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Titiana Barroso

Já ouviu falar do pensamento Janusiano?

26 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso


Loizos Heracleous, Professor de Estratégia da Warwick Business School, acaba de publicar “Janus Strategy”. O livro fala-nos de uma estratégia que procura ir além do convencional, conduzida por um pensamento Janusiano e uma mentalidade paradoxal. Práticas essas que representam novas capacidades para muitos estrategas.

Existe um grupo seleto de empresas em todo o mundo que conseguiu transcender paradoxos e alcançar a tão almejada vantagem competitiva e o desempenho excecional – através da estratégia, a que Loizos Heracleous dá o nome de “Janus”, em homenagem ao deus romano, que podia olhar em muitas direções ao mesmo tempo.

Com base em estudos de caso e décadas de desenvolvimento e trabalho de consultoria com estrategas, este livro descreve como as empresas implementaram a Estratégia Janus. E não ficará surpreendido se lhe dissermos que a Apple é uma delas e que pode ter sido este mesmo mindset que a fez tornar-se na empresa mais valiosa do mundo, mas há muitas mais.

Em entrevista à Líder, Loizos Heracleous desvenda-nos afinal o que é isto da Estratégia Janusiana e como esta cultura em particular junta uma liderança excecional e fortes doses de resiliência organizacional para fazer face a estes tempos muito exigentes.

Para despertar o interesse do público pelo seu livro, como descreveria um estratega Janus?
Um estratega Janus é alguém que (1) procura ir além das perspetivas convencionais dominadas por escolhas binárias, reenquadrando os desafios estratégicos de maneira a que criem uma sinergia entre as procuras concorrentes (2) para fazer isso, práticas cognitivas como o pensamento Janusiano ou uma mentalidade paradoxal são necessárias; estas práticas representariam novas capacidades para muitos estrategas, e um esforço consistente é necessário para se mover nessa direção (3) finalmente, um estratega Janus procura maneiras de implementar estes insights, que podem envolver a realocação de recursos, inovações nos processos e nos modelos de negócio.

Podemos imaginar que uma Estratégia Janus será muito difícil de alcançar e manter. Isto está correto?
Qualquer estratégia que seja fácil de implementar e manter não proporcionaria vantagem sustentável porque não seria única ou rara no setor. Como sabemos, mais concorrentes ao longo de dimensões estratégicas semelhantes significa que os lucros supranormais são eliminados pela competição. Uma Estratégia Janus é desafiante de implementar e sustentar porque envolve arranjos organizacionais que alcançam um alto desempenho em dimensões que são convencionalmente vistas como concorrentes. Existem várias decisões que precisam de ser tomadas e processos que precisam de ser configurados, que devem encaixar-se sinergicamente como um quebra-cabeças para possibilitar a estratégia Janus. De acordo com a ortodoxia estratégica representada pelas visões de Michael Porter sobre estratégias genéricas, o alto desempenho dos concorrentes só pode ser temporário até que esses concorrentes imitem tudo o que está a permitir esse desempenho. Após a empresa terá de escolher uma estratégia genérica clara. A observação empírica, mostra-nos que algumas empresas podem sustentar tal estratégia durante décadas. Existem várias decisões que precisam de ser tomadas e processos configurados, que precisam de se encaixar como um quebra-cabeças para permitir tal estratégia. Eu discuto os seis princípios da Estratégia Janus no meu livro.

O livro é muito rico em exemplos práticos. Com base no seu trabalho, qual é a empresa que melhor representa a abordagem Janus?
Uma empresa que todos conhecem é a Apple. Mesmo que os consumidores estejam familiarizados com a qualidade e preços premium, bem como a facilidade de uso dos produtos (uma estratégia genérica de diferenciação clássica), muitos não apreciam a impressionante eficiência relativa das operações da empresa, o que se torna óbvio quando olhamos para métricas específicas em relação a benchmarks da indústria (uma estratégia de liderança de custo relativamente a operações internas). Esta justaposição de estratégias que a ortodoxia estratégica diz que não podem ser implementadas simultaneamente, permite lucros supranaturais e o tipo de avaliação de ações que permitiu à Apple tornar-se a empresa mais valiosa do mundo. Outra empresa com a qual poucos estão familiarizados é a Narayana Health, uma rede de hospitais na Índia que oferece cirurgia de revascularização do miocárdio por US $ 2.000. Isto representa um quarto do custo médio na Índia e cerca de um sexagésimo do custo médio nos Estados Unidos da América. Mas se examinarmos os dados, podemos ver que a qualidade dos resultados do Narayana Health em termos de mortalidade pós-operação, taxa de infeção e métricas relacionadas, é pelo menos a mesma ou melhor do que as referências globais. Um olhar mais profundo revela vários processos e inovações do modelo de negócio, bem como um tipo particular de cultura e liderança excecional que permite ao Narayana Health implementar tal estratégia.
No meu livro, analiso em detalhe como é que essas empresas e outras concretizam a Estratégia Janus.

Em tempos de COVID-19, há alguma dica para executivos usarem a abordagem Janus para navegar na pandemia?
Uma Estratégia Janus permitiria a resiliência organizacional face à crise, uma vez que utiliza recursos como a reformulação dos desafios estratégicos para que possam ser tratados de forma eficaz, agilidade organizacional e altos níveis de eficiência operacional. Estes recursos levam o seu tempo para serem desenvolvidos, mas nunca é tarde para começar. Obviamente, não é fácil lidar com os efeitos de uma pandemia e as soluções seriam específicas para o contexto de cada empresa. De modo geral, porém, um estrategista da Janus enfrentando tal crise já teria trabalhado na construção da resiliência organizacional. Quando a crise chegasse, eles tentariam ajustar os níveis de capacidade e custo, encontrar canais alternativos de vendas e receita e considerar a diversificação das ofertas e capacidades da empresa para áreas de possível expansão.

Por Miguel Pina e Cunha

Arquivado em:Entrevistas

As sete primeiras ações climáticas de Biden

26 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

Desde a reentrada no Acordo de Paris até à restauração de certos monumentos, eis algumas decisões tomadas ou esperadas do novo Presidente dos EUA logo nos primeiros dias no cargo.

1.Voltar a fazer parte do Acordo de Paris
Depois de Trump ter anunciado a sua intenção de retirar os EUA do acordo climático de Paris, o acordo global crucial que visa limitar as emissões para evitar os piores impactos das alterações climáticas, teve de esperar três anos para sair formalmente. Depois de Biden enviar uma carta à ONU, os EUA podem voltar ao acordo em menos de 30 dias. O país terá de estabelecer novos objetivos de redução de emissões.

  1. Proibir novas licenças na área dos combustíveis fósseis
    Trump facilitou a perfuração em terras federais por parte das companhias petrolíferas e de gás. O tempo para obter uma licença para perfurar, por exemplo, desceu mais de metade. A administração também acabou com os chamados planos de arrendamento principal, uma política Obama concebida para gerir a perfuração em áreas sensíveis, tais como parques nacionais.
    Na campanha Biden disse que iria suspender a concessão de novas licenças fósseis em terras federais e assim fez no seu primeiro dia no cargo. A administração pode também iniciar a revisão de quaisquer licenças anteriores se tiverem sido emitidas indevidamente.

  2. Cancelar a licença do oleoduto Keystone XL
    Em 2015, a administração Obama negou uma licença para a construção do oleoduto Keystone XL, concebido para transportar 830 mil barris de petróleo bruto por dia das areias asfálticas no Canadá para os EUA – citando o facto de que o projeto iria prejudicar a liderança dos EUA em matéria de alterações climáticas.
    Trump aprovou a licença em 2017, embora o tribunal a tenha bloqueado mais tarde, dizendo que era necessária outra revisão ambiental. No seu primeiro dia de mandato, Biden cancelou a licença.
  3. Restaurar os limites de dois monumentos nacionais
    Em 2017, a administração Trump emitiu uma ordem para reduzir dois monumentos nacionais – Bears Ears e o Grand Staircase – em 85% e 50% respetivamente, abrindo o resto da região para ser explorada na área do minério e do petróleo e gás. Ainda estão pendentes processos judiciais de tribos nativas americanas que consideram aquela terra sagrada. Biden já assinou uma ordem executiva para reverter a decisão de Trump e restaurar os limites originais dos dois monumentos.

  4. Apoiar a ação climática global
    Os EUA tinham prometido 3 mil milhões de dólares ao Green Climate Fund, um programa das Nações Unidas que ajuda os países mais pobres a reduzir as emissões de carbono. Trump mandou parar os pagamentos, mas Biden irá voltar a contribuir.
  5. Prevenir focos de poluição
    Numa lista de 25 ações que Biden pode tomar imediatamente para enfrentar as alterações climáticas, uma coligação de grupos chamada Build Back Fossil Free está a defender uma política federal “sem hotspots” que assumiria o problema da poluição desproporcionada em comunidades de cor.
    A coligação quer que o Governo americano comece a cartografar as comunidades mais duramente atingidas e a impedir o desenvolvimento de novos combustíveis fósseis, operações e transportes nessas comunidades.
  6. Voltar a colocar as alterações climáticas em sites federais
    A administração Trump removeu várias páginas importantes da web centradas nas alterações climáticas, tais como uma página que incluía detalhes sobre o Plano de Energia Limpa. Uma análise em 2019 revelou que um quarto das palavras relacionadas com o aquecimento global, como “alterações climáticas”, “energia limpa”, e “adaptação”, tinham sido eliminadas dos websites governamentais. Espera-se que a nova administração atualize esses websites com informações científicas.

Arquivado em:Notícias

Um cheiro a fim de regime

25 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso


No bunker de Hitler
, de Joachim Fest (Guerra e Paz) é um livro impressionante, que se lê com horror. Algumas das passagens mais chocantes são aquelas que se referem à decadência de um ambiente de fim dos tempos. Nesses contextos radicais, as regras da civilização são ignoradas e o animal humano solta-se sem peias. Encontra-se o mesmo tipo de descrição numa extraordinária biografia de Pol Pot, Anatomy of a Nightmare, no qual se assiste ao mesmo clima de devassidão a tomar conta de uma Phnom Penh à beira de cair nas mãos do Khmer Vermelho.

Salvas as devidas proporções, os últimos dias de Trump foram marcados pela mesma impressão de fim de regime, um tempo em que as regras são suspensas e os defensores da velha ordem esbracejam de forma desesperada e desesperançada. Este ambiente político explosivo do bem contra o mal, moldado pelas especulações bizarras do movimento QAnon e pelo combate entre Proud Boys e Antifas, parece revelador da necessidade de revitalizar as instituições e aumentar a confiança do público nas mesmas, de modo a conter os extremismos.

Importa combater a ideia de que o problema são uns tantos outliers políticos e que, se esses forem afastados, tudo ficará resolvido. Infelizmente o problema é mais profundo: as instituições, golpeadas a partir dos extremos, estão a mostrar incapacidade de responder às críticas com criatividade e imaginação. Por cá, como se vê em casos como a progressão dos extremos, a morte de Ihor Homenyuk às mãos do Estado, ou a manutenção da campanha eleitoral quando tudo o resto parou, revelam instituições refugiadas em desculpas, legalismos e até assomos censórios. Esse caminho é, porventura, o melhor fermento para o populismo apocalíptico.


Por Miguel Pina e Cunha, diretor da revista Líder

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

António Alegre: «A migração para o digital dita a sustentabilidade das marcas»

25 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

Das velhinhas listas telefónicas à inovação no digital, a marca Páginas Amarelas é um exemplo de transformação e de capacidade de evolução face aos tempos, que tem no seu líder um motor para a reinvenção contínua.

Quando, em 2014, António Alegre assumia a direção da Páginas Amarelas, poucos viam na marca icónica do “vá pelos seus dedos” muito mais do que um negócio ultrapassado e obsoleto. Mas o CEO das Páginas Amarelas identificou o potencial de associar os clientes a uma tendência em crescimento, o digital, e deitou mãos à obra.

O impulso que a marca está a fornecer à digitalização e à ampliação dos negócios de muitas PME nacionais tem sido marcante.


Colocámos a pergunta: Estamos a viver uma nova vida para as marcas? a alguns líderes, António Alegre aceitou o desafio:

«Se houve confirmação trazida pelos acontecimentos dos últimos meses foi a de que a migração para o digital dita a sustentabilidade das marcas e que a opção estratégica da Páginas Amarelas estender essa possibilidade às empresas nunca fez tanto sentido.
As empresas precisam de serviços úteis, ágeis e seguros, mas há que posicioná-los, definir territórios, alavancar visibilidade, acompanhar as interações, garantir segurança nos procedimentos e acompanhar as tendências para tirar partido de tudo o que existe.

O comportamento da Páginas Amarelas durante a pandemia tem sido aquele que se espera de um líder no seu setor de operação: apontar o caminho e lançar soluções que apoiem o crescimento quando ele é mais necessário.

A título de exemplo, destaco uma das respostas que lançámos e que reflete a nossa política de responsabilidade social: a “Go-Online”, uma ferramenta integrada de marketing e e-commerce, criada em parceria com a Altice Empresas, e que tem transformado a geração de negócio para centenas de marcas nacionais.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 12 da revista Líder.]

Arquivado em:Artigos, Leading Brands

Axians inspira a enfrentar a emergência da confiança no “Building the Future”

22 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

A Axians junta-se, uma vez mais, ao Building the Future, um dos maiores eventos de transformação digital do panorama português, enquanto copatrocinador principal. Num formato totalmente digital, a Axians vai ter diferentes participações dirigidas a várias audiências com partilha de ideias e troca de conhecimento sobre a reinvenção, a liderança, os dados e o talento nas sessões “Future is Now Talks”, “Building the Vision”, “Building the Code” e “Job Pitch Challenge”.

Pedro Faustino, Managing Director na Axians Portugal, afirma que «este é o terceiro ano consecutivo em que a Axians se associa à Microsoft enquanto co-patrocinadora deste já incontornável evento. Este ano o Building The Future dá um exemplo completo da Transição Digital sendo ele próprio um evento totalmente on-line. A Axians trará a sua comunidade para este espaço digital convidando o público a conhecer não apenas a visão da nossa empresa, mas também a dos seus clientes e parceiros, na forma como estão a reinventar e enfrentar, para lá dos números e dos negócios, os desafios da liderança e da confiança neste insólito presente».

“Future is Now Talks” são conversas informais emitidas nas redes sociais do evento em jeito de warmup  sobre hot topics digitais que partilham perspetivas, visões e realidades distintas relativamente aos mesmos. Para este momento, Milton Cabral, Sales Manager da Axians, convidou Nuno Miller, Chief Digital & Information Officer da Sonae Fashion, para uma conversa à volta do tema Reinventing Business. A mudança das lojas físicas para o digital e a forma como a Sonae Fashion se adaptou às novas necessidades do consumidor foram os temas dominantes deste momento emitido ontem [21 de janeiro].

Na sessão de abertura “Building the Vision”, Pedro Faustino, Managing Director na Axians Portugal, vai partilhar a sua visão de como os executivos, à medida que a sua responsabilidade aumenta poderão, ou não, deixar o medo afundar a liderança. O orador vai contar uma história da sua própria carreira para ilustrar esse ponto – uma época em que se sentia paralisado sobre o que fazer e confuso por se sentir assim. Pedro Faustino vai revelar três passos que recomenda para emergir confiança.

A Axians vai também ter sessões especializadas dirigidas à comunidade de developers na sessão “Building the Code” que vai ser centrada na temática de Data & AI. A análise dos dados é uma necessidade para todas as organizações, nomeadamente para a tomada de decisão. O grande desafio que se coloca é a valorização de dados de aplicações obsoletas, efetuando em tempo real a sua exploração em plataformas analíticas, numa nova jornada completa desde a sua recolha à tomada de decisão. Esta plataforma escalável, eficiente e ágil reflete o tratamento dos dados em relatórios dinâmicos. Durante a sessão será realizada uma demonstração do seu funcionamento. Este conteúdo vai estar disponível numa biblioteca nos três dias do evento.

Na iniciativa de recrutamento do evento, “Job Pitch Challenge”, a Axians vai estar presente nos três dias do evento com entrevistas de 15 minutos, onde estudantes e recém-licenciados terão a oportunidade de contactarem e inspirarem os responsáveis da Axians Portugal.

O Building the Future decorre nos próximos dias 26, 27 e 28 em formato híbrido com transmissão em live streaming a partir do MAAT –  Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.

AGENDA DA PRESENÇA DA AXIANS NO BUILDING THE FUTURE

Future is Now Talks

20 de janeiro, Reinventing Business with Sonae Fashion, com Milton Cabral

Building the Vision

26 de janeiro, 09h45, CEOs, Don’t Let Fear Sink Your Leadership, com Pedro Faustino

Building the Code

26, 27 e 28 de janeiro: conteúdo disponível numa biblioteca digital nos três dias do evento, com Bruno Roda

Job Pitch Challenge

26, 27 e 28 de janeiro, 10h15, entrevistas de 15 minutos, com Sofia Perpétuo e Milene Cecília

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Ricardo Parreira: «Sem tecnologia não há retoma económica»

22 Janeiro, 2021 by Titiana Barroso

Para o CEO da PHC Software: na interligação entre tecnologia, inovação e expertise reside uma das receitas mais verdadeiras para o sucesso na conjuntura que atravessamos.

Um defensor acérrimo de que não há gestão de sucesso sem software. De facto, as empresas que têm o software no centro da sua gestão têm dado melhores respostas à crise atual. E é precisamente este o core da multinacional portuguesa que Ricardo Parreira lidera e cofundou, a PHC Software contribui há mais de 30 anos para que mais de 33 mil empresas, de mais de 25 países, tenham melhores soluções tecnológicas de gestão.

Hoje, Ricardo Parreira garante estar assim munido das condições certas para enfrentar a pandemia e o “day after”.


Colocámos a pergunta: Pode a tecnologia esmagar a curva da crise? a alguns líderes, Ricardo Parreira aceitou o desafio:

«Quem não perceber a interligação entre tecnologia, inovação e expertise arrisca-se a perder o comboio da retoma económica. Esta combinação é talvez uma das receitas mais verdadeiras para o sucesso na conjuntura que atravessamos. Só com tecnologia é possível termos a competitividade necessária; só com inovação vamos adaptarmo-nos aos novos desafios; e só com expertise teremos a robustez para acrescentar valor. Se um destes elementos falhar, não será possível acelerar a retoma que pretendemos.

É importante também que a Economia continue a funcionar, mas adaptada aos próximos desafios. Hoje, é claro que sem tecnologia não há retoma económica. As empresas que têm o software no centro da sua gestão foram as que melhores respostas deram à crise. Isto é tão válido para o restaurante que se adaptou rapidamente para entregar comida a casa dos seus clientes, como para uma empresa que teve de migrar toda a gente para teletrabalho.

Mas a lição vai além da pandemia. Não sabemos quando a crise irá acabar, mas sabemos que não durará para sempre. E as empresas que melhor se prepararem agora estarão em melhores condições para aproveitar o day after. Isto passa por manter a atividade ao serviço dos clientes, não despedir ninguém para não perder know-how e começar a preparar o futuro digital.

Não há dúvida que a retoma será feita num cenário em que o teletrabalho fará parte da norma, o ecommerce será a realidade e novos modelos de negócio irão surgir. Este é o momento para dar o salto digital que a nossa Economia precisa, porque as empresas melhor preparadas a nível da sua gestão serão aquelas que vingarão na próxima década. E não há hoje gestão de sucesso sem software.»

[O testemunho foi publicado na edição n.º 11 da revista Líder.]

Arquivado em:Artigos, Leading Tech

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