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Denise Calado

Sabe qual é a nova função do escritório?

23 Dezembro, 2022 by Denise Calado

Com cada vez mais empresas a procurar formas de trabalhar mais agilmente, os espaços de trabalho precisam de se adaptar para dar resposta à nova era do trabalho flexível, com novos espaços dinâmicos que estimulam a criatividade e a colaboração.  

“O mundo do trabalho mudou imenso nos últimos dois anos, à medida que as organizações se começaram a aperceber das oportunidades que começam a surgir devido ao trabalho híbrido”, diz Sean Wilcock, Diretor Associado da empresa de arquitetura Davenport Campbell à The CEO Magazine. “Estamos finalmente a perceber como é que podemos trabalhar melhor, juntos”. 

Os colaboradores querem um espaço que torne as suas horas de trabalho mais leves, divertidas e inspiradoras, enquanto este apoia os seus objetivos profissionais. 

Um espaço de trabalho ágil 

Um local de trabalho ágil tem de assentar na oferta de escolha ao colaborador, controlo e flexibilidade. Espaços de trabalho que sejam open-space, fornecer áreas de descanso, zonas silenciosas, garantem que qualquer estilo de trabalho seja tranquilo e produtivo.  

Quer precise de fazer brainstorming, ter uma reunião privada, ou simplesmente precisa de algum espaço para respirar, haverá espaço para tudo. Ao empoderar os colaboradores desta maneira, as organizações estão a deixá-los decidir como trabalham melhor, aumentando a produtividade e satisfação – o que são ótimas notícias para toda a gente. 

“Quanto mais adaptativo for o local de trabalho, melhor conseguimos lidar com a mudança; como um camaleão que muda a cor para se adaptar a ambientes diferentes”, diz Wilcock, “À medida que nos adaptamos à mudança, o espaço de trabalho precisa de acompanhar. Isto tem de ser alcançável de maneira que seja fácil fazê-lo e que não custe muito dinheiro para a organização.” 

O que é fundamental para tornar o seu local de trabalho mais dinâmico e agilizado? 

– Focar-se no utilizador: considere as necessidades dos seus colaboradores quando desenhar o espaço; 

– Simplifique o ambiente: espaços ágeis devem ser amplos, abertos, oferecendo flexibilidade; 

– Dê poder de escolha: providencie uma variedade de espaços para diferentes tipos de trabalho; 

– Crie um bom ambiente: decore o espaço de forma divertida e inspiradora; 

– Promova a colaboração: dê aos seus colaboradores ferramentas para serem criativos juntos; 

– Aceite a mudança: espaços de trabalho ágeis devem estar em evolução constante à medida que a organização precise de mudança também. 

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Mobilidade 100% elétrica sobre duas rodas

23 Dezembro, 2022 by Denise Calado

Vera Rita é Ceo e co-fundadora da WATT – Electric Moving, a primeira marca portuguesa, exclusivamente dedicada à comercialização de motas elétricas, criada em 2019. Em conversa com a Líder, deu a conhecer quais os desafios da mobilidade 100% elétrica e sua relevância no desenho de cidades mais inteligentes e mais verdes, sobre duas rodas.   

Cada vez mais a mobilidade elétrica está na agenda das sociedades e das organizações. De que forma estão os portugueses a aderir às práticas e comportamentos “verdes”? 

A adoção à mobilidade elétrica em Portugal tem sido gradual, mas sente-se uma preocupação cada vez maior por parte das organizações e dos particulares em conduzir veículos mais sustentáveis. Esta preocupação tem sido ainda mais forte com o escalar da crise energética, com as empresas e os consumidores, em geral, a procurarem soluções de mobilidade que sejam avançadas tecnologicamente, mas mais limpas e eficientes. 

 Quais são os principais obstáculos que ainda existem?  

Os valores de aquisição dos automóveis elétricos ainda são muito elevados, por isso a WATT ajuda quem quer dar um primeiro passo rumo à mobilidade elétrica, através de soluções mais económicas, como são as scooters e motas.  Os incentivos do Fundo Ambiental ainda são muito baixos, em Portugal, quando comparados com os apoios estatais em França ou em Espanha. Com esta ajuda, o nosso país vizinho conquistou uma das maiores quotas de motas elétricas da Europa. Aqui, o apoio é de apenas 500€ o que, por si só, não estimula ninguém a trocar uma mota de combustão por uma elétrica. Depois existe muita desinformação, com a ideia de que as motas elétricas ainda não têm performances idênticas às de combustão, ou de que a autonomias são muito baixas.   

Como surgiu a Watt Moving? 

A inspiração para a Watt-Electric Moving surgiu, há cerca de sete anos, quando experimentámos pela primeira vez uma scooter elétrica. Eu e o Deodato do Ó tínhamos feito uma viagem a Berlim e percorremos toda a cidade numa scooter elétrica que nos cederam num programa piloto de mobilidade elétrica do hotel. A sensação de entrar com a mota e estacionar dentro do lobby do hotel foi impagável! Fez-nos pensar como seria se, em Portugal e em Lisboa, onde vivemos, houvesse mais soluções de mobilidade silenciosas, económicas e amigas do ambiente.  

Quais as vantagens e desvantagens, se existem, de optar por veículos, como motas e bicicletas, 100% elétricas? 

 As vantagens são evidentes: a neutralidade em emissões de CO2, as baterias extraíveis que se carregam em tomadas domésticas como um simples telemóvel e o custo de utilização muito mais económico, a par da manutenção mais reduzida do que nos veículos convencionais, são as principais razões que levam as pessoas a procurar este tipo de solução. Mas as vantagens não se ficam por aqui: as autarquias terão muito a ganhar se promoverem mais as motas elétricas como meio de transporte para os cidadãos que fazem deslocações médias: a menor ocupação do espaço público (quando comparadas com os automóveis), regras bem definidas de circulação para as motas (quando comparadas com as trotinetes) e menos ruído e poluição no centro das cidades. Na WATT defendemos, por exemplo, que todas as empresas de distribuição, como a Ubereats ou a Glovo, só deveriam usar motas e bicicletas elétricas nas suas entregas. 

Que conselhos dão para quem ainda tem dúvidas na mudança de passar de combustão para 100% elétrico?  

Venham fazer um test drive, experimentem a fluidez e facilidade de condução das motas elétricas e deixem-se render, como milhares de outras pessoas em Portugal, já fizeram, a estas opções mais inteligentes para as deslocações urbanas. 

Quais os desafios que identificam na área da mobilidade elétrica, em Portugal, para 2023?  

A rede pública de carregamento devia ser aumentada em número de postos, mas devia também adicionar a possibilidade de carregamento simples a 220V, para que os utilizadores de motas pudessem também carregar os seus veículos nestes locais. A crescente procura por parte dos consumidores, combinada com a escassez de componentes, ainda não impactou muito a mobilidade elétrica de duas rodas, porque nunca tivemos, até ao momento falta de stock. Mas este é um desafio que poderemos ter de enfrentar no próximo ano, pelo que já estamos a acautelar-nos e contaremos com novidades em termos de lançamentos no próximo ano. Para já, a mobilidade elétrica segue a bom ritmo e sobre (duas) rodas! 

Arquivado em:Entrevistas

As Escolhas de Natal

23 Dezembro, 2022 by Denise Calado

A revista Líder deixa-lhe algumas sugestões para este Natal. 

Candeeiro de Cerâmica Patrícia Lobo 

De linhas elegantes e fluídas, o TAGI adapta-se a qualquer espaço e ambiente. A sua larga abertura e interior branco reflete a luz na perfeição e permite criar uma atmosfera bem iluminada e confortável. Desenhado e feito à mão por Patrícia Lobo, todos os candeeiros são customizáveis desde a cor do vidrado, à cor do cabo elétrico em têxtil e ao acabamento do cordgrip. Disponível em www.patricialoboceramics.com 

PVP: 410 € 

 

Suporte de livros: SO-SO 

Pode ser utilizado como suporte para livros ou como peça decorativa. Com uma forma simples, enquadra-se em diferentes ambientes, sendo a peça de design perfeita para a sua biblioteca, sala de estar ou quarto. Todas as peças da SO-SO são desenhadas e manualmente fabricadas. A peça vem acompanhada de uma ilustração com a expressão portuguesa “Há um elefante na sala” e o seu significado. Disponível em www.sosostore.com 

PVP: 105 € 

 

Samsung “The Frame” 

Agora com ecrã Mate, “The Frame” torna a casa numa galeria de arte ao transformar-se automaticamente num quadro quando está desligada, exibindo mais de 1600 obras de arte ou fotos do próprio utilizador. Molduras disponíveis nas cores Branca, Bege, Teca, Castanha e Terracota.  

PVP: a partir de 1.199,99€ 

 

Robot de cozinha SMEG 

Disponível em várias cores, este Robot de cozinha com taça em inox é mais uma das peças de design único e distinto, resultado da colaboração da marca icónica com arquitetos de topo a nível mundial. Disponível na Smeg Store no Chiado ou www.smegstore.pt 

Preço sob consulta  

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder 

Subscreva a Líder AQUI. 

 

Arquivado em:Artigos

Filhos, Enteados e o desafio da mediania!

23 Dezembro, 2022 by Denise Calado

Nos últimos anos assistimos a uma terrível desconfiança e a um motim silencioso de crescente descrédito pelos modelos de avaliação de desempenho nas empresas.

Daniel, de 55 anos, é administrador de uma multinacional, num setor de atividade dinâmico e muito competitivo, com uma equipa total de cerca de 2000 colaboradores. Todos os meses é sujeito a um escrutínio exigente de apresentação de resultados da sua equipa, que lhe imprime um ritmo de trabalho frenético. São-lhes reconhecidas: a predisposição para as abordagens inovadoras e também as suas reações inesperadas e intempestivas. Daniel com um keen eye para o talento, com intuição e sexto sentido apuradíssimos, tem uma apetência extraordinária para ler a sua equipa, global e individualmente.

A fase mais dura fase do ano é, para si, a das avaliações anuais de desempenho. Preocupa-se com a seriedade e cumprimento do processo na sua unidade. Quer, por um lado, assegurar a correção da abordagem a cada elemento da sua equipa; e, por outro, garantir a sustentação, equidade e consistência do resultado total.

O desafio de Daniel é o de muitos líderes. Em empresas grandes ou pequenas, é necessário segmentar o talento das equipas para desenvolvê-lo devidamente. Mas é precisamente esta “arrumação” do talento em categorias (tantas vezes condicionadas pelas idiossincrasias do líder) que conduz a enviesamentos, que minam a perceção de justiça e credibilidade das lideranças. Caricaturando, existem…

  1. Os Filhos – Numa equipa são aqueles colaboradores mais parecidos com o líder: alinham maioritariamente com as suas opiniões, repetem alguns dos padrões de comportamento (até tiques e expressões) e parecem, aos olhos da restante equipa, como os mais protegidos.
  2. Os Enteados – Numa equipa são aqueles que vivendo na mesma casa, estão habituados às regras definidas, vão alinhando com a maioria das orientações do líder, mas olham com sobranceria para os filhos; e apresentam mais diferenças no comportamento que eles, com mais contestação e, de quando em quando, uma pitada de “irreverência”.
  3. Os Não Alinhados – Tantas vezes indiferentes ao comportamento do grupo, guiam-se pelas suas perceções, são fiéis às suas opiniões e manifestam-nas habilmente na maneira de estar e no comportamento desviado face ao padrão. Não são necessariamente indisciplinados no cumprimento das suas obrigações profissionais, mas desafiam-se constantemente em escolher o “seu” caminho.
  4. Os Outros – Numa equipa são o grupo que constitui a mediania, que sustenta o funcionamento de toda a estrutura. Falta-lhes, muitas vezes, a voz e ficam escondidos no protagonismo dos restantes.

 

É fácil caricaturar. Difícil é fugir à ratoeira do enviesamento.

Como fazê-lo?

  • Calibrar o juízo de valor: Pensar Depressa e Pensar Devagar

Como Daniel Kahneman ensinou: o pensamento intuitivo é altamente influente nas decisões e conduz muitas das escolhas e juízos de valor que se fazem diariamente. Ora, a propensão inata que os líderes têm na classificação e avaliação das pessoas conduz a sobreavaliações daquilo que compreendem (como as equipas se comportam) e a subavaliações do contexto e do acaso (o momento e circunstância na qual os seus elementos se encontram). Aos líderes requer-se uma disciplina constante para questionar racionalmente este padrão de pensar depressa.

 

  • Acolher a diferença, com respeito e humanidade!

Os líderes emocionalmente inteligentes sabem como é estruturante para a prosperidade da sua equipa saber integrar a diferença. É um exercício exigente que também requer disciplina e confiança. É importante ouvir constantemente as opiniões divergentes e ter a obsessão de não as ocultar; fomentando esses momentos no seio da equipa. Um bom líder deverá saber receber feedback e, sobretudo, criar um clima de confiança e humanidade, onde os perfis diferentes tenham espaço para se manifestar num clima de respeito e reciprocidade.

“Eu respeito que somos diferentes. Como podemos colaborar, para concretizar e evoluir?”. Este deverá ser o mantra.

 

  • Mergulhar na Mediania

Os líderes devem ter a iniciativa, com a regularidade possível, de se mostrar presentes a todos (com visitas às equipas ou outras iniciativas que personalizem a sua liderança); de ouvir informalmente quem normalmente tem menos oportunidade de se expressar; e de auscultar formalmente as equipas (através de diagnósticos regulares). As perceções dos colaboradores sobre as decisões de gestão e a sua motivação, regulam a temperatura e desenham a cultura da empresa.

 

Atualmente os dilemas da equidade, o desafio da inclusão e a ambição da coerência da avaliação de desempenho, são postos à prova num contexto de equipas tão diversas.

As lideranças equilibradas, emocionalmente inteligentes e inclusivas exigem: presença, atenção e dedicação.

Que a diferença ganhe espaço, que a mediania se exprima e que a consciência e os dilemas de Daniel sejam os de todos os líderes… rumo a edificação de culturas organizacionais mais sólidas e prósperas.

Arquivado em:Opinião

The real danger is that woke capitalism breaks the fundamental democratic

22 Dezembro, 2022 by Denise Calado

Carl Rhodes is the Principal and Lecturer at the School of Management at the University of Technology in Sydney. He recently wrote Woke Capitalism (Bristol University Press), a book on management bordering politics. For those who believe in the usual narratives about social responsibility and corporate activism, the book is (almost) a bucket of cold water on these beliefs. For those who believe that it is ideas that, transposed into action, change the world – the book is a provocative compendium of evidence on the instrumental goals that often lurk behind many apparently virtuous and genuinely altruistic activisms. The book is therefore an invitation to action. Few readers will be indifferent to Rhodes’ argumentative clarity. And even fewer will keep their convictions intact about the intrinsic goodness versus the instrumental nature of many corporate activist actions. Reading this interview can be a starting point for reflection around (more or less) ready-made ideas. In a polarized world, discussing ideas – whether we agree with them or not – is an urgent necessity. Here is an interview about ideas. 

 

In your book “Woke Capitalism”, you defend a third perspective against the two that have prevailed until now. The first perspective is the one of the liberal-left: corporations should genuinely support the board interests of society, rather than just focusing on maximizing the shareholders’ interests. The second perspective, form the right-wing, is that corporations should be purely economic entities and not interfere in social or political matters. The third position, yours, is that corporate engagement with “progressive politics” harms democracy and prevents actual progress in those social or political matters. Could you explain your position, please?

Thanks, this is really the central argument of the book. Right wing critics of woke capitalism are worried about corporations being corrupted by progressive politics.  The fear that their own reactionary politics is at risk because corporations are somehow being swayed by leftist agitators.  Think of US Senator Marco Rubio who just last year proclaimed that  “instead of the patriotic leaders that capitalism needs, today America’s corporate elite kowtow to the woke, Marxist mobs that dominate the internet and Hollywood.”  This is really a facile position that plays to populist sentiments, but is disconnected from the reality of the situation.  It assumes that once proud capitalists have become s weak-willed and puny in their inability to resist left-wing con artists peddling the likes of climate activism, political correctness and identity politics. That criticism is implausible, if not feeble-minded – the belief that weak-willed CEOs and push-over billionaires have been bullied into woke submission by the naughty boys, girls and gender-fluid persons on the left.

As you say, those who support woke capitalism agree that corporations should genuinely support the broad interests of society rather than just focusing on shareholders. But what both supporters and critics share is a belief that we are witnessing what might be a genuine underlying change to the primary purpose of capitalist corporations.  The difference between them is just about whether you believe that this is a good thing or not. To my way of thinking woke capitalism does not represent a fundamental change to capitalism, but rather an extension of the trajectory that it has been on since at least the 1980s.  Corporations going woke is about ensuring that market capitalism can continue on the neoliberal trajectory that it has been on for the past 40 years. Despite the machinations of the reactionary right, it is worth considering the anti-progressive effects of both the rhetoric and practices of stakeholder-based corporate social purpose, especially when they are successful. While early neoliberalism saw a shift in power from government to the private sector on a global scale, the late neoliberalism of woke capitalism is seeing an even more worrying phenomena: a shift in political power to the private sector.  This is not about progress but about undermining the democratic system of government and the democratic way of life that can allow progress to happen.

  

You state that woke capitalism is deeply self-interested in that it aims to ensure that “there is no fundamental reform of the dominant neoliberal world order that has exacerbated inequality, fueled fascist populism, and stood by as the climate crisis escalates”. From your view, which would be the best way to deal effectively with those social, political, and climate problems?

Ultimately, I believe that we need to see renewed commitment to democracy and a rebuilding of trust in government.   That’s not easy and much of this has eroded in recent decades.  Woke capitalism is as much a failure of government as it is a success of the corporation. Whatever the case we need public solutions to public problems, both within states and between them.  The world’s response to COVID-19 is an interesting counterpoint, in that dealing with a global pandemic was something that clearly needed to be managed by governments.  Managing public health, making decisions on lock downs, funding the development of vaccines, supporting those who lost jobs, and propping up whole economies required government. The form of economic self-interest that drives the private sector is entirely at odds with being responsible for addressing massive public problems.

 

Let’s not forget that while small businesses were shutting their doors, and working people the world over suffered at the hands of the employment market, big end of town capitalists did just fine.  Oxfam called them ‘pandemic profiteers’ with for example, more than half of the United States major corporations seeing their profits grow during the pandemic.  The same pattern was witnessed elsewhere in the world. Billionaires have done even better. While COVID meant that 99% of the world’s population ended up financially worse off, the top ten wealthiest people – all men – doubled their wealth. Is that woke? If anything, woke capitalism buttresses a self-satisfied ruling elite who believe that their wealth is deserved. With woke capitalism you can be filthy rich at the expense of others and still feel good about yourself.

 

We can debate as to whether some governments were better than others at managing the pandemic, but that it was a government responsibility is much harder to question.  There are important lessons here about the role and function of government in dealing with matters of public interest, and one’s we should not forget.  Corporations are created through acts of law, and are and should be positioned as subordinate to the society that grants them license.  I fear we have turned the world upside down when corporations increasingly call the shots. To your question, dealing with the world’s problems requires, fundamentally, reinstating a system, and a set of beliefs, that sees business as secondary and the will of the people and the people’s political representatives.   Business has a part to play, to be sure, that part does not involve being the boss. It is fundamental to democracy that we separate the pursuit of private interests from the pursuit of public interests.

What do you suggest, at the political/institutional level, that could prevent powerful corporations to capture the political/democratic process to serve their own interests at the expenses of the society and citizens?

There are no glib answers or easy solutions to this problem, especially given that it has taken decades of change to economics power structures globally to get us into this mess. Woke capitalism is a relatively new phenomenon, but it is a continuation of a much longer history that has seen the corporation become the world’s most powerful form of institution. A resurgence in the believe in democracy is essential. But this change will be generational rather than the result of a single idea or policy.  I honestly believe that the new generation of young people who are leaving school now, in some cases entering University’s and starting their careers show signs of a renewed political consciousness and desire for change.  The post Greta Thunberg generation see things differently and have the potential to demand and enact real change.  I put my faith in them to address the problems that my generation have either created or stood by watching as the train run off the rails.

 

Could you give us a couple of examples of corporations that used progressive causes to simulate pursuing the collective interests while they were actually pursuing their own interests?

There are many examples, think of Nike’s support for the Black Lives Matter Movement, Gillette’s advocacy of the #MeToo movement, or the many companies who have started to engage in climate politics.  These are all examples where companies have supported existing social and political movements, and done so in a way that aligns with or even enhances their own commercial success.  But let’s remember here that the corporations are not the leaders.  It is the real activists who took the real risks, often putting their lives on the line, to invoke real change for progress.  Corporations get in on the act once the hard political work is done, and they do so in a way that benefits them.  They are self-interest followers, or amplifiers at best.

 

Another problem is that because commercial self-interest will always be a leading factor in corporate decision making, the type of progressive issues that are supported by corporations are largely limited. Economic inequality, stratified across gendered, racial and geopolitical lines, is amongst the world’s biggest problems, and it is getting worse.  Ok, but we don’t see woke corporations taking active positions that would seek to address aggressive corporate tax minimization, promote income and wealth redistribution, institute more progressive taxation, or put a stop to the scandalous escalation of executive remuneration. Basically, addressing economic inequality, perhaps the most core issue for progressive politics today, is almost entirely off limits to the woke corporation’s political agenda.  A fundamental rule of woke capitalism is that politics that threaten the corporate bottom line are to be avoided at all costs. That is not democracy, it is an expansion of capitalist power into the public sphere.

 

Is it possible to distinguish the cases in which corporations are genuinely pursuing a virtuous social or political cause from cases in which “embracing” the progressive cause is a kind of hypocrisy’s show? Is it possible to make citizens, consumers and political actors and institutions more aware of that distinction and then adopt a protective, questioning, and mistrustful stance? If so, why?

It is possible. Think for example of Yvon Chouinard, owner of clothing company Patagonia, who only a few months ago transferred 98% of the company’s stock to a newly created not-for-profit organization dedicated to addressing the climate crisis. The “earth is now our only shareholder” he said. The upshot of this is that an estimated $100 million a year will go to climate philanthropy.  There is no reason to believe that this is not an authentic gesture on Chouinard’s part.  But think then that a report released during the recent COP27 event suggested that to meet the Paris agreement targets requires an additional $1 trillion per annum. Patagonia’s $100 million is not making much of a dent in that.

 

Your arguments discussed in the book are very compelling and you support your arguments with plenty of evidence. Are you aware of business schools in which the topic is discussed and taught? Have you had opportunities to discuss the topic in your classes? Or do you consider that the issue is out of fashion and that many corporate narratives are crafted in such a persuasive way that almost all of us are blind to the real dangerous implications of woke capitalism?

I have received great interest in the book from business school colleagues around the world, just as I have from people in business.  Since the book was released I have had the opportunity to give numerous guest lectures on the topic in Business Schools in Europe, the United States and here in Australia. In all cases I found the students to be inquisitive, questioning and interested in the issues I have been raising.  I have also heard from colleagues who have explicitly used the book’s ideas in their University classes in subjects ranging from management to marketing to finance.  Having said that we do need to accept that business schools have been part of the problem, and that we need to fundamentally change is we are to be part of the solution.  For too long we were cheerleaders for globalized shareholder primacy, feeding an ideology that has resulted in a new era of economic inequality, political populism and climate disaster.  We need to take these things seriously if we are to educate a new generation of people who can lead us out of these problems.  A naïve belief that the corporate leopard has changed its spots and is now unequivocally a ‘force for good’ is dangerous.  As business schools I believe we need to refocus our primary attention to how education and research can support shared prosperity and public value. That is the task ahead, as I see it, but there is a long way to go if it is to be achieved.

 

From your view, is it, or isn’t acceptable or even desirable that CEOs embrace genuinely progressive causes? Are there dangers, for democracy, even in those cases? Why?

CEOs, as well as being extremely well-paid corporate employees, are also citizens, so in one sense it is their civil liberty to spruit what even political position they happen to believe in.  But that doesn’t mean that it is not dangerous for democracy when CEOs start meddling in politics.  Once we get past the click-bait headlines that too often determine the debates about work capitalism, those on both the left and the right of politics might just be able to agree that woke capitalism presents a real and present danger. It is not about whether you are flag-waving supporter of the unfettered free market or not. It comes down to whether you genuinely believe in the democratic system that allows us to develop and voice different political positions in the first place. The real danger is that woke capitalism breaks the fundamental democratic distinction between the private and the public spheres. Once upon a time, democracy may have required the separation of church and state to permit religious freedom. The preservation of democracy today comes down to the separation of state and corporation to permit political freedom, otherwise we retreat into the forms of feudalism and plutocracy that the democratic revolutions starting the 18th century.

 

 By Arménio Rego, Miguel Pina e Cunha 

 

This article was published in the winter edition of Líder magazine 

 

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Arquivado em:Notícias

Beatriz Rubio é a vencedora dos prémios Best Team Leaders®

22 Dezembro, 2022 by Denise Calado

Já são conhecidos os vencedores da 10.ª edição dos Best Team Leaders® (BTL), estudo que identifica e premeia os líderes que se distinguem através da avaliação das suas equipas.

 

Best Team Leaders Vencedores 2021/2022 – TOP 5

1º Beatriz Rubio, CEO – Maxfinance

2º Adelino Cunha, CEO – Solfut, Lda – I Have the Power

3º Eva Matos, Manager – CH Academy

4º Manuela Gomes, CMO – Capgemini Portugal

5º Patrícia Santos, CEO – Zome

 

A característica que as equipas mais destacaram nos seus líderes em 2021/2022 foi a resiliência. No extremo oposto, a credibilidade teve a pontuação mais baixa.

Quanto às dimensões e esferas de atuação do líder, os aspetos mais bem avaliados foram:

Desenvolvimento pessoal e profissional (Pessoas)

Resolução de conflitos (Equipa)

Foco no cliente (Organização)

Práticas inclusivas e não discriminatórias (Sociedade)

 

 

Prémios por Categoria 

Dimensão de Equipa 

Equipa 5-9 membros: Beatriz Rubio – Maxfinance

Equipa 10-19 membros: Manuela Gomes – Capgemini Portugal

Equipa >20 membros: Patricia Santos – Zome

             

Função 

Top Management: Beatriz Rubio – Maxfinance

Diretor RH: Carla Regina Oliveira – ENERCON

Diretor (outras áreas): Manuela Gomes – Capgemini Portugal

Chefia Intermédia: Miguel Mancellos – Capgemini Portugal

             

Competência/Característica 

Foco no cliente: Ana Cantinho – Beltrão Coelho

Delegação: João Ferrão – RE/MAX

Flexibilidade: Miguel Mancellos – Capgemini Portugal

 

Metodologia e Indicadores do Estudo BTL 

Com uma metodologia de avaliação inspirada em grandes teóricos de liderança e adaptada à realidade das organizações, através de uma entrevista, os colaboradores expressam a sua opinião sobre as competências e características de personalidade do seu líder. Do universo de líderes avaliados em 2021/2022, entram para o grupo dos Best Team Leaders® os que atingiram uma classificação igual ou superior a 70 pontos (em 100).

Neste estudo, a validação dos indicadores é feita junto de um painel de cerca de cem especialistas (lideranças RH, professores universitários e CEO) e a certificação académica do modelo de avaliação é da responsabilidade da Nova IMS.

 

As competências do líder são analisadas em quatro dimensões:

Pessoas – forma como o líder se dedica ao desenvolvimento e estimula o desempenho das pessoas dentro da sua equipa;

Equipa – desempenho do líder na organização da equipa e a forma como facilita a comunicação entre os elementos da equipa;

Organização – avaliação da imagem do líder enquanto representante da organização e responsável pela transmissão dos objetivos, valores e visão da organização;

Sociedade – forma como o líder promove comportamentos social e ambientalmente responsáveis.

Para além disso, o modelo integra a visão da equipa sobre as Características do líder. São estudadas 14 características, estando entre elas a acessibilidade, a flexibilidade, a empatia e a criatividade.

Classificações médias

 

Os líderes são mais bem avaliados (em média) nos aspetos relativos à Sociedade, 90 pontos, e à Organização, 83 pontos. O desenvolvimento de Equipa atinge os 78 pontos, e as Pessoas 76 pontos.

As competências com pontuações mais baixas, em cada dimensão foram: Preocupação ambiental (Sociedade); Estímulo da Inovação (Organização); Facilitação de comunicação dentro da equipa (Equipa) e Delegação (Pessoas).

Ranking Geral 

Todos os líderes que se candidatam a este prémio recebem um relatório com os resultados atingidos e que inclui também comentários e sugestões dos liderados. Esta informação permite que identifiquem os seus pontos fortes e pontos fracos, conhecimento fundamental para que possam melhorar o seu desempenho nesta área e continuar a aperfeiçoar a sua contribuição para o bom desempenho das pessoas que lideram, das organizações e da sociedade.

O estudo Best Team Leaders® é uma iniciativa da Tema Central e da QMetrics, e tem a parceria institucional da APG – Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas e do ONRH – Observatório Nacional de Recursos Humanos.

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