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Denise Calado

“A defesa digital obriga a uma maturidade de cibersegurança, e isso não aconteceu”, Bruno Castro na Leadership Summit Cabo Verde

10 Abril, 2023 by Denise Calado

Para um país cuja transformação digital está em andamento e que ambiciona tornar-se um hub digital, Cabo Verde não pode subestimar a cibersegurança. No debate “A Segurança dos Dados e das Comunicações” na Leadership Summit Cabo Verde, pôs-se em evidência os desafios que ainda existem nessa área.

O debate contou com a moderação de Carlota Barbosa, Jornalista da Televisão de Cabo Verde, juntando-se Bruno Castro, CEO da VisionWare, Inoweze Ferreira, Administrador e Diretor-Geral da Unitel +, Arlindo Oliveira da Veiga, Docente e Pró-Reitor da Universidade de Cabo Verde e Eduardo Trigueiros Mendes, Consultor Sénior do Grupo CVTelecom.

Aposta nas pessoas

Eduardo Trigueiros Mendes conta que, pela sua experiência, “as maiores vulnerabilidades são criadas por pessoas” no que toca à cibersegurança, “acontece por falha humana”, esclarece.

Nesse sentido, advoga a necessidade emergente de apostar na formação e sensibilização das pessoas, que passa também pela Universidade de Cabo Verde.

Arlindo Oliveira da Veiga, enquanto pró-reitor da instituição de ensino, realça que já existem programas de pós-graduação e licenciatura, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Coimbra, nas áreas de segurança e informática.

“Se queremos oferecer cursos de pós-graduação, precisamos de ter pelo menos metade do corpo docente com este grau de ensino. É uma dificuldade encontrar engenheiros e doutores nestas áreas”, reconheceu Veiga.

“Estes cursos estão a funcionar por boa vontade da cooperação que estabelecemos com a Universidade de Coimbra”, realça.

Apesar de haver “altos níveis de penetração da internet”, avança Inoweze, “em termos de cibersegurança claramente há ainda trabalho a ser feito”.

Além disso, Bruno Castro deixa o alerta: “não podemos estar a dar skills e conhecimentos sobre cibersegurança a indivíduos que possam ter um caráter duvidoso, é um risco. […] Temos de fazer um screening das pessoas, para perceber o nível do caráter e do seu passado, e se são aceitáveis para trabalhar na área”.

Com a pandemia por Covid 19, instalou-se uma nova crise cibernética: a transformação digital ocorreu rapidamente, e a segurança ficou para trás. “Tenho a sensação de que perdemos essa batalha”, comenta o CEO da VisionWare.

“A defesa digital obriga também a que haja uma maturidade de cibersegurança, e isso não aconteceu”, acrescentou.

O que fazer para prevenir ciberataques?

Bruno Castro, especialista em cibersegurança, ressalta a necessidade de as empresas se prepararem para ciberataques, pois todos estão vulneráveis. Mencionou o desafio de acompanhar a velocidade da transformação digital e implementar medidas de segurança eficazes, dando dicas:

  • Promover a segurança na ótica da maturidade;
  • Montar um modelo de governança de segurança em que se envolve o top management;
  • Garantir que estamos constantemente a stressar ferozmente as infraestruturas de segurança, e monitorizar em near-real time

 

O conceito de “bring your own device” (BYOD) também foi discutido, com Inoweze Ferreira a destacar os riscos adicionais que os dispositivos pessoais podem trazer para as organizações. Enfatiza a importância de se concentrar nas pessoas e na inclusão, a fim de garantir que ninguém seja deixado para trás.

Assista ao debate e a todas as intervenções da Leadership Summit Cabo Verde 2023, disponível on demand, com acesso universal e gratuito, na Líder TV na posição 165 do MEO e 560 da NOS.

Disponível online aqui.

Tenha acesso à galeria de imagens da Leadership Summit Cabo Verde aqui.

 

Por Denise Calado

 

Arquivado em:África, Cabo Verde, Cibersegurança, Notícias

Ser saudável não é, apenas, a ausência da doença: está em voga o lado holístico da saúde

10 Abril, 2023 by Denise Calado

Há cada vez mais pessoas a privilegiar uma abordagem holística da saúde, enquanto um estado de completo bem-estar em quatro dimensões: física, mental, social e espiritual.

Uma nova análise “In sickness and in health: How health is perceived around the world”, revela que é fundamental a adoção de uma abordagem mais abrangente da saúde para gerar mudanças duradouras, significativas e com impacto nas atitudes e ações da sociedade. Se indivíduos, empresas e países alargarem a sua compreensão da saúde, podem vir a colher benefícios em termos de esperança e qualidade de vida.

O inquérito desenvolvido pelo McKinsey Health Institute avalia a forma como a saúde é percecionada por indivíduos de 19 países, num total de 19 mil inquiridos.

A perceção da saúde 

Cerca de 85% do total dos inquiridos classificam a saúde mental e física como muito ou extremamente importantes. O mesmo sucede com a saúde social e a saúde espiritual, também classificadas como muito ou extremamente importantes, num total de 70% e 62%, respetivamente.

O estudo evidencia uma tendência para a desconstrução do conceito de saúde: 40% dos inquiridos que relatam sofrer de alguma doença continuam a classificar a sua saúde como sendo boa ou muito boa, justificando a ideia de que ser-se saudável não se restringe apenas à ausência ou presença de doença, mas a um conjunto de diferentes fatores que contribuem para que se sintam efetivamente saudáveis. Por outro lado, mais de 20% dos indivíduos que não identificam qualquer doença, consideram estar bem, mal ou muito mal de saúde.

A pesquisa revela, também, que a idade nem sempre está diretamente relacionada com os níveis e perceções de saúde. Dos inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, 70% declararam boa ou muito boa saúde no geral, e 60% das pessoas com idades compreendidas entre os 75 e os 84 anos atribuíram a mesma classificação.

Globalmente, verificou-se um acréscimo de 10% dos inquiridos com mais de 65 anos que classificaram a sua saúde mental como boa ou muito boa, por comparação aos entrevistados entre os 18 e os 24 anos. O mesmo se verifica no caso da saúde social: um maior número de indivíduos com menos de 24 anos relatou ter saúde social regular ou fraca, por oposição aos inquiridos com mais de 65 anos.

Relação entre perceção da saúde e o rendimento familiar e outras conclusões

Outras conclusões resultantes do estudo consideram:

  • Os inquiridos que vivem em países com maior esperança de vida à nascença não se consideram necessariamente mais saudáveis. Entre os 19 países consultados nesta pesquisa, o Japão apresenta a maior esperança de vida, mas a classificação que estes entrevistados atribuem à sua saúde é mais baixa;
  • A perceção da saúde e o rendimento familiar estão positivamente ligados na maioria dos países – quanto mais as pessoas ganham, maior e melhor é a perceção do estado da sua saúde;
  • Em todos os países contemplados, os indivíduos com doenças reportam um menor apoio à saúde do que aqueles que não têm doenças;
  • De forma geral, tanto as mulheres como os homens inquiridos relataram níveis semelhantes em termos do apoio à saúde, desde sistemas de saúde a família e amigos. Curiosamente, os homens de países com rendimentos médios mais elevados revelam obter um maior apoio à saúde por parte dos sistemas de saúde privados e públicos, por comparação àquele que é atribuído às mulheres.

 

Arquivado em:Notícias, Saúde

Ransomware dispara 627% e põe cibersegurança à prova

10 Abril, 2023 by Denise Calado

Na era digital em constante evolução, a melhor arma para combater os ciberataques é a informação e formação, já que grande parte dos ataques ocorrem por falha humana.

A WatchGuard Tecnologies, empresa de cibersegurança, lançou o “Relatório de Segurança da Internet”, onde partilha as principais tendências de malware e ameaças à segurança de rede e endpoints analisadas no quarto trimestre de 2022.

Embora o relatório mostre um declínio no malware de rede, o ransomware para endpoints, por outro lado, cresceu 627% e o malware associado a campanhas de phishing continuou a ser uma ameaça persistente.

Em baixo ficam as principais conclusões:

As deteções de ransomware em endpoints aumentaram 627% 

Este pico destaca a necessidade de defesas anti-ransomware, tais como controlos de segurança modernos para uma prevenção proativa, bem como planos de recuperação de desastres e de continuidade do negócio (backup).

93% do malware esconde-se por detrás da encriptação

A investigação continua a indicar que a maior parte do malware se esconde na encriptação SSL/TLS utilizada por websites seguros.

No último trimestre do ano passado esta tendência continuou, com um aumento de 82% para 93%. Os profissionais de segurança que não inspecionam este tráfego estão a perder a maioria do malware e a colocar um maior ónus na segurança do endpoint para o apanhar.

As deteções de malware de rede caíram aproximadamente 9,2% de um trimestre para outro 

Há uma continuidade no declínio geral nas deteções de malware ao longo dos últimos dois trimestres. Mas, tal como mencionado, se considerarmos o tráfego encriptado na Web, o malware está a aumentar. Esta tendência de declínio pode não ilustrar o quadro completo e precisa de mais dados que se foquem na inspeção HTTPS para confirmar esta contenção.

As deteções de malware para endpoint aumentaram 22% 

Enquanto as deteções de malware de rede caíram, a deteção de malware para endpoints aumentou no quarto trimestre. Isto apoia a convicção de que o malware está progressivamente a focar-se nos canais encriptados.

Entre os principais vetores de ataque, a maioria das deteções estiveram associadas a Scripts, o que constituiu 90% de todas as deteções. Nas deteções de malware no browser, os agentes de ameaças visaram mais o Internet Explorer com 42% das deteções, seguido do Firefox, com 38%.

Malware de Zero-day ou evasivo caiu para 43% no tráfego não encriptado

Embora ainda uma percentagem significativa de detecções globais de malware, é a mais baixa vista em anos. Dito isto, a história muda completamente quando se olha para as ligações TLS. 70% do malware sobre ligações encriptadas foge às assinaturas.

 

“Uma tendência contínua e preocupante nos nossos dados e pesquisas mostra que a encriptação – ou, mais precisamente, a falta de desencriptação no perímetro da rede – está a esconder o quadro completo das tendências de ataque de malware. É fundamental para os profissionais de segurança permitir a inspeção HTTPS para assegurar que estas ameaças sejam identificadas e abordadas antes que possam causar danos”.

Corey Nachreiner, chefe de segurança da WatchGuard

Arquivado em:Cibersegurança, Notícias

E-book explica cinco eixos onde a tecnologia é estratégica nos RH

10 Abril, 2023 by Denise Calado

“5 eixos estratégicos na gestão de RH impulsionados pelo software” é o nome de um novo e-book, elaborado pela tecnológica QuidGest, disponibilizado gratuitamente para os profissionais de RH, ou a quem se interessa pelo conteúdo.

O documento sublinha que a Gestão de Recursos Humanos é responsável por encontrar o equilíbrio entre as competências e as necessidades de cada organização, garantindo que cada colaborador está no lugar certo e dispõe das ferramentas certas para realizar o melhor trabalho possível.

Porém, “esta é uma jornada exigente e de constante aprendizagem e adaptação que deve ser liderada por profissionais abertos a novas ideias e metodologias, que reconhecem os benefícios de combinar as melhores práticas de gestão de pessoas com as soluções de software mais sofisticadas”, lê-se no e-book.

Recorrendo a estudos internacionais, sugestões de leitura, curiosidades e exemplos de boas práticas, bem como citações de figuras com destaque em várias áreas da gestão, dos Recursos Humanos e do mundo tecnológico, o e-book contempla os seguintes eixos:

Inclusão e diversidade | Desbloquear o potencial de todos os colaboradores

Este eixo mostra como as organizações estão cada vez mais conscientes da importância de uma força de trabalho não só diversa como inclusiva e estão a adotar novas práticas e políticas de RH para promover ambientes de trabalho nos quais convivem diferentes nacionalidades, géneros, idades, religiões, bem como contextos académicos e sociais.

Trabalho em contexto híbrido | Equilibrar o contacto presencial e virtual 

Os novos modelos de trabalho 100% remotos ou híbridos vão exigir novas abordagens de liderança, gestão de talentos, comunicação e colaboração entre equipas para garantir que todos se mantêm produtivos e envolvidos com a cultura da organização.

Formação e desenvolvimento | Transformar conhecimento em resultados

É abordada a obsolescência das competências como um desafio que preocupa qualquer departamento de RH, o que leva a que as organizações invistam, cada vez mais, em programas de formação e desenvolvimento de upskilling e reskilling para se manterem atualizados e à altura dos desafios emergentes num contexto eminentemente digital.

Work-life balance | Uma abordagem holística que integra o trabalho e a vida pessoal

Este eixo explica como as organizações multiplicam os seus níveis de felicidade, produtividade, reputação e até responsabilidade social ao facilitarem que as várias dimensões humanas dos seus profissionais convivam saudavelmente e em harmonia.

Gestão de performance | Elevar o desempenho a novos patamares

Por último, é referido como a gestão de performance está diretamente relacionada com a gestão de pessoas. Isto porque ao terem metas claras e objetivos de desempenho definidos, os colaboradores sabem o que se espera deles e sentem-se mais motivados e comprometidos para os alcançar.

 

Ao explorar os “5 eixos estratégicos na gestão de RH impulsionados pelo software”, este e-book é uma ferramenta útil, prática e atual para todos aqueles que se dedicam à gestão de RH e promovem diariamente a cultura, os valores e a estratégia das suas organizações através das suas pessoas – com o apoio de soluções digitais que simplificam o acesso à informação, promovem a formação e as oportunidades de crescimento, ajudam a antever tendências e a preparar a mudança, melhoram os fluxos de trabalho e maximizam a colaboração, a produtividade e a eficácia das equipas. E pelo meio, aumentam os seus índices de felicidade, lealdade e motivação na organização onde trabalham

Hugo Miguel Ribeiro, VP People Operations na Quidgest

 

Tenha acesso ao E-book aqui.

 

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

Mapas e fronteiras

10 Abril, 2023 by Denise Calado

Há pessoas que não ligam a mapas e outras que os acham objetos fascinantes. Eu faço parte da segunda categoria. Os livros de mapas, os atlas, constituem normalmente belos objetos. Para os apreciadores, tem vindo a ser publicada uma coleção – Atlas, cá está – que satisfaz este gosto e que ajuda a descodificar o presente e o passado e a imaginar o futuro.

Só com a ajuda de mapas conseguimos compreender um pouco melhor a situação no Kosovo, por exemplo. Belgrado disse há pouco que nunca reconhecerá a independência do território, que declarou unilateralmente a sua independência em 2008.  A situação no território é permanentemente conflitual e um pico de tensão teve lugar no fim do ano passado. Se mesmo na antiga Jugoslávia multiétnica, algumas minorias, como os judeus, foram tratadas como potenciais traidores da nação, as identidades nacionais, complexas, nem sempre coincidem com as fronteiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois volumes, Atlas das Fronteiras e Atlas do Mediterrâneo, têm-me ajudado a compreender esta nossa Europa tão conturbada. Acompanhar a evolução das fronteiras é uma forma de verificar que aquilo que nos parece estável, nomeadamente a partir deste retângulo de estabilidade no canto ocidental, não passa de uma gota de água num permanente oceano de mudança. A guerra na Ucrânia e as tensões no Kosovo não são mais que repetições de processos deste nosso mundo em que o redesenho das fronteiras se fez com sangue e destruição. O processo de separação da Checoslováquia foi uma exceção e não uma nova regra. Na altura talvez não nos tenhamos apercebido, mas esta trágica realidade tornou-se clara de novo.

 

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Gisela Batista é a nova Chief Technology Officer (CTO) da Edenred Portugal

10 Abril, 2023 by Denise Calado

Gisela Batista é a nova Chief Technology Officer (CTO) da Edenred Portugal passando a liderar a direção onde já era Head of Applications, responsável pela gestão da equipa de desenvolvimento de software. A profissional sucede no cargo a João Piaguaçu Corrêa, que continua o seu percurso no grupo como CTO da Edenred Espanha.

Licenciada em Informática e Gestão de Empresas pelo ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Gisela Batista iniciou a sua carreira na área da consultoria. Entre 2008 e 2014, foi consultora de IT na Deloitte, onde esteve ligada a vários projetos para o setor dos serviços financeiros. Com experiência em mercados internacionais, integrou a equipa da Edenred Portugal em 2014, como Gestora de Projeto, e foi assumindo progressivamente novas responsabilidades.

Estou muito feliz e entusiasmada por assumir a direção de uma das áreas mais estruturantes para a Edenred. Como especialista em benefícios sociais, presente no mercado nacional há quase 40 anos, a Edenred tem estado na linha da frente da inovação. Dos tradicionais vales em papel, evoluímos para soluções cada vez mais digitais e, hoje, a nossa oferta multibenefício está assente em plataformas modernas, que permitem a mais de 17 mil empresas e meio milhão de utilizadores fazer a gestão dos seus benefícios com toda a facilidade e segurança. Continuar a acrescentar valor aos nossos clientes, utilizadores e parceiros com soluções cada vez mais diferenciadoras e que sejam aceleradores digitais, garantir a resiliência e robustez dos sistemas em permanência, assegurando a continuidade das operações e a proteção de dados, e mitigar a pegada ecológica digital são objetivos que estou motivada para concretizar, sempre apoiada por aquela que é uma equipa de excelência

Gisela Batista, Chief Technology Officer (CTO) da Edenred Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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