• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Não existe um inglês ‘mais correto’: sotaques refletem identidade, cultura e diversidade, diz estudo

      Leading People 2026: «O ser humano não se realiza na sua vida diletante», salienta Adolfo Mesquita Nunes

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Falta de talento e competências digitais tornam-se prioridade de risco na Europa

      Portugal na Europa: um retrato de envelhecimento acelerado e convergência incompleta

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Governar algoritmos é o novo desafio das lideranças

      Susana Coerver: «Uma organização pode crescer e, ao mesmo tempo, empobrecer as pessoas que a constroem»

      Frank Gehry, Levi’s e Swatch: 5 escolhas de lifestyle, design e tecnologia para descobrir

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «O dano reputacional pode ser muito mais profundo e duradouro do que uma coima», diz Joana Cadete Pires sobre a transparência salarial

      Uma empresa pode ser eficiente e «estar a jogar o jogo errado», explica Adrián Caldart

      «A energia pode tornar-se um ponto de ligação entre vizinhos», realça a investigadora Margarida Ortigão

      Rita Cadillon (Cegid): «Não somos um oásis da felicidade, que é por si só um conceito muito relativo»

      Cátia Batista: «Há pessoas que passam meses à procura de informação simples sobre como regularizar a própria vida»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      21 Lições de filosofia para viver uma vida quase boa – David Erlich

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Marcelo Teixeira

O lugar mais assustador do Universo

20 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Apesar de toda a sua beleza, o Universo pode meter medo. Estamos a falar de um lugar com 93 mil milhões de anos-luz de diâmetro. Como um ano-luz corresponde a 9 biliões de quilómetros, estamos a falar de um total de 881 mil triliões de quilómetros de diâmetro. Se for útil para poder visualizar esta dimensão, imagine 176 334 000 000 000 000 000 000 000 (176 quatriliões) de campos de futebol campos de futebol estendidos lado a lado. É esse o diâmetro do Universo. 

É claro que em tanto espaço, há coisas belas tais como: estrelas e planetas, onde vida floresce; e coisas desconcertantes e assustadoras, como planetas onde chovem diamantes, buracos negros e magnetares (estrelas de neutrões com alto valor de campo magnético) que podem dar cabo de nós num instante. Ainda assim, estes não são, na minha opinião, o lado mais assustador do Universo. Na minha opinião, o mais assustador é um lugar conhecido como ‘O Grande Nada’. Nome oficial: o Vazio de Boötes. 

 

 

O Vazio de Boötes é uma zona do Universo que se estende ao longo de 330 milhões de anos-luz, mais de duas mil vezes maior que a Via Láctea. O que torna este lugar tão assustador é que, considerando outras áreas de semelhante dimensão, era suposto haver em média cerca de duas mil galáxias nesta região, mas só há cerca de 60. Colocando as coisas à escala, 60 galáxias é praticamente nada. Para termos noção, se estivéssemos no meio deste vazio, iríamos ver tudo escuro à nossa volta. Nada. 

Se alguém vivesse nesta região, apenas a desenvolver tecnologia semelhante à nossa tecnologia dos anos 60 é que poderia finalmente detetar a luz muito ténue de galáxias distantes. Até lá, quem aqui estivesse iria achar que estava sozinho e que o Universo era composto apenas pela sua galáxia.  

Se esta informação nos consegue arrepiar, há outra ainda mais desconcertante. Existe um vazio ainda maior e do qual fazemos parte. Chama-se o Vazio de Keenan-Barger-Cowie, e é seis vezes maior que o Vazio de Boötes, embora a sua distribuição seja mais irregular, criando assim um afastamento menor e menos assustador entre as galáxias no seu interior. A Via Láctea está precisamente num dos segmentos da periferia deste gigante vazio. 

De resto, os vazios são buracos na distribuição de matéria pelo Universo, tal como se fossem buracos num queijo suíço, e pensa-se que vão surgindo à medida que o Universo expande. Isto porque os filamentos que ligam as galáxias vão esticando até quebrarem, ficando cada vez maiores com o tempo. Os mais entusiasmados sugerem que estes vazios podem ser provocados por civilizações de Tipo II ou III da Escala de Kardashev, com aparelhos conhecidos por Esferas Dyson, que servem, em teoria, para absorver a energia de uma estrela para, então, abastecer essa mesma civilização. Contudo, para já, essa é uma ideia que tem muitos buracos. 

 

 

Este artigo consiste num excerto adaptado, do livro As 100 maiores curiosidades sobre o cosmos (Oficina do Livro, 2024), de Fábio da Silva, com o consentimento do autor. 

Arquivado em:Ciência, Notícias

Leading life: veja as Escolhas Líder para este Natal

20 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

A equipa Líder deixa algumas sugestões de presentes para surpreender amigos e família nesta época natalícia. 

 

Boas compras e boas festas! 

 

Casaco Avant-Garde Preto | Piiiton

 

 

Casaco cintado, mangas compridas, com abertura para dedos e bolsos exteriores. Tecido elástico e macio, com ajuste ao corpo. A Piiiton é uma marca desportiva portuguesa dedicada exclusivamente à mulher, para que se sinta elegante para praticar cada desporto. Fabricado em Portugal.  

Disponível na loja online  

Preço: 98€  

 

Zorra Berradeira | Milena Kalte

 

 

Esta máscara representa uma criatura mítica entre uma raposa e uma moura encantada que habita o imaginário popular algarvio e se expressa na tradição oral. É feita inteiramente em Esparto (Stipa tenacissima), uma planta bravia que cresce no Barrocal algarvio. Altura 65cm, Largura 44cm.  

Disponível na loja online Portugal Manual  

Preço: 490€  

 

Smart Band | Xiaomi

 

 

A Smart Band 9 Pro apresenta recursos de rastreio de saúde, com monitorização da frequência cardíaca, oxigénio no sangue, níveis de stress e um sistema de gestão do sono. Suporta mais de 150 modos desportivos e tem uma bateria com autonomia de até 21 dias.  

Disponível online e em lojas  

Preço: 72,99€  

 

Himalayan Parka | The North Face

 

 

Originalmente lançada em 1994, a Himalayan Parka foi desenhada para condições extremas. Como parte integrante do Sistema de Expedição da The North Face, a parka foi, agora, reimaginada para um uso diário, do quotidiano.  

Disponivel nas lojas The North face

Preço: 450€  

 

Eunicea Grey  | Zouri Shoes

 

Sapatilha de inverno eco-vegana feita com microfibra e algodão reciclado de alta resistência – comércio justo – 100%  à prova de água. Um Zouri recicla 8 garrafas de plástico do Oceano. Feito à mão em Portugal (Guimarães). 

Disponível na loja online 

Preço: 135€ 

 

Presentes solidários e únicos, feitos à mão | CERCICA

 

1
2
3

 

Feitos à mão por pessoas com deficiência ou incapacidade, os presentes solidários da CERCICA oferecem uma alternativa de presente que reforça a importância do consumo consciente e local. Estes produtos artesanais são uma iniciativa que visa apoiar a inclusão social e o desenvolvimento desta comunidade.  

1 Saco de Natal: Lata de infusão Lúcia Lima 20gr; Areias de Cascais 160gr; Enfeite de Natal de madeira com motivos variados; Saco de papel pintado com janela no formato 20x27cm com etiqueta.   

2 Enfeites de Natal de Feltro   

3 Agenda Solidária  

Disponível Loja Cercica Livramento (Estoril) e online 

Preço: 11,50€ (Saco de Natal), 2,50€/ unidade (enfeites) e 6€ (Agenda 2025)  

 

Veja a lista completa das Escolhas de Natal Líder: 

Leading life: conheça as Escolhas de Natal da Líder 

 Leading Life: Escolhas de Natal a não perder 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 28 da revista Líder, sob o tema Silêncio. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Leading Life, Notícias

Portugueses equilibram tradição, festa e orçamento na passagem de ano

20 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Com a chegada iminente de 2025, um estudo da Escolha do Consumidor revela as preferências e hábitos dos portugueses para a passagem de ano. Entre planos de viagem, metas financeiras e celebrações familiares, eis o panorama de como o país se prepara para um dos momentos mais aguardados do calendário.

 

Europa domina as escolhas de viagem

Para 17% dos inquiridos, viajar para o estrangeiro é o plano para a passagem de ano. Dentro deste grupo, a Europa é o destino preferido por 81%. África e América do Sul, por outro lado, atraem apenas 8% e 6%, respetivamente. Apesar disso, a maioria dos portugueses (72%) opta por não viajar, enquanto 11% ainda não decidiu os seus planos.

 

Festas em casa ou em família lideram preferências

A maior parte dos portugueses planeia celebrar o Ano Novo em casa (34%) ou na companhia de familiares (25%). Outros 18% escolhem festas de rua, enquanto 13% optam por se reunir em casa de amigos. Apenas 8% procura celebrar em hotéis ou alojamentos locais, e 2% menciona alternativas como trabalho ou eventos religiosos.

 

Orçamento moderado para a noite festiva

Quando o tema é sobre o orçamento, a contenção é evidente. Cerca de 39% dos consumidores planeiam gastar até 100€, enquanto 25% reserva entre 100€ e 250€. Gastos superiores a 500€ são mencionados por 6%, e 9% pretende gastar menos de 50€. Em termos de comparação com o ano anterior, 43% acredita que os gastos se manterão iguais, 33% planeia reduzir despesas e 24% prevê gastar mais.

As preferências sobre o tipo de ambiente dividem os portugueses: 52% desejam uma noite animada e festiva, enquanto 48% preferem algo mais calmo e intimista. Em relação à companhia, as celebrações dividem-se entre momentos com a família (37%), amigos (37%) ou apenas com o parceiro (12%).

 

Tradições e desejos para 2025

Champanhe à meia-noite (24%), comer 12 passas (21%) e fazer um pedido para o novo ano (18%) estão entre as tradições mais populares. Usar roupa nova (13%), vestir uma cor específica (11%) e saltar com o pé direito (6%) também são práticas comuns.

Quanto às metas para 2025, estabilidade financeira lidera as intenções (22%), seguida por melhorar a saúde (11%) e viajar mais (10%). Outros objetivos incluem passar mais tempo com a família, cuidar da imagem e adquirir casa ou carro, cada um citado por 9%.

O estudo reflete as expectativas dos portugueses: uma celebração alinhada com tradições, moderação nos gastos e esperança num ano repleto de conquistas.

Arquivado em:Lazer, Notícias, Sociedade

Um espaço digital seguro para todos, em todos os lugares

20 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Imagine um mundo onde não há divisões digitais, onde todos, em qualquer lugar, beneficiam da economia digital, onde o espaço digital é aberto, seguro e respeita os direitos humanos, onde os nossos dados são geridos de forma ética e responsável. Um mundo onde a inteligência artificial beneficia toda a Humanidade. Este é o mundo que as Nações Unidas pretendem alcançar e para o qual têm vindo a trabalhar afincadamente. 

Atualmente, 2,6 mil milhões de pessoas estão offline, sem qualquer acesso à Internet, ou seja, um terço da população mundial, sendo esta realidade especialmente expressiva nos países menos desenvolvidos. Embora a comunidade internacional tenha trabalhado durante anos para reduzir esta imensa lacuna digital, com resultados promissores, um novo desafio emergiu para todos aqueles que já têm acesso à internet: o aumento da desinformação e do discurso de ódio. 

Este problema afeta-nos a todos, todos os dias: jovens vítimas bullying online, mulheres alvo de ameaças, ativistas climáticos atacados, doentes oncológicos enganados por falsas promessas de curas, pais convencidos de que as vacinas prejudicam os seus filhos, populações alimentadas com narrativas de ódio para justificar guerras e para demonizar migrantes e refugiados.

Esta situação afeta também o trabalho das Nações Unidas. Há por exemplo, missões de paz da ONU a serem frequentemente alvo de desinformação com a publicação de fotos e de vídeos manipulados, documentos falsificados e, com a ascensão da Inteligência Artificial (IA) generativa, as linhas entre realidade e a ficção tornam-se ainda mais ténues. 

O resultado? Há menos confiança na Ciência, nos factos, nas instituições, nos Media e até nas pessoas e organizações que trabalham para melhorar as nossas sociedades. Como afirmou Hannah Arendt: «A liberdade de opinião é uma farsa a menos que a informação factual seja garantida e os factos não estejam em disputa.» Os factos, até mesmo verdades básicas ou consensos científicos, estão sob ataque. Enquanto isso, a imprensa livre está em declínio, enfraquecida pelo crescimento das redes sociais.

As plataformas amplificam conteúdos sensacionalistas e conspiratórios, criando desertos de informação onde a verdade é eclipsada por rumores e pseudociência. Os mesmos algoritmos que privilegiam o alcance das publicações têm normalizado discursos extremistas, antissemíticos, antimuçulmanos, racistas e outros tipos de discursos de ódio.  

Neste contexto, as Nações Unidas estão a trabalhar em conjunto com governos, sociedade civil, Media, plataformas, anunciantes, académicos e verificadores de factos, porque apenas uma abordagem coletiva pode oferecer soluções eficazes. Há poucos meses, lançámos os Princípios Globais da ONU para a Integridade da Informação, uma poderosa ferramenta de orientação para governos, empresas de tecnologia, profissionais de IA, anunciantes e a sociedade civil. Estes princípios pretendem promover um ecossistema de informação saudável, baseado nos direitos humanos, particularmente na liberdade de expressão, de opinião e de acesso à informação.

Com estes princípios, a ONU pretende criar condições em todo o mundo para que os utilizadores tenham controlo sobre a informação que consomem, as crianças aprendam em segurança, as mulheres e minorias se expressem sem medo, os conteúdos prejudiciais não sejam recompensados por algoritmos, a desinformação não seja monetizada e as informações confiáveis e precisas sejam mais acessíveis. Um mundo onde as plataformas prestam contas pelos danos causados pelos seus produtos e são transparentes sobre algoritmos, modelos de negócios e a aplicação das suas regras. 

Também em setembro passado, o secretário-geral convocou a comunidade internacional para a Cimeira do Futuro, um encontro de chefes de Estado e de Governo, realizado em Nova Iorque, onde foi adotado um documento histórico: o Pacto para o Futuro, que estabelece diretrizes para a cooperação multilateral nas próximas décadas. Este pacto inclui um documento inovador: o Pacto Digital Global no qual todos os Estados-membros se comprometem a ligar todas as pessoas à internet, reconhecem a importância das competências digitais, constatam que os bens públicos digitais, incluindo dados abertos e modelos de inteligência artificial abertos, capacitam sociedades e indivíduos e reconhecem que o acesso a informações relevantes, confiáveis e precisas é essencial para um espaço digital inclusivo, aberto, seguro e protegido. 

Apenas com um multilateralismo mais forte será possível ter um mundo digital saudável. O mundo que todos merecemos, mas para termos sucesso, todos os atores devem participar: governos, organizações internacionais, empresas de tecnologia digital, plataformas de redes sociais, setor privado, academia, meios de comunicação, sociedade civil… cada um de nós. Tal como afirmou o secretário-geral da ONU há algumas semanas: «A adoção do Pacto para o Futuro e do Pacto Digital Global abre caminhos para novas possibilidades e oportunidades. Desbloqueámos a porta para o #NossoFuturoComum. Agora é nossa responsabilidade coletiva atravessá-la.» 

 

 Esta opinião foi publicada na edição nº 28 da revista Líder, sob o tema Silêncio. Subscreva a Revista Líder aqui. 

Arquivado em:Opinião

Psicologia positiva nas organizações: Uma ferramenta para prevenir o burnout

20 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

O burnout relacionado com o trabalho tornou-se uma crise de saúde global, particularmente em ambientes de trabalho com elevados níveis de pressão. Portugal, com uma das taxas mais elevadas de burnout da Europa, evidencia a necessidade urgente de intervenção. Num estudo realizado em 2022 pela Eurofound, mais de 30% dos trabalhadores portugueses relataram sentir stress e exaustão com frequência, o que evidencia a gravidade da situação. Esta não é uma questão individual, mas sim coletiva, afetando as equipas, o desempenho organizacional e a sociedade em geral.

A psicologia positiva pode contribuir para que as organizações promovam o bem-estar e a resiliência para todos os seus colaboradores.
Uma das soluções apresentada pela psicologia positiva é promover a segurança psicológica. A segurança psicológica, em que os colaboradores se sentem seguros para expressar preocupações, assumir riscos e admitir erros sem medo de retaliação, é fundamental. Um estudo publicado na Frontiers in Psychology em 2021 concluiu que a segurança psicológica reduz o esgotamento ao promover a confiança e a colaboração. Os líderes e todos os colaboradores devem ser modelos de vulnerabilidade e incentivar o diálogo aberto para criar um ambiente de trabalho favorável.

A psicologia positiva enfatiza o aproveitamento dos pontos fortes individuais e a adequação do trabalho aos objetivos. Os colaboradores que sentem que as suas contribuições são significativas e estão alinhadas com os seus valores pessoais têm menos probabilidades de sofrerem de esgotamento. O feedback regular baseado nos pontos fortes e as discussões sobre o desenvolvimento da carreira podem reforçar um
sentido de objetivo e de realização. Incentivar o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, é outra medida da psicologia positiva. Embora a promoção da resiliência seja essencial, as organizações devem também abordar questões sistémicas, tais como cargas de trabalho excessivas e
expectativas pouco claras. Devem ser implementadas medidas práticas, tais como políticas de trabalho flexíveis, avaliações regulares da carga de trabalho e períodos de descanso obrigatórios.

Estas iniciativas estão em conformidade com as conclusões daOrganização Mundial de Saúde, que identifica o equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada como um fator determinante para a saúde mental. Para além destas as atividades de formação de equipas, os programas de apoio entre pares e as oportunidades de orientação podem criar um sentimento de pertença e apoio mútuo. Por último as chefias intermédias e superiores desempenham um papel fundamental na criação da cultura organizacional. Os líderes com formação em psicologia positiva podem
influenciar o ambiente de trabalho, reconhecendo as realizações, fornecendo feedback construtivo e apoiando as necessidades de saúde mental dos funcionários.

O burnout não é apenas uma condição pessoal; é uma doença da sociedade. Quando os indivíduos se esgotam, as consequências repercutem-se nas suas famílias, nas comunidades e na economia em geral. Porém, o impacto social vai para além do económico. O esgotamento corrói o tecido das nossas comunidades. Os profissionais com excesso de trabalho tornam-se pais ausentes, amigos distantes e cidadãos desinteressados. Adoecemos não só como indivíduos, mas também como sociedade. A resolução do problema do burnout exige mais do que estratégias individuais de sobrevivência; exige uma ação coletiva, um apelo à ação: “o burnout como uma responsabilidade partilhada.”

As alarmantes estatísticas de burnout em Portugal servem para nos lembrar do que está em causa. Se continuarmos nesta trajetória, o custo para os nossos sistemas de saúde, economia e coesão social será catastrófico. Devem ser implementadas políticas de prevenção do burnout, os líderes devem defender mudanças sistémicas, os gestores devem promover equipas de apoio e os trabalhadores devem defender o seu
próprio bem-estar e o dos seus colegas. Entretanto, podemos construir organizações onde o bem-estar não é um privilégio, mas um padrão, seguindo os princípios da psicologia positiva. Lembremo-nos: não adoecemos sozinhos. Adoecemos como sociedade e só através da sociedade podemos recuperar.

É altura de dar prioridade á prevenção do burnout, promover a positividade e criar locais de trabalho que permitam aos indivíduos prosperar e não apenas sobreviver. Estatísticas e factos principais: – Portugal: mais de 30% dos trabalhadores relatam stress e exaustão frequentes, o que faz do nosso país um dos que registam estes problemas mais elevados na Europa (Eurofound, 2022). – Impacto global: o burnout contribui anualmente com 190 mil milhões de dólares em custos de saúde só nos EUA (Harvard Business Review). – Prevenção: as organizações com programas robustos de bem-estar registam um envolvimento dos colaboradores 21% mais elevado e taxas de rotatividade 23% mais baixas (Gallup, 2023).uências repercutem-se nas suas famílias, nas comunidades e na economia em geral. Juntos, podemos inverter a tendência para o burnout e construir um futuro mais sustentável e compassivo.

Arquivado em:Opinião

E-Commerce para Todos

18 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Procurando ajudar empresários que procuram novas oportunidades de negócio e todos aqueles que, já tendo uma loja online, necessitam de um estímulo extra, os especialistas em comunicação digital Pedro Costa e Dina Baptista elaboraram um guia essencial para dominar o comércio eletrónico “E-Commerce para Todos – Construir, Crescer e Escalar uma Loja Online de Sucesso”, com chancela da editora PACTOR.

 

 

Arquivado em:Livros e Revistas

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 171
  • Página 172
  • Página 173
  • Página 174
  • Página 175
  • Interim pages omitted …
  • Página 178
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.