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Marcelo Teixeira

Barreiras regulamentares prejudicam competitividade das empresas portuguesas

29 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Portugal ocupa a 9.ª posição entre os 38 países da OCDE no índice de Regulação dos Mercados de Produto, um indicador importante que avalia o ambiente regulatório para os negócios. Para agravar, é o 5º pior país da União Europeia, ficando atrás de várias economias mais competitivas. Este cenário de dificuldades regulamentares prejudica as empresas e retarda o crescimento económico. As conclusões são de um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) que alerta para os problemas estruturais que têm vindo a travar o desenvolvimento do mercado nacional.

Óscar Afonso, diretor da FEP, e Nuno Torres, responsável pelo Gabinete de Estudos da faculdade, apresentaram um conjunto de 20 recomendações prioritárias para melhorar a situação. Eles destacam a necessidade de reformas estruturais para reduzir as distorções do mercado e criar um ambiente mais competitivo e dinâmico.

As barreiras administrativas e regulamentares, que afetam as empresas nacionais, são um dos principais obstáculos. Estas barreiras estão particularmente relacionadas com a intervenção estatal e com as dificuldades para empresas estrangeiras entrarem no mercado português.

 

Desafios estruturais e ações recomendadas

Portugal, em comparação com a OCDE e a União Europeia, encontra-se abaixo da média em componentes-chave. O estudo revela que, na intervenção estatal, o país está mal posicionado, especialmente nas áreas que envolvem o impacte das regulações, a propriedade pública e as operações comerciais em serviços. Além disso, as dificuldades para empresas novas, especialmente no setor dos serviços, são uma das causas principais do baixo nível de competitividade. A carga administrativa é alta, com processos regulatórios e requisitos difíceis de cumprir, especialmente para as empresas em nome individual.

Nuno Torres aponta também que, apesar de alguns avanços, como a entrada de um novo operador no setor das telecomunicações, ainda há barreiras significativas. O transporte ferroviário é outro setor que precisa de maior liberalização. A recomendação é que Portugal adote um modelo de sucesso como o de Espanha, promovendo maior concorrência, especialmente no transporte de passageiros.

 

A necessidade de uma reforma profunda

Para mudar este panorama, o estudo propõe 20 medidas concretas, das quais se destaca a recuperação do mecanismo «one-in, one-out». Este sistema determina que, para a criação de uma nova regulamentação, uma anterior com custos semelhantes deve ser eliminada. No entanto, esse mecanismo nunca foi implementado, apesar de estar previsto em lei desde 2014. Óscar Afonso critica a falta de ação dos governantes na implementação dessas reformas. Sublinha que é essencial melhorar a avaliação de impacto legislativo, especialmente no que diz respeito ao efeito das novas leis na concorrência.

Além disso, o estudo defende a necessidade de reformar o Estado e de melhorar a competitividade fiscal, em especial no IRC, onde Portugal tem a segunda maior taxa efetiva da União Europeia. As reformas previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) poderão ter um impacte positivo, mas o efeito será limitado se não houver mudanças estruturais significativas na regulação.

Em suma, a eliminação das barreiras à entrada e a redução da burocracia são cruciais para aumentar a competitividade das empresas em Portugal. Sem uma reforma profunda do quadro regulatório, o país dificilmente conseguirá atrair mais investimento e melhorar o seu posicionamento internacional.

Arquivado em:Economia, Notícias

A dança das cadeiras: líderes ou peões no futebol português?

28 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

No futebol português, onde a paixão dos adeptos parece incendiar o relvado, a ideia de que os treinadores são os verdadeiros líderes parece quase um ideal distante. A pressão pelos resultados imediatos cria um ciclo de rotatividade que, por vezes, parece quase um desporto à parte.

Na teoria, os treinadores são os estrategas, mas na prática, mostram-se por vezes meros peões numa partida jogada fora de campo. Quem, então, manda: o treinador, que tenta desviar-se das armadilhas do mundo da bola, ou o presidente, que de um escritório sem cheiro a futebol dita as regras? A resposta pode ser simples: manda quem tem a última palavra.

 

O cenário atual: a rotação desenfreada

A Primeira Liga de 2024/2025 já registou 14 mudanças de treinadores até ao momento, sendo a mais recente a saída de Vítor Bruno do comando do FC Porto a 20 de janeiro, após ficar apenas seis meses no cargo. Mesmo depois da reviravolta e conquista da Supertaça frente ao Sporting, o antigo adjunto de Sérgio Conceição não resistiu aos maus resultados neste início de ano. Este dado é sintomático de uma cultura que valoriza o imediatismo e a pressão pelos resultados acima de tudo, esquecendo facilmente os êxitos do passado.

Clubes como o Benfica, Sporting e Porto, que carregam a história e o peso das expectativas dos adeptos, são palco constante desta «dança das cadeiras». Nos últimos dez anos, a instabilidade no cargo de treinador tem sido uma realidade. Embora treinadores como Jorge Jesus (Benfica), Sérgio Conceição (FC Porto) ou Rúben Amorim (Sporting) tenham alcançado alguma continuidade em certos períodos, a rotatividade tem prevalecido. Muitos técnicos têm sido afastados após resultados abaixo das expectativas, refletindo uma pressão constante por conquistas imediatas, que muitas vezes sacrifica a estabilidade a longo prazo.

Até mesmo clubes de menor expressão, como o Boavista ou o Marítimo, têm seguido esta tendência de rotatividade. O caso do Marítimo, por exemplo, é um exemplo claro dessa instabilidade. Com vários técnicos (12 em seis anos!)  a passarem pelo clube nas últimas temporadas, relegando o clube para a segunda liga e sem horizonte de regressar tão cedo, antes pelo contrário, está em risco de cair para o terceiro escalão do futebol português.

Cada despedimento é um golpe no treinador, mas também uma oportunidade para outro técnico subir no palco. Este ciclo, porém, nem sempre gera avanços: muitas vezes é apenas uma repetição de erros passados, com uma ênfase excessiva na procura por soluções rápidas e não necessariamente sustentáveis. A cultura do imediato, onde os resultados de curto prazo prevalecem sobre uma visão a longo prazo, continua a ser um desafio para o futebol português.

 

Formação de treinadores: uma fábrica de talento

Em Portugal, a formação de treinadores é reconhecida pela sua exigência e qualidade. Anualmente, cerca de 50 treinadores obtêm a licença UEFA A, enquanto cerca de 24 a 30 alcançam a licença UEFA Pro, número que pode variar consoante o calendário de cursos oferecidos pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Estes programas garantem que os formandos adquiram competências táticas, psicológicas e administrativas para liderar equipas profissionais.

Apesar disso, a oferta de treinadores certificados nem sempre acompanha a elevada procura gerada pela instabilidade dos clubes. Num país onde o futebol é mais do que um desporto – é uma paixão nacional –, a formação rigorosa contrasta com a falta de continuidade nos projetos desportivos.

Atualmente, estima-se que existam mais de 900 treinadores portugueses com a licença UEFA Pro. No entanto, apenas uma fração encontra oportunidades na Primeira Liga, devido à limitação de vagas. Muitos acabam por trabalhar em divisões inferiores ou aceitar desafios no estrangeiro, continuando a representar a excelência da formação nacional em diversos mercados globais.

 

O caso Bruno Lage: quando os microfones apagam as luzes

No último fim-de-semana, Bruno Lage, treinador do Benfica, viu-se envolvido numa polémica depois de um áudio privado ter sido divulgado nas redes sociais. No áudio, Lage manifestava frustração com a equipa após uma derrota, algo que rapidamente gerou especulações sobre a sua relação com os jogadores e a direção.

Este incidente expõe o clima de tensão constante no qual os treinadores operam, especialmente nos grandes clubes. A divulgação de um momento privado, fora de contexto, foi suficiente para colocar Lage numa posição vulnerável, obrigando-o a esclarecer publicamente a sua postura e a reafirmar o seu compromisso com a equipa.

Mais do que uma questão técnica ou estratégica, este episódio ilustra como a opinião pública e os media podem transformar qualquer líder num alvo fácil de críticas. E, com a ausência de Rui Costa ao lado de Bruno Lage durante a conferência de imprensa marcada a toda a pressa, fica a dúvida no ar: estarão as águas calmas nos bastidores da Luz?

 

A instabilidade afeta todos os escalões

O papel de um treinador vai além das táticas e do onze inicial. Ele é, acima de tudo, um gestor de emoções, lidando com uma pressão constante. Cada mudança de treinador faz com que se perca a continuidade e a identidade da equipa.

Por trás dos despedimentos e contratações estão os presidentes, que, muitas vezes, são considerados os verdadeiros líderes. No entanto, as suas escolhas nem sempre são baseadas no desempenho desportivo. As «negociatas», como as comissões de transferências e relações com agentes, muitas vezes determinam essas trocas, onde o poder e o dinheiro superam o futebol em si.

A instabilidade não afeta apenas as equipas principais. Os escalões de formação também sofrem. Treinadores sem tempo para implementar a sua filosofia têm dificuldades em integrar jovens talentos na equipa principal. Isso prejudica o desenvolvimento a longo prazo do futebol português.

Enquanto isso, países como os Países Baixos, com uma estrutura mais estável, começam a ultrapassar Portugal nas competições europeias. A pontuação da UEFA é um exemplo claro disso. O impacte é direto: menos presença portuguesa e menos oportunidades para os clubes e jogadores se afirmarem.

A falta de um modelo estável limita a evolução do futebol nacional e impede que Portugal se afirme como uma potência no cenário europeu.

No futebol português, a constante troca de treinadores revela uma abordagem impulsiva, onde o imediatismo prevalece sobre projetos duradouros. Para que os treinadores deixem de ser peças descartáveis e se tornem verdadeiros líderes, é necessário encontrar um equilíbrio entre a exigência de resultados e a confiança nas suas capacidades. Afinal, o verdadeiro desafio não está só em vencer jogos, mas em construir um legado longínquo e de sucesso.

 

Fotografia: Site oficial Benfica

Arquivado em:Desporto, Notícias

Gestão em crise: o papel dos líderes no século da disrupção

28 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

O mundo empresarial está em constante transformação, e os conselhos de administração, outrora apenas guardiões da governança corporativa, enfrentam agora um turbilhão de desafios. Desde o impacte da inteligência artificial até às campanhas de acionistas ativistas, passando pela influência das redes sociais e por um cenário global instável, as responsabilidades dos conselhos evoluíram de forma drástica.

Mas estarão eles prontos para lidar com estas mudanças?

Um dos maiores problemas, contudo, reside na própria composição dos conselhos. Atualmente, menos de 10% das empresas do S&P 500 estabeleceram limites de mandato para os seus diretores, de acordo com o Conference Board. Como consequência, a renovação é limitada, restringindo a diversidade de pensamento e dificultando a adaptação às novas realidades, como os desafios e oportunidades da inteligência artificial. Para muitos conselhos, a falta de conhecimento profundo sobre estas áreas emergentes continua a ser uma preocupação significativa.

«Os diretores, habituados a navegar em águas tranquilas, encontram-se agora no meio de tempestades», afirma Jane Edison Stevenson, vice-presidente global da Korn Ferry. «O ritmo mudou, e as exigências são mais intensas do que nunca».

 

Uma nova era de pressões

Além disso, enquanto os CEOs continuam no centro das decisões diárias, os conselhos deixaram de estar isolados da tensão. Em particular, o número recorde de campanhas ativistas em 2023 e 2024 colocou ainda mais pressão sobre os diretores, desafiando até mesmo os planos de sucessão mais bem estruturados. «O trabalho de anos para preparar um sucessor pode ser completamente descartado quando acionistas ativistas chegam com prioridades diferentes», alerta Stu Crandell, especialista em governança corporativa.

Adicionalmente, questões globais como inflação, conflitos armados e mercados voláteis têm dificultado o papel dos conselhos como parceiros estratégicos dos CEOs. De acordo com um estudo da Korn Ferry, 37% dos diretores de empresas do S&P 500 identificaram a falta de discussões estratégicas como uma das suas maiores frustrações.

 

Entre a pressão e a adaptação

Apesar de tudo, nem tudo é pessimismo. Alguns conselhos estão a encontrar novas formas de responder a este contexto exigente. Para que consigam adaptar-se, a colaboração tornou-se essencial. «O presidente do conselho precisa de ser o exemplo da cultura que espera ver no CEO e na empresa», defende Elise Schroeter, da Korn Ferry. Por outro lado, o reforço de competências estratégicas e a adoção de uma abordagem mais participativa são agora mais cruciais do que nunca.

Assim sendo, surge a inevitável questão: conseguirão os conselhos acompanhar a velocidade das mudanças ou estarão destinados a tornarem-se irrelevantes?

Para explorar mais sobre os desafios enfrentados pelos conselhos e CEOs, consulte o relatório The Breaking Point da Korn Ferry.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Aristides «representa o que é ser humano», defende o neto, António de Sousa Mendes

27 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

António Moncada de Sousa Mendes nasceu a carregar o peso do passado, mas com o coração aberto ao futuro. Filho de um legado que se confunde com a história de Portugal, traz consigo o sopro de uma linhagem marcada por desafios, lutas e vitórias que quase foram esquecidas. O nome do avô, Aristides de Sousa Mendes, hoje é recordado e ecoa nos cadernos da história, contudo, foi silenciado demasiado tempo.

Agora, o neto conta-nos como foi a infância, os segredos da Casa do Passal em Cabanas de Viriato, os horizontes num mundo afetado por uma cultura bélica em ascensão. António é precisamente o contrário. Promove a paz e perpetua a humanidade. Este é o périplo que a Líder preparou para assinalar o dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

A Casa do Passal e a coragem como princípio

O avô, figura estoica do nosso panorama político e social, é reconhecido por ter desobedecido. Aristides disse não a Salazar. Confundiu a morte dos campos de concentração. Foi um herói no meio do Holocausto. Enquanto o mundo estava imerso no abismo da segunda guerra mundial, com nuvens de fumo negro e gritos abafados nas fábricas de horrores nazis, Aristides foi luz no meio dos escombros.

Como diplomata em Bordéus, no auge da perseguição alemã, decidiu emitir vistos, permitindo que cerca de 30 mil judeus atravessassem fronteiras, contrariando as ordens do governo de Salazar. Nunca será possível determinar o número exato das vítimas do Holocausto, porém, Yad Vashem, o memorial oficial de Israel, recolheu a identidades de mais de 4,7 milhões de mortos.

Para António, o seu avô é a representação da coragem e do compromisso com a liberdade. «Ele foi perseguido por fazer o que achava certo, e ele sabia o que estava a fazer. Estava do lado da humanidade», disse-nos, numa conversa marcada por intermitências entre o passado e o presente. Nos Olivais, onde mora, revelou-nos com franqueza as vivências que marcaram a sua formação e a relação com legado tão vasto.

Das raízes da Beira Alta, da Casa do Passal em Cabanas de Viriato, António cresceu rodeado por uma herança de resistência, de sofrimentos e de lutas políticas intensas. Numa voz blandiciosa realça que o sangue de toda a família é esse. «Sempre fomos muitos a praticar o bem», referiu.

A memória de Aristides é viva, mas também fragmentada. Não são apenas os feitos heroicos que o marcaram, momentos simples conseguiram deixar uma pegada indelével. «Os carolos que ele me dava eram disputados com os meus primos. Todos o desejávamos», diz António mergulhado em nostalgia.

Além disso, quando nasceu, «a memória da guerra ainda estava fresca nas mentes dos que viveram aqueles horrores», confessa. É nessa narrativa familiar que a sua vida se entrelaça com os eventos históricos de uma época conturbada. Na Casa do Passal, «as paredes reverberavam, os fantasmas apareciam» e para o neto, as conversas sobre os campos de concentração e as batalhas não eram meras histórias distantes, mas sim relatos que «moldaram o espírito de uma família que viveu na linha de frente da política e da tragédia».

 

Um legado que não deixava a família incólume

António viveu o peso do ostracismo desde cedo. A história de Aristides não era um conto de heroísmo com aplausos no final da cena. Era uma lembrança que afastava as restantes crianças. Em Portugal, nos anos 50 e 60, não se apreciava a resistência. António era alvo de indiferença, de bullying, de olhar para o espelho e se ver como alguém à margem. «Sentia-me como um corpo estranho», diz, destacando a dureza de uma infância onde o nome do avô promovia a desconfiança dos outros.

Mas, ao contrário do que muitos teriam imaginado, António não sucumbiu a essa sombra. Não foi dilacerado pela falta de reconhecimento; antes, foi forjado por ela. «Fui um dos que desertou, fiz de tudo para não ter sangue nas mãos», confessa, falando da sua própria luta nos anos 60, quando, no auge das guerras coloniais, escolheu fugir. Fugiu do ultramar, fugiu da guerra, e, acima de tudo, fugiu da imposição de ser cúmplice de um regime que ele não podia apoiar. A deserção foi a sua forma de resistir, e assim como o avô, a sua escolha foi feita com um espírito irredutível, com a certeza de que, em tempos de injustiça, a resistência é a única opção.

O Movimento de Unidade Democrática (MUDE), ao qual sua família se alinhou, representava uma resistência contra a ditadura. «Cerca de 100 mil pessoas assinaram a lista MUDE, um ato de coragem em tempos de repressão», conta António. O impacte dessa luta pela liberdade, no entanto, não se fez sentir imediatamente. «Quando voltei a Portugal em 1984, ninguém sabia quem era o meu avô. O reconhecimento veio lentamente», assume.

 

Perpetuar o nome, promover a humanidade

Com estudos em Ciência Política e Línguas em Montreal e Bruxelas, António foi moldado por uma educação que o instigou a olhar para o mundo com um olhar crítico. Para António, a história e a política estão intrinsecamente ligadas, e «a memória do Holocausto, por exemplo, deve ser preservada para que a humanidade não repita os erros do passado».

Com o passar dos anos, António tem se dedicado a educar as novas gerações sobre a história do seu avô e o legado de coragem e compaixão que ele deixou. «Hoje em dia, vou a escolas, falo em assembleias, e a Assembleia da República reconhece o dia 27 de janeiro. A história do meu avô é agora parte do discurso sobre direitos humanos em Portugal», afirma. No entanto, para António, esse estatuto não é uma chegada, mas apenas «um passo num caminho longo e contínuo».

Apesar disso, a vida de António não é apenas um eco do passado, é também uma reflexão sobre o presente. A sua luta é tanto pela preservação desse legado quanto pela defesa dos direitos humanos. O seu olhar crítico sobre a política contemporânea leva-o a questionar as dinâmicas de poder, tanto nos EUA quanto na Europa. Na sua análise, figuras como Trump e Putin não são apenas políticos, «mas símbolos de uma era de incertezas e desafios éticos que ameaçam a paz mundial».

António tem uma preocupação genuína pela direção que o mundo está a tomar. O peso da história, que ele tão bem conhece, parece convergir com os dilemas atuais, levando-o a uma procura constante por justiça e verdade. Não é apenas um homem que carrega o volume de um nome, mas um farol que ilumina o caminho para as gerações futuras. António é um guerreiro do presente, armado com a memória e com a convicção de que a história deve ser ensinada e lembrada, para que erros do passado não sejam repetidos.

Sobre o futuro, acredita que a memória é a chave. «O legado de Aristides é mais do que um título ou uma medalha. Ele representa o que é ser humano. O que é lutar pela vida, pela dignidade. Ele sabia que não podia ignorar o sofrimento alheio. E é isso que quero que as novas gerações lembrem. Não basta contar a história, é preciso viver segundo ela», esclarece. E viverão.

Arquivado em:Entrevistas

Campeões do crescimento na Europa mostram inovação e resiliência em altas

24 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Nos últimos dez anos, diversas empresas europeias demonstraram capacidade de crescimento, mesmo diante de crises financeiras e políticas. O ranking dos Campeões de Crescimento de Longo Prazo da Europa destaca 300 empresas que sustentaram um crescimento sólido nas suas receitas, entre 2013 e 2023.

Este período ficou marcado pela recuperação da crise financeira global de 2008, pela pandemia de COVID-19 e pelos efeitos dos conflitos na Ucrânia. Ainda assim ficou explicito que, apesar dos desafios, a inovação e a adaptação são fundamentais para o sucesso empresarial.

A inovação é o motor principal de crescimento para muitas dessas empresas, com setores como a tecnologia, construção e logística a destacar-se pela sua capacidade de se reinventarem constantemente.

Empresas como Zalando, HelloFresh e Spotify, que figuram entre as mais destacadas, são exemplos claros de como a visão estratégica e a adaptação eficaz podem gerar resultados positivos. O estudo foi realizado pelo Financial Times e pela Statista, destacando as empresas que mais se destacaram ao longo da última década em termos de crescimento anual composto.

 

O cenário económico da Europa e o crescimento empresarial

Ao longo da última década, a economia europeia passou por uma série de transformações e desafios. Após a crise financeira de 2008, a Europa entrou num longo processo de recuperação, com economias a enfrentar austeridade, taxas de juro baixas e um crescimento económico moroso. A pandemia de COVID-19 trouxe um novo conjunto de dificuldades, mas também abriu portas para inovações em diversos setores, como a digitalização acelerada e a transformação digital nas empresas.

Em 2023, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia gerou uma nova onda de incertezas, afetando o mercado energético e a cadeia de abastecimento global. No entanto, muitas empresas europeias, longe de retroceder, demonstraram uma impressionante capacidade de adaptação. A resistência e a capacidade de inovar rapidamente foram fundamentais para o sucesso das empresas que lideram o ranking. O crescimento em setores como TI e Software, Logística e Construção, mesmo em tempos de crise, reflete essa resiliência.

 

Setores em destaque: Tecnologia, Construção e Logística

Entre os sectores representados na lista, o de TI e Software sobressai como o mais dominante, com 14,7% das empresas classificadas. Esta tendência pode ser explicada pela crescente digitalização dos negócios e pelo aumento da dependência das tecnologias para impulsionar a eficiência e a inovação. Empresas como a Zalando, uma retalhista online, e a Spotify, plataforma de streaming de música, exemplificam a ascensão da economia digital. Comprova que a inovação tecnológica não só melhorou a experiência do cliente, mas também facilitou uma expansão significativa.

O setor de Construção e Engenharia, com 7,3% das empresas no ranking, reflete o crescimento de empresas que conseguiram inovar na construção sustentável e nas infraestruturas. A evolução da engenharia verde, por exemplo, tem sido um fator de crescimento para várias empresas. Estas souberam adotar novas tecnologias e práticas para reduzir os impactes ambientais.

Por sua vez, a Logística e Transporte, que representa 6,7% das empresas, beneficiou das mudanças nas cadeias de fornecimento globais, especialmente durante e após a pandemia. A adoção de tecnologias de gestão de armazéns e o aumento do e-commerce global criaram novas oportunidades de negócios.

 

Casos de sucesso: Zalando, HelloFresh e Spotify conquistam o mercado

A Zalando, uma das empresas em destaque, alcançou receitas de 10 mil milhões de euros em 2023, consolidando-se como uma das maiores plataformas de retalho online da Europa. O seu modelo de negócios, centrado na experiência do cliente, nas entregas rápidas e na adaptação às tendências de moda, permitiu-lhe crescer de forma constante, apesar  das mudanças nos hábitos de consumo.

Por outro lado, a HelloFresh, que atingiu vendas de 8 mil milhões de euros, cresceu consideravelmente. Deve-se à sua resposta pela crescente procura por conveniência alimentar e estilos de vida mais saudáveis. A empresa capitalizou a popularidade das refeições rápidas e nutritivas, oferecendo soluções personalizadas que se adequam ao estilo de vida moderno.

Já a Spotify, que gerou receitas de 13 mil milhões de euros em 2023, continua a ser uma das empresas mais emblemáticas do setor de streaming. A chave do seu sucesso está na sua capacidade de inovação constante. Com recursos como playlists personalizadas, podcasts exclusivos e uma expansão para novos mercados, soube conquistar o seu lugar no pódio.

 

Alemanha e Itália: líderes em crescimento empresarial

A Alemanha foi o país com mais empresas na lista, totalizando 74. De seguida Itália com 55 e Reino Unido com 48. Este sucesso pode ser explicado pela forte tradição de inovação e investimento em pesquisa e desenvolvimento, particularmente na Alemanha. O país destaca-se pela sua forte base industrial e pelo apoio contínuo ao setor tecnológico e digital, criando um ambiente propício para o crescimento de startups e empresas de alto impacto.

A Itália, por sua vez, tem uma economia diversificada, com uma forte presença de empresas no setor de manufatura e no mercado digital. Assim, a combinação da tradição de qualidade de produtos com a adaptação às novas tecnologias tem ajudado muitas empresas italianas a crescerem num mercado competitivo.

 

Empresas portuguesas que entusiasmam

A Controlar Innovating Industry, a Revesperfil, juntamente com a SweetCare Portugal, destacam-se como exemplos de empresas nacionais com um forte potencial de crescimento a longo prazo em Portugal.

A Controlar, especializada em soluções tecnológicas para a área da saúde, tem inovado ao desenvolver plataformas que facilitam o acesso e a gestão de dados clínicos. A Revesperfil, por sua vez, tem-se afirmado no setor de perfis de alumínio, apostando na sustentabilidade e na eficiência dos seus produtos.

Já a Sweetcare, uma referência no e-commerce de produtos de beleza e bem-estar, tem conquistado o mercado com a sua vasta gama de produtos e um atendimento ao cliente personalizado.

Juntas, estas empresas têm peso na economia portuguesa. Com efeito, demonstram ainda um compromisso com a inovação e a sustentabilidade, posicionando-se para um futuro promissor.

 

Tendências futuras e desafios

Olhando para o futuro, as empresas europeias que dominam este ranking precisam continuar a investir em inovação. Além disso, têm de aprender a enfrentar desafios relacionados com a sustentabilidade ambiental e as mudanças geopolíticas. A economia verde, com o foco em energias renováveis, redução de emissões e soluções sustentáveis, será uma área estratégica acertada para muitas destas empresas.

A inteligência artificial, a automação e a transformação digital também continuarão a ser forças poderosas que podem impulsionar ainda mais o crescimento das empresas. Em suma, para um caminho profícuo, é essencial saberem como integrar essas tecnologias nas suas operações.

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Liberdade em cena: a força do cinema a romper barreiras

23 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

O cinema, como expressão artística, tem-se mostrado uma das ferramentas mais poderosas para explorar e questionar o conceito de liberdade, abordando-o em diversos contextos históricos, sociais e pessoais.

Seja através da resistência contra regimes autoritários, da luta pela liberdade de expressão ou da superação de barreiras individuais, o cinema oferece uma janela para compreendermos o significado profundo deste valor essencial para a humanidade.

Para assinalar o Dia Mundial da Liberdade, a Líder decidiu destacar uma seleção de filmes emblemáticos que nos convidam a refletir sobre este valor universal.

A liberdade no cinema, contudo, nem sempre foi garantida. Ao longo da história, muitos filmes foram censurados ou proibidos por governos e instituições que viam neles uma ameaça à ordem estabelecida. A censura cinematográfica, que tem raízes profundas em épocas de repressão política e social, não se limita apenas a regimes totalitários.

Mesmo em sociedades democráticas, certos filmes enfrentaram restrições devido ao seu conteúdo provocador, controverso ou subversivo. Um exemplo clássico é «O Último Tango em Paris» (1972). Foi alvo de censura em diversos países devido às suas cenas de sexo explícito e aos debates sobre a liberdade artística.

Outro exemplo significativo é «Laranja Mecânica» (1971), de Stanley Kubrick, que foi retirado das salas de cinema no Reino Unido após causar controvérsia sobre a violência gráfica e as implicações sociais. Este tipo de censura evidencia como o cinema, muitas vezes, se coloca como um reflexo das tensões sociais, políticas e culturais de uma época. Assim sendo, é também um meio de resistência contra os sistemas que tentam limitar a liberdade de expressão.

Neste Dia Mundial da Liberdade, é importante celebrarmos o poder do cinema nas suas múltiplas formas de resistência e de expressão, lembrando-nos de que a liberdade não é apenas um direito a ser defendido, mas também uma ideia a ser constantemente questionada e reimaginada.

 

Ainda Estou Aqui (2023)

Em Ainda Estou Aqui, Walter Salles, o realizador brasileiro por trás de Carnets de voyage e Central do Brasil, regressa com um drama arrebatador, imerso em elementos de thriller, que se aprofunda nas sombrias horas da ditadura militar brasileira. Através do trágico destino da família Paiva, a obra constrói um retrato pungente de uma época marcada pela repressão política, mas também de uma incansável procura pela verdade e pela justiça. O filme transporta-nos para um período de intensas violações de direitos humanos, onde a coragem de resistir à opressão e a luta pela memória e pela liberdade se tornam elementos centrais da narrativa.

 

Selma – A Marcha da Liberdade (2014)

Este filme de Ava DuVernay retrata a histórica marcha liderada por Martin Luther King Jr. em Selma, Alabama, que culmina na conquista do direito ao voto para os afro-americanos nos Estados Unidos. A obra presta um tributo ao ativismo político e à luta não violenta pelos direitos civis. A recriação detalhada dos eventos e o foco na determinação inabalável de King e dos seus aliados reforçam a mensagem de que a liberdade é resultado de persistência e coragem, mesmo diante das maiores adversidades.

 

12 Anos de Escravo (2013)

Inspirado na história real de Solomon Northup, um homem negro livre mas que depois é raptado e vendido como escravo nos Estados Unidos. Passado no século XIX, este filme de Steve McQueen reflete de forma poderosa a luta contra a opressão. A narrativa enfatiza a resistência individual e a esperança como motores fundamentais para almejar a liberdade. Além disso, as interpretações profundamente emocionantes, especialmente a de Chiwetel Ejiofor, envolvem o espectador ao transmitir o peso da injustiça e a resiliência de quem recusa perder a sua humanidade, mesmo nos contextos mais sombrios e desumanos.

 

Capitães de Abril (2000)

Realizado por Maria de Medeiros, este filme português retrata a Revolução dos Cravos, que teve lugar a 25 de abril de 1974 e pôs fim a décadas de ditadura em Portugal. A narrativa foca-se na perspetiva dos militares que lideraram o movimento e nas histórias dos civis que vivenciaram aquele dia marcante. Combinando drama e história, a obra destaca a coragem e a determinação necessárias para conquistar a liberdade e restaurar a democracia, oferecendo uma visão única sobre um dos momentos mais importantes da história do nosso país.

 

A Vida é Bela (1997)

Nesta obra-prima de Roberto Benigni, um pai recorre ao humor e à imaginação para proteger o filho da brutalidade de um campo de concentração nazi. Este filme aborda com delicadeza a liberdade de pensamento e o poder transformador da resiliência humana mesmo em cenários de extrema opressão. A mescla de comédia e tragédia proporciona uma experiência única, celebrando o amor e a coragem como formas supremas de resistência à desumanização, deixando uma mensagem duradoura de esperança. Um banho de emoções fortes para qualquer espectador.

 

Braveheart – O Desafio do Guerreiro (1995)

Mel Gibson realizou e protagonizou este clássico que conta a história de William Wallace, um herói escocês que lidera uma rebelião contra o domínio inglês no século XIII. O grito de «Liberdade!» no momento culminante transforma-se num símbolo do desejo humano pela emancipação. Este filme realça o sacrifício pessoal em prol da liberdade coletiva. Para além disso, as cenas de batalhas memoráveis e emocionantes abordam também questões como a traição, a lealdade e o preço elevado da resistência frente a forças opressoras, criando uma narrativa repleta de inspiração e coragem.

 

The Shawshank Redemption – Os Condenados de Shawshank (1994)

Inspirado num conto de Stephen King, este filme de Frank Darabont acompanha Andy Dufresne, um homem condenado injustamente. Enquanto encontra formas de preservar a sua dignidade e liberdade interior dentro de uma prisão, a narrativa destaca-se pela sua mensagem poderosa de esperança e resiliência. Além disso, o filme explora as complexas relações humanas no ambiente prisional, evidenciando como a amizade e o apoio emocional se tornam ferramentas essenciais para a sobrevivência e a libertação psicológica.

 

Reflexão final

Estes filmes oferecem perspetivas diversas sobre o que significa ser livre e os desafios inerentes à conquista da liberdade. Para além de proporcionarem entretenimento, são lições valiosas que nos inspiram a valorizar e proteger este direito universal em todas as suas formas. Ao celebrarmos o Dia Mundial da Liberdade, podemos dar um mergulho nestas obras e deixarmo-nos inspirar pelas histórias de coragem e luta que definem o verdadeiro significado de ser livre.

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