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Marcelo Teixeira

Conheça Ana Lúcia Furtado, a cientista portuguesa que protege tubarões em Angola

12 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Poucos animais despertam tanta curiosidade e medo como os tubarões. Gigantes silenciosos, caçadores natos, mas também vítimas de uma exploração desenfreada. Estima-se que cerca de 100 milhões de tubarões sejam mortos anualmente, principalmente devido à pesca para a obtenção de barbatanas, carne e fígado, levando um quarto das espécies ao risco de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Num mundo onde o desconhecido rima demasiadas vezes com destruição, há quem se aventure para lá da espuma das ondas, explorando as profundezas para entender e proteger. Uma dessas exploradoras é portuguesa e está na linha da frente pela conservação dos tubarões e raias.

Para assinalar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Líder esteve à conversa com  Ana Lúcia Furtado, cientista marinha e investigadora especializada em biodiversidade e conservação. Atualmente, está a realizar o seu doutoramento na Ludwig-Maximilians-Universität München (LMU) e coordena projetos fundamentais para a proteção dos elasmobrânquios, especialmente em Angola. Nas suas palavras, «tal como o oceano, a ciência também precisa de diversidade para prosperar».

 

De que forma surgiu a sua ligação ao oceano e, em particular, o fascínio pelos tubarões?

Cresci na Costa da Caparica, sempre com o mar como pano de fundo. O surf, os mergulhos e a simples presença da imensidão azul moldaram a minha paixão pelo oceano. Desde cedo quis compreender melhor os seus segredos, e isso levou-me a estudar Ciências do Mar, seguido de um mestrado em Biodiversidade e Conservação Marinha. A fazer investigação trabalhei em diversos países, como Brasil, França, Portugal, Emirados Árabes Unidos e Bélgica, mas foi nos tubarões que encontrei a minha verdadeira vocação. São criaturas fascinantes, muitas vezes incompreendidas e injustamente temidas. Mas são essenciais para a saúde dos ecossistemas marinhos.

 

O que mais a cativa na dinâmica da vida marinha e na sua atividade profissional?

O oceano é um mundo em permanente mutação, um palco de interações complexas entre espécies. Cada dia é uma nova descoberta. O que me motiva é saber que o meu trabalho pode ter um impacto real na conservação dos tubarões e raias, especialmente em Angola, onde a pesca tem consequências alarmantes e os dados sobre estas espécies são escassos. Cada dia no terreno é um desafio, desde a identificação de espécies até ao contacto com as comunidades locais, mas é extremamente gratificante ver o envolvimento crescente dos pescadores e estudantes na conservação marinha local. Essa é a nossa a maior recompensa.

 

 

Teve algum momento marcante que confirmou a importância do seu trabalho?

Sim, vários. Um dos mais impactantes foi em Angola, quando, durante uma expedição, encontrei uma espécie de tubarão dada como possivelmente extinta no país. Esse momento reforçou a necessidade urgente de investigação e conservação marinha na região. Também foi transformador perceber como os pescadores, muitas vezes vistos apenas como agentes de exploração, podem ser aliados fundamentais na conservação quando são bem informados e envolvidos no processo.

 

O seu trabalho não se limita apenas ao estudo dos oceanos, pois também envolve uma interação significativa com as comunidades locais. Como vê a importância de compreender as dinâmicas dessas comunidades no contexto da sua investigação?

Além da investigação científica no meio marinho, considero fundamental compreender as dinâmicas das comunidades locais, em especial as que dependem diretamente dos recursos marinhos. O envolvimento com pescadores e comunidade local permite não só a recolha de dados etnoecológicos relevantes, mas também a promoção de estratégias de conservação mais eficazes e sustentáveis. Esta abordagem integrada garante que as iniciativas de preservação sejam também benéficas para as populações que têm no mar a sua principal fonte de subsistência.

 

Sendo mulher numa área ainda muito masculina, enfrentou desafios acrescidos?

Sim, ao longo do meu percurso académico e profissional, senti que, em certas situações, tive de demonstrar mais competência e resiliência para ser levada a sério, sobretudo no terreno, onde a ciência marinha e a conservação ainda são áreas dominadas por homens. Ganhar a confiança dos pescadores e dos líderes locais exige perseverança e diplomacia. Mas vejo uma mudança a acontecer, e é essencial que mais mulheres liderem projetos científicos e de conservação.

 

Que descoberta ou avanço científico gostaria de testemunhar na sua área de investigação?

Gostava que encontrássemos soluções eficazes de restaurar as populações de tubarões e raias, seja através de avanços na reprodução em cativeiro ou através de gestão mais inteligente das pescas. Outra grande necessidade é desenvolver métodos inovadores para reduzir as capturas acidentais (bycatch), que dizimam espécies vulneráveis todos os anos.

 

Quem são as suas maiores inspirações na ciência?

A Dra. Sylvia Earle é uma referência inquestionável. A sua dedicação à exploração oceânica e à sensibilização para a conservação marinha é notável. Também admiro o trabalho da Dra. Rima Jabado, cuja investigação tem sido fundamental para a proteção dos tubarões. O percurso destas mulheres prova que a ciência e a conservação necessitam de diversidade para enfrentar os desafios ambientais do futuro.

 

Se pudesse deixar uma mensagem sobre a importância da proteção dos oceanos, qual seria?

O oceano é a base da vida no planeta, mas estamos a tratá-lo como se fosse inesgotável. A sobrepesca, a poluição e as alterações climáticas estão a destruí-lo, e espécies essenciais como os tubarões estão em declínio. Precisamos de educar as novas gerações, reduzir o plástico e adotar práticas mais sustentáveis. E, acima de tudo, motivar mais mulheres a entrarem na ciência e na conservação marinha. Porque, tal como o oceano, a ciência também precisa de diversidade para prosperar.

Arquivado em:Entrevistas, Leadership

Cibersegurança em perigo: «Os ataques estão a sofisticar-se» diz Bruno Castro

12 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A cibersegurança já não é um luxo, é uma necessidade vital. Num ambiente tecnológico onde, a cada minuto, seis utilizadores portugueses veem as suas contas pirateadas – segundo um relatório de 2024 da Surfshark -,  proteger dados deixou de ser uma opção. Entre ataques crescentes e ameaças constantes, está em jogo não apenas a privacidade, mas a sobrevivência digital de empresas e cidadãos.

Este foi o repto do almoço e Encontro de Conselheiros Leading Tech e Leading People, que teve lugar na Casa da Praia, em Oeiras, na sexta-feira passada. Bruno Castro, CEO da Visionware, denunciou a gravidade da situação e o estado crítico da cibersegurança nacional. Com mais de 20 anos de experiência, o CEO alertou que é urgente inovar e «repensar estratégias de defesa» para proteger dados e garantir o futuro digital do país.

 

O crescimento das ameaças digitais

Nas palavras de Bruno Castro, a diferença substancial entre as organizações e os cibercriminosos reside no tempo e na capacidade de adaptação: «Têm tempo para planear e executar ataques sofisticados, enquanto nós precisamos transformar as nossas práticas e investir em formação e tecnologia para proteger os sistemas», afirmou.

O setor da cibersegurança sofreu uma revolução nos últimos anos, especialmente com a pandemia, que levou muitas empresas a digitalizarem-se de forma abrupta, sem preparação adequada. Isso criou um ambiente propício para o crescimento do cibercrime, que se profissionalizou e expandiu a um ritmo alarmante.

Atualmente, os ataques informáticos são realizados por redes organizadas, operando em fusos horários distintos, com elevados recursos e capacidades técnicas. Em suma, a tradicional imagem do hacker solitário é um mito. Hoje, o cibercrime tornou-se uma indústria rentável, com operações que funcionam de forma semelhante a consórcios empresariais.

 

Phishing: um desafio pela frente

Entre os vetores de ataque mais utilizados, o phishing continua a ser um dos principais. O método evoluiu para esquemas mais sofisticados, que vão muito além dos e-mails mal escritos e mensagens suspeitas. Hoje, cibercriminosos utilizam dados reais para simular comunicações autênticas, explorando vulnerabilidades humanas mais do que falhas tecnológicas.

Dessa forma, a estratégia baseia-se na exploração da confiança: um atacante consegue credenciais de um utilizador, acede ao seu servidor de e-mail e usa a sua identidade para enganar contatos e redes profissionais. O alvo recebe mensagens aparentemente seguras, que podem resultar em fraudes financeiras ou roubo de informação sensível.

Para Susana Soares, Managing Director da CHRLY, «o que realmente importa é a capacitação das pessoas». Durante a sua intervenção, defendeu a necessidade de aproximar empresas com expertise em formação em cibersegurança daquelas mais vulneráveis a ataques digitais. O objetivo? Renato Azevedo, Head of Cybersecurity & Cloud Services da Capgemini, responde. Passa por «prevenir riscos e preparar profissionais para enfrentarem as crescentes ameaças do mundo digital».

 

O futuro da cibersegurança

Assim, a cibersegurança tornou-se uma prioridade global e, segundo Bruno Castro, «a tendência é que a sofisticação dos ataques continue a aumentar». Para as empresas, a chave para o futuro está na formação contínua, na adaptação constante e na parceria com especialistas que garantam uma defesa eficiente contra ameaças cada vez mais elaboradas.

 

Aceda à galeria de imagens completa aqui.

Conheça a agenda completa dos eventos Líder para 2025 aqui.

Arquivado em:Encontros, Notícias

«Temos de continuar a sonhar e ir tendo várias metas ao longo da nossa vida» (Rita Nabeiro)

11 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Rita Nabeiro é CEO da Adega Mayor, empresa vinícola e marca de vinhos e azeites, enoturismo e biocosmética que celebra 18 anos de existência em 2025. É também neta do comendador Rui Nabeiro, figura incontornável do empreendedorismo português, cujo Grupo empresarial conta já com mais de quatro mil trabalhadores nas várias empresas e setores de atuação.   

Em criança era sempre curiosa, às vezes até tímida, e foi no interesse pelo outro, e no seu próprio autoconhecimento, que encontrou o motor para o conhecimento do Mundo, sempre a partir de um lugar de perguntar sem julgar. De formação artística, teve um início de percurso profissional enquanto designer até chegar a Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, onde é responsável pela área da sustentabilidade.  

Nesta conversa com a Líder, traçámos o seu caminho ao longo destes anos, onde revela um ‘lado B’, mais holístico, relacionado com a criatividade, a diversidade e a natureza, temas que a apaixonam. Uma mulher que se define por uma pluralidade de olhares e pela riqueza de múltiplas experiências, onde não abdica de um eixo vertical de valores e do poder da estética.  

 

A marca Adega Mayor completa 18 anos de vida. Como foi o caminho até agora e que se prevê para o futuro? 

Como fazemos 18 anos, em 2025, dizemos que agora somos maiores de idade!  Brincamos com isso, que vamos atingir a maioridade, mas efetivamente o sentimos. É uma área de negócio desafiante, fragmentada, com muitas marcas, extremamente concorrencial e com tudo isso, creio que conseguimos neste caminho solidificar e criar uma marca. Porém, uma marca nunca está 100% construída, ela tem de ser constantemente alimentada, como qualquer um de nós, para estar viva. O produto que colocamos no mercado tem de ter qualidade e criámos um compromisso que definimos num manifesto: ‘queremos fazer vinhos que possamos oferecer aos nossos amigos’. Outra característica na nossa forma de estar, tem a ver com a relação com a comunidade, um aspeto social da génese do Grupo Nabeiro: ‘na nossa mesa cabe sempre mais um’. Tem a ver com dar apoio e integrar sempre mais alguém ou mais alguma entidade, pois acho que, neste setor, este módulo colaborativo vai ser crítico. Em 2015, integrámos um programa de sustentabilidade dos vinhos do Alentejo e tivemos a certificação em produção sustentável. E neste momento estamos a converter tudo o que é a nossa área de vinha própria, para modo de produção biológico. 

Por outro lado, sendo que é um setor que está a passar por um período desafiante,  queremos inovar, porque os dados indicam que há uma redução e até um combate ao consumo de bebidas alcoólicas. O vinho não vai deixar de existir, mas vai haver cada vez mais restrições. Temos de perceber quais são as oportunidades, a nível de otimização e até mesmo de reinvenção. Às vezes é preciso voltar atrás para dar um passo em frente. É curioso que a nível da sustentabilidade, estamos a perceber quer a nível agrícola, quer em outros setores, que temos de voltar para trás para avançar. Como me disse um produtor agrícola, nos Estados Unidos: «we are so far behind that we are ahead», no que diz respeito à prática de uma agricultura regenerativa, exatamente como se fazia antigamente e é o que estamos agora a fazer nas nossas vinhas.   

 

Recentemente, a propósito de um encontro de mulheres líderes, apresentou uma talk sobre ‘blends perfeitos’ entre as áreas da liderança, criatividade e curiosidade. Qual é o seu blend perfeito? 

Todas as pessoas têm o seu blend, o que as caracteriza e as torna únicas. Sempre fui curiosa desde criança, às vezes até tímida, mas a curiosidade é a minha forma de querer apreender o mundo, o outro e de colocar perguntas. Acredito que é um motor do conhecimento e do autoconhecimento. E isso pressupõe que se coloquem perguntas abertas, sem ser de um lugar de julgar, mas de um lugar de interesse – perguntas  interessadas e não interesseiras.

No meu caso, eu não vinha do setor dos vinhos e fui fazendo perguntas, estudando, batendo a algumas portas, viajando, visitando alguns produtores e foi isso, para além, obviamente, do conhecimento académico, que me complementou e me fez chegar a uma rede de contactos que tento manter ativa. Depois é preciso arriscar, a perfeição não existe, só assim a inovação acontece. Associo ainda uma componente fundamental, que é a estética – nós gostamos de coisas belas. E também o olhar criativo para a natureza e a biodiversidade – quanto mais diversidade tivermos, mais ricos são os ecossistemas, isso é válido também para os seres humanos, porque não somos todos iguais, nem pensamos de forma igual.  

 

Nas suas funções de Administração Executiva do Grupo Nabeiro, assumiu o pelouro da Sustentabilidade. Como tem sido essa jornada?  

O grupo Nabeiro é uma referência a nível da sustentabilidade, pela sua atuação no âmbito social e sobretudo pela relação com a comunidade, nomeadamente o impacto significativo no desenvolvimento de uma pequena vila, no interior do país, e a forma como o fundador, o meu avô, não só sediou ali a sua empresa, mas acreditou que fazia sentido alimentar e continuar a construir e a alargar o seu negócio a partir de Campo Maior.

Hoje, o grupo Nabeiro tem as áreas agroindustriais e de turismo, com um leque bastante alargado de empresas com características diferentes. Quando criámos esta área, agora dentro da Comissão Executiva, foi pela importância de haver um alinhamento transversal de valores comuns, num grupo muito diverso de empresas.  E depois, perceber exatamente onde estamos, medir e definir objetivos realistas para onde queremos caminhar.  Estamos a recolher informação mais atualizada, com obrigatoriedade a reportar em 2026, com dados referentes a 2025, que nos vai dar o espelho do ESG a nível do Grupo Nabeiro. Estamos na fase de estruturar a equipa para dar resposta a todo o eixo da descarbonização, que também é um tema fundamental em termos do plano. 

 

 

Na última conferência do BCSD Portugal (Business Council for Sustainable Development), no qual é vice-presidente da Direção, participou num painel sobre Diversidade, Equidade e Inclusão. Que conclusões retira? 

Participei numa ótica de perspectiva do Grupo, mas também da minha perspectiva pessoal, enquanto mulher e líder de uma empresa com uma dimensão significativa.  Há um tema que é transversal à sociedade, nos dias de hoje, da polarização de pontos de vista, de formas de estar e de atuar. É muito importante a moderação no sentido de tolerância, escuta e perceber a necessidade de haver diversidade.

Os números mostram que empresas mais diversas são mais abertas e melhores, quer do ponto de vista de performance financeira, ou do bem-estar. A representatividade feminina ainda é menor, e apesar de Portugal está a evoluir no sentido positivo, ainda existe um pay gap. O Grupo Nabeiro tem vindo a evoluir, mas a sua génese é muito comercial, e há naturalmente uma estrutura mais masculina. Ao longo dos últimos anos, fizemos programas com foco na diversidade de género, e no rejuvenescer da força de vendas, e a verdade é que os resultados são bastante positivos.  

 

Integra o Conselho Diretivo da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), faz parte do Board da PWN Lisbon (Professional Women’s Network), entre outras colaborações. Que causas a movem?   

Uma coisa tenho a certeza que me toca muito, que é a área do desenvolvimento e transformação.  Em tempos de disrupção, a transformação é também humana, e isso relaciona-se com o meu avô, que tem a ver com essa entrega e o poder acreditar e de fazer. A componente da sustentabilidade é fundamental e está ligada à transformação das organizações e evolução de um lado interior do trabalho que vai ser crítico, sobretudo do ponto de vista do que é a saúde mental e o bem-estar, visto como um todo, numa visão holística. E depois, voltamos ao tema da criatividade, aquilo que é a nossa essência – se eu puder tocar nesta questão da sustentabilidade, seja ela ambiental, humana e garantir a criatividade que nos leva a uma transformação num sentido mais positivo, é aí que eu gosto de colocar a minha energia.  

 

Os desafios da gestão de uma empresa familiar tem as suas idiossincrasias, com momentos em que se coloca em causa a sua continuidade. Como tem sido trabalhar em família?  

Há aqui todo um desafio, sobretudo numa empresa como a nossa, em que é difícil suceder a um líder muito carismático, não estou a dizer que é impossível. Aliás, as histórias de muitas empresas que ultrapassam um século de vida são as que têm líderes carismáticos e inspiradores, como é o nosso caso, felizmente. Depois, ainda com o meu avô em vida, houve uma transição que se foi desenhando, e ele dava espaço, nunca deixou de trabalhar, mas dava-nos esse espaço e a determinada altura passou a ser um conselheiro.

O meu avô criou uma nova forma de fazer negócio, e quando se cria algo único e genuíno, um pouco à frente do seu tempo, é um exemplo que muitos seguem e praticam. E isso está assente num conjunto de princípios e valores, que não se quebram de um dia para o outro e que passam a nível da família. Podem obviamente existir desafios, no que é a gestão de uma empresa familiar, porque é preciso transitar de um registo diretivo para uma estrutura cada vez mais profissional, e isso o Grupo também tem vindo a fazer. O que nos diferencia, e queremos que continue a diferenciar, é esta forma de estar, e por isso a questão de definir com clareza o papel dos diferentes elementos da família, perceber quais são as mais valias e o que cada um pode aportar. Para além de haver uma comunicação e saber separar, dentro desses elementos de comunicação, o que é de ambiente familiar e de ambiente empresarial. Conseguir separar a componente emocional e enfrentar um certo facilitismo de relação, exige que também se faça esse trabalho.  

No nosso caso, houve uma transição, o meu pai assumiu a Presidência do Conselho de Administração, é o Chairman do Grupo Nabeiro, o meu irmão é o CEO, Presidente da Comissão Executiva, e dentro da Comissão Executiva também temos três elementos da família, que sou eu, o meu irmão e o meu primo Ivan. Não vou dizer que é sempre tudo perfeito, mas o valor existe quando percebemos o que cada pessoa aporta e sobretudo quando aprendemos a comunicar melhor e tentar tirar um bocadinho desta camada mais emocional de dentro da estrutura. Se soubermos fazer esse trabalho, ajuda a mitigar significativamente algum tipo de riscos e de separação.

Não podemos esquecer que para se continuar a chamar empresa familiar tem de ter no seu futuro elementos da família, e já há uma quarta geração a trabalhar no Grupo. Diria que é esta a forma de cativar as gerações que estão abaixo e sobretudo garantir que trabalhamos para que cresça de uma forma saudável, como o meu  avô dizia sempre disse: ‘é mais do que só crescer de uma forma cega, é o que podemos acrescentar e distribuir’.  

 

Enquanto líder que características considera inatas em si e que outros traços considera ter de melhorar? 

O meu avô foi um bom exemplo de liderança, era uma pessoa que também liderava muito pelo exemplo e há coisas que efetivamente acabamos por beber, mas depois também há coisas que são únicas, nossas. Sou uma pessoa sensível e muitas vezes isso parece não necessariamente uma boa característica numa liderança, mas acho que precisamos de sentir mais, obviamente munidos de ferramentas que nos tragam pragmatismo e assertividade. Mas uma coisa não é incompatível com a outra, e essa sensibilidade que tenho a nível humano, da estética, e do que é parte de uma verticalidade que quero ter na minha maneira de estar, em termos de valores, é algo que tento alimentar.

Por outro lado, a curiosidade aliada à criatividade, é aquilo que me move para fazer diferente. Não quero fazer igual ao que eu fiz no ano anterior, quero estar à frente de onde estava, e tenho nesse sentido uma competitividade comigo própria. Quanto aos aspetos a melhorar, estou a aprender a não ser tão autocrítica. Essencialmente, é saber estar rodeada das pessoas com as competências certas, mas acima de tudo pelo seu caráter humano, o que para mim é crítico. Acredito que o melhor trabalho se faz em equipa, e estar com quem me sinto a trabalhar literalmente em casa, a quem eu entusiasmo e eles me entusiasmam a mim, e nos suportamos uns aos outros, o que é fundamental para fazer um bom trabalho e querer fazer mais.  

 

Que mensagem gostaria de deixar a outras mulheres e jovens que estão a começar a sua carreira profissional?  

Se me perguntassem se tinha sonhado ser CEO de uma empresa de vinhos, diria que não. Não tinha essa ambição quando estava a estudar Design de Comunicação, mas aconteceu. O que ambiciono é ir melhorando face ao ponto de partida e querer evoluir. Diria para não ter receio de ir bater a determinadas portas e falar com pessoas que às vezes nos parecem distantes, ou arriscar um determinado trabalho, ou caminho, porque o ‘não’ está sempre garantido. E quando batemos às portas erradas também aprendemos com isso.

O ‘sonho comanda a vida’ e aquilo que é um sonho não tem de ser uma coisa cristalizada, vai evoluindo ao longo da nossa vida, vai ganhando novas formas. Temos de continuar a sonhar, e ir tendo várias metas ao longo da nossa vida. Há uma citação do Nelson Mandela, que eu gosto muito, e repito-a muitas vezes: «Depois de chegarmos ao cimo de uma grande montanha descobrimos que existem outras grandes montanhas para subir». A nossa vida é feita destes desafios e a seguir a um sonho, segue-se outro. Devemos acreditar, saber pedir ajuda de forma interessada, não interesseira. Quando arriscamos, sonhamos e trabalhamos para concretizar esses sonhos com uma ambição saudável, há magia que acontece.  

 

 Fotografia de destaque: Gonçalo Villaverde

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Humanização, resiliência e o potencial das migrações: conheça as tendências do trabalho para 2025

11 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A necessidade de requalificação e o impacto da tecnologia e automação têm galvanizado o debate sobre o futuro do trabalho. Apesar disso, a valorização de competências humanas – insubstituíveis pela automação – parece estar a ganhar especial destaque e procura no mundo laboral. 

O Encontro Anual do Fórum Económico Mundial trouxe a debate várias temáticas da atualidade e não deixou de fora questões relacionadas com trabalho. Líderes mundiais reuniram-se em Davos, Suíça, em janeiro e deixaram claros os objetivos para o futuro, onde o tema ‘Investir nas Pessoas’ foi o mote. 

Características como comunicação, resiliência e inclusão são a tendência para o ano que se segue e consideradas por muitos líderes como não negociáveis. Os fluxos migratórios devem ainda ser vistos não como uma ameaça, mas sim como uma oportunidade para enriquecer as equipas e colmatar necessidades laborais. 

Conheça os seis objetivos e tendências definidas por líderes mundiais para o futuro do trabalho em 2025: 

 

 As sessões principais abordaram a necessidade de requalificação, a eliminação do défice de postos de trabalho e a forma como a tecnologia irá transformar o futuro do trabalho. 

 

As competências devem começar nas escolas, mas já não dependem de um diploma

A formação de competências deve começar cedo, mas não pode depender apenas de um diploma. No encontro, o Presidente de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, alertou para uma crise global de empregos, destacando que, na próxima década, 1,2 mil milhões de pessoas entrarão no mercado de trabalho, mas apenas 400 milhões de postos serão criados. O verdadeiro desafio vai além da falta de empregos: trata-se de uma crise de esperança, dignidade e coesão social. 

Para enfrentar este cenário, é essencial investir no desenvolvimento humano desde os primeiros anos de vida e garantir que a educação escolar seja alinhada com as necessidades do mercado. No entanto, a aprendizagem não deve terminar na escola. O excesso de foco no ensino universitário tradicional tem levado à desvalorização das competências técnicas e práticas, criando um desajuste entre as qualificações e as necessidades das empresas. 

A solução passa por uma reorientação dos sistemas educativos, promovendo uma aprendizagem contínua e valorizando tanto as competências técnicas como as adquiridas no local de trabalho. 

 

Competências em evolução pedem equilíbrio entre o técnico e o humano

As competências mais procuradas estão a mudar rapidamente – e nem todas são técnicas. Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, destacou que 25% das competências necessárias para um determinado cargo já mudaram nos últimos anos, refletindo a transformação acelerada impulsionada pela IA. Além disso, a procura por profissionais com competências em IA aumentou 300%, revelando uma clara tendência no mercado. 

No entanto, não são apenas as competências técnicas que importam. As empresas estão cada vez mais focadas em “competências humanas”, como comunicação, colaboração, empatia e compaixão – atributos insubstituíveis pela automação. Em tempos de mudança e incerteza, a chave para a empregabilidade passa por um equilíbrio entre habilidades técnicas e interpessoais. 

A transformação do mercado de trabalho exige uma adaptação constante. Mesmo sem mudar de função, os profissionais devem evoluir, adquirindo novas competências para se manterem relevantes e competitivos num mundo cada vez mais dinâmico. 

 

Resiliência é um fator essencial no recrutamento

O recrutamento deve valorizar cada vez mais a resiliência. Bob Sternfels, Global Managing Partner da McKinsey & Co., defendeu no Fórum de Davos que trajetórias com desafios e reveses são fundamentais para a construção de líderes eficazes. Segundo um estudo recente da consultora, 84% das empresas não investem o suficiente em resiliência, um fator crucial num mundo volátil. 

Para Sternfels, a resiliência deve ser encarada como uma competência que se desenvolve e fortalece, comparável a um músculo que atrofia se não for treinado. A McKinsey ajustou os seus critérios de recrutamento, priorizando candidatos que enfrentaram dificuldades e souberam superá-las, em vez de apenas aqueles com um histórico de sucesso contínuo. 

Além do recrutamento, a resiliência pode ser estimulada através de experiências desafiadoras, como a mobilidade internacional ou a exposição a ambientes desconhecidos. No futuro, as empresas devem incluir critérios específicos para identificar talentos que demonstram capacidade de adaptação e superação, elementos essenciais para liderar em tempos incertos. 

 

Comunicação: um fator crítico para a liderança eficaz

Comunicação nunca é a mais para um líder. Adam Grant, professor da Wharton School, destacou no Fórum que a falta de comunicação é um dos erros mais comuns entre gestores. Um estudo recente revelou que os líderes são nove vezes mais criticados por não comunicarem o suficiente do que por comunicarem em excesso. 

Grant explica que muitos líderes acreditam que uma única explicação é suficiente, subestimando o quão nova ou complexa pode ser a ideia para os outros. O risco de subcomunicar é alto: pode criar a perceção de que o líder não sabe o que está a fazer ou que não se importa.  

A capacidade de transmitir ideias de forma clara e adaptada ao público continua a ser uma vantagem exclusivamente humana. Para liderar com eficácia, é essencial reforçar constantemente a comunicação e garantir que a mensagem realmente chega a todos. 

 

Inclusão no local de trabalho é uma necessidade para o futuro

A inclusão tem sido um fator importante nas empresas e 2025 não será exceção, apesar dos decretos de Trump que indiciam o contrário. Sander van ’t Noordende, CEO da Randstad, destacou que a escassez de talento obriga as organizações a manterem o foco na diversidade e na equidade. Segundo o mais recente Workmonitor, os trabalhadores valorizam cada vez mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, até acima da compensação financeira. 

A flexibilidade continua a ser um ponto de tensão entre empregadores e colaboradores, com as empresas a exigirem mais presença no escritório do que os trabalhadores estão dispostos a aceitar. No entanto, van ’t Noordende acredita que este debate irá estabilizar em breve, à medida que as organizações reconhecem a necessidade de oferecer ambientes inclusivos e alinhados com os valores dos colaboradores. 

Para o líder da Randstad, recuar nos avanços da inclusão e equidade seria mesmo um erro estratégico. Num mercado de trabalho onde o talento é escasso, é essencial garantir que todas as pessoas se sintam valorizadas e integradas – um fator que, além de ser socialmente justo, também impacta diretamente o sucesso dos negócios. 

Migração para o trabalho: um equilíbrio necessário

O Fórum de Davos destacou a urgência de um modelo sustentável de migração laboral. Países com populações envelhecidas enfrentam escassez de trabalhadores, enquanto regiões como África terão um terço da força de trabalho global até 2050. No entanto, a migração continua a gerar receios e debates acesos. 

Gilbert Houngbo, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), alertou para a necessidade de um equilíbrio: é essencial preencher as lacunas do mercado sem causar medo nos países de destino nem provocar a fuga de talentos nos países de origem. Amy Pope, da Organização para as Migrações (OMI), destacou que setores como a construção já dependem fortemente da mão de obra migrante, enquanto em países como o Canadá, a pressão sobre habitação gera reações adversas à imigração. 

A tecnologia pode facilitar a conexão entre talentos e oportunidades globais, sugeriu Nacho De Marco, da BairesDev. No entanto, Pope prevê que a discussão sobre migração não desaparecerá – pelo contrário, em breve economias como EUA, Canadá e Europa estarão a competir ativamente por trabalhadores para preencher as suas necessidades laborais. 

 

Imagem Destaque: Fórum Económico Mundial 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

LinkedIn lidera as plataformas digitais mais credíveis para consumo de notícias

11 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A confiança nas fontes de informação continua a ser um fator determinante nas decisões de consumo de notícias, apesar da aparente hegemonia das redes sociais e influencers. 

A nível nacional, o LinkedIn parece ser a plataforma digital de maior confiança, com uma média de 14% dos portugueses a considerá-lo credível ou muito credível, superando mesmo plataformas tradicionais como a imprensa escrita (7%), televisão (7%) e rádio (7%). 

Este dado sublinha a confiança crescente da população numa plataforma digital voltada para a esfera profissional, e que fornece, à partida, informação credível que permite acompanhar temas de relevância em diversas indústrias. Ainda assim, é importante notar que imprensa escrita, TV e rádio – meios tradicionais – continuam a ultrapassar os meios digitais e redes sociais quando analisados em conjunto, com 21% das respostas dos inquiridos.  

Estas conclusões fazem parte do ‘3º Relatório Global de Consumo 2024’, realizado pela agência internacional de comunicação MARCO, em parceria com a Cint. 

Este estudo é baseado num inquérito efetuado a uma amostra total de 7.300 pessoas, de onze países (Brasil, França, Alemanha, Itália, México, Marrocos, Portugal, África do Sul, Espanha, Reino Unido e EUA). Este relatório procura explorar comportamentos sobre a cultura de consumo de informação.  

 

Portugueses acreditam que jornalismo tradicional pode combater fake news 

Portugal destacou-se no estudo, ao ter a maioria da população a demonstrar uma preferência clara por conteúdo mais objetivo e factual, em detrimento de sugestões de influenciadores, muitas vezes vistas como comerciais ou menos imparciais. Cerca de 93% dos portugueses considera o jornalismo tradicional fundamental para combater a desinformação.  

Adicionalmente, 83% da população considera que a informação fornecida por um jornalista é mais credível do que a transmitida por um influenciador.  

É extremamente positivo ver que uma grande maioria dos portugueses reconhece a importância do jornalismo na promoção da informação fidedigna. Num momento em que a desinformação é uma preocupação crescente, o papel dos jornalistas como fontes de informação credíveis torna-se mais vital do que nunca. O jornalismo de qualidade tem o poder de informar, educar e, acima de tudo, proteger a sociedade da proliferação de fake news. 

Diana Castilho, Head of Portugal na MARCO 

 

A preferência pelo LinkedIn face a outros meios de comunicação tradicionais pode ser explicada pela natureza desta rede social. Ao contrário de aplicações como o Instagram ou TikTok, onde o conteúdo é muitas vezes influenciado por tendências ou popularidade de influenciadores, o LinkedIn foca-se num conteúdo profissional mais específico e direcionado. Para os portugueses, isto faz da plataforma um local para aceder a notícias, artigos e discussões profissionais fundamentadas.  

 

 

 

Influenciadores e o seu poder na decisão de compra  

Embora o jornalismo seja considerado uma fonte de maior confiança, 39% dos portugueses afirmam já ter comprado um produto ou serviço devido à recomendação de um influenciador. Este dado revela o impacto crescente que os influenciadores têm no comportamento de compra, especialmente em segmentos de consumo mais jovem e nas plataformas digitais. 

 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

Os cinco erros mais comuns ao dar feedback negativo

11 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Dar feedback negativo é uma das tarefas mais delicadas para um gestor. A forma como essa comunicação é feita pode determinar se o trabalhador cresce com a crítica ou se se sente desmotivado e frustrado com o que acabou de ouvir.

Muitos líderes, na tentativa de evitar conflitos ou de tornar o processo mais suave, acabam por cometer erros que minam o impacto da mensagem e podem até agravar o problema. Para garantir que o feedback negativo tem o efeito desejado, é essencial evitar cinco falhas comuns que comprometem tanto a clareza como a eficácia da comunicação. As propostas são de Steve Vamos, publicadas na Harvard Business Review.

O perigo de suavizar em excesso

Muitos gestores, receando o desconforto de uma crítica direta, tentam suavizar o feedback com elogios. Esta estratégia, conhecida como o ‘feedback de sanduiche’ –  onde se reveza uma crítica entre dois comentários positivos -, pode parecer uma abordagem diplomática, mas raramente produz o efeito esperado. O colaborador pode acabar por se focar apenas nos elogios e ignorar a crítica ou, pelo contrário, pode encarar os elogios como forçados e manipuladores.

O mais eficaz é ser claro e direto. Isso não significa ser rude ou insensível, mas sim garantir que o colaborador compreende exatamente o que precisa de melhorar. Uma boa prática é apontar factos concretos, descrever o impacto do comportamento e sugerir mudanças específicas. Por exemplo, em vez de dizer «gostei muito da tua dedicação, mas podias ter sido mais organizado com os prazos», é preferível dizer «os prazos não foram cumpridos e isso afetou a equipa. Vamos encontrar uma forma de melhorar a tua organização». Dessa forma, a crítica torna-se clara e útil.

 

Evitar o feedback negativo não resolve o problema

Outro erro comum entre gestores é evitar dar feedback negativo por medo de criar tensão ou desmotivar o colaborador. Muitas vezes, na tentativa de manter um ambiente positivo, os líderes acabam por ignorar ou adiar conversas difíceis. No entanto, essa estratégia tende a ter o efeito contrário: sem orientação clara, os colaboradores podem continuar a cometer os mesmos erros, o que pode prejudicar o desempenho individual e até afetar a moral da equipa.

Quando um gestor evita dar feedback, transmite a mensagem de que os problemas não são importantes ou que prefere ignorá-los. Isso não só compromete a qualidade do trabalho, como pode também gerar frustração entre os restantes membros da equipa.  Assim, percebem que determinados comportamentos inadequados não são corrigidos. O melhor caminho é abordar a questão assim que se torna relevante, de forma construtiva e com um plano claro para a melhoria.

 

Focar-se na pessoa em vez do comportamento gera resistência

Uma das maiores armadilhas do feedback negativo é fazê-lo parecer um ataque pessoal. Quando um colaborador sente que está a ser criticado enquanto pessoa, e não pelas suas ações, a tendência natural é reagir de forma defensiva. Em vez de refletir sobre a crítica e tentar melhorar, pode sentir-se injustiçado ou desvalorizado, o que deterioriza a relação com o gestor.

Para evitar esse erro, é crucial separar a pessoa do comportamento. Por exemplo, dizer «És muito desorganizado» implica um julgamento sobre o caráter do colaborador, ao passo que «O teu método de organização tem causado alguns atrasos na equipa» aponta para um comportamento específico que pode ser alterado. O objetivo do feedback deve ser sempre incentivar a mudança, e isso só é possível quando a crítica é objetiva e direcionada para ações concretas.

 

Apontar problemas sem indicar soluções cria frustração

Um erro frequente entre gestores é limitarem-se a apontar o que está errado sem oferecer qualquer tipo de orientação sobre como melhorar. Este tipo de feedback pode ser desmotivador, pois coloca o colaborador numa posição de incerteza: sabe que precisa de mudar, mas não sabe como.

O feedback eficaz deve ser sempre acompanhado de sugestões práticas. Por exemplo, se um colaborador tem dificuldades em gerir o tempo, o gestor pode sugerir ferramentas de planeamento, oferecer formação ou até mesmo ajudar a definir prioridades. Além disso, o gestor deve-se posicionar como um parceiro na melhoria, demonstrando disponibilidade para apoiar e acompanhar o progresso. A crítica isolada pode ser vista como um castigo; já o feedback construtivo, quando bem aplicado, torna-se uma oportunidade de crescimento.

 

Escolher o momento e o local errados pode agravar a situação

O contexto em que o gestor dá o feedback impacta diretamente a forma como o colaborador o recebe. Muitos líderes erram ao criticar em público, expondo o colaborador a uma situação humilhante e fragilizando a sua relação com a equipa. Em outros casos, a crítica surge num momento de grande tensão, como durante uma crise ou num dia difícil, o que aumenta a probabilidade de uma reação negativa.

O ideal é dar feedback negativo em privado, criando um ambiente onde o colaborador possa ouvir, refletir e responder sem a pressão dos colegas. Além disso, o gestor deve considerar o estado emocional do colaborador e escolher um momento em que ele esteja mais recetivo à conversa. O tom do diálogo também influencia o peso da crítica: iniciar a conversa com empatia e uma abordagem construtiva torna a troca mais produtiva.

 

Transformar o feedback negativo numa ferramenta de crescimento

Quando bem aplicado, o feedback negativo não precisa de ser um momento desconfortável nem gerar ressentimento. Pelo contrário, pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento individual e coletivo. O segredo está em evitar os erros mais comuns e focar-se numa comunicação clara, objetiva e construtiva.

Ser direto sem ser rude, dar feedback no momento certo, separar o comportamento da pessoa, oferecer soluções e criar um ambiente de diálogo são práticas que transformam uma crítica num motor de melhoria. Um gestor que domina essa arte não só ajuda os seus colaboradores a evoluir, como fortalece a equipa e cria um ambiente de trabalho mais produtivo e saudável.

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