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Marcelo Teixeira

A Garagem

5 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Dublin, década de 1950. O corpo de uma jovem mulher é encontrado numa garagem fechada. Aparentemente, trata-se de um suicídio, porém, o patologista Quirke e o inspetor Strafford rapidamente começam a suspeitar de homicídio. Um policial de John Banville carimbado pela Minotauro.

Arquivado em:Livros e Revistas

Estar Além – A persona queer de António Variações

5 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Estar Além — A Persona Queer de António Variações é a avaliação que faltava, quarenta anos após a sua morte, do sentido e do valor da sua obra para a música e a cultura portuguesas. Da autoria de António Fernando Cascais com selo das Edições 70.

Arquivado em:Livros e Revistas

Do glamour à resistência: os Óscares 2025 num mundo em conflito

5 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

A 97ª cerimónia dos Óscares, realizada no domingo passado, foi um palco onde a arte cinematográfica e a realidade das políticas globais se entrelaçaram de forma indelével. Entre os vencedores, destacaram-se produções que não apenas exibiram excelência artística, mas também lançaram luz sobre questões sociopolíticas prementes no Irão e na Palestina.

 

No Other Land: um clamor por justiça

O documentário ‘No Other Land’, fruto da colaboração entre o jornalista israelita Yuval Abraham e o ativista palestiniano Basel Adra, ergueu-se como vencedor na categoria de ‘Melhor Documentário’. A obra retrata a luta de comunidades palestinianas na Cisjordânia contra as demolições perpetuadas pelo exército israelita, oferecendo uma visão crua e íntima das adversidades enfrentadas por estas populações.

Durante o discurso de vitória, Basel Adra apelou ao fim da «limpeza étnica dos palestinianos», enquanto Yuval Abraham enfatizou a disparidade de liberdades, clamando por uma solução política que respeite os direitos nacionais de ambos os povos. Apesar do reconhecimento internacional, o documentário enfrenta desafios de distribuição nos Estados Unidos, atribuídos a razões políticas. Abraham afirmou que a falta de distribuição se deve a esses motivos. De maneira a superar os empecilhos, o filme foi lançado de forma independente em quase 100 cinemas.

No contexto do conflito na Faixa de Gaza, que se intensificou desde outubro de 2023, as organizações humanitárias têm relatado números alarmantes de vítimas. De acordo com a Human Rights Watch, até ao final de novembro de 2024, o Ministério da Saúde de Gaza informou que mais de 44.000 pessoas haviam sido mortas e 104.000 feridas desde a escalada das hostilidades em 7 de outubro de 2023.

 

In the Shadow of the Cypress: a voz silenciosa do Irão

A vitória de ‘In the Shadow of the Cypress’ na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, dirigida pelos iranianos Hossein Molayemi e Shirin Sohani, destaca a capacidade do cinema iraniano em transcender barreiras políticas e culturais. Este triunfo é particularmente significativo, considerando os obstáculos enfrentados pelos cineastas, que quase não puderam comparecer à cerimónia devido a complicações com vistos de entrada nos EUA.

Paralelamente, o Irão enfrenta um cenário interno de crescente repressão, especialmente contra as mulheres. Em 2024, o número de execuções de mulheres aumentou significativamente, com 31 mulheres executadas, superando os números de anos anteriores (22 em 2023 e 16 em 2022). Este aumento é atribuído à repressão brutal que se seguiu aos protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, uma jovem detida por não usar o véu de forma adequada, como avança o El País.

Além disso, o governo iraniano propôs uma lei do hijab que impõe multas pesadas e restrições às mulheres que não cumpram as normas de vestuário islâmico. Esta proposta enfrentou críticas de ativistas dos direitos humanos e figuras públicas, incluindo Zahra Rahnavard e a atriz Anahita Hemmati. O The Guardian dá conta do presidente Masoud Pezeshkian expressar preocupações sobre esta lei, mas que optou por adiar a sua discussão, sem confrontar diretamente o parlamento conservador.

Este contexto de opressão contrasta com a mensagem de resiliência e ligação familiar apresentada em ‘In the Shadow of the Cypress’, ressaltando a complexidade da sociedade iraniana contemporânea.

 

Apresentação de Conan O’Brien

Conhecido pelo seu humor auto-depreciativo, Conan O’Brien, aos 61 anos, estreou-se como apresentador dos Óscares. No seu monólogo de abertura, abordou temas controversos com leveza, fazendo piadas sobre celebridades como Karla Sofía Gascón e Timothée Chalamet.

Conan O’Brien também interagiu com o ator Adam Sandler pela sua inusitada indumentária. Além das brincadeiras, tocou em assuntos sérios, como os incêndios florestais em Los Angeles que afetaram muitos, incluindo ele próprio. Concluiu destacando a importância dos Óscares em reconhecer as pessoas que trabalham nos bastidores da indústria cinematográfica.

Principais Vencedores:

  • Melhor Filme: Anora
  • Melhor Realizador: Sean Baker por Anora
  • Melhor Atriz: Mikey Madison por Anora
  • Melhor Ator: Adrien Brody por The Brutalist
  • Melhor Atriz Secundária: Zoe Saldaña por Emilia Pérez
  • Melhor Ator Secundário: Kieran Culkin por A Real Pain
  • Melhor Filme Internacional: Ainda Estou Aqui (Brasil)
  • Melhor Filme de Animação: Flow
  • Melhor Guarda-Roupa: Paul Tazewell por Wicked

 

A noite dos Óscares de 2025 não foi apenas uma celebração do talento cinematográfico, mas também um espelho das inquietações do mundo contemporâneo. Da Palestina ao Irão, de Hollywood ao Brasil, as vozes dos cineastas ressoaram além do prémios, reivindicando justiça, liberdade e reconhecimento.

O triunfo de Anora, com cinco galardões, reforça o poder do cinema em contar histórias que desafiam e emocionam. O Brasil brilhou com Ainda Estou Aqui, trazendo visibilidade ao cinema latino-americano, enquanto Flow triunfou na animação, confirmando a força de narrativas visuais inovadoras.

Para lá da festa e do glamour, os discursos revelaram urgências. A vitória de No Other Land não foi apenas um prémio, mas um manifesto político. A resistência cultural iraniana, marcada pelo sucesso de In the Shadow of the Cypress, provou que a arte sobrevive mesmo sob repressão.

E, no final da noite, ficou a certeza de que o cinema continua a ser uma das formas mais poderosas de compreensão e mudança. Como disse o icónico François Truffaut: «O cinema é a vida a 24 fotogramas por segundo».

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Lazer, Notícias

Consumidores preferem a integração de IA generativa nas experiências de compra

5 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Um estudo recente revela que 71% dos consumidores exigem a integração da IA generativa nas suas experiências de compra. A tendência surge como uma resposta ao desejo da Geração Z e dos Millennials por experiências digitais personalizadas e eficientes. A quarta edição do estudo ‘ What Matters to Today’s Consumer’ , realizado pela Capgemini, sublinha ainda que fatores como a inovação tecnológica, as mudanças nas prioridades financeiras e a crescente preocupação com a sustentabilidade moldam o comportamento de compra dos consumidores.

Uma das descobertas mais relevantes do estudo indica que 58% dos consumidores preferem utilizar ferramentas de IA generativa, em vez dos tradicionais motores de busca, para obter recomendações sobre produtos e serviços. Isto aponta para um aumento significativo em relação aos 25% de 2023. Além disso, 68% dos consumidores desejam que as ferramentas de IA integrem resultados de pesquisas online, redes sociais e websites de comerciantes numa plataforma unificada, criando uma experiência de compra mais eficiente.

A evolução da importância da IA generativa não é limitada apenas aos consumidores. De acordo com o documento, sete em cada dez empresas dos setores de bens de consumo e retalho veem a IA generativa como uma tecnologia transformadora. Contudo, apesar do crescente investimento em tecnologia, a adoção da IA generativa ainda não corresponde plenamente às expectativas, com a satisfação dos consumidores a registar uma ligeira diminuição em comparação com o ano passado (37% em 2024, contra 41% em 2023).

 

Entregas rápidas, sustentabilidade e influenciadores

A rapidez nas entregas tornou-se um ponto crucial para os consumidores. O estudo revela que 70% estão dispostos a pagar mais por entregas rápidas, um aumento considerável em relação aos 41% de 2023. Para 65% dos consumidores, a entrega no prazo de duas horas é um fator decisivo na escolha de um produto. Esse aumento reflete a crescente demanda por conveniência e rapidez nas compras online, uma tendência que tem particular destaque em países como Índia, Alemanha, França, Suécia, Espanha e Países Baixos.

A sustentabilidade continua a ser uma prioridade para os consumidores. O estudo indica que 64% dos consumidores preferem comprar de marcas que demonstram compromisso com práticas sustentáveis. No entanto, apesar da crescente preferência por produtos ecológicos, os consumidores são relutantes em pagar mais por eles. Embora tenha havido um aumento no número de consumidores dispostos a pagar até 5% a mais por produtos sustentáveis, a disposição para pagar valores superiores diminuiu em relação aos últimos dois anos.

 

Influenciadores, publicidade online e mudança de marca

Os influenciadores, especialmente os virtuais, estão a ganhar destaque nas decisões de compra. De acordo com o estudo, 25% dos consumidores confiam nas recomendações de influenciadores virtuais gerados por IA. Além disso, o impacto das redes sociais nas decisões de compra aumentou significativamente, com mais de metade dos consumidores a descobrir novos produtos através de plataformas como Instagram e TikTok, um aumento notável desde 2022. No total, 40% dos consumidores utilizam as redes sociais para interagir com o atendimento ao cliente, evidenciando a crescente dependência destes canais.

O estudo mostra que 67% dos consumidores prestam atenção aos anúncios em websites e aplicações de comércio eletrónico, com quase um terço das compras online sendo influenciadas por anúncios publicitários. No entanto, os consumidores estão insatisfeitos com a qualidade e relevância da publicidade em lojas físicas. Para 59%, os anúncios não correspondem às suas necessidades específicas, e 53% pedem publicidade personalizada, como displays inteligentes de carrinhos de compras e interações em tempo real.

Apesar de muitos consumidores estarem inscritos em programas de fidelização, mais de 53% mudam regularmente de marca ou comerciante. As razões para esta mudança incluem a falta de personalização e a procura por novas experiências, fatores que tornam os consumidores mais propensos a experimentar marcas diferentes.

 

Metodologia do estudo

Este estudo foi realizado pela Capgemini, com a participação de mais de 12.000 consumidores de 12 países nas regiões da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, entre outubro e novembro de 2024.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Apologia da História ou o Ofício de Historiador

3 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Oitenta anos depois do assassinato do seu autor pelos nazis, esta obra póstuma de Marc Bloch, que aqui ganha uma nova tradução, continua a irradiar uma força carismática. A edição é do Grupo Almedina.

Arquivado em:Livros e Revistas

O comércio global sob a tempestade das tarifas de Trump

3 Março, 2025 by Marcelo Teixeira

Donald Trump voltou a levantar as barreiras comerciais dos Estados Unidos, e as tensões no comércio global ameaçam criar uma tempestade. O presidente impôs novas tarifas a produtos do Canadá, México e China. A União Europeia, por sua vez, pode ser o próximo alvo. O mundo observa, com a ameaça de uma nova guerra comercial à vista.

Este artigo baseia-se em dados do World Economic Fórum.

O regresso da ‘Tarifa-Mania’

Se o primeiro mandato de Trump foi marcado por tarifas aplicadas com rapidez, o segundo começa com a mesma intensidade. O governo americano impôs tarifas de 25% a importações do Canadá e México, e duplicou as taxas sobre produtos chineses (de 10% para 20%), conforme relatado pela APNews. Oficialmente, a justificação é combater o tráfico de fentanil e a imigração ilegal, mas a retórica é clara: Trump está pronto para enfrentar uma guerra comercial.

Estas tarifas surgem num momento de fragilidade económica mundial, com inflação, crises geopolíticas e tensões energéticas. No entanto, para Trump, são uma ferramenta política eficaz, que galvaniza a sua base eleitoral e fortalece a imagem de um líder que coloca os interesses dos EUA em primeiro lugar, mesmo que isso implique consequências económicas.

Canadá e México são vizinhos, não servos

O Canadá, principal parceiro comercial dos EUA, reagiu de forma diplomática, mas com uma sensação de incerteza. Justin Trudeau afirmou que o país defenderá os seus interesses com todas as forças, ciente dos riscos económicos que as novas tarifas podem trazer. A economia canadiana é profundamente dependente das exportações para os EUA, e qualquer bloqueio de produtos chave pode ter um impacto significativo.

O México, por sua vez, começa a sentir o peso das novas medidas. Com o novo governo de Claudia Sheinbaum, a situação é delicada. Embora o México dependa do comércio com os EUA, o governo a sul não está disposto a ceder. Já prepara medidas retaliatórias, talvez nos setores do milho ou carne, para responder ao que considera uma ação prejudicial.

China: o velho rival no centro do furacão

A China já respondeu com a retórica esperada: «Tomaremos contramedidas», avança o The Guardian. Para Pequim, estas tarifas são uma continuação da guerra comercial com os EUA, que já dura alguns anos. A China, no entanto, tem uma estratégia mais paciente, sabendo que qualquer resposta precipitada pode agravar ainda mais a situação.

O país asiático tem se concentrado em alternativas, como estreitar ainda mais a cooperação com a Rússia e expandir a sua influência no mercado global. Em resposta, Pequim pode impor barreiras a produtos dos EUA, afetando diretamente empresas americanas e criando mais tensões no comércio bilateral.

União Europeia: um espectador atento

A Europa ainda não foi diretamente afetada, mas as nuvens já começam a formar-se. Trump já ameaçou aumentar as tarifas sobre os automóveis europeus, o que pode agravar ainda mais as tensões com Bruxelas. As autoridades europeias mantêm uma postura vigilante, sem recorrer ainda a medidas retaliatórias, mas com um plano de contingência a ser preparado.

A UE tem um dilema: por um lado, a necessidade de se manter aliada aos EUA; por outro, o desejo de proteger os seus interesses comerciais. A solução não será fácil e poderá desencadear uma mudança significativa na forma como a Europa lida com o comércio global.

Rússia: aguardando o momento certo

Em Moscovo, a tempestade alheia é observada com um sorriso irónico. Quanto mais os EUA e a China se enfrentam, mais espaço a Rússia ganha para fortalecer as suas relações comerciais com Pequim. Vladimir Putin já expandiu a cooperação energética com os chineses e sabe que, se os EUA apertarem o cerco, a China precisará ainda mais do gás e do petróleo russos.

Se Trump decidir intensificar a guerra económica contra Moscovo, Putin pode reagir aprofundando alianças com outros países que também estão sob o radar de Washington, como o Irão. O tabuleiro está montado, e o Kremlin joga com a frieza de uma tempestade silenciosa, aguardando o momento certo para desferir o golpe.

O impacto no comércio global

Tarifas nunca são apenas tarifas. São ventos que podem desatar tempestades, incendiando relações internacionais e atingindo diretamente os cidadãos. O aumento nos custos de importação inevitavelmente significa preços mais altos para consumidores e empresas. O aço mais caro, os semicondutores inflacionados, os alimentos a preços elevados – tudo isso pesa no bolso do cidadão comum.

A história ensina que guerras comerciais raramente têm vencedores claros. Se Trump decidir escalar as tarifas, poderá provocar uma recessão nos mercados globais. Se os países retaliados responderem com igual força, os EUA podem enfrentar uma tempestade interna. A única certeza é que o mundo se aproxima de um novo ciclo de turbulências económicas.

Os próximos meses vão determinar até onde esta guerra comercial pode levar todos. O Canadá e o México tentarão negociar, mas alternativas estão a ser preparadas. A China jogará um jogo a longo prazo. A Europa manter-se-á vigilante, mas precisa de ser cautelosa. A Rússia continuará a surfar a onda do oportunismo. E Trump? Provavelmente continuará a agitar o vento sempre que puder, num cenário onde as apostas podem deixar todos à deriva.

Arquivado em:Economia, Notícias

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