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Leonor Wicke

Caminho aberto para inovar

22 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

A Inteligência Artificial não é um destino em si mesmo. Uma meta a alcançar ou uma via única a escolher. É um percurso. Um caminho de descoberta contínua que nos desafia a todos, empresas, profissionais e sociedade, a repensar a forma como criamos valor, tomamos decisões e nos relacionamos com a tecnologia. 

Vivemos um momento-chave em que falar de IA já não é apenas falar de futuro: é falar de presente, de implementação real, de impacto concreto nos negócios. No entanto, mais importante do que adotar ferramentas ou metodologias que possam estar a marcar uma tendência geral, é compreender como a IA pode, de facto, ajudar as organizações e amplificar o impacto dos seus produtos e serviços. De pessoas para pessoas, auxiliados por uma tecnologia cada vez mais poderosa. 

Na Philip Morris International, temos seguido precisamente essa abordagem. Olhar primeiro para as pessoas e para os processos antes de olhar para a tecnologia. 

A nossa primeira prioridade tem sido simplificar, automatizar e libertar recursos humanos para tarefas de maior valor acrescentado. Automatização de processos, controlo inteligente e análise de dados são áreas em que a IA nos ajuda diariamente a tomar melhores decisões – decisões mais rápidas, baseadas em evidência e não apenas em intuição. 

Portugal tem desempenhado um papel estratégico neste caminho. O IT Hub da PMI, criado há apenas cinco anos, instalado na unidade da Tabaqueira, em Sintra, já é hoje o segundo maior centro tecnológico do grupo a nível mundial.  

O IT Hub Portugal desenvolve soluções de software e serviços de IT para toda a cadeia de valor do Grupo PMI, incluindo para a produção e comercialização dos dispositivos dos novos produtos sem fumo, que incorporam software avançado desenvolvido em Portugal. Estes produtos assumem-se como melhores alternativas aos cigarros, baseadas em evidência científica. É aqui que a tecnologia se cruza diretamente com o consumidor final. No IT Hub, em Portugal, combinamos competências de Software Engineering, Internet-of-Things, Data & Analytics, Cibersegurança e IA para desenvolver soluções que materializam a visão de um futuro sem fumo. Este é, em última análise, o nosso papel, colocar a tecnologia ao serviço da organização e das pessoas, no sentido de desenvolver melhores alternativas que acelerem a transição para um mundo livre de fumo. 

Com mais de 220 especialistas em engenharia de software, inteligência artificial, cibersegurança e análise de dados, o Hub opera soluções críticas para toda a organização global, assegurando atualmente 27 milhões de euros em serviços exportados. É também a partir de Portugal que vamos lançar uma unidade dedicada à Inteligência Artificial, a primeira equipa da PMI dedicada exclusivamente a Inteligência Artificial Generativa e Agentic AI – uma aposta clara no potencial disruptivo destas tecnologias. 

Mas a transformação digital não se resume a inovação tecnológica. É também uma transformação cultural. Ser ágil não significa apenas implementar as diversas dimensões digitais abertas pela IA. Significa criar equipas multidisciplinares capazes de responder rapidamente a novos desafios, num ambiente de colaboração e aprendizagem constante. As máquinas criadas por humanos estão a aprender, temos visto isso nos diversos modelos de IA, mas o mesmo também nos está a acontecer. Estamos a aprender com esta tecnologia, o que significa encarar a tecnologia não como um fim, mas como um meio para melhorar a experiência de utilização de consumidores, parceiros e trabalhadores, criando valor para todos. 

A PMI e a Tabaqueira estão hoje a transformar-se em empresas de cariz tecnológico, mas também conscientes de que a inovação traz novas responsabilidades. Com a crescente utilização da IA, a cibersegurança torna-se uma prioridade ainda mais crítica. À medida que sistemas autónomos ganham capacidade de decisão, garantir a sua fiabilidade e transparência é essencial para preservar a confiança, tanto dentro da empresa como junto de consumidores, reguladores e parceiros. 

O futuro não será definido apenas por quem adota tecnologia mais rápido, mas por quem a compreende e aplica de forma responsável, ética e humana.

Para nós, a Inteligência Artificial não é apenas sobre algoritmos, é sobre impacto real.

É sobre criar alternativas melhores aos cigarros, apoiar decisões mais inteligentes e acelerar a nossa transformação para um futuro livre de fumo. Este caminho está apenas a começar e Portugal tem de estar na liderança desta revolução. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 31 da revista Líder, cujo tema é ‘Decidir’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

‘Best Lunch 2025’ vai eleger o melhor restaurante para almoçar em Portugal

22 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

A Edenred, plataforma de benefícios extrassalariais, acaba de lançar o concurso ‘Best Lunch 2025 – O Melhor Restaurante para Almoçar’, destinado a galardoar os melhores restaurantes para o almoço. Na mesa, estão 5000 euros em prémios, para quem vota e para o restaurante vencedor.

A iniciativa irá dar voz aos portugueses na escolha dos restaurantes que transformam as suas pausas para almoço em momentos inesquecíveis. Esta é a primeira vez que Portugal recebe este concurso, que já é um
sucesso noutros países. Mais do que um concurso, o ‘Best Lunch’ é uma homenagem aos restaurantes de
proximidade, aos sabores que acompanham o dia a dia de trabalho, aos pratos que energizam e às equipas que recebem de braços abertos.

Nesta iniciativa, que celebra a hora de almoço e as relações entre os consumidores e os restaurantes, a Edenred conta com o apoio do Recheio e da Repsol.

 

Como participar?

As votações já arrancaram e decorrem até dia cinco de novembro de 2025. Qualquer pessoa pode votar — não é necessário ser utilizador Edenred. Basta aceder à página oficial da votação, procurar o restaurante favorito no campo de pesquisa e submeter o voto.

Além de apoiar o seu restaurante de eleição, quem votar habilita-se a ganhar um dos 10 cartões oferta Edenred Gift no valor de 100€. Já os restaurantes mais votados terão direito a prémios que reconhecem o seu trabalho
e apoiam o negócio:

 

Restaurante vencedor:

Título de ‘Best Lunch 2025 – O Melhor Restaurante para Almoçar’.

 

Até 4.000€ em prémios, incluindo:

  • 1.500€ em compras no Recheio*;
  • 1.500€ em combustíveis e energias Repsol;
  • Cartões Edenred Gift de 100€ para os colaboradores (até ao limite de 10);
  • Destaque especial numa reportagem da NiT.

 

Restaurantes no Top 10:

  • 100€ em compras no Recheio;
  • 100€ em combustíveis e energias Repsol*.

* O montante não pode ser utilizado para pagamento de IVA

Arquivado em:Líder Corner

Os Nobel de 2025 mostram o que vai definir o futuro

21 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

Já são conhecidos os vencedores dos Prémios Nobel de 2025, numa edição que ficou marcada por incerteza em algumas categorias, até ao anúncio da decisão. Anualmente, estas distinções evidenciam três grandes vetores que definem a atualidade: tecnologia e inovação (Economia, Física, Química), saúde e sistemas de bem-estar (Medicina) e os valores humanos que sustentam a sociedade — cultura (Literatura) e democracia (Paz).

Na área de Economia, o prémio foi atribuído a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por explicarem como a inovação é o motor essencial do crescimento económico.

Mokyr estudou as condições históricas que tornaram possível a Revolução Industrial e mostrou que o conhecimento e a curiosidade são tão importantes como o capital. Aghion e Howitt desenvolveram o conceito de ‘destruição criativa’, em que novas empresas e tecnologias substituem as antigas, obrigando economias a reinventar-se continuamente.

André Silva, Professor Associado da Nova SBE, explica que o prémio deste ano evidencia «o papel fundamental da inovação tecnológica no crescimento económico.»

E acrescenta: «até há cerca de 300 anos, o rendimento per capita praticamente não crescia — mesmo com avanços como as estradas romanas ou as viagens transatlânticas, a maioria da população vivia perto do nível de subsistência. Tudo começou a mudar a partir de 1700.

Joel Mokyr analisou, com base em dados históricos, os fatores que estiveram na origem da Revolução Industrial. Philippe Aghion e Peter Howitt, por sua vez, mostraram como o processo de inovação — marcado pela substituição de tecnologias antigas por novas — pode gerar crescimento económico sustentável.

Um dos aspetos centrais do trabalho destes investigadores é que a inovação exige mais do que incentivos financeiros: requer pessoas capazes de criar e de aplicar novas tecnologias. Fatores como a mobilidade e a liberdade para as empresas encerrarem ou iniciarem atividade são igualmente essenciais para garantir um crescimento económico dinâmico e duradouro.»

 

Da Paz à Medicina, pluralidade e futurismo brilham

Ainda se pensou que Trump pudesse ganhar o Prémio Nobel da Paz, após o seu envolvimento no ainda incerto cessar-fogo na Palestina. Mas a vencedora foi María Corina Machado, figura da oposição venezuelana, pela sua luta pacífica e persistente pela democracia, num país marcado por repressão, exílio e silêncio forçado.

Na área da Medicina, foram distinguidos Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi, pelas suas descobertas sobre a tolerância imunitária periférica — o mecanismo que impede o sistema imunitário de atacar as células do próprio organismo.

Estes cientistas identificaram o papel das células T reguladoras, essenciais para evitar doenças autoimunes como artrite reumatoide, diabetes tipo 1 ou esclerose múltipla. O prémio reconhece também uma mudança de paradigma: a medicina do futuro não combate apenas a doença, ensina o corpo a proteger-se de si próprio.

 

Física e Química: o mundo quântico que deixa de ser invisível e materiais que respiram

John Clarke, Michel Devoret e John Martinis receberam o Nobel da Física por demonstrarem que fenómenos quânticos — como o tunelamento e a quantização de energia — podem ser observados em sistemas quase macroscópicos.

É ciência, mas também é tecnologia, uma vez que estes avanços estão na base dos computadores quânticos, sensores ultrassensíveis, comunicações seguras e novas formas de processar informação. Se até agora a física quântica era invisível ao olho humano, hoje começa a tornar-se ferramenta estratégica para empresas, governos e centros de inovação.

O Nobel da Química distinguiu Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar Yaghi, criadores das estruturas metal-orgânicas (MOFs) — materiais com poros microscópicos que funcionam como esponjas moleculares.

Esses materiais podem capturar CO2, armazenar hidrogénio, filtrar poluentes e até recolher água do ar em desertos. E não é apenas ciência de laboratório, é tecnologia para responder a crises energéticas, climáticas e industriais.

 

Na literatura vence a linguagem do colapso e da resistência

O escritor húngaro László Krasznahorkai foi galardoado com o Nobel da Literatura. A sua obra é conhecida por frases longas, mundos à beira do colapso e uma pergunta permanente: o que acontece ao ser humano quando tudo à volta se desfaz?

Krasznahorkai escreve sobre caos, mas também sobre a possibilidade de redenção. Num mundo de polarização e incerteza, é um prémio à literatura que incomoda, desafia e resiste.

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Economia, Inovação, Notícias

«Não somos poucas». Primeira edição da bolsa para mulheres artistas já tem vencedora

21 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

A jovem artista lisboeta Beatriz Narciso foi a vencedora da primeira edição da bolsa anual WAF – Women in Art Fellowship, destinada a apoiar e dar visibilidade a mulheres artistas emergentes em Portugal. A bolsa tem um valor de 27 000 euros e conta com Joana Vasconcelos como madrinha desta primeira edição, promovida pelo Freeport Lisboa Fashion Outlet e Vila do Conde Porto Fashion Outlet, em parceria com a SOTA – State of the Art e a Portugal Manual.

À Líder, Beatriz explica que o conhecimento que obteve nas mentorias não foi apenas útil, mas também essencial para validar o seu trabalho. «Nunca tive uma receção tão acolhedora, tão válida. Nós, artistas, para trabalhar, não precisamos de tanta validação, mas convém haver esta perceção pública», referiu.

Receber este feedback permitiu-lhe estar «mais aberta à mudança». «Eu diria que 80% do meu tempo é aplicado aqui na ‘gruta’, como eu costumo dizer, a trabalhar. Mas acho que preciso de ter mais abertura pública e a bolsa permite precisamente isso», acrescenta.

Uma lente masculina para ver a arte

O foco nas mulheres artistas é outro fator importante para a jovem vencedora, que conta como este continua a ser um setor muito desigual. «Nas minhas exposições individuais, havia pessoas que acabavam por ver primeiro a minha arte e depois viam-me a mim e diziam ‘Ah, que surpresa!’», relembra.

Ouviu várias vezes que a atenção ao detalhe e perfecionismo das suas obras faziam lembrar «os mestres de antigamente» e Beatriz gostaria de «quebrar esta linha de pensamento». «Nós [mulheres artistas] não somos poucas e é por isso que é importante continuar a dar voz e mostrar que estamos aqui», refere.

Sei que a história não pode ser reescrita, e às vezes é mal contada também, mas deixa-me muito surpreendida que Portugal ainda tenha esta conceção.

Acrescenta que a cultura não se afasta dos temas da atualidade, andando mesmo de «mãos dadas com a política». «Uma precisa da outra para subir ou descer diferentes escalas e diferentes tempos que correm. A cultura nunca foi algo à parte do funcionamento social», diz.

As barreiras financeiras persistem

O valor do certame vai dar asas a Beatriz para voar mais alto, especificamente para se dedicar a «pensar em grande» e projetar obras em formatos que antes seriam impensáveis. «Estando em Portugal, temos de ser muito mais realistas e começar a cortar, para fazer de uma forma mais económica. A bolsa fez-me acreditar que eu era capaz e fazer como eu queria desde o plano A, sem ser preciso ir ao plano C, D ou E», explicou.

Outro obstáculo financeiro é a forma como se compra arte em Portugal. A jovem artista explica que a maioria dos seus compradores é portuguesa e «gostaria de investir em arte», mas que existem outras prioridades. Gostaria de se expandir além-fronteiras, mas, confessa, ainda não sabe como.

Durante o último trimestre do ano, Beatriz vai participar num ciclo de mentorias de acompanhamento exclusivas que apoiarão o desenvolvimento do seu projeto artístico, cuja exposição surge no início de 2026. Antes disso, irá realizar, em novembro, uma exposição coletiva em conjunto com as nove finalistas da WAF, num novo espaço expositivo do Vila do Conde Porto Fashion Outlet.

 

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Notícias

A tecnologia tem de se escrever mais no feminino

21 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

A visão para o futuro da segurança privada, cada vez mais alicerçada no avanço tecnológico, torna a participação feminina em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) um imperativo estratégico. No entanto, em Portugal, apenas 38% dos licenciados nestas áreas são mulheres, ocupando apenas 12% do emprego total.

A nível europeu, as mulheres representam 22% dos profissionais em cargos tecnológicos, e o futuro não é encorajador. A McKinsey estima uma lacuna de talento tecnológico entre 1,4 e 3,9 milhões de pessoas até 2027. Mas, se conseguíssemos aumentar a representação feminina para 45% na força de trabalho tecnológica, poderíamos não só colmatar essa lacuna, como contribuir com um crescimento adicional de 600 mil milhões de euros no PIB europeu.

Estes números são um sinal claro de que estamos a desperdiçar talento, inovação e competitividade. No setor da segurança privada, esta realidade torna-se ainda mais crítica: a falta de diversidade limita a capacidade de desenvolver soluções de segurança capazes de evoluir à medida das necessidades dos clientes e dos contextos em que estes operam.

A segurança privada — tradicionalmente um setor masculino — assenta numa compreensão profunda dos riscos e exige sensibilidade para temas como a perceção social da segurança e a confiança. Trata-se de um setor que combina tecnologia, proximidade, capacidade de resposta e, cada vez mais, visão estratégica. A diversidade de género é uma clara mais-valia. Conduz a abordagens diferentes para a resolução de problemas, a análise dos riscos e a gestão de crises, precisamente por trazer perspetivas complementares. As mulheres trazem essas abordagens diferenciadas, competências críticas num setor que exige agilidade, sensibilidade e visão integrada.

Em cargos de liderança, o impacto é visível: promovem ambientes inclusivos, reforçam a retenção de talento, melhoram a satisfação das equipas e contribuem para culturas organizacionais mais equilibradas e orientadas para o desempenho. A capacidade de comunicação, empatia e colaboração é valiosa na gestão de equipas multidisciplinares.

Precisamos, por isso, de mulheres na área da tecnologia, mas também a liderar operações, a definir estratégias, a tomar decisões no terreno e a inspirar novas gerações. A segurança privada, em todas as dimensões, só tem a ganhar com a aposta no talento feminino.

O investimento na educação e sensibilização desde cedo é essencial. É necessário criar e promover programas de mentoria onde mulheres no setor da segurança possam inspirar e orientar jovens raparigas. Também é importante rever os currículos escolares, integrando exemplos que contrariem os estereótipos de género e mostrem que estas áreas são para todos.

A segurança é cada vez mais digital, complexa e interligada. Para ser inovadora e resiliente, terá de ser mais diversa e, inevitavelmente, mais feminina.

Arquivado em:Opinião

EBook da 9.ª edição da Leadership Summit Portugal já está disponível

21 Outubro, 2025 by Leonor Wicke

Já está disponível o eBook da 9.ª edição da Leadership Summit Portugal, com o tema ‘The Game of Leaders – New rules for politics, earth, AI and humans’, que decorreu no dia 25 de setembro, no Casino Estoril, em Cascais.

O olhar digital da Cimeira de Liderança deste ano, organizada pela Tema Central, está sintetizada neste documento, que reúne os momentos em palco e highlights do dia. Conta também com os testemunhos dos parceiros e patrocinadores que apoiaram o evento.

Reveja todos os momentos da cimeira na Líder TV.

Veja as fotografias aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

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