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Titiana Barroso

Livros para nos tirar do confinamento

22 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

Em tempos de fecho – psicológico, invernoso, pandémico – os livros são um apoio importante para aproveitar o tempo de forma positiva. A oferta livreira tem sido capaz de responder.

Este mês consideramos um arco temático longo, começando inevitavelmente com vírus e pandemias. Ler ajuda a passar pelas dificuldades, aprendendo, de preferência sobre temas diferentes e não relacionados.

Nestes tempos aproveitemos, pois, para cultivar a nossa versatilidade. Com leituras sobre cânones, capitalismo e contágios. Ou sobre qualquer outra cousa que nos apetecer.


SOBRE O CÂNONE

Grande destaque no panorama editorial deste ano é O Cânone, organizado por António Feijó, João Figueiredo e Miguel Tamen (Tinta da China). A produção de um cânone é um momento de solenidade e de debate garantido. O cânone é um documento definidor do núcleo central da literatura portuguesa. Percorrer o cânone é um exercício interessante de concordância e discordância, mas uma oportunidade para percorrer a paisagem da literatura portuguesa e para aprofundar os nomes que mais interessarem a cada leitor.

 

 

 


CONTÁGIOS

Um dos bons títulos sobre o tema das contaminações é As Leis do Contágio (Ideias de Ler). A pandemia suscitou uma curiosidade geral pela questão dos vírus e da sua propagação. Mas o contágio é mais do que propagação viral. Como todos sabemos os estados de espírito são contagiosos; as emoções também. O mesmo se aplica a muitos outros fenómenos, da comunicação na Internet à gonorreia. Adam Kucharski, professor na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, é um guia bem qualificado para esta viagem pelas leis do contágio nas múltiplas esferas da vida.

 

 

 


BIOGRAFIAS DE LÍDERES

Noutro domínio, e num País que nem sempre trata bem o género, merece destaque a biografia do Marquês de Pombal, De Quase Nada a Quase Rei (Contraponto), por Pedro Sena Lino. O livro mostra o percurso de vida de um dos mais marcantes líderes da história do nosso país, um reformador num País avesso a reformas. Uma viagem pela vida de um fascinante personagem, com escrita sedutora. Candidato evidente a biografia nacional do ano.

 

 

 

 


GESTÃO

When More is Not Better de Roger Martin (Harvard Business School Press) é um livro com uma missão: salvar o capitalismo democrático. Um problema que o tempo tem agravado, dado que agravou o foco original do capitalismo na eficiência e no tratamento da economia e da empresa como maquinismos. A esta visão mecanicista rígida, contrapõe o autor o imperativo de considerar a resiliência mais do que a eficiência, e de ver as organizações como sistemas adaptativos e não como máquinas. Ler Martin é sempre um prazer. Este livro não é exceção.

 

 

 


ELOGIO DA VERSATILIDADE

David Epstein defende, em Versátil (Lua de Papel), a vantagem de ser generalista num mundo de especialistas. Epstein é um daqueles autores (como Gladwell) que junta trabalho académico para o transformar em divulgação de alta qualidade. Este é o caso. O livro mostra, com um rico acervo de histórias e ideias, a importância de abrir horizontes e de juntar conhecimentos pouco respeitadores de fronteiras concetuais rígidas. Como brinde pessoal, alude ao meu herói intelectual, Karl Weick. Quase bastaria isso para obter uma forte recomendação.

 

 

Por Miguel Pina e Cunha

Arquivado em:Artigos

O crescimento dos profissionais liberais e do outsourcing especializado fez nascer a Knower™

21 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

A mais recente aposta do Grupo Talenter™ chama-se Knower™ e está orientada para fazer o match entre profissionais qualificados (freelancers ou prestadores de serviços) e os clientes em menos de 48 horas, e ainda organizar toda a oferta de serviços de outsourcing do grupo nas áreas da Saúde, Tecnologia, Field Marketing & Brand Activation e Limpezas.


A marca surgiu em plena pandemia, em abril, embora só tenha sido lançada em novembro. A Knower™ apresenta-se em duas vertentes: Profissionais e Serviços. Sendo que no primeiro pode mesmo ser considerada uma espécie de “Talenter™ dos profissionais liberais”.

Em entrevista à Líder, César Santos, Administrador & CEO do Grupo Talenter™, está otimista, assume 2021 como um ano de recuperação, e está convicto que «A Knower™ vai marcar a próxima década do Grupo Talenter™».

O mercado de trabalho tem-se alterado drasticamente ao longo dos últimos meses. Como surgiu a Knower™ e o que motivou o seu lançamento em novembro último?
A ideia surgiu em plena pandemia durante o mês de abril e resulta do crescimento do mercado dos profissionais liberais e das necessidades de outsourcings especializados. Estas áreas têm tido uma procura crescente e já estão fora do âmbito de atuação da Talenter™.
Neste sentido a Knower™ apresenta-se em duas vertentes: Profissionais e Serviços. No primeiro caso está orientada para fazer o match entre profissionais qualificados, na sua grande maioria freelancers ou prestadores de serviços e os clientes; no segundo caso visa organizar toda a oferta de serviços de outsourcing do grupo, com um serviço mais especializado nomeadamente nas áreas da Saúde, Tecnologia, Field Marketing & Brand Activation e Limpezas, entre outras.
A Knower™ difere da Talenter™ pois está mais focada no serviço do que no candidato, embora na vertente “profissionais” possamos considerar tratar-se da “Talenter™ dos profissionais liberais”!

Ainda que seja uma aposta recente do Grupo Talenter™, tem-se confirmado que foi a aposta correta e no tempo certo?
É nossa convicção que a Knower™ vai marcar a próxima década do Grupo Talenter™, como a “Talenter™ RH” marcou a última. O timing acabou por ser pressionado pela pandemia, que provocou uma quebra de cerca de 20% na área do Trabalho Temporário, embora já era nossa convicção que esta nova área poderia ter sido lançada há dois ou três anos.

Foi também lançada essencialmente para complementar e alargar a oferta de soluções, uma vez que o Grupo Talenter™ distingue-se pelo know-how na área de recrutamento e seleção, tendo um enorme portefólio de capital humano?
Sim, a ideia foi alavancar todo o background de RH que a Talenter™ tem no mercado de trabalho tradicional para o mercado de trabalho de profissionais liberais – Knower™ Professionals – bem como ampliar e aprofundar toda a oferta de serviços especializados de outsourcing.

Quais têm sido os grandes desafios com que se depararam?
O maior de todos passa por desafiar a estrutura interna e o mercado para uma oferta diferenciada do que é comum das empresas de recursos humanos, muito assentes no recrutamento e selecção, trabalho temporário e nalguns casos de contact centers.
A experiência de mais de 20 anos que a Talenter™ tem no setor dos recursos humanos e no recrutamento dos mais diversos perfis permitem-nos prestar serviços de elevada qualidade em áreas tão díspares como as Vendas, Contact Centers, IT ou Field Marketing. Sendo que neste caso em particular reforçámos competências com a recente aquisição da Bechosen Portugal. 

Tivemos um 2020 marcado por uma pandemia global, por economias mundiais em queda livre e desemprego crescente. Como perspetiva o comportamento do mercado de trabalho durante este novo ano?
A pandemia provocou o aumento do desemprego fruto do ajustamento que muitas empresas tiveram que fazer, com especial incidência para o setor do Turismo e a Hotelaria em particular. Simultaneamente, setores como o Retalho e a Restauração tiveram que dinamizar o canal digital com reflexo no crescimento da área da Logística. Acreditamos que nos próximos anos o mercado de trabalho vai sofrer uma grande transformação com especial incidência na procura de perfis de IT e pelo crescimento do mercado da energia, no caso de Portugal por duas vias, pela liberalização do mercado que aconteceu nos últimos anos e pela descarbonização da economia.
A este propósito importa referir que já depois do início da pandemia a Talenter™ avançou com as Academias de IT e tem no seu grupo a Futurcabo® com um projeto ambicioso na área da comercialização de energia, instalação de painéis solares e smart mobility.

A empresa compromete-se a fazer o match entre profissionais que prestam serviços qualificados em diversas áreas de atuação e as necessidades do mercado. Como é que é feito este processo?
A partir do momento que o profissional se inscreve na plataforma da Knower™ fica disponível para integrar os processos de acordo com o seu perfil, nomeadamente competências, qualificações e outros aspetos relevantes para a prestação de serviços.  Quando um cliente regista uma necessidade na plataforma, o sistema procura o profissional que melhor se enquadra na sua necessidade, tendo em consideração as informações atrás referidas e outros aspetos relevantes como, por exemplo, as avaliações do profissional. O grande objetivo é que a plataforma automatize o processo o mais possível, desde o registo à prestação do serviço.

O match é concluído em quanto tempo?
O objetivo é que seja muito célere e estará sempre indexado à data de início do processo e à especificidade do perfil. No entanto prevemos que ocorra no máximo entre as 24 e 48 horas.

Como descreve a bolsa de profissionais que tem disponível? Quem são os trabalhadores liberais que vos procuram maioritariamente?
No grupo Talenter™ já disponhamos de uma base de dados bastante atrativa em matéria de profissionais liberais, que a Knower™ vem agora alargar e aprofundar. Os profissionais liberais são de áreas tão distintas como Bem-Estar & Saúde, Educação & Formação, Tecnologias de Informação, entre outras. Os níveis de profissionalização são distintos, sendo certo que os profissionais liberais são cada vez mais especializados e qualificados.

Proporciona encontrar especialistas em mais de 150 áreas diferentes para apoiar em qualquer tarefa ou projeto. Quais as áreas e serviços mais procurados?
Temos disponíveis profissionais especialistas em praticamente todas as áreas, no entanto nesta fase a procura tem incidido especialmente em áreas e serviços relacionados com os mencionados anteriormente: Bem-Estar & Saúde, Educação & Formação, Tecnologias da Informação, mas também Limpezas ou Retalho.

Num ano assumidamente competitivo e em crise, os resultados da empresa em termos de negócio foram os esperados? Quais as perspetivas de crescimento para 2021?
Quando planeámos o ano de 2020 o nosso objetivo era crescermos. Com a pandemia, e a nossa exposição ao setor do Turismo, admitíamos que poderíamos ter uma quebra superior a 20% do volume de negócio do grupo. Porém, com a diversificação de projetos que implementámos devemos fechar o ano com uma quebra próxima dos 15%, sendo que estimamos 2021 como um ano de recuperação.
Recuperação esta apenas possível com a enorme entrega, otimismo e resiliência de toda a equipa do Grupo Talenter™, que fez das dificuldades oportunidades e demonstrou uma enorme capacidade de reinvenção perante os muitos desafios que 2020 nos trouxe.

Está presente em todo o território nacional. Onde espera crescer mais?
Neste momento, estamos presentes em todo o território nacional e conseguimos estar fisicamente próximos da generalidade de clientes, parceiros e profissionais. Em 2021 prevemos a abertura de um espaço no litoral alentejano e não descartamos outras necessidades que venham a surgir.

Propõe ser o mais importante player na dinamização de soluções profissionais flexíveis em Portugal. Que tipos de contratos de trabalho proporcionam?
A tipologia de contratação estará indexada ao tipo de serviço que será prestado, desde logo a natureza do projeto, a duração, o local, a frequência e outros fatores relevantes que irão determinar qual a tipologia de contrato a celebrar.

Que conquistas já podem ser partilhadas?
Na área tecnológica já iniciámos a colocação de profissionais de IT, nos serviços estamos a integrar no nosso ecossistema a Bechosen na área do Sales Outsourcing, Business Intelligence e Field Sales & Brand Activation e temos, desde o início do ano, a limpeza integral de três importantes centros hospitalares e na área da saúde temos uma unidade hospitalar ao nível de especialidades e urgências.

A Knower™ é uma marca comunitária especializada. Qual o significado desta chancela?
Uma marca é sempre um ativo que importa diferenciar e potenciar. Ser uma marca comunitária garante à Knower™ a exclusividade e propriedade do uso em todos os países que constituem o espaço europeu.
É uma chancela que para além de proteger a marca face a usos abusivos ou semelhantes, nos permite atingir a uma maior distinção e notoriedade que um projeto desta natureza carece.

Quais são agora as prioridades?
A nossa prioridade passa por crescer na área do IT (Knower™ Tech), articulando o projeto da Knower™ com as Academias de IT, desenvolver serviços na área do marketing digital (Knower™ Brands) e diversificar a oferta na área da Saúde (Knower™ Care), consolidando os projectos em curso como são os casos da Knower™ Clean, Knower™ Contact e Knower™ Sales.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Quer ajudar o Planeta? Repare o seu smartphone em vez de o trocar de dois em dois anos!

21 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

A pegada ecológica da indústria dos smartphones está a aumentar, sendo responsável por 41 milhões de lixo eletrónico em todo o mundo e Portugal é já o 8.º país com mais telemóveis per capita. Os fabricantes, os retalhistas e as marcas vivem satisfeitos porque vendem milhares de equipamentos, mas esta realidade é bastante desfavorável ao nosso Planeta. A solução para um problema em crescimento exponencial pode muito bem passar pela reparação de smartphones e recondicionamento.

A maioria dos utilizadores de smartphone troca de equipamento a cada 1-2 anos esquecendo que, só na Europa, cada habitante gera em média 15,6 quilogramas[1] de lixo eletrónico por ano. O lixo eletrónico e tecnológico é o desperdício criado quando os equipamentos eletrónicos, tais como smartphones, tablets, computadores, televisões, eletrodomésticos e aparelhos elétricos são descartados por deixarem de ter utilidade. Sabe-se também que 85% a 95%[2] das emissões de dióxido de carbono estão associadas à extração dos materiais raros necessários à produção de novos telemóveis. Sem esquecer que, para a produção de cada telemóvel novo são utilizados cerca de 70 metais preciosos. Estes materiais são obtidos a partir de recursos do Planeta e nem sempre as formas de extração asseguram princípios éticos e sustentáveis. Assim, uma boa forma de proteger o futuro do planeta Terra, ou pelo menos ter um contributo para a causa, passa por investir na durabilidade dos equipamentos.

É certo que poucas coisas nos perturbam mais do que ficarmos privados do nosso smartphone. As redes sociais, os e-mails, as videochamadas, ouvir música, tirar fotografias e as inúmeras apps que utilizamos, fazem com que o telemóvel se tenha tornado uma espécie de extensão do nosso corpo, representando um elemento central no nosso dia-a-dia. Por tudo isto, se por alguma razão subitamente deixamos de o poder utilizar, rapidamente equacionamos se não estará na altura de comprar um equipamento novo. Seja o ecrã partido, um problema no som que não nos deixa ouvir bem as chamadas, a câmara que não nos deixa recordar momentos importantes da nossa vida, ou bateria viciada que nos impede de usar devidamente o telemóvel durante o tempo que queremos, uma coisa é certa: todos estes problemas têm solução, que é como quem diz, reparação!

“Reparar é mais caro do que comprar novo”, esta é uma ideia recorrente. Apesar de em alguns casos poder ser verdade, na maior parte das vezes este pensamento é um mito e, na realidade, está apenas a perder-se uma boa oportunidade de poupar dinheiro e de contribuir para minimizar a nossa pegada ecológica. Reparar o telemóvel, em vez de comprar um novo, é quase sempre a opção recomendada, uma vez que está comprovado que, nos dias de hoje, qualquer smartphone consegue manter uma boa performance durante quatro ou cinco anos.

É natural que, por vezes, existam danos que são irreparáveis, e é nessa altura que comprar um novo equipamento faz sentido. Contudo, também na aquisição de um novo equipamento podemos optar por contribuir para uma pegada ecológica mais favorável ao Planeta. Como? Optando por comprar em segunda mão. É necessário mudar o pensamento automático de “tenho de comprar um smartphone novo”, pois adquirir um smartphone semi-novo é uma boa forma de diminuir o lixo eletrónico e poupar na carteira.

Os smartphones novos representam um investimento muito significativo, pelo que adquirir equipamentos recondicionados é uma opção que permite, ao mesmo tempo, gastar um valor consideravelmente mais baixo e obter um telemóvel completamente funcional. Um equipamento recondicionado não é um equipamento considerado “novo em folha” mas foi pouco ou nada utilizado. Estes smartphones são totalmente formatados e sujeitos a uma intervenção técnica para serem postos novamente à venda, mas com um preço bem mais atrativo. Ou seja, passam a ser telemóveis “como novos”, mas muito mais baratos e que não produzem lixo eletrónico, pois voltam a ter utilidade, numa verdadeira economia circular.

Com estas opções simples podemos fazer a diferença para a redução da nossa pegada ecológica e diminuir a pressão sobre os recursos do Planeta!


Por Vânia Guerreiro, Diretora de Marketing e Comunicação da iServices

[1] https://www.unenvironment.org/resources/report/e-waste-20-recycling-sustainability

[2] https://www.fastcompany.com/90165365/smartphones-are-wrecking-the-planet-faster-than-anyone-expected

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Pedro Duarte: «A ambição de transformar esta crise numa oportunidade»

21 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

A atitude positiva de Pedro Duarte não nos deixa indiferente. O Diretor de Corporate, External & Legal Affairs na Microsoft Portugal e Presidente do Conselho para a Economia Digital da CIP chama a si as palavras de Churchill: “Nunca se deve desperdiçar uma boa crise…”.


«É a hora do foco estratégico do País se concentrar nas empresas inovadoras com capacidade de concorrer no mercado global e com capacidade de integrar as grandes cadeias de valor à escala internacional», sublinha.

Pede para pormos os olhos na inovação, enquanto pilar fundamental da economia digital, verde e circular.

E desvenda-nos ainda os dois eixos onde acredita que assentará o sucesso futuro nesta nova economia.

Colocámos a pergunta: Pode a tecnologia esmagar a curva da crise? a alguns líderes, Pedro Duarte aceitou o desafio:

«Vivemos um ano que a História recordará como particularmente difícil. O impacto da pandemia é inegável e já está refletido na taxa de desemprego, na recessão económica, nas desigualdades crescentes e até no equilíbrio individual e familiar de cada um. Mas é nestes momentos que devemos recordar as palavras sábias de Churchill: “Nunca se deve desperdiçar uma boa crise…”

O caminho tem de passar por uma atitude positiva, com a ambição de transformar esta crise numa oportunidade. É a hora do foco estratégico do País se concentrar nas empresas inovadoras com capacidade de concorrer no mercado global e com capacidade de integrar as grandes cadeias de valor à escala internacional.

A economia digital, verde e circular desafia o status quo, as rotinas, as tradições… E tem na inovação o seu pilar fundamental.

Há dois eixos onde assentará o sucesso futuro nesta nova economia. Em primeiro lugar, na infraestrutura tecnológica. As redes de conetividade, a utilização de plataformas cloud e o acesso a dados abertos serão absolutamente críticos para gerar dinâmicas económicas que favoreçam o investimento, a atração de capital, a competitividade e o crescimento. E em segundo lugar, não menos importante, o capital humano. Este é o momento certo para todos – Estado, empresas e sociedade – apostarmos na requalificação das pessoas, seja os desempregados mais estruturais, as vítimas do lockdown trazido pela COVID-19, aqueles que ainda estão a formar-se ou ainda aqueles que, estando no ativo, devem renovar competências e aptidões. Saibamos aproveitar esta oportunidade».

[O testemunho foi publicado na edição n.º 11 da revista Líder]

Arquivado em:Artigos, Leading Tech

Tome nota das mais recentes obrigações das empresas

21 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

O Departamento de Laboral e Segurança Social da Antas da Cunha Ecija preparou um FLASH ALERT sobre as principais alterações no contexto laboral.

Foi publicado o Decreto n.º 3-B/2021, de 19 de janeiro, que altera a regulamentação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República. O presente Decreto entrou em vigor no dia 20 de janeiro de 2021.

No contexto laboral, eis as principais alterações:

➢ Aumento da fiscalização pela ACT;

➢ Declaração para circulação de trabalhadores emitida pela entidade empregadora

Todos os trabalhadores que tenham de deslocar-se para prestar trabalho presencial têm de estar munidos de declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada;

➢ Para as Empresas com mais de 250 trabalhadores («grandes empresas»)

As empresas do setor dos serviços que tenham mais de 250 trabalhadores, independentemente do vínculo laboral, da modalidade ou da natureza da relação jurídica, têm de enviar à Autoridade para as Condições de Trabalho, no prazo de 48 horas a contar da entrada em vigor do presente decreto (entra em vigor a 20/01/2021), a lista nominal dos trabalhadores cujo trabalho presencial considera indispensável, motivo pelo qual não podem prestar a sua atividade em regime de teletrabalho.

Arquivado em:Notícias

Presidenciais 2021: Sabe quem são os candidatos mais criticados nos media?

20 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

Em ano de eleições Presidenciais, a empresa especialista em Media Intelligence, CARMA, analisou o que os comentadores políticos dizem sobre os candidatos em Belém na imprensa portuguesa, concluindo que os representantes dos partidos Bloco de Esquerda e Chega foram os mais criticados pelos analistas políticos na imprensa nacional. Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva são a “surpresa” destas eleições.

Já Marcelo Rebelo de Sousa obteve a nota mais alta no ranking da visibilidade mediática. Após uma análise a todos os conteúdos de opinião publicados ou transmitidos entre os dias 1 e 17 de janeiro de 2021, o estudo de Media Intelligence da CARMA elaborou um ranking de favorabilidade, onde foram analisados 126 artigos de opinião e análise aos debates presidenciais publicados em imprensa, online, televisão e rádio.

O ranking da favorabilidade combina a quantidade de artigos publicados sobre os candidatos, avaliando os respetivos títulos; dimensão; fotos anexadas; mensagens positivas e negativas; e o tom geral do artigo.


A favorabilidade mais baixa é de Marisa Matias, devido à perceção de fraco desempenho nos debates, seguida de André Ventura, que foi bastante criticado nas análises e opiniões políticas devido à sua atitude negativa perante os restantes candidatos. Na mesma classificação, os candidatos com menor experiência política, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva, partilham o pódio da favorabilidade com Marcelo Rebelo de Sousa.

Sem surpresa, o atual Presidente da República, apoiado pelo PSD e CDS-PP, foi o candidato mais visado nos artigos e espaços de opinião analisados durante o estudo, e através dos quais obteve a maior média de Favorabilidade entre os políticos (54,20). Tiago Mayan Gonçalves, do partido Iniciativa Liberal, pode ser descrito como a grande revelação destas eleições. O menos conhecido entre os aspirantes a Belém alcançou a segunda maior média de favorabilidade (53,78), seguido por Vitorino Silva, apoiado pelo partido RIR, que, apesar de ser o menos mencionado entre os comentadores, recebeu a terceira nota mais alta (51,77) no ranking da CARMA.

Na análise aos candidatos presidenciais, os analistas enaltecem a “Atitude” como o principal atributo de Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Tiago Mayan Gonçalves. Por seu lado, Ana Gomes, Vitorino Silva, João Ferreira e André Ventura distinguiram-se pela “Confiança” com que veicularam as suas mensagens.

Contudo, características como a “clareza” ou “articulação” das ideias foram raramente atribuídas aos aspirantes a Belém.

Outros resultados deste Relatório de Análise Qualitativa de Media:

  • Ana Gomes – A candidata independente, apoiada pelo PAN e pelo LIVRE, foi maioritariamente elogiada devido à sua experiência política; mas também criticada sobre temas relacionados com a Justiça.
  • André Ventura – Foi o candidato mais criticado nos espaços de opinião. O seu principal atributo é a “Atitude”, mas a postura ofensiva perante os pares deu-lhe uma avaliação mediática muito negativa. É sobretudo associado aos temas da Justiça, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
  • João Ferreira – As áreas políticas da Justiça, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foram os temas de foco nas análises feitas pelos comentadores ao representante do Partido Comunista. Foi sobretudo criticado pela abordagem a temas relacionados com a pasta do Trabalho.
  • Marcelo Rebelo de Sousa – O atual Presidente foi criticado sobretudo pela não recondução da antiga Procuradora Geral da República no cargo e pela forma como abordou o assunto nos debates.
  • Marisa Matias – Os analistas criticaram maioritariamente a forma como abordou temas relacionados com a Justiça. Apesar da prestação mais fraca nos primeiros debates, os comentadores aplaudem a maneira como foi evoluindo nos confrontos seguintes.
  • Tiago Mayan Gonçalves – O representante da Iniciativa Liberal foi essencialmente mencionado em temas ligados à Justiça. Já a sua abordagem sobre pastas como a Economia foram o motivo da maior parte das críticas feitas nas análises políticas.
  • Vitorino Silva – Segundo os comentadores políticos, os temas do Trabalho e Saúde foram os pontos fracos da prestação de Vitorino Silva.


Candidato mais “influencer”

A análise da CARMA contempla ainda uma avaliação de Engagement e Favorabilidade digital feita aos candidatos presidenciais na rede social Twitter, onde todos – à exceção de Marcelo Rebelo de Sousa, que não tem presença nas redes sociais – foram bastante comunicativos.

Este ranking é liderado pela socialista Ana Gomes, à frente não só em número de seguidores (109.000), mas também no estatuto de “Influencer”, uma vez que as suas publicações foram as que registaram a soma mais elevada de engagement e cujas publicações tiveram o maior alcance.

No índice de Reach & Engagement, o candidato que originou maior volume de publicações no Twitter foi André Ventura. O líder do Chega é também o candidato mais mencionado em tweets e retweets dos opinion-makers mais e cujo respetivo engagement foi maior.

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