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Marcelo Teixeira

Cinco pessoas numa sala e N portas por abrir

2 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

A curiosidade sempre me foi inata, o fascínio pela primeira pedra na inovação, quer seja ela o simples ato de bater uma clara e transformá-la num pitoresco castelo ou a busca incessável pela descoberta de novos caminhos na ciência. Enquanto Millenials e GenZ, é-nos  apresentado um mundo em esteróides, cujo tempo para ação e mudança parece cada vez mais escasso.

Em vez de detalhar uma lista extensa das fagulhas da razão e porquês que me assolam ao deitar, gostaria de vos guiar pela minha mente usando uma referência musical que irá certamente ajudar a compor  o meu cenário enquanto designer humanista. Se ouvirem atentamente o primeiro andamento da 2ª Sinfonia de Mahler, mesmo que não sejam fãs de música clássica, vão conectar-se instantaneamente com o movimento e a imagem visual que vos vou descrever.

Imaginem que estão numa sala com cinco pessoas desconhecidas e querem descobrir mais sobre cada uma delas, mas para que isso aconteça têm que analisar o seu comportamento. A primeira pessoa, à vossa direita, carrega a herança de gerações de emigrantes que, apesar dos obstáculos de idioma, classe e instrução, ultrapassaram todas as adversidades para que a noção do privilégio pudesse ganhar outro sentido de missão na construção de uma sociedade mais equitativa com as mesmas oportunidades de acesso à educação, justiça e saúde.  

 A segunda pessoa, através dos seus largos óculos, observa um planeta de cortar a respiração, ofegante com um misto de beleza e mágoa por aquilo que os seus antecessores destruíram e que agora tem em mãos a obrigação de sustentar. Tudo isto para que o testemunho a passar não seja tão pesado como o que encontrou.    

 A terceira pessoa está a tentar explicar como uma pêra se pode tornar numa lâmpada e uma ideia se pode transformar num molde para a criatividade e cultura enquanto memória coletiva de um país que insiste em ignorá-la. 

 A quarta pessoa está sentada numa cadeira com um lápis na mão, desenhando uma linha. Essa linha cresce, evoluindo para formar uma mesa na qual ela reclama um lugar para que as suas ideias não sejam alvo de vieses de género ou idadismos. Por fim, a quinta pessoa está a olhar para todas as anteriores como componentes de si mesma.

Acabei de vos descrever diferentes realidades internas que caracterizam a forma como vejo a importância do pensamento jovem para impactar as decisões de uma comunidade 2.0. Acredito que as nossas perspectivas se fortalecem quando interagimos com outras disciplinas do conhecimento gerando um continuum do processo de aprendizagem. 

Na espuma dos dias, é fácil perdermos o foco e o sentido de missão que norteia o nosso propósito e é por isso que tento sempre plantar sementes para que cada pessoa com quem me cruzo possa também tornar-se num agente de mudança. 

 

BIO 

Nascida na ilha de São Miguel, nos Açores e residente em Nova Iorque, Inês Ayer é uma jovem designer humanista com uma abordagem 360º à resolução de problemas. É licenciada em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, tem uma Pós-Graduação em Gestão Aplicada e Economia, da NOVA Business School, um mestrado em Design for Distributed Innovation pela Fab Academy + Institute of Advanced Architecture of Catalonia e um MFA em Design e Empreendedorismo pela School of Visual Arts.  Em 2019, fundou o seu próprio estúdio de design: o Studio Ayer. O atelier, que existe apenas há quatro anos, já colaborou com 12 países na elaboração de mais de 80 projetos. Além do studio, é Senior Designer na Pentagram – o maior estúdio de design independente do mundo. Os seus interesses focam-se no âmbito da justiça social, inovação e sustentabilidade. Dos quais destaca o projeto Aliquoti, com ênfase na redução da taxa de mortalidade neonatal em mulheres BIPOC (Black, Indigenous and People of Color), nos EUA. 

 

Este artigo faz parte do Repto ‘Quais são as tuas causas?’, lançado aos jovens da Comunidade Global Shapers. 

  

Leia todos os artigos aqui:  

Um Caminho para a Dignidade 

Educação como Elevador Social 

A Voz do Silêncio: o jornalismo como ferramenta de mudança 

Outra vez a (des)igualdade 

Desenvolvimento sustentável: Uma visão de longo prazo 

A interseção entre prevenir, cuidar e integrar 

Poliglota de curiosidade 

A sorte de questionar 

Arquivado em:Cultura e Lifestyle, Notícias, Responsabilidade Social

Coerentes com o passado, mas adaptadas ao futuro

2 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

Tradição e inovação podem rimar, mas quando se trata de mudança e evolução, equilibrar ambos os caminhos revela-se um desafio para as marcas. Se, por um lado, uma marca procura manter-se fiel aos princípios que a levaram a desenvolver uma estratégia que a guie e que defina a sua comunicação, por outro lado, não pode ser totalmente inerte às tendências e forças do mercado que provocam alterações na forma como as marcas se comportam. 

Neste cenário de transformação constante, será que as marcas conseguem equilibrar tradição e inovação sem perderem a sua essência? A confiança continua a ser um dos atributos mais valorizados numa marca porque está diretamente relacionada com expetativas. Se estamos à espera que uma marca se comporte de uma certa forma perante determinada situação e a sua intenção for fazer algo a que não nos habituou em experiências passadas, deixa de haver previsibilidade acerca do comportamento da marca, a confiança é colocada em causa e é aí que começa o conflito. 

É comum vermos marcas cederem à pressão das redes sociais, o que nos leva muitas vezes a observar ações como a remoção de publicações ou a emissão de pedidos de desculpa públicos. Embora tais decisões possam demonstrar empatia e abertura às críticas da comunidade, podem também ter o efeito secundário de transmitir falta de firmeza por parte das marcas em assumir decisões e manterem-se fiéis ao seu plano e aos resultados de determinada escolha. Essa ‹zona cinzenta› da coerência levanta debates importantes sobre questões como os limites do humor, a decisão de não voltar atrás como ato de coragem ou o poder das marcas e da autenticidade da sua comunicação. 

Embora as soluções sejam diferentes para cada marca, começam sempre por aceitar que nunca agradaremos a todos. Isso permite comunicar de forma mais coerente, consistente e, sobretudo, única, construindo comunidades de consumidores leais que se tornam embaixadores naturais da marca. Aceitar que certos públicos podem não se identificar com a proposta da marca não é uma fraqueza, mas sim uma oportunidade para fortalecer laços com aqueles que realmente partilham os valores da marca. 

Rejeitar o mainstream implica conquistar nichos extremamente leais, mas também aceitar que muitos potenciais consumidores podem não se identificar com a nossa mensagem. Por outro lado, abraçar o mainstream pode garantir maior alcance, sob pena de sermos percebidos como ‹mais do mesmo›. É neste sensível equilíbrio entre originalidade e popularidade que as marcas frequentemente se encontram: desafiadas a decidir quem realmente querem ser, coerentes com o passado, mas adaptadas ao futuro. 

 

Esta opinião foi publicada na edição nº 28 da revista Líder, sob o tema Silêncio. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Opinião

A Líder em números: conheça os destaques de 2024 

1 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

O ano de 2024 ficou marcado por várias efemérides e acontecimentos que vão definir a Humanidade neste período.  

A palavra do ano já foi divulgada pela Oxford University Press e é brain rot, que se traduz num estado de estagnação mental, distração ou declínio da agudeza cognitiva. Esta condição está associada à exposição excessiva aos media ou entretenimento, deterioração do raciocínio mental ou obsessão por um tema específico. A hegemonia das tecnologias e redes sociais insiste em engolir-nos e é algo impossível de ignorar. 

As Eleições nos EUA, o escalar dos conflitos na Europa e Médio Oriente e as Legislativas em Portugal foram outros acontecimentos que ficarão para sempre associados a 2024. As crescentes alterações climáticas e os Jogos Olímpicos também marcaram os últimos doze meses. 

Na Líder, tentámos refletir tudo o que aconteceu no Mundo e nas lideranças, na peneira da espuma dos dias. Veja o resumo do nosso ano, em números e letras. 

 

Os artigos mais lidos e a demografia dos leitores (H3) 

O artigo ‘Qual é a língua mais bonita do Mundo? A ciência responde.’ foi o mais lido do ano, contabilizando mais de 116 mil visualizações. Segue-se ‘Portugal a caminho de ser a nova Flórida da Europa’, com mais de 88.500 visualizações e os Horários dos Debates para as Eleições Legislativas, que reuniram mais de 30 mil visitas. 

No último ano, houve mais de 415 novos utilizadores a ler a Líder. O tempo médio de envolvimento por utilizador ativo é 1 minuto e 13 segundos. Portugal é o país que tem mais leitores, seguindo-se o Brasil e Estados Unidos. 

Fevereiro foi o mês que contabilizou mais visitas, mais de 300 mil, com especial destaque para o dia 26, que reuniu mais visualizações, cerca de 66.500. 

Arquivado em:Notícias, Sociedade

A Liderança e a Pluralidade dos Silêncios

1 Janeiro, 2025 by Marcelo Teixeira

O silêncio pode contribuir para tranquilizar a mente e o corpo, refletir e ponderar sobre os nossos planos, analisar as raízes dos nossos erros, e fazer introspeção. Sem silêncio, é mais difícil escutar a voz interior que nos ajuda a compreender quem somos e o impacto que estamos a gerar nos outros. Esse esforço orientado para o autoconhecimento é crucial nos líderes – pois a liderança é, acima de tudo, um processo de influência sobre os outros.

Quem não toma consciência do efeito que exerce sobre os liderados dificilmente consegue mobilizar-lhes as energias – e pode tornar-se cego à realidade. A consequência pode ser perversa para a organização, os liderados e o próprio líder. Jan Masaryk (1886-1948), diplomata e político, ministro dos Negócios Estrangeiros da então Checoslováquia, entre 1940 e 1948, terá dito que «os ditadores são governantes a quem tudo corre bem até aos últimos dez minutos».

Este pensamento ajuda a explicar o que ocorreu a déspotas como o líbio Kadhafi ou o romeno Nicolae Ceaușescu. Quando se deram conta de que estavam perante o “cadafalso”, já era tarde. A tese de Masaryk também ajuda a compreender porque o outrora bem-sucedido Carlos Ghosn foi apanhado de surpresa quando, chegado ao aeroporto de Haneda, em Tóquio, em 19 de novembro de 2018, foi preso sob acusações de ilegalidades.

Tanto havia instigado o silêncio obediente das pessoas que liderava que deixou de estar informado do impacto que algumas das suas decisões exerciam sobre a empresa e vários stakeholders. Com estas ideias em mente, em vez de me focar na prática do silêncio como instrumento que ajuda os líderes a desconectarem-se do “ruído” do mundo e “meditarem”, discutirei o silêncio como veículo que os líderes podem usar para compreender e escutar os liderados. Fá-lo-ei em sete reflexões. 

  1. Se pretende conhecer o que os liderados verdadeiramente pensam sobre uma dada matéria, cale-se até que eles falem. O seu silêncio criará espaço para que eles se expressem francamente e lhe deem a conhecer a interpretação que fazem da realidade e de modo como com ela lidar.
  2. Se, numa reunião, os participantes se mantêm em silêncio, não assuma que concordam consigo. Podem simplesmente recear expressar o que pensam – temendo ser repreendidos, desautorizados ou rotulados de “fracos jogadores de equipa”. 
  3. As pessoas podem fazer silêncio, dentro ou fora das reuniões, com intuitos cooperativos – para evitar conflitos, manter a harmonia interpessoal, ou preservar a coesão. Mas essa cooperação pode ser perigosa se ocultar problemas ou remover da discussão assuntos que, embora melindrosos, são essenciais para a tomada de boas decisões.
  4. Mesmo quando o silêncio resulta do respeito pela autoridade, o resultado pode ser catastrófico. Em janeiro de 1989, um Boeing 737 da companhia aérea British Midland sofreu um acidente fatal porque, perante um incêndio do reator esquerdo, o piloto desligou o… do lado direito. Soube-se depois que alguns comissários de bordo se haviam dado conta do erro – mas, segundo um sobrevivente, não comunicaram essa informação porque «não quiseram minar a autoridade dos pilotos». Quantos erros de liderança se cometem, no quotidiano das nossas organizações, porque os liderados não querem “minar a autoridade” dos líderes?
  5. O silêncio dos liderados pode simplesmente resultar da convicção de que é inútil (ou mesmo fútil) expressar voz – ou da necessidade de se protegerem. Essas são formas passivas de silêncio. Mas outras são mais proativas. Cuide-se: os seus liderados podem ficar em silêncio com o intuito maquiavélico, ou cínico, de o conduzirem a “meter o pé na poça” e, ao mesmo tempo, desresponsabilizarem-se das consequências. A probabilidade desta conduta é enorme se, anteriormente, os desancou por terem discordado de si. O silêncio dessas pessoas é, pois, uma tática retaliatória.
  6. Rodeie-se de pessoas que se expressam francamente e são capazes de “comunicar a verdade ao poder”. O seu silêncio, como líder, pode ser o espaço de que elas necessitam para “abrirem o bico”. 
  7. Contudo, não assuma sempre que, com o seu silêncio, nada está a comunicar. Eis um princípio básico da comunicação: “Não é possível não comunicar”. A razão é cristalina: os liderados interpretam o seu silêncio e atribuem-lhe intenções. O seu silêncio pode não comunicar o que pretende (não) comunicar-lhes, mas comunica o sentido que os liderados lhe atribuem. Por conseguinte, é fundamental saber usar o silêncio com sabedoria e sensatez. 

O silêncio é importante para escutar. Escutar é fundamental para aprender. E aprender é essencial para crescer como pessoa, como profissional e como líder. A consideração destes aspetos é particularmente relevante para mitigar alguns perigos de uma moda: a da autenticidade dos líderes.

Alguns líderes francos e autênticos falam mais do que devem. Francos mas desprovidos de prudência, ou simplesmente desejosos de mostrarem o seu “verdadeiro eu”, estes líderes veiculam alguma arrogância e acabam por nutrir climas de silêncio perigosos. Podem até escutar a voz interior – mas essa está desconectada da realidade, pelo que o silêncio lhes permite ouvir apenas o que desejam ouvir. 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Quem comanda a tua vida?

31 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

Yoga é uma prática milenar que ensina de uma forma muito clara, e esquematizada, como sair da desordem para um estado de lucidez. Um caminho de autoconhecimento que nos conduz à nossa essência. Ao tomarmos consciência daquilo que somos, como pensamos, como sentimos, dos nossos dons, das nossas fraquezas, aprendemos a aceitar o que não pode ser mudado, e mudar o que não podemos e devemos aceitar. 

 

Yoga e silêncio são complementares e indissociáveis. Só há um segredo para praticar yoga, e vou já divulgá-lo. Querer viver consciente e numa constante busca de ti mesmo e do teu próprio equilíbrio. Se temos capacidade intelectual, se somos livres e temos poder de escolha, temos de agarrar a nossa vida AGORA  e ser líderes de nós próprios.

Vivemos assoberbados por estímulos que nos chegam ininterruptamente, somos obrigados a estar num estado de alerta quase permanente. É muito difícil, nos dias de hoje, trabalhar o foco e a concentração, porque tudo nos convida à distração, num transe incessante, numa vida que parece que está fora de nós, em que não estamos realmente em lado nenhum.  Isto faz com que vivamos sempre num estado de vigilância, com o sistema nervoso simpático, sempre ativado, como se tivesse de estar sempre alerta, pronto para agir e estar preparado para uma luta.  

Há uma libertação exagerada de adrenalina e acetilcolina, que geram mudanças fisiológicas tais como aumento dos batimentos cardíacos, dilatação das pupilas e aumento dos níveis de glicose no sangue, e por isso tantas pessoas vivem num stress quase perpétuo. Nestes tempos modernos, a quantidade de informação, os prazos, a falta de tempo, as redes sociais, o barulho ensurdecedor das cidades, o controlo dos outros sobre nós, os rótulos, incitam-nos a viver sempre em tensão, nunca nos permitindo contrabalançar com o sistema nervoso parassimpático, que é essencial para que o corpo restaure o estado de equilíbrio. 

 

Yoga, uma palavra em sânscrito que se traduz como união 

 

A prática de Yoga une-te primeiro a ti próprio, nas tuas dimensões, corpo, mente, emoções e a tua alma ou espírito (a dimensão mais subtil e energética), para nos preparar para a união com os outros, e com o Universo.  Yoga começa por conectar a mente com o corpo. É tantas vezes normal no princípio dar uma indicação ao corpo e ele não obedecer, está desconectado, está quase que abandonado, vivendo absorto de consciência e ao sabor das distrações e ímpetos que chegam do exterior.  

O caminho começa por aí: observa-te, sente-te, respeita-te. Liga-te ao teu corpo intuitivamente e ouve as indicações que dá. Há muitos relatos de pessoas que quando lhes são diagnosticadas doenças, apercebem-se de que o corpo já tinha avisado muito tempo antes, só que pelo alheamento que somos empurrados a viver, não souberam identificar esses alertas.   E respira, mas de forma consciente, conta o tempo da tua respiração.  

Qual é maior, a inspiração ou a expiração?  Já tinhas pensado nisto?  E por qual das narinas flui mais a tua respiração?   Sabias que às vezes é mais pela esquerda e outras pela direita?  Há movimentos na tua caixa torácica quando respiras? Se estamos a colocar ar para dentro, não deviam as costelas expandir-se para que os pulmões possam livremente ampliar-se?  Há tanta informação que nos chega através da observação da nossa respiração, que se parássemos 5 minutos, todos os dias, para deixar de ter uma respiração inconsciente, iríamos melhorar substancialmente a nossa vida. 

O que liga o corpo físico, palpável, denso, ao corpo não físico, que são as nossas emoções e os nossos pensamentos, é a respiração.  Na prática de Yoga começamos por abrir a porta deste caminho interior, primeiro por aquilo que conseguimos tocar e materializar, o nosso corpo, por isso começamos pelas posturas de yoga (Asana). Avançamos para passar de uma respiração inconsciente a consciente (Pranayama). É também preciso treinar a abstração dos sentidos, para que não nos perturbem as distrações quando não queremos ser incomodados (Pratyahara).

Concentração e foco, estar inteira em tudo o que fazemos, os pensamentos, a atenção, estar no comando e totalmente presente (Dharana). Quando temos mais controlo sobre nós mesmos, então estamos preparados para praticar meditação (Dhyana).   Todos sem exceção podemos praticar Yoga, não há ninguém que não possa! Se Yoga é um caminho interior, todos podemos trilhá-lo.   Yoga não é ginástica, não são posições em que colocamos o corpo. Mesmo que não tenhas pernas e braços podes praticar Yoga. Só precisas de ter vida, e quereres tomar conta dela.  

Yoga não tem a ver com números de circo e com elasticidade, como tantos querem fazer querer. Para a maior parte das pessoas, fechar os olhos, respirar e ficar em silêncio, já é uma transformação.   O silêncio pode parecer desconfortável, e sobretudo fora de moda. Mas só no silêncio te podes ouvir, ninguém fora de ti tem as respostas para a tua vida. 

No silêncio percebemos como funciona a nossa mente. Conhecemos os nossos pensamentos e a forma como surgem e se encandeiam. Podemos decidir para onde os direcionar, cultivando pensamentos de compaixão, amor, autoconfiança, verdade. A mente é nossa, nós temos controlo sobre a mente, ela não tem uma vida própria e independente. 

É no silêncio que o sistema nervoso encontra uma oportunidade para se reequilibrar. Basta que te permitas estar em silêncio, alguns momentos por dia, para começares a recuperar paz e serenidade. O silêncio é o terreno fértil para identificar as nossas emoções, padrões de comportamento, e permite alcançar um estado de presença e conexão contigo mesmo, e consequentemente com os outros e com o Mundo. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 28 da revista Líder, sob o tema Silêncio. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Liderança 2025: conheça as dicas essenciais dos nossos líderes

31 Dezembro, 2024 by Marcelo Teixeira

O papel do líder está em constante evolução e 2025 vai trazer novos desafios para as lideranças de todos os setores. A aceleração tecnológica, a crescente diversidade nas equipas, as mudanças climáticas e os conflitos mundiais exigem que os líderes vão além das competências tradicionais.  

O grupo de Conselheiros Líder, composto por personalidades com funções de destaque em diversas áreas, deixa a sua visão e conselhos para o ano que amanhã começa. Ora veja. 

 

Que em 2025, se reforce que a essência da liderança reside na conexão genuína com as pessoas. Os números e metas são fundamentais, mas os líderes que se conseguem conectar verdadeiramente com as pessoas entendem que o poder de uma organização é amplificado quando cada membro se sente valorizado, inspirado e desafiado. A confiança e empatia são chave não só para o fortalecimento da cultura organizacional, mas também como estímulo da inovação e da resiliência. Recordo Mahatma Gandhi: «A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.» 

Elsa Carvalho, Head of Business Development WTW 

 

Seja resiliente, mas não inflexível! Mude constantemente, mas sem perder a essência; valorize novas ideias, abraçando a inovação; não tema explorar mercados internacionais que são extremamente importantes para a economia portuguesa. Invista em tecnologia, fomente parcerias e integre responsabilidade social na sua estratégia de negócios. O sucesso empresarial está cada vez mais ligado ao impacto positivo que geramos na sociedade. 

Luciano Montenegro de Menezes, President & CEO World Trade Center Lisboa  

 

Em linha com uma das maiores inovações dos últimos anos, lancei o desafio da Líder ao ChatGPT: «deixar um conselho, ou mote para os Líderes em 2025». A resposta? «Adote como mote: Liderar é servir, transformar e inspirar. Seja um catalisador de mudanças positivas, promovendo colaboração e confiança naquelas que lidera». Embora o ChatGPT não esteja errado, o ano de 2025 trará desafios que precisarão de mais que esta resposta.  

Guerras, disputas económicas, eventos climáticos extremos, desinformação, ataques à democracia, polarização e extremismo. Gerir estas situações vai exigir que o Líder de 2025 seja capaz de capitalizar a experiência e maturidade da senioridade com a criatividade e energia da juventude. Uma abordagem inclusiva que congregue as opiniões e abordagens de pessoas com percursos e experiências diferentes. Uma visão ambiciosa, disruptiva e determinante será fundamental para encontrar soluções inovadoras que contribuam para uma sociedade mais próspera e sustentável.  

José Ganicho, Médico Interno de Formação Específica em Doenças Infecciosas, ULS São José 

 

Liderança com Propósito para 2025 – Em tempos de mudanças aceleradas, a liderança deve ser sinónimo de adaptação, empatia e visão estratégica. O Líder de 2025 precisa de inspirar equipas a inovar, fomentar a colaboração em todos os níveis e priorizar a sustentabilidade — tanto nos negócios como nas relações humanas. É nesta convergência que se encontram o propósito e o impacto duradouro. 

Catarina Castro, Marketing & Communications Manager, EGOR 

 

Liderar 2025, inspirar pelo exemplo – Num mundo em mutação acelerada, ou assim parecendo, liderança recomenda-se. Exige-se. Impõe-se. Começando no próprio. Liderar é inspirar pelo exemplo. Liderança suportada em carácter, fazer o que se diz, competência, fazer bem feito e consistência, fazê-lo de forma sustentada. Os três componentes da cola que uma equipa une: a confiança.  

Mudança traz risco. Alteração do status quo, traz a possibilidade de ganho e perca. Ninguém gosta de mudar. Mesmo os que dizem que sim. Todos podemos pensar numa mão cheia de situações onde as palavras mudança e bem-vinda não conjugam. 2025, como todos os anos, como todos os dias, será prova da capacidade do líder. Olhando cada momento, cada mudança, como uma potencial crise. Evento potencialmente disruptivo que pode pôr em causa a reputação, saúde financeira, modelo de negócio e até a sobrevivência de si e da organização. Aceitando os eventos como são e não como gostaria que fossem, define ponto de partida. Criar uma visão, define ponto de chegada. Explicar mudanças necessárias para lá chegar, identifica ganhos e percas inerentes. Com comunicação clara, credível, consistente. Com empatia, percebendo o outro. Com generosidade, 1ª regra: primeiro dar. A bem das pessoas, das organizações e da liderança. 

Francisco X. Froes, Presidente AMBA, Alumni Association NovaSBE MBA 

 

O meu mote para 2025 será ‘Liderar com Impacto em Todas as Esferas da Vida’. Estou muito empenhada em, durante o próximo ano, nunca esquecer que “ação gera reação”. E nesse sentido, a nossa melhor liderança tem de intervir… sempre. Liderar é sobre ser exemplo, não apenas em momentos de destaque, mas nas decisões diárias que moldam a nossa trajetória. Na família, a liderança pode manifestar-se no cuidado, no diálogo, ou na presença. Impactar positivamente quem amamos não está apenas em grandes gestos, mas na constância de estar lá, ouvir e apoiar. No trabalho, na equipa e na empresa, liderar com impacto é criar um ambiente onde as pessoas se sintam valorizadas, motivadas e comprometidas. É equilibrar resultados com bem-estar, metas com significado e sucesso com colaboração. Acredito que o verdadeiro impacto da liderança transcende barreiras: une, constrói e inspira. Que 2025 seja um ano de grandes lideranças e com grande impacto. 

Joana Garoupa, Marketing Advisor, CEO Garoupa INC 

 

Liderar em 2025 será, mais do que nunca, um ato de autoliderança – O ritmo acelerado das mudanças e a complexidade dos desafios exigem que os líderes abandonem a figura do ‘super-herói’ para abraçarem o seu papel de seres humanos: vulneráveis, adaptáveis e conscientes. O autoconhecimento será o grande diferencial – só quem lidera a si próprio poderá inspirar e mobilizar equipas em torno de um propósito comum. 

A minha mensagem é simples: invistam no vosso crescimento interior. Olhem para dentro, ouçam com empatia e mantenham a coragem de desaprender para aprender. Porque o líder do futuro não é o que tem todas as respostas, mas o que cria um ambiente onde as perguntas certas podem surgir, as pessoas crescem e os resultados se transformam.  

Susana Coerver, Partner Ideators.cc e Co-Founder Kindology 

 

Entre muitos outros aspetos, destaco os seguintes: 

  • Liderança por exemplo 
  • Foco na equipa e nas pessoas 
  • Reforço das estratégias relacionadas com AI e com a vertente digital 
  • Inteligência emocional 
  • Adaptabilidade para fazer face aos desafios do mercado e do dia-a-dia 

Bruno Mota, Managing Director, Devoteam Portugal, Global Vice President 

 

A atual conjuntura política e económica exige dos nossos líderes uma adoção de estratégias para lidar com cenários de incerteza e de constante mutação. A possibilidade de uma recessão, combinada com a inflação persistente, exige um planeamento financeiro robusto e flexível, mas acompanhado da implementação das tecnologias emergentes, de modo a aumentar a eficiência operacional e, permitindo uma rápida adaptação às mudanças do mercado. Também a importância da sustentabilidade e da responsabilidade social não pode ser negligenciada, sendo cada vez mais necessário investir em práticas sustentáveis para responder às expectativas dos consumidores e preparar as organizações para as futuras regulamentações mais rigorosas. Fomentar uma cultura organizacional que valorize a diversidade e o bem-estar dos colaboradores aumentará a resiliência e a capacidade de inovação da empresa, fatores essenciais para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que 2025 trará. 

Isabel Neves, Presidente Clube Business Angels Lisboa 

 

Em 2025, os líderes terão de centrar-se numa liderança empática e dinâmica. Seguindo a constante evolução do mundo, os líderes precisam de desenvolver ligações genuínas com as suas equipas, compreendendo não apenas os objetivos organizacionais, mas também as necessidades individuais e emocionais de cada colaborador. A empatia será o pilar para criar ambientes inclusivos e motivadores, onde todos se sintam valorizados e envolvidos. Além disso, será essencial manter uma mentalidade aberta ao crescimento contínuo, acompanhando as novas dinâmicas do mercado e liderando com coragem para enfrentar os desafios do futuro. 

Patrícia Borges, Head of Human Resources, iServices 

 

Em 2025, ao completarmos o primeiro quarto do século XXI, torna-se cada vez mais evidente que a liderança das marcas deve centrar-se na autenticidade. Atualmente, é imperativo que as marcas estabeleçam conexões genuínas com os seus públicos, compreendendo não apenas os objetivos de mercado, mas também as necessidades e emoções dos seus clientes. A empatia é essencial para criar relações fidelizadas entre marcas e consumidores. Ser um líder autêntico envolve a capacidade de ser genuíno, transparente e fiel aos seus valores e princípios, independentemente do cargo que se exerce. Por outro lado, a empatia no atendimento melhora a experiência do cliente, fortalece a confiança e fidelidade à marca. Portanto, investir em autenticidade e empatia nas estratégias de comunicação e liderança é fundamental para o sucesso das marcas no cenário atual. 

Os estudos académicos mais recentes reforçam a importância da autenticidade e da empatia na liderança e na comunicação das marcas.  O conceito de Marketing H2H (Human-to-Human) enfatiza que líderes que são exemplos de empatia, autenticidade e transparência ajudam a cultivar um ambiente onde estes valores e princípios podem prosperar. Líderes que incorporam essas qualidades não fortalecem a apenas confiança e o engagement das suas equipas, mas também criam conexões mais profundas e significativas com os consumidores, promovendo a lealdade e a satisfação. 

Vânia Guerreiro, Head of Brand, Communication & Happiness, iServices 

 

Humanizar para inspirar: o papel do líder em 2025 – Num mundo em constante transformação, o verdadeiro desafio da liderança será continuar a equilibrar a inovação com a humanização. Em 2025, os líderes devem continuar a assumir o compromisso de promover diversidade nas equipas, não apenas em termos de experiências, mas também no que toca a perspetivas, interesses e formas de abordar os desafios. Este será o caminho para uma liderança mais inclusiva, ágil e preparada para enfrentar novas realidades. 

Além disso, o foco no upskilling e reskilling das equipas será crucial para assegurar que todos os colaboradores não só acompanham a evolução do mercado, como também encontram o seu plano de desenvolvimento pessoal e profissional. Cabe aos líderes criar um ambiente que incentive a aprendizagem contínua, a reflexão crítica e, acima de tudo, e o mais importante, a capacidade de ouvir. Um líder que sabe ouvir verdadeiramente consegue inspirar confiança e dar propósito às suas equipas, conduzindo-as para um futuro mais sustentável.  

Vanda Quintão, Marketing Expert, Brand Reputation, Brand & Marketing, MC Sonae 

 

O que será de 2025? – Os meus 3P para o Novo Ano. 2025 será um ano para liderar com empatia, agir com urgência e inovar com intenção. Estaremos no exato ponto médio daquela que é considerada pelas Nações Unidas a Década da Ação (2020-2030) para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Será um ano para as organizações alinharem as suas estratégias em três pilares – Planeta, Pessoas e Propósito – à procura de um espaço comum, de equilíbrio entre o crescimento económico, o bem-estar ambiental e a justiça social. 

Será um ano para priorizar uma liderança centrada nas pessoas – colaboradores, clientes e comunidades – que valorize o bem-estar e a saúde mental, a inclusão e o desenvolvimento contínuo de competências. Será um ano para reforçar a cultura de confiança através de uma comunicação transparente e de decisões mais colaborativas. E para trazer o tema da sustentabilidade para dentro, envolvendo equipas nas iniciativas da empresa, que refletem o seu propósito, promovendo um sentido de pertença e uma visão partilhada sobre aquilo que a organização traz para o mundo. 

Fernando Rente, Diretor de Marketing Corporativo, Doutor Finanças 

 

Em 2025, o verdadeiro poder de liderança virá de saber transformar desafios em oportunidades de evolução. Para isso, será necessário mais do que visão, mas também coragem para quebrar paradigmas e adotar abordagens que conectem inovação e propósito. Que o líder seja o designer do futuro, que desenha não apenas soluções, mas também os caminhos que inspiram mudanças reais na sociedade e no planeta. 

Inês Ayer, Designer e Global Shaper do Hub de Lisboa 

 

Em 2025, os líderes devem estar disponíveis para uma rápida adaptação aos novos desafios que a própria sociedade vem introduzindo no ambiente de negócios, promovendo uma cultura de inclusão e diversidade que valorize diferentes perspetivas e formas de pensar. Uma liderança positiva, que encoraje o bem-estar da equipa e a aprendizagem contínua, é fundamental para criar um ambiente de trabalho resiliente e inovador, onde se ‘aprende a desaprender’ e a aceitar as vulnerabilidades do próprio e dos outros. 

Ao liderar com empatia e transparência, os líderes não apenas conquistam a confiança dos seus colaboradores, mas também estabelecem um compromisso com um Propósito e a sustentabilidade, que é cada vez mais valorizada pelos consumidores e pelos investidores. Assim, é imperativo que os líderes reconheçam que o sucesso do seu negócio (e o seu próprio enquanto Líderes) reside na capacidade de inspirar e unir Pessoas e equipas em torno de compromissos comuns, abraçando as dificuldades como oportunidades de valorização e crescimento individual e organizacional. 

Pedro Ramos, CEO da KEEPTALENT Portugal 

 

Há três ideias muito claras para a liderança em 2025. Primeiro, ‘be kind and care’; que para mim é a atitude certa de um líder que mostra preocupação genuína com o bem-estar da equipa, com a sua motivação e desempenho. Depois, aspirar a “ser inútil”. Ou seja, acabar com a asfixia da micro-gestão e ajudar as equipas a trabalhar com autonomia. Por fim, claro, abraçar a inteligência artificial generativa como uma ferramenta de gestão para fazer tudo melhor e mais rápido. Três ideias base para que um líder seja ainda melhor neste novo ano.

Ricardo Parreira, CEO, PHC Softaware

 

Progresso sustentável, inovação responsável – Vivemos tempos trazem a certeza de imensa inovação e transformação, mas também a responsabilidade de moldar esse progresso de forma ética e sustentável. Num mundo onde a inteligência artificial redefine processos, mercados e interações humanas, os líderes têm o papel fundamental de integrar essas ferramentas com responsabilidade, garantindo que o avanço tecnológico esteja ao serviço de um progresso humano e inclusivo. Este é o momento de construir um caminho guiado por valores sólidos, onde a inovação e a sustentabilidade sejam forças complementares, contribuindo positivamente para a sociedade e para o nosso planeta.

Liderar no contexto de 2025 exige uma abordagem inspiradora e colaborativa, com foco na promoção de um futuro mais justo e humano. A capacidade de inspirar, cooperar e motivar entendimento e cooperação, em vez de divisão, é e será a força motriz de uma liderança eficaz. Escolher uma perspetiva otimista, significa enfrentar incertezas com coragem e determinação, confiando no poder transformador da ação coletiva. Unidos, podemos alcançar feitos extraordinários, provando que o verdadeiro progresso é construído na interseção entre inovação responsável e propósito partilhado. «Sozinhos podemos fazer tão pouco; juntos podemos fazer tanto» – Helen Keller.

Carlo Marques, Head of Business Apps, ISQe

 

Ao entrar em 2025, um ano de incerteza geopolítica à escala global e integrados numa economia aberta, o mote é inovar e capacitar, como líderes, gestores e contribuidores activos para o bem estar individual e colectivo. A inteligência artificial traz-nos oportunidades, ao nível do desenvolvimento de competências das equipas, já que simplificar o trabalho fará a diferença. Oportunidades que se estendem, através da agentificação e ultra especialização, ao serviço ao cliente e optimização de todas as operações dentro das organizações. Ao líder caberá manter o foco na humanização, em equilíbrio com a evolução e crescimento, para atrair e desenvolver as capacidades do seu talento.

Susana Soares, Managing Director, CHRLY & Innovation Board, FUJITSU

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