• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

TEDxPorto promove bem-estar e inclusão social da comunidade sénior

4 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

O TEDxPorto lançou a sua primeira edição do projeto Geração+, uma iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto. O certame ocorreu no fim de janeiro e reuniu 200 idosos que debateram temas essenciais como o envelhecimento ativo e o diálogo intergeracional.

O encontro foi realizado no Batalha Centro de Cinema e procurou refletir sobre a importância da inclusão social e do bem-estar da comunidade sénior.

 

Iniciativas transformadoras para combater o isolamento social

O Geração+, que faz parte do programa de responsabilidade social do TEDxPorto, é mais uma das ações que, ao lado do TEDxPorto @Escola, procura levar ideias transformadoras a diferentes segmentos da sociedade. Com o intuito de promover o pensamento crítico e a participação ativa, este projeto tem como objetivo dar voz à população sénior e fomentar o seu envolvimento cívico e cultural. Em suma, serve para inspirar uma mudança positiva na forma como a sociedade vê o envelhecimento.

Norberto Amaral, organizador do TEDxPorto, destacou a importância do projeto Geração+ como parte da missão do TEDxPorto de criar espaços de partilha intergeracionais. «Num país em que o índice de envelhecimento cresce a um ritmo acelerado, é crucial redefinir o papel da comunidade sénior e assegurar que ela continue a participar de forma ativa na vida social», afirmou.

 

Próxima edição do TEDxPorto promete debater questões cruciais para o futuro

A importância do projeto foi também sublinhada pelas entidades locais. Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, e Fernando Paulo, vereador da Coesão Social, reconheceram o impacte positivo da iniciativa para a cidade. Dessa forma, destacaram a importância de proporcionar a todos, independentemente da sua idade, a oportunidade de contribuir para o dinamismo urbano.

A próxima edição do TEDxPorto, marcada para o dia 29 de março de 2025, tem como tema «A Grande Questão» e promete abordar assuntos como responsabilidade social, saúde mental e o impacte da colaboração intergeracional.

Entre os oradores confirmados estão Luís Osório, escritor e comunicador; Manuel Heitor, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Maria João Baptista, presidente da Unidade Local de Saúde de São João; Nadim Habib, professor na Nova SBE e consultor na área de inovação e empreendedorismo; e Mariana Abranches Pinto, presidente da Associação Compassio.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

A rota para um futuro verde: como superar os desafios da transição energética

3 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A transição energética é um dos maiores desafios do século XXI. O caminho para um futuro sustentável exige uma reformulação profunda da infraestrutura energética, com a implementação de fontes renováveis, o desenvolvimento de novas tecnologias e um financiamento robusto para garantir a viabilidade dos projetos.

Apesar do progresso significativo desde o Acordo de Paris, os investimentos ainda estão longe do necessário. Em 2024, estima-se que o investimento global na transição energética atenha alcançado 2 biliões de dólares, um valor expressivo, mas insuficiente. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), para atingir a neutralidade carbónica até 2050, será preciso aumentar esse valor para 4,5 biliões de dólares anuais até ao início da década de 2030.

O desafio não é apenas técnico ou financeiro – envolve também questões socioeconómicas, políticas e regulatórias. Para acelerar a transição, os governos, as empresas e os investidores precisam de colaborar na construção de um modelo energético sustentável e acessível, garantindo segurança no abastecimento e estabilidade económica. Numa altura em que o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, usa e abusa do «drill, baby, drill», o mundo está expetante sobre o que virá a seguir. Contudo, os especialistas não têm dúvida: é preciso fazer mais e melhor.

Este artigo consiste num relatório do World Economic Forum.

 

Garantias de desempenho: reduzir o risco e atrair investimento

A incerteza em torno da fiabilidade e da longevidade de novas tecnologias é um obstáculo para a atração de capital. Para mitigar riscos, investidores e operadores exigem garantias de desempenho, muitas vezes fornecidas por contratantes de engenharia (EPC) ou seguradoras.

Estas garantias asseguram que a tecnologia irá funcionar conforme prometido, incentivando uma manutenção adequada e a otimização da operação – fatores essenciais para equipamentos inovadores, que ainda possuem poucos dados operacionais.

No entanto, fabricantes de tecnologias emergentes, como baterias avançadas, hidrogénio verde e captura de carbono, hesitam frequentemente em fornecer garantias de desempenho devido à incerteza operacional. Isso pode limitar a adoção dessas soluções.

Para resolver este problema, os governos podem atuar como fiadores do risco tecnológico, fornecendo seguros específicos para fabricantes e EPCs. Essa abordagem tem três grandes vantagens: acelera a adoção de novas tecnologias, permitindo a expansão rápida do setor, diminui os custos e os riscos para investidores, aumentando o financiamento disponível para projetos sustentáveis e facilita a bancabilidade dos projetos, tornando-os mais viáveis economicamente.

As lições aprendidas com a energia solar e eólica podem ser aplicadas a outras tecnologias emergentes, encurtando a curva de aprendizagem e tornando-as mais acessíveis.

 

Planeamento integrado: a base para a eficiência energética

O planeamento energético deve ser pensado como um sistema interligado. Sem uma abordagem integrada, há risco de desperdício de recursos, atrasos em projetos e falhas no fornecimento de energia.

Os governos e concessionárias precisam de adotar um planeamento estratégico de longo prazo, que envolva desde a escolha das áreas de instalação de novas centrais até a modernização das redes de transmissão. Algumas ações fulcrais incluem a designação de terrenos específicos para projetos renováveis. Isto já acontece em países do Golfo e na Ásia Central, reduzindo a burocracia e acelerando os investimentos. A expansão e modernização das redes de transmissão e distribuição, evitando congestionamentos e assegurando a conexão eficiente de novas fontes energéticas.

E ainda a criação de interligações regionais, permitindo o compartilhamento de capacidade entre diferentes regiões e reduzindo a necessidade de novas infraestruturas de grande escala.

Com o crescimento populacional e o aumento da procura por eletricidade – impulsionado pelo uso de inteligência artificial, veículos elétricos e digitalização industrial –, a necessidade de um planeamento eficiente nunca foi tão urgente.

A falta de visão estratégica pode levar a problemas de distribuição energética, falhas no abastecimento e custos mais elevados para consumidores e empresas.

 

O papel das pequenas e médias empresas (PME) na transição energética

Embora as grandes empresas e fundos de investimento desempenhem um papel central na transição energética, as PME são fundamentais para impulsionar a inovação e a diversificação do setor.

As PME possuem agilidade e capacidade de adaptação, permitindo-lhes desenvolver rapidamente novas soluções tecnológicas e atender a mercados específicos, como a eletrificação de áreas remotas.

No entanto, enfrentam barreiras significativas, como falta de acesso a financiamento, regulamentação complexa e dificuldades na contratação de profissionais especializados.

Para fortalecer a participação das PME, alguns países têm implementado medidas específicas. Na Dinamarca, o Programa de Desenvolvimento e Demonstração de Tecnologia Energética (EUDP) financia PME e universidades para desenvolverem e testarem novas tecnologias verdes. Além do financiamento, o programa oferece apoio técnico e consultoria especializada.

Na Índia, por exemplo,  foi implementado um novo modelo de garantias financeiras. O programa Obrigações de Segurança de Seguro (ISBs) permite que empresas de energia renovável participem em leilões públicos sem precisar de recorrer a garantias bancárias tradicionais.

A ampliação deste tipo de suporte pode fortalecer o ecossistema de inovação no setor energético e tornar a transição mais acessível e inclusiva.

A importância da cooperação internacional

Para garantir o sucesso da transição energética, é essencial harmonizar normas e regulamentações em nível global. Sem padrões claros e universais, o setor enfrenta incertezas que desincentivam o investimento.

Além disso, a transferência de tecnologia para países em desenvolvimento pode acelerar o progresso global, reduzindo desigualdades no acesso à energia limpa.

É fundamental que sejam definidos critérios globais para eficiência energética e redução de emissões, evitando discrepâncias entre regiões. Assim como maior envolvimento de organismos internacionais, como o Banco Mundial e instituições de crédito à exportação, no financiamento de projetos sustentáveis em países de menor rendimento.  Ainda igualmente essencial passa pela criação de mecanismos de apoio às PME, garantindo que a inovação não fique restrita a grandes empresas.

A ausência de padrões internacionais uniformes pode dificultar a adoção de novas tecnologias. Por exemplo, a União Europeia promove a mistura obrigatória de combustível de aviação sustentável (SAF) com combustíveis fósseis, mas essa política não é adotada universalmente, o que gera incerteza para investidores do setor.

 

Conclusão: um caminho sustentável e viável

A transição energética não é apenas uma necessidade ambiental – é também um desafio económico, político e social. Para garantir um futuro sustentável, é essencial: reduzir o custo do capital para tornar os projetos mais viáveis; melhorar o planeamento energético, evitando desperdícios e garantindo um fornecimento eficiente; criar um quadro regulatório estável e globalmente alinhado, reduzindo as incertezas do mercado; apoiar as PME, garantindo que possam contribuir para a inovação e o crescimento do setor; fortalecer a cooperação internacional, permitindo uma transição mais equilibrada e acessível a todos.

O caminho para a energia limpa é uma maratona, não uma corrida de velocidade, mas com cada passo dado, estamos mais perto de um futuro onde a sustentabilidade e a inovação caminham lado a lado. A transição energética não é uma escolha – é a nossa oportunidade de redefinir o mundo que deixamos para as futuras gerações.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Insatisfação bancária em alta, mas portugueses resistem à mudança

3 Fevereiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Mais de 65% dos portugueses estão descontentes com os seus bancos, com as regiões do Centro, Alentejo e Norte a destacarem-se pelos índices mais elevados de insatisfação. No entanto, o estudo da Nickel, em parceria com a DATA E, revela um paradoxo: apesar do desagrado generalizado, apenas 13% dos inquiridos têm planos de mudar de banco. A resistência à mudança é grande, mesmo nas áreas mais insatisfeitas, como o Centro, onde quase 20% dos portugueses consideram a troca.

Ao olhar para o histórico de mudanças, o estudo aponta que três em cada dez portugueses não mudaram de banco nos últimos cinco anos. Mais impressionante ainda, 22,6% nunca mudaram de instituição financeira, e 30% não o fazem há mais de uma década.

As principais razões para essa estagnação estão no alto custo das comissões, taxas consideradas desnecessárias e preços pouco competitivos.

Por outro lado, as alternativas digitais começam a ganhar terreno. Mais de 95% dos portugueses estão cientes das opções bancárias digitais, e 73% dos que ainda não aderiram manifestam intenção de o fazer no futuro. A adesão é especialmente forte no Norte, Lisboa e Alentejo, com destaque para o Algarve, onde a procura por contas digitais aumentou 154% em 2024, comparado ao ano anterior.

Além disso, 47% dos portugueses mantêm contas em mais de um banco, seja para diversificar riscos, ter contas de poupança ou investir em condições específicas, com o objetivo de melhorar a gestão financeira.

 

Arquivado em:Economia, Notícias

Transparência salarial: iluminação necessária ou faca de dois gumes?

30 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Perguntar a um colega quanto ganha é, em muitos países, um tabu tão grande quanto criticar o prato principal num jantar de família. No entanto, a opacidade dos salários tem sido cada vez mais questionada, e novas leis procuram trazer luz a este território obscuro.

Nos países escandinavos, como a Noruega, a transparência salarial é quase total: basta consultar registos públicos para ter uma boa ideia do rendimento de um vizinho ou colega. No resto do mundo, porém, a situação é bem diferente. Um estudo recente conduzido por Zoë Cullen, da Harvard Business School, e Ricardo Perez-Truglia, da Universidade da Califórnia, demonstrou que os trabalhadores sentem-se desconfortáveis tanto a perguntar como a revelar os próprios salários. O receio de tensões no local de trabalho, especialmente entre aqueles que ganham mais, contribui para este silêncio.

 

Leis de transparência: um caminho sem volta

Para contrariar esta realidade, governos têm implementado regras que obrigam empresas a divulgar diferenças salariais entre géneros, a publicar faixas de vencimento em ofertas de emprego e a proibir perguntas sobre salários anteriores dos candidatos. Este ano, estados norte-americanos como Illinois, Minnesota e Vermont adotam novas regras de transparência, segundo o The Economist. Na União Europeia, uma diretiva semelhante entrará em vigor em 2026.

Mas o impacte dessas leis é ambíguo. A investigação de Cullen aponta que a transparência tem ajudado a reduzir disparidades salariais entre homens e mulheres – não porque as remunerações mais baixas subam rapidamente, mas porque os aumentos salariais são travados. Empresas passam a argumentar que um aumento para um funcionário exigiria ajustes para todos os outros, mantendo os custos controlados.

Foi exatamente isso que aconteceu na Dinamarca, onde, desde 2006, empresas com um certo número de funcionários são obrigadas a divulgar disparidades salariais entre géneros. Como resultado, o fosso entre homens e mulheres diminuiu, mas principalmente porque os aumentos salariais dos homens abrandaram. O efeito colateral? A produtividade dessas empresas caiu, possivelmente porque os trabalhadores mal pagos sentiram-se desvalorizados, enquanto os mais bem pagos passaram a ver os seus aumentos com crescente frustração.

 

A transparência como fator de motivação – ou de conflito

Os efeitos da transparência variam consoante o contexto. Nos Estados Unidos, a inclusão de faixas salariais em anúncios de emprego tem levado ao aumento dos salários, já que tanto empresas como candidatos passam a ter uma melhor noção dos valores praticados no mercado. Em certos casos, a exposição dos rendimentos pode motivar os trabalhadores: um estudo recente conduzido por Cédric Gutierrez da Universidade Bocconi indicou que, quando salários de académicos americanos foram tornados públicos, aqueles que ganhavam mais passaram a esforçar-se mais para justificar os seus vencimentos.

Curiosamente, a revelação das discrepâncias salariais entre chefias e subordinados não gera apenas ressentimento, mas também aspiração. Dados de Cullen e Perez-Truglia indicam que os funcionários geralmente subestimam quanto ganham os seus superiores e, ao descobrirem a realidade, tendem a trabalhar mais, motivados pela possibilidade de progressão.

No entanto, a transparência pode criar distorções. Um estudo de James Flynn, da Miami University, sobre a divulgação pública dos salários dos jogadores de hóquei no gelo na América do Norte, em plena época de 1990, mostrou que os atletas subvalorizados começaram a focar-se mais em estatísticas individuais. Valorizavam sobejamente golos e assistências – que rendiam melhores contratos – em detrimento de contribuições defensivas essenciais para o desempenho coletivo.

 

A luz do sol, com moderação

A transparência salarial promete maior equidade, mas traz consigo armadilhas. Se bem gerida, pode eliminar injustiças e dar aos trabalhadores melhores ferramentas para negociar. Se mal aplicada, pode gerar desmotivação, reduzir aumentos salariais e enviesar a remuneração para critérios mais fáceis de medir, mas nem sempre mais justos.

A exposição dos salários também pode alterar as dinâmicas internas das empresas. Quando todos conhecem os vencimentos uns dos outros, podem surgir rivalidades, ressentimentos e uma cultura de comparação constante que afeta o espírito de equipa. Por outro lado, essa mesma transparência pode pressionar as empresas a justificar melhor as suas políticas de remuneração, levando a processos mais estruturados e criteriosos. A questão não está apenas em divulgar os números, mas em garantir que o sistema de compensação é percebido como justo e meritocrático.

Como em tudo, a luz do sol pode ser benéfica. Mas mesmo a mais brilhante das iluminações pode queimar.

Arquivado em:Gestão de Pessoas, Notícias

FMUC integra consórcio europeu para avançar na investigação do autismo

30 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) juntou-se ao projeto europeu European Autism GEnomics Registry (EAGER). Esta iniciativa promete revolucionar o estudo do autismo e desenvolver terapias personalizadas. Liderada pelo King’s College London, a colaboração internacional envolve 13 equipas de investigação de oito países. O financiamento provém da Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores (IMI), um consórcio entre a Comissão Europeia e a Federação Europeia da Indústria Farmacêutica.

A equipa da FMUC é coordenada pelo professor Miguel Castelo-Branco, diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS). A investigação irá recolher e analisar dados genéticos de indivíduos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). O objetivo é compreender melhor as bases genéticas desta condição e melhorar os ensaios clínicos.

O diagnóstico e tratamento da PEA enfrentam desafios, não existindo biomarcadores fiáveis, o que dificulta abordagens eficazes. Segundo Miguel Castelo-Branco, «é essencial personalizar as abordagens clínicas. Para isso, precisamos de uma base de dados genética e clínica sólida». O EAGER quer preencher essa lacuna, reunindo dados de participantes de vários países europeus, incluindo Portugal.

 

Impacte global e colaboração internacional

O projeto EAGER está inserido no Autism Innovative Medicine Studies-2-Trials (AIMS-2-TRIALS),  o maior consórcio europeu dedicado ao estudo do autismo. Desde 2018 que explora a biologia desta condição e testa novas terapias.

Para Miguel Castelo-Branco, «os impactos deste projeto já são visíveis. Uniu clínicos, investigadores e pessoas com autismo. Além disso, atraiu investimento não académico, tornando-se uma das maiores parcerias público-privadas do mundo em ciências da vida».

Com esta iniciativa, a Universidade de Coimbra reafirma o seu compromisso com a investigação biomédica, e continua a contribuir para soluções inovadoras no autismo.

 

Quem pode participar?

O estudo está aberto a pessoas com diagnóstico formal de PEA e a pessoas que se identificam com a condição, mas sem validação médica.

A participação é feita à distância. Os interessados devem enviar uma amostra de saliva para análise genética. Também precisarão preencher questionários online sobre saúde, qualidade de vida e prioridades de investigação. As inscrições decorrem até março de 2025.

Os interessados podem contactar a equipa da Universidade de Coimbra através do e-mail icnas@uc.pt.

Arquivado em:Ciência, Notícias

EUA vs China na era da inteligência artificial

29 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A era da inteligência artificial (IA) não é apenas uma corrida por inovações tecnológicas, mas também um campo de batalha geopolítico onde os Estados Unidos e a China se enfrentam diretamente. No início do seu segundo mandato, Donald Trump anunciou o maior projeto de infraestrutura de IA na história dos Estados Unidos.

A iniciativa não só visa consolidar a liderança americana neste domínio, mas também reafirmar a supremacia do país num cenário global cada vez mais polarizado. Este movimento, no entanto, ocorre num momento crítico. A China acelera cada vez mais a sua própria evolução tecnológica, desafiando o monopólio americano neste setor emergente.

No entanto, enquanto os EUA se preparam para moldar o futuro da IA, a China acompanha o ritmo, e parece ultrapassar as expectativas com uma combinação de inovação e estratégia económica agressiva. A recente ascensão da DeepSeek, uma startup chinesa, exemplifica essa capacidade de adaptação e superação, colocando a China numa posição cada vez mais dominante neste campo. Este artigo parte de uma peça jornalística do The Economist.

 

Filho da China, o fenómeno DeepSeek

O descolar meteórico da DeepSeek, fundada em Hangzhou, na China, é uma evidência clara da crescente sofisticação do setor tecnológico daquele país. A empresa conseguiu desenvolver o DeepSeek-R1, um modelo de linguagem de IA que rivaliza em desempenho com o GPT-4 da OpenAI, mas a um custo significativamente mais baixo. Utilizando uma configuração de hardware de 2.048 chips Nvidia H800 — uma versão limitada devido às restrições impostas pelos EUA — a DeepSeek conseguiu treinar o seu modelo em apenas 55 dias.

Isto tudo com um investimento de apenas 5,6 milhões de dólares. Este feito representa não apenas uma vitória económica, mas também uma demonstração de inteligência estratégica, desafiando o status quo e revelando a capacidade da China de contornar as barreiras tecnológicas impostas pelas sanções ocidentais.

Essa eficiência no desenvolvimento de IA é uma resposta direta às políticas protecionistas dos Estados Unidos, cujas restrições tecnológicas estavam, até recentemente, a ser vistas como um obstáculo quase insuperável. No entanto, a China, longe de se ver limitada por estas restrições, tem mostrado que, com a abordagem certa, é possível avançar com inovação mesmo diante de desafios globais.

O impacte no mercado foi imediato e severo: as ações da Nvidia sofreram uma desvalorização histórica de 16,86%, com uma perda de capitalização bolsista que ultrapassou os 589 mil milhões de dólares. Este foi o primeiro reflexo visível de uma mudança tectónica no equilíbrio de poder das grandes empresas tecnológicas.

 

Uma corrida por liderança e influência global

O modelo DeepSeek-R1 não é um fenómeno isolado, mas sim uma peça importante de uma estratégia mais ampla da China para consolidar a sua posição como líder em IA. Nos últimos meses, o país tem consolidado avanços significativos em modelos de linguagem (LLMs), desafiando os gigantes tecnológicos americanos. A China tem superado expectativas, mostrando que não se trata apenas de ter os melhores recursos, mas também de saber aproveitar ao máximo os meios à disposição.

Além das suas implicações económicas, o sucesso de empresas como a DeepSeek tem potencial para reconfigurar a geopolítica mundial. Com países em desenvolvimento a optar por tecnologias chinesas em vez de soluções americanas, a China não só ganha terreno no domínio tecnológico, mas também no político.

A IA, que começou como uma ferramenta para melhorar a vida quotidiana, está a ser cada vez mais vista como um instrumento de poder global, capaz de alterar as dinâmicas internacionais. A adoção de tecnologias chinesas em setores estratégicos por outros países poderia amplificar a influência do Partido Comunista Chinês, reconfigurando as alianças geopolíticas tradicionais.

 

Impacte nas bolsas europeias e portuguesa

A instabilidade causada pela desvalorização das ações da Nvidia e outros grandes players tecnológicos teve repercussões diretas nas bolsas europeias. O índice Euro Stoxx 50, que agrupa as principais empresas da zona euro, caiu 1,5%, enquanto o DAX, da Bolsa de Frankfurt, registou uma queda de 2,1%. Em Portugal, o índice PSI da Bolsa de Lisboa desceu 0,53%, encerrando nos 6.401,09 pontos, refletindo a vulnerabilidade do mercado nacional às flutuações globais.

Este impacte sublinha a dependência crescente da Europa e de Portugal das grandes empresas tecnológicas e de semicondutores, que, ao serem afetadas por inovações disruptivas e competições globais, provocam uma onda de incerteza nos mercados. A ascensão de empresas como a DeepSeek torna claro que a inovação tecnológica definirá o futuro económico global, e a Europa precisa de se preparar para os desafios dessa nova ordem.

 

O futuro que já é presente

A atualidade acarreta uma série de desafios para os EUA, que se veem forçados a repensar a sua estratégia. Investir em infraestruturas de IA é uma necessidade premente para Trump, mas a concorrência da China exige mais do que apenas um esforço tecnológico. O país precisa de fortalecer a sua posição num cenário global cada vez mais competitivo, o que passa por reformas no setor de defesa, colaborações internacionais e um ambiente mais favorável à contratação de engenheiros estrangeiros, que possam impulsionar a inovação.

Para a China, o caminho já está em marcha: continuar a desenvolver tecnologia de ponta, garantir que os modelos de IA se tornem cada vez mais acessíveis e eficientes e expandir a sua influência política através dessas inovações. A DeepSeek é apenas o início de uma revolução que poderá resultar numa fragmentação do mercado de IA, com múltiplos players a emergirem em detrimento dos monopólios tradicionais.

Este confronto não é apenas sobre quem lidera a corrida tecnológica, mas sobre quem será capaz de moldar o futuro económico, político e estratégico do século XXI. Cada avanço, cada movimento, pode alterar profundamente o rumo das próximas décadas. E, nesse tabuleiro global, a China e os Estados Unidos estão a fazer jogadas decisivas. O mundo, agora mais do que nunca, está a assistir ao desdobramento desta batalha de gigantes, e os efeitos de cada decisão serão sentidos por gerações.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 162
  • Página 163
  • Página 164
  • Página 165
  • Página 166
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.