações através das transformações. 

O Coaching para Liderança Resiliente é um modelo que foca no desenvolvimento de competências, ajudando líderes a aprimorar as suas habilidades de comunicação, tomada de decisões e gestão de conflitos. Neste caso, um coach pode ajudar um líder a navegar pela incerteza, aprimorar sua inteligência emocional e construir a resiliência pessoal que, por sua vez, é fundamental para fortalecer a resiliência da equipa e da organização.  

Também o Mentoring para partilha de conhecimento é um processo em que um profissional mais experiente (mentor) partilha o seu conhecimento, experiência e sabedoria com um menos experiente (mentorado). Em cenários de mudança, um mentor pode oferecer uma perspetiva valiosa, ajudando o líder a ponderar soluções e decisões com base em experiências anteriores. Por exemplo, um gestor a lidar com a fusão de duas equipas pode ser mentorado por um gestor que já passou por um processo semelhante, recebendo conselhos práticos e orientações sobre os desafios mais comuns. 

 

O cuidado de construir uma cultura de Resiliência 

A resiliência organizacional não é um estado estático; é uma capacidade que deve ser cultivada e mantida e que se expressa através de uma cultura que valoriza a flexibilidade, a aprendizagem contínua e a capacidade de adaptação. 

Fomentar a aprendizagem e a vontade de experimentar cria uma cultura resiliente que encoraja os colaboradores a aprender com os erros e a ver os desafios como oportunidades de crescimento.  

Atualmente, não se pode deixar de atender a uma questão vital que é a saúde mental dos colaboradores e que representa um enorme pilar da resiliência. Organizações que oferecem programas de bem-estar, apoio psicológico e promovem um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal e estão mais bem equipadas para enfrentar crises e mudanças, pois suas equipes estão mais robustas e preparadas para lidar com o stress. 

Finalmente, é um exercício relevante, que após a superação de um desafio é vital que se organize uma análise conjunta para identificar o que funcionou, o que não funcionou e quais as lições aprendidas. Esse processo de reflexão contínua e conjunta fortalece a capacidade da organização de se preparar para eventuais futuras mudanças ou next step da atual. 

No fim do dia, a gestão da mudança e a resiliência organizacional estão intrinsecamente ligadas. Ao adotar melhores práticas, utilizar ferramentas adequadas e investir no desenvolvimento da liderança através do coaching e do mentoring, as organizações não apenas sobrevivem às mudanças, como também se fortalecem, prosperando em ambientes cada vez mais difíceis de prever. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 31 da revista Líder, cujo tema é ‘Decidir’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

O espaço vai salvar-nos ou destruir-nos? Mercado, guerra e esperança

13 Outubro, 2025 by Marcelo Teixeira

O céu deixou de ser apenas mistério. Hoje é território, mercado e ameaça. A chamada ‘última fronteira’ está a encher-se de satélites, lixos e ambições. E, como em todas as conquistas da História, o espaço não é inocente: é geopolítica, é dinheiro e é guerra. Mas também pode ser mudança: talvez seja no espaço, com vista para as galáxias, que reencontremos a humildade de não possuir tudo, que deixemos de acumular e voltemos a ser mais próximos uns dos outros. Para Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, a lição é clara: «Olhamos para o espaço projetando-nos nele, tentando entender o universo e, talvez, a nós próprios.»

Foi nesta encruzilhada de ciência, economia e imaginação que se reuniram ainda, na Leadership Summit Portugal, Nini Andrade Silva (em remoto), arquiteta e designer de renome internacional, e  Miguel Gonçalves, comunicador de ciência, que moderou a conversa com a segurança de quem conhece cada coordenada.

5 mil satélites visíveis sobre as nossas cabeças

Miguel Gonçalves abriu o palco com a precisão de quem sabe onde quer aterrar: não em Marte nem na Lua, mas na Terra, para lembrar que o futuro cósmico se constrói a partir do chão que pisamos. Recordou efemérides — «os 69 anos do primeiro cabo telefónico transatlântico e os 51 do estudo que denunciou o impacto dos aerossóis no ozono» — para mostrar que o espaço e a Terra estão ligados desde sempre. Mas não ficou pela história: trouxe números que pesam. «A Morgan Stanley estima a indústria espacial em 1,1 biliões de dólares até 2040. A McKinsey vai mais longe: 1,8 biliões já em 2035», realçou.

Miguel Gonçalves é um comunicador de ciência, especializado em Astronomia e Exploração Espacial, conhecido por apresentar a rubrica “A Última Fronteira” na RTP

É este o ‘New Space’, como o batizou Laurie Garver, antiga vice-administradora da NASA: «a era em que o capitalismo chegou ao espaço». Elon Musk e a sua constelação de satélites Starlink já fazem do céu um tabuleiro de negócios — «e de luzes que assustam cidadãos, que confundem comboios de satélites com naves alienígenas», disse o apresentador. Com efeito, a União Astronómica Internacional avisa: no final desta década, em qualquer noite, teremos mais de 5 mil satélites visíveis sobre as nossas cabeças. Céus congestionados, órbitas privatizadas, e uma pergunta inevitável: a quem pertence o infinito?

Poder político e exploração de recursos

A palavra passou então a Ricardo Conde, que não fugiu à questão. «O espaço é uma arena de extensão geopolítica. Já não há território livre na Terra. A última fronteira é esta.» O presidente da Agência Espacial Portuguesa falou de duas motivações eternas: o poder político e militar, e a exploração de recursos — «as terras raras que alimentam a economia digital.» Para ele, não há como separar economia de segurança: «Se há economia, tem de haver defesa.»

Mas Ricardo Conde também trouxe a sombra que paira sobre esta corrida. O lixo espacial e os riscos ambientais começam a repetir no cosmos os erros cometidos nos oceanos. Miguel Gonçalves fez questão de interromper e citar o engenheiro português José Ferreira, que publicou um estudo devastador: a destruição de um satélite de 200 kg pode gerar 30 kg de nanopartículas de óxido de alumínio, que ao descer para a mesosfera reagem com o ozono. «Estamos a atirar para a próxima geração um problema gravíssimo.» O paradoxo é cruel: precisamos dos satélites que sustentam a internet, a navegação, até os frigoríficos inteligentes, mas cada lançamento abre uma ferida no planeta.

Ricardo Conde foi nomeado Presidente da Agência Espacial Portuguesa em 2020

E há mais. A corrida à Lua, prevista ainda para esta década, não é aventura romântica: é disputa de propriedade. Fala-se já de direitos sobre «picos de luz eterna» na superfície lunar, de habitats privados, de regras para mineração em asteroides, relembrou Ricardo Conde. Um espaço que nasceu sem dono está a tornar-se um condomínio fechado, com as mesmas assimetrias que conhecemos cá em baixo. «O espaço útil, até 500 quilómetros da Terra, está a ficar congestionado. Precisamos de regulamentação. Não por estratégia, mas por necessidade», sublinhou o presidente da AEP.

«Portugal só faz sentido se acrescentar algo ao contexto europeu.»

Agora, o espaço útil não é mais apenas um conceito abstrato. Entre as grandes agências, da NASA à Europa, do Japão à China, já se estabeleceram princípios básicos de coordenação. «Senão, qualquer dia nem conseguimos sair de um enxame de lixo espacial», alerta Ricardo Conde. E, no fundo, trata-se de cumprir o desígnio da espécie cósmica que pretendemos ser, enquanto tentamos perceber o papel de Portugal neste capítulo da economia e da exploração espacial.

Na verdade, o nosso país assumiu este ano a presidência do European Commercial Spaceport Forum. O aeroporto espacial de Santa Maria, já licenciado, terá em breve atividade comercial, apoiado por uma oferta educativa crescente em engenharia aeroespacial. «O setor espacial é economia de escala sem precedentes», explica Ricardo Conde. «Para um país pequeno, o segredo é cooperação internacional. Portugal só faz sentido se acrescentar algo ao contexto europeu.»

Assim, a posição atlântica de Portugal transforma-se em matéria-prima estratégica: o arquipélago pode ser a gateway para o espaço, um ponto de acesso suborbital que, nos próximos meses, permitirá à economia portuguesa inserir-se na nova corrida espacial. «Não há economia espacial sem acesso ao espaço. E um acesso acessível, eficiente, é absolutamente crucial», reforçou Ricardo Conde. A colaboração europeia, a reutilização de missões e a integração em grandes programas espaciais são a chave: Portugal contribui com sistemas e subsistemas, ainda que não lidere como Tier 1, mas participa de forma essencial.

Casa cheia no Salão Preto e Prata no Casino Estoril. 850 pessoas estiveram presentes no evento.

Um futuro galáctico com menos coisas

Da mesma forma, o futuro não é apenas tecnológico, é humano. A humanidade que vai à Lua ou Marte precisará de habitats, novas arquiteturas, de design e interiores pensados para a sobrevivência e o bem-estar. É aqui que entra Nini Andrade Silva, em remoto, com a sua visão de um futuro onde o digital e a natureza coexistem. Conde descreve: «Apresentei recentemente um hotel em Madrid, totalmente digital. A chave do quarto era uma pen drive. Imaginamos espaços onde o essencial — água, árvores, natureza — será valorizado, e o conforto se fundirá com o coletivo.»

A ideia é que, num outro planeta, a vida se torne mais comunitária, mais ligada à experiência e menos à acumulação. «O que vamos valorizar não será o que se vê, mas o que se sente», acrescenta. «As casas serão grandes, zonas comuns prevalecerão sobre espaços individuais. As experiências e os sentimentos substituirão o luxo do excesso.»

Nini Andrade Silva imaginou a humanidade no espaço

E mesmo com todas as tecnologias, a biologia humana permanece como nosso maior desafio. «O corpo não foi feito para a aventura espacial. Mesmo oito meses para Marte ou a permanência na Lua provocam alterações físicas profundas. A tecnologia é aliada, mas o corpo humano é ainda mais decisivo», alerta Ricardo Conde sobre esta ideia ainda ser distante.

Ainda assim, no horizonte, o futuro é híbrido: digital, comunitário, sustentável e poético.  O espaço não é apenas conquista; é uma lição de humildade, cooperação e imaginação. É onde a tecnologia, a economia e a poesia se encontram, e onde Portugal, pequeno mas estratégico, pode aprender a projetar-se no universo, sem esquecer o que nos torna humanos.

Assista ao momento completo na Líder TV:

Ricardo Conde, Nini Andrade Silva, Miguel Gonçalves – New Rules for Space and Beyond

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Todos os conteúdos estão disponíveis na Líder TV e nos canais 165 do MEO e 560 da NOS.

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