É verdade: os fatos de treino voltaram e estão para ficar. A roupa confortável, usada com ousadia e interpretada de forma individual, afirmou-se como tendência. “Sporty chic”, “streetwear”, “leisurewear” e “homewear” são tudo estrangeirismos que ajudam a perceber como, nos últimos tempos, o estilo de roupa casual e desportiva entrou de rompante nos armários. Cós […]
É verdade: os fatos de treino voltaram e estão para ficar. A roupa confortável, usada com ousadia e interpretada de forma individual, afirmou-se como tendência. “Sporty chic”, “streetwear”, “leisurewear” e “homewear” são tudo estrangeirismos que ajudam a perceber como, nos últimos tempos, o estilo de roupa casual e desportiva entrou de rompante nos armários. Cós elásticos, sapatos de salto baixo ou raso tornaram-se peças-chave do guarda-roupa pós-confinamento. Mais ainda diz o The Guardian que o preto está em declínio e as cores mais intensas ganham espaço nas preferências femininas, sendo o laranja a mais popular.
A Pandemia ditou uma moda mais descontraída e obrigou as marcas de vestuário a uma reviravolta para responder às exigências dos clientes. Marcas como a Marks & Spencer, apostam no “comfy” dos novos looks, e refletem as mudanças na indústria da moda britânica. Para o Outono 2021, as estrelas são agasalhos coloridos, casacos acolchoados e sutiãs sem aros ou suportes, afirma Jill Stanton. A Diretora de Design de moda feminina da M&S garante que “agora qualquer coisa com cintura elástica sai a voar da loja”. Quanto ao calçado os saltos estão a ser deixados de lado a favor dos sapatos rasos, botas, ténis e sandálias confortáveis.
Mudanças idênticas são sentidas em Portugal, onde já se nota uma adaptação das marcas ao “homewear”. São agora frequentes as notícias que dão conta de uma adaptação da indústria da moda: algumas empresas que já faziam este tipo de produto, como a White Deer atualmente com dois showrooms na Póvoa de Varzim e em Lisboa, viram disparar o volume de negócio em 300% no final do ano passado, e outras tiveram de entrar no mundo dos fatos de treino. Seja qual for a marca, há algo em comum – o crescente “apetite” dos consumidores por tudo o que seja “descontraído” mas não “desleixado” e seguramente mais confortável.


