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Denise Calado

Estas são as tecnologias que vão impactar as empresas portuguesas

11 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Em 2023, espera-se a implementação de novas soluções tecnológicas em milhares empresas portuguesas. A Unlimit revela cinco tendências que podem criar vantagens competitivas para crescer no mercado nacional este ano.

1. Integrar soluções de Inteligência Artificial

Em 2023, veremos a adoção em massa de produtos que usam Inteligência Artificial (IA). As grandes empresas de tecnologia já usam IA para criar melhores algoritmos preditivos, mas 2023 vai ser o ano em que veremos centenas ou milhares de novos produtos a usar esta tecnologia. As empresas portuguesas que souberem navegar este espaço e escolherem as soluções adequadas para integrar nos seus produtos, terão uma vantagem competitiva considerável.

2. Priorizar a cibersegurança 

Com o aumento de ciberataques a nível mundial, acompanhado de uma maior adesão a novas tecnologias, a segurança destes sistemas deve ser prioritária. Por exemplo, o crescente recurso ao armazenamento de informação na cloud, representa uma porta de entrada para a organização caso não seja bem guardada. Em 2023, prevê-se que haverá um aumento significativo de investimento em soluções de cibersegurança.

3. Descarbonizar

O tema da descarbonização tem sido alvo de iniciativas de incentivo governamentais, como o Plano de Recuperação e Resiliência, além de outras políticas europeias. Tendo isto em conta, 2023 será o ano em que, mais do que a criação de políticas que encorajam a implementação destas medidas, será obrigatório o seu cumprimento. Com as alterações climáticas, cuidar do meio ambiente é uma prioridade que deve estar presente em qualquer estratégia de desenvolvimento e inovação.

4. Resolver o trabalho híbrido

A pandemia revelou ao mundo o grande potencial do trabalho híbrido, algo potenciado pela tecnologia e controlado pelas suas limitações. Depois de 2022, um ano marcado pela adoção de novos modelos de trabalho, adequados a cada empresa, virão em 2023, ferramentas inovadoras que vão testar formas de otimizar a produtividade. As empresas deverão acompanhar estes desenvolvimentos e procurar implementá-los consoante as suas necessidades.

5. Utilizar blockchain no setor financeiro 

Termos como criptomoedas e blockchain tornaram-se incontornáveis em 2022. São uma parte de um todo que representa o futuro descentralizado da banca a um nível mundial, e Portugal não é exceção. As empresas devem procurar formas de inovar para acompanhar este crescimento, seja, por exemplo, através da aceitação de criptomoedas como método de pagamento ou mesmo numa reestruturação de negócio no caso do setor financeiro.

Em 2022 verificámos que gradualmente as empresas, internacionais e nacionais, procuram soluções na área da inovação para reduzir custos e aumentar receitas. No caso das nossas iniciativas, como a Aceleratech, identificámos cerca de 300 empresas, em mais de 50 países, que querem ajudar a resolver desafios de empresas portuguesas. Este ano, vamos continuar a ajudar empresas a acelerar o seu roadmap de inovação com o apoio de novas tecnologias

Vinck Bragança, COO da Unlimit

Arquivado em:Tecnologia

Andreia Leiria é a nova Head of People & Culture da Nextbitt

11 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Andreia Leiria é a nova Head of People & Culture da empresa de gestão e otimização de ativos físicos e sustentabilidade, Nextbitt.

Com mais de 15 anos de experiência na área de RH, Andreia Leiria iniciou o seu percurso profissional em 2006 como Recruitment & Selection Consultant na MSL, tendo, posteriormente, integrado o departamento de RH da Sonae Sierra, onde assumiu diferentes funções, com destaque para coordenação das áreas de Performance Management & People Development, Learning & HR Development e, no último ano, assumiu a coordenação da área de Learning & Employee Experience Management.

A nova Head of People & Culture é formada em Psicologia Social e das Organizações pelo ISPA, tendo desenvolvido um programa avançado de Gestão de Recursos Humanos na Universidade Católica Portuguesa.

Após a contratação de Ana Gama para Chief Financial Officer da Nextbitt, tínhamos o objetivo de reforçar a área de Recursos Humanos da empresa. Neste sentido, anunciamos a contratação de Ana Leiria que está alinhada com a estratégia de recrutamento delineada para 2023. Queremos, por um lado, ter uma base de trabalho forte, assente em colaboradores altamente qualificados e com experiência de mercado, e por outro, atrair jovens promissores com vontade de trabalhar devidamente adaptados ao atual ecossistema organizacional

Miguel Salgueiro, Founder & Partner da Nextbitt

 

É com sentimento de reconhecimento no trabalho desenvolvido que olho para esta nova oportunidade de trabalhar no setor de Tecnologias de Informação. Fazer parte de uma empresa que, nos últimos anos, tem registado um exponencial crescimento, como é o caso da Nextbitt, é um enorme orgulho. A forte aposta nas pessoas e os objetivos de crescimento da Nextbitt constituem um grande desafio para a área de People & Culture ao qual não consegui resistir, e é com enorme entusiasmo que me junto à equipa

Andreia Leiria, Head of People & Culture da Nextbitt

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Quanto mais imprevisto melhor!

10 Janeiro, 2023 by Denise Calado

O meu filho Levi tem seis anos e pede-me sempre, antes de eu sair de casa para ir trabalhar, que, no regresso, lhe traga uma surpresa. Nem importa o que é, desde que seja diferente. Acredito que não sou o único a passar por isto, porque é normal as crianças gostarem de novidades; e também é normal a maioria de nós, adultos, esforçarmos-nos ao máximo para que nada aconteça fora do trilho programado para cada dia. E porque será? Quando é que passámos a temer o imprevisto, que é inerente à vida?

À medida que crescemos, de forma consciente ou não, passamos a tentar controlar as nossas ações e reações, chegando até ao absurdo de pensar que podemos controlar as reações dos outros ou a visão que eles têm sobre nós. Talvez porque queremos permanecer na nossa zona de conforto, para continuarmos a ser bem-sucedidos em ambientes que já conhecemos e onde somos aceites. No fundo, optamos pelo que nos é mais fácil. E, desta forma evitamos imprevistos. Mas é nesta altura também que, sem nos darmos conta, ganhamos um “amigo” que vai acompanhar-nos o resto da vida: a insegurança. Porque evitamos ao máximo aquilo que devia ser natural na nossa vida: acordar disponíveis para improvisar.

E porque será que isto tantas vezes nos provoca medo ou até nos paralisa?

Talvez porque, ao enfrentar uma situação para a qual não temos solução imediata ou resposta na ponta da língua, entramos num mar de dúvidas e auto-questionamento. Como se, de repente, as ferramentas que até então usámos para nos relacionar com os outros já não funcionassem e as nossas ações já não gerassem tanta empatia. E como estamos a aventurar-nos em território novo, podemos cometer erros. É muito mais fácil quando o Levi me diz “papá, traz-me um carrinho de brincar” ou “traz-me um cromo para a minha caderneta” do que ouvi-lo dizer “traz-me uma surpresa” porque aí não tenho logo solução! E o “não sei” é que gera aflição e insegurança – auto-impostas, porque somos nós que carregamos todo o peso de acharmos que vamos frustrar-lhes as expectativas – com que tantas vezes não sabemos lidar.

Mas as crianças, tal como os palhaços, não temem o “não sei”. Vivem da adrenalina da novidade: de verem o desconhecido como fonte de inspiração e oportunidade de criar algo novo. “E daí, se correu mal? Vai lá e faz de novo, faz diferente, faz melhor”. E, no fim, o erro transforma-se em êxito, porque as ajudou a amadurecer.

Esta capacidade de improvisar é precisamente a ferramenta de trabalho de um Palhaço de Hospital, para quem também não há nada mais aborrecido do que ter um dia igual ao anterior, em que nenhuma novidade lhe permitiu desenvolver novos jogos e novas formas de interagir com a criança. Porém, se um palhaço entrar num quarto de hospital e a sua própria presença for o imprevisto, ele pode construir o jogo a partir daí e tornar o dia daquela criança mais divertido, abraçando a adrenalina que ela ainda sente pela novidade.

Sabemos que lutar contra a conjetura em que estamos inseridos é uma perda de tempo e que há cenários que estão para lá do nosso controlo – como é próprio da natureza do nosso trabalho. Mas a nossa resposta e a forma como usamos a nossa energia para lidar com estas adversidades é que dita o nosso sucesso ou insucesso futuro.

No “Workshop do Encontro”, uma das novidades que a Operação Nariz Vermelho está a promover junto das empresas, conduzimos exercícios de grupo, com dinâmicas práticas e exercícios de improvisação, em que ensinamos a ver o imprevisto como algo inspirador e as adversidades como oportunidades de crescimento – não só individual, mas do grupo como um todo. O objetivo é que os indivíduos possam aprender técnicas e ferramentas para melhor se relacionarem entre si e experimentarem, de forma leve e divertida, essa adrenalina pela novidade que as crianças partilham com os palhaços, e que também queremos partilhar convosco.

Para que quando cada um de nós escutar de seu filho que quer uma surpresa ou até mesmo ao chegar em casa e os nossos filhos também tiverem uma surpresa à nossa espera, já podermos encará-la como um enorme presente.

Arquivado em:Opinião

Pedro Lopes: «O limite da Humanidade já não está restringido ao conhecimento humano»

10 Janeiro, 2023 by Denise Calado

O Secretário de Estado para a Economia Digital de Cabo Verde tem em mãos muitos desafios no exercício das suas funções. A ambição é clara: tornar Cabo Verde um hub de inovação para a Costa Ocidental Africana.

E as conquistas já são muitas! O reforço da conectividade tecnológica, em Cabo Verde 85% das pessoas têm acesso à internet, o dobro da média no continente africano e 25% acima da média mundial. O grande objetivo é fazer da internet uma ferramenta de escala social. Cabo Verde é também o primeiro parceiro da Fábrica de Unicórnios Portuguesa e participou na Web Summit 2022 com 10 startups. E não vai ficar por aqui.

Desafiado pela Líder, Pedro Lopes responde-nos ao tema da edição “Act Now for Digital”, onde partilha as potencialidades, fronteiras e limitações da tecnologia, fala do conflito entre analógico e digital, do choque entre distópicos e utópicos. «Imagine um mundo futurista, não será assim, será bem mais do que imaginamos», vaticina.

Onde estamos e onde o digital nos levará?

Estamos no conflito do analógico e do digital, no choque entre distópicos e utópicos. Futuro? Imagine um mundo futurista, não será assim, será bem mais do que imaginamos. A imaginação e os sonhos estão relacionados com o que conhecemos e isso limita o espectro.

Para o bem ou para o mal, para onde vamos?

O limite da Humanidade já não estará apenas restringido ao conhecimento humano, a inteligência artificial não só vai ditar novas regras deste jogo a que chamamos Realidade, mas criar novos jogos para a vida.

Os líderes devem continuar o seu percurso tecnológico e digital, mas devem estar conscientes desta realidade que pode comprometer a saúde mental e a estabilidade dos recursos humanos das organizações. Onde estão as fronteiras que não devem ser ultrapassadas?

A dignidade humana e o respeito pelo valor mais importante do mundo, o Amor.

Qual é o lado lunar da tecnologia?

A erosão da democracia e a manipulação de pessoas.

E como vê o bright side?

Acesso democratizado a conhecimento.

O que permanecerá analógico?

Um abraço verdadeiro e um olhar de cumplicidade

O que se segue ao Metaverso?

Apostaria num Meta-orízontas, do grego, pós horizonte. O metaverso tenta replicar o mundo real no digital, penso que teremos um dia o mundo digital em convívio total com mundo real, sem separações.

Qual deve ser o mantra desta nova ordem digital?

Criar, reinventar e iluminar a escuridão com amor e tecnologia.

 

Por TitiAna Amorim Barroso 

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder.

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Arquivado em:Entrevistas, Leadership

Como a guerra na Ucrânia está a agravar a insegurança alimentar

10 Janeiro, 2023 by Denise Calado

A guerra na Ucrânia veio exacerbar a crise alimentar que já se instalara durante a pandemia, com a disrupção das cadeias alimentares. Agora, mesmo com os acordos promovidos pelas Nações Unidas, há milhões de pessoas em situação de pobreza e sem acesso a bens essenciais. O The New York Times faz uma análise à situação dos últimos meses.

A insegurança alimentar predomina 

Os cereais da Rússia e Ucrânia totalizam um quarto da produção mundial. Os ataques aos portos e centrais elétricas no país invadido têm gerado uma crise alimentar global, contribuindo para a fome generalizada, pobreza e mortes prematuras.

Mesmo com a ajuda da Europa e EUA, agora que o inverno se instalou, e a Rússia intensificou os ataques à infraestrutura ucraniana, a crise está a agravar-se. A escassez de alimentos está a ser exacerbada também por uma seca no Nordeste Africano, condições climáticas severas noutras partes do mundo.

O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas estima que mais de 345 milhões de pessoas estão em risco ou sofrem de insegurança alimentar aguda, mais de o dobro do número de 2019.

“Estamos agora a lidar com uma crise de insegurança alimentar massiva”, afirma Antony J. Blinken, secretário de Estado dos EUA, o mês passado numa cimeira que juntou líderes africanos em Washington. Esta crise está a equiparar-se aos eventos de Holodomor, quando Estaline criou uma fome na Ucrânia sob o domínio soviético há 90 anos, que matou milhões de civis.

Não há exportações, não há alimento 

Mas a disrupção intencional de fornecimento de alimento global por parte da Rússia é um problema totalmente diferente. Moscovo restringiu as suas exportações, aumentando os custos de produtos em vários países dependentes, e cessou a venda de fertilizantes, que são essenciais para agricultores e produtores em todo o mundo, sendo a Rússia a maior exportadora.

As suas hostilidades na Ucrânia tiveram também um impacto significativo. De março a novembro, a Ucrânia exportou uma média de 3,5 milhões de toneladas métricas de grãos e sementes oleaginosas por mês, uma queda acentuada em relação aos cinco a sete milhões que exportava antes da guerra, de acordo com dados do Ministério de Política Agrícola e Alimentar da Ucrânia.

Esse número seria ainda menor se não se tivesse assinado um acordo promulgado pela ONU, com a Turquia, Rússia e Ucrânia, a chamada iniciativa de Grãos do Mar Negro, na qual a Rússia concordou em permitir as exportações de três portos ucranianos.

O acordo inicial seria para ter uma duração de apenas quatro meses, mas foi estendido em novembro por outros quatro. Quando a Rússia ameaçou sair do acordo em outubro, os preços dos alimentos por todo o mundo subiram entre cinco a seis pontos percentuais.

Nenhuma nação está imune

Embora os aumentos preços dos alimentos neste último ano tenham sido particularmente graves no Médio Oriente, Norte de África e América do Sul, nenhuma região tem escapado aos efeitos da guerra.

“Está-se a sentir os aumentos de preço em todo o lado, desde 60% nos EUA, até 1900% no Sudão”, afirma Sara Menker, CEO da Gro Intelligence, uma plataforma de dados climáticos e agrícolas que acompanha o preço dos alimentos.

Antes da guerra, os preços dos alimentos já tinham subido para um número recorde em mais de uma década devido às perturbações da pandemia na cadeia de abastecimento, e à seca generalizada.

Os EUA, Brasil e Argentina, principais produtores de grãos do mundo, têm sofrido três anos consecutivos de seca. O nível do rio Mississippi caiu tanto que os navios de transporte tiveram de interromper temporariamente as operações. O enfraquecimento de muitas moedas estrangeiras em relação ao dólar obrigou também alguns países a comprar menos alimentos no mercado internacional do que nos anos anteriores.

Tudo isto culmina com a guerra na Ucrânia, e com Putin a interromper a exportação de bens essenciais. Muitos agricultores na Ucrânia foram para a guerra ou deixaram as suas terras, e as infraestruturas que processavam e transportavam trigo e óleo de girassol para os mercados estrangeiros colapsaram.

A produção de fertilizantes na Ucrânia ficou reduzida a quase nada, já que para produzi-los é necessário gás natural, que sofreu um aumento de preço colossal.

“A exportação da Ucrânia é um elemento vital ao combate à insegurança alimentar global”, afirma Ismini Palla, porta-voz da iniciativa de Grãos do Mar Negro. Palla acrescenta ainda que a decisão das partes envolvidas em novembro de estender o acordo contribuiu para uma queda de 2,8% nos preços de trigo a nível mundial.

Nos últimos seis meses, os preços dos alimentos têm baixado, de acordo com um índice elaborado pela ONU. Ainda assim, estão muito mais altos do que nos anos anteriores.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Digitalização um compromisso de todos

10 Janeiro, 2023 by Denise Calado

Na última década, a produtividade, o desempenho dos colaboradores e a conveniência a clientes, parecem estar cada vez mais ligados ao grau de digitalização de uma entidade ou organização. Da mesma forma que esta perceção aumenta por parte dos líderes, cresce na mesma medida a necessidade de se apostar na formação e no upskill tecnológico.

Em primeiro lugar, é necessário compreender o que é tecnologia, o que é a digitalização e a automação de processos, ou o que significa realmente ter indicadores ou um reporting automático. Até porque esta consciência pode ser decisiva para a motivação das equipas, para o engagement com os clientes e o sucesso dos negócios.

Sem esta compreensão como primeiro passo, os investimentos e as prioridades não surgem, e adensam-se os mitos. Um dos mais comuns é normalmente reconhecido na expressão: “Temos duas pessoas no departamento de Informática, logo, somos uma empresa que aposta fortemente na digitalização e tecnologia”. Pelo contrário, ser digital significa ter um negócio assente em plataforma(s) tecnológica(s), ou que aposta na automação dos processos tanto quanto possível, no sentido de maximizar a produtividade e reduzir trabalhos menos interessantes e repetitivos.

Estas lacunas poderiam ser ultrapassadas com um reforço do ensino destas matérias a partir do ensino básico, e de aproximação ao mundo empresarial, com foco nas temáticas de tecnologias mais recentes. Por exemplo, falar de blockchain, das suas características e potencialidades é ainda algo muito raro e difícil em Portugal.

Tecnologia como impulsionadora do setor da mediação

Apesar de sermos um país crypto-friendly, é mais importante nesta fase focarmo-nos na verdadeira utilidade que esta tecnologia pode ter, e tirarmos partido do seu potencial. As blockchains existem para se criarem ecossistemas colaborativos de trabalho, e podem ajudar a interligar empresas, cadeias de fornecimento e até clientes, num mesmo ecossistema colaborativo, facilitando assim a vida a todos os intervenientes.

Na Zome, acreditamos que a tecnologia pode ser uma alavanca para a transformação e desenvolvimento do setor e acreditamos que, no futuro, será possível fazer acontecer todo o processo de compra e venda de uma casa através de um único aplicativo no telemóvel. Assim, também a blockchain permitirá conectar vendedoras às mediadoras, que por sua vez conseguirão ligar-se a compradores, bancos, sistema predial do Estado, Autoridade Tributária ou empresas de serviços conexos. Na verdade, estes processos ajudarão a evitar as infindáveis logísticas demoradas, e acreditamos que atrairão todos os intervenientes de forma natural e ativa.

O mundo da tecnologia está a avançar rapidamente, e só será possível acompanhá-lo com uma aposta contínua no ensino da tecnologia e com o compromisso sério das organizações, líderes e governos.

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder.

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Arquivado em:Artigos, Leadership

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